Autor: Redação

  • Outros incêndios já destruíram museus no Brasil; veja quais foram

    O incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro está longe de ser um caso único no Brasil.

    O fogo já destruiu incontáveis obras de arte, acervos históricos e materiais arqueológicos brasileiros.

    Confira abaixo uma lista com os incêndios que já destruíram museus no Brasil:

    Museu de Arte Moderna do Rio

    Em 8 de julho de 1978, um grande incêndio destruiu cerca de mil obras do Museu de Arte Moderna do Rio. Muitas delas produzidas por artistas de renome como Pablo Picasso, Salvador Dalí e Di Cavalcanti. Até hoje esta é uma das maiores tragédias já registradas na história da arte brasileira.

    Em termos financeiros o prejuízo foi calculado em 15 milhões de dólares, na época. Na contação atual, seria o equivalente a quase 60 milhões de reais.

    O museu foi reaberto em 1981, mas enfrentou problemas como goteiras e falta de segurança para o acervo. As atividades normais só retornaram no início dos anos 90.

    Instituto Butantan

    Quase 32 anos depois, uma nova tragédia. Em 15 de maio de 2010, chamas atingiram o laboratório de répteis do Instituto Butantan, em São Paulo, destruindo o principal acervo de cobras, aranhas e escorpiões do país.

    Milhares de bichos conservados para pesquisa eram guardados no local. Cerca de quinhentos mil espécimes de animais mortos foram destruídos no incêndio, que segundo os bombeiros, foi causado pelo superaquecimento de um aparelho.

    O prédio de coleções zoológicas do instituto foi reaberto três anos depois, após uma reforma que custou mais de 5 milhões de reais.

    Museu da Língua Portuguesa

    Às vésperas do natal de 2015 uma nova tragédia causada pelo fogo. Em 21 de dezembro daquele ano, um incêndio de grandes proporções atingiu o Museu da Língua Portuguesa, no centro da capital paulista.

    As chamas, que começaram no primeiro andar durante uma troca de iluminação, transformaram em cinzas o primeiro Museu do mundo dedicado a uma língua.

    Quase três anos após o acidente o prédio ainda está em obras.

    A previsão é de que as portas sejam reabertas no ano que vem. Como acervo era virtual foi possível recuperá-lo.

  • Privatização da água é tema de audiência pública interativa

    Dando prosseguimento ao ciclo de encontros sobre democracia e direitos humanos, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) promove na quarta-feira (5) audiência pública interativa para debater a privatização da água. A reunião começa às 14h na sala 2 da Ala Nilo Coelho do Senado Federal.

    Foram convidados para a audiência o presidente do Sindiágua-RS e dirigente da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Arilson Wunsch; o diretor da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), Sérgio Antonio Gonçalves; e o dirigente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Água, Energia e Meio Ambiente (Fenatema) Rene Vicente dos Santos.

    Também devem participar o presidente da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae), Aparecido Hojaij; o conselheiro da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) Abelardo de Oliveira Filho; e o representante da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) Edson Aparecido da Silva.

    Foram convidados ainda representantes da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe), da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Ministério das Cidades.

    Qualquer pessoa pode participar da audiência com comentários ou perguntas por meio do portal do programa e-Cidadania ou através do Fale com o Senado (0800 612211). A presidente da CDH é a senadora Regina Sousa (PT-PI). Por Agência Senado.

  • Bombeiros tentam resgatar fragmentos com valor histórico no Museu Nacional do Rio

    Um incêndio de grandes proporções destruiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, na zona norte do Rio de Janeiro. O fogo começou por volta das 19h30 desse domingo (2) e o Corpo de Bombeiros chegou a pedir apoio a homens e viaturas de 21 quarteis para controlar as chamas.

    Neste início de manhã (3), os bombeiros continuam no local para evitar novos focos de incêndio. Ainda não se sabe o que causou o incêndio. Quatro equipes de bombeiros tentam resgatar fragmentos com valor histórico em rescaldo. Saiba mais com Raquel Júnia.

  • Distrito Federal prorroga campanha de vacinação contra pólio e sarampo até quinta-feira

    Mais de 132 mil crianças foram vacinadas no Distrito Federal durante a Campanha Nacional contra a poliomielite e o sarampo, que terminou no último sábado (1º). O número representa 82% do público-alvo da campanha, que são as crianças de 1 ano a menores de cinco anos. A meta do Ministério da Saúde é de vacinar 95% do público da campanha.

    A Secretaria de Saúde do DF decidiu prorrogar a campanha até quinta-feira (6) desta semana para tentar alcançar a meta.

    A subsecretária de Vigilância à Saúde, Maria Beatriz Ruy, enumera alguns fatores que podem explicar a cobertura abaixo do estipulado: o esquecimento das famílias de levarem as crianças aos postos de saúde; a proliferação de notícias falsas sobre a vacinação; e até o movimento anti-vacina, de pessoas que são contra esse tipo de campanha.

    A subsecretária de Vigilância à Saúde da Secretaria do DF faz um apelo às famílias, lembrando que há um surto de sarampo na região Norte.

    O país enfrenta surtos de sarampo no Amazonas e em Roraima. Mas casos isolados foram registrados em seis outros estados, como São Paulo e Rio de Janeiro.

    Ao todo, o Ministério da Saúde confirmou 1.553 casos, levando à morte de sete pessoas.

  • Câmara pode votar nesta terça controle de empresas aéreas por estrangeiros

    Após duas semanas sem sessão, o plenário da Câmara marcou para esta terça-feira (4) a votação do projeto que permite transferir o controle de empresas aéreas nacionais para o capital estrangeiro.

    De acordo com a proposta, o capital das companhias aéreas com sede no Brasil poderá ser totalmente estrangeiro.

    Atualmente, o máximo de capital externo permitido nessas companhias é de 20%.

    O projeto, sob a relatoria do deputado Paulo Azi, do Democratas baiano, propõe o fim da classificação dos hotéis pelo Ministério do Turismo, por meio de atribuição de estrelas.

    Também está em pauta a medida provisória que acaba com o Fundo Soberano do Brasil. Este fundo é uma poupança criada em 2008, com o objetivo de atenuar o efeito de crises econômicas e fomentar projetos de interesse estratégico do país.

    Os recursos do fundo, que somam mais de R$ 26 bilhões serão destinados, se aprovada a medida, ao pagamento da dívida pública federal.

  • Baixa umidade do ar faz mais mal a saúde do que você imagina

    Os moradores de cidades nas regiões sudeste e centro-oeste têm sofrido com o tempo seco nos últimos meses, em especial nas últimas semanas. Nexta sexta-feira (31) e no sábado (1°), São Paulo, por exemplo, entrou em estado de atenção por causa da umidade do ar. O índice registrado na cidade esteve abaixo de 20%.

    O tempo seco pode ser bom para secar as roupas no varal. É também o preferido dos aviadores, já que o céu fica mais seguro com menos variações térmicas e ventos. Mas para a saúde ele não é nada bom.

    O ar seco aumenta a incidência de doenças respiratórias e de infecções virais e bacterianas. Isso porque a baixa umidade desidrata as células da pele e das mucosas.

    As narinas e os olhos ficam ressecados, contribuindo para o surgimento de rinite, sinusite e conjuntivite, principalmente em crianças e idosos.

    Já que não temos como mudar o tempo e a qualidade do ar, o jeito é tomar alguns cuidados com o corpo.

    Passar hidratante na pele, soro fisiológico no nariz e, o principal, tomar bastante água são algumas das recomendações médicas para amenizar os efeitos do tempo seco.

    Segundo a Dra. Natália Marcusso, os aparelhos umidificadores também são recomendados, mas exigem cuidado na utilização.

    “Os vaporizadores de água vão aumentar a umidade do ar, mas tem que tomar muito cuidado com a higiene deles. Se você deixar água de um dia para o outro, deixar aquela água parada por muito tempo, aquilo vai acabar proliferando vírus e bactérias”, disse ela.

    “A gente também aconselha colocar balde ou bacia de água no quarto, na sala, que pode ajudar bastante”, completou.

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a umidade relativa do ar ideal é acima dos 60%. Mas dias com umidade abaixo dos 30%, ou até dos 20%, têm sido frequentes em cidades como a São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília.

    As regiões sudeste e centro-oeste têm sido as mais castigadas do país neste inverno, com longos períodos de tempo seco. A previsão é que nesta região, a situação continue assim por mais algumas semanas.

  • Incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro; o terror em vídeos, fotos e textos

    Problema em hidrantes colaborou para fogo se alastrar

    O comandante do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, coronel Roberto Robadey, afirmou que um problema no funcionamento dos hidrantes contribuiu para o fogo se alastrar na região do parque, na Quinta da Boa Vista onde está o Museu Nacional.

    Segundo o coronel, foi preciso pedir apoio à Companhia de Águas e Esgotos do Rio (Cedae) para ceder carros-pipa. Também foi utilizada água do lago da Quinta da Boa Vista.

    “Pedimos apoio a eles [da Cedae] de carros-pipa e também trouxemos os nossos carros da Baixada Fluminense. Os dois hidrantes mais próximos estavam sem carga”, disse o militar.

    Ele lembrou que, ao chegar ao local do incêndio, o fogo estava de média para grande proporção. O comandante não confirmou as primeiras informações de que o fogo teria começado no primeiro andar.

    Operação

    De acordo com o comandante, a operação contou com 80 militares e 21 viaturas de 12 quartéis da capital e de municípios vizinhos. Robadey descartou a possibilidade de desabamento.

    “As paredes são muito grossas. O prédio é muito antigo. Os pavimentos internos desabaram”, disse o militar. Agência Brasil

    Faltou água para apagar incêndio no Museu Nacional

    O comandante do Corpo de Bombeiros revelou ao jornal O Globo que Cedae precisou enviar caminhões-pipa, pois os hidrantes próximos ao Museu Nacional não estavam funcionando.

    O comandante do Corpo de Bombeiros, Roberto Robadey Costa Junior, conversou com a Globo na noite deste domingo. Segundo ele, 80 homens de 12 quartéis e 21 viaturas trabalham no combate ao fogo.

    “Vim aqui dar essa entrevista, porque só agora posso garantir que tem água suficiente para combatermos o incêndio”, disse o militar ao jornal.

    Segundo a assessoria de imprensa do Museu Nacional, o incêndio começou por volta das 19h30.

    O comandante explicou que o incêndio já era de médio a grande porte quando a primeira equipe de bombeiros chegou ao local. Os bombeiros ainda conseguiram retirar algumas peças do acervo “da parte de trás do palácio, que ainda não havia sido atingido pelo fogo”.

    “Alguns pavimentos já foram para o chão. Mas como é um prédio antigo, com paredes grossas, os engenheiros avaliaram que não há risco de desabamento, pelo menos da fachada.”

    O comandante confirmou que ninguém ficou ferido, e que também não há risco para o zoológico, que fica na proximidade.

    O comandante explicou que o Museu Nacional não tinha estrutura de combate a incêndio, como determina a legislação. Há um mês, a instituição procurou os bombeiros, pois tinha conseguido recursos para regularizar a situação, lamentou ele.

    Os funcionários do Museu também reclamaram da falta de água. Em um vídeo publicado no Facebook, uma das testemunhas narra as dificuldades encontradas pelos bombeiros nos momentos iniciais do incêndio.

    Além da água para apagar o incêndio, em algum momento os próprios bombeiros ficaram sem água potável. Antes do incêndio ser controlado, os militares pediram apoio da população.

    “Acabaram de bater na minha porta para pedir garrafas de água para os bombeiros! A vizinhança está se mobilizando para que as garrafas de água cheguem até os bombeiros!”, disse a professora Katia Sant’Anna, que mora nas proximidades do Museu Nacional, à Sputnik Brasil. (Sputnik Brasil)

    Pesquisadores de museologia pedem colaboração para resgate de acervo

    Com a destruição da maior parte do acervo do Museu Nacional do Rio de Janeiro, pesquisadores, funcionários e colaboradores da área de museologia buscam resgatar tudo que está relacionado ao material que havia ali. Eles pedem que aqueles que tiverem imagens, sejam fotografias, vídeos e selfies, dos espaços e acervo atingidos pelas chamas enviem para o grupo.

    Em nota, o grupo apela para que o material seja encaminhado ao e-mail: thg.museu@gmail.com

    Até as primeiras horas de hoje (3) a assessoria de imprensa do Museu Nacional do Rio não tinha informações completas sobre as perdas causadas pelo incêndio. Informava apenas que a maior parte do acervo foi destruída.

    O acervo reunia mais de 20 milhões de itens de variados temas, incluindo coleções de geologia, paleontologia, botânica, zoologia e arqueologia. No local, estava a maior coleção de múmias egípcias das Américas.

    Ali também estava Luzia, o mais antigo fóssil humano encontrado nas Américas, que remete a 12 mil anos e representa uma jovem de 20 a 24 anos. No museu, havia ainda o esqueleto do Maxakalisaurus topai, maior dinossauro encontrado no Brasil.

    O museu é a mais antiga instituição histórica do país, pois foi fundado por dom João VI, em 1818. É vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com perfil acadêmico e científico. Tem nota elevada nos institutos de pesquisa por reunir peças raras, como esqueletos de animais pré-históricos e múmias. (Agência Brasil)

    Incêndio destrói Museu Nacional do Rio de Janeiro

    Um grande incêndio ocorreu no Museu Nacional do Rio de Janeiro, causando enormes danos.

    O fogo teve início no domingo, dia 2, à noite, após o encerramento da visitação pública.

    Os funcionários dizem que ninguém se feriu, mas que o fogo havia destruído quase que completamente o prédio que conta com 200 anos de história. Também disseram que se perdeu a maioria da coleção que consiste de mais de 20 milhões de itens.

    O acervo do museu contava com múmias de indígenas da América do Sul e espécimes botânicos. Também consistia em importante base de investigação da história natural da região e antropologia. (NHK)

    Atos são convocados para protestar contra incêndio do Museu Nacional

    Segundo relatos, Museu Nacional tinha acabado de inciar treinamento de brigadas de incêndio semanas antes da tragédia.

    A revolta e o desnorteamento da população brasileira ainda são grandes com a notícia da possível perda quase total do acervo do Museu Nacional. Para muitos, o incidente reflete o descaso com que a ciência vem sendo tratada no Brasil. Por isso, grupos de estudantes já estão convocando para esta segunda-feira (3) atos para protestar contra o ocorrido, bem como para chamar a atenção para a forma com que governo vem tratando a ciência.

    O doutorando em Botânica no Museu Nacional do Rio de Janeiro e representante dos alunos de sua área, Igor Kessous, comentou o incêndio que se alastrou pela ala de exposições e pela parte de trás do palácio, “onde existiam diversos laboratórios de pesquisa”.

    “Quando se descreve uma espécie para a ciência, você tem um indivíduo que foi coletado na natureza e foi colocado no acervo. Aquele indivíduo é a cara da espécie. Ali existiam diversas espécies. Milhares. Imensuráveis. De insetos, de aranhas, que ficavam naquele palácio. Provavelmente isso se perdeu. São anos. Ali existiam coletas do século 19. São 200 anos perdidos mesmo”, lamentou Igor.

    Diversos atos estão sendo convocados pelo Facebook para protestar contra o ocorrido, bem como contra a situação nas áreas de ciência, educação e cultura. Igor é organizador de um dos eventos com maior mobilização até o momento.

    “A pauta principal é o descaso com a ciência. Porque o museu não tem mais como recuperar. Podem até restruturar o museu posteriormente, o que acho muito difícil. Mas o que foi perdido ali nunca vai ser recuperado. Vejo esse evento como o principal marco do descaso com a ciência no Brasil”, explicou ele.

    “A direitoria vinha pedindo dinheiro ao BNDES ao longo de anos. E o dinheiro tinha sido liberado, só que não saía, para reformar [o museu]. Nesses últimos meses, o diretor tinha implantado cursos de brigada de incêndio. É uma coincidência muito triste.”

    “Todas as pessoas que conheço da comunidade do museu — técnicos, professores, alunos — quando você fala com a pessoa, a pessoa está aos prantos em casa. Porque aquilo ali é nossa história. É história do mundo. Não é só história do Rio de Janeiro ou do Brasil. Ali tem coisas do mundo inteiro. Tem múmia do Egito. Estava na exposição e o telhado caiu”, concluiu o interlocutor da Sputnik Brasil. (Sputnik Brasil)

    A destruição para além do físico

    Incêndio do Museu Nacional pode impactar na forma como narramos o passado e como produziremos conhecimento no futuro

    O incêndio que destruiu o Museu Nacional/UFRJ na noite de domingo, dia 2, levou consigo muito mais do que um prédio histórico que abrigou a família real.

    Aliás, desde quando se transformou em Museu Nacional, a instituição fazia questão de se apresentar como um espaço de produção e exposição de ciência.

    Quem visitasse esperando um trono real de D. João VI sairia desolado. Poucas referências à presença dos imperiais apareciam em seus corredores. Ainda assim, indiretamente os antigos moradores estavam presentes na exposição.

    A cadeira real do antigo imperador do Brasil não estava ali, mas outro trono tinha destaque no acervo. Era do rei Adandozan, do reino de Daomé (atual Benin), na África, e que foi dado em 1811 para Dom João VI como uma prova da boa relação que o reino português – recém fugido para o Brasil – queria manter com este povo.

    Uma peça que contribuiu nas relações diplomáticas que consolidaram na trágica história escravista do país.

    Muito perto deste trono também havia um manto real. Novamente, não era da família portuguesa. Era um presente, cheio de plumas, do rei Tamehameha II, das ilhas Sandwich (atual Havaí) ao imperador D. Pedro I.

    A possível perda destes itens configura um vazio no entendimento de uma relação entre o Brasil e povos estrangeiros que até hoje não é tão exposta ao grande público. Em um museu com uma entrada de R$ 3, ela se tornava mais difundida.

    As tão comentadas exposições de Grécia, Roma e Egito também tiveram seu surgimento atrelado às aquisições da família real. D. Pedro, por exemplo, comprava múmias de mercadores para sua coleção particular.

    Seu filho, D. Pedro II, chegou a fazer expedições ao Egito para comprar mais. Dentre as adquiridas, existe uma cujo processo de mumificação é bastante raro: cada parte do corpo é enrolada de forma que se possa identificar dedos, braços e pernas.

    Somente outras seis no mundo obedecem a esta lógica. Uma peça cuja preservação é de interesse mundial e que atravessou milhares de anos.

    Já a imperatriz Teresa Cristina contribuiu com a exposição de Grécia e Roma ao ter expostos os vasos etruscos que tinha comprado. São peças que detalhavam hábitos cotidianos de povos da península de Itálica de uma época anterior ao nascimento de Jesus Cristo. Ao contrário do que muito foi escutado na cobertura do incêndio, o acervo do Museu Nacional transcende os seus 200 anos.

    A exposição era muito mais do que as peças adquiridas pela família real. Aquele prédio também era uma instituição de produção de conhecimento. Estavam ali os fósseis de Luzia, a mais antiga moradora de nossas terras e que mudou a percepção sobre o deslocamento da humanidade da África até a América.

    É também o museu que fez importantes descobertas paleontológicas e se transformou em um dos principais centros de estudo na América Latina. São dezenas de pesquisadores que perdem completamente suas pesquisas. O prédio, tombado como patrimônio público, poderá ser reerguido. Não será como antes, infelizmente.

    Ainda assim, irrecuperáveis serão as peças e pesquisas que, porventura, forem destruídas. Surgirão lacunas na já tão complicada forma como narramos e lidamos com o nosso passado e um atraso cientifico que impedirá a produção de conhecimentos futuros.

    Raphael Kapa é jornalista, historiador, doutorando em História pela UFF e trabalhou como instrutor na exposição do Museu Nacional por seis anos. (Agência Brasil)

    UFRJ: incêndio no Rio é a maior tragédia museológica do país

    A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), responsável pelo Museu Nacional no Rio, lamentou em nota o incêndio que começou na noite desse domingo (2) e destruiu o prédio histórico. “É a maior tragédia museológica do país. Uma perda incalculável para o nosso patrimônio científico, histórico e cultural.”

    No texto, a UFRJ se solidariza, em nome do Instituto Brasileiro de Museus, com servidores e pesquisadores do Museu Nacional, no que considera um triste registro da história.

    “Tamanha perplexidade que toma a todos, nos defronta com o maior desafio dos museus: consolidar e implementar uma política pública que garanta, de forma efetiva, a manutenção e conservação de edifícios e acervos do patrimônio cultural brasileiro”, destaca a nota.

    O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher, informou que terá hoje (3) uma reunião com o ministro da Educação, Rossieli Soares, e cobrará do governo federal empenho para reconstruir o prédio e o acervo da instituição, que, segundo o próprio Museu Nacional, tem a maior coleção da América Latina. “Para o país, é uma perda imensa. Aqui temos a nossa memória. Grande parte do processo de constituição da história moderna do Brasil passa pelo Museu Nacional. Este incêndio sangra o coração do país.” (Agência Brasil)

  • Boneca Momo pode ter causado a morte de mais uma criança

    A Boneca Momo, uma lenda urbana que se tornou viral entre jovens e adolescentes na Internet, pode ter causado mais uma vítima. A polícia de Várzea Paulista, no interior de São Paulo, tenta descobrir se a morte de um menino de 12 anos tem relação com a boneca virtual, que rouba dados e faz desafios violentos na internet.

    As autoridades também investigam outro caso suspeito em Extremoz, na região metropolitana de Natal.

    A estudante Yohana Taianá de 12 anos, foi encontrada morta na casa da família nesta quinta-feira (30). Os amigo contaram que ela já tinha participado de desafios feitos pela figura monstruosa que aparece no celular.

    “Ela sempre ia de casaco para escola porque ela se cortava. Ela cortava os braços, as pernas”, disse uma das amigas.

    Os professores também haviam percebido mudanças no comportamento da menina. A escola em que ela estudava decretou luto oficial.

    O caso está sendo investigado pela delegacia especializada de crimes virtuais do Rio Grande do Norte.

    Equipamentos eletrônicos utilizados pela garota como celular e tablet serão periciados para descobrir quem estava por trás do desafio.

    Em Caruaru no Agreste Pernambucano, duas adolescentes de 13 anos deram entrada no pronto-socorro com cortes nos pulsos e nos ombros nesta quinta-feira(30). Elas tomaram uma grande quantidade de remédios de uso controlado e desmaiaram em uma escola municipal.

    A família descobriu mensagens e vídeos nos celulares das duas indicando que elas participavam de desafios da Boneca Momo. A mãe de uma delas diz que nunca suspeitou de algo tão grave.

    A Polícia Federal alerta os pais para que, em caso de dúvidas, procure a polícia. Os policiais conseguem filtrar e verificar se realmente há ou não algum indício desse tipo de atividade.

  • Eleições 2018 | Mesmo após decisão do TSE, PT diz que vai tentar todos os recursos

    A invalidação da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deixou o PT diante do dilema entre prosseguir com o nome do ex-presidente, que está preso, ou designar Fernando Haddad, seu candidato a vice, para substituí-lo nas eleições de outubro.

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) invalidou a candidatura de Lula após uma sessão de mais de 8 horas, que terminou na madrugada deste sábado (1°).

    Os juízes do TSE chegaram a decisão por 6 votos a 1, poucas horas antes do início da campanha no rádio e na televisão, o que pode ser decisivo para o resultado nas urnas.

    O TSE também proibiu atos de campanha por Lula, ordenou a retirada de seu nome das urnas eletrônicas e deu prazo ao PT até 12 de setembro para definir um substituto.

    A primeira reação do Partido dos Trabalhadores foi de desafio. Em um vídeo postado nas redes sociais, a presidente do PT, a Senadora Gleisi Hoffmann, disse que Lula continua candidato.

    “Não desistiremos de Lula. Vamos interpor todos os recursos que estiverem ao nosso alcance para garantir a sua candidatura. Enquanto houver recurso Lula deve ser candidato”, disse ela.

    Se Fernando Haddad for designado candidato à presidência, sua companheira de chapa será Manuela d’Ávila, do PC do B, segundo um acordo firmado entre os partidos.

    Haddad afirmou que na segunda-feira (3) vai visitar Lula na sede da Polícia Federal, em Curitiba, onde o ex-presidente cumpre desde abril uma pena de 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

    Lula foi condenado em aplicação a lei da Ficha Limpa, promulgada durante sua presidência e que impede um condenado em segunda instância de disputar cargos eleitorais.

  • Remédio para acne? Nunca mais! Nova vacina promete acabar com as espinhas

    Pesquisadores americanos desenvolveram uma vacina contra a acne. Ainda em fase de testes, a substância se mostrou eficaz para inibir a bactéria que causa as inflamações na pele, que atinge principalmente os adolescentes.

    Hoje, além dos remédios, novas pesquisas indicam resultados promissores para uma possível vacina definitiva contra acne. Uma delas, realizadas nos Estados Unidos, os cientistas conseguiram criar anticorpos em laboratório capazes de inibir uma toxina gerada pela principal bactéria causadora de inflamações na pele.

    “Em primeiro lugar os pesquisadores viram o que fazia essa bactéria ser mais agressiva em algumas pessoas, levando a casos mais graves de acne. Eles conseguiram isolar esse fator e essa vacina é para esses casos”, disse a Dra. Tatiana Gabbi.

    “A vacina seria recomendada para diminuir a inflamação apenas nos casos de acne grave”, completou.

    Por enquanto os testes foram realizados em animais e em tecidos humanos, mas ainda não há uma previsão de experimentos em pessoas.

    O problema está longe de ser apenas estético e, em muitos casos, a acne pode gerar febre, mal-estar e comprometer a vida social do paciente.

    Nos últimos anos também houve um avanço expressivo nos tratamentos que ajudam a amenizar uma das principais consequências das espinhas, as marcas que elas deixam na pele.

    Laser, luz pulsada, bioestimuladores e microagulhamento são apenas algumas das opções disponíveis no mercado.

    Apesar de muitos vídeos que fazem sucesso na internet, a principal recomendação é nunca espremer espinhas e cravos sem acompanhamento de um profissional.

    Alguns cuidados simples também podem ajudar na saúde da pele, como explica Ricardo Tovo, chefe de dermatologia do Hospital Sírio-Libanês.

    “Deixar a pele sempre com a higiene adequada e fazer o uso de um filtro solar adequado para cada idade”, disse ele.

    “As pessoas mais jovens não precisam de um filtro solar que seja oleoso, diferente de uma mulher de mais idade, na menopausada e de um adulto, que precisa de um filtro mais hidratante. Essas pequenas orientações já favorecem o paciente para ele não ter acne”, completou.