Autor: Redação

  • Confira os vencedores do Oscar 2018

    A cerimônia de entrega do Oscar 2018 aconteceu neste domingo (04) sem muitas surpresas e repleta de empoderamento.

    Confira abaixo a lista completa dos vencedores:

    Melhor Filme

    Me Chame pelo Seu Nome
    Destino de Uma Nação
    Dunkirk
    Corra!
    Lady Bird
    Trama Fantasma
    The Post
    A Forma da Água
    Três Anúncios para um Crime

    Melhor Diretor

    Dunkirk – Christopher Nolan
    Corra! – Jordan Peele
    Lady Bird: É Hora de Voar – Greta Gerwig
    Trama Fantasma – Paul Thomas Anderson
    A Forma da Água – Guillermo del Toro

    Melhor Atriz

    Sally Hawkins – A Forma da Água
    Frances McDormand – Três Anúncios Para um Crime
    Margot Robbie – I, Tonya
    Saoirse Ronan – Lady Bird: É Hora de Voar
    Meryl Streep – The Post: Guerra Secreta

    Melhor Ator

    Timotheé Chalamet – Me Chame Pelo Seu Nome
    Daniel Day Lewis – Trama Fantasma
    Daniel Kaluuya – Corra!
    Gary Oldman – O Destino de Uma Nação
    Denzel Washington – Roman J. Israel, Esq.

    Melhor Ator Coadjuvante

    Willem Dafoe – Projeto Flórida
    Woody Harrelson – Três Anúncios para um Crime
    Richard Jenkins – A Forma da Água
    Christopher Plummer – Todo o Dinheiro do Mundo
    Sam Rockwell – Três Anúncios Para um Crime

    Melhor Atriz Coadjuvante

    Mary J. Blige – Mudbound
    Allison Janney – I, Tonya
    Laurie Metcalf – Lady Bird
    Octavia Spencer – A Forma da Água
    Lesley Manville – Trama Fantasma

    Melhor Roteiro Original

    Doentes de Amor
    Corra!
    Lady Bird
    A Forma da Água
    Três Anúncios Para um Crime

    Melhor Roteiro Adaptado

    Artista do Desastre
    Me Chame Pelo Seu Nome
    Logan
    Molly’s Game
    Mudbound

    Melhor Animação

    Poderoso Chefinho
    Viva – a Vida é uma Festa
    Touro Ferdinando
    Com Amor, Van Gogh
    The Breadwinner

    Melhor Documentário em Curta-Metragem

    Edith+Eddie
    Heaven is a Traffic Jam on the 405
    Heroin(e)
    Kayayo: The Living Shopping Baskets
    Knife Skills
    Traffic Stop

    Melhor Documentário em Longa-Metragem

    Abacus: Small Enough to Jail
    Faces Places
    Icarus
    Last Men in Aleppo
    Strong Island

    Melhor Filme Estrangeiro

    Uma Mulher Fantástica (Chile)
    The Insult (Líbano)
    Loveless (Rússia)
    The Square (Suécia)
    On Body and Soul (Hungria)

    Melhor Curta-Metragem

    DeKalb Elementary
    The Eleven O’Clock
    My Nephew Emmett
    The Silent Child
    Watu Wote/All of Us

    Melhor Curta em Animação

    Dear Basketball
    Garden Party
    Lou
    Negative Space
    Revolting Rhymes

    Melhor Canção Original

    “Remember Me” – Viva: a Vida é uma Festa
    “This is Me” – O Rei do Show
    “Mighty River” – Mudbound
    “Mystery of Love” – Me Chame Pelo Seu Nome
    “Stand Up for Something” – Marshall

    Melhor Fotografia

    Blade Runner 2049 – Roger Deakins
    O Destino de Uma Nação – Bruno Delbonnel
    Mudbound – Rachel Morrison
    Dunkirk – Hoyte van Hoytema
    A Forma da Água – Dan Laustsen

    Melhor Figurino

    A Bela e a Fera
    Destino de uma Nação
    Trama Fantasma
    A Forma da Água
    Victoria e Abdul – o Confidente da Rainha

    Melhor Maquiagem e Cabelo

    O Destino de Uma Nação
    Extraordinário
    Victoria e Abdul – o Confidente da Rainha

    Melhor Mixagem de Som

    Em Ritmo de Fuga
    Blade Runner 2049
    Dunkirk
    A Forma da Água
    Star Wars – Os Últimos Jedi

    Melhor Edição de Som

    Em Ritmo de Fuga
    Blade Runner 2049
    Dunkirk
    A Forma da Água
    Star Wars – Os Últimos Jedi

    Melhores Efeitos Visuais

    Blade Runner 2049
    Guardiões da Galáxia Vol.2
    Kong – A Ilha da Caveira
    Star Wars – Os Últimos Jedi
    Planeta dos Macacos – A Guerra

    Melhor Design de Produção

    A Bela e a Fera
    Blade Runner 2049
    O Destino de Uma Nação
    Dunkirk
    A Forma da Água

    Melhor Montagem

    Em Ritmo de Fuga
    Dunkirk
    I, Tonya
    A Forma da Água
    Três Anúncios Para um Crime

    Melhor Trilha Sonora

    Dunkirk
    Trama Fantasma
    A Forma da Água
    Star Wars – Os Últimos Jedi
    Três Anúncios Para um Crime
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  • Previsões do Oscar 2018: Quem vai ganhar, quem poderia e que merece ganhar

    Neste domingo (4) teremos mais um Premio anual da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e como não poderia ser diferente, trazemos aqui nossas últimas previsões para o OSCAR 2018.

    Dessa vez vamos fazer diferente. Como a Academia nem sempre premia o melhor filme, criamos 3 subcategorias: Quem Vai Ganhar, Quem Poderia Ganhar e Quem Merece Ganhar.

    Confira abaixo a nossa seleção final de vencedores, em todas as categorias e não deixe de voltar e conferir após a premiação se acertamos muito ou erramos.

    Melhor Filme
    Vai ganhar: A Forma da Água
    Poderia vencer: Dunkirk
    Merece: Trama Fantasma

    Direção
    Vai ganhar: A Forma da Água (Guillermo del Toro)
    Poderia vencer: Dunkirk (Christopher Nolan)
    Merece: Trama Fantasma (Paul Thomas Anderson)

    Melhor Ator
    Vai ganhar: Gary Oldman (O Destino de Uma Nação)
    Poderia vencer: Timotheé Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome)
    Merece: Daniel Kaluuya (Corra!)

    Melhor Atriz
    Vai ganhar: Frances McDormand (Três Anúncios Para um Crime)
    Poderia vencer: Saoirse Ronan (Lady Bird)
    Merece: Margot Robbie (Eu, Tonya)

    Ator Coadjuvante
    Vai ganhar: Sam Rockwell (Três Anúncios Para um Crime)
    Poderia vencer: Willem Dafoe (Projeto Florida)
    Merece: Richard Jenkins (A Forma da Água)

    Atriz Coadjuvante
    Vai ganhar: Allison Janney (Eu, Tonya)
    Poderia vencer: Laurie Metcalf (Lady Bird)
    Merece: Lesley Manville (Trama Fantasma)

    Roteiro Adaptado
    Vai ganhar: Me Chame Pelo Seu Nome
    Poderia vencer: Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi
    Merece: Logan

    Roteiro Original
    Vai ganhar: Três Anúncios Para um Crime
    Poderia vencer: Corra!
    Merece: A Forma da Água

    Fotografia

    Vai ganhar: Blade Runner 2049
    Poderia vencer: Dunkirk
    Merece: Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi

    Figurino
    Vai ganhar: Trama Fantasma
    Poderia vencer: A Forma da Água
    Merece: O Destino de Uma Nação

    Melhor Montagem
    Vence: Dunkirk
    Poderia vencer: Em Ritmo de Fuga
    Merece: A Forma da Água

    Maquiagem e Cabelo
    Vence: O Destino de Uma Nação
    Poderia vencer: Extraordinário
    Merece: Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha

    Trilha Sonora Original
    Vai ganhar: A Forma da Água
    Poderia vencer: Dunkirk
    Merece: Trama Fantasma

    Melhor Canção Original

    Vai ganhar: “This is Me” – O Rei do Show
    Poderia ganhar: “Remember Me” – Viva – A Vida é uma Festa
    Merece: “Mystery of Love” – Me Chame Pelo Seu Nome

    Design de Produção
    Vai ganhar: A Forma da Água
    Poderia vencer: Blade Runner 2049
    Merece: Dunkirk

    Mixagem de Som
    Vence: Dunkirk
    Poderia vencer: Blade Runner 2049
    Merece: Star Wars – Os Últimos Jedi

    Melhor Edição de Som
    Vence: Star Wars – Os Últimos Jedi
    Poderia vencer: Em Ritmo de Fuga
    Merece: Dunkirk

    Efeitos Visuais
    Vai ganhar: Blade Runner 2049
    Poderia vencer: Star Wars – Os Últimos Jedi
    Deveria estar aqui: Planeta dos Macacos – A Guerra

    Melhor Animação
    Vai ganhar: Viva – A Vida é uma Festa
    Poderia vencer: The Breadwinner
    Merece: Com Amor, Van Gogh

    Melhor Filme Estrangeiro

    Vai ganhar: Uma Mulher Fantástica (Chile)
    Poderia vencer: O Insulto (Líbano)
    Deveria estar aqui: The Square – A Arte da Discórdia (Suécia)

    Documentário

    Vai ganhar: Ícaro
    Poderia ganhar: Últimos Homens em Aleppo
    Merece: Strong Island

    Curta-Metragem Documentário
    Vai ganhar: Heroin(e)
    Poderia vencer: Heaven is a Traffic Jam on the 405
    Merece: Traffic Stop

    Melhor Curta em Animação
    Vai ganhar: Dear Basketball
    Poderia vencer: Lou
    Merece: Negative Space

    Curta-metragem
    Vai ganhar: DeKalb Elementary
    Poderia vencer: The Eleven O’Clock
    Merece: The Silent Child

  • 7X7 – Depois de muita bebida…na dúvida, é melhor fazer um check-up

    Sentia o corpo cada vez mais mole. Ele, que sempre gostou de levantar-se cedo, agora não conseguia acordar antes do meio-dia, apesar do barulho e agitação da rua. Nos dois últimos dias, não teve ânimo nem para o banho, nem para aparar o bigode. Reconhecia que estava exagerando um pouco mais da “caninha”. Mas que coisa!.. em outras épocas bebia muito mais!

    Ajuntou as coisas de qualquer maneira e foi até o orelhão. Sabia o número decorado. Do outro lado, atenderam. Respondeu todas as perguntas, deu o endereço. Sentiu uma pontadinha do lado esquerdo da barriga. Remorso ou ansiedade?

    Em 7 minutos a ambulância estacionou em frente ao número informado. Um muro pichado escondia a antiga fábrica de papel. Um morador de rua se aproximou da viatura. Deitou-se no chão.
    Então, era ele quem havia ligado?…

    Reviraram-no ao avesso, fizeram perguntas, mas nenhum sinal grave encontrado.

    Cumpriu-se o protocolo. No rádio, já outro chamado. Para garantir o lugar, o “paciente imaginário” levantou-se do chão. Correu até à ambulância, abriu a porta, deitou-se na maca. Com voz firme, ordenou:

    • Anda! anda! vamo! depressa! vamo embora!

    Levaram-no para a AMA- Lapa. A surpresa maior foi saber que lá, ele já era velho conhecido. De vez em quando, Seu Antônio Bigode, morador de rua, de tanto se encharcar, aparecia por lá, querendo fazer uns inzames de ultrassong e Xêkapi!

    (7X7 é uma série ficcional, baseada em fatos reais vivenciados por um socorrista em São Paulo). 5º episódio.

  • 7X7 | Falta de equilíbrio e asfalto quente: uma combinação perigosa

    Não era a primeira vez que recebiam aquele tipo de chamado. Vítima com queimadura grave.
    Era sexta-feira, sete horas da manhã. Havia caído uma chuva fina. A ocorrência não era longe, mas o trânsito estava terrível. Ligou a sirene. No caminho, um carro da polícia deu cobertura. Chegaram em 7 minutos.

    O condomínio estava em fase final de construção. As casas de 80 metros quadrados em dois andares, cheirando tinta nova, a grama plantada na véspera e o paralelepípedo branco contrastavam com o cheiro e a cor do asfalto fresco da pavimentação das ruas.

    Trabalhando há dois anos como ajudante de pedreiro, Antônio nunca tinha estado doente, desde que se mudara para São Paulo. Tinha com ele um santo protetor poderoso, assim dizia, do qual herdara o nome e no qual tinha muita fé.

    Era baiano de nascença, mas paulistano de paixão, sentimento que nutria desde pequeno. O namoro antigo, teria se iniciado com a chegada em casa, da primeira televisão. Aqueles prédios enormes envidraçados, ruas cheias de gente e carros, que apareciam nas novelas e no noticiário, mexeram com sua imaginação. Assim, quando jovem, não teve mais dúvidas. Vendeu o pouco que tinha e partiu.

    O começo difícil em São Paulo se estendeu pelo resto dos anos. Fez de tudo um pouco: vendeu cd’s piratas nas ruas, balas nos trens e ônibus, foi chapa de caminhão, lavou muito carro até poder exercer sua verdadeira vocação: ser ajudante de pedreiro. Casou-se, teve filhos.

    Naquela sexta-feira, chegou cedo no condomínio em construção. Tomou o café, trocou a roupa e foi logo pegando seu carrinho de mão. Encheu de areia até onde pôde. Saiu do depósito. Virou a esquina. Freou. À sua frente, o asfalto fresco cobria toda a rua. Pensou. Decidiu passar pelo paralelepípedo. Empurrou o carrinho pesado. Subiu. O vapor quente do betume entrou por suas narinas. Instintivamente levantou um dos ombros para tampar o nariz. Perdeu o equilíbrio. Em fração de segundos, espalhados sobre o piche fervente: areia e homem. Na tentativa de se erguer, outras partes do corpo entraram em contato com a matéria pegajosa e quente.

    O Samu logo chegou. Na entrada do condomínio, avistaram um vulto negro, de braços abertos, correndo em direção à ambulância. Gritava de dor. Colocaram-no na maca. O betume, a carne, a pele, o tecido da roupa eram uma coisa só. Usaram pela primeira vez, a atadura importada sobre a massa disforme. Aliviou a dor. Levaram-no para o Hospital das Clínicas, direto para a ala de queimados.

    De volta à Base, no lugar da sirene, ressoava na memória, os gemidos sofridos de dor.

    (7X7 é uma série ficcional, baseada em fatos reais vivenciados por um socorrista em São Paulo). 4º episódio.

  • 7X7 | Os ricos também choram

    Era seu primeiro atendimento na Vila Madalena. Lotado na Lapa, até então os chamados tinham se resumido ao atendimento a velhos senhores e amáveis senhoras vítimas de quedas ou de problemas cardíacos e respiratórias.

    Saiu com a sirene ligada. Talvez nem precisasse. Alcançou a Pedroso, entrou por ruas bem tranquilas do bairro. Não gastou mais do que sete minutos. Parou em frente ao número, achou estranho, pensou ser um trote. Estranhou, sim, a ausência da vizinhança tão comum nas emergências da Lapa. No antigo bairro, os longos anos de convivência entre as famílias haviam formado um exército de solidários, que precavidos, já tratavam de reservar espaçosa vaga, para a viatura estacionar. De longe, já se via gente batendo os braços, sinalizando o local exato da ocorrência. Sempre prontos para prestar “socorro” aos socorristas, ofereciam-se para tomar conta da ambulância, ajudavam a carregar macas, perguntavam sobre o estado do paciente e para qual hospital seria levado. Na saída, abriam caminho, parando o trânsito. Agradeciam, elogiavam.

    Na Vila, porém, nenhuma alma viva. Olhou o celular. Quatro e vinte da tarde. Estava com a impressão de ser bem mais tarde, de tão agitada estava aquela segunda-feira. Os atendimentos da manhã já formavam um quebra-cabeças na memória.

    Pegou as anotações. Conferiu o chamado. “Segundo eco Terceiro” …. Coçou a cabeça…. Costumavam ser bem complicados.

    Um senhor atendeu a campainha. Muito aflito, enquanto atravessava corredores, salas, salões, guiando a equipe, lamentava o ocorrido.

    Chegaram no quarto onde um jovem estava estirado no sofá.
    Assim que examinado, os dados foram anotados, transmitidos e a remoção autorizada. Na última Intoxicação Etílica, a pouco menos de um mês, o rapaz havia estado em coma. No exame, alguns sinais de alerta foram percebidos.

    Voltou até à ambulância, para pegar a maca. Custou a acertar o caminho, tão grande era a casa.

    Não havia imaginado o socorro aos ricos. Pensava que todos eles, em suas emergências, fossem socorridos por seus planos de saúde, em veículos confortáveis e equipados ou por helicópteros e UTI’s aéreas. Ainda bem que mantinha a ambulância sempre limpinha e com o check-list em dia. Assim, não ficaria envergonhado.

    Posicionou a maca ao lado do sofá. Estendeu os braços para oferecer auxílio. O jovem, ergueu-se um pouco e com um aperto mole da mão, disse: – Muito prazer e muito obrigado… Podem ir! Vocês devem estar muito ocupados!
    Insistiram na remoção. Não teve jeito.

    Atordoado, com olhos lacrimejantes, o pai assinou o Termo de Recusa.

    Enquanto a equipe voltava para a ambulância, carregando equipamentos e maca, outro chamado no rádio.

    (7X7 é uma série ficcional, baseada em fatos vivenciados por um socorrista em São Paulo). Terceiro episódio.