Categoria: Ciência

  • Buraco negro supermassivo da Via Láctea pode ter irmãos “invisíveis”

    Os astrônomos estão começando a entender o que acontece quando os buracos negros percorrem a Via Láctea. Normalmente, um buraco negro supermassivo (SMBH) existe no núcleo de uma galáxia maciça. Mas às vezes os SMBHs podem “vagar” por toda a galáxia hospedeira, permanecendo longe do centro em regiões como o halo estelar, uma área quase esférica de estrelas e gás que circunda a seção principal da galáxia.

    Os astrônomos teorizam que esse fenômeno geralmente ocorre como resultado de fusões entre galáxias em um universo em expansão. Uma galáxia menor se une a uma galáxia maior, depositando sua própria central SMBH em uma órbita ampla dentro do novo hospedeiro.

    Em um novo estudo publicado no Astrophysical Journal Letters, pesquisadores de Yale, da Universidade de Washington, do Institut d’Astrophysique de Paris e do University College London preveem que galáxias com uma massa semelhante à Via Láctea, podem abrigar vários buracos negros supermassivos. A equipe usou uma nova simulação cosmológica de última geração, a Romulus, para prever a dinâmica dos SMBHs dentro de galáxias. O resultado obteve os melhores dados até agora, com mais precisão do que os programas de simulação anteriores.

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    “É extremamente improvável que qualquer buraco negro supermassivo chegue perto o suficiente do nosso Sol para causar algum impacto em nosso sistema solar”, disse o autor Michael Tremmel, um estudante de pós-doutorado no Centro de Astronomia e Astrofísica de Yale.

    “Nós estimamos que uma abordagem próxima de um desses peregrinos, que é capaz de afetar nosso sistema solar, deve ocorrer a cada 100 bilhões de anos aproximadamente, ou quase 10 vezes a idade do universo”, completou.

    Tremmel disse ainda que deve existir outros SMBHs longe dos centros de galáxias e fora dos discos galácticos. É provável que eles criem mais gás, tornando-os efetivamente invisíveis.

  • EUA realizam primeiro transplante total de pênis

    O primeiro transplante de pênis nos EUA foi realizado com sucesso em 2016. No ano passado, um receptor de transplante de útero deu à luz pela primeira vez, também em solo americano. Agora, segundo informa o engadget, os médicos da Universidade Johns Hopkins transplantaram com sucesso um pênis inteiro e escroto para um jovem soldado que sofreu ferimentos no Afeganistão, resultando na perda de seus genitais.

    “Estamos esperançosos de que este transplante ajude a restaurar funções urinárias e sexuais quase normais para este jovem”, disse um dos cirurgiões.

    Ao todo, nove cirurgiões plásticos e dois especialistas em urologia levaram 14 horas para transplantar o pênis e o escroto (menos testículos) de um doador falecido, junto com uma parede abdominal parcial, para o jovem que deseja permanecer anônimo.

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    “É uma lesão incompreensível de sofrer, não é fácil de aceitar. Quando acordei pela primeira vez, me senti finalmente mais normal e maus confiante também. Como se finalmente estivesse bem”, disse o veterano no comunicado.

    Esse tipo de transplante, chamado de alotransplante composto vascularizado, é outra alternativa ao uso dos próprios tecidos do paciente para reconstruir um pênis, que normalmente precisa de um implante protético (que pode introduzir infecção) para alcançar a função completa, como ereções. O atual receptor de transplante está em um curso de medicação imunossupressora para evitar a rejeição do tecido transplantado.

  • Cientistas descobrem nova forma de DNA nas nossas células

    Pesquisadores australianos identificaram uma nova estrutura de DNA – chamada i-motif – dentro das células. Trata-se de um “nó” retorcido de DNA, por isso ele nunca foi visto diretamente dentro das células vivas. A descoberta do Instituto Garvan de Pesquisa Médica foi publicada hoje na revista Nature Chemistry.

    No fundo das células do nosso corpo está o nosso DNA. As informações no código do DNA – todas as 6 bilhões de letras A, C, G e T – fornecem instruções precisas sobre como nossos corpos são construídos e como funcionam.

    A icônica forma de “dupla hélice” do DNA conquistou a imaginação do público em 1953, quando James Watson e Francis Crick descobriram a estrutura do DNA. No entanto, sabe-se agora que pequenos trechos de DNA podem existir em outras formas, pelo menos no laboratório – e os cientistas suspeitam que essas diferentes formas podem ter um papel importante em como e quando o código do DNA é “lido”.

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    A nova forma parece totalmente diferente da dupla hélice de DNA de fita dupla.

    “Quando a maioria de nós pensa em DNA, pensamos na dupla hélice”, disse o professor adjunto Daniel Christ que liderou a pesquisa.

    “Esta nova pesquisa nos lembra que estruturas de DNA totalmente diferentes existem – e poderiam ser importantes para nossas células”, completou.

    “O i-motif é um ‘nó’ de quatro filamentos de DNA”, diz o professor associado Marcel Dinger (chefe do Centro Kinghorn de Genômica Clínica, Garvan), que liderou a pesquisa com A / Prof Christ.

    Para detectar o i-motif dentro das células, os pesquisadores desenvolveram uma nova ferramenta precisa – um fragmento de uma molécula de anticorpo – que poderia especificamente reconhecer e se ligar ao i-motif com uma afinidade muito alta. Até agora, a falta de um anticorpo específico para os i-motif prejudicou gravemente a compreensão de seu papel.

    Crucialmente, o fragmento de anticorpo não detectou DNA na forma helicoidal, nem reconheceu ‘estruturas de G-quadruplex’ (um arranjo de DNA de quatro filamentos estruturalmente similar).

    Com a nova ferramenta, os pesquisadores descobriram a localização de “i-motifs” em uma série de linhas celulares humanas. Usando técnicas de fluorescência para identificar onde eles foram localizados.

    Os pesquisadores mostraram que os “i-motifs” formam principalmente em um ponto particular no “ciclo de vida” da célula – a fase final do G1, quando o DNA está sendo ativamente “lido”. Eles também mostraram que os “i-motifs” aparecem em algumas regiões promotoras (áreas de DNA que controlam se os genes são ativados ou desativados) e nos telômeros, ‘seções finais’ de cromossomos que são importantes no processo de envelhecimento.

    “É emocionante descobrir uma nova forma de DNA nas células – e essas descobertas preparam o terreno para um novo impulso para entender para que serve essa nova forma de DNA e se isso terá impacto sobre saúde e doença”, disse o Prof Marcel Dinger.

  • A NASA simplesmente não viu o enorme asteroide que passou bem próximo da Terra

    Enquanto o mundo estava ocupado fazendo suas coisas no sábado, um asteroide do tamanho de um campo de futebol passou tirando tinta do nosso planeta e, pasmem, os cientistas da NASA só notaram o objeto poucas horas antes.

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    Viajando a cerca de 106.000 km/h, o asteroide passou no espaço entre a Terra e a Lua. Por mais distante que isso possa parecer, em termos espaciais, isso é assustadoramente próximo. A situação é especialmente aterrorizante principalmente se considerarmos o tamanho do asteroide.

    Geralmente, em um período de uma a duas semanas, os cientistas descobrem objetos do tamanho de um ônibus, ou talvez de uma casa, o que é comum. Mas o asteroide 2018 GE3, como foi batizado, tem algo entre 47 e 100 metros de largura, aproximadamente 3,6 vezes o tamanho do que eliminou 500.000 acres da floresta siberiana em 1908.

    Estimava-se que o impacto causado por um objeto desse tamanho, possa produzir cerca de 185 vezes mais energia do que a bomba atômica de Hiroshima.

    “Se ele tivesse atingido a Terra, teria causado danos regionais, não globais, e também poderia ter se desintegrado na atmosfera antes de chegar ao solo. No entanto, é este um asteroide significativo, ilustrando como até mesmo grandes rochas espaciais ainda podem nos surpreender”, relatou o SpaceWeather.com.

    Os asteroides são pequenos e escuros, por isso são difíceis de serem captados pelos cientistas. Além disso, eles se movem muito rapidamente, o que significa que um telescópio precisa ser apontado para o ponto certo na hora certa para pegá-los.

    Felizmente a NASA tem um programa para detecção de asteroides. Mesmo que ele procure apenas por asteroides com 140 metros de largura, já nos dá uma certa sensação de segurança saber que se algo realmente devastador se aproximar, ele será detectado.

    Mesmo assim vale lembrar que não é preciso muito para um asteroide causar dano aqui na Terra. Em 2013, um asteroide três a seis vezes menor do que o 2018 GE3 feriu mais de 1.200 pessoas e danificou milhares de edifícios em Chelyabinsk, na Rússia.