Categoria: AWRB

  • ANS proíbe venda de 31 planos de saúde por reclamações de clientes

    ANS proíbe venda de 31 planos de saúde por reclamações de clientes

    A partir da próxima sexta-feira (23), 31 planos de saúde de nove operadoras estarão impedidos de comercializar novos contratos. A medida foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que fiscaliza o setor e protege os consumidores.

    A suspensão temporária foi motivada por reclamações relacionadas à cobertura assistencial, como negativas de atendimento e demora na liberação de procedimentos. As queixas foram registradas no primeiro trimestre de 2023, totalizando 43.660 casos.

    Os planos suspensos atendem atualmente a 407.637 beneficiários, que não serão afetados pela medida e continuarão a receber assistência normalmente. No entanto, as operadoras terão que resolver os problemas assistenciais para que possam receber novos clientes.

    Segundo o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Alexandre Fioranelli, a suspensão é uma forma de induzir a melhoria do serviço. “Esses planos só poderão voltar a ser comercializados para novos clientes se as operadoras apresentarem melhora no resultado no monitoramento”, afirmou.

    A lista completa dos planos suspensos pode ser consultada no site da ANS. Nela, constam os nomes das operadoras, os números dos planos, os tipos de contratação e a abrangência geográfica.

    Por outro lado, a ANS também liberou a venda de 15 planos de sete operadoras que estavam suspensos anteriormente e melhoraram seus indicadores de qualidade. Esses planos poderão voltar a ser ofertados a partir de sexta-feira (23).

    A ANS orienta os consumidores que tenham dúvidas ou problemas com seus planos de saúde a entrar em contato com a agência pelos canais de atendimento: Disque ANS (0800 701 9656), Central de Atendimento ao Consumidor ou Fale Conosco.

    A suspensão temporária foi motivada por reclamações relacionadas à cobertura assistencial, como negativas de atendimento e demora na liberação de procedimentos. As queixas foram registradas no primeiro trimestre de 2023, totalizando 43.660 casos.

    Os planos suspensos atendem atualmente a 407.637 beneficiários, que não serão afetados pela medida e continuarão a receber assistência normalmente. No entanto, as operadoras terão que resolver os problemas assistenciais para que possam receber novos clientes.

    Segundo o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Alexandre Fioranelli, a suspensão é uma forma de induzir a melhoria do serviço. “Esses planos só poderão voltar a ser comercializados para novos clientes se as operadoras apresentarem melhora no resultado no monitoramento”, afirmou.

    A lista completa dos planos suspensos pode ser consultada no site da ANS. Nela, constam os nomes das operadoras, os números dos planos, os tipos de contratação e a abrangência geográfica.

    Por outro lado, a ANS também liberou a venda de 15 planos de sete operadoras que estavam suspensos anteriormente e melhoraram seus indicadores de qualidade. Esses planos poderão voltar a ser ofertados a partir de sexta-feira (23).

    A ANS orienta os consumidores que tenham dúvidas ou problemas com seus planos de saúde a entrar em contato com a agência pelos canais de atendimento: Disque ANS (0800 701 9656), Central de Atendimento ao Consumidor ou Fale Conosco.

  • As 5 melhores Smart TVs 4K para comprar no Brasil em 2023

    As 5 melhores Smart TVs 4K para comprar no Brasil em 2023

    Se você está procurando uma nova Smart TV para assistir aos seus filmes e séries favoritos com qualidade de imagem e som, confira esta lista que eu preparei com as 5 melhores opções de Smart TVs 4K disponíveis no mercado brasileiro em 2023.

    Todas elas têm telas de pelo menos 50 polegadas, resolução 4K, acesso à internet e aos principais serviços de streaming, além de outras funcionalidades que podem fazer a diferença na hora de escolher a sua.

    1. Samsung 50BU8000

    A Samsung 50BU8000 é uma Smart TV da linha Crystal UHD da marca, que se destaca pelo painel Dynamic Crystal Color, que promete cores mais vivas e realistas. Além disso, ela tem design slim e tela sem bordas, que aumentam o aproveitamento do espaço e dão um toque moderno ao ambiente. A Smart TV também conta com Alexa integrada, controle remoto único que reconhece outros dispositivos conectados à TV, e modo ambiente, que permite personalizar a tela quando a TV não está em uso. A Samsung 50BU8000 está à venda por a partir de R$ 2.499.

    2. LG 65QNE7SSQA

    A LG 65QNE7SSQA é uma Smart TV da linha NanoCell da LG, que usa nanopartículas para filtrar as cores e melhorar a qualidade da imagem. Ela também tem tecnologia Quantum Dot, que aumenta o brilho e o contraste da tela. A Smart TV tem ainda processador Alpha 7 de quarta geração, que otimiza o desempenho e reduz o ruído da imagem, e sistema operacional webOS, que oferece uma interface intuitiva e acesso a diversos aplicativos. A Smart TV também é compatível com Google Assistente, Alexa e AirPlay 2, e tem suporte ao FreeSync, que sincroniza a taxa de quadros da TV com a do console ou PC, evitando travamentos e borrões nos jogos. A LG 65QNE7SSQA está à venda por a partir de R$ 6.361.

    3. TCL 50P635

    A TCL 50P635 é uma Smart TV da linha P6 da TCL, que tem como diferencial o sistema operacional Android TV, que permite baixar aplicativos da Google Play Store diretamente na TV. Ela também tem Google Assistente integrado, que permite controlar a TV por voz, e Chromecast embutido, que facilita o espelhamento de conteúdos do smartphone ou tablet na tela grande. A Smart TV também tem painel VA (Vertical Alignment), que oferece melhor contraste e ângulo de visão do que os painéis TN (Twisted Nematic), mas inferior aos painéis IPS (In-Plane Switching). A TCL 50P635 está à venda por a partir de R$ 1.999.

    4. Philips 43PFG6917/78

    A Philips 43PFG6917/78 é uma Smart TV da linha PFG6 da Philips, que roda o sistema operacional Android TV e tem comando de voz integrado. Ela também tem tecnologia HDR (High Dynamic Range), que melhora a reprodução de cores e contrastes da imagem, e som Dolby Atmos, que cria uma sensação de imersão sonora no ambiente. A Smart TV também tem Wi-Fi 5G integrado, que permite uma conexão mais rápida e estável com a internet sem fio, e Bluetooth, que possibilita conectar fones de ouvido ou caixas de som sem fio à TV. A Philips 43PFG6917/78 está à venda por a partir de R$ 1.649.

    5. SEMP SK8300

    A SEMP SK8300 é uma Smart TV da linha SK8 da SEMP (antiga Semp Toshiba), que também usa o sistema operacional Android TV e tem Google Assistente integrado. Ela também tem tecnologia HDR, que realça as cores e contrastes da imagem, e som Dolby Audio, que promete uma qualidade sonora superior. A Smart TV também tem design slim e bordas finas, que valorizam o tamanho da tela e o visual da TV. A SEMP SK8300 está à venda por a partir de R$ 1.699.

    Essas são as 5 melhores Smart TVs 4K para comprar no Brasil em 2023, segundo a minha pesquisa. Todas elas oferecem uma ótima experiência de imagem e som, além de recursos inteligentes que facilitam o acesso aos seus conteúdos preferidos. Agora é só escolher a que mais combina com o seu perfil e bolso, e aproveitar!

    Todas elas têm telas de pelo menos 50 polegadas, resolução 4K, acesso à internet e aos principais serviços de streaming, além de outras funcionalidades que podem fazer a diferença na hora de escolher a sua.

    1. Samsung 50BU8000

    A Samsung 50BU8000 é uma Smart TV da linha Crystal UHD da marca, que se destaca pelo painel Dynamic Crystal Color, que promete cores mais vivas e realistas. Além disso, ela tem design slim e tela sem bordas, que aumentam o aproveitamento do espaço e dão um toque moderno ao ambiente. A Smart TV também conta com Alexa integrada, controle remoto único que reconhece outros dispositivos conectados à TV, e modo ambiente, que permite personalizar a tela quando a TV não está em uso. A Samsung 50BU8000 está à venda por a partir de R$ 2.499.

    2. LG 65QNE7SSQA

    A LG 65QNE7SSQA é uma Smart TV da linha NanoCell da LG, que usa nanopartículas para filtrar as cores e melhorar a qualidade da imagem. Ela também tem tecnologia Quantum Dot, que aumenta o brilho e o contraste da tela. A Smart TV tem ainda processador Alpha 7 de quarta geração, que otimiza o desempenho e reduz o ruído da imagem, e sistema operacional webOS, que oferece uma interface intuitiva e acesso a diversos aplicativos. A Smart TV também é compatível com Google Assistente, Alexa e AirPlay 2, e tem suporte ao FreeSync, que sincroniza a taxa de quadros da TV com a do console ou PC, evitando travamentos e borrões nos jogos. A LG 65QNE7SSQA está à venda por a partir de R$ 6.361.

    3. TCL 50P635

    A TCL 50P635 é uma Smart TV da linha P6 da TCL, que tem como diferencial o sistema operacional Android TV, que permite baixar aplicativos da Google Play Store diretamente na TV. Ela também tem Google Assistente integrado, que permite controlar a TV por voz, e Chromecast embutido, que facilita o espelhamento de conteúdos do smartphone ou tablet na tela grande. A Smart TV também tem painel VA (Vertical Alignment), que oferece melhor contraste e ângulo de visão do que os painéis TN (Twisted Nematic), mas inferior aos painéis IPS (In-Plane Switching). A TCL 50P635 está à venda por a partir de R$ 1.999.

    4. Philips 43PFG6917/78

    A Philips 43PFG6917/78 é uma Smart TV da linha PFG6 da Philips, que roda o sistema operacional Android TV e tem comando de voz integrado. Ela também tem tecnologia HDR (High Dynamic Range), que melhora a reprodução de cores e contrastes da imagem, e som Dolby Atmos, que cria uma sensação de imersão sonora no ambiente. A Smart TV também tem Wi-Fi 5G integrado, que permite uma conexão mais rápida e estável com a internet sem fio, e Bluetooth, que possibilita conectar fones de ouvido ou caixas de som sem fio à TV. A Philips 43PFG6917/78 está à venda por a partir de R$ 1.649.

    5. SEMP SK8300

    A SEMP SK8300 é uma Smart TV da linha SK8 da SEMP (antiga Semp Toshiba), que também usa o sistema operacional Android TV e tem Google Assistente integrado. Ela também tem tecnologia HDR, que realça as cores e contrastes da imagem, e som Dolby Audio, que promete uma qualidade sonora superior. A Smart TV também tem design slim e bordas finas, que valorizam o tamanho da tela e o visual da TV. A SEMP SK8300 está à venda por a partir de R$ 1.699.

    Essas são as 5 melhores Smart TVs 4K para comprar no Brasil em 2023, segundo a minha pesquisa. Todas elas oferecem uma ótima experiência de imagem e som, além de recursos inteligentes que facilitam o acesso aos seus conteúdos preferidos. Agora é só escolher a que mais combina com o seu perfil e bolso, e aproveitar!

  • A origem do quentão, a bebida que aquece as festas juninas

    A origem do quentão, a bebida que aquece as festas juninas

    O quentão é uma bebida quente feita com vinho ou cachaça, açúcar, gengibre, cravo, canela e frutas como laranja, limão e maçã. É uma das delícias típicas das festas juninas no Brasil, que acontecem nos meses mais frios do ano. Mas você sabe qual é a origem do quentão?

    Segundo o folclorista Amadeu Amaral, em seu livro O dialeto caipira, publicado em 1920, a palavra quentão é de origem caipira e significa “muito quente”. Ele também afirma que a bebida era usada pelos caipiras para se aquecerem nas noites frias e para curar resfriados e gripes.

    No entanto, não há uma certeza sobre quando e onde o quentão surgiu. Alguns historiadores acreditam que ele tenha sido influenciado pelo vinho quente europeu, que era consumido pelos colonizadores portugueses. Outros defendem que ele seja uma adaptação da sangria espanhola, que leva vinho tinto e frutas.

    Já a versão com cachaça pode ter sido criada pelos escravos africanos, que usavam a aguardente para se protegerem do frio e das doenças. A cachaça também era mais barata e acessível do que o vinho na época colonial.

    O fato é que o quentão se tornou uma bebida popular nas festas juninas, que são celebrações de origem católica em homenagem aos santos Antônio, João e Pedro. Essas festas também incorporaram elementos da cultura indígena, africana e caipira, como as fogueiras, as quadrilhas e as comidas típicas.

    Hoje em dia, existem diversas receitas de quentão pelo Brasil afora, com variações nos ingredientes e no modo de preparo. Há quem prefira o quentão de vinho, mais suave e aromático, e quem goste mais do quentão de cachaça, mais forte e encorpado. Há também quem acrescente outras frutas, como abacaxi e morango, ou até mesmo chocolate.

    O importante é que o quentão seja servido bem quente, em canecas de barro ou louça, para manter a temperatura e o sabor. E claro, que seja apreciado com moderação e responsabilidade.

    Segundo o folclorista Amadeu Amaral, em seu livro O dialeto caipira, publicado em 1920, a palavra quentão é de origem caipira e significa “muito quente”. Ele também afirma que a bebida era usada pelos caipiras para se aquecerem nas noites frias e para curar resfriados e gripes.

    No entanto, não há uma certeza sobre quando e onde o quentão surgiu. Alguns historiadores acreditam que ele tenha sido influenciado pelo vinho quente europeu, que era consumido pelos colonizadores portugueses. Outros defendem que ele seja uma adaptação da sangria espanhola, que leva vinho tinto e frutas.

    Já a versão com cachaça pode ter sido criada pelos escravos africanos, que usavam a aguardente para se protegerem do frio e das doenças. A cachaça também era mais barata e acessível do que o vinho na época colonial.

    O fato é que o quentão se tornou uma bebida popular nas festas juninas, que são celebrações de origem católica em homenagem aos santos Antônio, João e Pedro. Essas festas também incorporaram elementos da cultura indígena, africana e caipira, como as fogueiras, as quadrilhas e as comidas típicas.

    Hoje em dia, existem diversas receitas de quentão pelo Brasil afora, com variações nos ingredientes e no modo de preparo. Há quem prefira o quentão de vinho, mais suave e aromático, e quem goste mais do quentão de cachaça, mais forte e encorpado. Há também quem acrescente outras frutas, como abacaxi e morango, ou até mesmo chocolate.

    O importante é que o quentão seja servido bem quente, em canecas de barro ou louça, para manter a temperatura e o sabor. E claro, que seja apreciado com moderação e responsabilidade.

  • Estudo descobre molécula minúscula no cérebro que pode influenciar o Alzheimer

    Estudo descobre molécula minúscula no cérebro que pode influenciar o Alzheimer

    Uma nova pesquisa realizada por cientistas da Holanda e da Bélgica mostra que uma molécula muito pequena chamada microRNA-132 pode ter um impacto significativo em diferentes células do cérebro e pode estar envolvida na doença de Alzheimer.

    O estudo foi publicado na revista científica Nature Communications.

    O que é microRNA-132?

    O RNA é uma molécula que, assim como o DNA, consiste em uma série de blocos ligados. O RNA era considerado apenas um mensageiro e uma cópia do DNA, permitindo a tradução do DNA em proteínas. No entanto, existem também pedaços de RNA que não codificam para proteínas. Os microRNAs são um exemplo dessas moléculas de RNA não codificantes. Apesar de serem pequenos em tamanho, eles podem ter uma função importante: eles podem se ligar ao RNA e influenciar a expressão de genes e proteínas.

    Em muitas doenças diferentes, incluindo o Alzheimer, os microRNAs costumam estar desregulados. Os pacientes com Alzheimer apresentam perfis de microRNA alterados e reduzidos, especialmente uma diminuição significativa do microRNA-132. Mas essa molécula realmente desempenha um papel na doença, ou essa diminuição é apenas coincidência?

    Estudos anteriores em modelos de camundongos mostraram que o aumento dos níveis de microRNA-132 resultou na geração de novas células cerebrais e na melhora da memória nos camundongos. Embora muitos pesquisadores acreditem que a proteína amiloide seja a principal causa da doença de Alzheimer, outra proteína chamada tau e a inflamação também parecem ter papéis importantes. O microRNA-132 mostrou um efeito positivo nas patologias da amiloide e da tau nos camundongos. No entanto, os mecanismos exatos ainda são desconhecidos.

    Efeito do microRNA-132 em diferentes tipos de células

    Os pesquisadores Hannah Walgrave, Amber Penning, Sarah Snoeck, Giorgia Tosoni e sua equipe, liderada por Evgenia Salta (em colaboração com o grupo de Bart De Strooper da KU Leuven-VIB, Bélgica) investigaram os efeitos do microRNA-132 em diferentes tipos de células. Eles manipularam os níveis de microRNA-132 em um modelo de camundongo, aumentando-os e diminuindo-os. Em seguida, eles usaram uma técnica especial chamada sequenciamento de RNA de célula única para examinar os genes que mudaram em cada tipo de célula no cérebro.

    Amber Penning diz: “Um microRNA pode ter vários alvos, o que os torna interessantes para doenças com vários aspectos patológicos. No entanto, isso também os torna desafiadores de estudar porque como você encontra esses alvos? Sabemos que o microRNA-132 desempenha várias funções nos neurônios, mas surpreendentemente descobrimos que esse microRNA também desempenha um papel nos micróglios, as células imunes do cérebro. Isso é interessante no caso do Alzheimer porque acreditamos que a neuroinflamação tem um papel significativo.”

    Os resultados mostraram que o aumento do microRNA-132 causou uma transição dos micróglios de um estado ativado associado à doença para um estado mais equilibrado e homeostático. As implicações exatas disso precisarão ser determinadas por meio de mais pesquisas.

    O que isso significa para o Alzheimer?

    Os pesquisadores acreditam que o microRNA-132 pode ser uma nova esperança para o tratamento do Alzheimer, pois pode atuar em vários aspectos da doença. Eles pretendem continuar estudando essa molécula e seus alvos potenciais para entender melhor seus mecanismos e possíveis aplicações terapêuticas.

    Evgenia Salta diz: “Nosso estudo revela o microRNA-132 como um regulador-chave da função dos micróglios e sugere que essa molécula pode ser uma nova abordagem para o tratamento do Alzheimer. Estamos entusiasmados com essa descoberta e esperamos contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias para combater essa doença devastadora.”

    Fonte: Link.

    O estudo foi publicado na revista científica Nature Communications.

    O que é microRNA-132?

    O RNA é uma molécula que, assim como o DNA, consiste em uma série de blocos ligados. O RNA era considerado apenas um mensageiro e uma cópia do DNA, permitindo a tradução do DNA em proteínas. No entanto, existem também pedaços de RNA que não codificam para proteínas. Os microRNAs são um exemplo dessas moléculas de RNA não codificantes. Apesar de serem pequenos em tamanho, eles podem ter uma função importante: eles podem se ligar ao RNA e influenciar a expressão de genes e proteínas.

    Em muitas doenças diferentes, incluindo o Alzheimer, os microRNAs costumam estar desregulados. Os pacientes com Alzheimer apresentam perfis de microRNA alterados e reduzidos, especialmente uma diminuição significativa do microRNA-132. Mas essa molécula realmente desempenha um papel na doença, ou essa diminuição é apenas coincidência?

    Estudos anteriores em modelos de camundongos mostraram que o aumento dos níveis de microRNA-132 resultou na geração de novas células cerebrais e na melhora da memória nos camundongos. Embora muitos pesquisadores acreditem que a proteína amiloide seja a principal causa da doença de Alzheimer, outra proteína chamada tau e a inflamação também parecem ter papéis importantes. O microRNA-132 mostrou um efeito positivo nas patologias da amiloide e da tau nos camundongos. No entanto, os mecanismos exatos ainda são desconhecidos.

    Efeito do microRNA-132 em diferentes tipos de células

    Os pesquisadores Hannah Walgrave, Amber Penning, Sarah Snoeck, Giorgia Tosoni e sua equipe, liderada por Evgenia Salta (em colaboração com o grupo de Bart De Strooper da KU Leuven-VIB, Bélgica) investigaram os efeitos do microRNA-132 em diferentes tipos de células. Eles manipularam os níveis de microRNA-132 em um modelo de camundongo, aumentando-os e diminuindo-os. Em seguida, eles usaram uma técnica especial chamada sequenciamento de RNA de célula única para examinar os genes que mudaram em cada tipo de célula no cérebro.

    Amber Penning diz: “Um microRNA pode ter vários alvos, o que os torna interessantes para doenças com vários aspectos patológicos. No entanto, isso também os torna desafiadores de estudar porque como você encontra esses alvos? Sabemos que o microRNA-132 desempenha várias funções nos neurônios, mas surpreendentemente descobrimos que esse microRNA também desempenha um papel nos micróglios, as células imunes do cérebro. Isso é interessante no caso do Alzheimer porque acreditamos que a neuroinflamação tem um papel significativo.”

    Os resultados mostraram que o aumento do microRNA-132 causou uma transição dos micróglios de um estado ativado associado à doença para um estado mais equilibrado e homeostático. As implicações exatas disso precisarão ser determinadas por meio de mais pesquisas.

    O que isso significa para o Alzheimer?

    Os pesquisadores acreditam que o microRNA-132 pode ser uma nova esperança para o tratamento do Alzheimer, pois pode atuar em vários aspectos da doença. Eles pretendem continuar estudando essa molécula e seus alvos potenciais para entender melhor seus mecanismos e possíveis aplicações terapêuticas.

    Evgenia Salta diz: “Nosso estudo revela o microRNA-132 como um regulador-chave da função dos micróglios e sugere que essa molécula pode ser uma nova abordagem para o tratamento do Alzheimer. Estamos entusiasmados com essa descoberta e esperamos contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias para combater essa doença devastadora.”

    Fonte: Link.

  • Engenheiros criam material semelhante ao tecido biológico para implantes eletrônicos

    Engenheiros criam material semelhante ao tecido biológico para implantes eletrônicos

    Engenheiros do MIT desenvolveram um material que é tão macio e resistente quanto o tecido biológico e pode conduzir eletricidade de forma semelhante aos metais convencionais. O material pode ser usado para fabricar eletrodos flexíveis e sem metais para implantes médicos.

    Os implantes eletrônicos são dispositivos que se conectam diretamente aos tecidos do corpo para estimular músculos e nervos. Eles podem ter diversas funções, desde marcapassos e implantes cocleares até microchips cerebrais e retinianos que visam melhorar a visão, tratar a depressão e restaurar a mobilidade.

    A maioria dos implantes incorpora eletrodos feitos de metais rígidos que são naturalmente condutores de eletricidade. Mas, com o tempo, os metais podem irritar os tecidos, causando cicatrizes e inflamações que podem prejudicar o desempenho do implante.

    O novo material, que é um tipo de hidrogel polimérico condutor de alto desempenho, pode um dia substituir os metais como eletrodos funcionais, com a aparência e a sensação de tecido biológico.

    “Este material funciona como eletrodos metálicos, mas é feito de géis que são semelhantes aos nossos corpos, e com conteúdo de água similar”, diz Hyunwoo Yuk, co-fundador da SanaHeal, uma startup de dispositivos médicos.

    “Acreditamos que, pela primeira vez, temos um eletrodo gelatinoso, resistente e robusto que pode potencialmente substituir o metal para estimular nervos e interagir com o coração, o cérebro e outros órgãos no corpo”, acrescenta Xuanhe Zhao, professor de engenharia mecânica e de engenharia civil e ambiental do MIT.

    O material pode ser transformado em uma tinta impressa, que os pesquisadores usaram para criar eletrodos flexíveis e emborrachados. Eles testaram o material em vários experimentos, incluindo a estimulação elétrica de células musculares humanas em uma placa de Petri e a medição da atividade elétrica do coração de um porco.

    Os resultados mostraram que o material gelatinoso era capaz de conduzir eletricidade de forma eficiente e sem causar danos aos tecidos. Os pesquisadores também observaram que o material era mais durável do que os hidrogéis convencionais, podendo suportar estiramento repetido sem perder suas propriedades elétricas ou mecânicas.

    O material é feito de uma mistura especial de polímeros condutores e hidrogéis. Os polímeros condutores são uma classe especial de plásticos que podem passar elétrons através de sua massa. Os hidrogéis são redes tridimensionais de moléculas que podem absorver grandes quantidades de água.

    Ao combinar os dois tipos de materiais em uma proporção específica, os pesquisadores conseguiram criar um hidrogel polimérico condutor que tem as vantagens dos dois: alta condutividade elétrica e alta elasticidade mecânica.

    Os pesquisadores esperam que o novo material possa abrir novas possibilidades para o desenvolvimento de implantes eletrônicos mais biocompatíveis e confortáveis para os pacientes.

    Fonte: Link.

    Os implantes eletrônicos são dispositivos que se conectam diretamente aos tecidos do corpo para estimular músculos e nervos. Eles podem ter diversas funções, desde marcapassos e implantes cocleares até microchips cerebrais e retinianos que visam melhorar a visão, tratar a depressão e restaurar a mobilidade.

    A maioria dos implantes incorpora eletrodos feitos de metais rígidos que são naturalmente condutores de eletricidade. Mas, com o tempo, os metais podem irritar os tecidos, causando cicatrizes e inflamações que podem prejudicar o desempenho do implante.

    O novo material, que é um tipo de hidrogel polimérico condutor de alto desempenho, pode um dia substituir os metais como eletrodos funcionais, com a aparência e a sensação de tecido biológico.

    “Este material funciona como eletrodos metálicos, mas é feito de géis que são semelhantes aos nossos corpos, e com conteúdo de água similar”, diz Hyunwoo Yuk, co-fundador da SanaHeal, uma startup de dispositivos médicos.

    “Acreditamos que, pela primeira vez, temos um eletrodo gelatinoso, resistente e robusto que pode potencialmente substituir o metal para estimular nervos e interagir com o coração, o cérebro e outros órgãos no corpo”, acrescenta Xuanhe Zhao, professor de engenharia mecânica e de engenharia civil e ambiental do MIT.

    O material pode ser transformado em uma tinta impressa, que os pesquisadores usaram para criar eletrodos flexíveis e emborrachados. Eles testaram o material em vários experimentos, incluindo a estimulação elétrica de células musculares humanas em uma placa de Petri e a medição da atividade elétrica do coração de um porco.

    Os resultados mostraram que o material gelatinoso era capaz de conduzir eletricidade de forma eficiente e sem causar danos aos tecidos. Os pesquisadores também observaram que o material era mais durável do que os hidrogéis convencionais, podendo suportar estiramento repetido sem perder suas propriedades elétricas ou mecânicas.

    O material é feito de uma mistura especial de polímeros condutores e hidrogéis. Os polímeros condutores são uma classe especial de plásticos que podem passar elétrons através de sua massa. Os hidrogéis são redes tridimensionais de moléculas que podem absorver grandes quantidades de água.

    Ao combinar os dois tipos de materiais em uma proporção específica, os pesquisadores conseguiram criar um hidrogel polimérico condutor que tem as vantagens dos dois: alta condutividade elétrica e alta elasticidade mecânica.

    Os pesquisadores esperam que o novo material possa abrir novas possibilidades para o desenvolvimento de implantes eletrônicos mais biocompatíveis e confortáveis para os pacientes.

    Fonte: Link.

  • Paralisia facial lenta e descendente pode ser sinal de uma doença genética rara

    Paralisia facial lenta e descendente pode ser sinal de uma doença genética rara

    Você já ouviu falar da amiloidose hereditária por gelsolina? É uma doença genética rara que afeta principalmente os nervos cranianos e periféricos, a córnea e a pele.

    Ela se manifesta por uma paralisia facial descendente lentamente progressiva, que pode ser confundida com outras causas de paralisia facial, como a síndrome de Bell ou o AVC.

    Um artigo publicado na revista The Lancet descreve o caso de um homem de 58 anos que apresentou paralisia facial bilateral e progressiva ao longo de 10 anos, além de outros sintomas como perda auditiva, distrofia corneana em forma de grade, flacidez cutânea e neuropatia sensitiva. Ele tinha histórico familiar de paralisia facial e distrofia corneana em seu pai e irmãos.

    Os exames clínicos e laboratoriais descartaram outras causas de paralisia facial, como infecções, tumores, doenças autoimunes ou metabólicas. A biópsia da pele mostrou depósitos de amiloide, uma substância anormal que se acumula nos tecidos e órgãos. O teste genético revelou uma mutação no gene da gelsolina, uma proteína que modula o citoesqueleto celular.

    A mutação na gelsolina causa a produção de uma forma alterada da proteína, que se degrada e se deposita como amiloide nos tecidos afetados pela doença. A amiloidose hereditária por gelsolina é uma forma autossômica dominante de amiloidose sistêmica, ou seja, basta herdar um gene defeituoso de um dos pais para desenvolver a doença.

    A amiloidose hereditária por gelsolina foi originalmente descrita na Finlândia, mas já foi relatada em outros países da Europa, América do Norte e do Sul e Ásia. Ela pode ainda estar subdiagnosticada no mundo todo. Ela é a primeira e até agora única doença conhecida causada por um defeito no gene da gelsolina.

    A doença não tem cura específica, mas o diagnóstico correto permite um tratamento sintomático adequado, que melhora a qualidade de vida dos pacientes. O transplante de córnea pode melhorar a visão dos pacientes com distrofia corneana grave. O transplante de nervo facial pode ser uma opção para os casos de paralisia facial irreversível.

    A amiloidose hereditária por gelsolina é um exemplo de como uma alteração genética pode causar uma doença rara e complexa, que envolve vários órgãos e sistemas. As lições aprendidas com essa doença podem ser aplicáveis até mesmo no diagnóstico e tratamento de outras formas hereditárias e esporádicas de amiloidose.

    Fonte: Link.

    Ela se manifesta por uma paralisia facial descendente lentamente progressiva, que pode ser confundida com outras causas de paralisia facial, como a síndrome de Bell ou o AVC.

    Um artigo publicado na revista The Lancet descreve o caso de um homem de 58 anos que apresentou paralisia facial bilateral e progressiva ao longo de 10 anos, além de outros sintomas como perda auditiva, distrofia corneana em forma de grade, flacidez cutânea e neuropatia sensitiva. Ele tinha histórico familiar de paralisia facial e distrofia corneana em seu pai e irmãos.

    Os exames clínicos e laboratoriais descartaram outras causas de paralisia facial, como infecções, tumores, doenças autoimunes ou metabólicas. A biópsia da pele mostrou depósitos de amiloide, uma substância anormal que se acumula nos tecidos e órgãos. O teste genético revelou uma mutação no gene da gelsolina, uma proteína que modula o citoesqueleto celular.

    A mutação na gelsolina causa a produção de uma forma alterada da proteína, que se degrada e se deposita como amiloide nos tecidos afetados pela doença. A amiloidose hereditária por gelsolina é uma forma autossômica dominante de amiloidose sistêmica, ou seja, basta herdar um gene defeituoso de um dos pais para desenvolver a doença.

    A amiloidose hereditária por gelsolina foi originalmente descrita na Finlândia, mas já foi relatada em outros países da Europa, América do Norte e do Sul e Ásia. Ela pode ainda estar subdiagnosticada no mundo todo. Ela é a primeira e até agora única doença conhecida causada por um defeito no gene da gelsolina.

    A doença não tem cura específica, mas o diagnóstico correto permite um tratamento sintomático adequado, que melhora a qualidade de vida dos pacientes. O transplante de córnea pode melhorar a visão dos pacientes com distrofia corneana grave. O transplante de nervo facial pode ser uma opção para os casos de paralisia facial irreversível.

    A amiloidose hereditária por gelsolina é um exemplo de como uma alteração genética pode causar uma doença rara e complexa, que envolve vários órgãos e sistemas. As lições aprendidas com essa doença podem ser aplicáveis até mesmo no diagnóstico e tratamento de outras formas hereditárias e esporádicas de amiloidose.

    Fonte: Link.

  • Cientistas detectam fosfatos na lua de Saturno Encelado

    Cientistas detectam fosfatos na lua de Saturno Encelado

    Uma descoberta surpreendente pode aumentar as chances de encontrar vida fora da Terra. Uma equipe internacional de cientistas detectou fosfatos na lua de Saturno Encelado, um dos mundos mais promissores para a busca de vida extraterrestre.

    Encelado é uma lua gelada que abriga um oceano global sob sua crosta. Esse oceano é alimentado por atividade hidrotermal no núcleo rochoso da lua, que lança material para o espaço através de gêiseres na região polar sul. A sonda Cassini, da NASA, investigou a composição desse material ao analisar grãos de gelo ejetados pelo pluma de Encelado.

    Os cientistas usaram um instrumento chamado Analisador de Poeira Cósmica (CDA, na sigla em inglês) para medir os espectros de massa dos grãos de gelo, que revelam os elementos e compostos presentes neles. Eles encontraram evidências de fosfatos de sódio, uma forma de fósforo solúvel em água.

    O fósforo é um dos elementos essenciais para a vida, pois faz parte das moléculas que compõem o DNA, o RNA e as membranas celulares. No entanto, ele é o menos abundante dos elementos biogênicos e sua detecção em um oceano além da Terra é inédita.

    Os resultados, publicados na revista Nature, sugerem que o fósforo está disponível no oceano de Encelado na forma de ortofosfatos, com concentrações pelo menos 100 vezes maiores do que nos oceanos terrestres. Além disso, experimentos e modelagens geoquímicas mostram que essas altas abundâncias de fosfato podem ser alcançadas em Encelado e possivelmente em outros mundos oceânicos gelados além da linha de neve primordial de CO2, seja no fundo frio do oceano ou em ambientes hidrotermais com temperaturas moderadas.

    Os autores do estudo afirmam que essa descoberta aumenta o potencial habitável de Encelado e abre novas perspectivas para a exploração futura desse fascinante mundo.

    Encelado é uma lua gelada que abriga um oceano global sob sua crosta. Esse oceano é alimentado por atividade hidrotermal no núcleo rochoso da lua, que lança material para o espaço através de gêiseres na região polar sul. A sonda Cassini, da NASA, investigou a composição desse material ao analisar grãos de gelo ejetados pelo pluma de Encelado.

    Os cientistas usaram um instrumento chamado Analisador de Poeira Cósmica (CDA, na sigla em inglês) para medir os espectros de massa dos grãos de gelo, que revelam os elementos e compostos presentes neles. Eles encontraram evidências de fosfatos de sódio, uma forma de fósforo solúvel em água.

    O fósforo é um dos elementos essenciais para a vida, pois faz parte das moléculas que compõem o DNA, o RNA e as membranas celulares. No entanto, ele é o menos abundante dos elementos biogênicos e sua detecção em um oceano além da Terra é inédita.

    Os resultados, publicados na revista Nature, sugerem que o fósforo está disponível no oceano de Encelado na forma de ortofosfatos, com concentrações pelo menos 100 vezes maiores do que nos oceanos terrestres. Além disso, experimentos e modelagens geoquímicas mostram que essas altas abundâncias de fosfato podem ser alcançadas em Encelado e possivelmente em outros mundos oceânicos gelados além da linha de neve primordial de CO2, seja no fundo frio do oceano ou em ambientes hidrotermais com temperaturas moderadas.

    Os autores do estudo afirmam que essa descoberta aumenta o potencial habitável de Encelado e abre novas perspectivas para a exploração futura desse fascinante mundo.

  • Estudo mostra relação entre urbanização e saúde cardiometabólica dos povos indígenas no Brasil

    Estudo mostra relação entre urbanização e saúde cardiometabólica dos povos indígenas no Brasil

    Um estudo publicado na revista The Lancet mostrou que a urbanização está associada a um aumento da prevalência de obesidade, hipertensão e mortalidade cardiovascular entre os povos indígenas brasileiros.

    Os pesquisadores analisaram dados de revisões sistemáticas e meta-análises, do censo brasileiro e de registros nacionais de saúde, além do impacto do desmatamento da Amazônia.

    O estudo revelou que os povos indígenas que vivem em regiões mais urbanizadas, com menor cobertura florestal, apresentam maiores níveis de pressão arterial, índice de massa corporal e risco cardiovascular do que aqueles que vivem em regiões mais preservadas e tradicionais. Os autores também observaram uma tendência de aumento desses fatores de risco ao longo do tempo, acompanhando as mudanças no estilo de vida e na alimentação dos indígenas.

    Os resultados sugerem que a urbanização tem um efeito negativo sobre a saúde cardiometaólica dos povos indígenas brasileiros, que já enfrentam diversas desigualdades e vulnerabilidades sociais e sanitárias. Os autores defendem a necessidade de políticas públicas que respeitem e valorizem a diversidade cultural e ambiental dos povos indígenas, bem como garantam o seu acesso à saúde de qualidade e à proteção de seus territórios.

    Fonte: Link.

    Os pesquisadores analisaram dados de revisões sistemáticas e meta-análises, do censo brasileiro e de registros nacionais de saúde, além do impacto do desmatamento da Amazônia.

    O estudo revelou que os povos indígenas que vivem em regiões mais urbanizadas, com menor cobertura florestal, apresentam maiores níveis de pressão arterial, índice de massa corporal e risco cardiovascular do que aqueles que vivem em regiões mais preservadas e tradicionais. Os autores também observaram uma tendência de aumento desses fatores de risco ao longo do tempo, acompanhando as mudanças no estilo de vida e na alimentação dos indígenas.

    Os resultados sugerem que a urbanização tem um efeito negativo sobre a saúde cardiometaólica dos povos indígenas brasileiros, que já enfrentam diversas desigualdades e vulnerabilidades sociais e sanitárias. Os autores defendem a necessidade de políticas públicas que respeitem e valorizem a diversidade cultural e ambiental dos povos indígenas, bem como garantam o seu acesso à saúde de qualidade e à proteção de seus territórios.

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  • Como ocorrem os terremotos no Brasil e quais são as chances de um desastre natural

    Como ocorrem os terremotos no Brasil e quais são as chances de um desastre natural

    Terremotos são fenômenos naturais que ocorrem quando há movimentação das placas tectônicas que formam a crosta terrestre. Eles podem causar destruição, mortes e pânico, dependendo da intensidade e da localização do epicentro, que é o ponto onde o tremor é mais forte.

    O Brasil está localizado no centro da placa sul-americana, que se move lentamente sobre o manto terrestre. Por isso, o país não sofre com terremotos de grande magnitude, como os que ocorrem em países como Japão, Chile e México, que estão na borda de placas tectônicas.

    No entanto, isso não significa que o Brasil esteja livre de tremores de terra. Eles podem acontecer por causa de falhas geológicas, que são fraturas ou fissuras nas rochas que compõem a placa. Essas falhas podem se movimentar e liberar energia, gerando abalos sísmicos.

    Os terremotos no Brasil são mais frequentes e intensos na região Nordeste, especialmente nos estados do Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Isso se deve à geologia da região, que é formada por fragmentos de rochas antigas com várias falhas.

    O maior terremoto registrado no Brasil ocorreu em 1955, na cidade de João Câmara, no Rio Grande do Norte. Ele teve magnitude 6,3 na escala Richter e causou danos em edifícios e estradas. Outros terremotos significativos foram registrados em Sobral (CE), em 1980, com magnitude 5,2; em Montes Claros (MG), em 1955, com magnitude 5; e em Itacarambi (MG), em 2007, com magnitude 4,9.

    Nesta sexta-feira (16), um terremoto de magnitude 4 foi sentido por moradores do litoral de São Paulo e do Vale do Ribeira. O epicentro foi localizado nas cidades de Miracatu e Iguape, no interior do estado. Apesar do susto, não houve relatos de vítimas ou danos materiais.

    Mas afinal, quais as chances de um terremoto fatal atingir o Brasil? Segundo os especialistas, elas são muito baixas, mas não nulas. O Brasil não está imune a eventos sísmicos extremos, mas eles são muito raros e improváveis.

    Para se ter uma ideia, a probabilidade de um terremoto de magnitude 8 ou maior ocorrer no Brasil é de uma vez a cada 10 mil anos. Já a probabilidade de um terremoto de magnitude 6 ou maior ocorrer no Brasil é de uma vez a cada 100 anos.

    Portanto, não há motivo para pânico ou alarmismo. O Brasil é um país relativamente seguro em relação aos terremotos. No entanto, é importante estar atento aos sinais de alerta e às orientações das autoridades em caso de emergência.

    O Brasil está localizado no centro da placa sul-americana, que se move lentamente sobre o manto terrestre. Por isso, o país não sofre com terremotos de grande magnitude, como os que ocorrem em países como Japão, Chile e México, que estão na borda de placas tectônicas.

    No entanto, isso não significa que o Brasil esteja livre de tremores de terra. Eles podem acontecer por causa de falhas geológicas, que são fraturas ou fissuras nas rochas que compõem a placa. Essas falhas podem se movimentar e liberar energia, gerando abalos sísmicos.

    Os terremotos no Brasil são mais frequentes e intensos na região Nordeste, especialmente nos estados do Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Isso se deve à geologia da região, que é formada por fragmentos de rochas antigas com várias falhas.

    O maior terremoto registrado no Brasil ocorreu em 1955, na cidade de João Câmara, no Rio Grande do Norte. Ele teve magnitude 6,3 na escala Richter e causou danos em edifícios e estradas. Outros terremotos significativos foram registrados em Sobral (CE), em 1980, com magnitude 5,2; em Montes Claros (MG), em 1955, com magnitude 5; e em Itacarambi (MG), em 2007, com magnitude 4,9.

    Nesta sexta-feira (16), um terremoto de magnitude 4 foi sentido por moradores do litoral de São Paulo e do Vale do Ribeira. O epicentro foi localizado nas cidades de Miracatu e Iguape, no interior do estado. Apesar do susto, não houve relatos de vítimas ou danos materiais.

    Mas afinal, quais as chances de um terremoto fatal atingir o Brasil? Segundo os especialistas, elas são muito baixas, mas não nulas. O Brasil não está imune a eventos sísmicos extremos, mas eles são muito raros e improváveis.

    Para se ter uma ideia, a probabilidade de um terremoto de magnitude 8 ou maior ocorrer no Brasil é de uma vez a cada 10 mil anos. Já a probabilidade de um terremoto de magnitude 6 ou maior ocorrer no Brasil é de uma vez a cada 100 anos.

    Portanto, não há motivo para pânico ou alarmismo. O Brasil é um país relativamente seguro em relação aos terremotos. No entanto, é importante estar atento aos sinais de alerta e às orientações das autoridades em caso de emergência.

  • O efeito Tyndall: entenda o fenômeno que deixa o céu azul

    O efeito Tyndall: entenda o fenômeno que deixa o céu azul

    Você já se perguntou por que o céu é azul? Essa é uma questão que desperta a curiosidade de muitas pessoas, desde crianças até adultos.

    A resposta envolve alguns conceitos de física óptica, que explicam como a luz do Sol interage com as partículas presentes na atmosfera terrestre.

    A luz do Sol e suas cores

    A luz do Sol é composta por diversas cores, que formam o espectro eletromagnético. Cada cor tem um comprimento de onda diferente, que vai desde o violeta, com o menor comprimento de onda, até o vermelho, com o maior comprimento de onda. Quando a luz do Sol chega à Terra, ela atravessa a atmosfera, que é formada por gases como oxigênio e nitrogênio, além de partículas de água e poeira.

    A refração e a dispersão da luz

    Ao passar pela atmosfera, a luz do Sol sofre dois fenômenos importantes: a refração e a dispersão. A refração ocorre quando a luz muda de meio e de velocidade. Por exemplo, quando a luz passa do vácuo para o ar, ela diminui sua velocidade e muda sua direção. A dispersão ocorre quando a luz se decompõe em suas cores componentes. Por exemplo, quando a luz passa por um prisma ou por uma gota de água, ela se separa nas cores do arco-íris.

    O efeito Tyndall e a cor do céu

    A dispersão da luz depende do tamanho das partículas que a espalham. Quanto menor for o tamanho das partículas, mais elas espalham as cores com menor comprimento de onda, como o violeta e o azul. Esse fenômeno é chamado de efeito Tyndall, em homenagem ao físico irlandês John Tyndall, que o estudou no século XIX.

    Na atmosfera terrestre, as moléculas de oxigênio e nitrogênio são muito pequenas e espalham mais intensamente a luz azul do que as outras cores. Por isso, o céu parece azul durante o dia. A luz azul é refletida pelas moléculas de ar em todas as direções e chega aos nossos olhos.

    O pôr do sol e suas cores

    Mas se o céu é azul durante o dia, por que ele fica vermelho ou laranja ao entardecer? Isso acontece porque, no pôr do sol, os raios solares precisam atravessar uma camada mais longa da atmosfera para chegar até nós. Nesse caminho, a maior parte da luz azul já foi espalhada e perdida. As cores com maior comprimento de onda, como o vermelho e o laranja, sofrem menos dispersão e conseguem chegar aos nossos olhos. Por isso, o céu fica com essas tonalidades no final do dia.

    O céu é azul porque a luz do Sol sofre refração e dispersão ao atravessar a atmosfera terrestre. As moléculas de ar espalham mais a luz azul do que as outras cores, fazendo com que ela seja refletida em todas as direções e chegue aos nossos olhos. No pôr do sol, a luz azul já foi quase toda dispersada e perdida, sobrando as cores vermelha e laranja, que dão ao céu essas colorações.

    A resposta envolve alguns conceitos de física óptica, que explicam como a luz do Sol interage com as partículas presentes na atmosfera terrestre.

    A luz do Sol e suas cores

    A luz do Sol é composta por diversas cores, que formam o espectro eletromagnético. Cada cor tem um comprimento de onda diferente, que vai desde o violeta, com o menor comprimento de onda, até o vermelho, com o maior comprimento de onda. Quando a luz do Sol chega à Terra, ela atravessa a atmosfera, que é formada por gases como oxigênio e nitrogênio, além de partículas de água e poeira.

    A refração e a dispersão da luz

    Ao passar pela atmosfera, a luz do Sol sofre dois fenômenos importantes: a refração e a dispersão. A refração ocorre quando a luz muda de meio e de velocidade. Por exemplo, quando a luz passa do vácuo para o ar, ela diminui sua velocidade e muda sua direção. A dispersão ocorre quando a luz se decompõe em suas cores componentes. Por exemplo, quando a luz passa por um prisma ou por uma gota de água, ela se separa nas cores do arco-íris.

    O efeito Tyndall e a cor do céu

    A dispersão da luz depende do tamanho das partículas que a espalham. Quanto menor for o tamanho das partículas, mais elas espalham as cores com menor comprimento de onda, como o violeta e o azul. Esse fenômeno é chamado de efeito Tyndall, em homenagem ao físico irlandês John Tyndall, que o estudou no século XIX.

    Na atmosfera terrestre, as moléculas de oxigênio e nitrogênio são muito pequenas e espalham mais intensamente a luz azul do que as outras cores. Por isso, o céu parece azul durante o dia. A luz azul é refletida pelas moléculas de ar em todas as direções e chega aos nossos olhos.

    O pôr do sol e suas cores

    Mas se o céu é azul durante o dia, por que ele fica vermelho ou laranja ao entardecer? Isso acontece porque, no pôr do sol, os raios solares precisam atravessar uma camada mais longa da atmosfera para chegar até nós. Nesse caminho, a maior parte da luz azul já foi espalhada e perdida. As cores com maior comprimento de onda, como o vermelho e o laranja, sofrem menos dispersão e conseguem chegar aos nossos olhos. Por isso, o céu fica com essas tonalidades no final do dia.

    O céu é azul porque a luz do Sol sofre refração e dispersão ao atravessar a atmosfera terrestre. As moléculas de ar espalham mais a luz azul do que as outras cores, fazendo com que ela seja refletida em todas as direções e chegue aos nossos olhos. No pôr do sol, a luz azul já foi quase toda dispersada e perdida, sobrando as cores vermelha e laranja, que dão ao céu essas colorações.