Categoria: AWRB

  • Imposto extra para games: uma ameaça ao mercado brasileiro?

    Imposto extra para games: uma ameaça ao mercado brasileiro?

    O mercado de games é um dos que mais crescem no mundo e tem grande potencial para gerar empregos e fomentar a economia.

    No entanto, ainda não há um marco legal que regulamente o setor no Brasil, o que gera incertezas e dificuldades para as empresas do segmento. A criação do Projeto de Lei (PL) 2796/21 é um importante passo para mudar essa realidade e permitir que a indústria de games se desenvolva no país.

    O PL, de autoria do deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP), cria o marco legal para a indústria de jogos eletrônicos e para os jogos de fantasia, como Cartola e Rei do Pitaco. Em 2022, esses jogos movimentaram R$ 70 milhões no Brasil e geraram 5 mil empregos diretos. A expectativa é a de que o crescimento seja de 300% nos próximos quatro anos e crie 20 mil postos de trabalho diretos.

    No caso dos jogos eletrônicos, que são basicamente os de aplicativos, a movimentação foi de R$ 10 bilhões no ano passado, com a geração de 12 mil vagas diretas. Com a aprovação do PL, a expectativa é passar a movimentar R$ 40 bilhões por ano e contar com 50 mil empregos diretos.

    Porém, o PL ainda está em análise no Senado e pode sofrer alterações que podem prejudicar o setor. O relator do projeto, o senador Irajá (PSD-TO), disse ao portal Broadcast/Estadão que está estudando com a Receita Federal a possibilidade de criar um imposto extra para as empresas de games, similar ao que o governo já estuda para o segmento de jogos de azar, com alíquota de 15%.

    Segundo o senador, a taxa seria como uma Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) dos jogos e teria como objetivo garantir recursos para áreas como saúde e educação. Além disso, ele defende que o marco legal dará benefícios para as indústrias e tornará o Brasil mais atrativo para empresas estrangeiras, especialmente no desenvolvimento de novos jogos.

    No entanto, essa proposta pode gerar preocupações no setor, que já sofre com uma alta carga tributária e enfrenta dificuldades para competir com outros países. A criação de um imposto extra pode encarecer os produtos e serviços oferecidos pelas empresas de games e desestimular os investimentos e a inovação na área.

    Por isso, é preciso avaliar com cuidado os impactos dessa medida e buscar um equilíbrio entre a arrecadação do governo e o desenvolvimento da indústria de games no Brasil. O setor tem muito a contribuir para a economia e a cultura do país, mas precisa de um ambiente favorável para crescer e se consolidar.

    O Senado estuda a criação de uma taxa de 15% sobre as empresas do setor de games, que pode afetar o crescimento e a competitividade da indústria no país.

    No entanto, ainda não há um marco legal que regulamente o setor no Brasil, o que gera incertezas e dificuldades para as empresas do segmento. A criação do Projeto de Lei (PL) 2796/21 é um importante passo para mudar essa realidade e permitir que a indústria de games se desenvolva no país.

    O PL, de autoria do deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP), cria o marco legal para a indústria de jogos eletrônicos e para os jogos de fantasia, como Cartola e Rei do Pitaco. Em 2022, esses jogos movimentaram R$ 70 milhões no Brasil e geraram 5 mil empregos diretos. A expectativa é a de que o crescimento seja de 300% nos próximos quatro anos e crie 20 mil postos de trabalho diretos.

    No caso dos jogos eletrônicos, que são basicamente os de aplicativos, a movimentação foi de R$ 10 bilhões no ano passado, com a geração de 12 mil vagas diretas. Com a aprovação do PL, a expectativa é passar a movimentar R$ 40 bilhões por ano e contar com 50 mil empregos diretos.

    Porém, o PL ainda está em análise no Senado e pode sofrer alterações que podem prejudicar o setor. O relator do projeto, o senador Irajá (PSD-TO), disse ao portal Broadcast/Estadão que está estudando com a Receita Federal a possibilidade de criar um imposto extra para as empresas de games, similar ao que o governo já estuda para o segmento de jogos de azar, com alíquota de 15%.

    Segundo o senador, a taxa seria como uma Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) dos jogos e teria como objetivo garantir recursos para áreas como saúde e educação. Além disso, ele defende que o marco legal dará benefícios para as indústrias e tornará o Brasil mais atrativo para empresas estrangeiras, especialmente no desenvolvimento de novos jogos.

    No entanto, essa proposta pode gerar preocupações no setor, que já sofre com uma alta carga tributária e enfrenta dificuldades para competir com outros países. A criação de um imposto extra pode encarecer os produtos e serviços oferecidos pelas empresas de games e desestimular os investimentos e a inovação na área.

    Por isso, é preciso avaliar com cuidado os impactos dessa medida e buscar um equilíbrio entre a arrecadação do governo e o desenvolvimento da indústria de games no Brasil. O setor tem muito a contribuir para a economia e a cultura do país, mas precisa de um ambiente favorável para crescer e se consolidar.

  • Governo quer fiscalizar postos de combustíveis para garantir queda nos preços

    Governo quer fiscalizar postos de combustíveis para garantir queda nos preços

    O governo federal anunciou uma nova estratégia para garantir que a redução dos preços dos combustíveis anunciada pela Petrobras chegue aos consumidores finais.

    Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) irá fiscalizar os postos de gasolina para evitar abusos e punir os infratores.

    A medida foi tomada após a Petrobras acabar com a política de Preço de Paridade de Internacional (PPI), que atrelava os preços dos combustíveis às variações do mercado internacional. Com isso, a empresa reduziu o preço médio do diesel em R$ 0,44 por litro e o da gasolina em R$ 0,40 por litro para as distribuidoras.

    O ministro afirmou que o objetivo é beneficiar o povo brasileiro com uma política nacional de preços dos combustíveis justa e competitiva. Ele também disse que a Petrobras tem que cumprir seu papel social e se tornar mais moderna e perene.


    Fonte: Link.

    Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) irá fiscalizar os postos de gasolina para evitar abusos e punir os infratores.

    A medida foi tomada após a Petrobras acabar com a política de Preço de Paridade de Internacional (PPI), que atrelava os preços dos combustíveis às variações do mercado internacional. Com isso, a empresa reduziu o preço médio do diesel em R$ 0,44 por litro e o da gasolina em R$ 0,40 por litro para as distribuidoras.

    O ministro afirmou que o objetivo é beneficiar o povo brasileiro com uma política nacional de preços dos combustíveis justa e competitiva. Ele também disse que a Petrobras tem que cumprir seu papel social e se tornar mais moderna e perene.


    Fonte: Link.

  • Genética e COVID-19: estudo pode explicar por que a COVID é fatal para algumas pessoas

    Genética e COVID-19: estudo pode explicar por que a COVID é fatal para algumas pessoas

    Um estudo publicado na revista Nature revela novas ligações entre a genética e COVID-19 e a ativação do sistema imunológico.

    A COVID-19 é uma doença que pode causar sintomas leves ou graves, dependendo de vários fatores, incluindo a genética.

    Um estudo realizado por mais de 2 mil pesquisadores analisou o DNA de mais de 24 mil pessoas que tiveram COVID-19 e precisaram de tratamento em terapia intensiva. Eles encontraram 49 sequências de DNA que estão associadas ao risco de desenvolver uma doença extremamente grave.

    O estudo, que foi publicado em 17 de maio na Nature 1, destaca o papel do sistema imunológico em alimentar as fases posteriores da COVID-19 grave. Os resultados podem contribuir um dia para o desenvolvimento de terapias para a COVID-19 e potencialmente outras doenças que causam insuficiência respiratória aguda ou sepse.

    Os pesquisadores descobriram ligações genéticas com respostas inflamatórias e a ativação de células imunológicas – processos que podem danificar os pulmões e reduzir sua capacidade de enviar oxigênio para os tecidos do corpo.

    “Isso definitivamente expande nossa compreensão dos determinantes genéticos da COVID-19 grave”, diz Brent Richards, um geneticista humano da Universidade McGill em Montreal, Canadá.

    O estudo é um dos maiores esforços para investigar como a genética pode ter contribuído para a gravidade da doença. Os pesquisadores esperam que seus achados ajudem a melhorar as opções de tratamento para a COVID-19 e outras condições em futuras pandemias.

    Fonte: Link.

    Um estudo publicado na revista Nature revela novas ligações entre a genética e COVID-19 e a ativação do sistema imunológico.

    Um estudo realizado por mais de 2 mil pesquisadores analisou o DNA de mais de 24 mil pessoas que tiveram COVID-19 e precisaram de tratamento em terapia intensiva. Eles encontraram 49 sequências de DNA que estão associadas ao risco de desenvolver uma doença extremamente grave.

    O estudo, que foi publicado em 17 de maio na Nature 1, destaca o papel do sistema imunológico em alimentar as fases posteriores da COVID-19 grave. Os resultados podem contribuir um dia para o desenvolvimento de terapias para a COVID-19 e potencialmente outras doenças que causam insuficiência respiratória aguda ou sepse.

    Os pesquisadores descobriram ligações genéticas com respostas inflamatórias e a ativação de células imunológicas – processos que podem danificar os pulmões e reduzir sua capacidade de enviar oxigênio para os tecidos do corpo.

    “Isso definitivamente expande nossa compreensão dos determinantes genéticos da COVID-19 grave”, diz Brent Richards, um geneticista humano da Universidade McGill em Montreal, Canadá.

    O estudo é um dos maiores esforços para investigar como a genética pode ter contribuído para a gravidade da doença. Os pesquisadores esperam que seus achados ajudem a melhorar as opções de tratamento para a COVID-19 e outras condições em futuras pandemias.

    Fonte: Link.

  • Remuneração do jornalismo por plataformas digitais: como é em outros países?

    Remuneração do jornalismo por plataformas digitais: como é em outros países?

    A Lupa analisou as iniciativas de regulamentação da remuneração de conteúdos jornalísticos pelas plataformas digitais em países como Austrália, União Europeia, Estados Unidos, Canadá, Alemanha e França.

    A remuneração de conteúdos jornalísticos pelas plataformas digitais é um tema que tem gerado debates e polêmicas em vários países. No Brasil, o assunto foi retirado do PL 2.630/2020, conhecido como “PL das Fake News”, e será votado em separado no PL 2.370/2019, que trata de direitos autorais nas redes sociais.

    Mas como funciona a remuneração do jornalismo por plataformas digitais em outros países? A Agência Lupa analisou as iniciativas de regulamentação que foram aprovadas ou estão em tramitação em países como Austrália, União Europeia, Estados Unidos, Canadá, Alemanha e França. O relatório foi baseado em um estudo inédito produzido pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.br) e divulgado pela Agência Bori.

    O estudo mostra que não há um modelo único ou consensual para fazer essa regulamentação. As soluções adotadas variam desde a barganha direta entre veículos de comunicação e plataformas digitais até a presença mais forte do Estado ou a criação de um fundo público para o jornalismo com financiamento das big techs.

    Além disso, as iniciativas divergem ao definir quem deve pagar pela remuneração dos conteúdos jornalísticos: as plataformas digitais, os prestadores de serviços de compartilhamento de conteúdos online ou os serviços da sociedade da informação. Também há diferenças nos critérios para determinar o valor da remuneração, que pode ser fixo, proporcional ou negociado.

    Confira alguns exemplos de como é a remuneração do jornalismo por plataformas digitais em outros países:

    • Austrália: foi pioneira em regular o pagamento pelo uso de conteúdo jornalístico em plataformas digitais com o Código/Lei australiana de observância obrigatória Treasury Laws Amendment (News Media and Digital Platforms Mandatory Bargaining Code), vigente desde março de 2021. O modelo busca aumentar o poder de barganha dos jornalistas perante as plataformas digitais a partir da instituição de negociações pela remuneração do material utilizado. Se não houver acordo, há uma arbitragem compulsória conduzida por uma autoridade indicada pela Autoridade Australiana de Comunicações e Mídia. A remuneração deve ser feita pelas plataformas digitais.

    • União Europeia: aprovou em 2019 a Diretiva relativa aos direitos de autor e direitos conexos no Mercado Único Digital (Diretiva MUD), que estabelece padrões mínimos de proteção aos direitos autorais explorados por plataformas na internet. A legislação não define parâmetros de cálculo para a remuneração dos direitos autorais utilizados, mas estabelece o “princípio da remuneração adequada e proporcional” que estipula às legislações dos países-membros garantir aos titulares de direitos autorais um parâmetro de remuneração justo. A responsabilidade pela remuneração é dos prestadores de serviços de compartilhamento de conteúdos online.

    • Estados Unidos: tramita no Congresso americano desde março de 2021 o Journalism Competition and Preservation Act (JCPA), que propõe dar condições para que os produtores de conteúdo online negociem coletivamente com as plataformas digitais os termos para a divulgação remunerada de seus materiais. O projeto estabelece um prazo de 180 dias para negociação entre plataformas e os proprietários dos conteúdos. Caso não haja um acordo mutuamente benéfico, eles podem requisitar uma “arbitragem de preço final” que será conduzida por três árbitros licenciados. A remuneração deve ser feita pelas plataformas digitais.

    • Canadá: enviou para o Senado em dezembro de 2022 o Online News Act, inspirado no modelo australiano, mas com algumas modificações. O projeto regulamenta a divulgação digital de notícias por meio de empresas intermediárias. O processo de negociação consiste em uma primeira tentativa de negociação – dentro de 90 dias – sem necessidade de intervenção do Estado. Caso a negociação não seja bem sucedida, é iniciado o processo de mediação, com intervenção do Estado. A remuneração deve ser feita pelas empresas intermediadoras de notícias digitais.

    • Alemanha: alterou em 2021 o German Act on Copyright and Related Rights para proteger os direitos autorais da imprensa, dos editores e dos jornalistas da exploração pelos serviços online operados pelas plataformas digitais. A emenda garante aos autores o direito de remuneração equitativa pela exploração do conteúdo intelectual que produzem no patamar mínimo de um terço do valor auferido pelos serviços da sociedade da informação. A alteração do valor mínimo só é possível mediante acordo coletivo ou negociação sindical. A responsabilidade pela remuneração é dos serviços da sociedade da informação.

    • França: aplicou em 2020 a Lei nº 2019-775, que garante uma remuneração pela exploração, reprodução e comunicação ao público de publicações de imprensa em forma digital. A remuneração deve ser calculada com base nas receitas obtidas com a exploração ou avaliada de forma fixa. Os jornalistas têm direito a uma parte da remuneração recebida pelos editores e pelas agências de notícias das plataformas online. Embora a lei não preveja expressamente a responsabilização das empresas que administram mecanismos de buscas online, a Autoridade de Concorrência da França condenou o Google a negociar com os editores e agências franceses.

    Fontes: Link 1, Link 2.

    A Lupa analisou as iniciativas de regulamentação da remuneração de conteúdos jornalísticos pelas plataformas digitais em países como Austrália, União Europeia, Estados Unidos, Canadá, Alemanha e França.

    Mas como funciona a remuneração do jornalismo por plataformas digitais em outros países? A Agência Lupa analisou as iniciativas de regulamentação que foram aprovadas ou estão em tramitação em países como Austrália, União Europeia, Estados Unidos, Canadá, Alemanha e França. O relatório foi baseado em um estudo inédito produzido pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.br) e divulgado pela Agência Bori.

    O estudo mostra que não há um modelo único ou consensual para fazer essa regulamentação. As soluções adotadas variam desde a barganha direta entre veículos de comunicação e plataformas digitais até a presença mais forte do Estado ou a criação de um fundo público para o jornalismo com financiamento das big techs.

    Além disso, as iniciativas divergem ao definir quem deve pagar pela remuneração dos conteúdos jornalísticos: as plataformas digitais, os prestadores de serviços de compartilhamento de conteúdos online ou os serviços da sociedade da informação. Também há diferenças nos critérios para determinar o valor da remuneração, que pode ser fixo, proporcional ou negociado.

    Confira alguns exemplos de como é a remuneração do jornalismo por plataformas digitais em outros países:

    • Austrália: foi pioneira em regular o pagamento pelo uso de conteúdo jornalístico em plataformas digitais com o Código/Lei australiana de observância obrigatória Treasury Laws Amendment (News Media and Digital Platforms Mandatory Bargaining Code), vigente desde março de 2021. O modelo busca aumentar o poder de barganha dos jornalistas perante as plataformas digitais a partir da instituição de negociações pela remuneração do material utilizado. Se não houver acordo, há uma arbitragem compulsória conduzida por uma autoridade indicada pela Autoridade Australiana de Comunicações e Mídia. A remuneração deve ser feita pelas plataformas digitais.

    • União Europeia: aprovou em 2019 a Diretiva relativa aos direitos de autor e direitos conexos no Mercado Único Digital (Diretiva MUD), que estabelece padrões mínimos de proteção aos direitos autorais explorados por plataformas na internet. A legislação não define parâmetros de cálculo para a remuneração dos direitos autorais utilizados, mas estabelece o “princípio da remuneração adequada e proporcional” que estipula às legislações dos países-membros garantir aos titulares de direitos autorais um parâmetro de remuneração justo. A responsabilidade pela remuneração é dos prestadores de serviços de compartilhamento de conteúdos online.

    • Estados Unidos: tramita no Congresso americano desde março de 2021 o Journalism Competition and Preservation Act (JCPA), que propõe dar condições para que os produtores de conteúdo online negociem coletivamente com as plataformas digitais os termos para a divulgação remunerada de seus materiais. O projeto estabelece um prazo de 180 dias para negociação entre plataformas e os proprietários dos conteúdos. Caso não haja um acordo mutuamente benéfico, eles podem requisitar uma “arbitragem de preço final” que será conduzida por três árbitros licenciados. A remuneração deve ser feita pelas plataformas digitais.

    • Canadá: enviou para o Senado em dezembro de 2022 o Online News Act, inspirado no modelo australiano, mas com algumas modificações. O projeto regulamenta a divulgação digital de notícias por meio de empresas intermediárias. O processo de negociação consiste em uma primeira tentativa de negociação – dentro de 90 dias – sem necessidade de intervenção do Estado. Caso a negociação não seja bem sucedida, é iniciado o processo de mediação, com intervenção do Estado. A remuneração deve ser feita pelas empresas intermediadoras de notícias digitais.

    • Alemanha: alterou em 2021 o German Act on Copyright and Related Rights para proteger os direitos autorais da imprensa, dos editores e dos jornalistas da exploração pelos serviços online operados pelas plataformas digitais. A emenda garante aos autores o direito de remuneração equitativa pela exploração do conteúdo intelectual que produzem no patamar mínimo de um terço do valor auferido pelos serviços da sociedade da informação. A alteração do valor mínimo só é possível mediante acordo coletivo ou negociação sindical. A responsabilidade pela remuneração é dos serviços da sociedade da informação.

    • França: aplicou em 2020 a Lei nº 2019-775, que garante uma remuneração pela exploração, reprodução e comunicação ao público de publicações de imprensa em forma digital. A remuneração deve ser calculada com base nas receitas obtidas com a exploração ou avaliada de forma fixa. Os jornalistas têm direito a uma parte da remuneração recebida pelos editores e pelas agências de notícias das plataformas online. Embora a lei não preveja expressamente a responsabilização das empresas que administram mecanismos de buscas online, a Autoridade de Concorrência da França condenou o Google a negociar com os editores e agências franceses.

    Fontes: Link 1, Link 2.

  • Estrogênio: um vilão mais poderoso do que se pensava no câncer de mama

    Estrogênio: um vilão mais poderoso do que se pensava no câncer de mama

    O estrogênio é um hormônio sexual feminino que tem diversas funções no organismo, como regular o ciclo menstrual, o desenvolvimento das mamas e a fertilidade.

    No entanto, o estrogênio também pode ser um fator de risco para o câncer de mama, uma das doenças mais comuns entre as mulheres.

    Segundo um estudo publicado na revista Nature em maio de 2023, o estrogênio pode ser o responsável por desencadear casos de câncer de mama que não são explicados pelo modelo clássico de desenvolvimento da doença. Esse modelo envolve uma alteração cromossômica que ativa genes relacionados ao câncer.

    Os pesquisadores da Harvard Medical School analisaram o genoma de 780 tumores de mama e descobriram que um terço deles apresentava um padrão diferente de mutação. Em vez de uma única cópia do cromossomo alterada, eles encontraram duas cópias diferentes fundidas, próximas a regiões onde o estrogênio se liga ao DNA.

    Essa fusão cromossômica resulta em uma estrutura deformada que se rompe durante a divisão celular, deixando fragmentos que contêm genes do câncer para se multiplicar e se ativar.

    Os pesquisadores também realizaram experimentos com células de câncer de mama em laboratório e confirmaram que o estrogênio pode induzir essa rearranjo genômico que leva ao câncer.

    Isso mostra que o papel do estrogênio no câncer de mama é mais direto do que se pensava. Além de estimular a proliferação das células mamárias, ele também pode alterar diretamente o reparo do DNA.

    Essa descoberta pode ter implicações para o tratamento e a prevenção do câncer de mama. Por exemplo, drogas que suprimem o estrogênio, como o tamoxifeno, podem não só reduzir o crescimento do tumor, mas também evitar que ele se forme por meio desse mecanismo.

    Além disso, a detecção da impressão digital genômica da fusão cromossômica pode alertar os oncologistas sobre a recorrência da doença em pacientes com histórico de certos tipos de câncer de mama.

    O estudo também ressalta o valor da sequenciamento do DNA e da análise cuidadosa dos dados para aprofundar a biologia do desenvolvimento do câncer.

    O estrogênio é um hormônio sexual feminino que tem diversas funções no organismo, como regular o ciclo menstrual, o desenvolvimento das mamas e a fertilidade.

    Segundo um estudo publicado na revista Nature em maio de 2023, o estrogênio pode ser o responsável por desencadear casos de câncer de mama que não são explicados pelo modelo clássico de desenvolvimento da doença. Esse modelo envolve uma alteração cromossômica que ativa genes relacionados ao câncer.

    Os pesquisadores da Harvard Medical School analisaram o genoma de 780 tumores de mama e descobriram que um terço deles apresentava um padrão diferente de mutação. Em vez de uma única cópia do cromossomo alterada, eles encontraram duas cópias diferentes fundidas, próximas a regiões onde o estrogênio se liga ao DNA.

    Essa fusão cromossômica resulta em uma estrutura deformada que se rompe durante a divisão celular, deixando fragmentos que contêm genes do câncer para se multiplicar e se ativar.

    Os pesquisadores também realizaram experimentos com células de câncer de mama em laboratório e confirmaram que o estrogênio pode induzir essa rearranjo genômico que leva ao câncer.

    Isso mostra que o papel do estrogênio no câncer de mama é mais direto do que se pensava. Além de estimular a proliferação das células mamárias, ele também pode alterar diretamente o reparo do DNA.

    Essa descoberta pode ter implicações para o tratamento e a prevenção do câncer de mama. Por exemplo, drogas que suprimem o estrogênio, como o tamoxifeno, podem não só reduzir o crescimento do tumor, mas também evitar que ele se forme por meio desse mecanismo.

    Além disso, a detecção da impressão digital genômica da fusão cromossômica pode alertar os oncologistas sobre a recorrência da doença em pacientes com histórico de certos tipos de câncer de mama.

    O estudo também ressalta o valor da sequenciamento do DNA e da análise cuidadosa dos dados para aprofundar a biologia do desenvolvimento do câncer.

  • Acesso aos dados públicos da web é essencial para a revolução da IA

    Acesso aos dados públicos da web é essencial para a revolução da IA

    A inteligência artificial (IA) é uma das tecnologias que mais prometem transformar a sociedade e os setores econômicos nos próximos anos.

    Mas para que a IA possa evoluir e se aprimorar, ela depende da qualidade e da quantidade dos dados que são usados para treinar os modelos. E uma das principais fontes de dados disponíveis é a web pública, ou seja, o conjunto de informações que não estão protegidas por login ou senha.

    No entanto, esse acesso aos dados públicos da web está sob ameaça, segundo um artigo publicado na revista Fortune. O autor, Or Lenchner, CEO da Bright Data, uma plataforma de coleta de dados da web, alerta que as grandes empresas de tecnologia estão tentando restringir o acesso aos dados que elas mesmas não possuem, mas que estão presentes na web pública.

    Segundo ele, isso pode prejudicar o avanço da IA e limitar a sua aplicação para o bem social. Além disso, pode afetar negativamente as operações de diversas empresas e organizações sem fins lucrativos que dependem dos dados públicos da web para realizar suas missões.

    Lenchner defende que o acesso aos dados públicos da web deve ser mantido transparente e democrático para todos, pois isso é fundamental para o desenvolvimento de uma IA alinhada com os interesses e as necessidades da humanidade.

    Mas para que a IA possa evoluir e se aprimorar, ela depende da qualidade e da quantidade dos dados que são usados para treinar os modelos. E uma das principais fontes de dados disponíveis é a web pública, ou seja, o conjunto de informações que não estão protegidas por login ou senha.

    No entanto, esse acesso aos dados públicos da web está sob ameaça, segundo um artigo publicado na revista Fortune. O autor, Or Lenchner, CEO da Bright Data, uma plataforma de coleta de dados da web, alerta que as grandes empresas de tecnologia estão tentando restringir o acesso aos dados que elas mesmas não possuem, mas que estão presentes na web pública.

    Segundo ele, isso pode prejudicar o avanço da IA e limitar a sua aplicação para o bem social. Além disso, pode afetar negativamente as operações de diversas empresas e organizações sem fins lucrativos que dependem dos dados públicos da web para realizar suas missões.

    Lenchner defende que o acesso aos dados públicos da web deve ser mantido transparente e democrático para todos, pois isso é fundamental para o desenvolvimento de uma IA alinhada com os interesses e as necessidades da humanidade.

  • Como o governo pretende reduzir o Custo Brasil em R$ 1,7 trilhão

    Como o governo pretende reduzir o Custo Brasil em R$ 1,7 trilhão

    O Custo Brasil é um termo que se refere ao conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que encarecem a produção e a prestação de serviços no país.

    Segundo um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), esse custo representa cerca de 22% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, ou seja, R$ 1,7 trilhão.

    Para enfrentar esse problema, o governo federal quer estabelecer metas para reduzir o Custo Brasil nos próximos anos. O plano de melhorias, segundo a secretária de competitividade e política regulatória do Ministério da Economia, Andreia Macedo, estará no Plano Plurianual (PPA), que deve ser divulgado até agosto.

    O PPA é um instrumento de planejamento governamental que define as diretrizes, os objetivos e as metas da administração pública para um período de quatro anos. Entre as áreas prioritárias para reduzir o Custo Brasil, estão a infraestrutura, a logística, a energia, o ambiente de negócios, a tributação e a desburocratização.

    O objetivo é aumentar a produtividade e a competitividade da economia brasileira, estimular o crescimento sustentável e gerar emprego e renda para a população. Segundo Andreia Macedo, o governo espera que as medidas possam reduzir o Custo Brasil em pelo menos 10% até 2025.

    Fontes: Link 1, Link 2, Link 3.

    Segundo um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), esse custo representa cerca de 22% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, ou seja, R$ 1,7 trilhão.

    Para enfrentar esse problema, o governo federal quer estabelecer metas para reduzir o Custo Brasil nos próximos anos. O plano de melhorias, segundo a secretária de competitividade e política regulatória do Ministério da Economia, Andreia Macedo, estará no Plano Plurianual (PPA), que deve ser divulgado até agosto.

    O PPA é um instrumento de planejamento governamental que define as diretrizes, os objetivos e as metas da administração pública para um período de quatro anos. Entre as áreas prioritárias para reduzir o Custo Brasil, estão a infraestrutura, a logística, a energia, o ambiente de negócios, a tributação e a desburocratização.

    O objetivo é aumentar a produtividade e a competitividade da economia brasileira, estimular o crescimento sustentável e gerar emprego e renda para a população. Segundo Andreia Macedo, o governo espera que as medidas possam reduzir o Custo Brasil em pelo menos 10% até 2025.

    Fontes: Link 1, Link 2, Link 3.

  • Quais são os países que mais cobram impostos no mundo?

    Quais são os países que mais cobram impostos no mundo?

    Muitas pessoas reclamam dos impostos que pagam no Brasil, mas será que o nosso país está entre os que mais tributam os seus cidadãos? Para responder a essa pergunta, é preciso comparar a carga tributária de diferentes nações, ou seja, a relação entre o total de impostos arrecadados e o Produto Interno Bruto (PIB).

    Segundo dados da Heritage Foundation, uma organização americana que analisa a liberdade econômica dos países, a Dinamarca é o país que tem a maior carga tributária do mundo, com 45,2% do PIB. Em seguida, aparecem Finlândia (44%), Bélgica (43,2%), França (43%) e Itália (42,6%).

    Esses países são todos europeus e têm sistemas de bem-estar social que oferecem serviços públicos de qualidade para a população, como saúde, educação e previdência. Por isso, muitos cidadãos não se incomodam em pagar altos impostos, pois veem um retorno em termos de qualidade de vida.

    No entanto, nem todos os países com altas cargas tributárias têm bons índices de desenvolvimento humano. Por exemplo, Cuba tem uma carga tributária de 41,8%, mas enfrenta problemas sociais e econômicos graves. Além disso, alguns países com baixas cargas tributárias conseguem oferecer bons serviços públicos para os seus habitantes. É o caso de Singapura, que tem uma carga tributária de 14,2%, mas é um dos países mais ricos e desenvolvidos do mundo.

    E o Brasil? Onde ele se encaixa nesse ranking? De acordo com a Heritage Foundation, a carga tributária brasileira é de 33,1% do PIB. Isso coloca o Brasil na 30ª posição entre os países que mais cobram impostos no mundo. No entanto, o Brasil tem um dos piores retornos dos impostos para o bem-estar da população. Segundo um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Brasil ocupa a última posição entre 30 países analisados nesse aspecto.

    Isso significa que os brasileiros pagam muitos impostos, mas não recebem serviços públicos de qualidade em troca. Além disso, a estrutura tributária brasileira é complexa e injusta, pois onera mais os pobres do que os ricos. Por isso, muitas pessoas defendem uma reforma tributária que simplifique e torne mais equitativa a cobrança de impostos no país.

    Fonte: Link 1, Link 2.

    Segundo dados da Heritage Foundation, uma organização americana que analisa a liberdade econômica dos países, a Dinamarca é o país que tem a maior carga tributária do mundo, com 45,2% do PIB. Em seguida, aparecem Finlândia (44%), Bélgica (43,2%), França (43%) e Itália (42,6%).

    Esses países são todos europeus e têm sistemas de bem-estar social que oferecem serviços públicos de qualidade para a população, como saúde, educação e previdência. Por isso, muitos cidadãos não se incomodam em pagar altos impostos, pois veem um retorno em termos de qualidade de vida.

    No entanto, nem todos os países com altas cargas tributárias têm bons índices de desenvolvimento humano. Por exemplo, Cuba tem uma carga tributária de 41,8%, mas enfrenta problemas sociais e econômicos graves. Além disso, alguns países com baixas cargas tributárias conseguem oferecer bons serviços públicos para os seus habitantes. É o caso de Singapura, que tem uma carga tributária de 14,2%, mas é um dos países mais ricos e desenvolvidos do mundo.

    E o Brasil? Onde ele se encaixa nesse ranking? De acordo com a Heritage Foundation, a carga tributária brasileira é de 33,1% do PIB. Isso coloca o Brasil na 30ª posição entre os países que mais cobram impostos no mundo. No entanto, o Brasil tem um dos piores retornos dos impostos para o bem-estar da população. Segundo um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Brasil ocupa a última posição entre 30 países analisados nesse aspecto.

    Isso significa que os brasileiros pagam muitos impostos, mas não recebem serviços públicos de qualidade em troca. Além disso, a estrutura tributária brasileira é complexa e injusta, pois onera mais os pobres do que os ricos. Por isso, muitas pessoas defendem uma reforma tributária que simplifique e torne mais equitativa a cobrança de impostos no país.

    Fonte: Link 1, Link 2.

  • Por que o Brasil deve investir em biocombustíveis

    Por que o Brasil deve investir em biocombustíveis

    Os biocombustíveis são fontes de energia renovável que podem substituir parcial ou totalmente os combustíveis fósseis, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e a dependência externa de petróleo.

    O Brasil é um dos líderes mundiais na produção e no consumo de biocombustíveis, especialmente o etanol e o biodiesel, que são obtidos a partir de biomassa vegetal ou animal.

    O etanol é produzido principalmente a partir da cana-de-açúcar, mas também pode ser obtido do milho e de outras matérias-primas. O Brasil é o maior produtor de etanol de cana-de-açúcar do mundo, com cerca de 34 bilhões de litros em 2020. O etanol pode ser usado puro ou misturado à gasolina em diferentes proporções, sendo que atualmente a mistura obrigatória é de 27% de etanol na gasolina. Além disso, o país conta com uma frota expressiva de veículos flex, que podem rodar com qualquer proporção de etanol e gasolina.

    O biodiesel é produzido a partir de óleos vegetais (como soja, mamona, girassol, dendê) ou de gorduras animais (como sebo bovino). O Brasil produziu cerca de 6 bilhões de litros de biodiesel em 2020, sendo o segundo maior produtor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos. O biodiesel é adicionado ao diesel de petróleo em proporções variáveis, sendo que atualmente a mistura obrigatória é de 13% de biodiesel no diesel. Essa mistura reduz a poluição atmosférica e aumenta a lubrificação do motor.

    Investir em biocombustíveis é uma estratégia vantajosa para o Brasil por diversos motivos. Primeiro, porque os biocombustíveis são mais limpos e sustentáveis do que os combustíveis fósseis, contribuindo para o combate às mudanças climáticas e para o cumprimento das metas do Acordo de Paris. Segundo, porque os biocombustíveis geram emprego e renda no setor agrícola e industrial, estimulando o desenvolvimento regional e nacional. Terceiro, porque os biocombustíveis aumentam a segurança energética do país, reduzindo a vulnerabilidade às oscilações do mercado internacional de petróleo.

    Portanto, o Brasil deve investir em biocombustíveis como uma forma de diversificar sua matriz energética, aproveitando seu potencial agrícola e tecnológico para produzir energia renovável, limpa e competitiva.

    O Brasil é um dos líderes mundiais na produção e no consumo de biocombustíveis, especialmente o etanol e o biodiesel, que são obtidos a partir de biomassa vegetal ou animal.

    O etanol é produzido principalmente a partir da cana-de-açúcar, mas também pode ser obtido do milho e de outras matérias-primas. O Brasil é o maior produtor de etanol de cana-de-açúcar do mundo, com cerca de 34 bilhões de litros em 2020. O etanol pode ser usado puro ou misturado à gasolina em diferentes proporções, sendo que atualmente a mistura obrigatória é de 27% de etanol na gasolina. Além disso, o país conta com uma frota expressiva de veículos flex, que podem rodar com qualquer proporção de etanol e gasolina.

    O biodiesel é produzido a partir de óleos vegetais (como soja, mamona, girassol, dendê) ou de gorduras animais (como sebo bovino). O Brasil produziu cerca de 6 bilhões de litros de biodiesel em 2020, sendo o segundo maior produtor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos. O biodiesel é adicionado ao diesel de petróleo em proporções variáveis, sendo que atualmente a mistura obrigatória é de 13% de biodiesel no diesel. Essa mistura reduz a poluição atmosférica e aumenta a lubrificação do motor.

    Investir em biocombustíveis é uma estratégia vantajosa para o Brasil por diversos motivos. Primeiro, porque os biocombustíveis são mais limpos e sustentáveis do que os combustíveis fósseis, contribuindo para o combate às mudanças climáticas e para o cumprimento das metas do Acordo de Paris. Segundo, porque os biocombustíveis geram emprego e renda no setor agrícola e industrial, estimulando o desenvolvimento regional e nacional. Terceiro, porque os biocombustíveis aumentam a segurança energética do país, reduzindo a vulnerabilidade às oscilações do mercado internacional de petróleo.

    Portanto, o Brasil deve investir em biocombustíveis como uma forma de diversificar sua matriz energética, aproveitando seu potencial agrícola e tecnológico para produzir energia renovável, limpa e competitiva.

  • Como a fumaça da África afeta a Amazônia e o clima do Brasil

    Como a fumaça da África afeta a Amazônia e o clima do Brasil

    Um estudo inédito revelou que até dois terços da fuligem encontrada na floresta amazônica vem do outro lado do Atlântico, carregada por massas de ar.

    Essas partículas de fumaça têm efeitos negativos para a saúde humana e o meio ambiente. Elas retêm radiação solar, aquecendo a atmosfera, e alteram a formação das nuvens, podendo reduzir a chuva na região. Além disso, elas podem interferir no ciclo do carbono e na biodiversidade da Amazônia.

    O estudo foi liderado por Bruna Holanda, doutoranda do Max Planck Institute for Chemistry, na Alemanha, e publicado na revista Communications Earth & Environment. A pesquisa usou dados coletados em uma torre de 325 metros de altura instalada na floresta, que mede a concentração e a composição das partículas de fumaça.

    Os cientistas conseguiram diferenciar as partículas originadas na África das provenientes da própria Amazônia, pois elas apresentam características físico-químicas diferentes. As africanas são maiores e contêm menos matéria orgânica, pois são geradas por incêndios em savanas, gramados e florestas abertas, mais secos e menos densos que o bioma amazônico.

    Os períodos em que as partículas da África estão mais presentes na Amazônia são de janeiro a março e de agosto a novembro. Esses são os meses em que ocorrem mais queimadas no continente africano, principalmente na região subsaariana.

    O estudo alerta para a necessidade de monitorar os impactos da fumaça transcontinental na Amazônia e no clima do Brasil, especialmente em um cenário de mudanças climáticas e aumento das emissões de gases de efeito estufa.

    Fonte: Link.

    Essas partículas de fumaça têm efeitos negativos para a saúde humana e o meio ambiente. Elas retêm radiação solar, aquecendo a atmosfera, e alteram a formação das nuvens, podendo reduzir a chuva na região. Além disso, elas podem interferir no ciclo do carbono e na biodiversidade da Amazônia.

    O estudo foi liderado por Bruna Holanda, doutoranda do Max Planck Institute for Chemistry, na Alemanha, e publicado na revista Communications Earth & Environment. A pesquisa usou dados coletados em uma torre de 325 metros de altura instalada na floresta, que mede a concentração e a composição das partículas de fumaça.

    Os cientistas conseguiram diferenciar as partículas originadas na África das provenientes da própria Amazônia, pois elas apresentam características físico-químicas diferentes. As africanas são maiores e contêm menos matéria orgânica, pois são geradas por incêndios em savanas, gramados e florestas abertas, mais secos e menos densos que o bioma amazônico.

    Os períodos em que as partículas da África estão mais presentes na Amazônia são de janeiro a março e de agosto a novembro. Esses são os meses em que ocorrem mais queimadas no continente africano, principalmente na região subsaariana.

    O estudo alerta para a necessidade de monitorar os impactos da fumaça transcontinental na Amazônia e no clima do Brasil, especialmente em um cenário de mudanças climáticas e aumento das emissões de gases de efeito estufa.

    Fonte: Link.