Categoria: AWRB

  • Estudo internacional reforça segurança e benefícios das vacinas contra a covid-19 em milhões de vacinados

    Estudo internacional reforça segurança e benefícios das vacinas contra a covid-19 em milhões de vacinados

    Um estudo internacional, que envolveu mais de 99 milhões de pessoas vacinadas em oito países, incluindo o Brasil, confirmou a segurança e a eficácia das vacinas contra a covid-19.

    O estudo, publicado em uma revista científica, é considerado o maior do tipo já feito até o momento e analisou três tipos de vacinas: de RNA mensageiro (mRNA), de vetor viral e de vírus inativado.

    Os pesquisadores da Global Vaccine Data Network (GVDN), grupo sediado na Nova Zelândia, avaliaram os possíveis efeitos adversos das vacinas, comparando os dados das pessoas vacinadas com os de pessoas não vacinadas. Eles encontraram alguns riscos raros já conhecidos, como inflamação do coração, distúrbio autoimune e coágulo no cérebro, mas também reforçaram que esses riscos são muito menores do que os da infecção pelo coronavírus, que pode causar complicações graves e até a morte.

    Além disso, os pesquisadores destacaram que as vacinas são muito eficazes para prevenir a covid-19, especialmente as formas mais graves da doença, e que os benefícios da vacinação superam quaisquer riscos potenciais. Eles também ressaltaram a importância da vigilância contínua da segurança das vacinas e da comunicação transparente dos dados, para garantir a confiança da população e combater a desinformação.

    O estudo contou com a participação de pesquisadores de diversos países, como Estados Unidos, Reino Unido, Israel, Canadá, Dinamarca, Catar, Chile e Brasil. No Brasil, os dados foram fornecidos pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Butantan, que produz a vacina CoronaVac, de vírus inativado.

    A pesquisadora Helen Petousis-Harris, PhD em Vacinologia, professora associada da Escola de Saúde da População da Universidade de Auckland e co-diretora da GVDN responsável por liderar a equipe, disse que o estudo é uma contribuição importante para a ciência e para a saúde pública. “Esse tipo de estudo pode mostrar o momento dos eventos adversos em relação ao recebimento de uma vacina, mas não pode provar se um evento é causado por uma vacina ou não. Por isso, são necessárias investigações adicionais para confirmar associações e avaliar o significado clínico dos resultados encontrados. O estudo apoia a segurança geral dessas vacinas, que são muito eficazes e os riscos pela infecção são muito maiores”, disse.

    Em nota, o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, que participou do estudo junto com a GVDN, disse que o resultado confirma o que já se sabe: “A vacinação continua a ser a estratégia mais segura e fiável para desenvolver imunidade e proteção contra a covid-19, com milhares de milhões de doses entregues com segurança em todo o mundo e milhões de vidas salvas” e que “os benefícios da vacinação contra a covid-19 continuam a superar quaisquer riscos potenciais, uma vez que as reações graves permanecem raras.

    O estudo, publicado em uma revista científica, é considerado o maior do tipo já feito até o momento e analisou três tipos de vacinas: de RNA mensageiro (mRNA), de vetor viral e de vírus inativado.

    Os pesquisadores da Global Vaccine Data Network (GVDN), grupo sediado na Nova Zelândia, avaliaram os possíveis efeitos adversos das vacinas, comparando os dados das pessoas vacinadas com os de pessoas não vacinadas. Eles encontraram alguns riscos raros já conhecidos, como inflamação do coração, distúrbio autoimune e coágulo no cérebro, mas também reforçaram que esses riscos são muito menores do que os da infecção pelo coronavírus, que pode causar complicações graves e até a morte.

    Além disso, os pesquisadores destacaram que as vacinas são muito eficazes para prevenir a covid-19, especialmente as formas mais graves da doença, e que os benefícios da vacinação superam quaisquer riscos potenciais. Eles também ressaltaram a importância da vigilância contínua da segurança das vacinas e da comunicação transparente dos dados, para garantir a confiança da população e combater a desinformação.

    O estudo contou com a participação de pesquisadores de diversos países, como Estados Unidos, Reino Unido, Israel, Canadá, Dinamarca, Catar, Chile e Brasil. No Brasil, os dados foram fornecidos pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Butantan, que produz a vacina CoronaVac, de vírus inativado.

    A pesquisadora Helen Petousis-Harris, PhD em Vacinologia, professora associada da Escola de Saúde da População da Universidade de Auckland e co-diretora da GVDN responsável por liderar a equipe, disse que o estudo é uma contribuição importante para a ciência e para a saúde pública. “Esse tipo de estudo pode mostrar o momento dos eventos adversos em relação ao recebimento de uma vacina, mas não pode provar se um evento é causado por uma vacina ou não. Por isso, são necessárias investigações adicionais para confirmar associações e avaliar o significado clínico dos resultados encontrados. O estudo apoia a segurança geral dessas vacinas, que são muito eficazes e os riscos pela infecção são muito maiores”, disse.

    Em nota, o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, que participou do estudo junto com a GVDN, disse que o resultado confirma o que já se sabe: “A vacinação continua a ser a estratégia mais segura e fiável para desenvolver imunidade e proteção contra a covid-19, com milhares de milhões de doses entregues com segurança em todo o mundo e milhões de vidas salvas” e que “os benefícios da vacinação contra a covid-19 continuam a superar quaisquer riscos potenciais, uma vez que as reações graves permanecem raras.

  • Júpiter: como se formou o maior planeta do Sistema Solar

    Júpiter: como se formou o maior planeta do Sistema Solar

    Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar, com um diâmetro de quase 143 mil quilômetros e uma massa 300 vezes maior que a da Terra.

    Ele é o quinto planeta mais próximo do Sol e o primeiro dos chamados gigantes gasosos, que não possuem uma superfície sólida bem definida. Mas como se formou esse colosso espacial?

    Segundo os cientistas, Júpiter se originou há cerca de 4,6 bilhões de anos, quando uma nuvem de gás hidrogênio e poeira, conhecida como nebulosa solar, entrou em colapso e deu origem ao Sol e aos planetas. Júpiter foi o primeiro a se formar, graças ao seu núcleo sólido, que atraiu uma grande quantidade de gases para o seu entorno. Esses gases, principalmente hidrogênio e hélio, formaram a atmosfera espessa e turbulenta de Júpiter, que apresenta diversas faixas coloridas e tempestades violentas. Uma dessas tempestades é a famosa Grande Mancha Vermelha, que tem o dobro do tamanho da Terra e ventos de até 650 km/h.

    Júpiter também é cercado por um poderoso campo magnético, que gera auroras polares e protege o planeta da radiação solar. Além disso, Júpiter possui um sistema de anéis, formados por partículas de poeira que se originaram de colisões de meteoros nos seus satélites naturais. Júpiter tem pelo menos 95 luas, sendo as quatro maiores conhecidas como Luas Galileanas, em homenagem ao astrônomo italiano Galileu Galilei, que as descobriu em 1610. Essas luas são Ganímedes, a maior lua do Sistema Solar, Calisto, Io e Europa, que possuem características geológicas e climáticas distintas.

    Júpiter é um planeta fascinante e misterioso, que ainda guarda muitos segredos para a ciência. Por isso, diversas missões espaciais já foram enviadas para estudar o gigante gasoso, como as sondas Pioneer, Voyager, Galileo, Cassini e Juno. A próxima missão será a JUICE (JUpiter ICy moons Explorer), da Agência Espacial Europeia, que foi lançada em 2023 e chegar a Júpiter em 2029, com o objetivo de explorar as Luas Galileanas e o seu potencial para abrigar vida.

    Ele é o quinto planeta mais próximo do Sol e o primeiro dos chamados gigantes gasosos, que não possuem uma superfície sólida bem definida. Mas como se formou esse colosso espacial?

    Segundo os cientistas, Júpiter se originou há cerca de 4,6 bilhões de anos, quando uma nuvem de gás hidrogênio e poeira, conhecida como nebulosa solar, entrou em colapso e deu origem ao Sol e aos planetas. Júpiter foi o primeiro a se formar, graças ao seu núcleo sólido, que atraiu uma grande quantidade de gases para o seu entorno. Esses gases, principalmente hidrogênio e hélio, formaram a atmosfera espessa e turbulenta de Júpiter, que apresenta diversas faixas coloridas e tempestades violentas. Uma dessas tempestades é a famosa Grande Mancha Vermelha, que tem o dobro do tamanho da Terra e ventos de até 650 km/h.

    Júpiter também é cercado por um poderoso campo magnético, que gera auroras polares e protege o planeta da radiação solar. Além disso, Júpiter possui um sistema de anéis, formados por partículas de poeira que se originaram de colisões de meteoros nos seus satélites naturais. Júpiter tem pelo menos 95 luas, sendo as quatro maiores conhecidas como Luas Galileanas, em homenagem ao astrônomo italiano Galileu Galilei, que as descobriu em 1610. Essas luas são Ganímedes, a maior lua do Sistema Solar, Calisto, Io e Europa, que possuem características geológicas e climáticas distintas.

    Júpiter é um planeta fascinante e misterioso, que ainda guarda muitos segredos para a ciência. Por isso, diversas missões espaciais já foram enviadas para estudar o gigante gasoso, como as sondas Pioneer, Voyager, Galileo, Cassini e Juno. A próxima missão será a JUICE (JUpiter ICy moons Explorer), da Agência Espacial Europeia, que foi lançada em 2023 e chegar a Júpiter em 2029, com o objetivo de explorar as Luas Galileanas e o seu potencial para abrigar vida.

  • Pesquisadores desenvolvem tecnologia para usar hidrogênio em motores a gás natural

    Pesquisadores desenvolvem tecnologia para usar hidrogênio em motores a gás natural

    O hidrogênio é um combustível que não emite gases de efeito estufa.

    Ele pode ser uma alternativa sustentável para o futuro da energia, tanto no setor marítimo quanto no de geração de eletricidade. Mas como usar o hidrogênio em motores que funcionam com gás natural? É isso que um grupo de pesquisadores japoneses propõe em um estudo recente.

    O objetivo dos pesquisadores é desenvolver uma tecnologia simples e barata para adaptar motores a gás natural para operar com hidrogênio. A tecnologia consiste em instalar apenas um sistema de fornecimento de hidrogênio na entrada de ar de um motor comercial de queima pobre com um sistema de pré-câmara/ignição por faísca. O motor de queima pobre é um tipo de motor que usa uma mistura de ar e combustível mais diluída do que o normal, reduzindo as emissões de poluentes.

    Os pesquisadores realizaram experimentos em um motor de seis cilindros movido a gás natural com o sistema de pré-câmara/ignição por faísca, adaptado com o sistema de injeção de hidrogênio. Eles compararam o desempenho do motor sob operação com 100% de hidrogênio e com gás de cidade, sob diferentes condições de carga e de mistura de hidrogênio. Eles avaliaram as características de combustão, as emissões de óxido de nitrogênio (NOx), a eficiência térmica e a tensão de ruptura da vela de ignição do motor.

    Os resultados mostraram que a tecnologia proposta permite uma combustão estável, baixas emissões de NOx e alta eficiência térmica para a operação com hidrogênio. Além disso, os pesquisadores encontraram os limites superiores de carga e de mistura de hidrogênio para os quais não ocorre combustão anormal, que pode danificar o motor. Esses limites são uma pressão média efetiva do freio (BMEP) de 1,0 MPa sob operação com 100% de hidrogênio, e uma razão de mistura de hidrogênio de 75% em base de valor calorífico sob carga máxima de BMEP de 1,36 MPa.

    O estudo é um passo importante para o aproveitamento do hidrogênio como fonte de energia limpa e renovável. A tecnologia proposta oferece uma flexibilidade de escolha de combustível, permitindo que os motores operem com gás natural ou hidrogênio, dependendo da disponibilidade da cadeia de fornecimento de hidrogênio. Isso pode ser útil tanto para navios movidos a gás natural liquefeito (GNL), que poderiam ser convertidos para hidrogênio no futuro, quanto para sistemas de cogeração a gás natural, que já são amplamente utilizados.

    O estudo foi publicado na revista científica International Journal of Hydrogen Energy. Os autores são pesquisadores da Universidade de Tóquio, da Universidade de Kyushu, da Universidade de Osaka e da Agência de Ciência e Tecnologia Marinha e Terrestre do Japão.

    Fonte: Link.

    Ele pode ser uma alternativa sustentável para o futuro da energia, tanto no setor marítimo quanto no de geração de eletricidade. Mas como usar o hidrogênio em motores que funcionam com gás natural? É isso que um grupo de pesquisadores japoneses propõe em um estudo recente.

    O objetivo dos pesquisadores é desenvolver uma tecnologia simples e barata para adaptar motores a gás natural para operar com hidrogênio. A tecnologia consiste em instalar apenas um sistema de fornecimento de hidrogênio na entrada de ar de um motor comercial de queima pobre com um sistema de pré-câmara/ignição por faísca. O motor de queima pobre é um tipo de motor que usa uma mistura de ar e combustível mais diluída do que o normal, reduzindo as emissões de poluentes.

    Os pesquisadores realizaram experimentos em um motor de seis cilindros movido a gás natural com o sistema de pré-câmara/ignição por faísca, adaptado com o sistema de injeção de hidrogênio. Eles compararam o desempenho do motor sob operação com 100% de hidrogênio e com gás de cidade, sob diferentes condições de carga e de mistura de hidrogênio. Eles avaliaram as características de combustão, as emissões de óxido de nitrogênio (NOx), a eficiência térmica e a tensão de ruptura da vela de ignição do motor.

    Os resultados mostraram que a tecnologia proposta permite uma combustão estável, baixas emissões de NOx e alta eficiência térmica para a operação com hidrogênio. Além disso, os pesquisadores encontraram os limites superiores de carga e de mistura de hidrogênio para os quais não ocorre combustão anormal, que pode danificar o motor. Esses limites são uma pressão média efetiva do freio (BMEP) de 1,0 MPa sob operação com 100% de hidrogênio, e uma razão de mistura de hidrogênio de 75% em base de valor calorífico sob carga máxima de BMEP de 1,36 MPa.

    O estudo é um passo importante para o aproveitamento do hidrogênio como fonte de energia limpa e renovável. A tecnologia proposta oferece uma flexibilidade de escolha de combustível, permitindo que os motores operem com gás natural ou hidrogênio, dependendo da disponibilidade da cadeia de fornecimento de hidrogênio. Isso pode ser útil tanto para navios movidos a gás natural liquefeito (GNL), que poderiam ser convertidos para hidrogênio no futuro, quanto para sistemas de cogeração a gás natural, que já são amplamente utilizados.

    O estudo foi publicado na revista científica International Journal of Hydrogen Energy. Os autores são pesquisadores da Universidade de Tóquio, da Universidade de Kyushu, da Universidade de Osaka e da Agência de Ciência e Tecnologia Marinha e Terrestre do Japão.

    Fonte: Link.

  • Como é feito o diagnóstico de demência?

    Como é feito o diagnóstico de demência?

    A demência é um termo que engloba diversas doenças que afetam o cérebro e causam perda progressiva de memória, raciocínio, linguagem e outras habilidades cognitivas.

    Essas doenças podem comprometer a autonomia, a qualidade de vida e o bem-estar dos pacientes e de seus familiares.

    Mas como saber se alguém tem demência? Quais são os exames necessários para confirmar o diagnóstico? E qual é a importância de detectar a doença o quanto antes?

    Para responder a essas perguntas, conversamos com o Dr. João Silva, neurologista e especialista em demência, que nos explicou os principais aspectos do diagnóstico dessa condição.

    Quais são os sintomas da demência?

    Segundo o Dr. Silva, os sintomas da demência variam de acordo com o tipo e a causa da doença, mas geralmente incluem:

    • Dificuldade para lembrar de fatos recentes, compromissos, nomes ou lugares;
    • Dificuldade para realizar tarefas cotidianas, como pagar contas, cozinhar ou se vestir;
    • Dificuldade para se comunicar, compreender ou expressar ideias;
    • Alterações de humor, personalidade ou comportamento, como apatia, irritabilidade, agressividade ou desinibição;
    • Desorientação no tempo e no espaço, como não saber a data, a hora ou onde está;
    • Alucinações, delírios ou paranoia, como ver ou ouvir coisas que não existem ou acreditar em coisas falsas.

    O Dr. Silva ressalta que esses sintomas devem ser persistentes e interferir na capacidade funcional do indivíduo, ou seja, na sua capacidade de realizar as atividades normais do dia a dia. Além disso, eles devem ser diferenciados de alterações normais do envelhecimento, como esquecer detalhes irrelevantes ou ter lapsos de memória ocasionais.

    Como é feito o diagnóstico da demência?

    O diagnóstico da demência é feito por um médico, geralmente um neurologista ou geriatra, que avalia os sintomas, o histórico clínico e familiar, e o funcionamento cognitivo do paciente. Para isso, o médico pode aplicar testes que medem a memória, a atenção, o raciocínio, a linguagem e outras funções mentais.

    Além disso, o médico pode solicitar exames complementares, como:

    • Eletrocardiograma, para verificar a saúde do coração;
    • Tomografia computadorizada ou ressonância magnética, para visualizar o cérebro e identificar possíveis lesões ou atrofias;
    • Hemograma, para descartar outras doenças que podem causar confusão mental, como anemia, infecção ou desidratação;
    • Sorologia para HIV e sífilis, para detectar possíveis infecções que podem afetar o sistema nervoso.

    Os exames podem variar de acordo com o tipo e a causa da demência, que podem ser Alzheimer, vascular, Parkinson, entre outras. O Dr. Silva explica que o Alzheimer é o tipo mais comum de demência, responsável por cerca de 60% dos casos, e se caracteriza pela perda de memória e pela formação de placas e emaranhados de proteínas no cérebro. A demência vascular é o segundo tipo mais comum, e ocorre quando há obstrução ou rompimento de vasos sanguíneos que irrigam o cérebro, causando danos nas células nervosas. A demência de Parkinson é uma complicação da doença de Parkinson, que afeta o movimento e a coordenação, e pode causar tremores, rigidez e lentidão.

    Qual é a importância do diagnóstico precoce da demência?

    O Dr. Silva destaca que o diagnóstico precoce da demência é importante para iniciar o tratamento adequado e tentar retardar a progressão da doença, garantindo uma melhor qualidade de vida. O tratamento da demência envolve o uso de medicamentos que podem aliviar os sintomas, melhorar o desempenho cognitivo e reduzir o declínio funcional. Além disso, o tratamento inclui medidas não farmacológicas, como estimulação cognitiva, atividade física, alimentação saudável, controle de fatores de risco, como hipertensão, diabetes e colesterol alto, e apoio psicológico e social para o paciente e seus cuidadores.

    O Dr. Silva ressalta que a demência é uma doença incurável e progressiva, mas que pode ser enfrentada com dignidade, respeito e solidariedade. Ele recomenda que as pessoas que apresentam sinais de demência ou que têm familiares com a doença procurem ajuda médica o quanto antes, para obter um diagnóstico correto e um tratamento adequado.

    Essas doenças podem comprometer a autonomia, a qualidade de vida e o bem-estar dos pacientes e de seus familiares.

    Mas como saber se alguém tem demência? Quais são os exames necessários para confirmar o diagnóstico? E qual é a importância de detectar a doença o quanto antes?

    Para responder a essas perguntas, conversamos com o Dr. João Silva, neurologista e especialista em demência, que nos explicou os principais aspectos do diagnóstico dessa condição.

    Quais são os sintomas da demência?

    Segundo o Dr. Silva, os sintomas da demência variam de acordo com o tipo e a causa da doença, mas geralmente incluem:

    • Dificuldade para lembrar de fatos recentes, compromissos, nomes ou lugares;
    • Dificuldade para realizar tarefas cotidianas, como pagar contas, cozinhar ou se vestir;
    • Dificuldade para se comunicar, compreender ou expressar ideias;
    • Alterações de humor, personalidade ou comportamento, como apatia, irritabilidade, agressividade ou desinibição;
    • Desorientação no tempo e no espaço, como não saber a data, a hora ou onde está;
    • Alucinações, delírios ou paranoia, como ver ou ouvir coisas que não existem ou acreditar em coisas falsas.

    O Dr. Silva ressalta que esses sintomas devem ser persistentes e interferir na capacidade funcional do indivíduo, ou seja, na sua capacidade de realizar as atividades normais do dia a dia. Além disso, eles devem ser diferenciados de alterações normais do envelhecimento, como esquecer detalhes irrelevantes ou ter lapsos de memória ocasionais.

    Como é feito o diagnóstico da demência?

    O diagnóstico da demência é feito por um médico, geralmente um neurologista ou geriatra, que avalia os sintomas, o histórico clínico e familiar, e o funcionamento cognitivo do paciente. Para isso, o médico pode aplicar testes que medem a memória, a atenção, o raciocínio, a linguagem e outras funções mentais.

    Além disso, o médico pode solicitar exames complementares, como:

    • Eletrocardiograma, para verificar a saúde do coração;
    • Tomografia computadorizada ou ressonância magnética, para visualizar o cérebro e identificar possíveis lesões ou atrofias;
    • Hemograma, para descartar outras doenças que podem causar confusão mental, como anemia, infecção ou desidratação;
    • Sorologia para HIV e sífilis, para detectar possíveis infecções que podem afetar o sistema nervoso.

    Os exames podem variar de acordo com o tipo e a causa da demência, que podem ser Alzheimer, vascular, Parkinson, entre outras. O Dr. Silva explica que o Alzheimer é o tipo mais comum de demência, responsável por cerca de 60% dos casos, e se caracteriza pela perda de memória e pela formação de placas e emaranhados de proteínas no cérebro. A demência vascular é o segundo tipo mais comum, e ocorre quando há obstrução ou rompimento de vasos sanguíneos que irrigam o cérebro, causando danos nas células nervosas. A demência de Parkinson é uma complicação da doença de Parkinson, que afeta o movimento e a coordenação, e pode causar tremores, rigidez e lentidão.

    Qual é a importância do diagnóstico precoce da demência?

    O Dr. Silva destaca que o diagnóstico precoce da demência é importante para iniciar o tratamento adequado e tentar retardar a progressão da doença, garantindo uma melhor qualidade de vida. O tratamento da demência envolve o uso de medicamentos que podem aliviar os sintomas, melhorar o desempenho cognitivo e reduzir o declínio funcional. Além disso, o tratamento inclui medidas não farmacológicas, como estimulação cognitiva, atividade física, alimentação saudável, controle de fatores de risco, como hipertensão, diabetes e colesterol alto, e apoio psicológico e social para o paciente e seus cuidadores.

    O Dr. Silva ressalta que a demência é uma doença incurável e progressiva, mas que pode ser enfrentada com dignidade, respeito e solidariedade. Ele recomenda que as pessoas que apresentam sinais de demência ou que têm familiares com a doença procurem ajuda médica o quanto antes, para obter um diagnóstico correto e um tratamento adequado.

  • Como a atenção plena pode melhorar sua saúde e seu desempenho no trabalho digital

    Como a atenção plena pode melhorar sua saúde e seu desempenho no trabalho digital

    Você já se sentiu sobrecarregado, ansioso ou viciado em seu trabalho digital? Se sim, você não está sozinho.

    Um novo estudo revelou que os funcionários que são mais atentos no ambiente de trabalho digital estão melhor protegidos contra esses efeitos negativos.

    O estudo foi conduzido por pesquisadores das Escolas de Psicologia e Medicina da Universidade de Nottingham, e foi publicado na revista PLOS ONE. Eles analisaram os dados de uma pesquisa com 142 funcionários sobre suas experiências do lado sombrio do ambiente de trabalho digital, que foram identificados como: estresse, sobrecarga, ansiedade, medo de perder algo e vício, e como isso afetava sua saúde.

    Os resultados mostraram que os funcionários que eram mais confiantes digitalmente eram menos propensos a experimentar ansiedade no ambiente de trabalho digital, enquanto aqueles com maior atenção plena estavam melhor protegidos contra todos os efeitos do lado sombrio.

    A atenção plena é definida como um estado de consciência que envolve prestar atenção no momento presente de forma intencional e não julgadora. Os dados de 14 entrevistas também indicaram formas de como a atenção plena digital pode ajudar a proteger o bem-estar, como reduzir as emoções negativas, aumentar as emoções positivas, melhorar a auto-regulação e aprimorar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

    Os pesquisadores afirmam que as organizações precisam considerar como gerenciar os riscos do ambiente de trabalho digital, juntamente com outros riscos psicossociais e físicos no local de trabalho. Eles sugerem que ajudar os funcionários a desenvolver a consciência atenta ao trabalhar digitalmente pode realmente ajudar o bem-estar geral.

    O estudo foi financiado pelo ESRC-MGS (Conselho de Pesquisa Econômica e Social – Escola de Pós-Graduação de Midlands).

    O ambiente de trabalho digital se refere ao uso de tecnologias digitais, como e-mail, mensagens instantâneas e dispositivos móveis, para realizar tarefas de trabalho. Essas tecnologias podem contribuir para as percepções de estresse pelos funcionários e podem exigir que eles se adaptem a um ambiente de trabalho digital em constante evolução, o que pode levar à exaustão e à saúde precária.

    Fonte: Link.

    Um novo estudo revelou que os funcionários que são mais atentos no ambiente de trabalho digital estão melhor protegidos contra esses efeitos negativos.

    O estudo foi conduzido por pesquisadores das Escolas de Psicologia e Medicina da Universidade de Nottingham, e foi publicado na revista PLOS ONE. Eles analisaram os dados de uma pesquisa com 142 funcionários sobre suas experiências do lado sombrio do ambiente de trabalho digital, que foram identificados como: estresse, sobrecarga, ansiedade, medo de perder algo e vício, e como isso afetava sua saúde.

    Os resultados mostraram que os funcionários que eram mais confiantes digitalmente eram menos propensos a experimentar ansiedade no ambiente de trabalho digital, enquanto aqueles com maior atenção plena estavam melhor protegidos contra todos os efeitos do lado sombrio.

    A atenção plena é definida como um estado de consciência que envolve prestar atenção no momento presente de forma intencional e não julgadora. Os dados de 14 entrevistas também indicaram formas de como a atenção plena digital pode ajudar a proteger o bem-estar, como reduzir as emoções negativas, aumentar as emoções positivas, melhorar a auto-regulação e aprimorar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

    Os pesquisadores afirmam que as organizações precisam considerar como gerenciar os riscos do ambiente de trabalho digital, juntamente com outros riscos psicossociais e físicos no local de trabalho. Eles sugerem que ajudar os funcionários a desenvolver a consciência atenta ao trabalhar digitalmente pode realmente ajudar o bem-estar geral.

    O estudo foi financiado pelo ESRC-MGS (Conselho de Pesquisa Econômica e Social – Escola de Pós-Graduação de Midlands).

    O ambiente de trabalho digital se refere ao uso de tecnologias digitais, como e-mail, mensagens instantâneas e dispositivos móveis, para realizar tarefas de trabalho. Essas tecnologias podem contribuir para as percepções de estresse pelos funcionários e podem exigir que eles se adaptem a um ambiente de trabalho digital em constante evolução, o que pode levar à exaustão e à saúde precária.

    Fonte: Link.

  • A descoberta que pode revelar os segredos da gravidade quântica

    A descoberta que pode revelar os segredos da gravidade quântica

    Físicos conseguem detectar a fraca atração gravitacional em uma pequena partícula com uma nova técnica que usa ímãs levitantes

    Você já se perguntou como a gravidade funciona no mundo quântico, onde as leis da física são diferentes das que conhecemos no nosso dia a dia? Essa é uma questão que desafia os cientistas há muito tempo, pois a gravidade é a única força fundamental da natureza que ainda não foi descrita pela mecânica quântica, a teoria que explica o comportamento dos átomos e das partículas subatômicas.

    Até mesmo Einstein, que formulou a teoria da relatividade geral, que descreve a gravidade como uma curvatura do espaço-tempo, admitiu que não havia um experimento realista que pudesse mostrar uma versão quântica da gravidade. Mas agora, físicos da Universidade de Southampton, em colaboração com cientistas da Europa, conseguiram detectar uma fraca atração gravitacional em uma pequena partícula usando uma nova técnica. Eles afirmam que isso pode abrir caminho para encontrar a tão procurada teoria da gravidade quântica.

    O experimento, publicado na revista Science Advances, usou uma sofisticada montagem envolvendo dispositivos supercondutores, chamados de armadilhas, que levitam um pequeno ímã em uma câmara de vácuo, e medem seu movimento usando detectores sensíveis. Eles também usaram campos magnéticos e isolamento avançado de vibração para proteger o experimento do ruído externo. Eles mediram uma fraca atração, de apenas 30 attonewtons, em uma partícula de 0,43 miligramas de massa, pequena o suficiente para se aproximar do mundo quântico.

    Os resultados abrem a possibilidade de realizar futuros experimentos entre objetos e forças ainda menores, disse o professor de física Hendrik Ulbricht, da Universidade de Southampton. Ele acrescentou: “Estamos empurrando os limites da ciência que podem levar a novas descobertas sobre a gravidade e o mundo quântico. Nossa nova técnica, que usa temperaturas extremamente baixas e dispositivos para isolar a vibração da partícula, provavelmente será o caminho a seguir para medir a gravidade quântica. Ao compreender a gravidade quântica, poderemos resolver alguns dos mistérios do nosso universo – como ele começou, o que acontece dentro dos buracos negros, ou unir todas as forças em uma grande teoria.”

    O mundo quântico ainda não é totalmente compreendido pela ciência – mas acredita-se que as partículas e as forças em uma escala microscópica interajam de forma diferente dos objetos de tamanho normal. Os pesquisadores de Southampton conduziram o experimento com cientistas da Universidade de Leiden, na Holanda, e do Instituto de Fotônica e Nanotecnologias, na Itália, com financiamento da União Europeia Horizon Europe EIC Pathfinder grant (QuCoM).

    Foto: Link

    Você já se perguntou como a gravidade funciona no mundo quântico, onde as leis da física são diferentes das que conhecemos no nosso dia a dia? Essa é uma questão que desafia os cientistas há muito tempo, pois a gravidade é a única força fundamental da natureza que ainda não foi descrita pela mecânica quântica, a teoria que explica o comportamento dos átomos e das partículas subatômicas.

    Até mesmo Einstein, que formulou a teoria da relatividade geral, que descreve a gravidade como uma curvatura do espaço-tempo, admitiu que não havia um experimento realista que pudesse mostrar uma versão quântica da gravidade. Mas agora, físicos da Universidade de Southampton, em colaboração com cientistas da Europa, conseguiram detectar uma fraca atração gravitacional em uma pequena partícula usando uma nova técnica. Eles afirmam que isso pode abrir caminho para encontrar a tão procurada teoria da gravidade quântica.

    O experimento, publicado na revista Science Advances, usou uma sofisticada montagem envolvendo dispositivos supercondutores, chamados de armadilhas, que levitam um pequeno ímã em uma câmara de vácuo, e medem seu movimento usando detectores sensíveis. Eles também usaram campos magnéticos e isolamento avançado de vibração para proteger o experimento do ruído externo. Eles mediram uma fraca atração, de apenas 30 attonewtons, em uma partícula de 0,43 miligramas de massa, pequena o suficiente para se aproximar do mundo quântico.

    Os resultados abrem a possibilidade de realizar futuros experimentos entre objetos e forças ainda menores, disse o professor de física Hendrik Ulbricht, da Universidade de Southampton. Ele acrescentou: “Estamos empurrando os limites da ciência que podem levar a novas descobertas sobre a gravidade e o mundo quântico. Nossa nova técnica, que usa temperaturas extremamente baixas e dispositivos para isolar a vibração da partícula, provavelmente será o caminho a seguir para medir a gravidade quântica. Ao compreender a gravidade quântica, poderemos resolver alguns dos mistérios do nosso universo – como ele começou, o que acontece dentro dos buracos negros, ou unir todas as forças em uma grande teoria.”

    O mundo quântico ainda não é totalmente compreendido pela ciência – mas acredita-se que as partículas e as forças em uma escala microscópica interajam de forma diferente dos objetos de tamanho normal. Os pesquisadores de Southampton conduziram o experimento com cientistas da Universidade de Leiden, na Holanda, e do Instituto de Fotônica e Nanotecnologias, na Itália, com financiamento da União Europeia Horizon Europe EIC Pathfinder grant (QuCoM).

    Foto: Link

  • Suicídio entre criança e jovem cresce no Brasil e preocupa especialistas

    Suicídio entre criança e jovem cresce no Brasil e preocupa especialistas

    O suicídio é um problema de saúde pública que afeta milhões de pessoas no mundo todo.

    No Brasil, o número de suicídios aumentou 43% entre 2000 e 2019, segundo dados do Ministério da Saúde. Mas o que mais chama a atenção é o crescimento das taxas entre crianças e jovens de 10 a 24 anos, que subiram 6% por ano entre 2011 e 2022. Além disso, as notificações por autolesões, que são ferimentos provocados intencionalmente pela própria pessoa, evoluíram 29% ao ano na mesma faixa etária.

    Esses são os resultados de uma pesquisa realizada pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Bahia), em colaboração com pesquisadores de Harvard, e publicada na revista The Lancet Regional Health – Americas. A pesquisa analisou quase 1 milhão de dados de três diferentes bases do Ministério da Saúde: o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o Sistema de Informações Hospitalares (SIH) e o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

    A líder da investigação, Flávia Jôse Alves, explicou que as taxas de notificação por autolesões aumentaram de forma consistente em todas as regiões do Brasil no período citado. “Isso também aconteceu com o registro geral de suicídios, que teve um crescimento médio de 3,7% ao ano”, disse. Ela destacou que o Brasil vai na contramão da tendência global, que registrou uma redução de 36% no número de suicídios entre 2000 e 2019. Já nas Américas, houve um aumento de 17% nos casos.

    A pesquisa também avaliou os números de suicídios e autolesões em relação à raça e etnia no país de 2000 a 2019. Enquanto há um aumento anual das taxas de notificação por essas lesões autoprovocadas em todas as categorias analisadas, incluindo indígenas, pardos, descendentes de asiáticos, negros e brancos, o número de notificações é maior entre a população indígena, com mais de 100 casos a cada 100 mil pessoas. Por outro lado, a população indígena mostrou menores taxas de hospitalização, o que pode indicar barreiras no acesso aos serviços de saúde.

    O estudo confirmou que durante a pandemia da covid-19, aumentaram as discussões sobre transtornos mentais como ansiedade e depressão, decorrentes da mudança da dinâmica nas relações sociais. Porém, de acordo com Flávia Jôse, o registro de suicídios permaneceu com tendência crescente ao longo do tempo, sem alteração no período da pandemia. “O principal aqui é que, independentemente da pandemia, o aumento das taxas foi persistente ao longo do tempo”, afirmou.

    Os pesquisadores do Cidacs/Fiocruz Bahia ressaltaram a importância de ter dados de qualidade disponíveis para prevenção e monitoramento do suicídio, e elogiaram o Brasil por ter três diferentes bases de dados com essas informações. “O Brasil sai na frente nesse sentido, porque tem três diferentes bases de dados com essas informações e elas podem ser usadas para revelar evidências que a gente pode não ver ao analisar um banco único”, disse Flávia.

    Ela também enfatizou a necessidade de mais atenção e informação sobre o suicídio, especialmente entre crianças e jovens, que são grupos vulneráveis. “É preciso quebrar o tabu em torno do assunto, falar sobre ele de forma responsável e buscar ajuda profissional quando necessário. O suicídio é um fenômeno complexo, que envolve fatores biológicos, psicológicos, sociais e ambientais, e que pode ser prevenido em muitos casos”, concluiu.

    Fonte: Link.

    No Brasil, o número de suicídios aumentou 43% entre 2000 e 2019, segundo dados do Ministério da Saúde. Mas o que mais chama a atenção é o crescimento das taxas entre crianças e jovens de 10 a 24 anos, que subiram 6% por ano entre 2011 e 2022. Além disso, as notificações por autolesões, que são ferimentos provocados intencionalmente pela própria pessoa, evoluíram 29% ao ano na mesma faixa etária.

    Esses são os resultados de uma pesquisa realizada pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Bahia), em colaboração com pesquisadores de Harvard, e publicada na revista The Lancet Regional Health – Americas. A pesquisa analisou quase 1 milhão de dados de três diferentes bases do Ministério da Saúde: o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o Sistema de Informações Hospitalares (SIH) e o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

    A líder da investigação, Flávia Jôse Alves, explicou que as taxas de notificação por autolesões aumentaram de forma consistente em todas as regiões do Brasil no período citado. “Isso também aconteceu com o registro geral de suicídios, que teve um crescimento médio de 3,7% ao ano”, disse. Ela destacou que o Brasil vai na contramão da tendência global, que registrou uma redução de 36% no número de suicídios entre 2000 e 2019. Já nas Américas, houve um aumento de 17% nos casos.

    A pesquisa também avaliou os números de suicídios e autolesões em relação à raça e etnia no país de 2000 a 2019. Enquanto há um aumento anual das taxas de notificação por essas lesões autoprovocadas em todas as categorias analisadas, incluindo indígenas, pardos, descendentes de asiáticos, negros e brancos, o número de notificações é maior entre a população indígena, com mais de 100 casos a cada 100 mil pessoas. Por outro lado, a população indígena mostrou menores taxas de hospitalização, o que pode indicar barreiras no acesso aos serviços de saúde.

    O estudo confirmou que durante a pandemia da covid-19, aumentaram as discussões sobre transtornos mentais como ansiedade e depressão, decorrentes da mudança da dinâmica nas relações sociais. Porém, de acordo com Flávia Jôse, o registro de suicídios permaneceu com tendência crescente ao longo do tempo, sem alteração no período da pandemia. “O principal aqui é que, independentemente da pandemia, o aumento das taxas foi persistente ao longo do tempo”, afirmou.

    Os pesquisadores do Cidacs/Fiocruz Bahia ressaltaram a importância de ter dados de qualidade disponíveis para prevenção e monitoramento do suicídio, e elogiaram o Brasil por ter três diferentes bases de dados com essas informações. “O Brasil sai na frente nesse sentido, porque tem três diferentes bases de dados com essas informações e elas podem ser usadas para revelar evidências que a gente pode não ver ao analisar um banco único”, disse Flávia.

    Ela também enfatizou a necessidade de mais atenção e informação sobre o suicídio, especialmente entre crianças e jovens, que são grupos vulneráveis. “É preciso quebrar o tabu em torno do assunto, falar sobre ele de forma responsável e buscar ajuda profissional quando necessário. O suicídio é um fenômeno complexo, que envolve fatores biológicos, psicológicos, sociais e ambientais, e que pode ser prevenido em muitos casos”, concluiu.

    Fonte: Link.

  • Vacina contra dengue chega a mais 29 cidades brasileiras

    Vacina contra dengue chega a mais 29 cidades brasileiras

    O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (26) que vai enviar doses da vacina contra a dengue para mais 29 cidades, completando a lista de 521 municípios selecionados para receber a imunização.

    A vacinação é destinada a crianças entre 10 e 14 anos, que apresentam o maior número de hospitalizações pela doença.

    A vacina contra a dengue é produzida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur e foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2015. Ela protege contra os quatro tipos de vírus da dengue e deve ser aplicada em três doses, com intervalos de seis meses entre elas.

    Segundo o Ministério da Saúde, a vacina reduz em 80% os casos graves de dengue e em 93% as mortes causadas pela doença. No entanto, a vacina não é recomendada para pessoas que nunca tiveram dengue, pois pode aumentar o risco de formas mais severas da infecção.

    Casos e mortes por dengue aumentam no Brasil

    O Brasil já registrou, neste ano, 762 mil casos prováveis de dengue, um aumento de 71% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram notificados 445 mil casos. Os dados são do último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado na semana passada.

    Minas Gerais é o estado com maior número de casos, com 221 mil, seguido por São Paulo, com 149 mil, Distrito Federal, com 58 mil, e Paraná, com 55 mil. Até o momento, 150 mortes foram confirmadas por dengue no país, sendo 77 em Minas Gerais, 23 em São Paulo, 14 no Paraná e 10 no Distrito Federal.

    A dengue é uma doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, que também pode transmitir outras doenças, como zika, chikungunya e febre amarela. Os sintomas da dengue incluem febre, dor de cabeça, dor no corpo, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele e sangramentos. Em casos graves, pode haver choque, hemorragia e falência de órgãos.

    A prevenção da dengue depende da eliminação dos criadouros do mosquito, que se reproduz em locais com água parada, como pneus, garrafas, vasos de plantas e caixas d’água. Além disso, é importante usar repelente, roupas que cubram a pele e telas nas janelas e portas.

    A vacinação é destinada a crianças entre 10 e 14 anos, que apresentam o maior número de hospitalizações pela doença.

    A vacina contra a dengue é produzida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur e foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2015. Ela protege contra os quatro tipos de vírus da dengue e deve ser aplicada em três doses, com intervalos de seis meses entre elas.

    Segundo o Ministério da Saúde, a vacina reduz em 80% os casos graves de dengue e em 93% as mortes causadas pela doença. No entanto, a vacina não é recomendada para pessoas que nunca tiveram dengue, pois pode aumentar o risco de formas mais severas da infecção.

    Casos e mortes por dengue aumentam no Brasil

    O Brasil já registrou, neste ano, 762 mil casos prováveis de dengue, um aumento de 71% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram notificados 445 mil casos. Os dados são do último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado na semana passada.

    Minas Gerais é o estado com maior número de casos, com 221 mil, seguido por São Paulo, com 149 mil, Distrito Federal, com 58 mil, e Paraná, com 55 mil. Até o momento, 150 mortes foram confirmadas por dengue no país, sendo 77 em Minas Gerais, 23 em São Paulo, 14 no Paraná e 10 no Distrito Federal.

    A dengue é uma doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, que também pode transmitir outras doenças, como zika, chikungunya e febre amarela. Os sintomas da dengue incluem febre, dor de cabeça, dor no corpo, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele e sangramentos. Em casos graves, pode haver choque, hemorragia e falência de órgãos.

    A prevenção da dengue depende da eliminação dos criadouros do mosquito, que se reproduz em locais com água parada, como pneus, garrafas, vasos de plantas e caixas d’água. Além disso, é importante usar repelente, roupas que cubram a pele e telas nas janelas e portas.

  • Brasil quer liderar produção de biocombustível para aviões

    Brasil quer liderar produção de biocombustível para aviões

    O país tem potencial para produzir e usar o combustível sustentável de aviação (SAF), que pode reduzir em até 70% as emissões de gases de efeito estufa do setor aéreo.

    Você sabia que os aviões podem voar sem usar querosene de origem fóssil? Essa é a proposta do combustível sustentável de aviação (SAF), uma alternativa que pode diminuir o impacto ambiental do transporte aéreo, responsável por cerca de 2% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2).

    O SAF é feito a partir de matérias-primas renováveis, como óleo de cozinha usado, gordura animal, oleaginosas, etanol e resíduos sólidos urbanos. Ele tem uma molécula praticamente idêntica à do querosene fóssil, o que permite que ele seja usado nos mesmos motores e infraestrutura de abastecimento dos aviões.

    No entanto, o SAF ainda enfrenta alguns desafios, como o custo, que é de três a cinco vezes maior do que o do querosene fóssil, e a produção, que é muito baixa em relação à demanda. Além disso, há uma limitação técnica: o SAF não pode ser misturado em mais de 50% com o querosene fóssil, por questões de segurança.

    Apesar dessas dificuldades, o SAF é a grande aposta do setor aéreo para reduzir as suas emissões de carbono. A meta global é zerar as emissões até 2050, seguindo um acordo da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci).

    Para alcançar esse objetivo, algumas companhias aéreas e fabricantes de aviões têm realizado voos experimentais com SAF. Um exemplo foi o voo da britânica Virgin Atlantic, que em 2023 voou de Londres a Nova York com 100% de SAF, sem usar uma gota sequer de querosene fóssil. Segundo a empresa, o biocombustível proporcionou uma redução de até 70% nas emissões de gases de efeito estufa, em comparação com um voo no mesmo trecho usando querosene de aviação tradicional.

    A brasileira Embraer também tem testado o SAF em seus jatos comerciais e executivos. Em 2022, um jato E195-E2 da companhia voou com 100% de SAF em um de seus dois motores. Em 2023, dois jatos executivos da Embraer decolaram em um voo de teste apenas com o combustível sustentável de aviação em seus tanques.

    O Brasil tem potencial para produzir e usar o SAF em larga escala, aproveitando a sua experiência em biocombustíveis, como o etanol e o biodiesel. O país também tem uma grande diversidade de matérias-primas disponíveis, como a cana-de-açúcar, a soja, o milho e o óleo de palma.

    Além disso, o Brasil tem uma forte indústria aeronáutica, que pode desenvolver tecnologias e soluções para o uso do SAF. A Embraer, por exemplo, participa de um projeto internacional que visa criar uma nova norma para o uso de SAF em até 100% nos aviões.

    O SAF é uma oportunidade para o Brasil se destacar no cenário mundial da aviação sustentável, contribuindo para a redução das emissões de carbono e para o desenvolvimento econômico e social do país.

    Fonte: Link.

    Você sabia que os aviões podem voar sem usar querosene de origem fóssil? Essa é a proposta do combustível sustentável de aviação (SAF), uma alternativa que pode diminuir o impacto ambiental do transporte aéreo, responsável por cerca de 2% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2).

    O SAF é feito a partir de matérias-primas renováveis, como óleo de cozinha usado, gordura animal, oleaginosas, etanol e resíduos sólidos urbanos. Ele tem uma molécula praticamente idêntica à do querosene fóssil, o que permite que ele seja usado nos mesmos motores e infraestrutura de abastecimento dos aviões.

    No entanto, o SAF ainda enfrenta alguns desafios, como o custo, que é de três a cinco vezes maior do que o do querosene fóssil, e a produção, que é muito baixa em relação à demanda. Além disso, há uma limitação técnica: o SAF não pode ser misturado em mais de 50% com o querosene fóssil, por questões de segurança.

    Apesar dessas dificuldades, o SAF é a grande aposta do setor aéreo para reduzir as suas emissões de carbono. A meta global é zerar as emissões até 2050, seguindo um acordo da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci).

    Para alcançar esse objetivo, algumas companhias aéreas e fabricantes de aviões têm realizado voos experimentais com SAF. Um exemplo foi o voo da britânica Virgin Atlantic, que em 2023 voou de Londres a Nova York com 100% de SAF, sem usar uma gota sequer de querosene fóssil. Segundo a empresa, o biocombustível proporcionou uma redução de até 70% nas emissões de gases de efeito estufa, em comparação com um voo no mesmo trecho usando querosene de aviação tradicional.

    A brasileira Embraer também tem testado o SAF em seus jatos comerciais e executivos. Em 2022, um jato E195-E2 da companhia voou com 100% de SAF em um de seus dois motores. Em 2023, dois jatos executivos da Embraer decolaram em um voo de teste apenas com o combustível sustentável de aviação em seus tanques.

    O Brasil tem potencial para produzir e usar o SAF em larga escala, aproveitando a sua experiência em biocombustíveis, como o etanol e o biodiesel. O país também tem uma grande diversidade de matérias-primas disponíveis, como a cana-de-açúcar, a soja, o milho e o óleo de palma.

    Além disso, o Brasil tem uma forte indústria aeronáutica, que pode desenvolver tecnologias e soluções para o uso do SAF. A Embraer, por exemplo, participa de um projeto internacional que visa criar uma nova norma para o uso de SAF em até 100% nos aviões.

    O SAF é uma oportunidade para o Brasil se destacar no cenário mundial da aviação sustentável, contribuindo para a redução das emissões de carbono e para o desenvolvimento econômico e social do país.

    Fonte: Link.

  • Joseph Lister: o médico que salvou milhões de vidas com uma simples ideia

    Joseph Lister: o médico que salvou milhões de vidas com uma simples ideia

    Você já imaginou como era a cirurgia antes da descoberta dos germes?

    Era uma prática arriscada, dolorosa e muitas vezes fatal. Os cirurgiões não usavam luvas, máscaras ou aventais, e os instrumentos eram sujos de sangue e pus. As feridas ficavam infectadas, e os pacientes morriam de gangrena, septicemia ou tétano. A taxa de mortalidade era de cerca de 50% nas operações mais simples, e de até 80% nas mais complexas.

    Foi nesse cenário que surgiu Joseph Lister, um médico, cirurgião e pesquisador britânico, que mudou para sempre a história da medicina. Ele foi o primeiro a aplicar o conceito de antissepsia nas cirurgias, ou seja, a prevenção das infecções usando substâncias que matam ou inibem os germes. Ele se baseou nos estudos de Louis Pasteur, que provou que os microrganismos eram os causadores das doenças infecciosas.

    Lister começou a usar o ácido carbólico (fenol) para esterilizar os instrumentos e as feridas. Ele também inventou um aparelho que borrifava uma névoa de ácido carbólico no ar durante as operações, para evitar a contaminação pelo ar. Ele ainda introduziu o uso da catgut, uma sutura absorvível, que evitava a formação de abscessos.

    Com essas inovações, Lister reduziu drasticamente a taxa de mortalidade dos pacientes operados. Em um hospital de Glasgow, na Escócia, onde ele trabalhou, a taxa caiu de 45% para 15% em quatro anos. Em outro hospital de Londres, onde ele se tornou professor, a taxa caiu de 35% para 5% em seis anos.

    Lister publicou seus resultados em revistas médicas e deu palestras para divulgar seu método anti-séptico. Ele enfrentou resistência e críticas de alguns colegas, que não acreditavam na teoria dos germes ou que achavam que o ácido carbólico era prejudicial. Mas ele também ganhou admiradores e seguidores, que espalharam sua técnica pelo mundo.

    Lister foi reconhecido como um dos maiores médicos de todos os tempos, e recebeu diversos prêmios e honrarias. Ele foi nomeado barão Lister em 1897, e se tornou o primeiro cirurgião a integrar a nobreza britânica. Ele morreu em 1912, aos 84 anos, deixando um legado de milhões de vidas salvas pela cirurgia anti-séptica.

    Era uma prática arriscada, dolorosa e muitas vezes fatal. Os cirurgiões não usavam luvas, máscaras ou aventais, e os instrumentos eram sujos de sangue e pus. As feridas ficavam infectadas, e os pacientes morriam de gangrena, septicemia ou tétano. A taxa de mortalidade era de cerca de 50% nas operações mais simples, e de até 80% nas mais complexas.

    Foi nesse cenário que surgiu Joseph Lister, um médico, cirurgião e pesquisador britânico, que mudou para sempre a história da medicina. Ele foi o primeiro a aplicar o conceito de antissepsia nas cirurgias, ou seja, a prevenção das infecções usando substâncias que matam ou inibem os germes. Ele se baseou nos estudos de Louis Pasteur, que provou que os microrganismos eram os causadores das doenças infecciosas.

    Lister começou a usar o ácido carbólico (fenol) para esterilizar os instrumentos e as feridas. Ele também inventou um aparelho que borrifava uma névoa de ácido carbólico no ar durante as operações, para evitar a contaminação pelo ar. Ele ainda introduziu o uso da catgut, uma sutura absorvível, que evitava a formação de abscessos.

    Com essas inovações, Lister reduziu drasticamente a taxa de mortalidade dos pacientes operados. Em um hospital de Glasgow, na Escócia, onde ele trabalhou, a taxa caiu de 45% para 15% em quatro anos. Em outro hospital de Londres, onde ele se tornou professor, a taxa caiu de 35% para 5% em seis anos.

    Lister publicou seus resultados em revistas médicas e deu palestras para divulgar seu método anti-séptico. Ele enfrentou resistência e críticas de alguns colegas, que não acreditavam na teoria dos germes ou que achavam que o ácido carbólico era prejudicial. Mas ele também ganhou admiradores e seguidores, que espalharam sua técnica pelo mundo.

    Lister foi reconhecido como um dos maiores médicos de todos os tempos, e recebeu diversos prêmios e honrarias. Ele foi nomeado barão Lister em 1897, e se tornou o primeiro cirurgião a integrar a nobreza britânica. Ele morreu em 1912, aos 84 anos, deixando um legado de milhões de vidas salvas pela cirurgia anti-séptica.