Categoria: Indie Games Brasil

  • The Path of Calydra | Game brasileiro tem grandes profissionais na equipe

    The Path of Calydra, novo jogo brasileiro que está sendo desenvolvido pelo estúdio FinalBoss, entra em uma nova fase de produção, com a adição na equipe de dois grandes profissionais: Christopher Kastensmidt e Tiago Rech já estão reforçando o time de roteiro e desenvolvimento narrativo do título, que conquistou o Game Dev Grants e recebeu um investimento especial da Epic Games, empresa desenvolvedora de Fortnite Battle Royale.

    O estúdio FinalBoss, responsável pelo projeto, é uma das mais tradicionais e pioneiras desenvolvedoras de games do país, responsável por títulos como Chromabot e Life Defenders, entre outros. Sediada no Rio de Janeiro, está há 16 anos no mercado, possuindo em seu portfolio mais de 160 produtos lançados para diferentes segmentos, como aplicativos e advergames.

    Sobre a chegada de Christopher na equipe, Marcio Vivas, fundador da FinalBoss e diretor do game, afirmou que “Christopher com certeza vai contribuir bastante neste nosso projeto”. Ele completa, dizendo: “Sua visão como criador de dezenas de games, aliada ao seu premiado conjunto de livros e quadrinhos, com certeza somará bastante ao universo de The Path of Calydra.”

    Christopher Kastensmidt, americano radicado no Brasil, foi diretor criativo da Ubisoft no Brasil (empresa responsável por grandes jogos como a série Assassin´s Creed); ele participou da criação de trinta games, que somam milhões de exemplares vendidos. Como escritor, sua série literária que conta uma aventura repleta de referências à História e folclore brasileiro, ‘A Bandeira do Elefante e da Arara’, já foi publicada em inglês, chinês e espanhol, gerando adaptações para quadrinhos e um RPG de mesa.

    Como roteirista, ele é o responsável pela adaptação em desenho animado do game Starlit Adventures, atualmente em desenvolvimento. Christopher já foi indicado ao Prêmio Nebula, a maior honraria da literatura internacional.

    “Quando vi The Path of Calydra pela primeira vez, me encantei,” disse Kastensmidt. “É um jogo cativante, que certamente vai conquistar jogadores ao redor do mundo. Espero que a minha contribuição seja à altura. E será uma honra poder trabalhar com Tiago Rech, que sempre me impressionou com seu trabalho”, avaliou.

    Tiago Rech é roteirista, com passagem por diversos estúdios brasileiros como Otus Game Studio, onde participou da produção de Niveus, um dos 15 finalistas da Indie Speed Run 2013, e Behold Studios, onde atuou como roteirista e tradutor do conhecido título Galaxy of Pen & Paper, vencedor do prêmio de Melhor Jogo no SBGames 2017. Em 2015, publicou uma história na antologia O Rei Amarelo em Quadrinhos, publicada pela Editora Draco.

    O novo projeto, The Path of Calydra, é um game que mostra as aventuras de Matheus, garoto que vive no subúrbio de uma grande cidade, e é transportado para um estranho mundo pela entidade denominada Calydra. Ele logo perceberá que a única forma de sobreviver será ajudando a criatura, que quer recuperar seus poderes e formas perdidas. Cada uma das formas assumidas por Calydra poderá ser utilizada por Matheus para transpor os obstáculos que levarão nosso herói de volta para seu mundo. Com belos gráficos, revelados pelas imagens de divulgação, o jogo ainda não possui data de lançamento revelada.

  • Pixel Ripped 1989 | jogo brasileiro de realidade virtual inicia pré-venda

    Foi anunciado o início da pré-venda e a data de lançamento do aguardado jogo brasileiro de realidade virtual Pixel Ripped 1989, do estúdio de narrativas imersivas ARVORE. A aventura chega para as plataformas PlaystationVR, Oculus Rift e SteamVR no próximo dia 31 de julho, e aos que comprarem antecipadamente, terão 20% de desconto promocional.

    Pixel Ripped 1989 é um título de ação em estilo retrô, ou como os desenvolvedores definem, “uma louca homenagem ao passado dos games”: na trama, o jogador fará uma jornada para dentro da tela de um game 8 bits, seguindo a protagonista Dot, uma heroína que tem seu mundo ameaçado pelo vilão Cyblin Lord, que atravessa a barreira entre o mundo dos games e a vida real.

    Segundo a sinopse, o jogador assumirá o papel de Nicola, uma aluna de segunda série que precisa ajudar Dot a salvar as duas realidades desta ameaça encarando desafios no mundo 2D de jogos retrô, ao mesmo tempo que deverá distrair uma professora irritada e fugir do temido diretor do colégio no mundo 3D.

    Assista ao trailer aqui:

    A ideia do game é de Ana Ribeiro, uma desenvolvedora brasileira nascida no Maranhão, que começou a trabalhar em Pixel Ripped em 2014, quando estudava em Londres. Ana ganhou fama local e mundial por sua criatividade e exploração de jogos em VR, recebendo vários prêmios e a oportunidade de carregar a tocha olímpica em 2016, com um óculos de VR. A maranhense de São Luís possui Mestrado em Design de Games da NFTS na Inglaterra, diplomas em Programação de Games e Psicologia. Uma curiosidade: antes de Ana trabalhar com jogos eletrônicos, foi empreendedora, abrindo uma empresa de empadas, mas a paixão pelos games, ao que parece, falou mais alto.

    O desenvolvimento do game foi o resultado de uma longa jornada, no que em 2017, Ana Ribeiro se juntou ao time da ARVORE como diretora do projeto para co-desenvolver o jogo; a parceria viabilizou a finalização do título, que também marca a estreia da ARVORE como empresa desenvolvedora de jogos.

    O estúdio ARVORE foi fundado em 2017 por Ricardo Justus, Rodrigo Terra e Edouard de Montmort; com sede em São Paulo, a empresa tem foco em criação de produtos para plataformas imersivas, como Realidade Virtual, Aumentada e Mista, que ainda são uma minoria entre os títulos disponíveis no mercado, apesar de serem tecnologias muito atraentes para o público.

    Desde o anúncio, a receptividade de Pixel Ripped 1989 tem sido muito positiva entre o público e apoiadores. O jogo recebeu financiamento da Oculus, premiações da Intel e do AMAZE Indie Festival, além de indicações ao IndieCade, Proto Awards, e ao VR Awards 2018. Recentemente o time de marketing da Microsoft Windows Developer foi até São Paulo para filmar um documentário sobre a criadora da história, Ana Ribeiro e sua saga como desenvolvedora. O estúdio ARVORE já tem planos de fazer mais capítulos para a aventura, que visitarão vários momentos da história dos games.

    Pixel Ripped 1989 está em compra antecipada para PlaystationVR e Oculus, pelo valor promocional de $19.99 dólares. O preço final no lançamento será de $24,99 dólares. O jogo terá um desconto temporário no lançamento para Steam, que será no dia 31 de Julho.

  • Conheça Starlit Adventures, game indie finalista do Festival comKids Interativo 2018

    Um dos jogos independentes produzido no Brasil com trajetória de sucesso é Starlit Advetures. O título foi anunciado como um dos finalistas do Festival comKids Interativo 2018; a escolha foi feita por um júri de especialistas.

    Starlit Adventures será submetido ao voto popular juntamente com outros três títulos indicados, durante um evento que acontecerá em São Paulo, no dia 17 de agosto. O Festival comKids Interativo 2018 é realizado pelo Midiativa – Centro Brasileiro de Mídia para Crianças e Adolescentes, e visa promover produtos digitais de qualidade para o público infantil e jovem, nas categorias Games, Apps, Livros Digitais, Plataformas e Transmídia.

    Lançado originalmente em 2015 para celulares iOS e Android, tendo mais de 10 milhões de downloads em smartphones, Starlit Adventures foi criado pela Rockhead Games, empresa sediada em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. A versão para PS4 disponibilizada gratuitamente na PSN em abril deste ano teve a produção da desenvolvedora paulistana Webcore Games. Para baixar o jogo, que tem censura livre, basta ter uma conta válida na Playstation Store e acessar a página oficial no serviço.

    O enredo conta a história Bo e Kikki dois guardiões na busca para restabelecer a paz para os “Starlits”, após o vilão Nuru ter roubado suas estrelas-irmãs do céu. Na versão para PS4, os jogadores controlam a dupla através de oito mundos que totalizam 64 fases, usando trajes especiais com habilidades únicas para solucionar puzzles, enfrentar inimigos e vencer chefões, recuperando assim as estrelas para devolvê-las ao céu.

    O diferencial da versão para o console da Sony é o multiplayer “de sofá”, onde até quatro amigos podem jogar juntos, o que pode facilitar ou complicar o percurso dos jogadores: se por um lado é mais fácil fazer pontos, por outro fica mais difícil devido as dificuldades pessoais encontradas por cada jogador: se um morrer, a fase reinicia, atrapalhando a continuidade do resto do grupo comprar cialis.

    A mecânica do jogo lembra alguns sucessos do Nintendo 64 e retro games, tendo como estilo aventura com plataformas: as missões tem como objetivos coletar estrelas, moedas e até figurinhas de um album. As fases possuem desafios progressivos, onde é preciso saber lidar com as habilidades dos trajes para vencer; ao final de cada fase encontra-se um chefão, cuja forma de vencer depende mais da astúcia do que da força; é preciso usar a lógica para seguir em frente.

    Os criadores afirmam ter se inspirado em clássicos como Bomberman, Dig Dug, Mr. Driller e Boulder Dash, jogos que estão entre os mais queridos dos retro gamers.

    Sendo gratuito, os jogadores tem a opção de comprar ítens adicionais que auxiliam no progresso da ação, como os trajes dourados de dino, dragão e unicórnio, além de moedas especiais, os Tokens, porém não dependem desta ajuda para finalizar o jogo. As expansões possuem preços que variam em torno de R$ 13,90, e as mais caras são os pacotes de moedas.

    Com um ar nostálgico, desafio revigorante, paleta de cores delicada e visual agradável, Starlit Adventures é um jogo indicado para crianças e adultos; as fases são viciantes e garantem horas de diversão.

  • No Heroes Here | Game indie brasileiro ganha prêmio no BIG Festival

    Um novo game independente brasileiro vem chamando a atenção no mercado: No Heroes Here, do estúdio Mad Mimic Interative, recebeu o prêmio de Melhor Jogo Brasileiro, em cerimônia na última quinta-feira (28), durante o BIG – Brazil’s Independent Games Festival, evento voltado para o mercado e a produção de jogos eletrônicos brasileiros, que acontece até o dia 01 de julho, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

    A premiação do game foi uma escolha do júri especializado e também pelo voto do público que compareceu ao evento durante a semana. O BIG é considerado um dos eventos de games mais importantes do cenário nacional.

    Em um comunicado de imprensa, a equipe desenvolvedora do jogo divulgou um agradecimento pelo prêmio: “O time da Mad Mimic Interactive, feliz com essa grande conquista, agradece imensamente cada um dos colegas da imprensa, influenciadores, incentivadores e parceiros por todo o apoio e atenção com o jogo. O agradecimento maior, é claro, vai para cada um dos fãs que acreditou no projeto desde o início, espalhando a palavra e reunindo os amigos para compartilharem da diversão amalucada de No Heroes Here. Muito obrigado!”, conclui a mensagem.

    No Heroes Here chegou na última semana à eShop do Nintendo Switch, e já estava disponível para PS4 desde maio. A versão para PC fez sua estreia no final do ano passado; o Xbox One também receberá o título, com data a ser anunciada. Assista ao trailer:

    O game é um ‘Castle Defense’ cooperativo com multiplayer local e online para até quatro jogadores, que possui uma mecânica simplificada, fácil de aprender mas com grandes desafios: são 15 personagens jogáveis; 12 tipos de inimigos; três regiões, com 54 níveis e nove desafios, cada uma com mecânicas, inimigos e peculiaridades diferentes; três tipos especiais de munição, que variam de bolas de canhão a frangos assados; e opção de modo de dificuldade Normal ou Nighmare, onde o jogador terá apenas uma vida para viver no modo hardcore.

    Para a produção, No Heroes Here contou com o incentivo da Prefeitura de São Paulo; parte do seu desenvolvimento foi financiado pela SPCine. Aclamado pela crítica com diversas honrarias, nomeações e prêmios, além do título de Melhor Jogo Brasileiro do BIG, também foi escolhido Melhor Jogo Brasileiro durante o Brazil Game Awards e Melhor Jogo Social no Game Connection Development Awards, além dos prêmios de Melhor Som e Melhor Gameplay no evento MAX.

    No Heroes Here foi disponibilizado para testes em estandes durante diversos eventos nacionais e internacionais como a Brasil Game Show, a GamesCom, o DreamHack, a Tóquio Game Show, a Campus Party e a Argentina Game Show, com destaque para as participações na Playstation Experience e na PAX 10, uma seleção oficial de jogos independentes do evento feita por 50 especialistas do mercado de games mundial.

    A Mad Mimic Interactive, desenvolvedora do jogo, foi fundada por Luís Fernando Tashiro e Luís Gustavo Sampaio, e está situada na capital de São Paulo. O estúdio é um braço da Zyx, empresa de desenvolvimento de jogos educativos. No Heroes Here é seu primeiro lançamento no mercado de jogos autorais.