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  • Brasil tem mais de 86 mil pedidos de refúgio em tramitação; maioria são venezuelanos

    Os dados divulgados no relatório Refúgio em Números, do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), mostraram que o Brasil tem mais de 86 mil pedidos de reconhecimento de refúgio acumulados.

    Em todo o mundo, existem mais de 2,8 milhões de solicitações semelhantes e 22,5 milhões de pessoas já consideradas refugiadas.

    No Brasil, a nacionalidade com o maior número de solicitações em trâmite é a venezuelana (33%). Até agora, apenas 18 venezuelanos foram reconhecidos nesta condição, sendo quatro em 2015 e 14 em 2016. Em geral, essa população é tratada como imigrante.

    Isto porque, segundo a legislação brasileira, são refugiados apenas aquelas pessoas que têm que sair de seu país de origem devido à perseguição política ou religiosa.
    O Ministério da Justiça atribuiu o crescimento de pedidos a crise no país e que a abordagem dada aos cidadãos venezuelanos ainda não foi definida pelo governo federal.

    “A questão da Venezuela é muito recente ainda. Há questões que estão sendo analisadas. O Conare ainda não decidiu o caso porque estão tramitando pedidos no comitê”, disse o secretário de justiça Luiz Pontel de Souza.

    Em 2017, a população venezuelana foi a que mais solicitou reconhecimento da condição de refugiado. Foram 17.865 pedidos, o que equivale a 53% de todas as 33.866 solicitações recebidas no ano passado. Roraima, que mais tem recebido venezuelanos, concentra 47% dos pedidos. Depois está São Paulo (28%), estado que historicamente recebe muitos estrangeiros.

    Em relação à origem, as nações com maior número de pedidos foram, além da Venezuela, foram Cuba (2.373 pedidos), Haiti (2.362) e Angola (2.036). Ao todo, o Conare reconheceu 587 refugiados em 2017, sendo 310 sírios e 106 originários da República Democrática do Congo. Das pessoas reconhecidas, 44% têm entre 30 e 59 anos, 33% estão na faixa etária entre 18 e 29 anos e 14% têm entre 0 e 12 anos. A maior parte de refugiados é formada por homens (71%).

    Nos últimos sete anos, o Brasil reconheceu 10.145 pessoas como refugiadas. Em guerra há sete anos, a Síria é o país com maior população de refugiados no Brasil. Ao todo, foram 2.771 reconhecimentos.

    Atualmente, mais de 5.100 dessas pessoas permanecem vivendo no território nacional. Do mesmo modo que no quesito solicitações, neste a população síria é a mais frequente, chegando a 35% do total de refugiados que vivem no Brasil com registro ativo.

    O coordenador-geral do Conare, Bernardo Laferté, explicou que o estudo não detalhou os motivos para que as outras pessoas tenham deixado de ser oficialmente refugiadas, mas apontou algumas possibilidades, como mudança de país, naturalização como brasileiro ou outra nacionalidade, pedido de cessação da declaração ou morte. Com informações da Sputnik Brasil

  • Macron: França tem provas que governo sírio usou armas químicas

    O presidente francês Emmanuel Macron declarou que a França tem provas que o governo sírio usou armas químicas na cidade de Douma na semana passada.

    “Temos provas que na semana passada foram utilizadas armas químicas. E foram utilizadas pelo regime de [Bashar] Assad”, declarou o líder francês em entrevista ao canal TF1.

    Segundo Macron, a França tomará decisão sobre a Síria após verificar as informações sobre o suposto ataque químico.

    “Precisaremos de tomar decisões em devido tempo, quando o julgarmos mais útil e eficiente”, acrescentou Macron.
    Mais cedo, Paris e Washington apelaram a que se dê “uma resposta dura e conjunta” ao suposto ataque químico na cidade síria de Douma, pelo qual o Ocidente culpa o governo sírio.

    Conforme a Constituição, o presidente francês tem o direito de lançar operações militares sem aprovação do parlamento. Na quarta-feira (11), Le Figaro comunicou que, caso a França decida atacar, isso será feiro a partir do território francês e não de bases no Oriente Médio.

    O presidente norte-americano, Donald Trump, por sua vez, recuou nesta quinta-feira (12) das suas afirmações provocatórias no Twitter avisando a Rússia que se prepare para ataques na Síria e fez uma nova postagem dizendo que um tal ataque ao país árabe “pode acontecer muito em breve ou nada em breve”. Com informações da Sputnik Brasil

  • Trump: ‘Nunca disse quando aconteceria um ataque contra Síria’

    O presidente dos EUA, Donald Trump declarou que o ataque contra Síria “poderia ser muito em breve, ou não tão em breve assim”.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, assegurou em sua página do Twitter, que nunca marcou a data certa para lançar uma ofensiva contra Síria como represália ao suposto ataque químico reportado na cidade de Douma.

    Eu nunca disse quando aconteceria um ataque contra a Síria. Poderia ser em breve, ou não tão em breve assim! De qualquer forma, os Estados Unidos sob minha administração fizeram um ótimo trabalho quanto à libertação da região do Daesh (organização terrorista proibida em vários países, incluindo na Rússia). Então, onde está o nosso “Obrigado, América?”.

    Previamente, Trump escreveu no Twitter que a Rússia deveria estar pronta para enfrentar novos e “inteligentes” mísseis disparados contra a Síria.

    Em resposta a questão se a recente advertência do presidente dos EUA dificulta o planejamento de uma resposta estadunidense ou representa ameaça para a segurança nacional, a Casa Branca se declarou: “Não, de modo algum”, afirmou a secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders.

    O presidente estadunidense culpou Damasco do suposto ataque químico de 7 de abril, apesar dos investigadores da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) ainda não terem começado a investigação oficial. Na terça-feira (10), a OPAQ prometeu enviar um grupo de especialistas próprios à cidade síria. Por Sputnik Brasil

  • Submarinos, radares e aviões: Rússia se prepara para possível ataque estadunidense à Síria

    O Ministério da Defesa da Rússia já elaborou uma lista de medidas a que militares russos podem recorrer em caso de uma escalada do conflito na Síria, escreve o jornal Kommersant.

    O chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov, disse em março que, se houver uma ameaça à vida dos militares russos na Síria, a Rússia abrirá fogo tanto contra os mísseis, como contra seus portadores, ou seja, contra os destróieres e porta-aviões dos EUA. Esta é uma medida extrema que foi anunciada publicamente e que foi reiterada de novo ao comando militar dos Estados Unidos, segundo comunicou uma fonte militar ao Kommersant.

    Para demonstrar a sua prontidão, a Marinha russa já delimitou uma zona perto da costa síria, onde se planeja realizar exercícios militares: a zona será fechada para navegação de 11 a 12, de 17 a 19 e de 25 a 26 de abril.
    O grupo naval da Marinha russa no mar Mediterrâneo conta com cerca de 15 navios de guerra e de apoio. Entre eles, as fragatas com mísseis de cruzeiro Admiral Gregorovich e Admiral Essen, assim como os submarinos Varshavyanka e Schuka-B.

    Além disso, na Síria foram posicionados aviões antissubmarino Il-38N, acrescenta o jornal.

    Segundo os dados, a situação na região mediterrânica está sendo monitorada 24 horas por dia por radares terrestres e pelo avião de alerta precoce A-50, que estão vigiando os movimentos do porta-aviões estadunidense USS Donald Cook, capaz de lançar mísseis de cruzeiro Tomahawk.

    Os sistemas S-400 e Pantsir protegem a base aérea de Hmeymim e a base naval de Tartus, mas, segundo as fontes no Ministério da Defesa russo, nenhuma dessas estruturas “deve ser atingida, caso contrário, as consequências seriam catastróficas”.

    Negociações em curso

    Ao mesmo tempo, de acordo com o Kommersant, Moscou espera receber dos EUA as coordenadas dos alvos que o Pentágono planeja atacar, tal como aconteceu antes do bombardeamento da base síria de Shayrat em 7 de abril de 2017. A medida é necessária para excluir a mínima possibilidade de baixas entre os militares russos. Segundo o jornal, Moscou também mantém negociações fechadas entre o Estado-Maior russo e o Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos.
    O exército russo também está em contato com a OTAN através da Turquia, disse o chefe do Comitê de Defesa da Duma (câmara baixa do parlamento russo), Vladimir Shamanov. Mas, advertiu também que a Rússia “tem armas dignas, e se os EUA as quiserem pôr à prova, então terão uma resposta”.

    Anteriormente, o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou, no Twitter, lançar ataques aéreos contra a Síria, advertindo a Rússia que se preparasse, pois atacaria o país árabe com mísseis “bons, novos e ‘inteligentes’”. Com informações da Sputnik Brasil

  • Submarinos britânicos carregados com mísseis são enviados à Síria para iniciar ataques

    De acordo com o jornal britânico Daily Telegraph, os submarinos britânicos receberam ordens de se mover dentro do alcance dos mísseis da Síria, já que os ataques contra o regime de Assad são esperados para quinta-feira à noite.

    A publicação informou que a ordem foi emitida pela primeira-ministra britânica Theresa May e que ela convocou ministros para uma reunião de gabinete de emergência para discutir como a Grã-Bretanha responderá ao ataque químico de Douma.

    Embora se espere que May tenha a aprovação para participar dos ataques aéreos liderados pelos EUA, a agência sugeriu que se faça uma discussão com os EUA e a França antes que a decisão final seja tomada.
    Após o ataque de sábado, a primeira-ministra insistiu que “todas as indicações são de que o regime sírio era responsável” e que “o uso continuado de armas químicas pela Síria não pode passar sem ser contestado”.

    Enquanto os submarinos britânicos receberam ordens para se aproximarem da Síria, o Telegraph informou que o presidente sírio, Bashar Assad, também está dirigindo aeronaves e veículos para longe das bases que provavelmente serão alvejadas.

    A reportagem segue a advertência do presidente dos EUA, Donald Trump, para que a Rússia e a Síria “se preparem” para um ataque com mísseis. Trump observou que o ataque envolveria mísseis que serão “bons e novos”. Com informações da Sputnik Brasil

  • Australiano vítima do atropelamento em Copacabana é pedófilo e estava foragido há 22 anos

    Entre as 17 pessoas atropeladas na praia de Copacabana, em 18 de janeiro deste ano, estava o australiano Christopher John Gott, condenado a seis anos de prisão por conta de 17 acusações de agressão sexual, entre elas o estupro de dois adolescentes de 14 e 16 anos.

    Na época ele tinha sido identificado como Daniel Marcos Philips, de 68 anos, um turista australiano. Porém, conforme divulgou o jornal ‘The Australian’, depois foi informado pelo consulado de que ele morava no Brasil há aproximadamente 20 anos e ele deu entrada no hospital usando uma xerox do seu passaporte australiano, emitido no dia 31 de maio de 2010.

    Christopher permanece internado no Hospital Miguel Couto, na Gávea, em coma após sofrer traumatismo craniano após ter sido atropelado por Antônio Almeida Anaquim, de 41 anos.
    Christopher John Gott era professor de Ensino médio na cidade de Darwin. Ele foi preso após 17 denúncias diferentes de abuso sexual de crianças.

    Ele foi condenado a seis anos de cadeia, mas fugiu dois anos depois. Ele também teria cometido um crime de abuso sexual em uma escola primária de Melbourne. Com informações da Sputnik Brasil

  • Aposta de Unaí (MG) leva R$ 22 milhões da Mega-Sena; confira dezenas sorteadas

    Uma aposta de Unaí (MG) acertou as seis dezenas do concurso 2030 da Mega-Sena, sorteado na noite de hoje (11) no município de Aimorés (MG). O prêmio estava acumulado em R$ 22 milhões.

    As dezenas sorteadas hoje foram: 04 – 27 – 38 – 40 – 58 – 59

    A aposta vencedora levará um prêmio de R$ 22.122.662,60. Sessenta e três bilhertes acertaram a quina e receberão cada um R$ 39.656,35. Mais de 4 mil apostas acertaram quatro números e levam cada uma R$ 888,49.

    O prêmio estimado para o próximo concurso (2031), que será sorteado no sábado (14), é de R$ 3 milhões.

    Cálculo do prêmio

    O valor arrecadado com o concurso da Mega-Sena não é totalmente revertido em prêmio para o ganhador. Parte do montante é repassada ao governo federal para investimentos nas áreas de saúde, educação, segurança, cultura e esporte.

    Além disso, há despesas de custeio do concurso, imposto de renda e outros, que fazem com que o prêmio bruto corresponda a 46% da arrecadação. Dessa porcentagem:

    35% são distribuídos entre os acertadores dos 6 números sorteados (sena);

    19% entre os acertadores de 5 números (quina);

    19% entre os acertadores de 4 números (quadra);

    22% ficam acumulados e distribuídos aos acertadores dos 6 números nos concursos de final 0 ou 5.

    5% ficam acumulado para a primeira faixa – sena – do último concurso do ano de final zero ou 5.

    Não havendo acertador em qualquer faixa, o valor acumula para o concurso seguinte, na respectiva faixa de premiação.

    Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES – Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior. Com informações da Agência Brasil

  • Inquérito que investiga Alckmin será enviado para Justiça Eleitoral de São Paulo

    A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi reconheceu hoje (11) o fim da competência da instância especial para processar o inquérito instaurado no ano passado contra o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB). A investigação estava a cargo do STJ em razão da prerrogativa de foro de Alckmin, que renunciou ao cargo no último dia 7 de abril.

    “Sendo assim, a ministra determinou remessa dos autos à Justiça Eleitoral do Estado de São Paulo, nos termos do que foi requerido pelo vice-procurador Geral da República, Luciano Mariz”, informou o STJ, em nota.

    Alckmin é um dos governadores citados nas delações de ex-executivos da empreiteira Odebrecht. Também poderão ter os inquéritos enviados para a justiça eleitoral os ex-governadores Beto Richa, Marconi Perillo, Confúcio Moura e Raimundo Colombo, que também são investigados e se desligaram dos cargos para concorrer nas eleições de 2018. Por Agência Brasil

  • Por que a humanidade não consegue detectar vida extraterrestre?

    Terráqueos não conseguem encontrar extraterrestres pela mesma razão que as pessoas que monitoram atentamente um acontecimento não podem notar o que está acontecendo ao seu redor, diz um estudo, publicado na revista Acta Astronautica.

    Cortina invisível do espaço

    Há mais de meio século, o astrônomo norte-americano Frank Drake elaborou uma fórmula para calcular o número de civilizações na galáxia com que se pode entrar em contato, tentando avaliar as chances de descobrir vida e inteligência extraterrestre.

    Baseando-se na fórmula de Drake e nas chances bastante altas de estabelecer contato interplanetário, o físico italiano Enrico Fermi criou a tese, conhecida como o paradoxo de Fermi: se o número de civilizações extraterrestres é tão alto, por que a humanidade não possui nenhuma pista?

    Cientistas têm recorrido a muitos métodos para resolver o paradoxo, mas o mais popular é a Hipótese da Terra Rara. A hipótese diz que para o surgimento de vida inteligente são necessárias condições únicas, ou seja, cópia ideal do nosso planeta.
    Outros astrônomos acham que não podemos nos contactar com os extraterrestres porque as civilizações da galáxia ou desaparecem rápido demais para serem detectadas ou porque escondem ativamente o fato de sua existência da humanidade.

    O neurofísico Gabriel de la Torre, da Universidade de Cádiz (Espanha), e seu colega Manuel Garcia propuseram a própria explicação do paradoxo de Fermi: eles relacionam a falta da inteligência extraterrestre não com os processos no espaço, mas com a psicologia e caraterísticas do cérebro humano.

    “Quando pensamos em ‘irmãos racionais’, imaginamos de maneira permitida por nossa imaginação e mente. Não entendemos o ponto a que a percepção do mundo, única para os humanos, limita nossas possibilidades, sendo difícil para nós admiti-lo. Tentamos ultrapassar estes limites e imaginar os seres inteligentes que vivem além do possível”, afirma o neurofísico em seu estudo.

    Ele e seu colega realizaram um experimento em que pediram 137 voluntários para que encontrassem várias estruturas feitas por humanos, tais como pontes e estradas em fotos de satélite. Em algumas destas fotos havia uma anomalia quase invisível, mas muito “brilhante” — uma foto microscópica de gorila.

    Limitações da percepção

    Em situações normais, pessoas quase sempre notam tais objetos. Os experimentos dos cientistas espanhóis mostram que a concentração em outros detalhes da imagem faz com que estes “gorilas” se tornem invisíveis para 66% dos voluntários.

    O fenômeno, batizado de efeito Gorila, foi descoberto há cerca de 20 anos por psicólogos estadunidenses. Eles repararam que os estudantes que contavam passes entre jogadores de uma equipe de basquete, não notavam um menino vestido de gorila. Um processo semelhante acontece com as pessoas que tentam encontrar evidências de “vida inteligente” nas fotos, baseando-se apenas na própria noção de sua possível aparência.
    Vale destacar que este fenômeno se encontra mais entre as pessoas racionais que tendem a sistematizar seus conhecimentos, ou seja, a maioria dos cientistas.

    Segundo Garcia, isso significa que estamos buscando sinais de inteligência extraterrestre nos lugares onde pensam que possam estar e não onde realmente possam estar.

    Em outras palavras, extraterrestres podem viver em várias dimensões, ser feitos de matéria escura ou outras formas exóticas de matéria, usar totalmente diferentes meios de comunicação, incluindo ondas gravitacionais para entrar em contato com outras civilizações.

    Cientistas espanhóis acreditam que, em primeiro lugar, a humanidade não deve se focar na busca de vida extraterrestre, parecida com a nossa, mas entender como podemos estabelecer contato com os seres que estão além de nossa percepção comum. Por Sputnik Brasil

  • Lula e os Kirchner são tão culpados quanto Maduro pela crise na Venezuela, diz peruano

    Os governos de Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil e Nestor Kirchner (2003-2007) e Cristina Kirchner (2007-2015) na Argentina são em grande parte responsáveis pela crise política, social e econômica vivida atualmente pela Venezuela.

    É está a opinião do ex-ministro de Relações Exteriores do Peru, Luis Gonzales Posada, e foi exposta por ele em uma entrevista à Sputnik.

    “Uma das graves responsabilidades históricas de Lula foi ter protegido era um regime assassino e corrupto”, como o falecido presidente Hugo Chávez (1999-2013), relembrou o diplomata peruano, acrescentando que “sem Lula, sem a senhora Kirchner na Argentina, o chavismo não teria avançado como aconteceu”.

    Gonzales Posada, o ministro das Relações Exteriores do Peru em 1988 e 1989 durante o primeiro governo de Alan Garcia (1985-1990), disse que tanto Lula quanto as administrações kirchneristas “blindavam”, “protegiam” e “evitavam” que Chávez fosse censurado por organizações internacionais, “de modo que são solidariamente responsáveis pelo infortúnio que está ocorrendo no país caribenho”.

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    “Sem eles, o chavismo e seu sistema ditatorial, que tentou se expandir por toda a América Latina, simplesmente não teria avançado”, comentou.

    Representante do Peru junto à Organização dos Estados Americanos (OEA), Gonzales Posada também argumentou que o presidente equatoriano, Rafael Correa (2007-2017) era um “reparador” durante o seu mandato do governo da Venezuela, como “menores presidentes” como o chefe de Estado da Bolívia, Evo Morales, o da Nicarágua, Daniel Ortega, e que “justificar a tortura e os assassinatos” que cometeram as administrações de Chávez e atual presidente Nicolás Maduro, de acordo com o diplomata.

    O ex-ministro de Relações Exteriores do Peru considera que o que está acontecendo na Venezuela é “uma catástrofe humanitária, um genocídio social, um massacre de um povo que vemos todos os dias fugir, como os sírios, ou judeus durante a Segunda Guerra Mundial, com a sua malas, tentando ver quem lhes dá comida ou trabalho”.

    Ascensão e queda da esquerda

    Nos primeiros anos deste século, a América Latina viveu o que foi chamado de “década do progresso”, quando em vários países da região partidos políticos de esquerda ou de centro-esquerda chegaram ao governo, em um momento caracterizado por um aumento no preço de matérias-primas, incluindo petróleo, o principal produto de exportação da economia venezuelana.

    Assim, governos da Argentina, Bolívia, Brasil, Equador, Uruguai e Venezuela, entre outros, marcaram a agenda política da região, buscando livrar-se da influência de Washington e tentando promover novas alianças políticas e comerciais com outras potências globais e dando origem a organizações regionais, como a União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

    Atualmente, a Venezuela vive uma crise econômica, social e política aguda, com hiperinflação e escassez de alimentos e remédios. A economia venezuelana sofreu o impacto da queda nos preços internacionais do petróleo, a única fonte de divisas para o país.

    Mas, além disso, o país está passando por uma grave crise política, com os poderes do Estado confrontados, o Parlamento despojado de poderes legislativos e a oposição pedindo abstenção pelo que considera falta de garantias de transparência e liberdade para as eleições de 20 de maio. Por Sputnik Brasil