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  • Vicente, o vencedor do avesso

    Vicente, o vencedor do avesso

    Escolher o nome de um filho é, antes de tudo, um exercício exaustivo de eliminação de ranços. A gente senta no sofá, começa a repassar a lista de possibilidades e, em menos de cinco minutos, descobre que tem antipatia por metade da humanidade. “Não, esse me lembra o cara do financeiro”. “Esse é o nome daquele político de colarinho branco”. A triagem é severa porque o nome não pode ser de plástico. Precisa ser uma armadura capaz de resistir ao teste do tempo e à loucura dos dias de hoje.

    Depois de muita filtragem, a poeira baixou e o nome que ficou de pé foi Vicente.

    Os dicionários vão te dizer que a origem é o latim Vincere, que significa “vencedor” ou “aquele que conquista”. Num primeiro momento, num mundo infectado por coaches de internet, gritarias corporativas e “cidadãos de bem” que adoram pisar no pescoço alheio para bater meta, batizar um filho de “o vencedor” pode soar perigosamente arrogante. Afinal, a sociedade transformou o sucesso em algo predatório.

    Mas a nossa bússola para o Vicente aponta para o lado avesso dessa lógica. O nosso paralelo não é com os tubarões engravatados, mas com um certo São Vicente de Paulo.

    Se a régua do mundo define a vitória por quem consegue escalar até o topo — nem que para isso precise esmagar alguns trabalhadores no caminho —, esse Vicente mais antigo ensinou uma subversão maravilhosa: a maior conquista que um ser humano pode ter é a capacidade de olhar para quem está na base e estender a mão. É uma vitória de amor, não de poder. Uma vitória latino-americana, de quem conhece a aspereza do asfalto.

    Ter um Vicente em casa será o nosso lembrete diário de três coisas que andam em falta no mercado:

    Humildade: Aquela grandeza de espírito genuína, que faz o que é certo no escuro e não precisa de holofotes ou palanques para existir.

    Ação: A ideia cortante de que “o amor deve ser mais em obras do que em palavras”. Uma lição que a turma das falsas moralidades faria bem em tatuar na testa.

    Resiliência: A força de um “conquistador” que sobrevive ao moedor de carne da vida adulta sem perder a ternura.

    Quando enviamos a notícia para a nossa família, o recado foi direto e sem meias palavras. Dissemos que escolhemos Vicente porque queríamos um vencedor, sim, mas não um vencedor qualquer. Queremos que ele tenha coragem para devorar os próprios desafios, mas que a sua maior medalha seja a bondade, a empatia e o respeito inegociável por cada pessoa que cruzar a calçada dele.

    Que ele entenda cedo que a verdadeira grandeza não precisa de pedestal. Porque a única vitória que dura é o amor que a gente consegue deixar nos outros.

  • STF julga em agosto ação que permite educação de filhos em casa

    A partir desta segunda-feira (2), o Poder Judiciário está oficialmente em recesso. Serão 30 dias e, neste período previsto em lei, não haverá sessões de órgãos colegiados e plenário e os prazos processuais ficam suspensos.

    De acordo com determinações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dos tribunais superiores, os prazos que começam ou terminam de 2 a 31 de julho ficam automaticamente prorrogados para o dia 1º de agosto.

    As áreas ligadas aos serviços processuais devem manter plantão para atendimento ao público no período de férias coletivas dos ministros.

    Já os casos mais urgentes, como mandados de segurança, medidas cautelares e dissídios coletivos de greve em categorias essenciais serão analisados pela Presidência do tribunal.

    No Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo, os casos urgentes serão julgados pela ministra Cármen Lúcia.

    Os magistrados voltam a trabalhar na primeira semana de agosto. E, em alguns casos, as Cortes têm julgamentos importantes, já marcados para o mês.

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    No Supremo, os ministros vão julgar, por exemplo, uma ação que trata da possibilidade de pais se recusarem a matricular seus filhos em escolas públicas ou privadas tradicionais e educar as crianças em casa.

    Também devem decidir sobre o recurso que pede a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.