Tag: Assédio sexual

  • O que MC Biel quer que as pessoas esqueçam mas a internet não deixa

    No dia 6 de junho, o cantor MC Biel aproveitou a derrota da seleção brasileira para lançar mais uma música com ares de pedido de perdão e compaixão ao seu público. Na letra de “Luta” ele diz: “Superação faz parte da gente, é preciso tomar um rumo e aprender a viver” e “Deus não dá uma cruz mais pesada do que sua força, só depende de você: se prefere ficar no chão ou levantar e vencer”. Apesar de ser um lançamento, não há fato novo. O tal aprendizado citado na letra é apenas poético, não prático e o crime cometido não cai no esquecimento por dois motivos: a internet não deixa; Biel também não.

    Após ser condenado por assédio sexual em 2016, o jovem foi morar nos Estados Unidos, onde reforçou sua essência machista e misógina.

    O cantor estava namorando a modelo Duda Castro há 4 meses, quando os dois se casaram de forma íntima e rápida – aparentemente para que ele pudesse permanecer no país. Após 7 meses de convivência, Duda também abriu um processo contra Biel por violência física e psicológica. Em um vídeo publicado no Youtube, a modelo conta que sofreu violência psicológica durante os últimos meses e que também já vinha sendo agredida pelo marido. O primeiro sinal de agressão teria ocorrido em março de 2017, quando Biel acabou jogando uma garrafa de uísque no pé da modelo, por ciúmes.

    https://www.youtube.com/watch?time_continue=11&v=7VX5-uUto6k

    Entre outras ações que só reforçam o que as redes não deixam esquecermos, está o episódio em que o cantor anunciou que iria mudar seu nome artístico para “Gah”, alegando que “Biel” foi um personagem inventado por assessores, com cabeça de moleque garanhão, o que justificaria tudo o que já fez.

    Esse “migué” também não colou e aliás, só entrou para a lista de formas possíveis de como se acabar com uma carreira. O que nós agradecemos, é claro.

    Relembre o caso de assédio com a repórter do IG:
    Em junho de 2016, a repórter Giulia Pereira, 23 anos, do IG, denunciou MC Biel por assédio sexual. Na imagem divulgada, o cantor é visto chamando-a de “gostosinha” e ainda dizendo que a “quebraria no meio” se os dois tivessem relações sexuais.

    O cantor estava no auge, com um ano de estrada e muitas parcerias com outros artistas em andamento. Biel, inclusive, chegou a ser convidado para carregar a tocha das Olímpiadas 2016.

    A denúncia obteve repercussão nacional e acabou minguando a fama do cantor aos poucos, principalmente com a ajuda da internet. As redes sociais se tornaram palco para a discussão e problematização do caso.

    Todo o burburinho felizmente saiu do meio digital e culminou com a difamação do cantor que não foi mais convidado por programas de TV ou para parcerias. E com o pagamento de multa de 4 mil reais.

  • Anne Hathaway revela que também sofreu assédio em Hollywood

    Durante uma recente entrevista à revista Glamour, a atriz Anne Hathaway fez algumas revelações sobre a sua carreira e, entre elas, comentou a onda de denúncias de abuso e assédio sexual que têm marcado Hollywood nos últimos tempos.

    Segundo a atriz, essas situações infelizmente são comuns nos bastidores e, apesar de não ter falado sobre o assunto, ela também passou por situações constrangedoras.

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    “Tenho uma carreira de 20 anos e tive algumas experiências realmente difíceis, mas também tive experiências ótimas – com membros de ambos os sexos. Embora não comente as histórias que muitos têm compartilhado nos últimos meses, passei por situações negativas nos bastidores, algumas de natureza sexual”, disse ela.

    “Algumas aconteceram no início da minha carreira, outras são mais recentes”, completou.

    A atriz poderá ser vista em breve no filme Oito Mulheres e um Segredo que estreia dia 8 de junho de 2018 no Brasil.

  • Criação de Cadastro Nacional de Pedófilos será analisada pelo Senado

    O Senado vai analisar a criação do Cadastro Nacional de Pedófilos. De autoria do deputado Vitor Valim (Pros-CE), o PLC 48/2018 terminou de chegar da Câmara e pretende instituir um banco de dados para reunir informações relativas a condenados pelo crime de pedofilia.

    De acordo com o texto, o Cadastro Nacional de Pedófilos será mantido pelo Poder Executivo e operado em convênio com os estados e municípios. Os entes públicos terão acesso ao cadastro e alimentarão o sistema por meio de seus órgãos de segurança pública, pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário.

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    O autor ressalta que a pedofilia representa uma modalidade criminosa de extrema gravidade, pois incide sobre a parcela mais vulnerável da população, crianças e jovens, seja por meio de assédio sexual direto, uso das redes sociais da internet ou outros meios. O deputado cita dados da Safernet, ONG que luta contra crimes virtuais, para destacar que, em 2013, a pornografia infantil foi o crime virtual mais denunciado no Brasil, representando quase metade das denúncias.

    Para Valim, a criação de um banco de dados contendo informações relevantes sobre os pedófilos pode “racionalizar e agilizar a atuação das autoridades, além de facilitar a troca de informações com outros países”. Por Agência Senado.