Tag: computação quântica

  • 6 descobertas científicas recentes que podem mudar tudo o que sabemos sobre o mundo

    6 descobertas científicas recentes que podem mudar tudo o que sabemos sobre o mundo

    De diamantes falsos que impulsionam computadores quânticos a bactérias que curam o câncer: conheça as descobertas científicas que estão reescrevendo a ciência moderna e talvez o futuro da humanidade.

    Vivemos em uma era em que novas descobertas científicas são anunciadas todos os dias. Mas, em meio ao bombardeio constante de informações, muitas das mais transformadoras passam despercebidas — escondidas à vista de todos.

    Da computação quântica às possibilidades de vida fora da Terra, pesquisadores de todo o mundo estão desafiando o que achávamos saber sobre o universo e até sobre nós mesmos. A W Rádio Brasil reuniu seis das descobertas mais impressionantes publicadas recentemente em revistas e portais científicos. São avanços que podem redefinir não apenas a tecnologia e a medicina, mas a própria noção de vida.

    1️⃣ Um “diamante falso” pode ser o segredo da computação quântica

    Um material barato e comum, o titanato de estrôncio (STO), pode ser a peça que faltava para tornar os computadores quânticos realmente funcionais.

    Pesquisadores de Stanford descobriram que esse cristal — usado até como imitação de diamante em joias — não apenas resiste ao frio criogênico extremo, mas melhora seu desempenho quanto mais frio fica. Suas propriedades ópticas e mecânicas se tornam 40 vezes mais poderosas que as de materiais atualmente usados.

    Ao substituir átomos de oxigênio por isótopos mais pesados, os cientistas criaram uma versão “turbinada” do STO, com comportamento próximo da criticidade quântica — uma espécie de ponto ideal entre estabilidade e caos. O resultado? Um material potencialmente revolucionário para processadores quânticos.

    “Encontramos este material na prateleira, e ele se mostrou o melhor do mundo para essas aplicações.”
    — Christopher Anderson, pesquisador da equipe

    2️⃣ Bactérias que matam o câncer sem ajuda do sistema imunológico

    Uma equipe japonesa desenvolveu um tratamento inovador que usa duas bactérias trabalhando em harmonia para destruir tumores — sem depender do sistema imunológico do paciente.

    O método, batizado de AUN (palavra japonesa que simboliza equilíbrio entre opostos), combina Proteus mirabilis e Rhodopseudomonas palustris. Juntas, elas invadem o tumor e ajustam sua proporção interna até atingir a máxima eficácia, matando as células cancerosas mesmo em pacientes com imunidade comprometida.

    “Um novo capítulo na terapia bacteriana contra o câncer está finalmente começando.”
    — Prof. Eijiro Miyako

    3️⃣ Lua de Saturno pode abrigar vida há bilhões de anos

    A lua Enceladus, de Saturno, tem um oceano subterrâneo que permanece líquido há bilhões de anos — e pode abrigar vida.

    Dados recentes da missão Cassini, da NASA, mostram que o calor emanado de Enceladus vem não só do polo sul, mas também do polo norte, criando um equilíbrio térmico global. O fluxo de energia, estimado em 54 gigawatts, seria suficiente para manter o oceano líquido por tempo geológico quase infinito.

    Essa descoberta coloca Enceladus no topo da lista de destinos para futuras missões em busca de vida fora da Terra.

    “Este é um passo fundamental na busca por ambientes habitáveis no Sistema Solar.”
    — Dra. Carly Howett, NASA

    4️⃣ Seu corpo é minoria dentro de si mesmo

    Parece incrível, mas o ser humano é formado por mais células bacterianas do que humanas. Nosso intestino abriga cerca de 100 trilhões de microrganismos, que influenciam desde o metabolismo até o humor.

    Para entender essa complexidade, cientistas criaram a IA VBayesMM, que analisa o microbioma com base em incertezas probabilísticas. O sistema consegue identificar ligações reais entre bactérias e doenças como obesidade e câncer, abrindo caminho para tratamentos personalizados e medicina preditiva.

    “Podemos descobrir relações biológicas reais — não apenas coincidências estatísticas.”
    — Tung Dang, pesquisador do projeto

    5️⃣ Vida floresce em um ambiente “impossível” — com pH igual ao da água sanitária

    Nas profundezas do Pacífico, em lamas vulcânicas altamente alcalinas (pH 12), cientistas encontraram microorganismos vivos — algo considerado impossível.

    Sem DNA detectável, os pesquisadores usaram biomarcadores lipídicos, moléculas de gordura que indicam atividade biológica. A descoberta expande os limites conhecidos da vida na Terra e sugere que a origem da vida pode ter ocorrido em ambientes extremos como esse.

    “A vida primordial pode ter surgido exatamente em locais assim.”
    — Dra. Florence Schubotz

    6️⃣ A notícia científica que você acabou de ler pode ser um comunicado de imprensa

    A última descoberta é sobre como consumimos ciência. Muitos portais publicam textos diretamente adaptados de comunicados de imprensa de universidades. Esse fenômeno, chamado churnalism, mistura jornalismo com assessoria de imprensa científica.

    Embora os dados sejam corretos, é importante lembrar que a narrativa é construída pela própria instituição — não por jornalistas independentes. Saber disso é essencial para quem busca informação científica confiável.

    “Esses sites oferecem a aparência de jornalismo, mas são, na prática, vitrines para relações públicas.”
    — Ed Yong, National Geographic Phenomena

    Essas seis descobertas mostram que a ciência moderna está repleta de surpresas — e que muitas revoluções começam silenciosamente.
    Um cristal comum, uma bactéria, uma lua gelada ou até um simples comunicado de imprensa podem carregar a semente da próxima grande transformação.

    À medida que novas tecnologias, inteligências artificiais e missões espaciais expandem nossos horizontes, uma pergunta permanece:
    qual das certezas de hoje será a descoberta surpreendente de amanhã?

  • O que acontece com a informação dentro dos buracos negros? A computação quântica pode ter a resposta

    O que acontece com a informação dentro dos buracos negros? A computação quântica pode ter a resposta

    A física teórica é uma das áreas mais fascinantes e desafiadoras da ciência, pois busca entender os mistérios do universo em seus níveis mais fundamentais.

    via GIPHY

    No entanto, essa busca também enfrenta alguns obstáculos aparentemente insuperáveis, como a incompatibilidade entre as duas teorias mais bem-sucedidas da física moderna: a relatividade geral e a mecânica quântica.

    A relatividade geral, formulada por Albert Einstein no início do século XX, descreve a gravidade como uma propriedade do espaço-tempo, a estrutura quadridimensional que abrange todas as dimensões espaciais e temporais. A mecânica quântica, por outro lado, descreve o comportamento das partículas subatômicas, como elétrons e fótons, que obedecem a leis probabilísticas e não-determinísticas. Ambas as teorias foram testadas experimentalmente e confirmadas com grande precisão, mas elas parecem entrar em conflito quando se trata de fenômenos extremos, como os buracos negros.

    Os buracos negros são objetos celestes tão densos que nada pode escapar de sua atração gravitacional, nem mesmo a luz. Eles são formados pelo colapso de estrelas massivas ou pela fusão de outras estrelas menores. Eles têm uma fronteira chamada horizonte de eventos, que marca o ponto de não retorno para qualquer coisa que se aproxime deles. Dentro do horizonte de eventos, o espaço-tempo é tão distorcido que o tempo parece parar e o espaço parece infinito.

    Um dos maiores enigmas dos buracos negros é o chamado paradoxo de Hawking, proposto pelo famoso físico Stephen Hawking na década de 1970. Hawking mostrou que os buracos negros não são completamente negros, mas emitem uma radiação térmica devido aos efeitos quânticos na borda do horizonte de eventos. Essa radiação faz com que os buracos negros evaporem lentamente ao longo do tempo, até desaparecerem completamente. No entanto, isso levanta uma questão fundamental: o que acontece com a informação que caiu dentro dos buracos negros? A informação é um conceito físico que mede o grau de ordem ou complexidade de um sistema. A mecânica quântica afirma que a informação é sempre conservada, ou seja, nunca pode ser criada nem destruída. Mas se os buracos negros evaporam e liberam apenas radiação aleatória, isso significa que a informação original é perdida para sempre. Isso viola um dos princípios básicos da física quântica e cria uma contradição lógica.

    Para resolver esse paradoxo, um grupo de jovens físicos propôs uma ideia radical: o interior e o exterior dos buracos negros podem ser descritos por códigos de correção de erros quânticos, que espalham a informação entre várias partículas. Esses códigos são usados na computação quântica para proteger os dados contra ruídos e interferências. Eles funcionam codificando um conjunto de qubits (os bits quânticos) em um conjunto maior de qubits, de modo que a informação possa ser recuperada mesmo se alguns qubits forem perdidos ou corrompidos. Os físicos sugerem que os buracos negros podem usar um mecanismo semelhante para preservar a informação que entra neles, distribuindo-a entre as partículas que saem como radiação de Hawking. Dessa forma, a informação não é perdida nem clonada (outra violação da mecânica quântica), mas apenas embaralhada.

    Os físicos também sugerem que as leis da física semiclássica falham para experimentos extremamente complexos, que exigem um número exponencial de passos e tempos incompreensíveis. Esses experimentos envolvem manipular um grande número de partículas dentro e fora dos buracos negros, algo que está além das capacidades tecnológicas atuais. Eles argumentam que esses experimentos são impossíveis na prática e irrelevantes na natureza, pois exigiriam recursos ilimitados e violariam os limites físicos da computação. Portanto, eles propõem que a física semiclássica deve ser substituída por uma teoria mais fundamental da gravidade quântica, que leva em conta os efeitos quânticos do espaço-tempo e da informação.

    Os físicos esperam que sua solução possa levar a uma teoria mais unificada da física, que possa explicar todos os fenômenos do universo em um único quadro lógico e matemático. No entanto, eles reconhecem que sua ideia tem limitações e desafios, como a falta de evidências experimentais e a dificuldade de testar suas previsões. Eles também admitem que existem outras abordagens possíveis para o paradoxo de Hawking, como a teoria das cordas ou a gravidade emergente. Eles afirmam que sua proposta é apenas uma das muitas tentativas de resolver um dos maiores mistérios da física teórica.

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    No entanto, essa busca também enfrenta alguns obstáculos aparentemente insuperáveis, como a incompatibilidade entre as duas teorias mais bem-sucedidas da física moderna: a relatividade geral e a mecânica quântica.

    A relatividade geral, formulada por Albert Einstein no início do século XX, descreve a gravidade como uma propriedade do espaço-tempo, a estrutura quadridimensional que abrange todas as dimensões espaciais e temporais. A mecânica quântica, por outro lado, descreve o comportamento das partículas subatômicas, como elétrons e fótons, que obedecem a leis probabilísticas e não-determinísticas. Ambas as teorias foram testadas experimentalmente e confirmadas com grande precisão, mas elas parecem entrar em conflito quando se trata de fenômenos extremos, como os buracos negros.

    Os buracos negros são objetos celestes tão densos que nada pode escapar de sua atração gravitacional, nem mesmo a luz. Eles são formados pelo colapso de estrelas massivas ou pela fusão de outras estrelas menores. Eles têm uma fronteira chamada horizonte de eventos, que marca o ponto de não retorno para qualquer coisa que se aproxime deles. Dentro do horizonte de eventos, o espaço-tempo é tão distorcido que o tempo parece parar e o espaço parece infinito.

    Um dos maiores enigmas dos buracos negros é o chamado paradoxo de Hawking, proposto pelo famoso físico Stephen Hawking na década de 1970. Hawking mostrou que os buracos negros não são completamente negros, mas emitem uma radiação térmica devido aos efeitos quânticos na borda do horizonte de eventos. Essa radiação faz com que os buracos negros evaporem lentamente ao longo do tempo, até desaparecerem completamente. No entanto, isso levanta uma questão fundamental: o que acontece com a informação que caiu dentro dos buracos negros? A informação é um conceito físico que mede o grau de ordem ou complexidade de um sistema. A mecânica quântica afirma que a informação é sempre conservada, ou seja, nunca pode ser criada nem destruída. Mas se os buracos negros evaporam e liberam apenas radiação aleatória, isso significa que a informação original é perdida para sempre. Isso viola um dos princípios básicos da física quântica e cria uma contradição lógica.

    Para resolver esse paradoxo, um grupo de jovens físicos propôs uma ideia radical: o interior e o exterior dos buracos negros podem ser descritos por códigos de correção de erros quânticos, que espalham a informação entre várias partículas. Esses códigos são usados na computação quântica para proteger os dados contra ruídos e interferências. Eles funcionam codificando um conjunto de qubits (os bits quânticos) em um conjunto maior de qubits, de modo que a informação possa ser recuperada mesmo se alguns qubits forem perdidos ou corrompidos. Os físicos sugerem que os buracos negros podem usar um mecanismo semelhante para preservar a informação que entra neles, distribuindo-a entre as partículas que saem como radiação de Hawking. Dessa forma, a informação não é perdida nem clonada (outra violação da mecânica quântica), mas apenas embaralhada.

    Os físicos também sugerem que as leis da física semiclássica falham para experimentos extremamente complexos, que exigem um número exponencial de passos e tempos incompreensíveis. Esses experimentos envolvem manipular um grande número de partículas dentro e fora dos buracos negros, algo que está além das capacidades tecnológicas atuais. Eles argumentam que esses experimentos são impossíveis na prática e irrelevantes na natureza, pois exigiriam recursos ilimitados e violariam os limites físicos da computação. Portanto, eles propõem que a física semiclássica deve ser substituída por uma teoria mais fundamental da gravidade quântica, que leva em conta os efeitos quânticos do espaço-tempo e da informação.

    Os físicos esperam que sua solução possa levar a uma teoria mais unificada da física, que possa explicar todos os fenômenos do universo em um único quadro lógico e matemático. No entanto, eles reconhecem que sua ideia tem limitações e desafios, como a falta de evidências experimentais e a dificuldade de testar suas previsões. Eles também admitem que existem outras abordagens possíveis para o paradoxo de Hawking, como a teoria das cordas ou a gravidade emergente. Eles afirmam que sua proposta é apenas uma das muitas tentativas de resolver um dos maiores mistérios da física teórica.

  • Como a computação quântica pode afetar a economia mundial?

    Como a computação quântica pode afetar a economia mundial?

    A computação quântica é uma das tecnologias mais promissoras e desafiadoras do século XXI.

    Ela se baseia nos princípios da mecânica quântica, que descrevem o comportamento das partículas subatômicas, para realizar operações que seriam impossíveis ou muito lentas para os computadores clássicos. Com isso, ela poderia trazer avanços em áreas como simulação de materiais, otimização de processos e aprendizado de máquina, que poderiam ter impactos positivos em setores como energia, saúde, finanças e segurança.

    No entanto, a computação quântica também traz riscos e incertezas para a economia mundial. Um estudo recente da consultoria McKinsey estimou que a introdução de computadores quânticos comerciais poderia resultar em perdas econômicas no PIB per capita de aproximadamente US$ 13.000 em 15 anos, ou US$ 310 bilhões por ano nos Estados Unidos. Essas perdas seriam causadas pelos altos custos de integração, aprendizagem e segurança que as empresas e os governos teriam que enfrentar para se adaptar à nova tecnologia. Além disso, a computação quântica poderia ameaçar a segurança cibernética, pois poderia quebrar os sistemas de criptografia atuais.

    Diante desse cenário, o que pode ser feito para aliviar a carga e acelerar os benefícios da computação quântica para a sociedade? O estudo da McKinsey sugere algumas medidas, como:

    • Financiamento governamental: Os governos podem investir em pesquisa e desenvolvimento, educação e infraestrutura para estimular a inovação e a competitividade na área de computação quântica. Eles também podem criar regulamentações e padrões para garantir a segurança e a ética no uso da tecnologia.

    • Desenvolvimento de uma linguagem comum: As empresas e os pesquisadores podem colaborar para criar uma linguagem comum e padronizada para programar e operar os computadores quânticos. Isso facilitaria a comunicação, o compartilhamento de conhecimento e a interoperabilidade entre diferentes plataformas e fornecedores.

    • Construção de uma internet quântica: A internet quântica é uma rede que permite a transmissão de informações quânticas entre diferentes locais, usando fótons ou átomos como portadores. Ela poderia aumentar a velocidade, a eficiência e a segurança da comunicação quântica, além de permitir novas aplicações como teletransporte quântico, distribuição de chaves quânticas e computação distribuída.

    A computação quântica é uma tecnologia disruptiva que pode mudar o mundo como o conhecemos. Ela oferece oportunidades e desafios para a economia mundial, que devem ser enfrentados com planejamento, cooperação e responsabilidade. Assim, poderemos aproveitar ao máximo o potencial dessa tecnologia para o bem da humanidade.

    Ela se baseia nos princípios da mecânica quântica, que descrevem o comportamento das partículas subatômicas, para realizar operações que seriam impossíveis ou muito lentas para os computadores clássicos. Com isso, ela poderia trazer avanços em áreas como simulação de materiais, otimização de processos e aprendizado de máquina, que poderiam ter impactos positivos em setores como energia, saúde, finanças e segurança.

    No entanto, a computação quântica também traz riscos e incertezas para a economia mundial. Um estudo recente da consultoria McKinsey estimou que a introdução de computadores quânticos comerciais poderia resultar em perdas econômicas no PIB per capita de aproximadamente US$ 13.000 em 15 anos, ou US$ 310 bilhões por ano nos Estados Unidos. Essas perdas seriam causadas pelos altos custos de integração, aprendizagem e segurança que as empresas e os governos teriam que enfrentar para se adaptar à nova tecnologia. Além disso, a computação quântica poderia ameaçar a segurança cibernética, pois poderia quebrar os sistemas de criptografia atuais.

    Diante desse cenário, o que pode ser feito para aliviar a carga e acelerar os benefícios da computação quântica para a sociedade? O estudo da McKinsey sugere algumas medidas, como:

    • Financiamento governamental: Os governos podem investir em pesquisa e desenvolvimento, educação e infraestrutura para estimular a inovação e a competitividade na área de computação quântica. Eles também podem criar regulamentações e padrões para garantir a segurança e a ética no uso da tecnologia.

    • Desenvolvimento de uma linguagem comum: As empresas e os pesquisadores podem colaborar para criar uma linguagem comum e padronizada para programar e operar os computadores quânticos. Isso facilitaria a comunicação, o compartilhamento de conhecimento e a interoperabilidade entre diferentes plataformas e fornecedores.

    • Construção de uma internet quântica: A internet quântica é uma rede que permite a transmissão de informações quânticas entre diferentes locais, usando fótons ou átomos como portadores. Ela poderia aumentar a velocidade, a eficiência e a segurança da comunicação quântica, além de permitir novas aplicações como teletransporte quântico, distribuição de chaves quânticas e computação distribuída.

    A computação quântica é uma tecnologia disruptiva que pode mudar o mundo como o conhecemos. Ela oferece oportunidades e desafios para a economia mundial, que devem ser enfrentados com planejamento, cooperação e responsabilidade. Assim, poderemos aproveitar ao máximo o potencial dessa tecnologia para o bem da humanidade.

  • Pesquisadores criam diodo supercondutor que pode revolucionar a computação quântica e a inteligência artificial

    Pesquisadores criam diodo supercondutor que pode revolucionar a computação quântica e a inteligência artificial

    Uma equipe liderada pela Universidade de Minnesota Twin Cities desenvolveu um novo diodo supercondutor, um componente-chave em dispositivos eletrônicos, que pode ajudar a aumentar a escala de computadores quânticos para uso industrial e melhorar o desempenho de sistemas de inteligência artificial. O trabalho foi publicado na revista Nature Communications.

    O diodo supercondutor é mais eficiente em termos de energia, pode processar vários sinais elétricos ao mesmo tempo e contém uma série de portas para controlar o fluxo de energia, uma característica que nunca havia sido integrada em um diodo supercondutor antes.

    Um diodo permite que a corrente flua em um sentido, mas não no outro, em um circuito elétrico. É essencialmente metade de um transistor, o principal elemento nos chips de computador. Os diodos são normalmente feitos com semicondutores, mas os pesquisadores estão interessados em fazê-los com supercondutores, que têm a capacidade de transferir energia sem perder nenhuma potência ao longo do caminho.

    “Queremos tornar os computadores mais poderosos, mas há alguns limites difíceis que vamos atingir em breve com nossos materiais e métodos de fabricação atuais”, disse Vlad Pribiag, autor sênior do artigo e professor associado da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Minnesota. “Precisamos de novas maneiras de desenvolver computadores, e um dos maiores desafios para aumentar o poder de computação no momento é que eles dissipam tanta energia. Então, estamos pensando em maneiras que as tecnologias supercondutoras possam ajudar com isso.”

    Os pesquisadores da Universidade de Minnesota criaram o dispositivo usando três junções Josephson, que são feitas colocando pedaços de material não supercondutor entre supercondutores. Neste caso, os pesquisadores conectaram os supercondutores com camadas de semicondutores. O design exclusivo do dispositivo permite que os pesquisadores usem tensão para controlar o comportamento do dispositivo. Seu dispositivo também tem a capacidade de processar várias entradas de sinal, enquanto os diodos típicos só podem lidar com uma entrada e uma saída. Esta característica poderia ter aplicações na computação neuromórfica, um método de engenharia de circuitos elétricos para imitar a forma como os neurônios funcionam no cérebro para melhorar o desempenho dos sistemas de inteligência artificial.

    “O dispositivo que fizemos tem uma eficiência energética próxima à mais alta que já foi mostrada, e pela primeira vez, mostramos que você pode adicionar portas e aplicar campos elétricos para ajustar esse efeito”, explicou Mohit Gupta, primeiro autor do artigo e estudante de doutorado na Escola de Física e Astronomia da Universidade de Minnesota.

    Os pesquisadores esperam que seu dispositivo possa contribuir para o avanço da computação quântica, uma tecnologia emergente que usa os princípios da mecânica quântica para realizar cálculos muito mais rápidos e complexos do que os computadores convencionais. Os diodos supercondutores podem servir como junções controláveis entre os componentes-chave dos computadores quânticos conhecidos como qubits, que também minimizam as interações perturbadoras entre os qubits.

    O estudo foi financiado pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE), pela Fundação Nacional da Ciência (NSF) e pela Iniciativa MnDRIVE da Universidade de Minnesota.

    Fonte: Link.

    O diodo supercondutor é mais eficiente em termos de energia, pode processar vários sinais elétricos ao mesmo tempo e contém uma série de portas para controlar o fluxo de energia, uma característica que nunca havia sido integrada em um diodo supercondutor antes.

    Um diodo permite que a corrente flua em um sentido, mas não no outro, em um circuito elétrico. É essencialmente metade de um transistor, o principal elemento nos chips de computador. Os diodos são normalmente feitos com semicondutores, mas os pesquisadores estão interessados em fazê-los com supercondutores, que têm a capacidade de transferir energia sem perder nenhuma potência ao longo do caminho.

    “Queremos tornar os computadores mais poderosos, mas há alguns limites difíceis que vamos atingir em breve com nossos materiais e métodos de fabricação atuais”, disse Vlad Pribiag, autor sênior do artigo e professor associado da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Minnesota. “Precisamos de novas maneiras de desenvolver computadores, e um dos maiores desafios para aumentar o poder de computação no momento é que eles dissipam tanta energia. Então, estamos pensando em maneiras que as tecnologias supercondutoras possam ajudar com isso.”

    Os pesquisadores da Universidade de Minnesota criaram o dispositivo usando três junções Josephson, que são feitas colocando pedaços de material não supercondutor entre supercondutores. Neste caso, os pesquisadores conectaram os supercondutores com camadas de semicondutores. O design exclusivo do dispositivo permite que os pesquisadores usem tensão para controlar o comportamento do dispositivo. Seu dispositivo também tem a capacidade de processar várias entradas de sinal, enquanto os diodos típicos só podem lidar com uma entrada e uma saída. Esta característica poderia ter aplicações na computação neuromórfica, um método de engenharia de circuitos elétricos para imitar a forma como os neurônios funcionam no cérebro para melhorar o desempenho dos sistemas de inteligência artificial.

    “O dispositivo que fizemos tem uma eficiência energética próxima à mais alta que já foi mostrada, e pela primeira vez, mostramos que você pode adicionar portas e aplicar campos elétricos para ajustar esse efeito”, explicou Mohit Gupta, primeiro autor do artigo e estudante de doutorado na Escola de Física e Astronomia da Universidade de Minnesota.

    Os pesquisadores esperam que seu dispositivo possa contribuir para o avanço da computação quântica, uma tecnologia emergente que usa os princípios da mecânica quântica para realizar cálculos muito mais rápidos e complexos do que os computadores convencionais. Os diodos supercondutores podem servir como junções controláveis entre os componentes-chave dos computadores quânticos conhecidos como qubits, que também minimizam as interações perturbadoras entre os qubits.

    O estudo foi financiado pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE), pela Fundação Nacional da Ciência (NSF) e pela Iniciativa MnDRIVE da Universidade de Minnesota.

    Fonte: Link.

  • Transumanismo: Como os computadores quânticos podem nos levar a conhecer nossos outros eus no multiverso

    Transumanismo: Como os computadores quânticos podem nos levar a conhecer nossos outros eus no multiverso

    Você já imaginou como seria se você pudesse viajar para outras dimensões e ver o que outras versões de você estão fazendo? Essa é a ideia por trás do transumanismo, um movimento que busca superar os limites da condição humana usando a tecnologia.

    Um dos defensores dessa ideia é o físico David Deutsch, considerado o pai da computação quântica. Ele acredita que um dia seremos capazes de transferir nossa consciência para computadores quânticos, que poderiam acessar outras realidades paralelas.

    Mas como isso seria possível? E quais seriam as consequências?

    Em um artigo publicado na revista Popular Mechanics, a jornalista Jennifer Ouellette explora essas questões e apresenta as visões de diferentes especialistas sobre o tema.

    Ela conta que, hoje, os computadores quânticos ainda são muito incipientes para essa tarefa. E ninguém sabe realmente o que é a consciência. Mas, à medida que a computação quântica e a biologia quântica avançam, isso pode se tornar viável.

    Ouellette explica que os computadores quânticos se diferenciam dos computadores clássicos por usarem qubits, partículas subatômicas que podem assumir vários estados ao mesmo tempo, em vez de bits, que só podem ser zero ou um. Isso permite que eles testem todas as respostas quase simultaneamente.

    Além disso, os qubits podem se entrelaçar com outros qubits, mesmo que estejam distantes. Isso significa que, se você conhece o estado de um qubit, você conhece o estado de todos os qubits com os quais ele está entrelaçado. Assim, um computador quântico pode obter mais dados por consulta e resolver problemas muito mais rápido com a mesma quantidade de energia que um computador clássico.

    Deutsch acredita que os computadores quânticos resolvem problemas em parte interagindo com qubits em outros universos. E como a interpretação de muitos mundos da mecânica quântica diz que as pessoas, não apenas as partículas, também estão representadas em todos os seus estados possíveis no multiverso, ele pensa que, ao transferirmos nossa consciência para um computador quântico, poderíamos nos comunicar com nossos outros eus.

    Mas há muitos desafios e dilemas nessa proposta. Por exemplo, como escanear todo o cérebro humano e recriá-lo em um computador? Como lidar com o fato de que o cópia digital seria apenas uma réplica do original, e não o mesmo indivíduo? Como conviver com a falta de um corpo físico e suas sensações? Como evitar conflitos entre as diferentes versões de nós mesmos?

    Ouellette apresenta algumas perspectivas e argumentos sobre esses pontos, mostrando que há muito mais do que ciência envolvida nessa questão. Há também aspectos éticos, filosóficos e psicológicos.

    Um dos defensores dessa ideia é o físico David Deutsch, considerado o pai da computação quântica. Ele acredita que um dia seremos capazes de transferir nossa consciência para computadores quânticos, que poderiam acessar outras realidades paralelas.

    Mas como isso seria possível? E quais seriam as consequências?

    Em um artigo publicado na revista Popular Mechanics, a jornalista Jennifer Ouellette explora essas questões e apresenta as visões de diferentes especialistas sobre o tema.

    Ela conta que, hoje, os computadores quânticos ainda são muito incipientes para essa tarefa. E ninguém sabe realmente o que é a consciência. Mas, à medida que a computação quântica e a biologia quântica avançam, isso pode se tornar viável.

    Ouellette explica que os computadores quânticos se diferenciam dos computadores clássicos por usarem qubits, partículas subatômicas que podem assumir vários estados ao mesmo tempo, em vez de bits, que só podem ser zero ou um. Isso permite que eles testem todas as respostas quase simultaneamente.

    Além disso, os qubits podem se entrelaçar com outros qubits, mesmo que estejam distantes. Isso significa que, se você conhece o estado de um qubit, você conhece o estado de todos os qubits com os quais ele está entrelaçado. Assim, um computador quântico pode obter mais dados por consulta e resolver problemas muito mais rápido com a mesma quantidade de energia que um computador clássico.

    Deutsch acredita que os computadores quânticos resolvem problemas em parte interagindo com qubits em outros universos. E como a interpretação de muitos mundos da mecânica quântica diz que as pessoas, não apenas as partículas, também estão representadas em todos os seus estados possíveis no multiverso, ele pensa que, ao transferirmos nossa consciência para um computador quântico, poderíamos nos comunicar com nossos outros eus.

    Mas há muitos desafios e dilemas nessa proposta. Por exemplo, como escanear todo o cérebro humano e recriá-lo em um computador? Como lidar com o fato de que o cópia digital seria apenas uma réplica do original, e não o mesmo indivíduo? Como conviver com a falta de um corpo físico e suas sensações? Como evitar conflitos entre as diferentes versões de nós mesmos?

    Ouellette apresenta algumas perspectivas e argumentos sobre esses pontos, mostrando que há muito mais do que ciência envolvida nessa questão. Há também aspectos éticos, filosóficos e psicológicos.