Tag: desinformação

  • Como alguns países estão regulando as redes sociais

    Como alguns países estão regulando as redes sociais

    As redes sociais são ferramentas poderosas para a comunicação, a informação e a participação social.

    No entanto, elas também podem ser usadas para disseminar conteúdos falsos, ofensivos ou ilegais, que podem ameaçar a democracia, a convivência e os direitos humanos. Por isso, alguns países têm adotado medidas para regular as plataformas digitais e responsabilizá-las pelo que é publicado em seus espaços.

    Um dos primeiros países a legislar de maneira mais rigorosa sobre a responsabilização das redes sociais foi a Alemanha, que em 2017 instituiu o NetzDG, uma lei que obriga as empresas a removerem conteúdos manifestamente ilegais em até 24 horas, sob pena de multas milionárias. A lei também exige que as plataformas publiquem relatórios sobre as denúncias recebidas e as ações tomadas.

    Outros países da União Europeia seguiram o exemplo da Alemanha e criaram ou estão criando normas semelhantes, como a França, o Reino Unido e Portugal. Esses países buscam equilibrar o combate à desinformação e ao discurso de ódio com o respeito à liberdade de expressão e à privacidade dos usuários.

    No Brasil, o tema da regulação das redes sociais ganhou destaque após o presidente Lula defender a necessidade de regular os meios de comunicação no país e no mundo. O governo petista diz que pretende debater o assunto com a sociedade, os especialistas e os meios de mídia, além de levar a discussão ao G20 e ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

    A proposta de regulação das redes sociais divide opiniões entre aqueles que acreditam ser necessário para proteger a democracia e aqueles que temem que seja uma forma de censura. O desafio é encontrar um modelo que garanta a transparência, a accountability e a pluralidade das plataformas digitais sem violar os direitos fundamentais dos cidadãos.

    No entanto, elas também podem ser usadas para disseminar conteúdos falsos, ofensivos ou ilegais, que podem ameaçar a democracia, a convivência e os direitos humanos. Por isso, alguns países têm adotado medidas para regular as plataformas digitais e responsabilizá-las pelo que é publicado em seus espaços.

    Um dos primeiros países a legislar de maneira mais rigorosa sobre a responsabilização das redes sociais foi a Alemanha, que em 2017 instituiu o NetzDG, uma lei que obriga as empresas a removerem conteúdos manifestamente ilegais em até 24 horas, sob pena de multas milionárias. A lei também exige que as plataformas publiquem relatórios sobre as denúncias recebidas e as ações tomadas.

    Outros países da União Europeia seguiram o exemplo da Alemanha e criaram ou estão criando normas semelhantes, como a França, o Reino Unido e Portugal. Esses países buscam equilibrar o combate à desinformação e ao discurso de ódio com o respeito à liberdade de expressão e à privacidade dos usuários.

    No Brasil, o tema da regulação das redes sociais ganhou destaque após o presidente Lula defender a necessidade de regular os meios de comunicação no país e no mundo. O governo petista diz que pretende debater o assunto com a sociedade, os especialistas e os meios de mídia, além de levar a discussão ao G20 e ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

    A proposta de regulação das redes sociais divide opiniões entre aqueles que acreditam ser necessário para proteger a democracia e aqueles que temem que seja uma forma de censura. O desafio é encontrar um modelo que garanta a transparência, a accountability e a pluralidade das plataformas digitais sem violar os direitos fundamentais dos cidadãos.

  • PL das Fake News: entenda o projeto que visa combater a desinformação na internet

    PL das Fake News: entenda o projeto que visa combater a desinformação na internet

    O Projeto de Lei (PL) 2630/2020, conhecido como PL das Fake News, está em discussão na Câmara dos Deputados e tem como objetivo criar regras para regular a ação das “big techs” no Brasil e barrar a propagação de notícias falsas, entre outros pontos.

    O projeto foi inspirado em uma lei alemã que prevê multas milionárias para as plataformas que não removerem conteúdos ilegais ou ofensivos.

    O relator do projeto, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), protocolou na noite desta quinta-feira (27) seu parecer, após negociação de ajustes com bancadas nos últimos dias. A expectativa é que o mérito seja votado em plenário na próxima terça-feira (2). Se aprovado, o projeto deve voltar ao Senado, que referendou o texto original em 2020, mas precisa avaliar as mudanças para seguir à sanção presidencial.

    Entre os destaques do relatório estão a retirada da criação de uma agência regulatória para fiscalizar o cumprimento das regras previstas no projeto, sem determinação de como a aplicação da lei seria monitorada, e um trecho resguardando a livre expressão de cultos religiosos. O ponto era criticado pela oposição, que apelidou o órgão de “Ministério da Verdade”. Segundo eles, poderia haver risco de interferência ideológica na agência, com a retirada de conteúdos de opositores.

    A proposta também prevê o pagamento, por parte das plataformas, pelo conteúdo jornalístico utilizado sem que esse custo seja repassado ao usuário final. Sobre a forma do pagamento, o texto aponta que a pactuação deve ser feita entre as plataformas e as empresas jornalísticas.

    A votação do PL ganhou força no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após os atentados golpistas de 8 de janeiro e principalmente depois dos ataques a escolas em São Paulo e em Blumenau (SC).

    O PL das Fake News é alvo de polêmica e divide opiniões entre especialistas, entidades e parlamentares. Alguns defendem que o projeto é necessário para combater a desinformação e proteger os direitos fundamentais dos cidadãos na internet. Outros argumentam que o projeto pode violar a liberdade de expressão e favorecer a censura e o controle político das redes sociais.

    O projeto foi inspirado em uma lei alemã que prevê multas milionárias para as plataformas que não removerem conteúdos ilegais ou ofensivos.

    O relator do projeto, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), protocolou na noite desta quinta-feira (27) seu parecer, após negociação de ajustes com bancadas nos últimos dias. A expectativa é que o mérito seja votado em plenário na próxima terça-feira (2). Se aprovado, o projeto deve voltar ao Senado, que referendou o texto original em 2020, mas precisa avaliar as mudanças para seguir à sanção presidencial.

    Entre os destaques do relatório estão a retirada da criação de uma agência regulatória para fiscalizar o cumprimento das regras previstas no projeto, sem determinação de como a aplicação da lei seria monitorada, e um trecho resguardando a livre expressão de cultos religiosos. O ponto era criticado pela oposição, que apelidou o órgão de “Ministério da Verdade”. Segundo eles, poderia haver risco de interferência ideológica na agência, com a retirada de conteúdos de opositores.

    A proposta também prevê o pagamento, por parte das plataformas, pelo conteúdo jornalístico utilizado sem que esse custo seja repassado ao usuário final. Sobre a forma do pagamento, o texto aponta que a pactuação deve ser feita entre as plataformas e as empresas jornalísticas.

    A votação do PL ganhou força no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após os atentados golpistas de 8 de janeiro e principalmente depois dos ataques a escolas em São Paulo e em Blumenau (SC).

    O PL das Fake News é alvo de polêmica e divide opiniões entre especialistas, entidades e parlamentares. Alguns defendem que o projeto é necessário para combater a desinformação e proteger os direitos fundamentais dos cidadãos na internet. Outros argumentam que o projeto pode violar a liberdade de expressão e favorecer a censura e o controle político das redes sociais.

  • Como o PL das Fake News pode blindar os parlamentares na internet?

    Como o PL das Fake News pode blindar os parlamentares na internet?

    O Projeto de Lei n° 2630, de 2020, também conhecido como Lei das Fake News, é uma proposta que visa regulamentar as redes sociais e os serviços de mensagens privadas, estabelecendo normas de transparência e responsabilidade para o combate à desinformação e ao aumento da transparência na internet.

    O PL foi aprovado pelo Senado Federal em junho de 2020 e está em tramitação na Câmara dos Deputados, onde recebeu urgência para votação em abril de 2023.

    Um dos pontos mais polêmicos do PL é o que diz respeito à imunidade parlamentar, ou seja, a garantia constitucional de que os parlamentares não podem ser processados ou presos por suas opiniões, palavras e votos. O texto original do PL previa que as plataformas deveriam suspender ou excluir conteúdos considerados falsos ou enganosos, independentemente da origem ou da autoria, o que poderia atingir também os parlamentares. No entanto, o relator do PL na Câmara, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), apresentou um substitutivo que exclui os parlamentares dessa regra, mantendo a imunidade parlamentar para as manifestações nas redes sociais.

    Essa mudança gerou críticas de alguns setores da sociedade civil e de especialistas em direito digital, que alegam que o PL pode criar uma espécie de “casta privilegiada” na internet, que poderia disseminar conteúdos falsos ou ofensivos sem sofrer as consequências. Por outro lado, alguns parlamentares defendem que a imunidade é uma garantia da liberdade de expressão e da independência do Poder Legislativo.

    O debate sobre o PL das Fake News ainda está longe de terminar e envolve questões complexas e sensíveis sobre os limites e os direitos dos usuários da internet. O desafio é encontrar um equilíbrio entre a proteção da democracia e da informação verídica e a preservação da liberdade de manifestação e da diversidade de opiniões.

    O PL foi aprovado pelo Senado Federal em junho de 2020 e está em tramitação na Câmara dos Deputados, onde recebeu urgência para votação em abril de 2023.

    Um dos pontos mais polêmicos do PL é o que diz respeito à imunidade parlamentar, ou seja, a garantia constitucional de que os parlamentares não podem ser processados ou presos por suas opiniões, palavras e votos. O texto original do PL previa que as plataformas deveriam suspender ou excluir conteúdos considerados falsos ou enganosos, independentemente da origem ou da autoria, o que poderia atingir também os parlamentares. No entanto, o relator do PL na Câmara, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), apresentou um substitutivo que exclui os parlamentares dessa regra, mantendo a imunidade parlamentar para as manifestações nas redes sociais.

    Essa mudança gerou críticas de alguns setores da sociedade civil e de especialistas em direito digital, que alegam que o PL pode criar uma espécie de “casta privilegiada” na internet, que poderia disseminar conteúdos falsos ou ofensivos sem sofrer as consequências. Por outro lado, alguns parlamentares defendem que a imunidade é uma garantia da liberdade de expressão e da independência do Poder Legislativo.

    O debate sobre o PL das Fake News ainda está longe de terminar e envolve questões complexas e sensíveis sobre os limites e os direitos dos usuários da internet. O desafio é encontrar um equilíbrio entre a proteção da democracia e da informação verídica e a preservação da liberdade de manifestação e da diversidade de opiniões.