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  • Estrelas antigas criaram elementos mais pesados do que os da Terra, dizem cientistas

    Estrelas antigas criaram elementos mais pesados do que os da Terra, dizem cientistas

    Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu que as estrelas antigas eram capazes de produzir elementos com massas atômicas maiores do que 260, mais pesados do que qualquer elemento da tabela periódica encontrado naturalmente na Terra.

    A descoberta aprofunda nossa compreensão da formação de elementos nas estrelas.

    Nós somos, literalmente, feitos de poeira de estrelas. As estrelas são fábricas de elementos, onde os elementos constantemente se fundem ou se quebram para criar outros elementos mais leves ou mais pesados.

    Quando nos referimos a elementos leves ou pesados, estamos falando de suas massas atômicas. De modo geral, a massa atômica é baseada no número de prótons e nêutrons no núcleo de um átomo desse elemento.

    Os elementos mais pesados só são conhecidos por serem criados em estrelas de nêutrons, através do processo de captura rápida de nêutrons, ou r-processo. Imagine um único núcleo atômico flutuando em uma sopa de nêutrons. De repente, um monte desses nêutrons fica preso ao núcleo em um período de tempo muito curto – geralmente em menos de um segundo – e depois passa por algumas mudanças internas de nêutron para próton, e voilà! Um elemento pesado, como ouro, platina ou urânio, se forma.

    Os elementos mais pesados são instáveis ou radioativos, o que significa que eles decaem ao longo do tempo. Uma maneira de fazer isso é se dividindo, um processo chamado fissão.

    “O r-processo é necessário se você quiser fazer elementos que são mais pesados do que, digamos, chumbo e bismuto”, diz Ian Roederer, professor associado de física na North Carolina State University e autor principal da pesquisa. Roederer trabalhava anteriormente na Universidade de Michigan.

    “Você tem que adicionar muitos nêutrons muito rapidamente, mas o problema é que você precisa de muita energia e muitos nêutrons para fazer isso”, diz Roederer.

    “Nós temos uma ideia geral de como o r-processo funciona, mas as condições do processo são bastante extremas”, diz Roederer. “Nós não temos uma boa noção de quantos tipos diferentes de locais no universo podem gerar o r-processo, nem de como o r-processo termina.”

    Os pesquisadores analisaram a luz emitida por 15 estrelas antigas, localizadas a cerca de 10 mil anos-luz da Terra, usando o telescópio Magellan Clay, no Chile. Eles descobriram que essas estrelas tinham traços de elementos pesados, como tálio, polônio e astato, que têm massas atômicas entre 204 e 219. Esses elementos são produtos de fissão de elementos ainda mais pesados, que devem ter sido criados pelo r-processo nas estrelas.

    “Isso nos mostra que o r-processo nas estrelas antigas foi capaz de produzir elementos com massas atômicas maiores do que 260, que é o limite superior dos elementos que podemos estudar na Terra”, diz Roederer. “Isso nos dá uma nova janela para entender como os elementos pesados se formaram no universo.”

    O estudo foi publicado na revista Nature Astronomy e contou com a participação de pesquisadores da Austrália, Brasil, China, Dinamarca, Estados Unidos, França, Itália e Reino Unido.

    Fonte: Link.

    A descoberta aprofunda nossa compreensão da formação de elementos nas estrelas.

    Nós somos, literalmente, feitos de poeira de estrelas. As estrelas são fábricas de elementos, onde os elementos constantemente se fundem ou se quebram para criar outros elementos mais leves ou mais pesados.

    Quando nos referimos a elementos leves ou pesados, estamos falando de suas massas atômicas. De modo geral, a massa atômica é baseada no número de prótons e nêutrons no núcleo de um átomo desse elemento.

    Os elementos mais pesados só são conhecidos por serem criados em estrelas de nêutrons, através do processo de captura rápida de nêutrons, ou r-processo. Imagine um único núcleo atômico flutuando em uma sopa de nêutrons. De repente, um monte desses nêutrons fica preso ao núcleo em um período de tempo muito curto – geralmente em menos de um segundo – e depois passa por algumas mudanças internas de nêutron para próton, e voilà! Um elemento pesado, como ouro, platina ou urânio, se forma.

    Os elementos mais pesados são instáveis ou radioativos, o que significa que eles decaem ao longo do tempo. Uma maneira de fazer isso é se dividindo, um processo chamado fissão.

    “O r-processo é necessário se você quiser fazer elementos que são mais pesados do que, digamos, chumbo e bismuto”, diz Ian Roederer, professor associado de física na North Carolina State University e autor principal da pesquisa. Roederer trabalhava anteriormente na Universidade de Michigan.

    “Você tem que adicionar muitos nêutrons muito rapidamente, mas o problema é que você precisa de muita energia e muitos nêutrons para fazer isso”, diz Roederer.

    “Nós temos uma ideia geral de como o r-processo funciona, mas as condições do processo são bastante extremas”, diz Roederer. “Nós não temos uma boa noção de quantos tipos diferentes de locais no universo podem gerar o r-processo, nem de como o r-processo termina.”

    Os pesquisadores analisaram a luz emitida por 15 estrelas antigas, localizadas a cerca de 10 mil anos-luz da Terra, usando o telescópio Magellan Clay, no Chile. Eles descobriram que essas estrelas tinham traços de elementos pesados, como tálio, polônio e astato, que têm massas atômicas entre 204 e 219. Esses elementos são produtos de fissão de elementos ainda mais pesados, que devem ter sido criados pelo r-processo nas estrelas.

    “Isso nos mostra que o r-processo nas estrelas antigas foi capaz de produzir elementos com massas atômicas maiores do que 260, que é o limite superior dos elementos que podemos estudar na Terra”, diz Roederer. “Isso nos dá uma nova janela para entender como os elementos pesados se formaram no universo.”

    O estudo foi publicado na revista Nature Astronomy e contou com a participação de pesquisadores da Austrália, Brasil, China, Dinamarca, Estados Unidos, França, Itália e Reino Unido.

    Fonte: Link.

  • Os melhores observatórios e planetários do Brasil para você conhecer o universo

    Os melhores observatórios e planetários do Brasil para você conhecer o universo

    Você já se perguntou como é o céu noturno em diferentes lugares do Brasil? Você já quis ver de perto as estrelas, os planetas e a lua?

    Você já quis aprender mais sobre a astronomia e a ciência do universo? Se você respondeu sim a alguma dessas perguntas, então você vai gostar de saber que existem vários observatórios e planetários espalhados pelo país que oferecem experiências incríveis para os amantes do espaço.

    Neste artigo, nós vamos te apresentar alguns dos melhores lugares que você pode visitar para observar o céu, assistir a sessões de projeção, participar de exposições interativas e muito mais. Confira a nossa lista e prepare-se para embarcar em uma viagem pelo cosmos!

    • CEU – Centro de Estudos do Universo: Localizado em Brotas, São Paulo, este observatório é um dos maiores e mais modernos da América Latina. Ele conta com telescópios grandes e potentes que permitem visualizar objetos celestes com detalhes impressionantes. Além disso, ele tem uma equipe de professores qualificados que explicam tudo sobre o que se vê no céu e respondem às dúvidas dos visitantes. O CEU também oferece cursos, palestras, oficinas e eventos especiais relacionados à astronomia.

    • Planetário do Ibirapuera: Localizado no Parque Ibirapuera, em São Paulo, este planetário é um dos mais antigos e tradicionais do Brasil. Ele tem uma cúpula de 18 metros de diâmetro que projeta o céu de qualquer lugar e época do ano. Ele também exibe filmes sobre temas astronômicos que encantam crianças e adultos. O Planetário do Ibirapuera tem uma programação variada e gratuita que inclui sessões de observação do sol, da lua e dos planetas.

    • Arraial do Céu: Localizado em Arraial do Cabo, Rio de Janeiro, este observatório é um dos mais charmosos e aconchegantes do Brasil. Ele fica em uma pousada que tem uma vista privilegiada para o mar e para o céu. Ele dispõe de telescópios e binóculos que permitem apreciar as belezas do firmamento com clareza e nitidez. Ele também tem um astrônomo que acompanha os visitantes e conta curiosidades sobre as constelações, as fases da lua e os fenômenos celestes.

    • Espaço do Conhecimento UFMG: Localizado em Belo Horizonte, Minas Gerais, este centro de ciências e planetário é um dos mais completos e interativos do Brasil. Ele tem um planetário que simula o céu de qualquer lugar do mundo com imagens em alta definição. Ele também tem um observatório astronômico no terraço que permite observar o sol, a lua e as estrelas com telescópios profissionais. Além disso, ele tem várias exposições permanentes e temporárias que abordam temas como o sistema solar, a origem da vida, a evolução humana e a sustentabilidade.

    • Polo Astronômico Casimiro Montenegro Filho: Localizado na Usina Hidrelétrica de Itaipu, Paraná, este polo astronômico é um dos mais inovadores e tecnológicos do Brasil. Ele tem uma cúpula geodésica que abriga um planetário digital que reproduz o céu de qualquer lugar e hora com precisão. Ele também tem uma plataforma de observação que permite ver o sol e as estrelas com telescópios sofisticados. Além disso, ele tem um museu interativo que explica conceitos como gravidade, luz, energia e tempo.

    Esses são apenas alguns exemplos de observatórios e planetários que você pode encontrar no Brasil. Existem muitos outros lugares que também valem a pena ser visitados por quem se interessa pelo universo e pela astronomia. 

    Você já quis aprender mais sobre a astronomia e a ciência do universo? Se você respondeu sim a alguma dessas perguntas, então você vai gostar de saber que existem vários observatórios e planetários espalhados pelo país que oferecem experiências incríveis para os amantes do espaço.

    Neste artigo, nós vamos te apresentar alguns dos melhores lugares que você pode visitar para observar o céu, assistir a sessões de projeção, participar de exposições interativas e muito mais. Confira a nossa lista e prepare-se para embarcar em uma viagem pelo cosmos!

    • CEU – Centro de Estudos do Universo: Localizado em Brotas, São Paulo, este observatório é um dos maiores e mais modernos da América Latina. Ele conta com telescópios grandes e potentes que permitem visualizar objetos celestes com detalhes impressionantes. Além disso, ele tem uma equipe de professores qualificados que explicam tudo sobre o que se vê no céu e respondem às dúvidas dos visitantes. O CEU também oferece cursos, palestras, oficinas e eventos especiais relacionados à astronomia.

    • Planetário do Ibirapuera: Localizado no Parque Ibirapuera, em São Paulo, este planetário é um dos mais antigos e tradicionais do Brasil. Ele tem uma cúpula de 18 metros de diâmetro que projeta o céu de qualquer lugar e época do ano. Ele também exibe filmes sobre temas astronômicos que encantam crianças e adultos. O Planetário do Ibirapuera tem uma programação variada e gratuita que inclui sessões de observação do sol, da lua e dos planetas.

    • Arraial do Céu: Localizado em Arraial do Cabo, Rio de Janeiro, este observatório é um dos mais charmosos e aconchegantes do Brasil. Ele fica em uma pousada que tem uma vista privilegiada para o mar e para o céu. Ele dispõe de telescópios e binóculos que permitem apreciar as belezas do firmamento com clareza e nitidez. Ele também tem um astrônomo que acompanha os visitantes e conta curiosidades sobre as constelações, as fases da lua e os fenômenos celestes.

    • Espaço do Conhecimento UFMG: Localizado em Belo Horizonte, Minas Gerais, este centro de ciências e planetário é um dos mais completos e interativos do Brasil. Ele tem um planetário que simula o céu de qualquer lugar do mundo com imagens em alta definição. Ele também tem um observatório astronômico no terraço que permite observar o sol, a lua e as estrelas com telescópios profissionais. Além disso, ele tem várias exposições permanentes e temporárias que abordam temas como o sistema solar, a origem da vida, a evolução humana e a sustentabilidade.

    • Polo Astronômico Casimiro Montenegro Filho: Localizado na Usina Hidrelétrica de Itaipu, Paraná, este polo astronômico é um dos mais inovadores e tecnológicos do Brasil. Ele tem uma cúpula geodésica que abriga um planetário digital que reproduz o céu de qualquer lugar e hora com precisão. Ele também tem uma plataforma de observação que permite ver o sol e as estrelas com telescópios sofisticados. Além disso, ele tem um museu interativo que explica conceitos como gravidade, luz, energia e tempo.

    Esses são apenas alguns exemplos de observatórios e planetários que você pode encontrar no Brasil. Existem muitos outros lugares que também valem a pena ser visitados por quem se interessa pelo universo e pela astronomia. 

  • Cientistas identificam objeto 10 milhões de vezes mais brilhante que o Sol

    Cientistas identificam objeto 10 milhões de vezes mais brilhante que o Sol

    Os astrônomos da NASA encontraram alguns objetos espaciais que estão quebrando as leis da física. Esses objetos são chamados de fontes ultraluminosas de raios-X (ULXs), e emitem cerca de 10 milhões de vezes mais energia do que o Sol.

    Uma dessas ULXs, chamada de M82 X-2, é na verdade uma estrela de nêutrons, que é um núcleo de uma estrela morta muito densa e com uma atração gravitacional enorme. Essa estrela de nêutrons está roubando material de uma estrela vizinha e produzindo explosões gigantescas, que geram o brilho impressionante.

    O mais surpreendente é que essa ULX está ultrapassando o limite de Eddington, que é uma lei física que determina o quão brilhante algo de um determinado tamanho pode ser. Se esse limite for excedido, o objeto deveria se explodir em pedaços. Mas isso não acontece com a M82 X-2. A hipótese dos cientistas é que o campo magnético forte da estrela de nêutrons muda a forma dos átomos, fazendo com que eles fiquem mais juntos e resistam à pressão da luz.

    Essa descoberta mostra que ainda há muito a aprender sobre o universo e os fenômenos que ocorrem nele. As ULXs são objetos fascinantes que desafiam a física e nos fazem questionar os limites da natureza.

    Uma dessas ULXs, chamada de M82 X-2, é na verdade uma estrela de nêutrons, que é um núcleo de uma estrela morta muito densa e com uma atração gravitacional enorme. Essa estrela de nêutrons está roubando material de uma estrela vizinha e produzindo explosões gigantescas, que geram o brilho impressionante.

    O mais surpreendente é que essa ULX está ultrapassando o limite de Eddington, que é uma lei física que determina o quão brilhante algo de um determinado tamanho pode ser. Se esse limite for excedido, o objeto deveria se explodir em pedaços. Mas isso não acontece com a M82 X-2. A hipótese dos cientistas é que o campo magnético forte da estrela de nêutrons muda a forma dos átomos, fazendo com que eles fiquem mais juntos e resistam à pressão da luz.

    Essa descoberta mostra que ainda há muito a aprender sobre o universo e os fenômenos que ocorrem nele. As ULXs são objetos fascinantes que desafiam a física e nos fazem questionar os limites da natureza.