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  • Ex-presidente do BC diz nos EUA que liberalismo é tendência clara desta eleição

    O ex-presidente do Banco Central do Brasil e ex-secretário adjunto de Política Econômica, Gustavo Franco, afirmou hoje (6), nos Estados Unidos, que há uma tendência clara nas eleições brasileiras deste ano de focar em ideias “pró mercado, mais liberais”. Segundo ele, há um interesse de muitos candidatos nessas ideias, o que deve impactar a próxima administração do país.

    A afirmação foi feita em Boston, onde Franco participou de um painel da Brazil Conference, evento promovido por alunos brasileiros das universidades de Harvard e do Massachussets Institute of Technology (MIT). Também participou do painel a economista Sandra Rios, diretora do Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento (Cindes), entidade independente que objetiva contribuir para o debate sobre as relações entre desenvolvimento e integração internacional do Brasil.

    Ela concordou que há uma convergência em torno de uma agenda liberal e disse que essa tendência pode propiciar mais investimentos no país, já que existe “liquidez internacional grande e capital em busca de bons projetos” no mercado financeiro internacional. “E não faltam bons projetos no Brasil, falta regulação adequada e ambiente econômico adequado para que esses capitais possam vir”, destacou.

    Segundo Sandra, “a percepção de que um candidato reformista, pró mercado, pró privatização e abertura da economia vai atrair investimento para o Brasil” representa um impacto positivo sobre as expectativas dos investidores.

    Modelos

    Em Boston, os dois economistas discutiram modelos de crescimento para o Brasil. Para Sandra, “qualquer candidato que seja eleito vai ter que enfrentar uma agenda que não vai escapar de determinados assuntos: reforma da previdência, reorganização fiscal e abertura da economia ao comércio internacional”.

    Já para Gustavo Franco o modelo ideal deveria estar pautado em responsabilidade fiscal, concorrência, e foco no empreendedorismo: “isso significa retirar um tanto da ênfase de luta de classes, como por exemplo na legislação trabalhista, que termina sendo uma dor de cabeça imensa do ponto de vista de produtividade, competitividade, relações de trabalho”.

    Guerra comercial

    Sandra Rios afirmou que, apesar da atual discussão sobre recrudescimento do protecionismo no mundo, essa tendência não deve durar, já que o ambiente internacional não é ainda predominantemente protecionista. “A economia americana e o ambiente político americano vão perceber que esta estratégia é um tiro no pé”, disse, se referindo a iniciativas recentes adotadas pelo governo Trump, taxando importações. Segundo ela, as empresas norte-americanas vão ficar menos competitivas e produtivas e acabar perdendo espaço.

    A economista também destacou a importância de o Brasil ser mais aberto comercialmente. “O Brasil é uma economia das menos integradas no mundo entre os países em desenvolvimento. Então, debater a abertura comercial é do interesse do Brasil, independente do que a gente venha a conseguir em termos de eliminação de barreiras. Esta estrutura de proteção comercial que prevalece no Brasil é incompatível com qualquer possibilidade de crescimento econômico”, afirmou.

    Confiança na Democracia

    Segundo Franco, as eleições deste ano devem servir para trazer consenso ao país. Ele alertou para a atual desconfiança com a democracia, que, segundo ele, “é um sistema imperfeito, a gente sabe, e algumas das suas imperfeições ficam ainda mais flagrantes na presença de um mau governo. Nós tivemos dois seguidos, no meu modo de entender. Dois maus presidentes. Este agora e a anterior”.

    Ainda assim, ele demonstrou confiança no sistema democrático: “É possível sim existirem coalizões políticas, é possível haver negociação politica sem que isso necessariamente signifique corrupção e desperdício de recursos públicos”, afirmou.

    Gustavo Franco afirmou que é necessário que os candidatos a presidente demonstrem comprometimento com uma política econômica de longo prazo consistente e coerente. Segundo ele, o empresariado precisa “entender a sequência do plano de voo”.

    “Em muitos casos o empresariado, os empreendedores brasileiros gostariam de ver um programa liberal. Mas não se tem muita firmeza de que determinado candidato gosta mesmo daquelas ideias. Então um compromisso de longo prazo ajuda. Sobretudo esses candidatos que a gente não sabe bem se são liberais de verdade ou estão sendo oportunistas”, afirmou Franco. Por: Agência Brasil

  • Mulher invade sede do YouTube nos EUA, fere 4 pessoas e comete suicídio

    Uma mulher invadiu nesta terça-feira (3) a sede do YouTube na cidade de San Bruno, na Califórnia, no oeste dos Estados Unidos, deixou quatro pessoas feridas e depois se matou. As informações são da Agência EFE.

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    O chefe da polícia de San Bruno, Ed Barberini, afirmou em entrevista coletiva que a mulher suspeita aparentemente cometeu suicídio após invadir a sede da empresa.

    O incidente, que ocorreu por volta das 12h46 (horário local, 17h46 em Brasília), fez com que a polícia de San Bruno enviasse vários agentes para a região, retirando centenas de pessoas que ainda estavam na sede do YouTube e em prédios próximos.

    Barberini não detalhou o estado de saúde das quatro vítimas, mas declarou que foram transferidas a hospitais da região para serem atendidas.

    Em entrevista coletiva anterior, Brent Andrew, porta-voz do Zuckerberg San Francisco General Hospital, disse aos jornalistas que esse centro recebeu três vítimas do tiroteio, das quais uma é um homem que se encontra em estado crítico.

    As autoridades indicaram que se trata de uma investigação ativa e que ainda não sabem quais podem ser os motivos por trás deste incidente.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na sua conta do Twitter uma mensagem após ter sido informado sobre o ocorrido: “Nossos pensamentos e orações estão com todos os afetados”.

    A sede do YouTube no Vale Do silício, o coração da indústria tecnológica nos Estados Unidos, é um grande complexo formado por três edifícios na Cherry Avenue de San Bruno, muito perto da estrada Interestadual 380.

    As emissoras de televisão locais mostraram hoje vários veículos e oficiais da polícia desdobrados na área, enquanto dezenas de pessoas foram escoltadas para locais seguros com os braços para o alto.

    O Google, que é dono do YouTube, publicou uma mensagem na sua conta do Twitter em referência a esta situação: “Estamos em coordenação com as autoridades e proporcionaremos informação oficial do Google e do YouTube quando estiver disponível”.

    Por outro lado, diferentes pessoas afirmaram nas redes sociais que houve um tiroteio na sede do YouTube.

    Vadim Lavrusik, que em sua conta do Twitter se identifica como funcionário do YouTube, assegurou que havia “escutados disparos” e que havia “gente correndo”.

    Este funcionário relatou que primeiro se refugiou em um quarto junto a outros companheiros e posteriormente disse que tinha sido retirado dali e que se encontrava a salvo.

    “Estávamos sentados em reunião quando ouvimos pessoas correndo porque o chão estava tremendo. A primeira coisa em que pensei é que era um terremoto”, escreveu no Twitter Todd Sherman, que nesta rede social também se apresenta como funcionário do YouTube.

    “Nós nos dirigimos para a saída e então vimos mais gente e alguém disse que havia uma pessoa com uma arma”, acrescentou.

  • Globo irá produzir “Amores Roubados” nos Estados Unidos

    Após fechar um acordo de coprodução internacional com Telemundo, a Globo irá produzir uma versão em espanhol e inglês da minissérie ‘Amores Roubados’, sucesso no canal em 2014. No Brasil, a obra foi protagonizada por Cauã Reymond e Isis Valverde e, dessa vez, irá tentar a sorte com o público latino e norte-americano.

    Silvio de Abreu, diretor, e George Moura, autor, foram a Miami para acertar detalhes da produção.

    A Globo fará o acompanhamento das gravações, que será feita com atores latinos e americanos.

    A minissérie será exibida nos Estados Unidos e em quase toda a América de língua espanhola.

  • Meteorito ilumina céu nos EUA e causa terremoto em Michigan

    Moradores da área metropolitana de Detroit foram abalados na noite desta terça-feira (16) por um meteoro cruzou e explodiu no céu. O US Geological Survey informou que o meteorito explodiu a cerca de 8 km ao sudoeste de New Haven, Michigan, iluminando os céus e causando um terremoto de magnitude 2.0.

    Autoridades da NASA confirmaram ao Detroit News que o meteoro foi registrado em uma câmera que opera no Oberlin College, em Ohio. A American Meteor Society recebeu mais de 355 relatórios da bola de fogo no céu, visto na madrugada de 16 de janeiro.

    O objeto foi visto principalmente por todo o estado de Michigan, mas a AMS também recebeu relatórios de Illinois, Pensilvânia, Ohio, Indiana, Missouri e Ontário.

    “É provável que haja meteoritos no solo perto desta região”, relata a AMS.

    O meteoro foi considerado grande quando entrou na atmosfera, mas movendo-se relativamente devagar para um meteoro, apenas cerca de 45,0616 km/h, de acordo com a AMS, permitindo que penetrasse profundamente na atmosfera antes de explodir.

    Para comparação, o grande meteoro de Chelyabinsk que explodiu sobre o oeste da Rússia em fevereiro de 2013, causando danos e lesões nas propriedades, tinha cerca de 20 metros de diâmetro e movia-se em mais de 40,000 mph.

    Grandes meteoros explodem nos céus periodicamente, muitas vezes iluminando a noite tão brilhante quanto o sol. No entanto, os meteoros no meio-oeste dos Estados Unidos são raros.

  • Mortalidade por câncer nos EUA está caindo a cada ano

    A taxa de mortalidade por câncer nos EUA caiu 1,7% de 2014 para 2015, continuando uma queda que começou em 1991 e atingiu um total de 26% em 2017, resultando num total de quase 2,4 milhões a menos de pessoas mortas por câncer durante esse período.

    Os dados foram divulgados no Cancer Statistics 2018, o relatório anual da Sociedade Americana do Câncer sobre incidência, mortalidade e sobrevivência à doença. O relatório estima que haverá 1.735.350 novos casos de câncer e 609.640 mortes por câncer nos Estados Unidos em 2018.

    A taxa de mortalidade por câncer caiu 26% do seu pico registrado em 1991, de 215,1 casos por 100.000 habitantes para 158,6 casos por 100.000 em 2015. A queda é atribuída a reduções constantes no tabagismo e avanços na detecção e tratamento precoce. No geral, o resultado é impulsionado pela diminuição das taxas de mortalidade para os quatro principais tipos de câncer: o de pulmão (que diminuiu 45% entre 1990 e 2015 entre os homens e 19% entre 2002 e 2015 entre as mulheres); mama feminino (redução de 39% entre 1989 e 2015), próstata (redução de 52% entre 1993 e 2015) e colorretal (redução de 52% entre 1970 e 2015).

    A incidência de câncer de fígado continua a crescer rapidamente entre mulheres, mas parece estar se estabilizando em homens. Já o aumento rápido a longo prazo da incidência do melanoma parece estar diminuir, principalmente entre os grupos etários mais jovens. As taxas de incidência de câncer de tireoide também podem ter começado a se estabilizar nos últimos anos.

    O relatório também mostrou que o declínio da mortalidade por câncer foi maior em homens do que em mulheres.