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  • Febre amarela: 47 mortes são confirmadas no Rio de Janeiro

    A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro confirmou nessa quarta-feira (28/02) novas mortes por febre amarela no estado. O Rio já soma 47 mortes e 103 casos confirmados da doença, em 21 municípios de várias regiões.

    O maior número de mortes foi registrado em Angra dos Reis, que soma 11. Em Teresópolis e Valença, foram seis mortes em cada município. Em Nova Friburgo e Cantagalo, foram três mortes (cada).

    Quatro municípios registraram duas mortes: Rio das Flores, Sumidouro, Engenheiro Paulo de Frontin e Trajano de Moraes.

    Também tiveram mortes as cidades de Miguel Pereira, Duas Barras, Vassouras, Paraíba do Sul, Carmo, Maricá, Mangaratiba, Piraí, Cachoeiras de Macacu e Rio Claro.

  • O que você precisa saber sobre a vacina fracionada contra febre amarela

    Já tomou a vacina contra a febre amarela? Segundo o Ministério da Saúde, o país registrou 130 casos de febre amarela entre 1º de julho de 2017 a 23 de janeiro deste ano. Destes, 53 vieram a óbito e outros 162 casos suspeitos estão sob investigação.

    Este aumento no número de casos elevou a procura pela vacina em alguns estados e também a quantidade de dúvidas entre a população.

    Confira as principais questões abaixo:

    A vacina fracionada é mais fraca do que a normal?

    O fracionamento das vacinas surgiu como alternativa para ampliar a capacidade de imunização em estados com surto da doença.

    Cada frasco da vacina integral contra febre amarela possui cinco doses integrais, com 0,5 mililitro (ml) cada. A diferença da dose fracionada é que a quantidade aplicada é inferior: 0,1 mililitro. Por esse motivo, a sua capacidade de imunização é apenas de 8 anos, ao contrário da outra, que é vitalícia.

    Como vai funcionar o envio de senhas para as casas?

    Para evitar a formação de filas, alguns municípios do estado de São Paulo decidiram distribuir senhas nas casas das pessoas para a campanha de vacinação com dose fracionada. É o caso da capital paulista, Santos, Cubatão, Mongaguá e São Vicente.

    Segundo Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Paulo, a entrega das senhas será realizada por funcionários que passarão de casa em casa. Vale ressaltar que a entrega funcionará da mesma forma para quem reside em prédios e condomínios.

    O que fazer se não receber a senha em casa?

    A orientação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Paulo para os moradores que não receberem as visitas dos agentes, é procurar a UBS mais próxima para a retirada da senha.

    A chance de reação adversa é menor em vacinas fracionadas?

    De acordo com Marcos Boulos, coordenador do Centro de Controle de Doenças da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo, os efeitos da vacina fracionada ainda estão sendo testados, portanto, não há como dizer com precisão que a chance de reação é menor.

    No entanto, segundo Boulos, há uma expectativa de que a possibilidade de reação adversa das doses fracionadas seja, de fato, inferior em relação à vacina integral.

    Há diferença entre quem pode usar a vacina fracionada e a convencional?

    Não. A única diferença é que as pessoas que estão com viagem marcada devem tomar a vacina integral para conseguir o atestado de vacinação. Vale lembrar que a vacina contra a febre amarela deve ser aplicada pelo menos dez dias antes de qualquer viagem para locais onde há recomendação de imunização.

    Qual o risco de morrer depois de tomar a vacina da febre amarela?

    De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, a chance de morte após a vacina (integral) é de 1 para cada 450 mil doses.

    Após a aplicação, são comuns sintomas leves como dores musculares, de cabeça e febre. A reação mais grave é a doença viscerotrópica aguda. Nesses casos, a vacina provoca uma disfunção aguda de múltiplos órgãos.

    O organismo da pessoa não consegue conter a multiplicação do vírus inserido pela vacina e começa a atacar o corpo da mesma forma que o vírus selvagem. As reações podem evoluir para insuficiência renal, hepática e cardíaca, problemas de coagulação, hepatite fulminante e morte.

    Quem pode ou não ser vacinado?

    A vacina pode ser dada para crianças a partir de 9 meses e idosos com até 60 anos. Pessoas acima de 60 anos devem passar por avaliação médica.

    A imunização não está indicada para gestantes, mulheres que estejam amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (portadores de Lúpus, por exemplo).

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda apenas uma dose da vacina integral para a vida toda. Ou seja, quem já foi vacinado com a dose integral tem imunidade garantida.

    Quais são os sintomas da febre amarela?

    Segundo o Ministério da Saúde, os sintomas iniciais da febre amarela aparecem de 3 a 6 dias após a pessoa ter sido infectada e incluem febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza.

    Em casos graves, de acordo com a pasta, a pessoa pode desenvolver febre alta, hemorragia e insuficiência de múltiplos órgãos. Nesses casos, cerca de 20% a 50% das pessoas infectadas têm risco de morte.

    Como o vírus é transmitido?

    A transmissão da febre amarela é causada pela picada de mosquitos transmissores infectados. Ou seja, a doença não é passada de pessoa para pessoa.

    Existem dois ciclos diferentes de transmissão: o silvestre (quando há contágio em área rural ou de floresta e os macacos são os principais hospedeiros) e urbano (quando as pessoas são as hospedeiras do vírus).

    Qual é o tratamento indicado?

    Além da vacina como forma de prevenção contra a febre amarela, o Ministério da Saúde informa que “o tratamento é apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado”.

  • Novo medicamento contra febre amarela é testado em São Paulo

    Diante do aumento dos casos da Febre Amarela no estado de São Paulo, uma série de ações estão sendo estudadas para tratar a doença e e produzir avanços na identificação de áreas que podem ser atingidas pelo vírus.

    Teste está sendo feito com remédio para hepatite C, já que a doença é causada por mesmo vírus da doença febre amarela. Até então, a doença não tem tratamento específico.

    “Percebeu-se que o vírus da febre amarela é do mesmo grupo do vírus da hepatite C, que se beneficiou muito com o tratamento. A primeira possibilidade foi avaliar se era possível fazer a mesma coisa com o vírus da febre amarela”, explica o secretário de Estado da Saúde David Uip.

    Já foram realizados transplantes de fígado em pessoas que desenvolveram a forma grave da doença, no Hospital das Clínicas e na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), como uma forma de combater a febre.