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  • Video game pode ajudar a tratar pessoas com esquizofrenia

    Segundo um estudo conduzido pelo King’s College London’s Institute of Psychiatry, Psychology and Neuroscience e a Universidade de Roehampton, um jogo de videogame pode ser utilizado por pacientes de esquizofrenia para dominar a parte do cérebro que sofre com alucinações verbais.

    Mas não trata-se de um jogo de video game popular como Fifa ou Call Of Duty, mas sim de um game mais específico com um desafio simples, que consiste em aterrissar um foguete – usando apenas o cérebro, sem joystick.

    Os cientistas selecionaram 12 pacientes graves, que sofrem alucinações auditivas -ouvem vozes- todos os dias. Para movimentar o foguete na tela, eles tinham de imaginá-lo se mexendo na direção desejada. Isso fazia com que os cérebros dos esquizofrênicos gerassem determinados sinais elétricos – que eram captados por um aparelho de ressonância magnética e traduzidos para o game, onde o foguete se movia.

    Os pacientes relataram um efeito benéfico enquanto jogavam: eles conseguiam ignorar suas alucinações auditivas. Além disso, depois de várias partidas do jogo, eles se tornaram capazes de continuar ignorando mesmo sem a distração do game.

  • Homem morre ao jogar Star Wars em VR, na Rússia

    Somente quem é muito fã da saga Star Wars poderá entender a causa dessa morte. Um homem, de 44 anos, acabou morrendo após sofrer um acidente, enquanto desfrutava de um título de Star Wars em realidade virtual (VR*).

    Segundo investigação realizada pelo comitê russo, o homem estava jogando quando tropeçou e caiu, atravessando uma mesa de vidro. Com a queda, ele sofreu diversos ferimentos, incluindo um fatal na cabeça, que resultou em morte por perda de sangue.

    Ainda segundo o laudo médico, a vida do rapaz podia ter sido salva, caso ele tivesse buscado ajuda médica para tratar seus ferimentos imediatamente. Ao invés disso, ele preferiu o quê? Continuar jogando para avançar pra próxima fase – apostamos! Prioridades, né?

    A dúvida agora é que tipo de jogo da saga era esse, bom o bastante para perder a vida.

    *VR é um formato de jogo que inclui um óculos que aumenta a realidade, aproximando os objetos e cenários, para que a pessoa se sinta de fato dentro do jogo.

  • Atenção gamers! OMS vai reconhecer vício em vídeo-game como doença mental

    Muitos podem achar normal passar mais de 48 horas jogando LOL, mas os desdobramentos desta ação já estão sendo discutidos pela Organização Mundial da Saúde. A instituição quer passar a considerar o vício em games como doença mental a partir de 2018.

    A notícia é da New Scientist, que informou que a inclusão virá como parte de uma revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID, ou ICD na sigla em inglês).

    Os termos exatos que serão usados para definir o vício em games como doença ainda estão sendo decididos. Contudo, a versão atual do texto, já inclui uma série de sintomas que podem auxiliar no diagnóstico dos os médicos, que irão determinar se os hábitos de videogame de uma pessoa se tornaram uma ameaça séria à sua saúde.

    Entre os sintomas estão:

    A inabilidade da pessoa de controlar quanto tempo passa jogando e a atitude dela de dar prioridade aos jogos “de tal maneira que os jogos tomem precedência sobre outros interesses” da vida dela. Outro critério que os médicos deverão avaliar é se a pessoa ignora as consequências negativas que seus hábitos de jogo têm para sua vida.

    O vício em videogames deverá ficar na categoria “distúrbios causados por comportamento de vício” – a mesma na qual se encaixa atualmente o vício em jogos de azar.

    Controvérsia

    Alguns especialistas em doenças mentais já se negaram a incluir o vício em internet como uma doença, pois milhões de pessoas poderiam acabar sendo consideradas “doentes” sem necessidade.

    Já na Coreia do Sul, por outro lado, esses problemas são reconhecidos e têm procedimentos adequados de tratamento.