Tag: gás natural

  • Pesquisadores desenvolvem tecnologia para usar hidrogênio em motores a gás natural

    Pesquisadores desenvolvem tecnologia para usar hidrogênio em motores a gás natural

    O hidrogênio é um combustível que não emite gases de efeito estufa.

    Ele pode ser uma alternativa sustentável para o futuro da energia, tanto no setor marítimo quanto no de geração de eletricidade. Mas como usar o hidrogênio em motores que funcionam com gás natural? É isso que um grupo de pesquisadores japoneses propõe em um estudo recente.

    O objetivo dos pesquisadores é desenvolver uma tecnologia simples e barata para adaptar motores a gás natural para operar com hidrogênio. A tecnologia consiste em instalar apenas um sistema de fornecimento de hidrogênio na entrada de ar de um motor comercial de queima pobre com um sistema de pré-câmara/ignição por faísca. O motor de queima pobre é um tipo de motor que usa uma mistura de ar e combustível mais diluída do que o normal, reduzindo as emissões de poluentes.

    Os pesquisadores realizaram experimentos em um motor de seis cilindros movido a gás natural com o sistema de pré-câmara/ignição por faísca, adaptado com o sistema de injeção de hidrogênio. Eles compararam o desempenho do motor sob operação com 100% de hidrogênio e com gás de cidade, sob diferentes condições de carga e de mistura de hidrogênio. Eles avaliaram as características de combustão, as emissões de óxido de nitrogênio (NOx), a eficiência térmica e a tensão de ruptura da vela de ignição do motor.

    Os resultados mostraram que a tecnologia proposta permite uma combustão estável, baixas emissões de NOx e alta eficiência térmica para a operação com hidrogênio. Além disso, os pesquisadores encontraram os limites superiores de carga e de mistura de hidrogênio para os quais não ocorre combustão anormal, que pode danificar o motor. Esses limites são uma pressão média efetiva do freio (BMEP) de 1,0 MPa sob operação com 100% de hidrogênio, e uma razão de mistura de hidrogênio de 75% em base de valor calorífico sob carga máxima de BMEP de 1,36 MPa.

    O estudo é um passo importante para o aproveitamento do hidrogênio como fonte de energia limpa e renovável. A tecnologia proposta oferece uma flexibilidade de escolha de combustível, permitindo que os motores operem com gás natural ou hidrogênio, dependendo da disponibilidade da cadeia de fornecimento de hidrogênio. Isso pode ser útil tanto para navios movidos a gás natural liquefeito (GNL), que poderiam ser convertidos para hidrogênio no futuro, quanto para sistemas de cogeração a gás natural, que já são amplamente utilizados.

    O estudo foi publicado na revista científica International Journal of Hydrogen Energy. Os autores são pesquisadores da Universidade de Tóquio, da Universidade de Kyushu, da Universidade de Osaka e da Agência de Ciência e Tecnologia Marinha e Terrestre do Japão.

    Fonte: Link.

    Ele pode ser uma alternativa sustentável para o futuro da energia, tanto no setor marítimo quanto no de geração de eletricidade. Mas como usar o hidrogênio em motores que funcionam com gás natural? É isso que um grupo de pesquisadores japoneses propõe em um estudo recente.

    O objetivo dos pesquisadores é desenvolver uma tecnologia simples e barata para adaptar motores a gás natural para operar com hidrogênio. A tecnologia consiste em instalar apenas um sistema de fornecimento de hidrogênio na entrada de ar de um motor comercial de queima pobre com um sistema de pré-câmara/ignição por faísca. O motor de queima pobre é um tipo de motor que usa uma mistura de ar e combustível mais diluída do que o normal, reduzindo as emissões de poluentes.

    Os pesquisadores realizaram experimentos em um motor de seis cilindros movido a gás natural com o sistema de pré-câmara/ignição por faísca, adaptado com o sistema de injeção de hidrogênio. Eles compararam o desempenho do motor sob operação com 100% de hidrogênio e com gás de cidade, sob diferentes condições de carga e de mistura de hidrogênio. Eles avaliaram as características de combustão, as emissões de óxido de nitrogênio (NOx), a eficiência térmica e a tensão de ruptura da vela de ignição do motor.

    Os resultados mostraram que a tecnologia proposta permite uma combustão estável, baixas emissões de NOx e alta eficiência térmica para a operação com hidrogênio. Além disso, os pesquisadores encontraram os limites superiores de carga e de mistura de hidrogênio para os quais não ocorre combustão anormal, que pode danificar o motor. Esses limites são uma pressão média efetiva do freio (BMEP) de 1,0 MPa sob operação com 100% de hidrogênio, e uma razão de mistura de hidrogênio de 75% em base de valor calorífico sob carga máxima de BMEP de 1,36 MPa.

    O estudo é um passo importante para o aproveitamento do hidrogênio como fonte de energia limpa e renovável. A tecnologia proposta oferece uma flexibilidade de escolha de combustível, permitindo que os motores operem com gás natural ou hidrogênio, dependendo da disponibilidade da cadeia de fornecimento de hidrogênio. Isso pode ser útil tanto para navios movidos a gás natural liquefeito (GNL), que poderiam ser convertidos para hidrogênio no futuro, quanto para sistemas de cogeração a gás natural, que já são amplamente utilizados.

    O estudo foi publicado na revista científica International Journal of Hydrogen Energy. Os autores são pesquisadores da Universidade de Tóquio, da Universidade de Kyushu, da Universidade de Osaka e da Agência de Ciência e Tecnologia Marinha e Terrestre do Japão.

    Fonte: Link.

  • Petrobras reduz preço do gás natural em 7,1% a partir de agosto

    Petrobras reduz preço do gás natural em 7,1% a partir de agosto

    A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (19) que vai reduzir em 7,1% o preço do gás natural vendido para as distribuidoras, a partir de 1 de agosto.

    Segundo a empresa, o reajuste reflete as variações do petróleo Brent e da taxa de câmbio no trimestre anterior, que tiveram queda e apreciação, respectivamente.

    O preço do gás natural é um dos componentes da tarifa de energia elétrica, já que parte das usinas térmicas utiliza esse combustível para gerar eletricidade. Além disso, o gás natural é usado em diversos setores da economia, como indústria, comércio, residencial e automotivo.

    A Petrobras informou que o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da empresa, mas também pelo portfólio de suprimento das distribuidoras e pelas margens de comercialização. A empresa destacou ainda que os tributos federais e estaduais também influenciam na composição do preço final ao consumidor.

    As tarifas ao consumidor são aprovadas pelas agências reguladoras estaduais, conforme a legislação e regulação específicas. A Petrobras disse que mantém o seu compromisso com a transparência e a periodicidade na revisão dos preços do gás natural, que ocorre a cada três meses.

    Segundo a empresa, o reajuste reflete as variações do petróleo Brent e da taxa de câmbio no trimestre anterior, que tiveram queda e apreciação, respectivamente.

    O preço do gás natural é um dos componentes da tarifa de energia elétrica, já que parte das usinas térmicas utiliza esse combustível para gerar eletricidade. Além disso, o gás natural é usado em diversos setores da economia, como indústria, comércio, residencial e automotivo.

    A Petrobras informou que o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da empresa, mas também pelo portfólio de suprimento das distribuidoras e pelas margens de comercialização. A empresa destacou ainda que os tributos federais e estaduais também influenciam na composição do preço final ao consumidor.

    As tarifas ao consumidor são aprovadas pelas agências reguladoras estaduais, conforme a legislação e regulação específicas. A Petrobras disse que mantém o seu compromisso com a transparência e a periodicidade na revisão dos preços do gás natural, que ocorre a cada três meses.

  • Produção do pré-sal bate recorde com 1,763 milhão de barris de óleo por dia

    A produção de petróleo e gás natural nos campos do pré-sal totalizou 1,763 milhão de barris de óleo equivalente por dia em fevereiro, registrando crescimento de 2,3% em relação a janeiro e atingindo um novo recorde de produção na região.

    Os dados foram divulgados hoje (2), no Rio de Janeiro, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Eles indicam que a produção dos campos do pré-sal já responde por mais da metade de todo o petróleo e o gás natural extraídos nas bacias sedimentares do país, com 53,3% da produção nacional.

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    Segundo a ANP, a produção de petróleo atingiu 1,408 milhão de barris por dia, havendo, ainda, 56 milhões de metros cúbicos diários de gás natural por meio de 83 poços produtores. O recorde anterior de produção nos campos do pré-sal era de 1,723 milhão de óleo equivalente (petróleo e gás natural, resultado obtido em janeiro deste ano).

    Produção nacional

    Os dados divulgados pela ANP indicam que a produção de petróleo nos campos nacionais somou em fevereiro 2,617 milhões de barris de óleo equivalente por dia, um aumento de 0,1% na comparação com janeiro, mas uma queda de 2,2%, se comparada com fevereiro de 2017.

    Já a produção de gás natural totalizou 110 milhões de m³ por dia. Houve uma queda de 2,3% na comparação com o mês anterior, mas neste caso um aumento de 3%, se comparado com o mesmo mês de 2017.

    Aproveitamento de gás natural

    O estudo da ANP indica que o país vem queimando cada vez menos gás natural e consequentemente aumentando o aproveitamento do produto no mercado interno e também o volume disponibilizado.

    Os números mostram, também, que o aproveitamento de gás natural no Brasil em fevereiro alcançou 96,7% do volume total produzido, tendo sido disponibilizados ao mercado 60,5 milhões de metros cúbicos por dia.

    A queima de gás somou 3,6 milhões de metros cúbicos por dia, uma redução de 10,5% se comparada a janeiro e de 9% em relação ao mesmo mês em 2017.

    Campos produtores

    O campo de Lula, na Bacia de Santos, continua sendo o de maior produção de petróleo e gás natural do país, com uma média de 850 mil barris de petróleo por dia e outros 36,2 milhões de metros cúbicos diários (m3/d) de gás natural.

    Ainda no Campo de Lula, a FPSO Cidade de Saquarema (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás natural) foi a instalação com maior produção de petróleo, tendo extraído em fevereiro 150,3 mil barris de petróleo por dia por meio de sete poços a ela interligados.

    Os campos marítimos responderam por 95,5% do petróleo produzido e por 83,5% do gás natural. A produção nacional se deu a partir de 7.698 poços, sendo 704 marítimos e 6.994 terrestres. Já os campos operados pela Petrobras produziram 93,9% de todo o petróleo e gás natural extraído nos campos nacionais.

    Os dados de produção de fevereiro estão disponíveis na página do Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural da ANP. Por: Agência Brasil