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  • Paciente de Genebra: Homem se torna o sexto do mundo a se curar do HIV sem mutação genética rara

    Paciente de Genebra: Homem se torna o sexto do mundo a se curar do HIV sem mutação genética rara

    Um novo caso de cura do HIV foi relatado na Suíça, onde um homem que recebeu um transplante de medula óssea apresentou remissão do vírus, cerca de 20 meses depois de interromper o tratamento antirretroviral.

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    O homem, conhecido como “Paciente de Genebra”, é o sexto do mundo a se curar da doença, mas o primeiro a fazê-lo sem receber células doadoras com uma rara mutação genética que confere resistência ao HIV.

    O “Paciente de Genebra” foi diagnosticado com HIV em 2002 e iniciou o tratamento antirretroviral em 2003. Em 2013, ele desenvolveu um linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer que afeta o sistema imunológico. Para tratar o câncer, ele recebeu um transplante de medula óssea de um doador compatível, mas sem a mutação CCR5-delta32, que impede que o HIV entre nas células.

    O transplante foi bem-sucedido e o linfoma entrou em remissão. O homem continuou a tomar os medicamentos antirretrovirais até março de 2021, quando decidiu interrompê-los por conta própria. Desde então, ele tem sido monitorado regularmente por uma equipe médica liderada pelo Dr. Nicolas Müller, da Universidade de Genebra. Os exames realizados até agora não detectaram nenhum vestígio do HIV em seu sangue, tecidos ou fluidos corporais.

    O caso do “Paciente de Genebra” é diferente dos cinco casos anteriores de cura do HIV, que envolveram os chamados “Pacientes de Berlim”, “Londres” e “Düsseldorf”. Nestes casos, os pacientes receberam transplantes de medula óssea de doadores com a mutação CCR5-delta32, que os tornou efetivamente imunes ao HIV. O “Paciente de Genebra” é o primeiro a se curar sem essa vantagem genética.

    Os pesquisadores ainda não sabem explicar como o transplante de medula óssea eliminou o HIV do organismo do “Paciente de Genebra”. Uma hipótese é que o procedimento tenha provocado uma reação imunológica chamada “efeito enxerto contra hospedeiro”, na qual as células doadoras atacam as células infectadas pelo HIV e as eliminam. Outra possibilidade é que o transplante tenha substituído as células-tronco hematopoiéticas, que são as responsáveis pela produção das células sanguíneas e imunológicas, e que podem abrigar reservatórios virais latentes.

    O caso do “Paciente de Genebra” pode trazer novos elementos sobre os mecanismos de eliminação e controle dos reservatórios virais, que são os locais onde o HIV se esconde e permanece inativo no organismo. Esses reservatórios são a principal barreira para a cura do HIV, pois podem reativar o vírus mesmo após anos de tratamento antirretroviral. Entender como eles funcionam e como podem ser eliminados é essencial para o desenvolvimento de tratamentos curativos para o HIV.

    O Dr. Müller e seus colegas pretendem publicar os detalhes do caso do “Paciente de Genebra” em uma revista científica em breve. Eles também planejam realizar mais testes para confirmar a ausência do HIV no organismo do paciente e para investigar os possíveis mecanismos envolvidos na sua cura. Eles alertam, no entanto, que o transplante de medula óssea não é uma opção viável para a maioria das pessoas com HIV, pois é um procedimento arriscado, caro e dependente da disponibilidade de doadores compatíveis. Eles enfatizam que as pessoas com HIV devem continuar seguindo as orientações médicas e tomando os medicamentos antirretrovirais conforme prescrito.

    O caso do “Paciente de Genebra” é mais um passo na busca pela cura do HIV, uma doença que afeta cerca de 38 milhões de pessoas no mundo. Ele mostra que é possível eliminar o vírus sem depender de uma mutação genética rara e abre novas possibilidades para a pesquisa científica nessa área. Ele também traz esperança e inspiração para as pessoas que vivem com o HIV e para as que lutam contra a epidemia.

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    O homem, conhecido como “Paciente de Genebra”, é o sexto do mundo a se curar da doença, mas o primeiro a fazê-lo sem receber células doadoras com uma rara mutação genética que confere resistência ao HIV.

    O “Paciente de Genebra” foi diagnosticado com HIV em 2002 e iniciou o tratamento antirretroviral em 2003. Em 2013, ele desenvolveu um linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer que afeta o sistema imunológico. Para tratar o câncer, ele recebeu um transplante de medula óssea de um doador compatível, mas sem a mutação CCR5-delta32, que impede que o HIV entre nas células.

    O transplante foi bem-sucedido e o linfoma entrou em remissão. O homem continuou a tomar os medicamentos antirretrovirais até março de 2021, quando decidiu interrompê-los por conta própria. Desde então, ele tem sido monitorado regularmente por uma equipe médica liderada pelo Dr. Nicolas Müller, da Universidade de Genebra. Os exames realizados até agora não detectaram nenhum vestígio do HIV em seu sangue, tecidos ou fluidos corporais.

    O caso do “Paciente de Genebra” é diferente dos cinco casos anteriores de cura do HIV, que envolveram os chamados “Pacientes de Berlim”, “Londres” e “Düsseldorf”. Nestes casos, os pacientes receberam transplantes de medula óssea de doadores com a mutação CCR5-delta32, que os tornou efetivamente imunes ao HIV. O “Paciente de Genebra” é o primeiro a se curar sem essa vantagem genética.

    Os pesquisadores ainda não sabem explicar como o transplante de medula óssea eliminou o HIV do organismo do “Paciente de Genebra”. Uma hipótese é que o procedimento tenha provocado uma reação imunológica chamada “efeito enxerto contra hospedeiro”, na qual as células doadoras atacam as células infectadas pelo HIV e as eliminam. Outra possibilidade é que o transplante tenha substituído as células-tronco hematopoiéticas, que são as responsáveis pela produção das células sanguíneas e imunológicas, e que podem abrigar reservatórios virais latentes.

    O caso do “Paciente de Genebra” pode trazer novos elementos sobre os mecanismos de eliminação e controle dos reservatórios virais, que são os locais onde o HIV se esconde e permanece inativo no organismo. Esses reservatórios são a principal barreira para a cura do HIV, pois podem reativar o vírus mesmo após anos de tratamento antirretroviral. Entender como eles funcionam e como podem ser eliminados é essencial para o desenvolvimento de tratamentos curativos para o HIV.

    O Dr. Müller e seus colegas pretendem publicar os detalhes do caso do “Paciente de Genebra” em uma revista científica em breve. Eles também planejam realizar mais testes para confirmar a ausência do HIV no organismo do paciente e para investigar os possíveis mecanismos envolvidos na sua cura. Eles alertam, no entanto, que o transplante de medula óssea não é uma opção viável para a maioria das pessoas com HIV, pois é um procedimento arriscado, caro e dependente da disponibilidade de doadores compatíveis. Eles enfatizam que as pessoas com HIV devem continuar seguindo as orientações médicas e tomando os medicamentos antirretrovirais conforme prescrito.

    O caso do “Paciente de Genebra” é mais um passo na busca pela cura do HIV, uma doença que afeta cerca de 38 milhões de pessoas no mundo. Ele mostra que é possível eliminar o vírus sem depender de uma mutação genética rara e abre novas possibilidades para a pesquisa científica nessa área. Ele também traz esperança e inspiração para as pessoas que vivem com o HIV e para as que lutam contra a epidemia.

  • May pode autorizar participação britânica em ataques na Síria sem aprovação do Parlamento

    A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, “parece pronta” para participar de ações militares na Síria, atualmente sendo considerada pelos EUA e pelas forças da Coalizão. May pode tomar a decisão de atacar mesmo sem a aprovação do Parlamento do país, informou a BBC, citando fontes familiarizadas com a situação.

    De acordo com essas mesmas fontes, May considera necessário agir com urgência. Além disso, ela não quer adiar a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, e procura evitar a obstrução causada pelo processo de aprovação do Parlamento.

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    Air France muda rotas de voo devido aos possíveis ataques dos EUA na Síria
    Jornalistas russos retornando de Ghouta Oriental são atacados por grupo desconhecido

    No começo do dia, o líder do Partido Trabalhista do Reino Unido, Jeremy Corbyn, exigiu uma votação parlamentar para sinalizar um potencial ataque militar contra a Síria, informou a emissora Sky News. Ele pediu a May para “levar todos os países, incluindo os EUA e a Rússia, bem como os estados vizinhos, à mesa em Genebra a buscar uma solução política”.
    A postura dura segue o acordo de terça-feira alcançado pelo primeiro-ministro do Reino Unido, o presidente dos EUA Donald Trump e o presidente francês Emmanuel Macron, estipulando que a comunidade internacional deveria responder ao suposto ataque químico na cidade de Douma. Por Sputnik Brasil