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  • Geóloga descobre rochas plásticas em ilha brasileira

    Geóloga descobre rochas plásticas em ilha brasileira

    Uma pesquisa realizada pela geóloga Fernanda Avelar Santos revelou a existência de rochas plásticas em uma ilha brasileira.

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    Essas rochas são formadas pela incorporação de plástico às rochas naturais, criando novos tipos de poluição que podem afetar a vida marinha.

    A pesquisadora visitou a ilha de Trindade, localizada a cerca de 1.200 km da costa do Espírito Santo, em 2019. Ela coletou amostras de areia e rochas na praia do Farol, onde encontrou uma área de cerca de 10 m² coberta por rochas plásticas.

    Ela identificou três tipos de rocha plástica, sendo um deles inédito na literatura científica. Ela chamou esse tipo de plastistone, que é uma rocha composta por mais de 50% de plástico e menos de 50% de areia e fragmentos de rochas. Os outros dois tipos são o plastiglomerate, que é uma rocha composta por mais de 50% de areia e fragmentos de rochas e menos de 50% de plástico, e o plastimergite, que é uma rocha composta por mais de 50% de plástico e menos de 50% de material orgânico.

    A pesquisadora hipotetiza que as rochas plásticas se formam quando o plástico derrete pelo calor de fogueiras feitas pelos visitantes da ilha. A maioria do plástico encontrado nas rochas é proveniente de redes de pesca, que são descartadas ou perdidas no mar.

    O estudo alerta para os impactos das rochas plásticas na vida marinha da ilha, que é um dos pontos mais importantes de conservação marinha do mundo. A ilha abriga espécies endêmicas e ameaçadas, como as tartarugas-verdes, aves marinhas e corais. A pesquisadora se preocupa com a decomposição dessas rochas e a liberação de microplásticos no ambiente, que podem ser ingeridos pelos animais ou afetar a qualidade da água.

    A pesquisa também evidencia o Antropoceno, a época em que os processos terrestres são dominados por fenômenos causados pelo homem. As rochas plásticas são um exemplo de como a poluição humana faz parte dos ciclos geológicos da Terra e pode deixar marcas duradouras no registro fóssil.

    Fonte: Link.

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    Essas rochas são formadas pela incorporação de plástico às rochas naturais, criando novos tipos de poluição que podem afetar a vida marinha.

    A pesquisadora visitou a ilha de Trindade, localizada a cerca de 1.200 km da costa do Espírito Santo, em 2019. Ela coletou amostras de areia e rochas na praia do Farol, onde encontrou uma área de cerca de 10 m² coberta por rochas plásticas.

    Ela identificou três tipos de rocha plástica, sendo um deles inédito na literatura científica. Ela chamou esse tipo de plastistone, que é uma rocha composta por mais de 50% de plástico e menos de 50% de areia e fragmentos de rochas. Os outros dois tipos são o plastiglomerate, que é uma rocha composta por mais de 50% de areia e fragmentos de rochas e menos de 50% de plástico, e o plastimergite, que é uma rocha composta por mais de 50% de plástico e menos de 50% de material orgânico.

    A pesquisadora hipotetiza que as rochas plásticas se formam quando o plástico derrete pelo calor de fogueiras feitas pelos visitantes da ilha. A maioria do plástico encontrado nas rochas é proveniente de redes de pesca, que são descartadas ou perdidas no mar.

    O estudo alerta para os impactos das rochas plásticas na vida marinha da ilha, que é um dos pontos mais importantes de conservação marinha do mundo. A ilha abriga espécies endêmicas e ameaçadas, como as tartarugas-verdes, aves marinhas e corais. A pesquisadora se preocupa com a decomposição dessas rochas e a liberação de microplásticos no ambiente, que podem ser ingeridos pelos animais ou afetar a qualidade da água.

    A pesquisa também evidencia o Antropoceno, a época em que os processos terrestres são dominados por fenômenos causados pelo homem. As rochas plásticas são um exemplo de como a poluição humana faz parte dos ciclos geológicos da Terra e pode deixar marcas duradouras no registro fóssil.

    Fonte: Link.

  • Geólogos usam inteligência artificial para prevenir desastres causados por deslizamentos de terra

    Geólogos usam inteligência artificial para prevenir desastres causados por deslizamentos de terra

    Pesquisadores da UCLA desenvolvem um sistema que usa imagens de satélite e aprendizado profundo para detectar e prever deslizamentos de terra em diferentes partes do mundo

    Deslizamentos de terra são fenômenos naturais que podem causar grandes danos a pessoas, propriedades e infraestruturas. Para evitar esses impactos, é importante saber onde e quando eles podem ocorrer. Mas como fazer isso de forma eficiente e precisa?

    Uma equipe de geólogos da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) encontrou uma solução usando inteligência artificial (IA). Eles desenvolveram um algoritmo capaz de analisar imagens de satélite e identificar áreas propensas a deslizamentos de terra com mais de 90% de acerto.

    O algoritmo usa uma técnica chamada aprendizado profundo, que consiste em treinar uma rede neural artificial com milhares de exemplos. No caso dos deslizamentos de terra, os pesquisadores usaram imagens de satélite de áreas afetadas por terremotos, chuvas intensas ou erupções vulcânicas. A rede neural aprendeu a reconhecer os padrões e as características que indicam a ocorrência ou o risco de deslizamentos.

    O resultado é um sistema que pode processar rapidamente grandes quantidades de dados e gerar mapas de risco com alta resolução. Esses mapas podem ajudar os gestores públicos, as agências humanitárias e as comunidades locais a planejar medidas de prevenção, mitigação e resposta aos deslizamentos de terra.

    O algoritmo já foi testado em diferentes cenários, como o terremoto do Nepal em 2015, a erupção do vulcão Kilauea no Havaí em 2018 e as chuvas torrenciais na Índia em 2019. Em todos os casos, o sistema mostrou-se eficaz e superior aos métodos tradicionais baseados em modelos físicos ou estatísticos.

    Os pesquisadores da UCLA pretendem aprimorar o algoritmo para incorporar mais variáveis, como o tipo de solo, a vegetação e a topografia. Eles também querem disponibilizar o sistema para uso público, por meio de uma plataforma online ou um aplicativo móvel.

    O estudo foi publicado na revista científica Earth and Planetary Science Letters e contou com o apoio da National Science Foundation (NSF) dos Estados Unidos.

    Fonte: Link.

    Deslizamentos de terra são fenômenos naturais que podem causar grandes danos a pessoas, propriedades e infraestruturas. Para evitar esses impactos, é importante saber onde e quando eles podem ocorrer. Mas como fazer isso de forma eficiente e precisa?

    Uma equipe de geólogos da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) encontrou uma solução usando inteligência artificial (IA). Eles desenvolveram um algoritmo capaz de analisar imagens de satélite e identificar áreas propensas a deslizamentos de terra com mais de 90% de acerto.

    O algoritmo usa uma técnica chamada aprendizado profundo, que consiste em treinar uma rede neural artificial com milhares de exemplos. No caso dos deslizamentos de terra, os pesquisadores usaram imagens de satélite de áreas afetadas por terremotos, chuvas intensas ou erupções vulcânicas. A rede neural aprendeu a reconhecer os padrões e as características que indicam a ocorrência ou o risco de deslizamentos.

    O resultado é um sistema que pode processar rapidamente grandes quantidades de dados e gerar mapas de risco com alta resolução. Esses mapas podem ajudar os gestores públicos, as agências humanitárias e as comunidades locais a planejar medidas de prevenção, mitigação e resposta aos deslizamentos de terra.

    O algoritmo já foi testado em diferentes cenários, como o terremoto do Nepal em 2015, a erupção do vulcão Kilauea no Havaí em 2018 e as chuvas torrenciais na Índia em 2019. Em todos os casos, o sistema mostrou-se eficaz e superior aos métodos tradicionais baseados em modelos físicos ou estatísticos.

    Os pesquisadores da UCLA pretendem aprimorar o algoritmo para incorporar mais variáveis, como o tipo de solo, a vegetação e a topografia. Eles também querem disponibilizar o sistema para uso público, por meio de uma plataforma online ou um aplicativo móvel.

    O estudo foi publicado na revista científica Earth and Planetary Science Letters e contou com o apoio da National Science Foundation (NSF) dos Estados Unidos.

    Fonte: Link.