Tag: Guerra da Síria

  • Secretário-geral da ONU: ‘Guerra Fria está de volta’

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu o Conselho de Segurança da organização de que as tensões no Oriente Médio representam uma ameaça à paz global e pediu às partes envolvidas que evitem a escalada militar iminente na Síria.

    Em seu discurso, proferido nesta sexta-feira, Guterres disse que muitos conflitos no Oriente Médio mergulharam a região no caos que ameaça a paz e a segurança. No entanto, estes incluem não apenas conflitos regionais, como a divisão entre xiitas e sunitas, ou o conflito palestino-israelense, e também o confronto entre a Rússia e o Ocidente.

    “A Guerra Fria está de volta”, disse Guterres.

    “Os mecanismos e salvaguardas para lidar com os riscos de escalada que existiam no passado não parecem mais estar presentes”, disse ele.

    Mas a situação na Síria representa “a mais séria ameaça à paz e segurança internacionais”, alertou o político.

    “Na Síria, vemos confrontos e guerras indiretas envolvendo vários exércitos nacionais, vários grupos armados de oposição, muitas milícias nacionais e internacionais, combatentes estrangeiros de todo o mundo e várias organizações terroristas”, destacou.

    Guterres lamentou o fracasso do Conselho de Segurança esta semana para emitir um mandato para investigar relatos de uso de armas químicas na Síria e ofereceu seu apoio à inspeção da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), atualmente em curso na cidade de Duma. Além disso, ele convocou os membros do Conselho para superar suas diferenças e começar a agir de acordo com sua posição.

    “O aumento das tensões e a incapacidade de chegar a um compromisso no estabelecimento de um mecanismo de responsabilização ameaçam levar a uma escalada militar total”, alertou ele.

    “Em meus contatos com vocês, especialmente com os membros permanentes do Conselho de Segurança, reiterei minha profunda preocupação com os riscos do impasse atual e sublinhei a necessidade de evitar que a situação saia do controle.”

    Durante toda a semana, os EUA e seus aliados estão decidindo se recorrem à força militar para retaliar o governo sírio pelo suposto ataque com armas químicas na cidade de Douma.

    A Rússia, por outro lado, afirma que o incidente na localidade síria foi uma farsa e alega possuir “dados irrefutáveis” que confirmam a sua versão, como afirmou nesta sexta-feira o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov. Com informações da Sputnik Brasil

  • Air France muda rotas de voo devido aos possíveis ataques dos EUA na Síria

    A companhia aérea francesa Air France está mudando rotas para alguns de seus vôos devido aos temores de possíveis ataques com mísseis norte-americanos na Síria, disse o porta-voz da companhia aérea à Sputnik nesta quarta-feira (11).

    Na terça-feira (10), a agência de controle de tráfego aéreo da Europa emitiu uma notificação para a área de controle do Mediterrâneo Oriental/Nicosia FIR que ataques aéreos à Síria podem ocorrer nas próximas 72 horas.

    A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA, na ingla em inglês) afirmou as companhias aéreas devem levar em essa questão em consideração quando planejarem operações na área.

    “A Air France levou em consideração as recomendações da EASA e ajustou os planos de voo para as rotas que poderiam ser afetadas. Isso diz respeito principalmente a Beirute e Tel Aviv”, disse o porta-voz.
    A companhia aérea francesa geralmente segue as recomendações dos reguladores nacionais e internacionais, observou o porta-voz.

    Mais cedo nesta quarta-feira (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, via Twitter, que a Rússia deveria se preparar para um ataque com mísseis dos EUA contra a Síria. Trump fez sua ameaça após relatos sobre um suposto ataque químico na cidade síria de Douma, no sábado (8).

    Os Estados Unidos e a União Europeia disseram acreditar que o ataque foi perpetrado pelas forças do presidente sírio Bashar Assad. Damasco, por sua vez, negou firmemente essas alegações.

    Além disso, o ministro das Relações Exteriores da Síria teria convidado a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ, na sigla em inglês) a visitar a área do suposto ataque.
    A Rússia também refutou os relatórios sobre o uso de produtos químicos na área de Ghouta Oriental, onde Douma está localizada, dizendo que seu Centro de Reconciliação Síria não encontrou vestígios de substâncias perigosas na área.

    Além disso, Moscou disse que já tinha conhecimento da possibilidade de provocações com o uso de produtos químicos, visando culpar o governo de Assad. Por Sputnik Brasil