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  • Estudo revela que avanço da agricultura elevou o lençol freático e ampliou as áreas alagadas na América do Sul

    Estudo revela que avanço da agricultura elevou o lençol freático e ampliou as áreas alagadas na América do Sul

    Um novo estudo publicado na revista Science mostra como a expansão da agricultura de sequeiro nas planícies da América do Sul nos últimos 40 anos provocou mudanças hidrológicas que dobraram a área inundada e aumentaram a sensibilidade às chuvas nessa região.

    Os pesquisadores usaram dados de sensoriamento remoto, monitoramento de águas subterrâneas e estudos de campo para analisar as tendências e os mecanismos das alterações hidrológicas associadas à substituição de vegetação nativa e pastagens por culturas anuais, principalmente soja.

    Eles descobriram que a agricultura de sequeiro reduziu a profundidade das raízes das plantas e a evapotranspiração, causando elevação do nível do lençol freático e redução da drenagem profunda, especialmente em regiões planas e estagnadas hidrologicamente. Esses fatores tornaram o solo mais saturado e propenso a alagamentos durante períodos úmidos, mesmo sem aumento significativo das precipitações.

    O estudo também mostrou que as áreas recém-inundadas se expandiram progressivamente para regiões mais secas e quentes, afetando tanto os ecossistemas naturais quanto os sistemas agrícolas. Os autores alertam para os possíveis impactos negativos das mudanças hidrológicas para a infraestrutura rural, o clima e o meio ambiente, além dos desafios e oportunidades para a gestão da terra e da água.

    Os autores sugerem que soluções baseadas na vegetação e no uso racional dos recursos hídricos podem ajudar a mitigar os riscos de inundações e a promover uma agricultura mais sustentável nas planícies da América do Sul. Eles também destacam que os resultados do estudo podem contribuir para o entendimento das mudanças hidrológicas em outras regiões do mundo com características similares, como as planícies da Ucrânia ou do Canadá.

    Fonte: Link.

    Os pesquisadores usaram dados de sensoriamento remoto, monitoramento de águas subterrâneas e estudos de campo para analisar as tendências e os mecanismos das alterações hidrológicas associadas à substituição de vegetação nativa e pastagens por culturas anuais, principalmente soja.

    Eles descobriram que a agricultura de sequeiro reduziu a profundidade das raízes das plantas e a evapotranspiração, causando elevação do nível do lençol freático e redução da drenagem profunda, especialmente em regiões planas e estagnadas hidrologicamente. Esses fatores tornaram o solo mais saturado e propenso a alagamentos durante períodos úmidos, mesmo sem aumento significativo das precipitações.

    O estudo também mostrou que as áreas recém-inundadas se expandiram progressivamente para regiões mais secas e quentes, afetando tanto os ecossistemas naturais quanto os sistemas agrícolas. Os autores alertam para os possíveis impactos negativos das mudanças hidrológicas para a infraestrutura rural, o clima e o meio ambiente, além dos desafios e oportunidades para a gestão da terra e da água.

    Os autores sugerem que soluções baseadas na vegetação e no uso racional dos recursos hídricos podem ajudar a mitigar os riscos de inundações e a promover uma agricultura mais sustentável nas planícies da América do Sul. Eles também destacam que os resultados do estudo podem contribuir para o entendimento das mudanças hidrológicas em outras regiões do mundo com características similares, como as planícies da Ucrânia ou do Canadá.

    Fonte: Link.