Tag: Meio Ambiente

  • Fórum promove debate no Pará sobre impacto dos agrotóxicos

    A II Semana de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos na região do Baixo Amazonas foi aberta, nessa segunda-feira (26), no auditório do Campus Tapajós da Universidade Federal Oeste do Pará (Ufopa), no município de Santarém.

    A programação vai até sexta-feira (30) com palestras e debates sobre temas voltados para a saúde humana e o aspecto ambiental, todos relacionados aos danos causados por esses produtos. Haverá atividades também nos municípios de Mojuí dos Campos e Alenquer.

    O evento é organizado pelo Fórum Regional de Combate aos Impactos Causados pelos Agrotóxicos, coordenado pelo Ministério Público do Pará.

    Segundo o MP, no primeiro dia da semana, foi promovida a capacitação de profissionais de saúde. Servidores da Vigilância Sanitária e agentes de saúde receberam orientações sobre como agir na prevenção e o que fazer em casos de intoxicação, que devem ser obrigatoriamente notificados.

  • Programa Bicicleta Brasil pode beneficiar economia, saúde e meio ambiente

    O presidente da República tem até o dia 5 de outubro para sancionar ou vetar o Programa Bicicleta Brasil (PBB), aprovado recentemente pelo Senado. O objetivo do programa (PLC 83/2017) é aumentar os investimentos no setor.

    A proposta visa aumentar a construção de ciclovias, ciclofaixas e faixas compartilhadas; a implantação de aluguéis de bicicletas a baixo custo em terminais de transporte coletivo, centros comerciais e locais de grande fluxo; a construção de bicicletários nos terminais de transporte; a instalação de paraciclos ao longo das vias e estacionamentos apropriados; e a realização de campanhas de incentivo ao uso da bicicleta.

    O PBB tem como base a reserva de 15% dos recursos arrecadados com as multas de trânsito em todo o país. Como o valor gira em torno de R$ 9 bilhões por ano, significa que o programa, se efetivado, terá um orçamento de ao menos R$ 1,3 bilhão anuais. O programa também deverá receber recursos da CIDE-Combustíveis (percentual a ser definido em regulamento), de repasses dos governos federal, estadual e municipal, de doações de organismos de cooperação internacionais ou nacionais, de empresas e até de pessoas físicas.

    Durante sua tramitação no Congresso, o PBB teve o apoio oficial da União dos Ciclistas do Brasil (UCB) e da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Para estas entidades, o reforço ao uso das bicicletas poderá trazer importantes benefícios econômicos e sociais ao país.

    Benefícios

    Recentemente o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) publicou uma pesquisa relacionada ao uso da bicicleta em São Paulo, concluindo que a adesão da população paulistana ao uso da bicicleta resultaria numa economia de R$ 34 milhões por ano ao Sistema Único de Saúde (SUS). A economia viria da queda do número de internações por diabetes ou doenças circulatórias, com base em dados oficiais do setor hospitalar.

    Os ciclistas já são responsáveis por uma redução de 3% na emissão de CO2 pelos meios de transporte paulistanos. O Cebrap ainda avalia que estas emissões podem cair até 18%, se for atingido todo o potencial ciclístico da cidade.

    O Cebrap também demonstra que um paulistano que usa majoritariamente o transporte coletivo em seus deslocamentos pode economizar até R$ 140 por mês caso passe a priorizar a magrela. E para quem usa mais o carro particular, a economia pode chegar a até R$ 450 mensais.

    Por fim, os cidadãos das classes C e D poderão economizar até 14% da renda mensal (R$ 214) caso incorporem a bike a seus dias úteis. E se todo o potencial ciclístico de São Paulo for aproveitado, haverá um acréscimo de R$ 870 milhões no PIB municipal em razão da economia de tempo nos deslocamentos.

    Em julho a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também lançou um estudo oficial sobre o tema, chamado A Economia da Bicicleta no Brasil .

    O levantamento destaca, com base em números de 2016, que o Brasil contava à época com quase 6 mil lojas dedicadas ao comércio de bicicletas, peças e acessórios, empregando diretamente quase 14 mil trabalhadores. Mais de 76% das bicicletarias tinham até cinco funcionários e 22,4% delas empregavam apenas um. Uma das características principais do ramo, segundo a UFRJ, é justamente a tendência de se configurarem como lojas de pequeno porte. Cerca de 83% destes estabelecimentos optam pelo regime de tributação SIMPLES.

    A pesquisa mostra ainda que o faturamento médio deste tipo de loja gira em torno de R$ 800 mil anuais e que 22% vendem entre R$ 50 e R$ 200 mil por ano. Outros 20% movimentam entre R$ 200 e R$ 500 mil anuais e apenas 1% dos estabelecimentos faturam mais que R$ 10 milhões.

    Cerca de 36% destas lojas estão abertas há mais de 10 anos, enquanto outros 13% estão no mercado há mais de 30 anos. Chama a atenção, porém, que 18% estejam funcionando há menos de 2 anos.

    Cicloativismo

    A pesquisa detectou ainda 55 entidades dedicadas ao cicloativismo no país, que receberam R$ 5,1 milhões de financiamento público e privado, da venda de produtos e da promoção de eventos em 2016.

    O levantamento também mostra que, entre 2007 e 2017, foram realizados 124 projetos de pesquisa centrados na bicicleta no país, ao custo de R$ 3,7 milhões.

    Já com base em dados da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), a UFRJ mostra que foram realizados 203 eventos esportivos ligados à bicicleta no país em 2016.

    Estas competições contaram com a participação de mais de 149 mil atletas e acompanhantes, que gastaram mais de R$ 46 milhões em hospedagem em cidades de todo o país, a maioria no interior. Já em 2017, somente cada etapa da Copa Internacional de Mountain Bike, realizada durante finais de semana, empregou 1.200 pessoas. Por Agência Senado.

  • Peruanos são presos com 368 quilos de carne de caça no Amazonas

    Quatro peruanos são presos com mais de 360 quilos de carne de caça de animais silvestres em Tabatinga, no Amazonas.

    A apreensão ocorreu nessa segunda-feira (25), durante um patrulhamento fluvial de policiais militares do Amazonas e da Polícia Federal. A embarcação atracou no porto da Feira de Tabatinga, quando foi revistada pelos agentes. O município está a mais de mil quilômetros da capital Manaus e fica na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

    Três homens e uma mulher, todos peruanos, estavam dentro do barco, onde foram encontradas carnes de 46 pacas, dois tatus, uma anta e um veado.

    Ao todo, os animais mortos pesaram 368 quilos. Uma espingarda calibre 16 e três motores também foram apreendidos.

    Durante a abordagem, o grupo disse aos policiais que veio de uma comunidade chamada São Pedro, no Peru, e que as mercadorias seriam vendidas na Feira de Tabatinga.

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    O tenente-coronel da polícia militar Almir Cavalcante afirma que esse tipo de apreensão é comum na região.

    No Brasil, é crime contra o meio ambiente matar, perseguir, caçar, apanhar ou utilizar espécimes da fauna silvestre sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente. Com informações da Radioagência Nacional.

  • Desmatamento na Amazônia Legal cai 12% entre 2016 e 2017

    O desmatamento na Amazônia Legal caiu 12% entre 2016 e 2017, segundo informações dos ministérios do Meio Ambiente, e de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

    De acordo com o levantamento feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a taxa do desmatamento chegou a 6.900 km², entre agosto de 2016 e julho de 2017.

    No mesmo período, entre 2015 e 2016, o desmatamento passou de 7.800 km².

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    O índice de agosto de 2017 a julho de 2018 deve ser divulgado no segundo semestre.

    Em relação a 2004, quando foi lançado o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, a redução da área desflorestada chega a 75%. Com Radioagência Nacional.

  • Pela segunda vez no mês, mineroduto tem vazamento em Minas Gerais

    O mineroduto Minas-Rio, na altura da Zona da Mata Mineira, teve mais um vazamento nessa quinta-feira (29).

    É o segundo incidente em menos de um mês.

    A empresa Anglo American registrou o vazamento de polpa de minério. Segundo nota da mineradora, o derramamento durou cerca de cinco minutos e foi estancado e não prejudicou o abastecimento de água no município de Santo Antônio do Grama. A empresa informa que o material não é perigoso. Mas, com o ocorrido, a multinacional paralisou todas as atividades.

    A empresa de origem britânica tinha retomado os trabalhos dois dias antes do novo vazamento, liberada pelo Ibama. A mineradora havia paralisado os trabalhos porque no dia 12 de março o mineroduto Minas-Rio registrou o primeiro vazamento, que chegou a interromper a captação de água no ribeirão Santo Antônio do Grama e paralisou o abastecimento da população.

    No primeiro incidente, a polpa de minério vazou durante 25 minutos e despejou mais de 300 toneladas do material – volume de um caminhão.

    No dia 16 de março, a empresa realizou diversas inspeções no mineroduto, por meio de ultrassom, e não foi encontrada nenhuma fissura.

    Depois do primeiro vazamento, o Ministério Público de Minas Gerais abriu uma ação civil contra a mineradora e pediu o bloqueio imediato de R$ 10 milhões da empresa.

    Considerado o maior do mundo, o mineroduto Minas-Rio leva minério de ferro de Minas Gerais até o Rio de Janeiro ao longo de 525 quilômetros. A estrutura foi inaugurada há apenas 4 anos. Por: Radioagencia Nacional