Tag: mudanças climáticas

  • Vantagens do etanol: um combustível verde e economicamente viável

    Vantagens do etanol: um combustível verde e economicamente viável

    Com o crescente desafio das mudanças climáticas e a busca por alternativas mais sustentáveis, o etanol tem se destacado como um promissor biocombustível, oferecendo uma série de vantagens em relação aos combustíveis derivados do petróleo.

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    Produzido a partir de fontes naturais como cana-de-açúcar e milho, o etanol apresenta características que o tornam uma opção ambientalmente amigável e economicamente viável para substituir, em parte, a dependência dos combustíveis fósseis.

    Menor Impacto Ambiental

    Uma das principais vantagens do etanol é a sua contribuição para a redução das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. Ao ser queimado nos motores dos veículos, o etanol libera uma quantidade significativamente menor de dióxido de carbono (CO2) em comparação com a queima de combustíveis fósseis, como gasolina e diesel. Como resultado, o etanol ajuda a mitigar o impacto das mudanças climáticas, diminuindo a pegada de carbono dos veículos e auxiliando na preservação do meio ambiente.

    Fonte Renovável

    O etanol é considerado uma fonte de energia renovável, pois é obtido a partir de matérias-primas naturais, como culturas agrícolas, que podem ser replantadas e cultivadas de forma contínua. Diferentemente dos combustíveis fósseis, cujas reservas estão gradualmente se esgotando, o etanol oferece uma alternativa sustentável e de longo prazo para as necessidades de energia. Essa característica é essencial para garantir a segurança energética e a sustentabilidade das gerações futuras.

    Geração de Empregos e Desenvolvimento Econômico

    A produção de etanol envolve uma cadeia produtiva diversificada, abrangendo desde os agricultores que cultivam as matérias-primas até as indústrias de processamento e distribuição do biocombustível. Essa abrangência gera empregos em diversas regiões e contribui para o desenvolvimento econômico local. Além disso, o setor de biocombustíveis incentiva a pesquisa e a inovação, estimulando o crescimento de tecnologias mais eficientes e sustentáveis.

    Custo Acessível e Menor Dependência de Preços Internacionais

    Outra vantagem do etanol é seu custo comparativamente menor em relação aos combustíveis fósseis. Como a matéria-prima é cultivada e processada localmente, o preço do etanol não está sujeito a flutuações abruptas causadas pelas variações do mercado internacional de petróleo. Isso proporciona maior estabilidade aos consumidores e ajuda a reduzir a vulnerabilidade econômica associada à dependência do petróleo importado.

    Benefícios para a Manutenção do Veículo

    Além de ser uma opção mais limpa para o meio ambiente, o etanol também traz benefícios práticos para os proprietários de veículos. O uso do etanol como combustível pode ajudar a manter o motor do carro limpo por mais tempo, uma vez que não forma resíduos que possam prejudicar o desempenho do veículo. Isso pode resultar em menor desgaste das peças do motor e, consequentemente, em redução dos custos de manutenção a longo prazo.

    Desafios e Considerações

    Apesar das várias vantagens do etanol, é importante considerar alguns desafios associados à sua produção e uso. Um ponto de atenção é o impacto ambiental do cultivo em larga escala de culturas como milho e cana-de-açúcar, que pode levar à conversão de áreas naturais em áreas agrícolas e à perda de biodiversidade. Portanto, é crucial promover práticas agrícolas sustentáveis e investir em pesquisas para o aprimoramento da produção de biocombustíveis.

    Ademais, o etanol possui menor densidade energética em comparação com a gasolina, o que pode resultar em um consumo ligeiramente maior em veículos com motores não otimizados para esse tipo de combustível. No entanto, avanços contínuos na tecnologia automotiva têm buscado melhorar a eficiência dos motores de etanol, minimizando essa diferença.

    O etanol é uma alternativa promissora e sustentável aos combustíveis fósseis, apresentando diversas vantagens que vão desde a redução das emissões de gases de efeito estufa até a geração de empregos e o estímulo à economia local. Sua natureza renovável e menor dependência de fatores externos também o tornam uma escolha atraente para um futuro mais verde e resiliente.

    Entretanto, é fundamental enfrentar os desafios associados à produção e ao uso do etanol, garantindo que essas atividades sejam realizadas de forma responsável e sustentável. Com investimentos em tecnologias mais eficientes e práticas agrícolas ambientalmente amigáveis, o etanol pode desempenhar um papel importante na transição para um sistema de transporte mais limpo e sustentável.

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    Produzido a partir de fontes naturais como cana-de-açúcar e milho, o etanol apresenta características que o tornam uma opção ambientalmente amigável e economicamente viável para substituir, em parte, a dependência dos combustíveis fósseis.

    Menor Impacto Ambiental

    Uma das principais vantagens do etanol é a sua contribuição para a redução das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. Ao ser queimado nos motores dos veículos, o etanol libera uma quantidade significativamente menor de dióxido de carbono (CO2) em comparação com a queima de combustíveis fósseis, como gasolina e diesel. Como resultado, o etanol ajuda a mitigar o impacto das mudanças climáticas, diminuindo a pegada de carbono dos veículos e auxiliando na preservação do meio ambiente.

    Fonte Renovável

    O etanol é considerado uma fonte de energia renovável, pois é obtido a partir de matérias-primas naturais, como culturas agrícolas, que podem ser replantadas e cultivadas de forma contínua. Diferentemente dos combustíveis fósseis, cujas reservas estão gradualmente se esgotando, o etanol oferece uma alternativa sustentável e de longo prazo para as necessidades de energia. Essa característica é essencial para garantir a segurança energética e a sustentabilidade das gerações futuras.

    Geração de Empregos e Desenvolvimento Econômico

    A produção de etanol envolve uma cadeia produtiva diversificada, abrangendo desde os agricultores que cultivam as matérias-primas até as indústrias de processamento e distribuição do biocombustível. Essa abrangência gera empregos em diversas regiões e contribui para o desenvolvimento econômico local. Além disso, o setor de biocombustíveis incentiva a pesquisa e a inovação, estimulando o crescimento de tecnologias mais eficientes e sustentáveis.

    Custo Acessível e Menor Dependência de Preços Internacionais

    Outra vantagem do etanol é seu custo comparativamente menor em relação aos combustíveis fósseis. Como a matéria-prima é cultivada e processada localmente, o preço do etanol não está sujeito a flutuações abruptas causadas pelas variações do mercado internacional de petróleo. Isso proporciona maior estabilidade aos consumidores e ajuda a reduzir a vulnerabilidade econômica associada à dependência do petróleo importado.

    Benefícios para a Manutenção do Veículo

    Além de ser uma opção mais limpa para o meio ambiente, o etanol também traz benefícios práticos para os proprietários de veículos. O uso do etanol como combustível pode ajudar a manter o motor do carro limpo por mais tempo, uma vez que não forma resíduos que possam prejudicar o desempenho do veículo. Isso pode resultar em menor desgaste das peças do motor e, consequentemente, em redução dos custos de manutenção a longo prazo.

    Desafios e Considerações

    Apesar das várias vantagens do etanol, é importante considerar alguns desafios associados à sua produção e uso. Um ponto de atenção é o impacto ambiental do cultivo em larga escala de culturas como milho e cana-de-açúcar, que pode levar à conversão de áreas naturais em áreas agrícolas e à perda de biodiversidade. Portanto, é crucial promover práticas agrícolas sustentáveis e investir em pesquisas para o aprimoramento da produção de biocombustíveis.

    Ademais, o etanol possui menor densidade energética em comparação com a gasolina, o que pode resultar em um consumo ligeiramente maior em veículos com motores não otimizados para esse tipo de combustível. No entanto, avanços contínuos na tecnologia automotiva têm buscado melhorar a eficiência dos motores de etanol, minimizando essa diferença.

    O etanol é uma alternativa promissora e sustentável aos combustíveis fósseis, apresentando diversas vantagens que vão desde a redução das emissões de gases de efeito estufa até a geração de empregos e o estímulo à economia local. Sua natureza renovável e menor dependência de fatores externos também o tornam uma escolha atraente para um futuro mais verde e resiliente.

    Entretanto, é fundamental enfrentar os desafios associados à produção e ao uso do etanol, garantindo que essas atividades sejam realizadas de forma responsável e sustentável. Com investimentos em tecnologias mais eficientes e práticas agrícolas ambientalmente amigáveis, o etanol pode desempenhar um papel importante na transição para um sistema de transporte mais limpo e sustentável.

  • Ebulição global: o que é e como enfrentar o maior desafio da humanidade

    Ebulição global: o que é e como enfrentar o maior desafio da humanidade

    O planeta Terra está fervendo. Essa é a conclusão de cientistas, ambientalistas e líderes mundiais, que alertam para os perigos das mudanças climáticas causadas pela atividade humana.

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    Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), julho de 2023 será o mês mais quente já registrado na história, superando a média pré-industrial em cerca de 1,5°C . Isso significa que o planeta está passando por um período de calor extremo, que traz consequências graves para a vida, como secas, incêndios, inundações, tempestades, derretimento de geleiras e perda de biodiversidade.

    O que é ebulição global?

    Ebulição global é um termo usado para descrever o estado atual do planeta, que está sofrendo os efeitos das mudanças climáticas causadas pela atividade humana. O termo foi usado pela primeira vez pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, em um discurso na Cúpula do Clima de 2023, realizada em Glasgow, na Escócia. Guterres afirmou que “a era do aquecimento global acabou, agora é o momento da era da ebulição global” e pediu ações “radicais e imediatas” para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e evitar o pior cenário possível.

    O termo ebulição global se refere ao fato de que o planeta está atingindo temperaturas tão altas que podem provocar uma reação em cadeia irreversível, levando a um colapso ecológico e social. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), se as emissões continuarem no ritmo atual, a temperatura média global pode aumentar entre 3°C e 5°C até o final do século, ultrapassando o limite de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris. Isso pode levar a eventos climáticos extremos mais frequentes e intensos, como ondas de calor, furacões, secas e inundações; à elevação do nível do mar, que pode afetar milhões de pessoas que vivem em áreas costeiras; à perda de biodiversidade, que pode comprometer os serviços ecossistêmicos essenciais para a humanidade; e à escassez de recursos naturais, como água, alimentos e energia, que podem gerar conflitos e migrações forçadas.

    Como enfrentar a ebulição global?

    Para enfrentar a ebulição global, é preciso uma ação coletiva e urgente de todos os setores da sociedade: governos, empresas, organizações não governamentais e cidadãos. É necessário reduzir as emissões de gases de efeito estufa, principalmente dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), que são os principais responsáveis pelo efeito estufa. Isso pode ser feito por meio da transição para fontes de energia renováveis, como solar, eólica e hidrelétrica; da melhoria da eficiência energética dos edifícios, veículos e indústrias; da adoção de práticas agrícolas sustentáveis, que evitem o desmatamento e a degradação do solo; da restauração de ecossistemas naturais, como florestas, manguezais e turfeiras; e da implementação de tecnologias de captura e armazenamento de carbono.

    Além disso, é preciso se adaptar aos impactos das mudanças climáticas já existentes. Isso pode ser feito por meio do fortalecimento da resiliência das comunidades vulneráveis aos desastres naturais; da promoção da segurança alimentar e hídrica; da proteção da saúde humana e animal; da conservação da biodiversidade; da gestão integrada dos recursos naturais; e da cooperação internacional para o desenvolvimento sustentável.

    A ebulição global é o maior desafio da humanidade no século XXI. Ela exige uma mudança de paradigma na forma como nos relacionamos com o planeta e uns com os outros. Somente assim, poderemos garantir um futuro mais justo, seguro e saudável para as próximas gerações.

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    Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), julho de 2023 será o mês mais quente já registrado na história, superando a média pré-industrial em cerca de 1,5°C . Isso significa que o planeta está passando por um período de calor extremo, que traz consequências graves para a vida, como secas, incêndios, inundações, tempestades, derretimento de geleiras e perda de biodiversidade.

    O que é ebulição global?

    Ebulição global é um termo usado para descrever o estado atual do planeta, que está sofrendo os efeitos das mudanças climáticas causadas pela atividade humana. O termo foi usado pela primeira vez pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, em um discurso na Cúpula do Clima de 2023, realizada em Glasgow, na Escócia. Guterres afirmou que “a era do aquecimento global acabou, agora é o momento da era da ebulição global” e pediu ações “radicais e imediatas” para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e evitar o pior cenário possível.

    O termo ebulição global se refere ao fato de que o planeta está atingindo temperaturas tão altas que podem provocar uma reação em cadeia irreversível, levando a um colapso ecológico e social. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), se as emissões continuarem no ritmo atual, a temperatura média global pode aumentar entre 3°C e 5°C até o final do século, ultrapassando o limite de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris. Isso pode levar a eventos climáticos extremos mais frequentes e intensos, como ondas de calor, furacões, secas e inundações; à elevação do nível do mar, que pode afetar milhões de pessoas que vivem em áreas costeiras; à perda de biodiversidade, que pode comprometer os serviços ecossistêmicos essenciais para a humanidade; e à escassez de recursos naturais, como água, alimentos e energia, que podem gerar conflitos e migrações forçadas.

    Como enfrentar a ebulição global?

    Para enfrentar a ebulição global, é preciso uma ação coletiva e urgente de todos os setores da sociedade: governos, empresas, organizações não governamentais e cidadãos. É necessário reduzir as emissões de gases de efeito estufa, principalmente dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), que são os principais responsáveis pelo efeito estufa. Isso pode ser feito por meio da transição para fontes de energia renováveis, como solar, eólica e hidrelétrica; da melhoria da eficiência energética dos edifícios, veículos e indústrias; da adoção de práticas agrícolas sustentáveis, que evitem o desmatamento e a degradação do solo; da restauração de ecossistemas naturais, como florestas, manguezais e turfeiras; e da implementação de tecnologias de captura e armazenamento de carbono.

    Além disso, é preciso se adaptar aos impactos das mudanças climáticas já existentes. Isso pode ser feito por meio do fortalecimento da resiliência das comunidades vulneráveis aos desastres naturais; da promoção da segurança alimentar e hídrica; da proteção da saúde humana e animal; da conservação da biodiversidade; da gestão integrada dos recursos naturais; e da cooperação internacional para o desenvolvimento sustentável.

    A ebulição global é o maior desafio da humanidade no século XXI. Ela exige uma mudança de paradigma na forma como nos relacionamos com o planeta e uns com os outros. Somente assim, poderemos garantir um futuro mais justo, seguro e saudável para as próximas gerações.

  • A maioria dos países não tem metas climáticas confiáveis, diz estudo

    A maioria dos países não tem metas climáticas confiáveis, diz estudo

    Um novo estudo publicado na revista Science alerta que a maioria dos países que se comprometeram a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa para zero até o final do século não tem metas confiáveis ou políticas concretas para alcançá-las. Isso coloca o mundo em alto risco de sofrer os piores impactos das mudanças…

    Os pesquisadores analisaram as características das metas de emissões líquidas zero (net-zero) de 131 países, que representam 90% das emissões globais. Eles atribuíram uma classificação de credibilidade para cada meta, com base em critérios como o grau de ambição, a abrangência dos setores e gases cobertos, o nível de apoio político e social, a existência de planos e políticas de longo e curto prazo e o alinhamento com os objetivos do Acordo de Paris.

    O resultado foi preocupante: apenas 10% das metas foram consideradas de alta credibilidade, enquanto 45% foram classificadas como de baixa credibilidade e 45% como de credibilidade muito baixa. As metas de alta credibilidade foram encontradas principalmente em países da União Europeia, que têm leis nacionais vinculantes e planos detalhados para atingir a neutralidade climática até 2050.

    Já as metas de baixa ou muito baixa credibilidade foram predominantes em países em desenvolvimento, que dependem fortemente de combustíveis fósseis e têm pouca capacidade institucional ou financeira para implementar a transição energética. Alguns países, como Brasil, China e Índia, nem sequer anunciaram uma meta de emissões líquidas zero.

    Os autores do estudo estimaram que, se todas as metas fossem cumpridas integralmente, o aquecimento global poderia ser limitado a cerca de 1,8°C até o final do século. No entanto, se apenas as metas de alta credibilidade fossem levadas em conta, o cenário seria bem diferente: o planeta poderia aquecer até 2,9°C, ultrapassando o limite de 2°C estabelecido pelo Acordo de Paris.

    Para evitar esse resultado catastrófico, os pesquisadores recomendam que os países aumentem a credibilidade de suas metas climáticas, tornando-as legalmente vinculantes e apoiadas por planos e políticas de longo e curto prazo. Eles também sugerem que os países revisem periodicamente suas metas e as alinhem com as melhores evidências científicas disponíveis.

    O estudo foi realizado por uma equipe internacional de cientistas de diversas instituições, incluindo o Imperial College London, o Instituto Internacional para Análise de Sistemas Aplicados, o Instituto Mundial de Recursos, a Universidade da Califórnia-Berkeley, a Agência Ambiental da Holanda, o Instituto para Estudos Ambientais, o NewClimate Institute, o Instituto Copernicus para Desenvolvimento Sustentável e a Universidade Federal do Rio de Janeiro.

    Fonte: Link.

    Os pesquisadores analisaram as características das metas de emissões líquidas zero (net-zero) de 131 países, que representam 90% das emissões globais. Eles atribuíram uma classificação de credibilidade para cada meta, com base em critérios como o grau de ambição, a abrangência dos setores e gases cobertos, o nível de apoio político e social, a existência de planos e políticas de longo e curto prazo e o alinhamento com os objetivos do Acordo de Paris.

    O resultado foi preocupante: apenas 10% das metas foram consideradas de alta credibilidade, enquanto 45% foram classificadas como de baixa credibilidade e 45% como de credibilidade muito baixa. As metas de alta credibilidade foram encontradas principalmente em países da União Europeia, que têm leis nacionais vinculantes e planos detalhados para atingir a neutralidade climática até 2050.

    Já as metas de baixa ou muito baixa credibilidade foram predominantes em países em desenvolvimento, que dependem fortemente de combustíveis fósseis e têm pouca capacidade institucional ou financeira para implementar a transição energética. Alguns países, como Brasil, China e Índia, nem sequer anunciaram uma meta de emissões líquidas zero.

    Os autores do estudo estimaram que, se todas as metas fossem cumpridas integralmente, o aquecimento global poderia ser limitado a cerca de 1,8°C até o final do século. No entanto, se apenas as metas de alta credibilidade fossem levadas em conta, o cenário seria bem diferente: o planeta poderia aquecer até 2,9°C, ultrapassando o limite de 2°C estabelecido pelo Acordo de Paris.

    Para evitar esse resultado catastrófico, os pesquisadores recomendam que os países aumentem a credibilidade de suas metas climáticas, tornando-as legalmente vinculantes e apoiadas por planos e políticas de longo e curto prazo. Eles também sugerem que os países revisem periodicamente suas metas e as alinhem com as melhores evidências científicas disponíveis.

    O estudo foi realizado por uma equipe internacional de cientistas de diversas instituições, incluindo o Imperial College London, o Instituto Internacional para Análise de Sistemas Aplicados, o Instituto Mundial de Recursos, a Universidade da Califórnia-Berkeley, a Agência Ambiental da Holanda, o Instituto para Estudos Ambientais, o NewClimate Institute, o Instituto Copernicus para Desenvolvimento Sustentável e a Universidade Federal do Rio de Janeiro.

    Fonte: Link.

  • Especialistas criticam startup que começou a liberar partículas na atmosfera para controlar as mudanças climáticas

    Especialistas criticam startup que começou a liberar partículas na atmosfera para controlar as mudanças climáticas

    A Make Sunsets é uma empresa que afirma ter lançado balões meteorológicos na estratosfera com o objetivo de liberar partículas refletoras de enxofre, uma forma de geoengenharia solar que visa combater as mudanças climáticas.

    A empresa também está tentando vender “créditos de resfriamento” para futuros lançamentos, alegando que cada grama de partículas pode compensar o efeito de aquecimento de uma tonelada de carbono por um ano.

    A iniciativa da Make Sunsets tem gerado controvérsia e críticas de cientistas, ambientalistas e especialistas em governança climática, que consideram a geoengenharia solar uma técnica arriscada, prematura e desnecessária. Eles argumentam que a geoengenharia solar pode ter efeitos colaterais perigosos para o meio ambiente e a sociedade, como alterar os padrões de chuva, reduzir a camada de ozônio, provocar conflitos geopolíticos e desviar a atenção da redução das emissões de gases de efeito estufa.

    Além disso, eles questionam a credibilidade científica e ética da empresa, que não buscou nenhuma aprovação ou respaldo para seus experimentos, não monitorou os impactos de seus lançamentos e não se envolveu com o público ou as comunidades afetadas. Eles também criticam as alegações da empresa sobre os benefícios dos créditos de resfriamento, que não têm base em evidências nem valor para os mercados de crédito climático.

    A geoengenharia solar é um conjunto de tecnologias que visam refletir parte da luz solar de volta ao espaço, imitando um processo natural que ocorre após grandes erupções vulcânicas. A ideia é diminuir o aquecimento global causado pelo acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera. Uma das técnicas mais propostas é a injeção de aerossol na estratosfera, que consiste em liberar partículas refletoras como o dióxido de enxofre.

    A geoengenharia solar é apoiada por alguns defensores como Bill Gates, que doou milhões para pesquisas na área, e por um centro de pesquisa na Universidade Harvard (EUA), que planeja realizar um experimento estratosférico de pequena escala chamado SCoPEx. No entanto, a geoengenharia solar ainda é uma área pouco estudada e controversa, que enfrenta desafios científicos, políticos e éticos. Alguns cientistas pedem a proibição do desenvolvimento da técnica, enquanto outros defendem a necessidade de mais pesquisas e governança.

    A Make Sunsets é uma startup fundada por Luke Iseman, ex-diretor de hardware da Y Combinator, que diz ter realizado dois lançamentos de balão no México em abril deste ano, sem qualquer tipo de autorização ou monitoramento. Ele afirma que a empresa tem como missão “conseguir o máximo de resfriamento o mais rápido possível, com responsabilidade”, e que espera impulsionar o debate público e o campo científico sobre a geoengenharia solar. Ele reconhece que sua iniciativa é parte empreendedorismo e parte provocação, um ato de ativismo da geoengenharia.

    A empresa também está tentando vender “créditos de resfriamento” para futuros lançamentos, alegando que cada grama de partículas pode compensar o efeito de aquecimento de uma tonelada de carbono por um ano.

    A iniciativa da Make Sunsets tem gerado controvérsia e críticas de cientistas, ambientalistas e especialistas em governança climática, que consideram a geoengenharia solar uma técnica arriscada, prematura e desnecessária. Eles argumentam que a geoengenharia solar pode ter efeitos colaterais perigosos para o meio ambiente e a sociedade, como alterar os padrões de chuva, reduzir a camada de ozônio, provocar conflitos geopolíticos e desviar a atenção da redução das emissões de gases de efeito estufa.

    Além disso, eles questionam a credibilidade científica e ética da empresa, que não buscou nenhuma aprovação ou respaldo para seus experimentos, não monitorou os impactos de seus lançamentos e não se envolveu com o público ou as comunidades afetadas. Eles também criticam as alegações da empresa sobre os benefícios dos créditos de resfriamento, que não têm base em evidências nem valor para os mercados de crédito climático.

    A geoengenharia solar é um conjunto de tecnologias que visam refletir parte da luz solar de volta ao espaço, imitando um processo natural que ocorre após grandes erupções vulcânicas. A ideia é diminuir o aquecimento global causado pelo acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera. Uma das técnicas mais propostas é a injeção de aerossol na estratosfera, que consiste em liberar partículas refletoras como o dióxido de enxofre.

    A geoengenharia solar é apoiada por alguns defensores como Bill Gates, que doou milhões para pesquisas na área, e por um centro de pesquisa na Universidade Harvard (EUA), que planeja realizar um experimento estratosférico de pequena escala chamado SCoPEx. No entanto, a geoengenharia solar ainda é uma área pouco estudada e controversa, que enfrenta desafios científicos, políticos e éticos. Alguns cientistas pedem a proibição do desenvolvimento da técnica, enquanto outros defendem a necessidade de mais pesquisas e governança.

    A Make Sunsets é uma startup fundada por Luke Iseman, ex-diretor de hardware da Y Combinator, que diz ter realizado dois lançamentos de balão no México em abril deste ano, sem qualquer tipo de autorização ou monitoramento. Ele afirma que a empresa tem como missão “conseguir o máximo de resfriamento o mais rápido possível, com responsabilidade”, e que espera impulsionar o debate público e o campo científico sobre a geoengenharia solar. Ele reconhece que sua iniciativa é parte empreendedorismo e parte provocação, um ato de ativismo da geoengenharia.

  • 7 filmes para entender a atual crise climática

    7 filmes para entender a atual crise climática

    A crise climática é um dos maiores desafios da humanidade no século 21. As mudanças no clima afetam a biodiversidade, a segurança alimentar, a saúde e o bem-estar das pessoas e do planeta.

    Para compreender melhor as causas, as consequências e as soluções para esse problema, selecionamos 7 filmes que abordam o tema de diferentes perspectivas. Confira!

    1. Uma verdade inconveniente (2007)
      O documentário acompanha o ativista ambiental e ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, em sua campanha para conscientizar o público sobre os perigos do aquecimento global. O filme apresenta dados científicos, imagens impactantes e depoimentos de especialistas sobre os efeitos das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera.
    2. A última hora (2007)
      O ator Leonardo Di Caprio produziu e narrou esse documentário que explora as causas e as consequências da crise climática, bem como as possíveis soluções. O filme conta com a participação de cientistas, políticos, líderes religiosos e ambientalistas que discutem temas como a escassez de recursos naturais, a extinção de espécies, a poluição, a pobreza e os conflitos.
    3. Cowspiracy (2014)
      Esse documentário investiga o impacto da indústria pecuária no meio ambiente e na mudança climática. O filme revela como a criação de animais para consumo humano é responsável por uma grande parte das emissões de gases de efeito estufa, do desmatamento, da perda de biodiversidade, do consumo de água e da poluição.
    4. Captando o sol (2015)
      Esse documentário mostra como a energia solar pode ser uma alternativa limpa, barata e acessível para combater a crise climática e promover o desenvolvimento sustentável. O filme acompanha a trajetória de quatro pessoas que se envolvem com a energia solar em diferentes contextos: um empresário americano, um ativista indiano, um trabalhador chinês e um veterano de guerra americano.
    5. Seremos história? (2016)
      Esse documentário é uma série produzida por Leonardo Di Caprio que explora os impactos das mudanças climáticas em diferentes regiões do mundo. Cada episódio aborda um aspecto da crise climática, como o derretimento das geleiras, a elevação do nível do mar, as secas, as tempestades, as migrações e os conflitos.
    6. Uma verdade mais inconveniente (2017)
      Esse documentário é a continuação de Uma verdade inconveniente (2007) e mostra como Al Gore continua sua luta pela conscientização e pela ação contra o aquecimento global. O filme mostra os avanços e os retrocessos na política climática global, bem como os desafios e as oportunidades para a transição energética.
    7. Nosso planeta (2019)
      Essa série documental é uma produção da Netflix que retrata a beleza e a diversidade da vida na Terra, bem como as ameaças que ela enfrenta por causa das mudanças climáticas. Cada episódio foca em um tipo de ecossistema, como florestas, oceanos, savanas, pólos e cidades, e mostra como as espécies se adaptam ou sofrem com as alterações no clima.

    Para compreender melhor as causas, as consequências e as soluções para esse problema, selecionamos 7 filmes que abordam o tema de diferentes perspectivas. Confira!

    1. Uma verdade inconveniente (2007)
      O documentário acompanha o ativista ambiental e ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, em sua campanha para conscientizar o público sobre os perigos do aquecimento global. O filme apresenta dados científicos, imagens impactantes e depoimentos de especialistas sobre os efeitos das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera.
    2. A última hora (2007)
      O ator Leonardo Di Caprio produziu e narrou esse documentário que explora as causas e as consequências da crise climática, bem como as possíveis soluções. O filme conta com a participação de cientistas, políticos, líderes religiosos e ambientalistas que discutem temas como a escassez de recursos naturais, a extinção de espécies, a poluição, a pobreza e os conflitos.
    3. Cowspiracy (2014)
      Esse documentário investiga o impacto da indústria pecuária no meio ambiente e na mudança climática. O filme revela como a criação de animais para consumo humano é responsável por uma grande parte das emissões de gases de efeito estufa, do desmatamento, da perda de biodiversidade, do consumo de água e da poluição.
    4. Captando o sol (2015)
      Esse documentário mostra como a energia solar pode ser uma alternativa limpa, barata e acessível para combater a crise climática e promover o desenvolvimento sustentável. O filme acompanha a trajetória de quatro pessoas que se envolvem com a energia solar em diferentes contextos: um empresário americano, um ativista indiano, um trabalhador chinês e um veterano de guerra americano.
    5. Seremos história? (2016)
      Esse documentário é uma série produzida por Leonardo Di Caprio que explora os impactos das mudanças climáticas em diferentes regiões do mundo. Cada episódio aborda um aspecto da crise climática, como o derretimento das geleiras, a elevação do nível do mar, as secas, as tempestades, as migrações e os conflitos.
    6. Uma verdade mais inconveniente (2017)
      Esse documentário é a continuação de Uma verdade inconveniente (2007) e mostra como Al Gore continua sua luta pela conscientização e pela ação contra o aquecimento global. O filme mostra os avanços e os retrocessos na política climática global, bem como os desafios e as oportunidades para a transição energética.
    7. Nosso planeta (2019)
      Essa série documental é uma produção da Netflix que retrata a beleza e a diversidade da vida na Terra, bem como as ameaças que ela enfrenta por causa das mudanças climáticas. Cada episódio foca em um tipo de ecossistema, como florestas, oceanos, savanas, pólos e cidades, e mostra como as espécies se adaptam ou sofrem com as alterações no clima.