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  • COVID-19: OMS apoia países com envio de equipamentos de proteção e diagnóstico

    Consumidores em um shopping de Dar es Salaam, na Tanzânia, usam máscaras à medida que novas ações são implementadas após o anúncio de casos do novo coronavírus no país. Foto: ONU/ Stella Vuzo

    Pela primeira vez desde o início do surto de COVID-19, em dezembro, a China não registrou nenhum caso doméstico da doença, informou o chefe da Organização Mundial da Saúde da ONU (OMS) na quinta-feira (19), classificando o fato como “uma conquista incrível”.

    Tedros Adhanom Ghebreyesus falou durante seu briefing regular em Genebra, onde destacou os últimos desenvolvimentos no apoio da agência da ONU aos países que enfrentam o que descreveu como “um inimigo invisível contra a humanidade”.

    A OMS enviou equipamentos de proteção individual (EPI) para quase 70 países, enquanto 120 nações receberam 1,5 milhão de kits de diagnóstico.

    A agência está finalizando acordos de exportação com produtores na China para que mais suprimentos possam ser enviados aos países.

    “Nosso objetivo é construir um pipeline contínuo para garantir a continuidade do fornecimento”, afirmou ele.

    No entanto, Ghebreyesus alertou que a escassez continuará sendo um desafio.

    O diretor-geral da OMS informou que mais de 70% dos países têm um plano nacional de preparação e resposta para a COVID-19, enquanto quase 90% têm capacidade de teste de laboratório.

    Apesar de comemorar os números, ele disse que isso não basta, pois todos os países devem estar preparados.

    “Mas apenas metade dos países possui um programa nacional de prevenção e controle de infecções e padrões WASH (água, saneamento e higiene) em todas as unidades de saúde. Apenas metade dos países que se reportaram à OMS possui um sistema de referência clínica para a COVID-19”, afirmou.

    “Considerando o que observamos ultimamente, quando os serviços de saúde estão sobrecarregados, preparar o sistema, especialmente as referências, será muito importante”.

    Globalmente, existem mais de 200 mil casos de COVID-19 e 8 mil mortes foram registradas.

    Atualização sobre financiamento

    Embora um plano de 675 milhões de dólares para cobrir os primeiros três meses de resposta à COVID-19 esteja quase totalmente financiado, este não será suficiente devido à propagação do vírus para mais países.

    A OMS está trabalhando agora com o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e outros parceiros na próxima fase do Plano Estratégico de Preparação e Resposta, lançado no início de fevereiro.

    Enquanto isso, o Fundo de Resposta e Solidariedade, anunciado na sexta-feira (13), recebeu 45 milhões de dólares de mais de 173 mil indivíduos e organizações.

    Tedros expressou gratidão pelo financiamento, acrescentando que a única maneira de derrotar a pandemia é através da solidariedade.

    “Este é um inimigo comum. Vamos manter essa solidariedade”, disse ele. “Somos uma raça humana, e isso basta. Este é um inimigo invisível contra a humanidade.”

    Fonte: ONU

  • Três em cada cinco pessoas com Aids no mundo têm acesso a tratamentos

    Três em cada cinco soropositivos no mundo têm acesso a tratamentos antirretrovirais.

    Isso representa 21 milhões de pessoas, segundo relatório da Unaids divulgado nesta quarta-feira (18).

    Por outro lado, a ONU teme que a falta de verba a impeça de manter esse patamar de luta contra a Aids. As informações com Stephan Rozenbaum da Rádio França Internacional.

  • Secretário-geral da ONU: ‘Guerra Fria está de volta’

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu o Conselho de Segurança da organização de que as tensões no Oriente Médio representam uma ameaça à paz global e pediu às partes envolvidas que evitem a escalada militar iminente na Síria.

    Em seu discurso, proferido nesta sexta-feira, Guterres disse que muitos conflitos no Oriente Médio mergulharam a região no caos que ameaça a paz e a segurança. No entanto, estes incluem não apenas conflitos regionais, como a divisão entre xiitas e sunitas, ou o conflito palestino-israelense, e também o confronto entre a Rússia e o Ocidente.

    “A Guerra Fria está de volta”, disse Guterres.

    “Os mecanismos e salvaguardas para lidar com os riscos de escalada que existiam no passado não parecem mais estar presentes”, disse ele.

    Mas a situação na Síria representa “a mais séria ameaça à paz e segurança internacionais”, alertou o político.

    “Na Síria, vemos confrontos e guerras indiretas envolvendo vários exércitos nacionais, vários grupos armados de oposição, muitas milícias nacionais e internacionais, combatentes estrangeiros de todo o mundo e várias organizações terroristas”, destacou.

    Guterres lamentou o fracasso do Conselho de Segurança esta semana para emitir um mandato para investigar relatos de uso de armas químicas na Síria e ofereceu seu apoio à inspeção da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), atualmente em curso na cidade de Duma. Além disso, ele convocou os membros do Conselho para superar suas diferenças e começar a agir de acordo com sua posição.

    “O aumento das tensões e a incapacidade de chegar a um compromisso no estabelecimento de um mecanismo de responsabilização ameaçam levar a uma escalada militar total”, alertou ele.

    “Em meus contatos com vocês, especialmente com os membros permanentes do Conselho de Segurança, reiterei minha profunda preocupação com os riscos do impasse atual e sublinhei a necessidade de evitar que a situação saia do controle.”

    Durante toda a semana, os EUA e seus aliados estão decidindo se recorrem à força militar para retaliar o governo sírio pelo suposto ataque com armas químicas na cidade de Douma.

    A Rússia, por outro lado, afirma que o incidente na localidade síria foi uma farsa e alega possuir “dados irrefutáveis” que confirmam a sua versão, como afirmou nesta sexta-feira o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov. Com informações da Sputnik Brasil

  • Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo foca em meninas e mulheres

    As Nações Unidas celebram neste 2 de abril o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo sob o lema “Capacitando mulheres e meninas com autismo”. O secretário-geral da ONU, António Guterres, aproveitou a data para lembrar a reafirmação do “compromisso de promover a plena participação de todas as pessoas com autismo na sociedade e garantir o apoio necessário para que estas possam exercer seus direitos e liberdades fundamentais”.

    As comemorações do Dia Mundial da Conscientização do Autismo também querem envolver mulheres e meninas com as organizações que as representam na formulação de políticas e decisões para abordar os desafios que elas enfrentam. A Assembleia Geral da ONU realiza uma série de eventos sobre a data na próxima quarta-feira (4), como debates com especialistas e ativistas para discutir questões específicas de mulheres e meninas com autismo.

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    Os temas abordados incluem os desafios e as oportunidades para o pleno exercício dos seus direitos em áreas como casamento, família e paternidade com igualdade de oportunidades.

    Desafios

    Em novembro de 2017, a Assembleia Geral adotou uma resolução chamando a atenção para os desafios específicos de mulheres e meninas com deficiência para implementar a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Essa decisão manifesta preocupação porque mulheres e meninas nessa situação estão sujeitas a “formas de discriminação diversas e interligadas, que limitam o usufruto de todos os seus direitos humanos e liberdades fundamentais”.

    A ONU diz que as meninas com deficiência são menos propensas a terminar o ensino fundamental e têm maior probabilidade de serem marginalizadas ou terem acesso negado à educação.

    De acordo com a organização, as mulheres com deficiência apresentam uma taxa de emprego mais baixa do que os homens na mesma situação e do que as mulheres sem deficiência.

    Violência

    A nível global, as mulheres com deficiência têm mais probabilidades de sofrer violência física, sexual, psicológica e econômica do que os homens. Outro problema é a desigualdade causada pela discriminação e pelo estigma associado ao gênero e à deficiência.

    Os resultados da falta de acessibilidade e dos estereótipos são barreiras aos serviços de saúde sexual e reprodutiva e à informação sobre educação sexual abrangente. As mais afetadas são particularmente mulheres e meninas com deficiência intelectual, que inclui o autismo. Por: Agência Brasil