Tag: Operação Skala

  • Mulher de coronel pagou despesas de obra de filha de Temer, diz jornal

    Obras na casa da psicóloga Maristela Temer, filha do presidente Michel Temer (MDB), foram pagas em dinheiro vivo pela esposa de um dos amigos do emedebista que foi preso no mês passado, durante a Operação Skala da Polícia Federal (PF).

    Segundo informações publicadas nesta quinta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, a arquiteta Maria Rita Fratezi, mulher do coronel João Baptista Lima Filho – amigo de Temer –, fez os pagamentos em espécie à Ibiza Acabamentos, uma das empresas que entregaram material na residência de Maristela, em Pinheiros, bairro nobre de São Paulo.

    A entrega dos recursos foi confirmada pelo dono da empresa, apesar do recibo no valor de R$ 12.400 estar no nome da filha de Temer. De acordo com a publicação, os investigadores acham o fato relevante, sobretudo por delações da JBS apontarem repasses de propina ao coronel em data próxima ao pagamento da obra na casa da filha do presidente.

    Preso no dia 29 de março na Operação Skala, que apura um esquema de corrupção que supostamente beneficiaria empresas do setor portuário em troca da renovação de concessões públicas, o coronel Lima manteve o silêncio ao ser indagado pelos investigadores. Chamada a depor, a sua mulher fez o mesmo.

    Procurada pela Folha para comentar o assunto, a assessoria de Temer informou que os questionamentos sobre a reforma seriam respondidos pela defesa de Maristela. Esta, por sua vez, afirmou que só prestaria esclarecimentos à PF, se for chamada para explicações. Já o coronel e sua esposa negaram qualquer ilegalidade. Por Sputnik Brasil

  • Polícia Federal confirma soltura dos presos investigados pela Operação Skala

    A Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo confirmou apara a Agência Brasil a soltura das dez pessoas presas na última quinta-feira em uma operação que investiga desvio de recursos no setor portuário.

    A maior parte dos presos estava na sede da superintendência em São Paulo e saiu ainda na noite deste sábado. A revogação da prisão foi pedida pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso.

    O ministro, relator do inquérito sobre os portos no STF, reconheceu que as medidas cautelares já cumpriram sua finalidade e não existiria mais fundamento legal para a manutenção das medidas.

    Entre os presos já liberados estão o ex-assessor do presidente Michel Temer, José Yunes; o ex-ministro da Agricultura e ex-presidente da estatal Companhia Docas do Estado de São Paulo Wagner Rossi; o presidente do Grupo Rodrimar, Antônio Celso Grecco; a empresária Celina Torrealba, uma das proprietárias do Grupo Libra, que também atua no ramo portuário; e o coronel João Batista Lima, amigo do presidente Michel Temer.

    A Presidência da República divulgou nota para rebater a acusação de que o presidente Temer teria agido para beneficiar amigos empresários na edição do Decreto dos Portos.

    Após afirmar que o Decreto dos Portos não se aplica ao contrato da Rodrimar, o Palácio do Planalto afirmou, sem citar nomes, que “tentam mais uma vez destruir a reputação do presidente Michel Temer”, com métodos e cerceamento dos direitos básicos para obter, forçadamente, testemunhos que possam ser usados em peças de acusação. Por: Agência Brasil

  • Ministro do STF revoga prisões temporárias de investigados na Operação Skala

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso revogou na noite deste sábado (31) as prisões temporárias dos alvos da Operação Skala, da Polícia Federal, e determinou a imediata soltura dos presos.

    Barroso acolheu o pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, de revogação das prisões feito esta tarde. Segunda ela, as medidas cumpriram o objetivo legal. A PGR destacou que, quinta-feira (29), foram feitas as medidas de busca e apreensão de prisões autorizadas pelo relator do inquérito, com exceção de três pessoas que não tiveram os mandados de prisão executados por estarem no exterior, “mas dispostos a se apresentarem à autoridade policial tão logo retornem”.

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    As prisões foram determinadas no âmbito do inquérito que apura possíveis irregularidades na edição do Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017), assinado pelo presidente Michel Temer em maio do ano passado, e que apura o suposto favorecimento a empresas do ramo portuário.

    “Desse modo, tendo as medidas de natureza cautelar alcançado sua finalidade, não subsiste fundamento legal para a manutenção das medidas, impondo-se o acolhimento da manifestação da Procuradoria-Geral da República”, escreve Barroso em sua decisão.

    Operação Skala

    Foram presas temporariamente 13 pessoas ao todo, lista que inclui o ex-assessor do presidente Michel Temer, José Yunes; o ex-ministro da Agricultura e ex-presidente da estatal Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) Wagner Rossi; o presidente do Grupo Rodrimar, Antônio Celso Grecco; a empresária Celina Torrealba, uma das proprietárias do Grupo Libra, que também atua no ramo portuário; e o coronel João Batista Lima, amigo do presidente Michel Temer.

    As medidas foram determinadas pelo ministro Luís Roberto Barroso, relator do chamado Inquérito dos Portos, no STF.

    Planalto

    A Presidência da República divulgou nota oficial na noite desta sexta-feira (30) para rebater a acusação de que o presidente Michel Temer teria agido para beneficiar amigos empresários na edição do Decreto dos Portos, no ano passado, em investigação conduzida pela PGR.

    “Tal decreto nasceu após criação de grupo de trabalho pelo Ministério dos Transportes que realizou amplo e público debate, em reuniões que ocorreram entre setembro de 2016 e maio de 2017″, diz a nota. Segundo o governo federal, “autoridades tentam criar narrativas que gerem novas acusações” e o decreto editado em 2017 não se aplica à empresa Rodrimar S/A, acusada de ter sido beneficiada nas regras de licitação aprovadas para o setor de portos. Por: Agência Brasil