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  • Polícia Militar desativa uma das bases da UPP no Morro de São Carlos

    O COE, Comando de Operações Especiais da Polícia Militar, formado pelas tropas de elite da corporação, realiza operação nesta terça-feira, no Complexo de favelas do São São Carlos, no Estácio, região central do Rio de Janeiro.

    Além do próprio Morro de São Carlos, o complexo também engloba os morros da Mineira, do Zinco e da Querosene, além de outras comunidades menores da região. Participam da ação homens do Batalhão de Operações Especiais, o Bope, do Batalhão de Choque e do Batalhão de ações com Cães, que contam com o apoio de um veículo blindados e equipamentos de engenharia.

    De acordo com a Polícia Militar, o objetivo da operação é colocar em prática alterações operacionais que foram planejadas pelo Comando de Polícia Pacificadora, entre elas a desativação de uma das bases da UPP do São Carlos, que é feita pela Equipe de Demolição Tática do BOPE.

    Ainda segundo a PM, as novas medidas serão implementadas para possibilitar uma melhor distribuição do efetivo da UPP, reforçando o policiamento e aumentando a segurança dos policiais.

    Nas redes sociais, moradores da região publicaram diversas mensagens e vídeos sobre intensos tiroteios nas comunidades desde o início da manhã. De acordo com a Policia Militar, logo no início da operação, um suspeito foi ferido em confronto com policiais do Bope no Morro de São Carlos.

    Ele, que não teve a identidade revelada, foi socorrido para o hospital Souza Aguiar, no Centro, mas não há informações sobre o estado de saúde dele. Com o suspeito os agentes apreenderam uma pistola, uma granada de fabricação caseira e drogas embaladas para a venda.

    A partir de 2017, o Complexo de São Carlos ganhou relevância no mapa do crime organizado porque passou a ser a base da facção paulista Primeiro Comando da Capital, no Rio.

    De acordo com a Polícia Civil, o PCC se aliou ao Terceiro Comando Puro, que domina o Complexo do São Carlos, e passou a fornecer drogas, armas e munições para a facção carioca, apoiando inclusive a tentativa de invasão da favela da Rocinha, em setembro do ano passado.

  • Polícia Federal desarticula em São Paulo fraudes em madeireiras

    Um esquema de fraude na homologação de depósitos de madeireiras, os chamados pátios, foi desarticulado pela Polícia Federal (PF) em parceria com o Ibama, nesta quinta-feira (24), em São Paulo.

    O esquema fraudava madeira de origem ilegal e manipulava o sistema de controle de irregularidades administrativas do Ibama.

    A estimativa é de que cerca de 8.000 metros cúbicos de créditos em madeira fictícios foram gerados por um servidor do Ibama envolvido no esquema. O valor corresponde a 325 caminhões carregados com madeira.

    Foram cumpridos 13 mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão em cinco cidades paulistas: na capital, em São Bernardo do Campo, em Osasco, em Tietê e em Piracicaba.

    As investigações começaram há dois anos, em Bauru, depois de o Ibama ter identificado um documento relatando a suspeita do esquema criminoso envolvendo um servidor do órgão.

    Este servidor teria recebido vantagens indevidas para, junto com consultores e intermediários que atuam em empresas do ramo madeireiro, praticar atos relacionados à aprovação de pátios de empresas madeireiras pelo Ibama, no sistema denominado Sisdof. Tudo feito para burlar a fiscalização.

    Os créditos são um meio para que o Estado contabilize os produtos florestais produzidos e comercializados pelas empresas autorizadas.

    Os investigados responderão por crimes como associação criminosa, falsidade ideológica e corrupção e podem pegar penas que variam de 1 a 12 anos de prisão, sem prejuízo dos decorrentes crimes ambientais. Com informações da Radioagência Nacional.