Tag: PIS/Cofins

  • Aumento do ICMS e do PIS/Cofins pode afetar o preço dos combustíveis mesmo com fim da paridade

    Aumento do ICMS e do PIS/Cofins pode afetar o preço dos combustíveis mesmo com fim da paridade

    A Petrobras é responsável pela produção e refino do petróleo no Brasil. A empresa seguia uma lógica de paridade com o mercado internacional, ou seja, ela ajustava os preços nas refinarias de acordo com as variações do dólar e do barril de petróleo no exterior.

    Recentemente, a Petrobras anunciou uma redução nos preços da gasolina e do diesel nas refinarias, em função da queda do dólar, da demanda global por combustíveis e o fim da paridade com o mercado internacional. Essa medida poderia beneficiar os consumidores finais, se não fosse por outro fator que influencia o preço dos combustíveis: os impostos.

    No Brasil, existem dois impostos federais que incidem sobre os combustíveis: o PIS/Cofins e a Cide. Eles são cobrados por litro e têm um valor fixo. Além disso, há um imposto estadual chamado ICMS, que é calculado sobre uma base de cálculo definida pelos estados.

    O ICMS é um imposto que varia de acordo com o preço médio dos combustíveis em cada estado, que é atualizado a cada 15 dias com base em pesquisas realizadas nos postos. Por isso, ele pode subir ou descer conforme as oscilações do mercado.

    No entanto, a partir de 1º de julho de 2023, essa regra vai mudar. Uma lei complementar aprovada pelo Congresso Nacional estabeleceu uma alíquota única de ICMS para todo o país, no valor de R$ 1,22 por litro de gasolina e etanol anidro. Essa alíquota é maior do que a maioria das taxas praticadas atualmente pelos estados.

    Segundo uma análise do banco BBI, essa mudança vai fazer com que o preço dos combustíveis aumente em 20 estados brasileiros. Apenas três estados terão seus preços reduzidos: Alagoas, Amazonas e Piauí.

    Além disso, espera-se também um aumento de R$ 0,22 por litro no PIS/Cofins para a gasolina a partir de julho. Esses dois impostos juntos representariam um acréscimo de cerca de R$ 0,70 por litro no preço final da gasolina nas bombas, o que equivaleria a um aumento de cerca de 13% em relação ao preço médio atual no Brasil, que é de R$ 5,50 por litro.

    Diante desse cenário, há uma preocupação de que a Petrobras possa compensar parte desse aumento de impostos por meio de reajustes nos preços praticados nas refinarias. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad , chegou a afirmar que a estatal iria reduzir novamente os preços quando houvesse a reoneração do PIS/Cofins, mas a empresa não confirmou essa informação em comunicado oficial.

    Portanto, é possível que a redução dos preços anunciada pela Petrobras seja anulada pelo aumento dos impostos sobre os combustíveis a partir de julho. Isso significa que os consumidores brasileiros podem não sentir nenhum alívio no bolso na hora de abastecer seus veículos.

    Para evitar esse impacto negativo sobre a economia e a inflação, seria necessário rever a carga tributária sobre os combustíveis no Brasil e buscar formas mais justas e transparentes de cobrar esses impostos. Enquanto isso não acontece, cabe aos consumidores ficarem atentos às variações dos preços e buscarem alternativas para economizar combustível.

    Recentemente, a Petrobras anunciou uma redução nos preços da gasolina e do diesel nas refinarias, em função da queda do dólar, da demanda global por combustíveis e o fim da paridade com o mercado internacional. Essa medida poderia beneficiar os consumidores finais, se não fosse por outro fator que influencia o preço dos combustíveis: os impostos.

    No Brasil, existem dois impostos federais que incidem sobre os combustíveis: o PIS/Cofins e a Cide. Eles são cobrados por litro e têm um valor fixo. Além disso, há um imposto estadual chamado ICMS, que é calculado sobre uma base de cálculo definida pelos estados.

    O ICMS é um imposto que varia de acordo com o preço médio dos combustíveis em cada estado, que é atualizado a cada 15 dias com base em pesquisas realizadas nos postos. Por isso, ele pode subir ou descer conforme as oscilações do mercado.

    No entanto, a partir de 1º de julho de 2023, essa regra vai mudar. Uma lei complementar aprovada pelo Congresso Nacional estabeleceu uma alíquota única de ICMS para todo o país, no valor de R$ 1,22 por litro de gasolina e etanol anidro. Essa alíquota é maior do que a maioria das taxas praticadas atualmente pelos estados.

    Segundo uma análise do banco BBI, essa mudança vai fazer com que o preço dos combustíveis aumente em 20 estados brasileiros. Apenas três estados terão seus preços reduzidos: Alagoas, Amazonas e Piauí.

    Além disso, espera-se também um aumento de R$ 0,22 por litro no PIS/Cofins para a gasolina a partir de julho. Esses dois impostos juntos representariam um acréscimo de cerca de R$ 0,70 por litro no preço final da gasolina nas bombas, o que equivaleria a um aumento de cerca de 13% em relação ao preço médio atual no Brasil, que é de R$ 5,50 por litro.

    Diante desse cenário, há uma preocupação de que a Petrobras possa compensar parte desse aumento de impostos por meio de reajustes nos preços praticados nas refinarias. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad , chegou a afirmar que a estatal iria reduzir novamente os preços quando houvesse a reoneração do PIS/Cofins, mas a empresa não confirmou essa informação em comunicado oficial.

    Portanto, é possível que a redução dos preços anunciada pela Petrobras seja anulada pelo aumento dos impostos sobre os combustíveis a partir de julho. Isso significa que os consumidores brasileiros podem não sentir nenhum alívio no bolso na hora de abastecer seus veículos.

    Para evitar esse impacto negativo sobre a economia e a inflação, seria necessário rever a carga tributária sobre os combustíveis no Brasil e buscar formas mais justas e transparentes de cobrar esses impostos. Enquanto isso não acontece, cabe aos consumidores ficarem atentos às variações dos preços e buscarem alternativas para economizar combustível.

  • Governo admite zerar PIS/Cofins mas não abre mão de compensação com perda

    Após a reunião com representantes dos caminhoneiros, no Palácio do Planalto, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o governo estuda a possibilidade de zerar ou reduzir o imposto do PIS e da Cofins do óleo diesel.

    Mas o ministro disse que governo não vai abrir mão de uma receita para compensar a perda do imposto.

    Padilha afirmou também que no momento o governo não discute nenhuma medida para a redução do preço da gasolina.

    De acordo com o ministro a reunião com os caminhoneiros foi tensa.

    Veja mais:
    Polícia Federal desarticula em São Paulo fraudes em madeireiras
    Entenda a composição do preço da gasolina e do diesel no Brasil

    A categoria não ficou satisfeita com o fim da Cide e pediu medidas em relação ao PIS/Cofins.

    A paralisação dos caminhoneiros chegou nos aeroportos.

    A Infraero informou, em nota, que monitora o abastecimento de querosene de aviação e já alertou aos operadores de aeronaves que avaliem os planejamentos de voos para que cada um possa definir a melhor estratégia de abastecimento, de acordo com o estoque disponível na origem e destino do voo. Com informações da Radioagência Nacional.