Tag: Purdue Pharma

  • Acordo bilionário dos Sacklers para reduzir mortes por overdose nos EUA gera polêmica

    Acordo bilionário dos Sacklers para reduzir mortes por overdose nos EUA gera polêmica

    Os Sacklers, uma das famílias mais ricas e controversas do mundo, donos da Purdue Pharma, empresa farmacêutica que produz o analgésico opioide OxyContin, concordaram em pagar US$ 6 bilhões (cerca de R$ 33 bilhões) para resolver milhares de processos judiciais relacionados à crise de opioides nos Estados Unidos.

    O acordo, anunciado em junho de 2023, prevê que os Sacklers abram mão do controle da Purdue, que será transformada em uma nova empresa chamada Knoa, e que destinem seus lucros para um fundo que ajudará no tratamento da dependência química. Além disso, os Sacklers terão imunidade civil contra futuras ações judiciais, mas não estarão livres de possíveis acusações criminais.

    O acordo foi criticado por muitas vítimas da crise de opioides, que acusam os Sacklers de alimentar a epidemia que matou mais de 200 mil pessoas nos EUA desde 1999. Em março de 2022, pela primeira vez, os Sacklers ouviram diretamente os relatos de pessoas que perderam entes queridos ou sobreviveram ao vício em OxyContin, um poderoso analgésico que foi amplamente prescrito e comercializado pela Purdue como não viciante. Muitos dos que testemunharam mostraram fotos dos mortos e pediram que os Sacklers fossem responsabilizados criminalmente por suas ações.

    Os Sacklers, que possuem uma fortuna estimada em US$ 11 bilhões, segundo uma investigação do Congresso dos EUA em 2021, negam qualquer irregularidade e dizem que agiram de boa-fé e de acordo com as melhores práticas científicas e médicas da época. Eles também afirmam que o acordo é uma forma de contribuir para o enfrentamento da crise de opioides e que se sensibilizaram com as histórias das vítimas.

    O acordo ainda precisa ser aprovado por um tribunal federal de falências, mas já recebeu o aval de um tribunal de apelações em dezembro de 2022. Se confirmado, o acordo encerrará uma longa batalha judicial que envolveu governos estaduais e locais, organizações de saúde e indivíduos afetados pela crise de opioides. Os recursos do acordo deverão financiar programas de reabilitação, redução de danos e serviços de recuperação para os dependentes químicos.

    O acordo, anunciado em junho de 2023, prevê que os Sacklers abram mão do controle da Purdue, que será transformada em uma nova empresa chamada Knoa, e que destinem seus lucros para um fundo que ajudará no tratamento da dependência química. Além disso, os Sacklers terão imunidade civil contra futuras ações judiciais, mas não estarão livres de possíveis acusações criminais.

    O acordo foi criticado por muitas vítimas da crise de opioides, que acusam os Sacklers de alimentar a epidemia que matou mais de 200 mil pessoas nos EUA desde 1999. Em março de 2022, pela primeira vez, os Sacklers ouviram diretamente os relatos de pessoas que perderam entes queridos ou sobreviveram ao vício em OxyContin, um poderoso analgésico que foi amplamente prescrito e comercializado pela Purdue como não viciante. Muitos dos que testemunharam mostraram fotos dos mortos e pediram que os Sacklers fossem responsabilizados criminalmente por suas ações.

    Os Sacklers, que possuem uma fortuna estimada em US$ 11 bilhões, segundo uma investigação do Congresso dos EUA em 2021, negam qualquer irregularidade e dizem que agiram de boa-fé e de acordo com as melhores práticas científicas e médicas da época. Eles também afirmam que o acordo é uma forma de contribuir para o enfrentamento da crise de opioides e que se sensibilizaram com as histórias das vítimas.

    O acordo ainda precisa ser aprovado por um tribunal federal de falências, mas já recebeu o aval de um tribunal de apelações em dezembro de 2022. Se confirmado, o acordo encerrará uma longa batalha judicial que envolveu governos estaduais e locais, organizações de saúde e indivíduos afetados pela crise de opioides. Os recursos do acordo deverão financiar programas de reabilitação, redução de danos e serviços de recuperação para os dependentes químicos.

  • O que é a crise dos opioides nos EUA e por que ela pode chegar ao Brasil

    O que é a crise dos opioides nos EUA e por que ela pode chegar ao Brasil

    Os opioides são medicamentos derivados do ópio que atuam no sistema nervoso central e aliviam a dor.

    Eles são usados para tratar pacientes com doenças crônicas, câncer ou pós-operatório, mas também podem causar dependência e overdose.

    Nos Estados Unidos, o consumo de opioides se tornou uma epidemia que já matou mais de 500 mil pessoas nas últimas duas décadas. Tudo começou com a comercialização do OxyContin, um analgésico opioide de uso geral que foi divulgado como seguro e eficaz pela família Sackler, dona da empresa Purdue Pharma.

    Com estratégias agressivas de marketing, os Sacklers convenceram os médicos a prescrever o OxyContin para qualquer tipo de dor, desde uma dor de cabeça até uma fratura. Muitos pacientes se viciaram no medicamento e passaram a buscar outras formas de opioides, como a heroína e o fentanil, uma droga sintética cem vezes mais potente que a morfina.

    A crise dos opioides nos EUA é considerada uma emergência de saúde pública e o governo tenta combater o problema com medidas como aumentar o acesso ao tratamento, restringir a prescrição e punir os responsáveis. A Purdue Pharma faliu e teve que pagar bilhões de dólares em indenizações.

    Mas o que isso tem a ver com o Brasil? Segundo especialistas, há um risco de que a epidemia se espalhe para outros países, especialmente os que têm um sistema de saúde precário e um mercado ilegal de drogas. O Brasil já registra um aumento no consumo de opioides nos últimos anos, principalmente entre pacientes com câncer e dor crônica.

    Além disso, há relatos de que o fentanil está sendo usado por traficantes para misturar com outras drogas, como a cocaína e o crack, aumentando o potencial de vício e overdose. O fentanil é barato e fácil de contrabandear em pequenas quantidades.

    Para evitar que o Brasil siga o mesmo caminho dos EUA, é preciso investir em políticas públicas de prevenção, educação e tratamento da dependência química. Também é necessário fiscalizar a prescrição e a dispensação dos opioides, seguindo as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    Os opioides podem ser úteis para aliviar o sofrimento de quem precisa, mas também podem causar danos irreversíveis se usados de forma inadequada. Por isso, é importante estar atento aos riscos e buscar ajuda profissional em caso de dúvida ou dificuldade.

    Fontes:

    Eles são usados para tratar pacientes com doenças crônicas, câncer ou pós-operatório, mas também podem causar dependência e overdose.

    Nos Estados Unidos, o consumo de opioides se tornou uma epidemia que já matou mais de 500 mil pessoas nas últimas duas décadas. Tudo começou com a comercialização do OxyContin, um analgésico opioide de uso geral que foi divulgado como seguro e eficaz pela família Sackler, dona da empresa Purdue Pharma.

    Com estratégias agressivas de marketing, os Sacklers convenceram os médicos a prescrever o OxyContin para qualquer tipo de dor, desde uma dor de cabeça até uma fratura. Muitos pacientes se viciaram no medicamento e passaram a buscar outras formas de opioides, como a heroína e o fentanil, uma droga sintética cem vezes mais potente que a morfina.

    A crise dos opioides nos EUA é considerada uma emergência de saúde pública e o governo tenta combater o problema com medidas como aumentar o acesso ao tratamento, restringir a prescrição e punir os responsáveis. A Purdue Pharma faliu e teve que pagar bilhões de dólares em indenizações.

    Mas o que isso tem a ver com o Brasil? Segundo especialistas, há um risco de que a epidemia se espalhe para outros países, especialmente os que têm um sistema de saúde precário e um mercado ilegal de drogas. O Brasil já registra um aumento no consumo de opioides nos últimos anos, principalmente entre pacientes com câncer e dor crônica.

    Além disso, há relatos de que o fentanil está sendo usado por traficantes para misturar com outras drogas, como a cocaína e o crack, aumentando o potencial de vício e overdose. O fentanil é barato e fácil de contrabandear em pequenas quantidades.

    Para evitar que o Brasil siga o mesmo caminho dos EUA, é preciso investir em políticas públicas de prevenção, educação e tratamento da dependência química. Também é necessário fiscalizar a prescrição e a dispensação dos opioides, seguindo as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    Os opioides podem ser úteis para aliviar o sofrimento de quem precisa, mas também podem causar danos irreversíveis se usados de forma inadequada. Por isso, é importante estar atento aos riscos e buscar ajuda profissional em caso de dúvida ou dificuldade.

    Fontes: