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  • Região Norte registra menor número de candidaturas femininas, segundo TSE

    Dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que as mulheres são 30,7% das quase 28 mil candidaturas registradas para as eleições deste ano. Uma redução de quase um ponto percentual em relação a 2014.

    O Centro-Oeste é a região com maior percentual de mulheres candidatas, seguida do Sudeste, Sul e Nordeste. Já o Norte é o estado com o menor número de candidaturas femininas: 29% do total.

    Na Amazônia Legal, o Tocantins tem o menor número de mulheres candidatas: apenas 17 registros. Setenta vezes menos do que o número de candidaturas femininas em São Paulo.

    Maria Aparecida Matos, da Rede Alagara, uma articulação de mulheres negras e quilombolas do Tocantins, destaca as dificuldades enfrentadas para que as mulheres efetivem suas candidaturas no estado.

    Sonora: “O Tocantins é um estado machista e coronelista. Há muitas violências contra as mulheres assim de modo geral. Realmente a maior dificuldade é a aceitação delas no partido. Elas só servem pra ser cabo eleitoral, para estar apoiando, mas elas não têm nenhum apoio pra estar a frente das candidaturas.”

    Maria das Dores Almeida, do Imena, Instituto de Mulheres Negras do Amapá, também ressalta a falta de interesse da maioria dos partidos nas pautas políticas defendidas pelas mulheres candidatas.

    Sonora: “É uma pauta que ela não é acolhida pelos partidos de modo geral. E quando é acolhida é em parte. Como a questão da defesa da Amazônia em pé, pelo bem viver, pelas populações tradicionais, a questão do enfrentamento ao patriarcado, ao machismo, contra o feminicídio.”

    Apesar das estatísticas, Guacira Oliveira, do Centro Feminista de Estudos e Assessoria, considera que tendem a aumentar as candidaturas de mulheres comprometidas com o combate ao machismo e ao racismo. A indignação contra o assassinato da vereadora Marielle Franco, no Rio, mobilizou várias lideranças.

    Sonora: “A Marielle Franco é uma inspiração, é uma indignação, é uma sede de Justiça, é um compromisso com a luta que muitas mulheres assumiram em todo o Brasil, e não só no Brasil, muitas mulheres assumiram na América Latina, e hoje isso faz a diferença.”

    Pesquisa recém-divulgada pelo PNUD, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, mostra que o Brasil possui apenas 11,3% de mulheres com assento no Parlamento enquanto Níger, país com o menor Índice de Desenvolvimento Humano do Mundo, o Níger, tem 17%.

  • Chuvas deixam municípios da Região Norte em situação de emergência

    No Amazonas, técnicos da Defesa Civil avaliam os danos provocados pelo desbarrancamento na orla de São Sebastião do Uatumã, na região do Baixo Amazonas. Uma faixa de aproximadamente 200 metros foi afetada pelas fortes chuvas do último fim de semana.

    A cidade de São Gabriel da Cachoeira está em situação de emergência, com 12 mil famílias de nove comunidades afetadas. Santa Isabel do Rio Negro, também no Amazonas, vive a mesma realidade, com 7 mil famílias de 67 comunidades afetadas. Outro município em situação de emergência é Apuí, na calha do Madeira, com 300 famílias afetadas.

    Seis municípios amazonenses estão em estado de alerta: Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Borba, Nova Olinda do Norte e Barcelos. Em Manicoré, na calha do Madeira, trezentas e vinte e sete famílias de 11 comunidades foram afetadas pelas enchentes. Em todo o estado, outros 12 municípios estão em estado de atenção.

    Em Boa Vista, Roraima, as famílias venezuelanas abrigadas em duas praças públicas devem ser deslocadas ainda esta semana para abrigos públicos sob o comando do Exército. As praças foram inundadas pelas chuvas.

    A prefeitura de Boa Vista afirma que, por serem lugares públicos e abertos, não é possível fazer qualquer intervenção nesse momento. No sábado, um comboio de quatro ambulâncias do Exército saiu do Rio de Janeiro para reforçar o atendimento médico dos migrantes na capital roraimense.

    No Pará, as famílias que ficaram desabrigadas em Paragominas após a forte enxurrada da semana passada começaram a receber o atendimento da Companhia de Habitação do estado. Já a Fundação Pro Paz iniciou nesta terça-feira a emissão de documentos para todos que perderam ou estão com a documentação danificada.

    A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros Militar também continuam o trabalho de apoio em Paragominas. O último balanço mostra que duas pessoas morreram, 49 ficaram desabrigadas e 141 desalojadas.

    Ainda no Pará, as fortes chuvas elevaram o nível do Rio Tocantins e afetaram as vicinais e pontes, ocasionando inundações na área rural de Nova Ipixuna. A Defesa Civil de Marabá vai encaminhar militares à região para verificar a situação e avaliar se o município decretará situação de emergência. A Defesa Civil Estadual já deslocou uma equipe para realizar a entrega de cestas básicas aos afetados.

    Em São Luís, no Maranhão, equipes da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos foram enviadas para os pontos onde houve maior acúmulo de água. Elas vão realizar ações de desobstrução de canais e galerias, recuperação de bueiros e contenção de erosão.]

    A Defesa Civil também reforçou o monitoramento com vistorias em locais de risco para avaliar os impactos das chuvas. Segundo o Núcleo de Meteorologia da Universidade Federal do Maranhão, em alguns pontos da cidade, o índice pluviométrico chegou à 100 mm, quase um quarto da média climatológica do mês. Por Rádioagência Nacional