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  • ANS muda cálculo de reajuste dos planos de saúde em 2019; oito milhões de pessoas serão atingidas

    Em 2019, o cálculo do reajuste máximo anual dos planos de saúde será diferente.

    A mudança, segundo a ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar – deve atingir oito milhões de pessoas e começa a valer a partir de maio.

    Mas, o que muda?

    Durante muito tempo, o aumento para esses planos individuais e familiares contratados a partir de 1999 era baseado na variação dos planos coletivos com mais de trinta participantes.

    Mas, agora uma nova fórmula vai estipular o aumento máximo da mensalidade calculando as despesas assistênciais das operadoras de saúde mais a variação do IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo.

    O Diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Rogério Scarabel, detalha como será.

    Para chegar ao índice anual de reajuste, a ANS vai descontar a eficiência na gestão dos planos e também a variação de gastos pela faixa etária.

    Segundo o órgão, esses fatores devem contribuir para diminuir o reajuste e beneficiar quem tem esse tipo de plano de saúde.

    O Diretor de Normas da Agência, Rogério Scarabel, esclarece.

    Em nota, a Abrangi disse que o novo cálculo do reajuste não acabará com o desequilíbrio nas contas das operadoras nos últimos anos, mas que poderá ser modelo transitório que oferecerá mais transparência e segurança.

  • Forças Federais assumem controle de presídio de Monte Cristo

    As Forças Federais realizam operação e assumem o controle da maior penitenciária de Roraima.

    A ação na Penitenciária Agrícola do Monte Cristo, em Boa Vista, foi inciada ainda na madrugada dessa segunda-feira (26) e é Comandada pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen) com apoio das forças de segurança do estado de Roraima.

    A atuação de facções criminosas dentro da unidade, impedia até mesmo a entrada de trabalhadores para a execução de obras na penitenciária.

    Cerca de 250 agentes participam da operação que ocorre dentro da unidade e também nas ruas, para evitar reações fora do presídio. O diretor-geral do Depen, Tácio Muzzi, explica os passos da operação que teve início nessa segunda-feira e deve durar meses.

    Segundo Muzzi, os detentos já estão recebendo atendimento médico e uniformes.

    Os agentes farão a contagem dos detentos e até quinta-feira (29), de acordo com Paulo da Costa, que assumiu a administração do sistema prisional de Roraima, os nomes dos que estão presos em Monte Cristo serão divulgados.

    Dia 13 de novembro, um acordo entre o presidente, Michel Temer, e a governadora, Suely Campos, repassou a administração dos presídios do estado para a União até 31 de dezembro.

    Ao todo R$ 53 milhões de reais devem ser investidos no sistema prisional de Roraima. Destes, R$ 10 milhões são para reforma e ampliação da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, que abriga cerca de metade de toda a população carcerária.

    Pelo menos quatro fugas em massa foram registradas só este ano na unidade prisional, resultando na fuga de mais de 200 presos.

    Monte Cristo também é palco de execuções como a de janeiro de 2017, quando um massacre resultou na morte de 33 detentos.

  • PGR pede intervenção federal no sistema penitenciário de Roraima

    A procuradora-geral Raquel Dodge, enviou um ofício nesta-quarta-feira, solicitando ao presidente Michel Temer uma intervenção urgente no sistema penitenciário de Roraima.

    No documento, Raquel destaca que a situação é caótica e faz referência a possíveis rebeliões, como a que ocorreu em janeiro do ano passado, quando 33 presos foram mortos na penitenciária Agrícola de Monte Cristo.

    Ela também afirmou que Roraima apresenta “um quadro notadamente agravado ano a ano pelas omissões do Poder Público estadual”.

    A procuradora argumentou que por razões semelhantes, Temer decretou intervenção federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro e acrescentou que a crise no estado de Roraima exige solução semelhante.

    Raquel descreveu situações baseadas em relatórios do Ministério Público, como atraso no pagamento de salários de agentes penitenciários, fornecimento de comida azeda e insuficiente aos presos e falta de combustível para transportar os detentos para audiências.

    A suspensão do fornecimento de alimentos ao sistema prisional agrava o risco de motim, destaca a procuradora.

    Ela observou ainda que não houve nenhuma aplicação dos 57 milhões de reais liberados pelo Fundo Penitenciário Nacional, desde dezembro de 2016, para a reforma e construção de novas unidades.

    A suspeita de desvio de certa de três milhões e meio de reais resultou no bloqueio de 44 milhões do saldo.

    Segundo o ofício, o sistema prisional roraimense abriga cerca de 2 mil e seiscentos presos em uma estrutura prevista para receber pouco mais de mil duzentos e cinquenta apenados.

    Apesar da pequena população carcerária em comparação a outros estados, a PGR avalia que a situação atual do sistema é de extrema gravidade.

  • Yanomamis protestam pela morte de crianças e apreendem aeronaves usadas por profissionais de saúde

    Índios Yanomami apreenderam três aeronaves a serviço da Sesai – Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde. A ação é um protesto pela morte de duas crianças indígenas.

    Como as aeronaves estão impedidas de voar desde domingo (16), 21 profissionais de saúde e quatro pilotos não conseguem sair da região de Surucucu, no município de Alto Alegre, Norte de Roraima, e retornar à base do Distrito Sanitário Especial Indígena – o DSEI Yanomami, na capital Boa Vista.

    O Ministério da Saúde destaca que as equipes não foram sequestradas pelos indígenas, seguem realizando suas atribuições diárias, estando em seus alojamentos. Nenhum profissional foi retido ou preso e não há descontinuidade nos atendimentos.

    O protesto dos Yanomami ocorre após a morte de duas crianças indígenas na região nos últimos 20 dias. Os indígenas afirmam que os óbitos ocorreram por falta de atendimento e que ainda há crianças com problemas graves de saúde.

    Os manifestantes também pedem a saída do coordenador do DSEI, Rousicler de Jesus Oliveira.

    De acordo com a Sesai, no dia 31 de agosto, um bebê de 29 dias morreu em decorrência de broncoaspiração, e já chegou morto ao alojamento da equipe de saúde, trazido pela mãe. O outro bebê, de 12 dias, veio a óbito no último domingo aparentemente por complicações decorrentes de uma pneumonia. As mortes estão sendo investigadas e analisadas pela equipe técnica do DSEI Yanomami.

    A Sesai informou ainda que, nessa segunda-feira (17), o DSEI encaminhou um helicóptero para a região para realizar a remoção de dois pacientes, que já estão em Boa Vista.

    Por meio de nota, a Funai afirmou que acompanha o ocorrido e que busca junto a lideranças indígenas entender qual a reivindicação para mediar o conflito.

  • Governo Federal cria novos abrigos para venezuelanos em Roraima

    O Governo Federal anunciou nesta segunda-feira (10) a criação de mais dois abrigos em Roraima para acolher 1500 venezuelanos.

    Cerca de 25 mil imigrantes vivem nas ruas em Boa Vista e o clima de tensão no estado voltou a aumentar na última semana, depois que um brasileiro e um venezuelano foram assassinados na capital.

    Na madrugada de domingo (09), mais de 200 venezuelanos foram levados pelo exército para abrigos da cidade, mas em muitos pontos da capital ainda é possível ver estrangeiros morando em praças e calçadas.

    Mesmo com a operação realizada no fim de semana, muitas pessoas ainda estão vivendo nas ruas, aguardando uma vaga em um local mais seguro.

    Para resolver essa situação, dois novos abrigos começaram a ser construídos em Boa Vista. Eles terão capacidade para receber 1.500 pessoas.

    Além dos 400 imigrantes transferidos para outros estados na semana passada, outros 1700 deverão ser levados em aviões da FAB até o fim do mês.

    Segundo o Major do Exército, Tássio Oliveira, a meta do Governo é transferir 400 imigrantes por semana.

    “Esse trabalho tem sido feito de forma continua em duas vertentes; a construção de novos abrigos e o trabalho da interiorização, que tem cumprido a meta estabelecida de 400 imigrantes sendo interiorizadas por semana”, disse ele.

    Neste fim de semana centenas de imigrantes voltaram ao país de origem devido à insegurança em Roraima. O clima de tensão no estado aumentou após as mortes de um brasileiro e um venezuelano na última quinta-feira (6), depois que 3 refugiados assaltaram um mercado.

    No sábado (8), imigrantes invadiram um abrigo entraram em confronto com homens do exército, mas não houve feridos.

  • Governo de Roraima pede ao STF limite de entrada de venezuelanos no estado

    Depois do agravamento da situação entre venezuelanos e moradores, neste fim de semana, em Pacaraima, o governo de Roraima pediu ao STF- Supremo Tribunal Federal, a suspensão temporária da imigração de venezuelanos, pela fronteira.

    O pedido foi feito em uma nova ação cautelar com pedido de tutela de urgência e já foi protocolado no STF. É o que relata o procurador-geral do estado de Roraima, Ernani Batista.

    A ação se baseia no pacto federativo, ao alegar que os demais estados do país devem se comprometer em receber imigrantes, em processo de federalização.

    Outro argumento do governo de Roraima é que o fechamento da fronteira também evitaria mais conflitos, “com derramamento de sangue entre brasileiros e venezuelanos”.

    O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, declarou, nesta segunda-feira (20), que não há possibilidade de fechamento da fronteira de Pacaraima.

    Após o anúncio das medidas definidas pelo governo federal, nesse domingo (19), o governo do estado de Roraima argumentou que vinha pedindo as ações desde 2016.

    Em reunião que durou cerca de cinco horas, entre o presidente Michel Temer e ministros, o governo federal decidiu tomar algumas medidas e disse ter condições de empregar as Forças Armadas em Roraima.

    Mas que, para isso, é preciso que a governadora do estado, Sueli Campos, solicite formalmente.

    Em nota oficial, a governadora argumentou que o pedido de GLO, garantia da lei e da ordem, em Roraima, foi recebida pela Presidência da República, em agosto do ano passado. No entanto, o ministro Etchegoyen explicou que a solicitação da governadora trata de outro assunto.

    Do total de 120 homens da Força Nacional que o Governo Federal está enviando, 60 chegaram ao estado na tarde desta segunda. O ministério ainda não divulgou quando os outros 60 serão enviados e informou que, em Roraima, já havia 31 homens da corporação, prestando apoio à Polícia Federal.

    O Exército Brasileiro confirma que 1.200 imigrantes deixaram a cidade e retornaram ao país de origem, no último fim de semana, após episódios de agressões e revolta de moradores de Pacaraima, contra venezuelanos.

    O governo de Roraima ainda explica que a principal demanda do estado é que a União faça o controle policial, de imigração e sanitário, da fronteira. Além disso, que compense os gastos que o estado teve com os imigrantes.

    Também nesta segunda, o ministro Etchegoyen informou que os atos de violência do fim de semana serão investigados e que os líderes dos movimentos serão responsabilizados.

    Uma comissão interministerial vai avaliar a situação dos imigrantes venezuelanos em Roraima.

    O grupo é formado por secretários-executivos dos ministérios da Defesa, da Justiça, da Segurança Pública, das Relações Exteriores e do Desenvolvimento Social. Por Radioagência Nacional.

  • Temer faz manobra que pode abrir caminho para privatização da Eletrobras

    Enquanto os olhos dos brasileiros estão voltados para a Copa do Mundo, o Presidente Michel Temer corre contra o tempo para dar início à privatização da Eletrobras. Com caráter de urgência, na noite da terça-feira (3), foi votado o projeto de lei que abre as portas para a privatização da estatal.

    A aprovação foi considerada uma manobra pela oposição, que aponta o uso do artigo 154 do regimento da Câmara. Esse artigo aponta que o projeto exija apenas maioria simples para ser aprovado. Enquanto que o projeto inicial baseava-se em um artigo solicitando maioria qualificada, ou seja, dois terços da Câmara, 342 votos.

    O Projeto de Lei 10.332/18 foi apresentado pelo Planalto e busca viabilizar a venda de distribuidoras de energia da Eletrobras. No total serão seis as distribuidoras envolvidas no PL, aproveitando os dispositivos apresentados na Medida Provisória 814/17 que, sem ser votada pelo Congresso, perdeu a validade.

    O próprio governo pediu o regime de urgência e espera que a pauta seja levada ao Plenário o mais breve possível.

    As distribuidoras já poderiam ser leiloadas, conforme modelo de privatização e regime de concessão de uma lei de 2016. No entanto, o projeto teria como função acelerar o processo de leilão das distribuidoras, retirando embaraços jurídicos que poderiam inibir compradores em leilão. As empresas têm desempenho considerado ruim no setor.

    As distribuidoras envolvidas no PL seriam a Amazonas Energia; a Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron); a Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre); a Companhia Energética de Alagoas (Ceal), Companhia de Energia do Piauí (Cepisa) e a Boa Vista Energia, que atende Roraima.

    Outros projetos circulam na Câmara e podem também ditar sobre o campo de atuação da Petrobras.

    É o caso do Projeto de Lei 1917/15, do deputado Marcelo Squassoni (PRB-SP) apresenta a proposta de abertura do mercado de energia, em um primeiro momento de grandes consumidores como indústrias e, a partir de 2022, também do consumidor comum. Os defensores do projeto acreditam em aumento da eficiência através do incentivo à competição que traria a abertura de mercado. Com informações da Sputnik Brasil.

  • Roraima tem 83 casos confirmados de sarampo; 238 registros são investigados

    A circulação do vírus do sarampo em Roraima segue preocupante. De março a maio, subiu de 40 para 83 o número de casos confirmados da doença no estado. Deste total, 62 foram registrados somente em Boa Vista, sendo 57 deles em venezuelanos.

    Outra cidade que concentra um alto número de migrantes, Pacaraima, já confirmou 19 casos de sarampo. A Secretaria de Saúde de Roraima ainda investiga 238 casos.

    Desde o início do ano, duas crianças venezuelanas morreram com a doença no estado. Uma delas tinha 4 anos e outra 3 meses de idade.

    Análises da Fundação Oswaldo Cruz apontam que o vírus do sarampo em circulação no estado é importado da Venezuela.

    O sarampo é uma doença altamente contagiosa. A população deve verificar sua carteira de vacinação e procurar os postos de saúde.

    A vacina tríplice viral é a única forma de prevenção à doença.

    Os principais sintomas de sarampo são febre, manchas avermelhadas, acompanhados de tosse ou coriza e conjuntivite.