Tag: Samu

  • O brilho em meio ao caos: como o Samu vem atuando em meio à maior crise sanitária do século

    O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência completa 15 anos em 2020 e contabiliza histórias de sucesso. 

    Ouça na W:

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    Fonte: Brasil 61


    Confira os destaques dos principais jornais do país:

    Folha de São Paulo:

    Gazeta do Povo:

    O Globo:
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    O Tempo:
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    A Microsoft lançou uma ferramenta que contabiliza em tempo real o número de casos confirmados, recuperados e fatais. Você pode acessar a ferramenta aqui


  • O que realmente compensa: salvar a vida de outros ou salvar a si mesmo?

    Pedro nasceu motorista. Habilidade no volante, como a dele, dizem que não há. Sonhava ser piloto de fórmula 1, não sendo de família de posses, não existia razão para tanto. Trocou, então, as pistas de corrida, pelas avenidas e aterros do Rio de Janeiro, a Ferrari pela viatura do Corpo de Bombeiros. Na corporação, fez carreira.

    Carlos era um esportista. Sempre preferiu praia aos estudos. Depois de ter passado por três faculdades, formou-se em Direito. Só o diploma, sem o certificado da OAB, não era garantia de emprego. Muito simpático, vivia rodeado de amigos. Foi com a indicação de um deles, que ingressou, em empresa de Economia Mista. Lá se fixou. Afinal, podia juntar o útil (amigos) ao agradável (salário). Depois de um tempo, foi cedido para uma Secretaria de Estado, com vantagens salariais, subiu na escala de cargos.

    É uma segunda-feira. Pedro encontra-se de plantão na Unidade de Socorro. Por volta das 14 h recebem um chamado. Parada cardíaca. Em poucos minutos, com destreza no volante, ele e o médico do plantão chegam no local, onde um socorrista do SAMU, encharcado de suor, fazia a massagem cardíaca. Juntaram-se a ele. Usaram todos os recursos. Em meio a grande tensão, o coração voltou a bater. Em poucos minutos, removeram o paciente até o hospital, atravessando os congestionamentos das ruas, usando a contramão, arriscando-se. Enfim, a vitória da vida pôde ser, mais uma vez, comemorada.

    Pois bem, leitor, sabe o que Carlos, o bem-sucedido burocrata, à pouca distância, fazia a essa hora? Em sua sala, no conforto do ar condicionado, entre um cafezinho e outro, acessava as redes sociais, mantinha uma conversa animada, dava gargalhadas. Nada de mais, pois era assim que salvava a si mesmo e o que mais lhe importava: sua mulher, os filhos, o apartamento confortável na Barra e as viagens.

    Essas são estórias de homens que “salvam”, mas com finais muito diferentes. É que, os salários dos que se arriscam para salvar a vida de outros, se somados, não alcançam o valor da remuneração mensal de um único “Carlos”. Mesmo porque, apesar das mudanças constantes de Base, socorristas não são “Comissionados”, alguns nem sequer recebem insalubridade e outras tantas vantagens pecuniárias pagas aos que salvam a si mesmo.

    Tudo normal, já que as estórias se passam em um país acometido pela cegueira das paixões humanas, não enxergando, portanto, seus verdadeiros heróis.

  • 7×7 | O outro lado do trote

    Olhou o celular. 13:52.

    – Ufa! Será que vou ter ao menos 10 minutos para o almoço!? Que manhã estressante! Chuva o tempo todo, trânsito terrível. Dois acidentes com moto, criança ferida, maca presa no Hospital do Servidor, tudo muito desgastante!
    Colocou a marmita no micro-ondas e foi lavar as mãos. Assentou-se para tirar as pesadas botas. Escutou a voz no rádio. Foi ver o que era. A colega de plantão já estava na escuta: – … Q.A.P … Q.S.L…. Ela desliga o aparelho apressada. Era um “6 eco 1” na Lapa.

    Correu para retirar a marmita do micro-ondas. Colocou de volta na geladeira. Tinha que ganhar tempo. Saiu carregando as botas.

    Esqueceu o cansaço e a fome. As paradas cardíacas exigiam um esforço físico extremo, muita perícia e agilidade. O apoio do Avançado seguiria depois, mas no primeiro atendimento, só ele e a enfermagem.

    Ligou a sirene logo na saída da Base. O som estridente se misturava com o da barriga roncando de fome. Pegou o trânsito parado. Teve que se virar. Atravessou uma enxurrada pela contramão. Subiu no passeio de um quarteirão inteiro da Rebouças, com muita cautela, para furar o engarrafamento. Em 7 minutos alcançou a Aurélia. Percorreu a Rua Tito, por duas vezes, de cima a baixo. O número não foi encontrado. Ligou para a Central…. Confirmado o trote.,, QTI …

    De volta para a Base, trânsito infernal, sirene desligada, a barriga roncando e o rádio da Central pipocando chamados.

    7X7 é uma série ficcional, baseada em fatos reais