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  • CEO de submarino que implodiu admitiu ter “quebrado regras” na construção da embarcação

    CEO de submarino que implodiu admitiu ter “quebrado regras” na construção da embarcação

    O CEO e fundador da OceanGate, Stockton Rush, que morreu no submarino Titan que implodiu nas profundezas do Oceano Atlântico no domingo, admitiu há dois anos que o design da embarcação havia “quebrado algumas regras”.

    Mas ele disse que isso fazia parte do objetivo de seu submarino experimental, que ele descreveu como uma nova forma inovadora de explorar as profundezas do oceano.

    Rush era uma das cinco pessoas a bordo do Titan, um submarino que teria implodido a cerca de 3.800 metros de profundidade e matado instantaneamente todos os passageiros. A Guarda Costeira dos EUA confirmou na quinta-feira que encontrou destroços “consistentes com a perda catastrófica da câmara de pressão” após um enorme esforço de busca e resgate pela embarcação.

    Anos antes da tragédia, Rush disse em uma entrevista em 2021 ao youtuber espanhol alanxelmundo que esperava ser lembrado como um inovador. “Eu acho que foi o general MacArthur quem disse: ‘Você é lembrado pelas regras que você quebra’”, disse Rush, sorrindo.

    O CEO reconheceu que havia “quebrado algumas regras” com a fabricação do Titan, mas estava confiante de que seu design era sólido. “Eu acho que eu as quebrei com lógica e boa engenharia por trás de mim. Fibra de carbono e titânio? Há uma regra de que você não faz isso”, disse ele ao alanxelmundo. “Bem, eu fiz”.

    O casco do Titan, que foi feito para resistir à esmagadora pressão do mar profundo, foi construído com fibra de carbono de grau aeroespacial que a OceanGate disse ter sido projetada sob um acordo com a NASA. Mas os cascos dos submarinos são normalmente feitos usando metais sólidos como aço ou titânio.

    Em 2017, Rush disse à revista CompositesWorld que usou fibra de carbono para o Titan – então chamado de Cyclops 2 – porque isso eliminaria a necessidade de espuma sintática, um material caro mas durável frequentemente usado para fazer submarinos.

    Em sua entrevista de 2021 ao alanxelmundo, Rush disse que a escolha do material era mais sobre pioneirismo na exploração oceânica. “É escolher as regras que você quebra que são as que vão agregar valor aos outros e à sociedade”, disse Rush. “E isso realmente, para mim, é sobre inovação”.

    No entanto, a decisão de Rush de “quebrar algumas regras” pode ter custado sua vida e a de seus companheiros. A Sociedade de Tecnologia Marinha (MTS) alertou a empresa em 2018 que seus designs experimentais e sua falha em seguir protocolos de segurança aceitos pela indústria poderiam levar a resultados “catastróficos”.

    Um membro da MTS, Brian Kemper, afirmou que a OceanGate lançou propositalmente seu submarino em águas internacionais para evitar regulamentos da indústria.

    O ex-diretor de operações marinhas da OceanGate, David Lochridge, afirmou em 2018 que foi demitido por alertar Rush sobre suas preocupações com a construção da embarcação e a falta de testes de segurança. Ele posteriormente processou a empresa por demissão injusta.

    “Os passageiros pagantes não estariam cientes e não seriam informados sobre este design experimental, a falta de testes não-destrutivos do casco ou que materiais inflamáveis perigosos estavam sendo usados dentro do submarino”, disseram os advogados de Lochridge na ação.

    Rush havia dito repetidamente que queria ser conhecido como um inovador e sentia que os regulamentos e regras de segurança estavam impedindo a verdadeira inovação em entrevistas passadas e conversas relatadas.

    Em uma entrevista viral de 2022 à CBS, onde o CEO revelou que todo o submarino é controlado por um controle de videogame modificado, Rush minimizou os perigos dos mergulhos em alto mar como apenas mais um risco no jogo da vida.

    Mas ele disse que isso fazia parte do objetivo de seu submarino experimental, que ele descreveu como uma nova forma inovadora de explorar as profundezas do oceano.

    Rush era uma das cinco pessoas a bordo do Titan, um submarino que teria implodido a cerca de 3.800 metros de profundidade e matado instantaneamente todos os passageiros. A Guarda Costeira dos EUA confirmou na quinta-feira que encontrou destroços “consistentes com a perda catastrófica da câmara de pressão” após um enorme esforço de busca e resgate pela embarcação.

    Anos antes da tragédia, Rush disse em uma entrevista em 2021 ao youtuber espanhol alanxelmundo que esperava ser lembrado como um inovador. “Eu acho que foi o general MacArthur quem disse: ‘Você é lembrado pelas regras que você quebra’”, disse Rush, sorrindo.

    O CEO reconheceu que havia “quebrado algumas regras” com a fabricação do Titan, mas estava confiante de que seu design era sólido. “Eu acho que eu as quebrei com lógica e boa engenharia por trás de mim. Fibra de carbono e titânio? Há uma regra de que você não faz isso”, disse ele ao alanxelmundo. “Bem, eu fiz”.

    O casco do Titan, que foi feito para resistir à esmagadora pressão do mar profundo, foi construído com fibra de carbono de grau aeroespacial que a OceanGate disse ter sido projetada sob um acordo com a NASA. Mas os cascos dos submarinos são normalmente feitos usando metais sólidos como aço ou titânio.

    Em 2017, Rush disse à revista CompositesWorld que usou fibra de carbono para o Titan – então chamado de Cyclops 2 – porque isso eliminaria a necessidade de espuma sintática, um material caro mas durável frequentemente usado para fazer submarinos.

    Em sua entrevista de 2021 ao alanxelmundo, Rush disse que a escolha do material era mais sobre pioneirismo na exploração oceânica. “É escolher as regras que você quebra que são as que vão agregar valor aos outros e à sociedade”, disse Rush. “E isso realmente, para mim, é sobre inovação”.

    No entanto, a decisão de Rush de “quebrar algumas regras” pode ter custado sua vida e a de seus companheiros. A Sociedade de Tecnologia Marinha (MTS) alertou a empresa em 2018 que seus designs experimentais e sua falha em seguir protocolos de segurança aceitos pela indústria poderiam levar a resultados “catastróficos”.

    Um membro da MTS, Brian Kemper, afirmou que a OceanGate lançou propositalmente seu submarino em águas internacionais para evitar regulamentos da indústria.

    O ex-diretor de operações marinhas da OceanGate, David Lochridge, afirmou em 2018 que foi demitido por alertar Rush sobre suas preocupações com a construção da embarcação e a falta de testes de segurança. Ele posteriormente processou a empresa por demissão injusta.

    “Os passageiros pagantes não estariam cientes e não seriam informados sobre este design experimental, a falta de testes não-destrutivos do casco ou que materiais inflamáveis perigosos estavam sendo usados dentro do submarino”, disseram os advogados de Lochridge na ação.

    Rush havia dito repetidamente que queria ser conhecido como um inovador e sentia que os regulamentos e regras de segurança estavam impedindo a verdadeira inovação em entrevistas passadas e conversas relatadas.

    Em uma entrevista viral de 2022 à CBS, onde o CEO revelou que todo o submarino é controlado por um controle de videogame modificado, Rush minimizou os perigos dos mergulhos em alto mar como apenas mais um risco no jogo da vida.

  • Por que submarinos russos venceriam em qualquer duelo com inimigos?

    Na península de Kamchatka submarinos russos simularam uma espécie de duelo. Ao comentar as manobras em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista militar Aleksei Leonkov contou como, para ele, poderia se desenrolar a situação em condições de combate reais.

    Os submarinos nucleares Vladimir Monomakh e Aleksandr Nevsky realizaram manobras na península de Kamchatka simulando um duelo, comunicou em coletiva de imprensa o chefe do Departamento de Informação do Distrito Militar Oriental para a Frota do Pacífico, capitão-de-fragata Nikolai Voskresensky.

    “De acordo com o plano da preparação militar, o cruzador submarino nuclear estratégico Vladimir Monomakh, treinando ações do submarino inserido em agrupamento, efetuou busca e vigilância de um submarino do suposto inimigo. Do lado opositor esteve atuando outro cruzador estratégico — o Aleksandr Nevsky”, disse ele.
    Conforme Voskresensky, as tripulações dos cruzadores estratégicos, “encenando uma situação de duelo”, efetuaram manobras de ataque e contra-ataque com uso de armas e meios hidroacústicos.

    Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista militar Aleksei Leonkov comentou estes exercícios.

    “Treinamentos desse tipo com submarinos continuam atuais porque não se exclui que em sequência de algum conflito global ou local os submarinos possam se encontrar. Nesse caso, a única arma de luta destes submarinos são os torpedos”, disse o analista.

    Ele acrescentou que se um dos submarinos atinge o outro, ele priva de fato o possível adversário de certas vantagens no combate futuro. Conforme Leonkov, exercícios desses são necessários tanto na Rússia como nos EUA.

    Segundo ele, em circunstâncias reais durante a realização de tais “duelos” há algumas particularidades: “Os nossos submarinos do projeto Yasen têm um torpedo-míssil único que, ao contrário dos torpedos convencionais, supera a distância de 50 quilômetros até o submarino do inimigo hipotético com uma velocidade surpreendente.”

    Leonkov ressaltou que o torpedo inicia o movimento debaixo d’água, supera a maior parte da distância pelo ar, atingindo velocidade até 3.000 km/h, e depois ataca do ar para a água. Os adversários da Rússia não têm tais armas. “Por isso, há mais chances que em um ‘duelo’ de submarinos vença o nosso submarino”, concluiu. Com informações da Sputnik Brasil