Tag: Suicídio

  • Suicídio entre criança e jovem cresce no Brasil e preocupa especialistas

    Suicídio entre criança e jovem cresce no Brasil e preocupa especialistas

    O suicídio é um problema de saúde pública que afeta milhões de pessoas no mundo todo.

    No Brasil, o número de suicídios aumentou 43% entre 2000 e 2019, segundo dados do Ministério da Saúde. Mas o que mais chama a atenção é o crescimento das taxas entre crianças e jovens de 10 a 24 anos, que subiram 6% por ano entre 2011 e 2022. Além disso, as notificações por autolesões, que são ferimentos provocados intencionalmente pela própria pessoa, evoluíram 29% ao ano na mesma faixa etária.

    Esses são os resultados de uma pesquisa realizada pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Bahia), em colaboração com pesquisadores de Harvard, e publicada na revista The Lancet Regional Health – Americas. A pesquisa analisou quase 1 milhão de dados de três diferentes bases do Ministério da Saúde: o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o Sistema de Informações Hospitalares (SIH) e o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

    A líder da investigação, Flávia Jôse Alves, explicou que as taxas de notificação por autolesões aumentaram de forma consistente em todas as regiões do Brasil no período citado. “Isso também aconteceu com o registro geral de suicídios, que teve um crescimento médio de 3,7% ao ano”, disse. Ela destacou que o Brasil vai na contramão da tendência global, que registrou uma redução de 36% no número de suicídios entre 2000 e 2019. Já nas Américas, houve um aumento de 17% nos casos.

    A pesquisa também avaliou os números de suicídios e autolesões em relação à raça e etnia no país de 2000 a 2019. Enquanto há um aumento anual das taxas de notificação por essas lesões autoprovocadas em todas as categorias analisadas, incluindo indígenas, pardos, descendentes de asiáticos, negros e brancos, o número de notificações é maior entre a população indígena, com mais de 100 casos a cada 100 mil pessoas. Por outro lado, a população indígena mostrou menores taxas de hospitalização, o que pode indicar barreiras no acesso aos serviços de saúde.

    O estudo confirmou que durante a pandemia da covid-19, aumentaram as discussões sobre transtornos mentais como ansiedade e depressão, decorrentes da mudança da dinâmica nas relações sociais. Porém, de acordo com Flávia Jôse, o registro de suicídios permaneceu com tendência crescente ao longo do tempo, sem alteração no período da pandemia. “O principal aqui é que, independentemente da pandemia, o aumento das taxas foi persistente ao longo do tempo”, afirmou.

    Os pesquisadores do Cidacs/Fiocruz Bahia ressaltaram a importância de ter dados de qualidade disponíveis para prevenção e monitoramento do suicídio, e elogiaram o Brasil por ter três diferentes bases de dados com essas informações. “O Brasil sai na frente nesse sentido, porque tem três diferentes bases de dados com essas informações e elas podem ser usadas para revelar evidências que a gente pode não ver ao analisar um banco único”, disse Flávia.

    Ela também enfatizou a necessidade de mais atenção e informação sobre o suicídio, especialmente entre crianças e jovens, que são grupos vulneráveis. “É preciso quebrar o tabu em torno do assunto, falar sobre ele de forma responsável e buscar ajuda profissional quando necessário. O suicídio é um fenômeno complexo, que envolve fatores biológicos, psicológicos, sociais e ambientais, e que pode ser prevenido em muitos casos”, concluiu.

    Fonte: Link.

    No Brasil, o número de suicídios aumentou 43% entre 2000 e 2019, segundo dados do Ministério da Saúde. Mas o que mais chama a atenção é o crescimento das taxas entre crianças e jovens de 10 a 24 anos, que subiram 6% por ano entre 2011 e 2022. Além disso, as notificações por autolesões, que são ferimentos provocados intencionalmente pela própria pessoa, evoluíram 29% ao ano na mesma faixa etária.

    Esses são os resultados de uma pesquisa realizada pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Bahia), em colaboração com pesquisadores de Harvard, e publicada na revista The Lancet Regional Health – Americas. A pesquisa analisou quase 1 milhão de dados de três diferentes bases do Ministério da Saúde: o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o Sistema de Informações Hospitalares (SIH) e o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

    A líder da investigação, Flávia Jôse Alves, explicou que as taxas de notificação por autolesões aumentaram de forma consistente em todas as regiões do Brasil no período citado. “Isso também aconteceu com o registro geral de suicídios, que teve um crescimento médio de 3,7% ao ano”, disse. Ela destacou que o Brasil vai na contramão da tendência global, que registrou uma redução de 36% no número de suicídios entre 2000 e 2019. Já nas Américas, houve um aumento de 17% nos casos.

    A pesquisa também avaliou os números de suicídios e autolesões em relação à raça e etnia no país de 2000 a 2019. Enquanto há um aumento anual das taxas de notificação por essas lesões autoprovocadas em todas as categorias analisadas, incluindo indígenas, pardos, descendentes de asiáticos, negros e brancos, o número de notificações é maior entre a população indígena, com mais de 100 casos a cada 100 mil pessoas. Por outro lado, a população indígena mostrou menores taxas de hospitalização, o que pode indicar barreiras no acesso aos serviços de saúde.

    O estudo confirmou que durante a pandemia da covid-19, aumentaram as discussões sobre transtornos mentais como ansiedade e depressão, decorrentes da mudança da dinâmica nas relações sociais. Porém, de acordo com Flávia Jôse, o registro de suicídios permaneceu com tendência crescente ao longo do tempo, sem alteração no período da pandemia. “O principal aqui é que, independentemente da pandemia, o aumento das taxas foi persistente ao longo do tempo”, afirmou.

    Os pesquisadores do Cidacs/Fiocruz Bahia ressaltaram a importância de ter dados de qualidade disponíveis para prevenção e monitoramento do suicídio, e elogiaram o Brasil por ter três diferentes bases de dados com essas informações. “O Brasil sai na frente nesse sentido, porque tem três diferentes bases de dados com essas informações e elas podem ser usadas para revelar evidências que a gente pode não ver ao analisar um banco único”, disse Flávia.

    Ela também enfatizou a necessidade de mais atenção e informação sobre o suicídio, especialmente entre crianças e jovens, que são grupos vulneráveis. “É preciso quebrar o tabu em torno do assunto, falar sobre ele de forma responsável e buscar ajuda profissional quando necessário. O suicídio é um fenômeno complexo, que envolve fatores biológicos, psicológicos, sociais e ambientais, e que pode ser prevenido em muitos casos”, concluiu.

    Fonte: Link.

  • Suicídios aumentam no Brasil e acendem alerta para a saúde mental

    Suicídios aumentam no Brasil e acendem alerta para a saúde mental

    O Brasil registrou um aumento de 11,8% no número de suicídios em 2022 na comparação com 2021, segundo dados do Ministério da Saúde.

    Foram 16.262 casos de mortes por lesão autoprovocada no ano passado, contra 14.475 no ano anterior. O suicídio é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos no país, atrás apenas dos acidentes de trânsito.

    O aumento dos suicídios pode estar relacionado aos efeitos da pandemia de covid-19, que trouxe uma série de desafios para a saúde mental da população. O isolamento social, o desemprego, o estresse, a ansiedade, a solidão e o luto são alguns dos fatores que podem contribuir para o surgimento ou o agravamento de transtornos mentais, como a depressão e o transtorno bipolar, que estão associados ao risco de suicídio.

    Para enfrentar esse problema, o governo federal tem desenvolvido algumas políticas públicas de prevenção ao suicídio, como a criação do Sistema Nacional de Combate ao Suicídio, a notificação compulsória de casos de lesão autoprovocada, a elaboração de diretrizes nacionais e protocolos de atendimento, a capacitação de profissionais de saúde e a divulgação de informações sobre o tema. Além disso, existem iniciativas estaduais e municipais que visam promover a saúde mental e a valorização da vida nas comunidades.

    No entanto, essas ações ainda são insuficientes para atender à demanda crescente por cuidados em saúde mental. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem apenas 2,3 psiquiatras para cada 100 mil habitantes, uma proporção bem abaixo da média mundial de 9,1. Além disso, há uma escassez de leitos psiquiátricos e uma falta de integração entre os serviços de atenção primária e os serviços especializados em saúde mental.

    Diante desse cenário, é fundamental que as pessoas que estão com pensamentos suicidas ou que conhecem alguém nessa situação busquem ajuda. Uma das formas de fazer isso é ligar para o Centro de Valorização da Vida (CVV), um serviço gratuito e sigiloso que oferece apoio emocional por telefone (188), chat ou e-mail. O CVV conta com mais de 4 mil voluntários treinados para escutar e acolher as pessoas que precisam conversar.

    Outra forma de buscar ajuda é procurar um profissional de saúde, como um médico, um psicólogo ou um assistente social. Esses profissionais podem avaliar o grau de risco de suicídio, indicar o tratamento mais adequado e fazer o acompanhamento do caso. O tratamento pode envolver medicamentos, psicoterapia ou outras intervenções, dependendo da necessidade de cada pessoa.

    O suicídio é um problema complexo e multifatorial, que envolve aspectos biológicos, psicológicos, sociais e culturais. Por isso, é preciso romper o tabu e o estigma em torno do assunto e falar abertamente sobre ele. O suicídio pode ser prevenido se as pessoas puderem reconhecer os sinais de alerta, buscar ajuda e receber apoio. Lembre-se que você não está sozinho (a) e que há solução para o seu problema. A vida vale a pena ser vivida.

    Foram 16.262 casos de mortes por lesão autoprovocada no ano passado, contra 14.475 no ano anterior. O suicídio é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos no país, atrás apenas dos acidentes de trânsito.

    O aumento dos suicídios pode estar relacionado aos efeitos da pandemia de covid-19, que trouxe uma série de desafios para a saúde mental da população. O isolamento social, o desemprego, o estresse, a ansiedade, a solidão e o luto são alguns dos fatores que podem contribuir para o surgimento ou o agravamento de transtornos mentais, como a depressão e o transtorno bipolar, que estão associados ao risco de suicídio.

    Para enfrentar esse problema, o governo federal tem desenvolvido algumas políticas públicas de prevenção ao suicídio, como a criação do Sistema Nacional de Combate ao Suicídio, a notificação compulsória de casos de lesão autoprovocada, a elaboração de diretrizes nacionais e protocolos de atendimento, a capacitação de profissionais de saúde e a divulgação de informações sobre o tema. Além disso, existem iniciativas estaduais e municipais que visam promover a saúde mental e a valorização da vida nas comunidades.

    No entanto, essas ações ainda são insuficientes para atender à demanda crescente por cuidados em saúde mental. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem apenas 2,3 psiquiatras para cada 100 mil habitantes, uma proporção bem abaixo da média mundial de 9,1. Além disso, há uma escassez de leitos psiquiátricos e uma falta de integração entre os serviços de atenção primária e os serviços especializados em saúde mental.

    Diante desse cenário, é fundamental que as pessoas que estão com pensamentos suicidas ou que conhecem alguém nessa situação busquem ajuda. Uma das formas de fazer isso é ligar para o Centro de Valorização da Vida (CVV), um serviço gratuito e sigiloso que oferece apoio emocional por telefone (188), chat ou e-mail. O CVV conta com mais de 4 mil voluntários treinados para escutar e acolher as pessoas que precisam conversar.

    Outra forma de buscar ajuda é procurar um profissional de saúde, como um médico, um psicólogo ou um assistente social. Esses profissionais podem avaliar o grau de risco de suicídio, indicar o tratamento mais adequado e fazer o acompanhamento do caso. O tratamento pode envolver medicamentos, psicoterapia ou outras intervenções, dependendo da necessidade de cada pessoa.

    O suicídio é um problema complexo e multifatorial, que envolve aspectos biológicos, psicológicos, sociais e culturais. Por isso, é preciso romper o tabu e o estigma em torno do assunto e falar abertamente sobre ele. O suicídio pode ser prevenido se as pessoas puderem reconhecer os sinais de alerta, buscar ajuda e receber apoio. Lembre-se que você não está sozinho (a) e que há solução para o seu problema. A vida vale a pena ser vivida.

  • Suicídio entre jovens aumenta no Brasil, mas varia de acordo com a região e a renda

    Suicídio entre jovens aumenta no Brasil, mas varia de acordo com a região e a renda

    O suicídio é um problema de saúde pública que afeta milhares de pessoas no mundo todo.

    No Brasil, o suicídio é a terceira causa de morte entre os jovens, atrás apenas dos acidentes de trânsito e da violência . Segundo dados do Ministério da Saúde, houve um aumento de 10,5% na taxa de suicídio relatada entre 2003 e 2013 entre indivíduos de 9 a 19 anos .

    No entanto, esse aumento não é uniforme em todo o país e depende de fatores geoespaciais e socioeconômicos. Um estudo realizado no estado do Paraná, no sul do Brasil, analisou os padrões geoespaciais e as mudanças ao longo do tempo dos aglomerados de mortalidade por suicídio entre os jovens de 15 a 29 anos em dois períodos de 5 anos (1998-2002 e 2008-2012) . Os resultados mostraram que havia dependência espacial na taxa de mortalidade por suicídio (TMS) em ambos os períodos, revelando aglomerados geoespaciais de alta TMS. Os resultados também mostraram que a privação socioeconômica no nível do município era um importante determinante do suicídio na população jovem no Paraná e influenciava significativamente a formação de aglomerados de alto risco de TMS. O estudo concluiu que o suicídio entre os jovens ocorre em aglomerados geográficos que estão associados à privação socioeconômica e que as configurações rurais com infraestrutura e desenvolvimento precários também se correlacionam com o aumento dos aglomerados de TMS.

    O Brasil tem uma taxa relativamente baixa de suicídio entre os jovens, ocupando o 93º lugar entre 195 países e territórios cobertos pelo Estudo Global de Carga 2017 (GBD 2017) . No entanto, essa taxa ainda é maior do que a média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é de 6,9 por 100 mil habitantes . Além disso, o Brasil apresenta uma grande desigualdade regional na distribuição das mortes por suicídio, sendo que as regiões Sul e Centro-Oeste têm as maiores taxas, enquanto as regiões Norte e Nordeste têm as menores.

    Os especialistas apontam que o suicídio entre os jovens é um fenômeno complexo e multifatorial, que envolve aspectos individuais, familiares, sociais e culturais. Alguns dos fatores de risco mais comuns são: transtornos mentais, como depressão e ansiedade; uso de álcool e drogas; violência doméstica ou social; bullying; isolamento; falta de apoio emocional; dificuldades financeiras; discriminação; estresse; baixa autoestima; impulsividade; e acesso a meios letais.

    Por outro lado, alguns dos fatores de proteção mais importantes são: ter uma rede de apoio social, como família, amigos, escola e comunidade; buscar ajuda profissional quando necessário; ter projetos de vida e objetivos pessoais; ter hobbies e atividades prazerosas; ter valores religiosos ou espirituais; ter resiliência e capacidade de lidar com as adversidades; ter autoconfiança e autoestima; ter esperança e otimismo; e evitar o consumo de álcool e drogas .

    Os especialistas recomendam que as pessoas que estão sofrendo ou conhecem alguém que está sofrendo com pensamentos suicidas procurem ajuda imediatamente. Existem serviços gratuitos e confidenciais que podem oferecer apoio emocional e orientação, como o Centro de Valorização da Vida (CVV), que atende pelo telefone 188 ou pelo site [www.cvv.org.br]. Também é importante buscar atendimento médico ou psicológico em uma unidade de saúde ou em um hospital. Além disso, é fundamental que as pessoas que convivem com alguém que está em risco de suicídio estejam atentas aos sinais de alerta, como mudanças de humor, comportamento ou hábitos; isolamento; desinteresse por atividades que antes gostava; descuido com a aparência; frases como “eu queria morrer”, “eu não aguento mais” ou “eu sou um peso para os outros”; e planejamento ou tentativa de suicídio.

    O suicídio entre os jovens é um problema grave e urgente, que precisa ser prevenido e combatido. Para isso, é necessário que haja uma maior conscientização da sociedade sobre o tema, que ainda é cercado de tabus e preconceitos. Também é necessário que haja uma maior integração entre os setores de saúde, educação, assistência social, segurança pública e mídia, para que sejam desenvolvidas políticas públicas e estratégias de prevenção eficazes. Por fim, é necessário que haja uma maior valorização da vida e do bem-estar dos jovens, que são o futuro do país e merecem ter uma vida plena e feliz.

    No Brasil, o suicídio é a terceira causa de morte entre os jovens, atrás apenas dos acidentes de trânsito e da violência . Segundo dados do Ministério da Saúde, houve um aumento de 10,5% na taxa de suicídio relatada entre 2003 e 2013 entre indivíduos de 9 a 19 anos .

    No entanto, esse aumento não é uniforme em todo o país e depende de fatores geoespaciais e socioeconômicos. Um estudo realizado no estado do Paraná, no sul do Brasil, analisou os padrões geoespaciais e as mudanças ao longo do tempo dos aglomerados de mortalidade por suicídio entre os jovens de 15 a 29 anos em dois períodos de 5 anos (1998-2002 e 2008-2012) . Os resultados mostraram que havia dependência espacial na taxa de mortalidade por suicídio (TMS) em ambos os períodos, revelando aglomerados geoespaciais de alta TMS. Os resultados também mostraram que a privação socioeconômica no nível do município era um importante determinante do suicídio na população jovem no Paraná e influenciava significativamente a formação de aglomerados de alto risco de TMS. O estudo concluiu que o suicídio entre os jovens ocorre em aglomerados geográficos que estão associados à privação socioeconômica e que as configurações rurais com infraestrutura e desenvolvimento precários também se correlacionam com o aumento dos aglomerados de TMS.

    O Brasil tem uma taxa relativamente baixa de suicídio entre os jovens, ocupando o 93º lugar entre 195 países e territórios cobertos pelo Estudo Global de Carga 2017 (GBD 2017) . No entanto, essa taxa ainda é maior do que a média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é de 6,9 por 100 mil habitantes . Além disso, o Brasil apresenta uma grande desigualdade regional na distribuição das mortes por suicídio, sendo que as regiões Sul e Centro-Oeste têm as maiores taxas, enquanto as regiões Norte e Nordeste têm as menores.

    Os especialistas apontam que o suicídio entre os jovens é um fenômeno complexo e multifatorial, que envolve aspectos individuais, familiares, sociais e culturais. Alguns dos fatores de risco mais comuns são: transtornos mentais, como depressão e ansiedade; uso de álcool e drogas; violência doméstica ou social; bullying; isolamento; falta de apoio emocional; dificuldades financeiras; discriminação; estresse; baixa autoestima; impulsividade; e acesso a meios letais.

    Por outro lado, alguns dos fatores de proteção mais importantes são: ter uma rede de apoio social, como família, amigos, escola e comunidade; buscar ajuda profissional quando necessário; ter projetos de vida e objetivos pessoais; ter hobbies e atividades prazerosas; ter valores religiosos ou espirituais; ter resiliência e capacidade de lidar com as adversidades; ter autoconfiança e autoestima; ter esperança e otimismo; e evitar o consumo de álcool e drogas .

    Os especialistas recomendam que as pessoas que estão sofrendo ou conhecem alguém que está sofrendo com pensamentos suicidas procurem ajuda imediatamente. Existem serviços gratuitos e confidenciais que podem oferecer apoio emocional e orientação, como o Centro de Valorização da Vida (CVV), que atende pelo telefone 188 ou pelo site [www.cvv.org.br]. Também é importante buscar atendimento médico ou psicológico em uma unidade de saúde ou em um hospital. Além disso, é fundamental que as pessoas que convivem com alguém que está em risco de suicídio estejam atentas aos sinais de alerta, como mudanças de humor, comportamento ou hábitos; isolamento; desinteresse por atividades que antes gostava; descuido com a aparência; frases como “eu queria morrer”, “eu não aguento mais” ou “eu sou um peso para os outros”; e planejamento ou tentativa de suicídio.

    O suicídio entre os jovens é um problema grave e urgente, que precisa ser prevenido e combatido. Para isso, é necessário que haja uma maior conscientização da sociedade sobre o tema, que ainda é cercado de tabus e preconceitos. Também é necessário que haja uma maior integração entre os setores de saúde, educação, assistência social, segurança pública e mídia, para que sejam desenvolvidas políticas públicas e estratégias de prevenção eficazes. Por fim, é necessário que haja uma maior valorização da vida e do bem-estar dos jovens, que são o futuro do país e merecem ter uma vida plena e feliz.

  • Risco de suicídio em pessoas com autismo é maior

    Pesquisadores dos EUA realizaram o primeiro estudo populacional sobre suicídio em indivíduos com autismo. O estudo retrospectivo de 20 anos descobriu que, para indivíduos com autismo, particularmente mulheres, o risco de suicídio aumentou com o tempo em comparação com seus pares não autistas.

    A pesquisa foi publicada hoje no ScienceDaily.

  • Comissão discutirá políticas públicas de combate ao suicídio

    A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) vai discutir em audiência pública o aumento dos casos de suicídio no Brasil, suas possíveis causas e as políticas públicas necessárias para mudar esse quadro.

    A presidente da CDH, senadora Regina Sousa (PT-PI), informou que em 2012, segundo a Organização Mundial da Saúde, morreram cerca de 800 mil pessoas no mundo por suicídio, enquanto as guerras naquele ano mataram 120 mil. Para a senadora, a situação é grave e a questão precisa ser tratada como um problema de saúde pública.

  • Youtuber que fez piadas de cadáver perde publicidade do Google e do YouTube

    O Youtuber americano, Logan Paul, gravou um vídeo em que aparece tirando o maior sarro do corpo de um suicida. O vídeo, que foi postado em 31 de dezembro, acabou sendo removido depois de diversas críticas. Nele, Paul e sua equipe visitam a floresta Aokigahara, no Japão, conhecida por ser um local comum de suicídios. Eventualmente o grupo mostra o corpo de um homem e inicia o show de piadas.

    O Youtuber diz no vídeo que está brincando e filma o cadáver de vários ângulos, mantendo o rosto da pessoa escondido. “Ei, você está vivo?”, ele pergunta. Depois, diante do cadáver: “Você está com a gente, p***a?”.

    Depois de enfrentar uma enxurrada de críticas em relação ao vídeo, o YouTube finalmente resolveu se declarar. A empresa limitou a capacidade de Paul de ganhar dinheiro com seus vídeos na plataforma, começando por cancelar seu lucrativo Google Preferred (programa que permite que marcas anunciem nos vídeos dos cinco maiores criadores do YouTube).

    Por enquanto, Paul ainda pode monetizar seus vídeos, mas ele não ganhará o mesmo dinheiro como costumava. Além disso, o YouTube também interrompeu a produção dos projetos originais de Paul para o serviço de transmissão, o YouTube Red.

    Arrependimento?

    Depois das críticas ao vídeo, Paul publicou um pedido de desculpas no qual afirma que cometeu um erro, mas que não tinha como objetivo conseguir visualizações, apenas conscientizar o público:

    “Por onde começar…
    Vamos começar com isso – Eu sinto muito.
    Esta é a primeira vez para mim. Eu nunca enfrentei criticismo como este antes, porque eu nunca cometi um erro como este. Estou rodeado de boas pessoas e acredito que faço boas decisões, mas ainda sou apenas um ser humano. Eu posso estar errado.
    Eu não fiz pelas visualizações. Eu consigo visualizações. Eu fiz porque eu achei que poderia fazer algo positivo na internet, não causar uma onda de negatividade. Esta nunca foi a intenção. Eu queria aumentar a conscientização e prevenção de suicídio e, embora eu tenha pensado que ‘se este vídeo salvar apenas UMA vida terá valido a pena’, eu me enganei pelo choque, como mostrado no vídeo. Ainda estou.
    Eu faço esta m*rda todo dia. Eu fiz um programa de TV de 15 minutos TODOS OS DIAS pelos últimos 460 dias. Dá para entender que é fácil se levar pelo momento sem realmente pensar nas possíveis ramificações.
    Sou frequentemente lembrado do quão grande meu alcance é e com grandes poderes vêm grandes responsabilidades… pela primeira vez na minha vida, eu sinto muito em dizer que eu lidei com este poder da forma incorreta. Não vai acontecer de novo.
    Eu amo todo mundo. Eu acredito nas pessoas. Eu estou aqui. Paz”, escreveu ele.

    Entretanto, o pedido de desculpas não teve uma repercussão positiva. Os seguidores não perderam tempo e começaram o massacre digital. Entre o público, teve até celebridades como Sophie Turner (Game of Thrones) e Aaron Paul (Breaking Bad) expressaram o quanto desaprovam o ocorrido.

    Sophie falou: “Você é um idiota. Você não está conscientizando. Você está ridicularizando. Eu não acredito o quão egocêntrico seu ‘pedido de desculpas’ é. Você não merece o sucesso (visualizações) que tem. Eu rezo para Deus que você nunca precise passar por nada do que aquele homem passou.”

    https://twitter.com/SophieT/status/948042559229759488

    E Aaron disse:
    “Como ousa? Você me enoja. Eu não acredito que tantos jovens se inspiram em você. É tão triste. Espero que este último vídeo os faça perceber. Você é puro lixo. Simples assim. Suicídio não é uma piada. Vá apodrecer no inferno.”

    https://twitter.com/aaronpaul_8/status/948032944408444928

  • Youtuber pede desculpas após fazer piadas do cadáver de um suicida

    O Youtuber americano, Logan Paul, teve que recorrer a um textão no Twitter, nesta terça-feira (2/12), após gravar um vídeo em que aparece tirando o maior sarro do corpo de um suicida.

    O vídeo, que foi postado em 31 de dezembro, acabou sendo removido depois de diversas críticas. Nele, Paul e sua equipe visitam a floresta Aokigahara, no Japão, conhecida por ser um local comum de suicídios. Eventualmente o grupo mostra o corpo de um homem e inicia o show de piadas.

    O Youtuber diz no vídeo que está brincando e filma o cadáver de vários ângulos, mantendo o rosto da pessoa escondido. “Ei, você está vivo?”, ele pergunta. Depois, diante do cadáver: “Você está com a gente, p***a?”.

    Depois das críticas, Paul publicou um pedido de desculpas no qual afirma que cometeu um erro, mas que não tinha como objetivo conseguir visualizações, apenas conscientizar o público:

    “Por onde começar…
    Vamos começar com isso – Eu sinto muito.
    Esta é a primeira vez para mim. Eu nunca enfrentei criticismo como este antes, porque eu nunca cometi um erro como este. Estou rodeado de boas pessoas e acredito que faço boas decisões, mas ainda sou apenas um ser humano. Eu posso estar errado.
    Eu não fiz pelas visualizações. Eu consigo visualizações. Eu fiz porque eu achei que poderia fazer algo positivo na internet, não causar uma onda de negatividade. Esta nunca foi a intenção. Eu queria aumentar a conscientização e prevenção de suicídio e, embora eu tenha pensado que ‘se este vídeo salvar apenas UMA vida terá valido a pena’, eu me enganei pelo choque, como mostrado no vídeo. Ainda estou.
    Eu faço esta m*rda todo dia. Eu fiz um programa de TV de 15 minutos TODOS OS DIAS pelos últimos 460 dias. Dá para entender que é fácil se levar pelo momento sem realmente pensar nas possíveis ramificações.
    Sou frequentemente lembrado do quão grande meu alcance é e com grandes poderes vêm grandes responsabilidades… pela primeira vez na minha vida, eu sinto muito em dizer que eu lidei com este poder da forma incorreta. Não vai acontecer de novo.
    Eu amo todo mundo. Eu acredito nas pessoas. Eu estou aqui. Paz”, escreveu ele.

    Entretanto, o pedido de desculpas não teve uma repercussão positiva. Os seguidores não perderam tempo e começaram o massacre digital. Entre o público, teve até celebridades como Sophie Turner (Game of Thrones) e Aaron Paul (Breaking Bad) expressaram o quanto desaprovam o ocorrido.

    Sophie falou: “Você é um idiota. Você não está conscientizando. Você está ridicularizando. Eu não acredito o quão egocêntrico seu ‘pedido de desculpas’ é. Você não merece o sucesso (visualizações) que tem. Eu rezo para Deus que você nunca precise passar por nada do que aquele homem passou.”

    https://twitter.com/SophieT/status/948042559229759488

    E Aaron disse:
    “Como ousa? Você me enoja. Eu não acredito que tantos jovens se inspiram em você. É tão triste. Espero que este último vídeo os faça perceber. Você é puro lixo. Simples assim. Suicídio não é uma piada. Vá apodrecer no inferno.”

    https://twitter.com/aaronpaul_8/status/948032944408444928