Tag: terapia alvo

  • Estudo descobre proteína que pode ajudar a combater a resistência aos medicamentos do câncer de pulmão

    Estudo descobre proteína que pode ajudar a combater a resistência aos medicamentos do câncer de pulmão

    Um dos maiores desafios no tratamento do câncer é a resistência aos medicamentos, que ocorre quando as células tumorais se adaptam e sobrevivem à terapia alvo.

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    Um novo estudo, publicado na revista Nature, revela como os tumores pulmonares podem desenvolver essa resistência ao longo do tempo, e sugere uma possível forma de combatê-la.

    Os pesquisadores analisaram amostras de tumores de pacientes com câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC), que é o tipo mais comum de câncer de pulmão. Eles descobriram que uma proteína chamada APOBEC3A estava envolvida na geração de mutações nas células tumorais, tornando-as resistentes aos medicamentos que visam anormalidades genéticas específicas.

    O APOBEC3A é uma enzima que normalmente ajuda a proteger o DNA de vírus e bactérias, mas também pode causar danos ao DNA das células humanas. Os pesquisadores mostraram que o APOBEC3A era ativado em resposta ao estresse celular causado pela terapia alvo, e que sua inibição reduzia a resistência aos medicamentos em modelos animais.

    Esse achado abre uma nova perspectiva para o tratamento do CPNPC, que é responsável por cerca de 85% dos casos de câncer de pulmão. Os pesquisadores esperam obter mais informações sobre os mecanismos pelos quais o APOBEC causa resistência aos medicamentos, o que pode ajudar a desenvolver um medicamento para inibir sua expressão ou atividade.

    O estudo também destaca a importância de monitorar as mudanças genéticas nos tumores ao longo do tempo, para ajustar a terapia de acordo com as características do tumor. Terapias que visam anormalidades genéticas específicas em tumores revolucionaram as possibilidades de tratamento nas últimas duas décadas, mas ainda há muito a ser feito para melhorar os resultados dos pacientes com câncer.

    Fonte: Link.

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    Um novo estudo, publicado na revista Nature, revela como os tumores pulmonares podem desenvolver essa resistência ao longo do tempo, e sugere uma possível forma de combatê-la.

    Os pesquisadores analisaram amostras de tumores de pacientes com câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC), que é o tipo mais comum de câncer de pulmão. Eles descobriram que uma proteína chamada APOBEC3A estava envolvida na geração de mutações nas células tumorais, tornando-as resistentes aos medicamentos que visam anormalidades genéticas específicas.

    O APOBEC3A é uma enzima que normalmente ajuda a proteger o DNA de vírus e bactérias, mas também pode causar danos ao DNA das células humanas. Os pesquisadores mostraram que o APOBEC3A era ativado em resposta ao estresse celular causado pela terapia alvo, e que sua inibição reduzia a resistência aos medicamentos em modelos animais.

    Esse achado abre uma nova perspectiva para o tratamento do CPNPC, que é responsável por cerca de 85% dos casos de câncer de pulmão. Os pesquisadores esperam obter mais informações sobre os mecanismos pelos quais o APOBEC causa resistência aos medicamentos, o que pode ajudar a desenvolver um medicamento para inibir sua expressão ou atividade.

    O estudo também destaca a importância de monitorar as mudanças genéticas nos tumores ao longo do tempo, para ajustar a terapia de acordo com as características do tumor. Terapias que visam anormalidades genéticas específicas em tumores revolucionaram as possibilidades de tratamento nas últimas duas décadas, mas ainda há muito a ser feito para melhorar os resultados dos pacientes com câncer.

    Fonte: Link.

  • Novo medicamento retarda progressão de glioma, um câncer cerebral mortal

    Novo medicamento retarda progressão de glioma, um câncer cerebral mortal

    Um novo medicamento chamado vorasidenib mostrou resultados positivos em retardar a progressão de um tipo específico de glioma, um câncer cerebral de crescimento lento, mas fatal. O estudo envolveu 331 pessoas com a doença e foi co-liderado por pesquisadores da UCLA.

    O glioma é um tumor que afeta principalmente pessoas jovens, muitas vezes na faixa dos 30 anos. O tratamento padrão atual, uma combinação de radiação e quimioterapia, pode causar déficits neurológicos que dificultam o aprendizado, a memória, a concentração ou a tomada de decisões cotidianas dos pacientes.

    O vorasidenib é um medicamento de terapia alvo, que atua em uma mutação genética específica (IDH1 e IDH2) que está presente em cerca de 80% dos casos de glioma de grau 2. Essa mutação produz uma substância chamada 2-HG, que é responsável pela formação e manutenção do tumor.

    O medicamento inibe a produção e o acúmulo de 2-HG e consegue atravessar a barreira hematoencefálica, que protege o cérebro de substâncias estranhas. Ele é o primeiro medicamento de terapia alvo desenvolvido especificamente para tratar o câncer cerebral.

    Os resultados do estudo foram publicados na revista New England Journal of Medicine e apresentados no encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica em Chicago.

    Os pesquisadores compararam o vorasidenib com um placebo em pessoas com glioma de grau 2 recorrente com a mutação IDH1 ou IDH2. Eles descobriram que o vorasidenib mais do que dobrou o tempo de sobrevida livre de progressão dos pacientes, ou seja, o tempo em que eles ficaram sem piora do câncer.

    Em média, os pacientes que receberam o vorasidenib ficaram 27,7 meses sem progressão da doença, enquanto os que receberam o placebo ficaram 11,1 meses. Além disso, os pacientes que receberam o vorasidenib conseguiram adiar por quase 17 meses o início da quimioterapia e da radiação.

    O medicamento também foi bem tolerado pelos pacientes, com poucos efeitos colaterais observados. Os pesquisadores consideram que o vorasidenib é um avanço importante para essa população de pacientes e esperam que ele seja aprovado pelas autoridades regulatórias em breve.

    Fonte: Link 1, Link 2.

    O glioma é um tumor que afeta principalmente pessoas jovens, muitas vezes na faixa dos 30 anos. O tratamento padrão atual, uma combinação de radiação e quimioterapia, pode causar déficits neurológicos que dificultam o aprendizado, a memória, a concentração ou a tomada de decisões cotidianas dos pacientes.

    O vorasidenib é um medicamento de terapia alvo, que atua em uma mutação genética específica (IDH1 e IDH2) que está presente em cerca de 80% dos casos de glioma de grau 2. Essa mutação produz uma substância chamada 2-HG, que é responsável pela formação e manutenção do tumor.

    O medicamento inibe a produção e o acúmulo de 2-HG e consegue atravessar a barreira hematoencefálica, que protege o cérebro de substâncias estranhas. Ele é o primeiro medicamento de terapia alvo desenvolvido especificamente para tratar o câncer cerebral.

    Os resultados do estudo foram publicados na revista New England Journal of Medicine e apresentados no encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica em Chicago.

    Os pesquisadores compararam o vorasidenib com um placebo em pessoas com glioma de grau 2 recorrente com a mutação IDH1 ou IDH2. Eles descobriram que o vorasidenib mais do que dobrou o tempo de sobrevida livre de progressão dos pacientes, ou seja, o tempo em que eles ficaram sem piora do câncer.

    Em média, os pacientes que receberam o vorasidenib ficaram 27,7 meses sem progressão da doença, enquanto os que receberam o placebo ficaram 11,1 meses. Além disso, os pacientes que receberam o vorasidenib conseguiram adiar por quase 17 meses o início da quimioterapia e da radiação.

    O medicamento também foi bem tolerado pelos pacientes, com poucos efeitos colaterais observados. Os pesquisadores consideram que o vorasidenib é um avanço importante para essa população de pacientes e esperam que ele seja aprovado pelas autoridades regulatórias em breve.

    Fonte: Link 1, Link 2.