Tag: Terremoto

  • Novo estudo mostra que um terremoto pode causar tremor do outro lado do planeta

    Pela primeira vez, pesquisadores descobriram evidências de que fortes terremotos desencadearam eventos sísmicos no outro lado do planeta, sugerindo um efeito cascata, que poderia ser usado para prever catástrofes no futuro.

    Pesquisadores da Oregon State University analisaram quase meio século de dados sobre terremotos e chegaram à conclusão surpreendente de que, quando grandes tremores acontecem, há uma boa chance de outro tremor atingir o outro lado do planeta nos próximos dias.

    “Os casos de teste mostraram um aumento claramente detectável sobre as taxas de fundo”, diz o cientista Robert O’Malley.

    “Os terremotos são parte de um ciclo de acúmulo e liberação de tensões tectônicas. Como zonas de falhas perto do final deste ciclo sísmico, os pontos de inflexão podem ser alcançados e o disparo pode ocorrer”, diz O’Malley.

    A equipe de cientistas então começou a monitorar vários terremotos em diverso locais e identificou que em até três dias, após eventos sísmicos que atingem mais de 6,0 pontos na escala, em outro ponto da terra seria sentido alguma coisa.

    Quanto maior o terremoto inicial, maior a chance de acontecer outro em algum lugar. Curiosamente, não é possível detectá-lo nas primeiras 24 horas, o que poderia ajudar a explicar por que outros estudos não conseguiram identificar isso.

    Além do mais, a maioria deles ocorreu a 30 graus do ponto oposto do outro lado do globo.

    O estudo não tentou esclarecer possíveis explicações por trás do aumento de terremotos distantes.

    VEJA MAIS:
    Curta a página da W Rádio Brasil no Facebook!
    Missão: Impossível – Efeito Fallout | Filme supera expectativas e é um dos melhores do ano
    Polícia do Rio identifica suspeitos de furtar medalha de matemático

    “A compreensão da mecânica de como um terremoto poderia iniciar outro enquanto estava amplamente separado em distância e tempo ainda é em grande parte especulativa”, diz O’Malley.

    “Mas, independentemente da mecânica específica envolvida, a evidência mostra que ocorre o desencadeamento, seguido por um período de quiescência e recarga”, completou.

    Os resultados contradizem um estudo de 2011 que analisou as mudanças na frequência de terremotos até vários meses após grandes tremores.

    Os pesquisadores sugerem que este novo estudo pode ser simplesmente mais sensível, embora o contraste indique que há muita pesquisa a ser feita antes que possamos ter certeza de que existe uma ligação.

    Identificar exatamente quando e onde os terremotos catastróficos serão atingidos teria o potencial de salvar muitas vidas, portanto, qualquer pesquisa que possa ajudar a prever a probabilidade de um tremor pode ser útil.

  • Prédios do DF não serão interditados por causa do terremoto, diz Defesa Civil

    A Defesa Civil do Distrito Federal (DF) informou, há pouco, que nenhuma edificação na zona central de Brasília será interditada em decorrência do terremoto que ocorreu na Bolívia e foi sentido nesta manhã em diversos pontos do Brasil. Segundo a Defesa Civil, é importante que a população não mude sua rotina, nem deixe que o medo de novos episódios se instale.

    “Não há nenhuma manifestação física nos prédios, não há trincas, fissuras ou qualquer outro problema estrutural que indique a necessidade de interdição, ou manutenção do estado de ansiedade das pessoas”, disse o subsecretário da Defesa Civil do Distrito Federal, Sérgio Bezerra.

    Veja Mais:
    Terremoto na Bolívia é sentido no DF, São Paulo e no Sul do país
    Tremor de terra foi sentido em toda capital paulista

    De acordo com Bezerra, não existe caso semelhante no histórico do Distrito Federal. Bezerra disse que, embora os brasilienses estejam amedrontados, sua equipe ainda não recebeu nenhuma solicitação formal de vistoria.

    “De fato, o Distrito Federal nunca passou por uma situação dessas. Em termos de primeira experiência, entendemos que gerou-se um grau de ansiedade e, em alguns casos, pânico. Temos ido aonde estão nos chamando, para tranquilizar as pessoas, dizer que o que sustenta as edificações são as vigas, os pilares, e recomendamos a volta à normalidade”, acrescentou.

    O subsecretário da Defesa Civil disse que os efeitos do abalo sísmico foram mais intensos na faixa que vai do centro do Plano Piloto à Esplanada dos Ministérios, mas ressaltou que os prédios do perímetro foram construídos de “maneira muito robusta” e “feitos para trabalhar”, isto é, são maleáveis, capazes de se contrair e dilatar diante de estremecimentos, sem que haja grandes prejuízos. “Foi utilizado muito concreto, muita ferragem. É aquele fenômeno que sentimos em casa quando passa um veículo pesado, só que mais prolongado.”

    Em meio ao grupo aglomerado diante do prédio da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), no Setor Comercial Sul, na Asa Sul, funcionários do quadro da estatal contaram diferentes impressões do sismo. Antonio Akitomo, técnico de serviços técnicos, disse que notou dois sutis frêmitos. “Pensei: ‘tá acontecendo alguma coisa’. Olhei pra todo mundo, não tinha reação nenhuma. Aí, achei que estava tudo normal. Então, o pessoal da segurança foi passando nas salas, pedindo pra todo mundo descer”, contou.

    Segundo o técnico, o grupo desocupou o interior do prédio e se dirigiu ao térreo, mas não cumpriu à risca a orientação de não permanecer sob a marquise, devido à forte chuva. “No Brasil não tem nem terremoto. Aí, a gente leva na brincadeira. Por isso, o pessoal voltou [para dentro]”, complementou Akitomo, ressaltando que, apesar disso, a Defesa Civil treina, uma vez por ano, os funcionários da Infraero em simulações de incêndio.

    Também lotada no 4º andar do Edifício Centro-Oeste, a contadora da Infraero Alessandra da Silveira não percebeu o tremor. “Eu só vi quando uma colega passou e falou que era para evacuar o prédio”, contou Alessandra, informando que a entrada dos empregados será liberada somente após os engenheiros da estatal concluírem a inspeção. Por: Agência Brasil

  • Terremoto na Bolívia é sentido no DF, São Paulo e no Sul do país

    O Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB) confirma que um tremor de terra ocorrido na Bolívia por volta das 10h40 (horário de Brasília), com magnitude de 6,8 na escala Richter, foi sentido no Distrito Federal, em São Paulo e, provavelmente, em outras cidades do Sul do país.

    Veja Mais:
    Tremor de terra foi sentido em toda capital paulista
    Jogador de futebol cai do terceiro andar de hotel

    Confira os detalhes com Samanta do Carmo. Por: Radioagência Nacional

  • Tremor de terra foi sentido em toda capital paulista

    Um tremor de terra foi sentido em São Paulo e em diversos lugares do Brasil por volta das 10h55 desta segunda-feira (2). Segundo o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), o tremor foi reflexo de um terremoto de magnitude 6.7 ocorrido na Bolívia.

    “É um tremor considerável, mas ainda não sabemos de estragos no Brasil e na Bolívia. Qualquer tremor assim tem reflexos. Por isso, as pessoas sentiram aqui”, disse o professor da UnB George Sand França.

    Na Zona Oeste foram sentidos três abalos pequenos e um maior, que durou mais de 5 segundos. Alguns prédios da Av. Paulista foram esvaziados por precaução.

    No estúdio da W Rádio Brasil o tremor também foi sentido, interrompendo as atividades por alguns minutos.