Tag: Via Láctea

  • Revelação Cósmica: Novas Pistas Sobre Explosões Espaciais Podem Mudar o Que Sabemos Sobre o Universo

    Revelação Cósmica: Novas Pistas Sobre Explosões Espaciais Podem Mudar o Que Sabemos Sobre o Universo

    Os cientistas estão avançando no entendimento das Explosões Rápidas de Rádio (FRBs), fenômenos energéticos espaciais de curta duração. Essas explosões, que são intensas rajadas de ondas de rádio, têm intrigado a comunidade científica desde sua primeira detecção em 2007.

    Eles descobriram que a luz que vem dessas explosões pode nos ajudar a entender melhor de onde elas vêm. Um grupo de astrônomos da Universidade de Toronto fez uma pesquisa importante. Eles olharam para a luz de 128 FRBs diferentes e descobriram que elas parecem vir de lugares no espaço parecidos com a nossa galáxia, a Via Láctea. Isso é diferente do que pensávamos antes, porque achávamos que essas explosões vinham de lugares com muita densidade e campos magnéticos fortes.

    O interessante é que a maioria das FRBs não se repete, e o equipamento que eles usaram, chamado CHIME, é muito bom em encontrar tanto as FRBs que se repetem quanto as que não se repetem. Ayush Pandhi, um estudante de doutorado, disse que essa pesquisa é importante para entendermos melhor as FRBs.

    As FRBs são rajadas muito fortes de energia e foram descobertas pela primeira vez em 2007. Já encontramos mais de mil delas, mas os cientistas ainda estão tentando descobrir exatamente o que as causa.

    Fonte: Link, Link 2.


    Eles descobriram que a luz que vem dessas explosões pode nos ajudar a entender melhor de onde elas vêm. Um grupo de astrônomos da Universidade de Toronto fez uma pesquisa importante. Eles olharam para a luz de 128 FRBs diferentes e descobriram que elas parecem vir de lugares no espaço parecidos com a nossa galáxia, a Via Láctea. Isso é diferente do que pensávamos antes, porque achávamos que essas explosões vinham de lugares com muita densidade e campos magnéticos fortes.

    O interessante é que a maioria das FRBs não se repete, e o equipamento que eles usaram, chamado CHIME, é muito bom em encontrar tanto as FRBs que se repetem quanto as que não se repetem. Ayush Pandhi, um estudante de doutorado, disse que essa pesquisa é importante para entendermos melhor as FRBs.

    As FRBs são rajadas muito fortes de energia e foram descobertas pela primeira vez em 2007. Já encontramos mais de mil delas, mas os cientistas ainda estão tentando descobrir exatamente o que as causa.

    Fonte: Link, Link 2.


  • O que é a onda Radcliffe: a nova descoberta que revela os segredos da nossa galáxia

    O que é a onda Radcliffe: a nova descoberta que revela os segredos da nossa galáxia

    Uma equipe internacional de astrônomos revelou um dos maiores segredos da nossa galáxia: uma cadeia ondulada de nuvens gasosas no quintal do Sol, que abriga muitas regiões de formação de estrelas ao longo do braço espiral da Via Láctea.

    Batizada de onda Radcliffe, em homenagem ao Instituto Radcliffe de Harvard, onde foi descoberta, a estrutura surpreendeu os cientistas não só pelo seu tamanho e proximidade, mas também pelo seu movimento.

    Em um artigo publicado na revista Nature, os pesquisadores mostraram que a onda Radcliffe não apenas tem forma de onda, mas também se move como uma – oscilando para cima e para baixo devido à gravidade da Via Láctea. Esse movimento foi detectado usando os dados da missão Gaia, da Agência Espacial Europeia, que forneceu as posições e velocidades em 3D dos aglomerados de estrelas jovens na onda.

    “Usando o movimento das estrelas recém-nascidas nas nuvens gasosas da onda Radcliffe, podemos rastrear o movimento do seu gás natal e mostrar que a onda Radcliffe está realmente ondulando”, explica Ralf Konietzka, o autor principal do estudo e estudante de doutorado na Escola de Pós-Graduação em Artes e Ciências de Harvard.

    A onda Radcliffe se estende por cerca de 8.800 anos-luz e contém quatro das cinco nuvens do Cinturão de Gould, uma estrutura anelar que se pensava conter o Sistema Solar. Agora, entende-se que a concentração mais próxima de matéria interestelar forma uma enorme onda, que fica a apenas 500 anos-luz do Sol em seu ponto mais próximo.

    “A onda Radcliffe é a maior estrutura coerente que conhecemos, e está muito, muito perto de nós”, diz Catherine Zucker, coautora do trabalho e pesquisadora do Centro de Astrofísica de Harvard e Smithsonian. “Ela esteve lá o tempo todo. Nós só não sabíamos, porque não podíamos construir esses modelos de alta resolução da distribuição de nuvens gasosas perto do Sol, em 3D”.

    A onda Radcliffe foi invisível em 2D, exigindo novas técnicas de mapeamento 3D da matéria interestelar para revelar seu padrão. Essas técnicas foram desenvolvidas por uma equipe liderada por Doug Finkbeiner, professor de Harvard, e usaram uma grande quantidade de dados coletados pelo Gaia e por outros observatórios.

    A origem e a evolução da onda Radcliffe ainda são desconhecidas, e os pesquisadores planejam testar várias teorias, como explosões de estrelas massivas ou colisões galácticas, que poderiam explicar como a onda se formou. Além disso, a descoberta levanta questões sobre a prevalência de tais ondas na Via Láctea e em outras galáxias.

    “A onda Radcliffe não precisa de matéria escura para explicar seu movimento, pois a gravidade da matéria comum é suficiente”, diz Konietzka. “A gravidade da matéria comum é suficiente para fazer a onda ondular”.

    O estudo foi realizado por uma colaboração internacional de astrônomos, incluindo João Alves, professor da Universidade de Viena e ex-bolsista do Instituto Radcliffe, e Alyssa Goodman, professora de Harvard e coautora do artigo. O trabalho foi apresentado por Goodman no 235º encontro da Sociedade Astronômica Americana, realizado em Honolulu.

    O nome da onda Radcliffe é uma homenagem ao Instituto Radcliffe de Estudos Avançados em Cambridge, Massachusetts, o local de estudo da equipe. O instituto é uma comunidade acadêmica que apoia a pesquisa interdisciplinar e a inovação.

    Batizada de onda Radcliffe, em homenagem ao Instituto Radcliffe de Harvard, onde foi descoberta, a estrutura surpreendeu os cientistas não só pelo seu tamanho e proximidade, mas também pelo seu movimento.

    Em um artigo publicado na revista Nature, os pesquisadores mostraram que a onda Radcliffe não apenas tem forma de onda, mas também se move como uma – oscilando para cima e para baixo devido à gravidade da Via Láctea. Esse movimento foi detectado usando os dados da missão Gaia, da Agência Espacial Europeia, que forneceu as posições e velocidades em 3D dos aglomerados de estrelas jovens na onda.

    “Usando o movimento das estrelas recém-nascidas nas nuvens gasosas da onda Radcliffe, podemos rastrear o movimento do seu gás natal e mostrar que a onda Radcliffe está realmente ondulando”, explica Ralf Konietzka, o autor principal do estudo e estudante de doutorado na Escola de Pós-Graduação em Artes e Ciências de Harvard.

    A onda Radcliffe se estende por cerca de 8.800 anos-luz e contém quatro das cinco nuvens do Cinturão de Gould, uma estrutura anelar que se pensava conter o Sistema Solar. Agora, entende-se que a concentração mais próxima de matéria interestelar forma uma enorme onda, que fica a apenas 500 anos-luz do Sol em seu ponto mais próximo.

    “A onda Radcliffe é a maior estrutura coerente que conhecemos, e está muito, muito perto de nós”, diz Catherine Zucker, coautora do trabalho e pesquisadora do Centro de Astrofísica de Harvard e Smithsonian. “Ela esteve lá o tempo todo. Nós só não sabíamos, porque não podíamos construir esses modelos de alta resolução da distribuição de nuvens gasosas perto do Sol, em 3D”.

    A onda Radcliffe foi invisível em 2D, exigindo novas técnicas de mapeamento 3D da matéria interestelar para revelar seu padrão. Essas técnicas foram desenvolvidas por uma equipe liderada por Doug Finkbeiner, professor de Harvard, e usaram uma grande quantidade de dados coletados pelo Gaia e por outros observatórios.

    A origem e a evolução da onda Radcliffe ainda são desconhecidas, e os pesquisadores planejam testar várias teorias, como explosões de estrelas massivas ou colisões galácticas, que poderiam explicar como a onda se formou. Além disso, a descoberta levanta questões sobre a prevalência de tais ondas na Via Láctea e em outras galáxias.

    “A onda Radcliffe não precisa de matéria escura para explicar seu movimento, pois a gravidade da matéria comum é suficiente”, diz Konietzka. “A gravidade da matéria comum é suficiente para fazer a onda ondular”.

    O estudo foi realizado por uma colaboração internacional de astrônomos, incluindo João Alves, professor da Universidade de Viena e ex-bolsista do Instituto Radcliffe, e Alyssa Goodman, professora de Harvard e coautora do artigo. O trabalho foi apresentado por Goodman no 235º encontro da Sociedade Astronômica Americana, realizado em Honolulu.

    O nome da onda Radcliffe é uma homenagem ao Instituto Radcliffe de Estudos Avançados em Cambridge, Massachusetts, o local de estudo da equipe. O instituto é uma comunidade acadêmica que apoia a pesquisa interdisciplinar e a inovação.

  • O mistério dos pinos de boliche cósmicos: como as nebulosas planetárias se alinham com a Via Láctea

    O mistério dos pinos de boliche cósmicos: como as nebulosas planetárias se alinham com a Via Láctea

    Você já se perguntou como seria ver a Via Láctea de perto? Se você pudesse viajar pelo espaço e observar nossa galáxia, você notaria algo curioso: algumas nebulosas planetárias – nuvens de gás e poeira que se formam quando as estrelas morrem – estão alinhadas com o plano galáctico, como pinos de boliche em uma…

    Mas por que isso acontece? E o que isso nos diz sobre a história da nossa galáxia?

    Neste post, vamos explorar essas questões e apresentar os resultados de um novo estudo que tenta resolver esse mistério cósmico.

    O que são nebulosas planetárias?

    Nebulosas planetárias são um dos fenômenos mais bonitos e fascinantes do universo. Elas se formam quando as estrelas de baixa e média massa, como o nosso Sol, chegam ao fim de suas vidas e expulsam suas camadas externas. Essas camadas brilham com cores vibrantes à medida que são ionizadas pela radiação da estrela central, que se torna uma anã branca.

    Existem cerca de 3.000 nebulosas planetárias conhecidas na Via Láctea, e elas têm formas e tamanhos variados. Algumas são esféricas, outras são elípticas, e outras ainda são bipolares, ou seja, têm dois lóbulos simétricos que se estendem dos polos da estrela. As nebulosas planetárias duram apenas alguns milhares de anos, o que é um piscar de olhos em termos astronômicos.

    O mistério dos pinos de boliche

    Em 2013, um estudante de doutorado da Universidade de Manchester, Bryan Rees, fez uma descoberta surpreendente: algumas nebulosas planetárias perto do bojo galáctico – a seção central da Via Láctea lotada de estrelas, gás e poeira – se alinham com o plano galáctico de uma maneira que a NASA já chamou de “pinos de boliche em uma pista”.

    Rees e seu orientador, Albert Zijlstra, analisaram 130 nebulosas planetárias no bojo e encontraram 12 que tinham um alinhamento incomum. Essas 12 nebulosas tinham seus eixos apontando na mesma direção do plano galáctico, com uma margem de erro de apenas 3 graus. Isso é muito improvável de acontecer por acaso, já que as nebulosas deveriam ter orientações aleatórias.

    A descoberta intrigou os astrônomos, que tentaram explicar como esse alinhamento poderia ter ocorrido. Uma hipótese era que as nebulosas fossem influenciadas pelos campos magnéticos do bojo, que poderiam torcer seus eixos ao longo do tempo. Outra possibilidade era que as nebulosas fossem formadas por sistemas binários de estrelas, onde duas estrelas orbitam uma ao redor da outra, e que esses sistemas tivessem algum mecanismo para se alinhar com o plano galáctico.

    A resposta dos sistemas binários

    Um novo estudo publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society parece confirmar a segunda hipótese. Os pesquisadores usaram dados do telescópio espacial Hubble e do telescópio terrestre Very Large Telescope para examinar mais detalhadamente as 12 nebulosas planetárias alinhadas. Eles descobriram que todas elas são nebulosas planetárias binárias, ou seja, produzidas por sistemas binários de estrelas.

    Além disso, 80% delas são nebulosas bipolares, o que significa que suas estrelas ejetam gás de dois polos, em forma de ampulheta. Essas nebulosas têm formas mais complexas e assimétricas do que as nebulosas esféricas ou elípticas, e são mais raras. Os pesquisadores estimam que apenas 10% das nebulosas planetárias na Via Láctea são bipolares.

    O estudo propõe que o alinhamento aconteceu muito cedo na vida do sistema binário, antes que as nebulosas se formassem. Isso significa que as estrelas binárias devem ter algum mecanismo para se alinhar com o plano galáctico, mas qual seria esse mecanismo ainda é um mistério.

    Um dos coautores do estudo, Quentin Parker, professor da Universidade de Hong Kong, sugeriu que o movimento orbital rápido das estrelas binárias era responsável. “As estrelas binárias giram em torno uma da outra em menos de um dia, e esses giros rápidos fazem com que elas se alinhem com o plano galáctico”, disse ele em um comunicado à imprensa.

    Seja qual for a causa, ela deve ser capaz de exercer uma influência constante e controlada ao longo de bilhões de anos, disseram os pesquisadores. Eles calcularam se os campos magnéticos atuais no bojo poderiam ter alinhado as nebulosas, mas a força não era suficiente. A configuração dos pinos de boliche deve ter sido “congelada” no passado, diz o artigo.

    A importância da descoberta

    A descoberta dos pinos de boliche cósmicos tem implicações importantes para a compreensão da nossa galáxia e da formação das nebulosas planetárias. Ela mostra que as estrelas binárias são mais comuns do que se pensava, e que elas têm um papel fundamental na evolução das nebulosas planetárias. Ela também revela que o bojo galáctico tem uma estrutura e uma história mais complexas do que se imaginava.

    Os pesquisadores esperam que mais observações possam esclarecer o mistério dos pinos de boliche e fornecer mais informações sobre a dinâmica do bojo. Eles também querem saber se esse fenômeno é exclusivo da Via Láctea ou se ele ocorre em outras galáxias.

    Enquanto isso, podemos admirar as belas imagens das nebulosas planetárias alinhadas e nos maravilhar com a diversidade e a beleza do universo.

    Mas por que isso acontece? E o que isso nos diz sobre a história da nossa galáxia?

    Neste post, vamos explorar essas questões e apresentar os resultados de um novo estudo que tenta resolver esse mistério cósmico.

    O que são nebulosas planetárias?

    Nebulosas planetárias são um dos fenômenos mais bonitos e fascinantes do universo. Elas se formam quando as estrelas de baixa e média massa, como o nosso Sol, chegam ao fim de suas vidas e expulsam suas camadas externas. Essas camadas brilham com cores vibrantes à medida que são ionizadas pela radiação da estrela central, que se torna uma anã branca.

    Existem cerca de 3.000 nebulosas planetárias conhecidas na Via Láctea, e elas têm formas e tamanhos variados. Algumas são esféricas, outras são elípticas, e outras ainda são bipolares, ou seja, têm dois lóbulos simétricos que se estendem dos polos da estrela. As nebulosas planetárias duram apenas alguns milhares de anos, o que é um piscar de olhos em termos astronômicos.

    O mistério dos pinos de boliche

    Em 2013, um estudante de doutorado da Universidade de Manchester, Bryan Rees, fez uma descoberta surpreendente: algumas nebulosas planetárias perto do bojo galáctico – a seção central da Via Láctea lotada de estrelas, gás e poeira – se alinham com o plano galáctico de uma maneira que a NASA já chamou de “pinos de boliche em uma pista”.

    Rees e seu orientador, Albert Zijlstra, analisaram 130 nebulosas planetárias no bojo e encontraram 12 que tinham um alinhamento incomum. Essas 12 nebulosas tinham seus eixos apontando na mesma direção do plano galáctico, com uma margem de erro de apenas 3 graus. Isso é muito improvável de acontecer por acaso, já que as nebulosas deveriam ter orientações aleatórias.

    A descoberta intrigou os astrônomos, que tentaram explicar como esse alinhamento poderia ter ocorrido. Uma hipótese era que as nebulosas fossem influenciadas pelos campos magnéticos do bojo, que poderiam torcer seus eixos ao longo do tempo. Outra possibilidade era que as nebulosas fossem formadas por sistemas binários de estrelas, onde duas estrelas orbitam uma ao redor da outra, e que esses sistemas tivessem algum mecanismo para se alinhar com o plano galáctico.

    A resposta dos sistemas binários

    Um novo estudo publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society parece confirmar a segunda hipótese. Os pesquisadores usaram dados do telescópio espacial Hubble e do telescópio terrestre Very Large Telescope para examinar mais detalhadamente as 12 nebulosas planetárias alinhadas. Eles descobriram que todas elas são nebulosas planetárias binárias, ou seja, produzidas por sistemas binários de estrelas.

    Além disso, 80% delas são nebulosas bipolares, o que significa que suas estrelas ejetam gás de dois polos, em forma de ampulheta. Essas nebulosas têm formas mais complexas e assimétricas do que as nebulosas esféricas ou elípticas, e são mais raras. Os pesquisadores estimam que apenas 10% das nebulosas planetárias na Via Láctea são bipolares.

    O estudo propõe que o alinhamento aconteceu muito cedo na vida do sistema binário, antes que as nebulosas se formassem. Isso significa que as estrelas binárias devem ter algum mecanismo para se alinhar com o plano galáctico, mas qual seria esse mecanismo ainda é um mistério.

    Um dos coautores do estudo, Quentin Parker, professor da Universidade de Hong Kong, sugeriu que o movimento orbital rápido das estrelas binárias era responsável. “As estrelas binárias giram em torno uma da outra em menos de um dia, e esses giros rápidos fazem com que elas se alinhem com o plano galáctico”, disse ele em um comunicado à imprensa.

    Seja qual for a causa, ela deve ser capaz de exercer uma influência constante e controlada ao longo de bilhões de anos, disseram os pesquisadores. Eles calcularam se os campos magnéticos atuais no bojo poderiam ter alinhado as nebulosas, mas a força não era suficiente. A configuração dos pinos de boliche deve ter sido “congelada” no passado, diz o artigo.

    A importância da descoberta

    A descoberta dos pinos de boliche cósmicos tem implicações importantes para a compreensão da nossa galáxia e da formação das nebulosas planetárias. Ela mostra que as estrelas binárias são mais comuns do que se pensava, e que elas têm um papel fundamental na evolução das nebulosas planetárias. Ela também revela que o bojo galáctico tem uma estrutura e uma história mais complexas do que se imaginava.

    Os pesquisadores esperam que mais observações possam esclarecer o mistério dos pinos de boliche e fornecer mais informações sobre a dinâmica do bojo. Eles também querem saber se esse fenômeno é exclusivo da Via Láctea ou se ele ocorre em outras galáxias.

    Enquanto isso, podemos admirar as belas imagens das nebulosas planetárias alinhadas e nos maravilhar com a diversidade e a beleza do universo.

  • Como a nossa galáxia é vista por observadores de outras galáxias

    Como a nossa galáxia é vista por observadores de outras galáxias

    Uma nova pesquisa revela como seria a composição química da Via Láctea para astrônomos extragalácticos que a observassem de longe. 

    O estudo, liderado por cientistas do Instituto Max Planck de Astronomia, também permite uma nova forma de comparar a nossa galáxia com as muitas galáxias distantes que vemos de fora. Isso ajuda a responder à antiga questão de se a nossa galáxia é especial ou não: pelo menos no que diz respeito à química, a Via Láctea é incomum, mas não única.

    Vemos galáxias distantes de fora: observações com telescópios nos mostram a forma de uma galáxia e seu espectro (a separação da luz de um objeto celeste em cores). Como seria, então, a nossa própria galáxia sob essa perspectiva para astrônomos “extragalácticos” que explorassem o espaço sideral não da nossa, mas de outra galáxia? Essa é uma questão mais difícil do que parece. Afinal, os astrônomos aqui na Terra desenvolveram métodos bastante sofisticados para reconstruir as propriedades de uma galáxia a partir de suas observações, e os astrônomos extragalácticos não deveriam ficar atrás. A resposta para a questão sobre os conhecimentos dos astrônomos extragalácticos não é tão simples de responder. Mas a resposta é certamente interessante para a nossa pesquisa terrestre.

    Jianhui Lian (Instituto Max Planck de Astronomia e Universidade Yunnan), o autor principal do estudo publicado agora, diz: “Desde que os astrônomos reconheceram há cem anos que a Via Láctea não é a única galáxia no universo, eles se perguntaram se a nossa galáxia é especial ou não. Para responder a essa questão, precisamos encontrar formas de comparar a nossa galáxia com as galáxias distantes”.

    Avanços em dados e simulações

    A questão pode ser antiga; mas o fato de podermos encontrar uma resposta para a química da nossa galáxia é bastante novo. Por um lado, houve enormes avanços na exploração sistemática da nossa galáxia nos últimos dez anos. Pesquisas como o APOGEE forneceram informações sobre a composição química, as propriedades físicas e os movimentos 3D de milhões de estrelas individuais na nossa Via Láctea usando a análise de espectros estelares.

    Por outro lado, houve avanços significativos nas simulações computacionais da formação e evolução das galáxias. Essas simulações permitem aos pesquisadores estudar as propriedades das galáxias em diferentes estágios do seu desenvolvimento e sob diferentes condições iniciais.

    Os pesquisadores usaram esses dois conjuntos de dados para criar um modelo da Via Láctea como seria visto por astrônomos extragalácticos. Eles usaram os dados do APOGEE para estimar as propriedades químicas das estrelas na nossa galáxia e os combinaram com os dados das simulações para obter uma imagem completa da forma e do espectro da Via Láctea.

    O resultado mostra que os astrônomos extragalácticos poderiam inferir algumas características importantes da química da nossa galáxia usando apenas observações espectrais. Por exemplo, eles poderiam medir o gradiente químico radial, ou seja, como a abundância relativa dos elementos mais pesados (chamados metais pelos astrônomos) varia com a distância ao centro da galáxia. Eles também poderiam detectar algumas assinaturas espectrais distintas que revelam a presença de diferentes populações estelares na Via Láctea.

    Comparando com outras galáxias

    Os pesquisadores também compararam o modelo da Via Láctea com os dados observacionais de mais de 100.000 galáxias distantes do Sloan Digital Sky Survey (SDSS), uma das maiores pesquisas astronômicas já realizadas. Eles descobriram que a Via Láctea não é única em sua química, mas também não é muito comum. Apenas cerca de 2% das galáxias do SDSS têm propriedades químicas semelhantes às da nossa galáxia.

    Isso significa que a Via Láctea é especial? Não necessariamente, dizem os pesquisadores. Afinal, a química é apenas uma das muitas propriedades que caracterizam uma galáxia. Além disso, o SDSS não cobre todo o espaço de parâmetros possíveis para as galáxias. Pode haver outras galáxias semelhantes à nossa que ainda não foram observadas.

    De qualquer forma, o estudo mostra que é possível comparar a nossa galáxia com as galáxias distantes usando um critério objetivo e quantitativo. Isso abre novas possibilidades para entender melhor a nossa posição no universo e a história da nossa galáxia.

    O estudo, liderado por cientistas do Instituto Max Planck de Astronomia, também permite uma nova forma de comparar a nossa galáxia com as muitas galáxias distantes que vemos de fora. Isso ajuda a responder à antiga questão de se a nossa galáxia é especial ou não: pelo menos no que diz respeito à química, a Via Láctea é incomum, mas não única.

    Vemos galáxias distantes de fora: observações com telescópios nos mostram a forma de uma galáxia e seu espectro (a separação da luz de um objeto celeste em cores). Como seria, então, a nossa própria galáxia sob essa perspectiva para astrônomos “extragalácticos” que explorassem o espaço sideral não da nossa, mas de outra galáxia? Essa é uma questão mais difícil do que parece. Afinal, os astrônomos aqui na Terra desenvolveram métodos bastante sofisticados para reconstruir as propriedades de uma galáxia a partir de suas observações, e os astrônomos extragalácticos não deveriam ficar atrás. A resposta para a questão sobre os conhecimentos dos astrônomos extragalácticos não é tão simples de responder. Mas a resposta é certamente interessante para a nossa pesquisa terrestre.

    Jianhui Lian (Instituto Max Planck de Astronomia e Universidade Yunnan), o autor principal do estudo publicado agora, diz: “Desde que os astrônomos reconheceram há cem anos que a Via Láctea não é a única galáxia no universo, eles se perguntaram se a nossa galáxia é especial ou não. Para responder a essa questão, precisamos encontrar formas de comparar a nossa galáxia com as galáxias distantes”.

    Avanços em dados e simulações

    A questão pode ser antiga; mas o fato de podermos encontrar uma resposta para a química da nossa galáxia é bastante novo. Por um lado, houve enormes avanços na exploração sistemática da nossa galáxia nos últimos dez anos. Pesquisas como o APOGEE forneceram informações sobre a composição química, as propriedades físicas e os movimentos 3D de milhões de estrelas individuais na nossa Via Láctea usando a análise de espectros estelares.

    Por outro lado, houve avanços significativos nas simulações computacionais da formação e evolução das galáxias. Essas simulações permitem aos pesquisadores estudar as propriedades das galáxias em diferentes estágios do seu desenvolvimento e sob diferentes condições iniciais.

    Os pesquisadores usaram esses dois conjuntos de dados para criar um modelo da Via Láctea como seria visto por astrônomos extragalácticos. Eles usaram os dados do APOGEE para estimar as propriedades químicas das estrelas na nossa galáxia e os combinaram com os dados das simulações para obter uma imagem completa da forma e do espectro da Via Láctea.

    O resultado mostra que os astrônomos extragalácticos poderiam inferir algumas características importantes da química da nossa galáxia usando apenas observações espectrais. Por exemplo, eles poderiam medir o gradiente químico radial, ou seja, como a abundância relativa dos elementos mais pesados (chamados metais pelos astrônomos) varia com a distância ao centro da galáxia. Eles também poderiam detectar algumas assinaturas espectrais distintas que revelam a presença de diferentes populações estelares na Via Láctea.

    Comparando com outras galáxias

    Os pesquisadores também compararam o modelo da Via Láctea com os dados observacionais de mais de 100.000 galáxias distantes do Sloan Digital Sky Survey (SDSS), uma das maiores pesquisas astronômicas já realizadas. Eles descobriram que a Via Láctea não é única em sua química, mas também não é muito comum. Apenas cerca de 2% das galáxias do SDSS têm propriedades químicas semelhantes às da nossa galáxia.

    Isso significa que a Via Láctea é especial? Não necessariamente, dizem os pesquisadores. Afinal, a química é apenas uma das muitas propriedades que caracterizam uma galáxia. Além disso, o SDSS não cobre todo o espaço de parâmetros possíveis para as galáxias. Pode haver outras galáxias semelhantes à nossa que ainda não foram observadas.

    De qualquer forma, o estudo mostra que é possível comparar a nossa galáxia com as galáxias distantes usando um critério objetivo e quantitativo. Isso abre novas possibilidades para entender melhor a nossa posição no universo e a história da nossa galáxia.

  • Buraco negro supermassivo da Via Láctea pode ter irmãos “invisíveis”

    Os astrônomos estão começando a entender o que acontece quando os buracos negros percorrem a Via Láctea. Normalmente, um buraco negro supermassivo (SMBH) existe no núcleo de uma galáxia maciça. Mas às vezes os SMBHs podem “vagar” por toda a galáxia hospedeira, permanecendo longe do centro em regiões como o halo estelar, uma área quase esférica de estrelas e gás que circunda a seção principal da galáxia.

    Os astrônomos teorizam que esse fenômeno geralmente ocorre como resultado de fusões entre galáxias em um universo em expansão. Uma galáxia menor se une a uma galáxia maior, depositando sua própria central SMBH em uma órbita ampla dentro do novo hospedeiro.

    Em um novo estudo publicado no Astrophysical Journal Letters, pesquisadores de Yale, da Universidade de Washington, do Institut d’Astrophysique de Paris e do University College London preveem que galáxias com uma massa semelhante à Via Láctea, podem abrigar vários buracos negros supermassivos. A equipe usou uma nova simulação cosmológica de última geração, a Romulus, para prever a dinâmica dos SMBHs dentro de galáxias. O resultado obteve os melhores dados até agora, com mais precisão do que os programas de simulação anteriores.

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    “É extremamente improvável que qualquer buraco negro supermassivo chegue perto o suficiente do nosso Sol para causar algum impacto em nosso sistema solar”, disse o autor Michael Tremmel, um estudante de pós-doutorado no Centro de Astronomia e Astrofísica de Yale.

    “Nós estimamos que uma abordagem próxima de um desses peregrinos, que é capaz de afetar nosso sistema solar, deve ocorrer a cada 100 bilhões de anos aproximadamente, ou quase 10 vezes a idade do universo”, completou.

    Tremmel disse ainda que deve existir outros SMBHs longe dos centros de galáxias e fora dos discos galácticos. É provável que eles criem mais gás, tornando-os efetivamente invisíveis.