Autor: Redação

  • Vai viajar para Tailândia? Preste bem atenção nestes costumes dos tailandeses

    Recentemente o mundo inteiro acompanhou o resgate dos meninos na caverna da Tailândia e colocou aquele país como o destino de muita gente.

    Mas se você for viajar para lá, preste bem atenção nos costumes dos tailandeses.

    Eles não se tocam quando se encontram, eles apenas unem as mãos espalmadas e inclinam levemente o tronco abaixando a cabeça.

    E por falar em cabeça, evite arrumar uma confusão ao cruzar com uma criança na rua.

    Passar a mão na cabeça dos pequeninos é uma ofensa gravíssima. Isso porque o Budismo, a religião do país, considera que a cabeça é o lugar onde fica guardada a alma da pessoa.

    Agora que você já sabe, nada de dar três beijinhos no rosto na Tailândia, hein?

    Ah, quer ouvir uma dose de curiosidades diárias? Ouça de segunda a sábado na programação da W Rádio Brasil o programete Curiosidades do Mundo. Ouça pelo Site, APP ou no TuneIn.

  • Já existe mais concreto do que água no planeta terra

    Você saberia dizer qual é o material com mais abundância na terra? Bem, se você respondeu a água, passou muito perto.

    Hoje em dia, com o avanço da construção civil, o volume de concreto existente no planeta já ultrapassa o volume de toda água do mundo. Isso só é possível devido ao material super utilizado nas construções e fundamental para a fabricação do concreto, o cimento.

    Joseph Aspdin, um importante construtor inglês, patenteou o cimento no ano de 1824 com registro de “cimento Portland”, homenagem a cor e propriedades de durabilidade solidez parecidas com as rochas da Ilha Britânica de Portland.

    Com seus processos de mistura, queima, moagem de argila e pó de pedra calcária, Joseph alcançou um material semelhante a poeira que, ao misturar certa quantidade de água e deixar secar, virava um material parecido com as pedras utilizadas nas edificações.

    Quem vê o tom acinzentado de Brasília se lembra imediatamente de Oscar Niemeyer, mas o que seria desse grande arquiteto se não fosse o cimento e toda a plástica do concreto para que suas poesias pudessem ganhar forma?

  • Estados descumprem lei da cota mínima de candidatas

    As mulheres representam mais da metade da população brasileira e no contingente eleitoral deste ano mais de 52% dos votos são femininos.

    No entanto, isso não se reflete nas candidaturas.

    Apenas três em cada 10 são candidatas.

    Esse quadro contraria uma lei de mais de 20 anos que estabelece uma cota mínima de 30% para as mulheres nas listas de partidos e coligações.

    Em 10 estados houve notificações dos tribunais regionais eleitorais a partidos e coligações, pedindo explicações a partidos e coligações.

    Os estados faltosos são: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo e Tocantins. Confira os detalhes com Luiz Recena.

  • Proposta obriga empresas a reduzirem o desperdício de água tratada

    Projeto recém-chegado ao Senado estabelece medidas para incentivar a redução do desperdício de água tratada. O PLS 317/2018, do senador Lasier Martins (PSD-RS), altera a legislação para evitar o desperdício praticado pelos prestadores de serviços públicos de saneamento básico e de abastecimento de água. O projeto está em análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e aguarda o recebimento de emendas.

    Segundo o autor da proposta, além da redução do volume de chuvas observada recentemente e dos hábitos de desperdício da população, grande parte dos recursos hídricos é perdida nos processos de fornecimento de água.

    Para ele, o problema é causado principalmente por ligações clandestinas, os chamados gatos; pela infraestrutura antiga e desgastada, que apresenta vazamentos; por obras mal executadas e medições incorretas do consumo de água. Para Lasier, o desperdício inviabiliza a expansão dos serviços de saneamento básico, mantendo o país deficitário na área.

    “Há, no Brasil, um grande desperdício em nossos sistemas de abastecimento, que perdem uma quantidade muito elevada de litros em razão de vazamentos e problemas gerais nas tubulações e sistemas de fornecimento”, afirmou na justificativa do projeto.

    O senador também citou dados do Ministério das Cidades, que mostram um desperdício de 38,8% de toda a água tratada no país. Lasier disse que em algumas regiões, como o Norte e o Nordeste, esse índice é maior que 50%, o que revela a “carência de medidas para o combate ao desperdício que vão além de uma mera conscientização social da população”.

    “É necessário melhorar a eficiência na distribuição de água, reduzindo o desperdício causado pelos vazamentos e pelos chamados ‘gatos’”, afirmou.

    Financiamento

    A proposta altera a Lei do Saneamento Básico (Lei 11.445, de 2007) e a chamada Lei das Águas (Lei 9.433, de 1997), que criou a Política Nacional de Recursos Hídricos. Nesta última é acrescentado dispositivo permitindo que valores arrecadados com a cobrança do uso de recursos hídricos sejam usados também no financiamento de projetos voltados para a redução de perdas no abastecimento.

    Já na lei sobre a política federal de saneamento básico o texto inclui a redução das perdas na distribuição de água tratada como princípio fundamental, e a previsão de que a concessão dos serviços de saneamento básico seja feita por consórcio público de que participem os titulares dos serviços. A intenção, de acordo com Lasier, é viabilizar economicamente os investimentos necessários ao setor.

    Metas de redução

    As condições dos contratos de prestação de serviços públicos de saneamento básico também são alteradas pelo projeto nos casos de serviços prestados mediante contratos de concessão ou de programa. Nestes casos, o contrato deverá incluir metas progressivas e graduais de redução de perdas na distribuição.

    Já sobre os requisitos mínimos de qualidade do serviço de saneamento, o PLS estabelece que a entidade reguladora do setor defina limites máximos de perda na distribuição, que poderão ser reduzidos gradualmente, conforme se verifiquem avanços tecnológicos e investimentos em medidas para diminuição do desperdício.

    A proposta também atualiza a legislação para que a União conceda benefícios ou incentivos orçamentários, fiscais ou de crédito como contrapartida ao alcance de metas de desempenho operacional, especialmente no que concerne à redução das perdas na distribuição de água tratada.

    Além de ser analisado pela CAE, o projeto também será apreciado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), em decisão terminativa. Caso seja aprovada na CCJ e não haja recurso para votação em Plenário, o projeto seguirá para a Câmara dos Deputados. Por Agência Senado.

  • Recurso de Lula contra prisão deve ser julgado entre 7 e 13 de setembro no STF

    Entre 7 e 13 de setembro, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deverão votar, virtualmente, o pedido de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apresentado pela defesa, em abril deste ano.

    O recurso foi enviado depois que o plenário do STF negou um habeas corpus, antes de Lula ser preso, em abril.

    Com a liberação para votar os chamados embargos de declaração, o ministro Edson Fachin determinou que cada membro decida sobre o assunto e disponibilize o voto em ambiente virtual, no período agendado.

    O pedido da defesa de Lula questiona se a prisão depois da condenação à segunda instância deveria mesmo ser automática.

    Isso porque, os advogados do ex-presidente argumentam que a ordem para que Lula fosse preso não teve fundamento adequado.

    Lula foi condenado, em segunda instância, a 12 anos e um mês de prisão, por lavagem de dinheiro e corrupção passiva no caso do triplex do Guarujá.

    A condenação ocorreu no âmbito da Operação Lava Jato e Lula está preso cumprindo a pena desde abril na superintendência regional da Polícia Federal, em Curitiba.

  • Polícia Militar desativa uma das bases da UPP no Morro de São Carlos

    O COE, Comando de Operações Especiais da Polícia Militar, formado pelas tropas de elite da corporação, realiza operação nesta terça-feira, no Complexo de favelas do São São Carlos, no Estácio, região central do Rio de Janeiro.

    Além do próprio Morro de São Carlos, o complexo também engloba os morros da Mineira, do Zinco e da Querosene, além de outras comunidades menores da região. Participam da ação homens do Batalhão de Operações Especiais, o Bope, do Batalhão de Choque e do Batalhão de ações com Cães, que contam com o apoio de um veículo blindados e equipamentos de engenharia.

    De acordo com a Polícia Militar, o objetivo da operação é colocar em prática alterações operacionais que foram planejadas pelo Comando de Polícia Pacificadora, entre elas a desativação de uma das bases da UPP do São Carlos, que é feita pela Equipe de Demolição Tática do BOPE.

    Ainda segundo a PM, as novas medidas serão implementadas para possibilitar uma melhor distribuição do efetivo da UPP, reforçando o policiamento e aumentando a segurança dos policiais.

    Nas redes sociais, moradores da região publicaram diversas mensagens e vídeos sobre intensos tiroteios nas comunidades desde o início da manhã. De acordo com a Policia Militar, logo no início da operação, um suspeito foi ferido em confronto com policiais do Bope no Morro de São Carlos.

    Ele, que não teve a identidade revelada, foi socorrido para o hospital Souza Aguiar, no Centro, mas não há informações sobre o estado de saúde dele. Com o suspeito os agentes apreenderam uma pistola, uma granada de fabricação caseira e drogas embaladas para a venda.

    A partir de 2017, o Complexo de São Carlos ganhou relevância no mapa do crime organizado porque passou a ser a base da facção paulista Primeiro Comando da Capital, no Rio.

    De acordo com a Polícia Civil, o PCC se aliou ao Terceiro Comando Puro, que domina o Complexo do São Carlos, e passou a fornecer drogas, armas e munições para a facção carioca, apoiando inclusive a tentativa de invasão da favela da Rocinha, em setembro do ano passado.

  • Imigração japonesa é homenageada em sessão no Plenário

    Em 1908, o navio Kasato Maru desembarcou no porto de Santos (SP) trazendo a primeira leva de pouco mais de 700 imigrantes japoneses ao Brasil. Hoje, o país abriga a maior comunidade de descendentes nipônicos do mundo, com 1,5 milhão de pessoas. Os 110 anos da chegada dos pioneiros asiáticos foram celebrados nesta segunda-feira (27) em uma sessão especial no Plenário do Senado.

    A convite do senador Hélio José (Pros-DF), representantes da comunidade japonesa no país participaram da homenagem e defenderam a integração e o estreitamento ainda maior dos laços entre os dois países, notadamente no esporte, na cultura, na economia, na ciência e na tecnologia.

    — Não fosse a vinda dos japoneses, o Brasil seria hoje menos plural e menos rico. Seria menos Brasil porque nada nos define melhor que a nossa diversidade. Eles nos ensinaram mais do que aprenderam, com certeza. A homenagem do Senado aos imigrantes se estende a todo o povo do país — afirmou o senador.

    O embaixador do Brasil no Japão, Eduardo Paes Saboia, ressaltou a relação entre as duas nações, as quais, segundo ele, “partilham de sólidos valores políticos, econômicos e humanos”.

    — Partilhamos valores comuns, como apreço pela paz, pela democracia e preocupação com o meio ambiente, além de horror a armas nucleares — destacou.

    Agroindústria

    O deputado Vitor Lippi (PSDB-SP), integrante do Grupo de Amizade Brasil-Japão, salientou que o país é a terceira maior potência econômica do mundo, atrás de Estados Unidos e China. Tem um povo determinado, que o levou a ser referência mundial no sistema de produção, na gestão empresarial e na inovação, tanto que abriga 40 das 100 empresas mais inovadoras do mundo.

    Segundo o deputado, o Brasil, por ter a maior colônia japonesa, se beneficia disso e colhe frutos:

    — O cerrado brasileiro passou a ser uma das áreas mais produtivas da agroindústria no país graças a eles — afirmou.

    Exposição

    A homenagem foi aberta com uma reportagem especial da Rádio Senado feita por ocasião do centenário da imigração. Após a reunião, os convidados participaram da abertura de uma exposição de registros históricos da imigração japonesa promovida pela Secretaria de Gestão de Informação e Documentação da Casa. A exposição está no Espaço Cultural Ivandro Cunha Lima e ficará aberta ao público até 31 de agosto.

    Também participaram da sessão o representante da embaixada do Japão, Osamu Yamanaka; o representante da Agência de Cooperação Internacional do Japão no Brasil, Akio Saito; o presidente das Associações Nipo-Brasileiras do Centro-Oeste, Hermínio Suguino; a assessora do secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Cecília Ishitani; o monge budista Ademar Kyotoshi Sato; e o presidente da Associação Nikei do Brasil, Waldemar Hiroshi Umeda. Agência Senado.

  • Agora é lei: morador de rua deve ser atendido pelo SUS

    A partir desta segunda-feira (27), está assegurado por lei o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) de famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade ou risco social, mesmo que eles não apresentem comprovante de residência.

    A Lei 13.714, de 2018, que proíbe expressamente a recusa de atendimento pelo SUS nesses casos, foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira.
    Assistência social

    O texto original do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 112/2014 obrigava a criação de uma identidade visual para o Sistema Único de Assistência Social (Suas), que sirva para identificar todos os locais que prestam esse serviço à população.

    A identidade visual seria nos moldes do SUS, com um símbolo próprio que identifique as unidades públicas estatais, as organizações de assistência social, os serviços, programas, projetos e benefícios vinculados ao Suas.

    Porém, o senador Eunício Oliveira (MDB-CE) apresentou uma emenda para determinar o atendimento a moradores de rua, geralmente assistidos por instituições filantrópicas.

    O texto garante a essa camada da população “a atenção integral à saúde, inclusive com dispensação de medicamentos e produtos de interesse para a saúde”. Por Agência Senado.

  • Jovem de 24 anos atira contra participantes de torneio na Flórida

    Jovem de 24 anos que participava de torneio de videogame atira contra participantes e depois se mata.

    O tiroteio aconteceu na tarde desse domingo (26), em Jacksonville, na Flórida, em um restaurante da cidade, que realizava uma etapa de um campeonato de videogame online.

    A rede de televisão CNN divulgou imagens de um vídeo do momento em que os tiros começam.

    Dezenas de disparos e os gritos de quem estava no local podem ser ouvidos na gravação. Quatro pessoas morreram e 20 ficaram feridas.

    O restaurante fica em um lugar bastante movimentado da cidade, o The Jacksonville Landing, uma área de restaurantes à beira do rio.

    A polícia disse que está investigando o caso com apoio do FBI – a Polícia Federal norte-americana – e confirmou que o suspeito se matou no local, após atirar contra as vítimas. Ele era David Katz, de 24 anos, de Baltimore Mayland.

    O restaurante estava transmitindo as partidas do campeonato, ao vivo. A imprensa americana diz que o atirador era um dos jogadores que estava competindo no local e após perder o torneio teria disparado e atacado as vítimas antes de se matar. A polícia ainda não confirmou.

    Foi o terceiro grande tiroteio na Flórida, em dois anos. Em 2016, 49 pessoas foram mortas em Orlando, na Boate Pulse.

    Em outro tiroteio, este ano, em uma escola de ensino médio do estado, 17 pessoas morreram.

  • Senado analisa propostas que beneficiam pessoas com alergias alimentares

    Tramitam no Senado dois projetos que buscam melhorar a qualidade de vida das pessoas com alergias alimentares por meio do esclarecimento e conscientização do tema. A primeira proposta, da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), estabelece a criação da Semana Nacional de Conscientização Sobre a Alergia Alimentar. O PLS 308/2018 prevê que o evento seja realizado anualmente, na terceira semana do mês de maio.

    Para a autora, a iniciativa não deve trazer custos ao Estado e pretende promover seminários, rodas de conversa, palestras e outras questões sobre o tema, além de conscientizar a população sobre esta condição. A matéria está em análise na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) e aguarda a designação do relator.

    A segunda proposta é o Projeto de Lei do Senado (PLS) 155/2014, de autoria do senador Antonio Carlos Valadares ((PSB-SE), que determina a indicação dos alergênicos mais comuns em rótulos de alimentos. O projeto exige que um regulamento deve definir a lista dos alimentos considerados alérgenos mais frequentes. A relação deverá conter leite, ovos, peixes, crustáceos, moluscos, castanhas, amendoim, trigo e soja. A matéria está em análise na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), com relatoria do senador Eduardo Amorim, (PSDB-SE), onde receberá decisão final.

    Prevalência

    As alergias alimentares são doenças caracterizadas pela manifestação do sistema imunológico após a ingestão ou contato com certos alimentos. As reações incluem urticária, inchaço, coceira, eczema, dor abdominal ou até mesmo fechamento das vias respiratórias e comprometimento de órgãos.

    O Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar de 2018, atualizado em abril deste ano, indicou que as alergias alimentares já são consideradas um problema de saúde pública, pois a sua prevalência tem aumentado em todo o mundo. A estimativa é de que elas afetem cerca de 6% das crianças com menos de três anos de idade e 3,5% da população adulta.

    Na infância, os alimentos alergênicos mais comuns são leite de vaca, ovo, trigo e soja, que em geral são alergias transitórias. Menos de 10% dos casos persistem até a vida adulta. Entre os adultos, os alimentos mais identificados são amendoim, castanhas, peixe e frutos do mar.

    Maria do Carmo defende que o aumento da prevalência do problema demanda maior atenção ao tema por parte do Estado e da sociedade como um todo. “Quanto mais informação a população brasileira tiver sobre a alergia alimentar, maior e melhor será o acolhimento de quem convive com esse delicado tipo de desordem imunológica”, afirmou na justificativa do projeto.

    Impactos sociais

    Em maio, a senadora realizou audiência pública sobre o assunto. Na ocasião, Renata Alves Monteiro, mestre em Nutrição Humana Aplicada, falou ainda sobre sua experiência como profissional e mãe de três filhos alérgicos. Para ela, o processo de acolhimento das pessoas com alergia seria o principal benefício que uma semana de conscientização poderia trazer.

    — A partir do momento em que a gente tem uma semana de conscientização da alergia alimentar, não vamos deixar a discussão só no âmbito individual do cuidado [familiar]. A gente vai começar a discutir isso de maneira responsável com os serviços de saúde e teremos famílias que passarão por um processo de acolhimento e respeito.

    Segundo a psicóloga Érika Campos Gomes, os impactos psicossociais da alergia alimentar afetam não só a vida das pessoas alérgicas como a das famílias com crianças alérgicas. Ela indicou que, além de uma mudança significativa na rotina familiar, o enfrentamento da alergia está associado ao aumento do sofrimento psíquico e a diminuição da qualidade de vida tanto de crianças alérgicas quanto de seus pais.

    — Há, de fato, uma dificuldade de entendimento, de compressão e de apoio da sociedade como um todo, tanto do clico social mais próximo, de familiares e amigos, quanto da sociedade de forma geral.

    Nas escolas, os participantes do debate defenderam uma maior abordagem do assunto, por ser um ambiente em que as crianças passam muito tempo e fazem refeições coletivas. Maria do Carmo ressaltou também, na justificativa da proposta, os berçários como lugares de grande risco de contato acidental com alimentos alérgicos.

    Fernanda Mainier Hack, uma das coordenadoras do movimento Põe no Rótulo — que reivindica a rotulagem adequada de produtos alimentícios —, afirmou que muitas reações alérgicas acontecem no ambiente escolar e ocorrem por desconhecimento e falta de preparo das escolas. Ela defende ainda que a discussão seja levada para o ambiente de trabalho, pois o adulto que tem alergia também precisa ser acolhido e os pais de crianças alérgicas precisam da compreensão para eventuais ausências por motivos médicos.

    Rotulagem adequada

    Um dos pleitos das famílias e das pessoas com alergias é a indicação obrigatória sobre a presença de alergênicos nos rótulos de alimentos. Em 2014, a associação de defesa dos direitos dos consumidores Proteste e o movimento Põe no Rótulo iniciaram uma campanha por essa regulamentação, que teve o apoio de mais de 100 mil pessoas.

    A iniciativa popular fez a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) debater o tema e, em 2015, aprovar uma resolução obrigando indústrias de alimentos e bebidas a colocarem avisos nos rótulos de seus produtos sobre a presença de ingredientes com maior potencial de causar alergias. A aprovação do PLS 155/2014 oficializará em lei essa obrigatoriedade.

    A rotulagem com avisos ao consumidor já é obrigatória, quando o produto contém lactose. A Lei 13.305, sancionada em julho de 2016, teve origem no projeto do senador Paulo Bauer (PSDB-SC). A legislação define ainda que os rótulos de alimentos cujo teor original de lactose tenha sido alterado, informem a quantidade remanescente de lactose. Os rótulos brasileiros devem indicar ainda, segundo a Lei 10.674, de 2003, a presença ou não de glúten nos alimentos. Por Agência Senado.