Autor: Redação

  • “Bolsonaro faz campanha contra o único meio capaz de frear a pandemia e insiste em tratamento ineficaz”, lamenta infectologista

    O infectologista A.D.B, que preferiu não se identificar, relatou à W Rádio Brasil que alguns de seus colegas tentaram se aproximar do governo no ano passado ao divulgarem resultados positivos com o uso do “kit covid” no tratamento de infecções do coronavírus.

    Os resultados teriam sido divulgados em grupos de WhatsApp e em redes sociais. No entanto, não havia nenhum respaldo científico nos testes feitos por esses médicos.

    “Naquela época ainda existia muita dúvida em relação aos medicamentos compostos pelo kit. Hoje nós sabemos o que ajuda no tratamento e o que não faz sentido algum”, disse ele.

    Ainda segundo A.D.B, era comum ver médicos participando de “lives” em canais no YouTube, Instagram e Facebook de empresários e influenciadores bolsonaristas.

    “Eles atacavam as vacinas e defendiam o tratamento precoce com uso do “kit covid”, citando inclusive locais e consultórios que faziam as receitas. Muitos desses vídeos foram excluídos das plataformas, mas alguns ainda são acessíveis”, disse ele.

    Para A.D.B, o ataque contra a vacinação foi coordenado e tinha a intenção de atingir principalmente a Coronavac.

    “Todas as vacinas aplicadas no Brasil foram aprovadas pela Anvisa e se mostram extremamente seguras e eficazes. O único tratamento que não foi aprovado, que não é eficaz e nem seguro é o defendido pelo presidente”, disse ele.

    “Bolsonaro fez e ainda faz campanha contra o único meio capaz de frear a pandemia e insiste em tratamento ineficaz. Nós sabemos qual é o interesse dele nisso. O que eu não compreendo é como ainda existem colegas que apoiam isso”, completou.

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  • Com avanço da vacinação, número de pacientes internados com coronavírus cai para 3.563 em São Paulo

    Segundo o balanço divulgado pelo governo estadual, o número de pacientes internados por causa do coronavírus no estado de São Paulo caiu para 3.563.

    É o menor número de internações desde 2 de abril do ano passado.

    A taxa de ocupação dos leitos de UTI em São Paulo está em 27,6%. Na Grande São Paulo, a ocupação é de 36,2%.

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  • Petrobras anuncia novo reajuste no preço dos combustíveis

    Petrobras perde ação trabalhista de R$ 15 bilhões no TST

    A Petrobras anunciou um novo ajuste de preços para gasolina e diesel que passa a valer a partir de terça-feira (26).

    A alta no preço médio de venda da gasolina da Petrobras, para as distribuidoras chega a 7%.

    Já o diesel terá alta de R$ 0,24 por litro, o equivalente a 9,15%

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  • Bolsonaro não explica origem de recursos para o novo Bolsa Família

    Bolsa Família

    O presidente Jair Bolsonaro confirmou que o Auxílio Brasil, programa substituto do Bolsa Família, vai pagar R$ 400 por mês aos beneficiários.

    No entanto, ele não informou como o governo pretende arrecadar esse valor para repassar à população.

    Bolsonaro disse que o programa não vai furar o teto de gastos, mecanismo que limita os gastos do governo à inflação do ano anterior.

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  • Brasil pode enfrentar falta de combustíveis em novembro, alerta Petrobras

    Venda direta de etanol pode reduzir preço para o consumidor nos postos

    A Petrobras afirmou que recebeu pedidos de fornecimento de combustíveis para o mês de novembro, muito acima de sua capacidade de produção.

    A Associação das Distribuidoras de Combustíveis (Brasilcom) já havia afirmado na semana passada que a petroleira teria avisado sobre “uma série de cortes unilaterais nos pedidos feitos para fornecimento de gasolina e óleo diesel” para novembro.

    Segundo especialistas, essa medida colocaria o país “em situação de potencial desabastecimento”.

    O Brasil não produz o volume de combustíveis necessário para abastecer o país e depende de importações.

    A Brasilcom afirma que as empresas não estão conseguindo comprar combustíveis no mercado externo devido aos preços do mercado internacional.

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  • Governo vai ter que aumentar impostos para custear novo Bolsa Família

    O governo federal deve anunciar nesta terça-feira (19) o valor do Auxílio Brasil, benefício que irá substituir o programa Bolsa Família.

    Espera-se que o valor fique em torno de R$ 400, que serão pagos a aproximadamente 17 milhões de brasileiros.

    Segundo o economista Ricardo Petrini, o governo precisa de medidas para custear o novo programa e isso será feito através do aumento de impostos.

    “O novo programa já tem fonte orçamentária até o fim do ano, mas a equalização a partir de janeiro continua incerta e precisa estar solucionada antes do fim do ano para não haver risco de infração à lei eleitoral”, disse ele.

    “O governo não vai reduzir os gastos públicos até dezembro, nem cortar benefícios dados a seus aliados. A única alternativa viável diante deste cenário é o aumento de impostos”, completou.

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  • Com incerteza no ritmo de crescimento da economia, brasileiros podem ter pior natal dos últimos anos

    O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (18), o Relatório de Estabilidade Financeira do 1º semestre de 2021. Nele, o BC disse que há “bastante incerteza” sobre o ritmo de crescimento da economia global e nacional.

    O risco de disseminação de novas variantes do coronavírus, a dificuldade de insumos na produção, crise hídrica e avanço da inflação, são os principais vilões de uma possível retomada de crescimento.

    Classes mais baixas da população devem ser as mais atingidas pela inflação dos alimentos. Produtos típicos natalinos já sofrem forte alta no preço.

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  • Câmara aprova mudança no imposto sobre diesel, etanol hidratado e gasolina

    Gasolina

    A Câmara dos Deputados aprovou texto do projeto de lei que altera a forma como o ICMS é calculado sobre os combustíveis.

    A proposta ainda será analisada pelo Senado.

    Segundo o presidente da casa, o Senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), a análise será feita junto a outros pontos que influenciam o preço dos combustíveis praticado no Brasil, como a variação cambial e a política de preços da Petrobras.

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  • “Adição de etanol na gasolina precisa acabar e governo tem que incentivar a produção de carros elétricos”, diz engenheiro

    O Brasil não é o único país a sofrer com o alto preço dos combustíveis. Se por um lado a crise institucional causada pelo governo federal ajudou a disparar o valor do dólar, atingindo diretamente o preço da gasolina, por outro lado, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+) não conseguiu conter a alta no valor do barril, mesmo com o aumento da produção.

    Mesmo que a crise passe em um curto período, o que é pouco provável, esse cenário deve se repetir ao longo da década.

    Para o engenheiro mecânico Adalberto Soares, uma solução de médio prazo seria a não dependência dos combustíveis fósseis na geração de energia e o uso de veículos elétricos. Mas o preço desse tipo de carro no Brasil torna a opção inviável.

    “Levaria muito tempo para pagar o investimento, visto que os modelos 100% elétricos no país beiram os R$ 300 mil”, disse ele.

    Embora a compra de um carro elétrico no Brasil, hoje, pareça inviável, Soares diz que existem outras soluções, mas que dependem de estudos e da boa vontade do governo.

    “Algo que deveria ter sido feito na década passada”, lamentou.

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  • Depoimento de ex-funcionária do Facebook pode acelerar regulamentação das plataformas, diz especialista

    O depoimento de Frances Haugen, ex-funcionária do Facebook que apresentou documentos e relatos sobre como a rede social priorizou o algoritmo para gerar engajamento e alimentar o discurso de ódio, fez com que a regulamentação das redes sociais voltasse à pauta.

    Segundo Guilherme Sampaio, especialista em Direito e Tecnologia, a denúncia vai gerar discussão em tudo o mundo sobre como essas empresas devem ser reguladas.

    “Todos querem ter o controle sobre a população, mesmo que isso seja errado. Países como China e Rússia, onde o controle do governo na internet é maior, servem de exemplo para países ocidentais que não querem mais deixar esses dados de posse de empresas privadas e, muitas vezes, estrangeiras”, disse ele.

    Embora o depoimento de Frances pareça uma bomba e possa ser usado para benefício político, Guilherme diz que a discussão é válida.

    “A regulamentação dessas plataformas não significa o fim das liberdades, desde que seja feita por um órgão independente. O Brasil é um bom exemplo de democracia sólida, com órgãos reguladores que funcionam há anos independente do governo”, disse ele.

    A regulamentação da internet ainda é algo distante para maioria das democracias, mas segundo Guilherme, episódios como o de Frances Haugen podem acelerar essa discussão.

    “Não acredito que países como o Brasil vão regular o uso da internet dentro de pouco tempo apenas pelo depoimento dela, mas sem dúvida alguns grupos políticos vão usar o episódio para defender maior controle estatal sobre essas empresas”, completou.

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