Autor: Clara Bittencourt

  • Doenças na infância podem aumentar o risco de não ter filhos, diz estudo

    Doenças na infância podem aumentar o risco de não ter filhos, diz estudo

    Um estudo internacional revelou que pessoas que sofrem de certas doenças na infância, como câncer, doenças autoimunes e doenças mentais, têm mais chances de não ter filhos ao longo da vida.

    O estudo analisou dados de mais de 2,5 milhões de indivíduos nascidos na Finlândia e na Suécia, e encontrou uma associação entre 414 doenças na infância e a ausência de filhos na vida adulta.

    O estudo foi publicado na revista Nature Medicine em 2021, e foi liderado por Aoxing Liu e Melinda Mills, da Universidade de Oxford, Andrea Ganna, do Instituto de Medicina Molecular da Finlândia (FIMM), e uma equipe internacional de pesquisadores. Eles usaram registros nacionais para obter informações sobre 414 diagnósticos de doenças na infância para 1,4 milhão de mulheres e 1,1 milhão de homens que nasceram entre 1956 e 1973. Eles também compararam os dados de 71.524 pares de irmãs inteiras e 77.622 pares de irmãos inteiros que apresentaram diferenças em seu status de ausência de filhos.

    Os pesquisadores descobriram que, de 74 doenças significativamente associadas à ausência de filhos em pelo menos um sexo, as mais fortemente associadas foram câncer, doenças autoimunes e doenças mentais. Essas doenças podem afetar a fertilidade, a saúde, o bem-estar e as escolhas reprodutivas das pessoas. Além disso, eles observaram que a associação entre doença e ausência de filhos foi mais semelhante entre indivíduos sem filhos e seus irmãos que tinham apenas um filho, em comparação com aqueles com mais filhos. Isso sugere que as doenças na infância podem ter um impacto não apenas na capacidade, mas também na vontade de ter filhos.

    Os autores do estudo ressaltaram que seu estudo não implica causalidade, mas sim uma associação entre doenças na infância e ausência de filhos na vida adulta. Eles também sugeriram que intervenções médicas e sociais podem ajudar a reduzir o risco de infertilidade e ausência de filhos involuntária entre as pessoas afetadas por doenças na infância.

    O estudo é o primeiro a explorar sistematicamente como múltiplas doenças na infância se relacionam com a ausência de filhos e a baixa paridade em homens e mulheres. Ele contribui para o entendimento dos fatores que influenciam a reprodução humana, em um contexto de aumento da ausência de filhos em todo o mundo. Em muitos países da Europa Ocidental e da Ásia Oriental, até 15-20% dos indivíduos nascidos por volta de 1970 são agora sem filhos. Embora vários fatores sociais, econômicos e individuais tenham sido estudados, houve pouca pesquisa examinando a contribuição de diferentes doenças para a ausência de filhos ao longo da vida, especialmente aquelas doenças com início antes da idade reprodutiva máxima.

    O estudo analisou dados de mais de 2,5 milhões de indivíduos nascidos na Finlândia e na Suécia, e encontrou uma associação entre 414 doenças na infância e a ausência de filhos na vida adulta.

    O estudo foi publicado na revista Nature Medicine em 2021, e foi liderado por Aoxing Liu e Melinda Mills, da Universidade de Oxford, Andrea Ganna, do Instituto de Medicina Molecular da Finlândia (FIMM), e uma equipe internacional de pesquisadores. Eles usaram registros nacionais para obter informações sobre 414 diagnósticos de doenças na infância para 1,4 milhão de mulheres e 1,1 milhão de homens que nasceram entre 1956 e 1973. Eles também compararam os dados de 71.524 pares de irmãs inteiras e 77.622 pares de irmãos inteiros que apresentaram diferenças em seu status de ausência de filhos.

    Os pesquisadores descobriram que, de 74 doenças significativamente associadas à ausência de filhos em pelo menos um sexo, as mais fortemente associadas foram câncer, doenças autoimunes e doenças mentais. Essas doenças podem afetar a fertilidade, a saúde, o bem-estar e as escolhas reprodutivas das pessoas. Além disso, eles observaram que a associação entre doença e ausência de filhos foi mais semelhante entre indivíduos sem filhos e seus irmãos que tinham apenas um filho, em comparação com aqueles com mais filhos. Isso sugere que as doenças na infância podem ter um impacto não apenas na capacidade, mas também na vontade de ter filhos.

    Os autores do estudo ressaltaram que seu estudo não implica causalidade, mas sim uma associação entre doenças na infância e ausência de filhos na vida adulta. Eles também sugeriram que intervenções médicas e sociais podem ajudar a reduzir o risco de infertilidade e ausência de filhos involuntária entre as pessoas afetadas por doenças na infância.

    O estudo é o primeiro a explorar sistematicamente como múltiplas doenças na infância se relacionam com a ausência de filhos e a baixa paridade em homens e mulheres. Ele contribui para o entendimento dos fatores que influenciam a reprodução humana, em um contexto de aumento da ausência de filhos em todo o mundo. Em muitos países da Europa Ocidental e da Ásia Oriental, até 15-20% dos indivíduos nascidos por volta de 1970 são agora sem filhos. Embora vários fatores sociais, econômicos e individuais tenham sido estudados, houve pouca pesquisa examinando a contribuição de diferentes doenças para a ausência de filhos ao longo da vida, especialmente aquelas doenças com início antes da idade reprodutiva máxima.

  • Como a vacinação de animais de estimação pode influenciar a vacinação humana, segundo estudo

    Como a vacinação de animais de estimação pode influenciar a vacinação humana, segundo estudo

    Um novo estudo da Universidade Texas A&M revelou que as atitudes dos donos de cães e gatos em relação às vacinas humanas e às vacinas para seus animais de estimação estão fortemente relacionadas.

    Os pesquisadores analisaram dados de uma pesquisa com mais de 2.000 donos de cães e mais de 1.400 donos de gatos nos Estados Unidos e descobriram que aqueles que eram mais hesitantes em vacinar a si mesmos ou seus filhos também eram menos propensos a vacinar seus animais de estimação ou apoiar requisitos de vacinação para eles.

    O estudo, publicado na revista Vaccine, alertou que a diminuição da vacinação de animais de estimação pode representar desafios para a sociedade, como o aumento de doenças e mortes de animais, o aumento da exposição de humanos a patógenos zoonóticos, o potencial de adaptações genéticas de agentes infecciosos e os efeitos prejudiciais sobre os veterinários. O estudo também destacou que muitas pessoas consideram seus animais de estimação como parte da família e que o aumento de doenças evitáveis por vacinação pode afetar sua saúde financeira e emocional.

    Os pesquisadores identificaram vários fatores que influenciam as percepções sobre as vacinas, como o nível de confiança nos cientistas, a ideologia política, a religiosidade, as despesas não veterinárias e a frequência de exposição de cães a outros cães fora do ambiente doméstico. Eles sugeriram que as intervenções para melhorar as atitudes em relação às vacinas devem levar em conta esses fatores e enfatizar os benefícios das vacinas para a saúde pública e animal, bem como para o bem-estar dos donos de animais de estimação.

    O estudo também tem implicações para o Brasil, que tem 168 milhões de animais de estimação, quase dois por domicílio, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A vacinação de animais de estimação é obrigatória para a raiva, mas não para outras doenças. A taxa de vacinação de animais de estimação no Brasil não é conhecida com precisão, mas estima-se que seja baixa, especialmente para doenças não-rábicas. Isso pode representar um risco para a saúde pública e animal, bem como para o bem-estar dos donos de animais de estimação.

    Os autores do estudo esperam que seus resultados possam contribuir para os esforços de saúde pública para aumentar as taxas de vacinação tanto de humanos quanto de animais de estimação e reduzir a hesitação vacinal. Eles também recomendam que os donos de animais de estimação consultem seus veterinários sobre as vacinas mais adequadas para seus pets e sigam as orientações de vacinação.

    Os pesquisadores analisaram dados de uma pesquisa com mais de 2.000 donos de cães e mais de 1.400 donos de gatos nos Estados Unidos e descobriram que aqueles que eram mais hesitantes em vacinar a si mesmos ou seus filhos também eram menos propensos a vacinar seus animais de estimação ou apoiar requisitos de vacinação para eles.

    O estudo, publicado na revista Vaccine, alertou que a diminuição da vacinação de animais de estimação pode representar desafios para a sociedade, como o aumento de doenças e mortes de animais, o aumento da exposição de humanos a patógenos zoonóticos, o potencial de adaptações genéticas de agentes infecciosos e os efeitos prejudiciais sobre os veterinários. O estudo também destacou que muitas pessoas consideram seus animais de estimação como parte da família e que o aumento de doenças evitáveis por vacinação pode afetar sua saúde financeira e emocional.

    Os pesquisadores identificaram vários fatores que influenciam as percepções sobre as vacinas, como o nível de confiança nos cientistas, a ideologia política, a religiosidade, as despesas não veterinárias e a frequência de exposição de cães a outros cães fora do ambiente doméstico. Eles sugeriram que as intervenções para melhorar as atitudes em relação às vacinas devem levar em conta esses fatores e enfatizar os benefícios das vacinas para a saúde pública e animal, bem como para o bem-estar dos donos de animais de estimação.

    O estudo também tem implicações para o Brasil, que tem 168 milhões de animais de estimação, quase dois por domicílio, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A vacinação de animais de estimação é obrigatória para a raiva, mas não para outras doenças. A taxa de vacinação de animais de estimação no Brasil não é conhecida com precisão, mas estima-se que seja baixa, especialmente para doenças não-rábicas. Isso pode representar um risco para a saúde pública e animal, bem como para o bem-estar dos donos de animais de estimação.

    Os autores do estudo esperam que seus resultados possam contribuir para os esforços de saúde pública para aumentar as taxas de vacinação tanto de humanos quanto de animais de estimação e reduzir a hesitação vacinal. Eles também recomendam que os donos de animais de estimação consultem seus veterinários sobre as vacinas mais adequadas para seus pets e sigam as orientações de vacinação.

  • Pesquisa revela risco da terapia celular para o coração

    Pesquisa revela risco da terapia celular para o coração

    Uma nova pesquisa das Universidades de Surrey e Oxford, na Inglaterra, mostrou que um tipo de célula que ajuda a reparar o tecido cardíaco após um infarto pode também aumentar o risco de arritmias, que são alterações no ritmo dos batimentos cardíacos.

    Os pesquisadores esperam que os resultados possam abrir novas possibilidades para tratamentos regenerativos seguros para pessoas que sofreram um infarto.

    A terapia celular é uma técnica que usa células criadas em laboratório a partir de células-tronco para substituir ou restaurar células danificadas por doenças ou lesões. No caso do coração, a terapia celular visa regenerar o tecido cardíaco que morre por falta de oxigênio durante um infarto, causando uma cicatriz que prejudica a função do órgão.

    O estudo, publicado na revista Cellular and Molecular Life Sciences, focou nas interações entre as células derivadas de células-tronco chamadas de cardiomiócitos (células que formam o músculo cardíaco) e os miofibroblastos, que são células que tentam reparar o tecido cardíaco após um infarto.

    Os pesquisadores descobriram que os miofibroblastos afetam as propriedades elétricas e o controle de cálcio das células cardíacas, além de alterar a expressão de genes responsáveis por funções vitais do coração, levando à instabilidade elétrica. Isso pode provocar arritmias, que podem ser fatais se não tratadas.

    Os pesquisadores identificaram a interleucina-6 (IL-6), uma molécula liberada pelos miofibroblastos que está envolvida em processos inflamatórios, como um fator chave nessa interação. Eles descobriram que bloquear a sinalização da IL-6 reduziu os efeitos negativos dos miofibroblastos nas células cardíacas.

    A Dra. Patrizia Camelliti, autora principal do estudo, disse: “Entender a relação entre os miofibroblastos e as células cardíacas pode ser a chave para desenvolver tratamentos regenerativos seguros para aqueles que sofreram um infarto. Nosso estudo mostrou que a IL-6 tem um papel importante nesse processo e que seu bloqueio pode melhorar a terapia celular do coração.”

    A terapia celular para o coração é uma área de pesquisa promissora, mas ainda enfrenta muitos desafios, como a baixa sobrevivência e integração das células transplantadas, a imunogenicidade, a heterogeneidade e a qualidade das células, e os efeitos adversos potenciais, como arritmias, tumores e inflamação.

    As células cardíacas derivadas de células-tronco são consideradas uma fonte ideal de células para a terapia celular do coração, pois podem ser geradas a partir de células do próprio paciente, evitando problemas de rejeição imunológica, e podem se diferenciar em todos os tipos de células do coração, como átrios, ventrículos e células do nó sinoatrial.

    Os miofibroblastos são células que se originam da ativação e transdiferenciação de fibroblastos residentes ou de outras fontes, como células endoteliais, pericitos ou células-tronco mesenquimais. Eles desempenham um papel importante na cicatrização de feridas, mas também contribuem para a fibrose e a disfunção cardíaca após um infarto.

    O estudo dos pesquisadores ingleses abre novas perspectivas para aprimorar a terapia celular do coração, buscando formas de reduzir ou eliminar os miofibroblastos ou a IL-6, e assim evitar as arritmias e melhorar a função cardíaca dos pacientes que sofreram um infarto.

    Os pesquisadores esperam que os resultados possam abrir novas possibilidades para tratamentos regenerativos seguros para pessoas que sofreram um infarto.

    A terapia celular é uma técnica que usa células criadas em laboratório a partir de células-tronco para substituir ou restaurar células danificadas por doenças ou lesões. No caso do coração, a terapia celular visa regenerar o tecido cardíaco que morre por falta de oxigênio durante um infarto, causando uma cicatriz que prejudica a função do órgão.

    O estudo, publicado na revista Cellular and Molecular Life Sciences, focou nas interações entre as células derivadas de células-tronco chamadas de cardiomiócitos (células que formam o músculo cardíaco) e os miofibroblastos, que são células que tentam reparar o tecido cardíaco após um infarto.

    Os pesquisadores descobriram que os miofibroblastos afetam as propriedades elétricas e o controle de cálcio das células cardíacas, além de alterar a expressão de genes responsáveis por funções vitais do coração, levando à instabilidade elétrica. Isso pode provocar arritmias, que podem ser fatais se não tratadas.

    Os pesquisadores identificaram a interleucina-6 (IL-6), uma molécula liberada pelos miofibroblastos que está envolvida em processos inflamatórios, como um fator chave nessa interação. Eles descobriram que bloquear a sinalização da IL-6 reduziu os efeitos negativos dos miofibroblastos nas células cardíacas.

    A Dra. Patrizia Camelliti, autora principal do estudo, disse: “Entender a relação entre os miofibroblastos e as células cardíacas pode ser a chave para desenvolver tratamentos regenerativos seguros para aqueles que sofreram um infarto. Nosso estudo mostrou que a IL-6 tem um papel importante nesse processo e que seu bloqueio pode melhorar a terapia celular do coração.”

    A terapia celular para o coração é uma área de pesquisa promissora, mas ainda enfrenta muitos desafios, como a baixa sobrevivência e integração das células transplantadas, a imunogenicidade, a heterogeneidade e a qualidade das células, e os efeitos adversos potenciais, como arritmias, tumores e inflamação.

    As células cardíacas derivadas de células-tronco são consideradas uma fonte ideal de células para a terapia celular do coração, pois podem ser geradas a partir de células do próprio paciente, evitando problemas de rejeição imunológica, e podem se diferenciar em todos os tipos de células do coração, como átrios, ventrículos e células do nó sinoatrial.

    Os miofibroblastos são células que se originam da ativação e transdiferenciação de fibroblastos residentes ou de outras fontes, como células endoteliais, pericitos ou células-tronco mesenquimais. Eles desempenham um papel importante na cicatrização de feridas, mas também contribuem para a fibrose e a disfunção cardíaca após um infarto.

    O estudo dos pesquisadores ingleses abre novas perspectivas para aprimorar a terapia celular do coração, buscando formas de reduzir ou eliminar os miofibroblastos ou a IL-6, e assim evitar as arritmias e melhorar a função cardíaca dos pacientes que sofreram um infarto.

  • Artrite reumatoide: uma doença que pode ser controlada com cuidados médicos e pessoais

    Artrite reumatoide: uma doença que pode ser controlada com cuidados médicos e pessoais

    A artrite reumatoide é uma doença que atinge cerca de 1% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Ela causa inflamação e dor nas articulações, podendo afetar também outros órgãos do corpo. Mas o que causa essa doença? Ela tem cura? Como é o tratamento? Confira as respostas para essas e outras perguntas neste artigo.

    O que é artrite reumatoide?

    A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica, ou seja, que não tem cura e que persiste por longos períodos. Ela é causada por uma reação autoimune, ou seja, o sistema imunológico do próprio corpo ataca os tecidos saudáveis por engano. Isso provoca inflamação, dor, inchaço, rigidez e aumento da temperatura nas articulações, principalmente nas mãos, pés, joelhos e cotovelos. Esses sintomas costumam ser mais intensos pela manhã ou após períodos de repouso. A doença pode afetar também a pele, os olhos, os pulmões, o coração e os vasos sanguíneos.

    A causa da artrite reumatoide ainda é desconhecida, mas existem alguns fatores de risco, como genética, infecções, tabagismo e fatores ambientais. A doença é mais comum em mulheres do que em homens e pode se manifestar em qualquer idade, desde a infância até a terceira idade.

    Como é o diagnóstico e o tratamento da artrite reumatoide?

    O diagnóstico da artrite reumatoide é feito por um médico reumatologista, com base nos sintomas, no exame físico e em exames de sangue e de imagem. Os exames de sangue podem detectar a presença de anticorpos e de marcadores de inflamação. Os exames de imagem, como raio-X, ultrassom e ressonância magnética, podem mostrar o grau de dano nas articulações.

    O tratamento da artrite reumatoide inclui o uso de medicamentos, fisioterapia, exercícios e, em alguns casos, cirurgia. O objetivo é aliviar os sintomas, evitar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente. Os medicamentos mais usados são os anti-inflamatórios, os analgésicos, os corticoides e os imunossupressores. Esses últimos são capazes de reduzir a atividade do sistema imunológico e, assim, diminuir a inflamação e o dano nas articulações. No entanto, eles também podem causar efeitos colaterais, como infecções, anemia e osteoporose. Por isso, o uso desses medicamentos deve ser acompanhado de perto pelo médico.

    A fisioterapia e os exercícios ajudam a manter a mobilidade, a força e a flexibilidade das articulações, além de prevenir a atrofia muscular e a deformidade. Os exercícios devem ser de baixo impacto, como caminhada, natação, hidroginástica e alongamento. A cirurgia pode ser indicada em casos de dano severo nas articulações, quando os medicamentos e a fisioterapia não são suficientes. A cirurgia pode consistir na substituição da articulação por uma prótese ou na remoção do tecido inflamado.

    Como viver bem com artrite reumatoide?

    Além do tratamento médico, existem algumas medidas que podem ajudar a viver bem com artrite reumatoide. Algumas delas são:

    • Manter um peso saudável, pois o excesso de peso pode sobrecarregar as articulações e piorar os sintomas.

    • Evitar o tabagismo, pois o cigarro pode agravar a inflamação e aumentar o risco de complicações cardiovasculares.

    • Adotar uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras, legumes, cereais integrais, peixes, oleaginosas e azeite de oliva. Esses alimentos são fontes de antioxidantes, vitaminas, minerais e ácidos graxos ômega-3, que podem ter efeito anti-inflamatório e protetor das articulações.

    • Evitar o consumo excessivo de alimentos processados, frituras, carnes vermelhas, açúcar e sal. Esses alimentos podem favorecer a inflamação e o acúmulo de toxinas no organismo.

    • Beber bastante água, pois a hidratação ajuda a eliminar as toxinas e a lubrificar as articulações.

    • Controlar o estresse, pois o estresse pode aumentar a produção de hormônios que estimulam a inflamação e a dor. Algumas técnicas que podem ajudar a relaxar são a meditação, a respiração profunda, a ioga e a acupuntura.

    • Participar de grupos de apoio, pois a troca de experiências e o suporte emocional podem ajudar a lidar melhor com a doença e a melhorar a autoestima.

    A artrite reumatoide é uma doença que pode trazer muitos desafios, mas também pode ser uma oportunidade de mudar hábitos e buscar uma vida mais saudável e feliz. Com o tratamento adequado e o cuidado consigo mesmo, é possível conviver bem com a artrite reumatoide e ter uma boa qualidade de vida.

    Ela causa inflamação e dor nas articulações, podendo afetar também outros órgãos do corpo. Mas o que causa essa doença? Ela tem cura? Como é o tratamento? Confira as respostas para essas e outras perguntas neste artigo.

    O que é artrite reumatoide?

    A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica, ou seja, que não tem cura e que persiste por longos períodos. Ela é causada por uma reação autoimune, ou seja, o sistema imunológico do próprio corpo ataca os tecidos saudáveis por engano. Isso provoca inflamação, dor, inchaço, rigidez e aumento da temperatura nas articulações, principalmente nas mãos, pés, joelhos e cotovelos. Esses sintomas costumam ser mais intensos pela manhã ou após períodos de repouso. A doença pode afetar também a pele, os olhos, os pulmões, o coração e os vasos sanguíneos.

    A causa da artrite reumatoide ainda é desconhecida, mas existem alguns fatores de risco, como genética, infecções, tabagismo e fatores ambientais. A doença é mais comum em mulheres do que em homens e pode se manifestar em qualquer idade, desde a infância até a terceira idade.

    Como é o diagnóstico e o tratamento da artrite reumatoide?

    O diagnóstico da artrite reumatoide é feito por um médico reumatologista, com base nos sintomas, no exame físico e em exames de sangue e de imagem. Os exames de sangue podem detectar a presença de anticorpos e de marcadores de inflamação. Os exames de imagem, como raio-X, ultrassom e ressonância magnética, podem mostrar o grau de dano nas articulações.

    O tratamento da artrite reumatoide inclui o uso de medicamentos, fisioterapia, exercícios e, em alguns casos, cirurgia. O objetivo é aliviar os sintomas, evitar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente. Os medicamentos mais usados são os anti-inflamatórios, os analgésicos, os corticoides e os imunossupressores. Esses últimos são capazes de reduzir a atividade do sistema imunológico e, assim, diminuir a inflamação e o dano nas articulações. No entanto, eles também podem causar efeitos colaterais, como infecções, anemia e osteoporose. Por isso, o uso desses medicamentos deve ser acompanhado de perto pelo médico.

    A fisioterapia e os exercícios ajudam a manter a mobilidade, a força e a flexibilidade das articulações, além de prevenir a atrofia muscular e a deformidade. Os exercícios devem ser de baixo impacto, como caminhada, natação, hidroginástica e alongamento. A cirurgia pode ser indicada em casos de dano severo nas articulações, quando os medicamentos e a fisioterapia não são suficientes. A cirurgia pode consistir na substituição da articulação por uma prótese ou na remoção do tecido inflamado.

    Como viver bem com artrite reumatoide?

    Além do tratamento médico, existem algumas medidas que podem ajudar a viver bem com artrite reumatoide. Algumas delas são:

    • Manter um peso saudável, pois o excesso de peso pode sobrecarregar as articulações e piorar os sintomas.

    • Evitar o tabagismo, pois o cigarro pode agravar a inflamação e aumentar o risco de complicações cardiovasculares.

    • Adotar uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras, legumes, cereais integrais, peixes, oleaginosas e azeite de oliva. Esses alimentos são fontes de antioxidantes, vitaminas, minerais e ácidos graxos ômega-3, que podem ter efeito anti-inflamatório e protetor das articulações.

    • Evitar o consumo excessivo de alimentos processados, frituras, carnes vermelhas, açúcar e sal. Esses alimentos podem favorecer a inflamação e o acúmulo de toxinas no organismo.

    • Beber bastante água, pois a hidratação ajuda a eliminar as toxinas e a lubrificar as articulações.

    • Controlar o estresse, pois o estresse pode aumentar a produção de hormônios que estimulam a inflamação e a dor. Algumas técnicas que podem ajudar a relaxar são a meditação, a respiração profunda, a ioga e a acupuntura.

    • Participar de grupos de apoio, pois a troca de experiências e o suporte emocional podem ajudar a lidar melhor com a doença e a melhorar a autoestima.

    A artrite reumatoide é uma doença que pode trazer muitos desafios, mas também pode ser uma oportunidade de mudar hábitos e buscar uma vida mais saudável e feliz. Com o tratamento adequado e o cuidado consigo mesmo, é possível conviver bem com a artrite reumatoide e ter uma boa qualidade de vida.

  • Estudo apoia teoria de que reprodução precoce pode encurtar a vida

    Estudo apoia teoria de que reprodução precoce pode encurtar a vida

    Um novo estudo baseado em uma revisão de informações genéticas e de saúde de mais de 276 mil pessoas encontrou forte apoio para uma teoria evolutiva que buscava explicar o envelhecimento e a senescência, o processo de ficar velho ou envelhecer.

    A teoria, proposta pelo biólogo evolutivo George Williams em 1957, é conhecida como teoria do pleiotropismo antagônico. Ela sugere que mutações genéticas que contribuem para o envelhecimento podem ser favorecidas pela seleção natural se forem vantajosas no início da vida, promovendo uma reprodução mais precoce ou a produção de mais descendentes.

    Por exemplo, um gene que aumenta a fertilidade na juventude, mas também aumenta o risco de câncer na velhice, pode ser selecionado positivamente porque aumenta o sucesso reprodutivo, mesmo que reduza a longevidade.

    A teoria do pleiotropismo antagônico permanece a principal explicação evolutiva da senescência, mas até agora faltavam evidências genômicas claras e abrangentes que a apoiassem.

    No novo estudo, publicado na revista Science Advances em 8 de dezembro de 2021, o biólogo evolutivo Jianzhi Zhang, da Universidade de Michigan, e um colega chinês testaram a hipótese de Williams usando informações genéticas, reprodutivas e de registro de óbitos de 276.406 participantes do banco de dados Biobank do Reino Unido.

    Eles encontraram uma forte correlação negativa entre reprodução e longevidade, significando que mutações genéticas que promovem a reprodução tendem a encurtar a vida útil. Além disso, indivíduos que carregam mutações que os predispõem a taxas reprodutivas relativamente altas têm menor probabilidade de viver até os 76 anos do que aqueles que carregam mutações que os predispõem a taxas reprodutivas relativamente baixas, de acordo com o estudo.

    No entanto, os autores alertam que a reprodução e a longevidade são afetadas tanto pelos genes quanto pelo ambiente. E comparados com fatores ambientais – incluindo os impactos da contracepção e do aborto na reprodução e dos avanços médicos na longevidade – os fatores genéticos discutidos no estudo desempenham um papel relativamente menor, de acordo com eles.

    O estudo é uma contribuição importante para a compreensão da biologia do envelhecimento e das doenças relacionadas à idade, que afetam milhões de pessoas em todo o mundo. Também lança luz sobre a diversidade das estratégias de vida das diferentes espécies, algumas das quais podem viver muito tempo e se reproduzir até a velhice, enquanto outras têm vidas curtas e reprodução limitada.

    A teoria, proposta pelo biólogo evolutivo George Williams em 1957, é conhecida como teoria do pleiotropismo antagônico. Ela sugere que mutações genéticas que contribuem para o envelhecimento podem ser favorecidas pela seleção natural se forem vantajosas no início da vida, promovendo uma reprodução mais precoce ou a produção de mais descendentes.

    Por exemplo, um gene que aumenta a fertilidade na juventude, mas também aumenta o risco de câncer na velhice, pode ser selecionado positivamente porque aumenta o sucesso reprodutivo, mesmo que reduza a longevidade.

    A teoria do pleiotropismo antagônico permanece a principal explicação evolutiva da senescência, mas até agora faltavam evidências genômicas claras e abrangentes que a apoiassem.

    No novo estudo, publicado na revista Science Advances em 8 de dezembro de 2021, o biólogo evolutivo Jianzhi Zhang, da Universidade de Michigan, e um colega chinês testaram a hipótese de Williams usando informações genéticas, reprodutivas e de registro de óbitos de 276.406 participantes do banco de dados Biobank do Reino Unido.

    Eles encontraram uma forte correlação negativa entre reprodução e longevidade, significando que mutações genéticas que promovem a reprodução tendem a encurtar a vida útil. Além disso, indivíduos que carregam mutações que os predispõem a taxas reprodutivas relativamente altas têm menor probabilidade de viver até os 76 anos do que aqueles que carregam mutações que os predispõem a taxas reprodutivas relativamente baixas, de acordo com o estudo.

    No entanto, os autores alertam que a reprodução e a longevidade são afetadas tanto pelos genes quanto pelo ambiente. E comparados com fatores ambientais – incluindo os impactos da contracepção e do aborto na reprodução e dos avanços médicos na longevidade – os fatores genéticos discutidos no estudo desempenham um papel relativamente menor, de acordo com eles.

    O estudo é uma contribuição importante para a compreensão da biologia do envelhecimento e das doenças relacionadas à idade, que afetam milhões de pessoas em todo o mundo. Também lança luz sobre a diversidade das estratégias de vida das diferentes espécies, algumas das quais podem viver muito tempo e se reproduzir até a velhice, enquanto outras têm vidas curtas e reprodução limitada.

  • Por que algumas pessoas sentem mais fome do que outras?

    Por que algumas pessoas sentem mais fome do que outras?

    Você já se perguntou por que algumas pessoas parecem comer muito e não engordar, enquanto outras lutam para manter o peso sob controle?

    A resposta pode estar nos hormônios que regulam o apetite, a fome e a saciedade.

    O apetite é a vontade de comer, que pode ser influenciada por fatores psicológicos, sociais e ambientais. A fome é a sensação física de necessidade de alimento, que é gerada por sinais químicos enviados pelo cérebro e pelo corpo. A saciedade é a sensação de plenitude e satisfação após uma refeição, que leva à diminuição do apetite e da fome.

    Existem vários hormônios que participam desse complexo processo de controle do peso e do apetite, entre eles:

    • A leptina, que é produzida pelas células de gordura e atua no cérebro, diminuindo a fome e aumentando o gasto energético. Pessoas com obesidade podem ter resistência à leptina, ou seja, o cérebro não responde adequadamente ao hormônio e continua estimulando a ingestão de alimentos.

    • A insulina, que é secretada pelo pâncreas em resposta à elevação da glicose no sangue, após uma refeição. A insulina facilita a entrada da glicose nas células, onde é usada como fonte de energia ou armazenada como gordura. A insulina também tem um efeito inibitório sobre o apetite, mas pode perder sua eficácia em pessoas com resistência à insulina ou diabetes.

    • A grelina, que é produzida pelo estômago e pelo intestino, e tem um efeito estimulante sobre o apetite e a fome. A grelina aumenta antes das refeições e diminui depois, mas pode ser alterada por fatores como o estresse, o sono e a dieta.

    • A motilina, que é produzida pelo intestino e estimula a contração do estômago e do intestino, favorecendo a digestão. A motilina também tem um efeito estimulante sobre o apetite e a fome, e é liberada em ciclos de cerca de 90 minutos, entre as refeições.

    Além desses hormônios, existem outros fatores que influenciam a fome e o peso, como os genes, o metabolismo, o estilo de vida, o estado emocional e as condições de saúde. Por isso, não existe uma fórmula única para emagrecer ou manter o peso ideal. Cada pessoa tem suas características individuais e precisa de uma abordagem personalizada, que leve em conta seus hábitos alimentares, sua rotina de atividade física, seu nível de estresse e seu histórico médico.

    Uma dica geral é procurar se alimentar de forma equilibrada, variada e moderada, priorizando alimentos naturais e evitando os processados e ultraprocessados, que são ricos em açúcar, sal, gordura e aditivos químicos. Esses alimentos podem interferir nos mecanismos de regulação do apetite e da fome, além de causar inflamação e doenças crônicas.

    Outra dica é prestar atenção aos sinais do corpo e comer apenas quando sentir fome, e não por ansiedade, tédio ou compulsão. Também é importante mastigar bem os alimentos, comer devagar e sem distrações, e parar de comer quando sentir saciedade, sem exagerar nas porções.

    Por fim, é essencial praticar atividade física regularmente, pois isso ajuda a queimar calorias, a aumentar o metabolismo, a reduzir o estresse e a liberar endorfinas, que são hormônios que promovem o bem-estar e a felicidade.

    Lembre-se de que o peso é apenas um dos indicadores de saúde, e não o único. O mais importante é se sentir bem consigo mesmo e com o seu corpo, e buscar hábitos saudáveis que melhorem a sua qualidade de vida.

    A resposta pode estar nos hormônios que regulam o apetite, a fome e a saciedade.

    O apetite é a vontade de comer, que pode ser influenciada por fatores psicológicos, sociais e ambientais. A fome é a sensação física de necessidade de alimento, que é gerada por sinais químicos enviados pelo cérebro e pelo corpo. A saciedade é a sensação de plenitude e satisfação após uma refeição, que leva à diminuição do apetite e da fome.

    Existem vários hormônios que participam desse complexo processo de controle do peso e do apetite, entre eles:

    • A leptina, que é produzida pelas células de gordura e atua no cérebro, diminuindo a fome e aumentando o gasto energético. Pessoas com obesidade podem ter resistência à leptina, ou seja, o cérebro não responde adequadamente ao hormônio e continua estimulando a ingestão de alimentos.

    • A insulina, que é secretada pelo pâncreas em resposta à elevação da glicose no sangue, após uma refeição. A insulina facilita a entrada da glicose nas células, onde é usada como fonte de energia ou armazenada como gordura. A insulina também tem um efeito inibitório sobre o apetite, mas pode perder sua eficácia em pessoas com resistência à insulina ou diabetes.

    • A grelina, que é produzida pelo estômago e pelo intestino, e tem um efeito estimulante sobre o apetite e a fome. A grelina aumenta antes das refeições e diminui depois, mas pode ser alterada por fatores como o estresse, o sono e a dieta.

    • A motilina, que é produzida pelo intestino e estimula a contração do estômago e do intestino, favorecendo a digestão. A motilina também tem um efeito estimulante sobre o apetite e a fome, e é liberada em ciclos de cerca de 90 minutos, entre as refeições.

    Além desses hormônios, existem outros fatores que influenciam a fome e o peso, como os genes, o metabolismo, o estilo de vida, o estado emocional e as condições de saúde. Por isso, não existe uma fórmula única para emagrecer ou manter o peso ideal. Cada pessoa tem suas características individuais e precisa de uma abordagem personalizada, que leve em conta seus hábitos alimentares, sua rotina de atividade física, seu nível de estresse e seu histórico médico.

    Uma dica geral é procurar se alimentar de forma equilibrada, variada e moderada, priorizando alimentos naturais e evitando os processados e ultraprocessados, que são ricos em açúcar, sal, gordura e aditivos químicos. Esses alimentos podem interferir nos mecanismos de regulação do apetite e da fome, além de causar inflamação e doenças crônicas.

    Outra dica é prestar atenção aos sinais do corpo e comer apenas quando sentir fome, e não por ansiedade, tédio ou compulsão. Também é importante mastigar bem os alimentos, comer devagar e sem distrações, e parar de comer quando sentir saciedade, sem exagerar nas porções.

    Por fim, é essencial praticar atividade física regularmente, pois isso ajuda a queimar calorias, a aumentar o metabolismo, a reduzir o estresse e a liberar endorfinas, que são hormônios que promovem o bem-estar e a felicidade.

    Lembre-se de que o peso é apenas um dos indicadores de saúde, e não o único. O mais importante é se sentir bem consigo mesmo e com o seu corpo, e buscar hábitos saudáveis que melhorem a sua qualidade de vida.

  • Varredura ocular pode revelar pistas sobre a saúde dos rins, diz estudo

    Varredura ocular pode revelar pistas sobre a saúde dos rins, diz estudo

    Um novo estudo sugere que imagens tridimensionais da retina podem ajudar a monitorar a saúde dos rins e detectar doenças renais em estágios iniciais.

    A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Edimburgo, na Escócia, foi publicada na revista científica Nature Communications.

    A retina é a camada de tecido na parte de trás do olho que capta a luz e envia sinais para o cérebro. A retina é o único lugar onde é possível ver um processo chamado de microcirculação, que é o fluxo de sangue através dos menores vasos sanguíneos do corpo. Esse processo é frequentemente alterado na doença renal, que afeta a capacidade dos rins de filtrar o sangue e eliminar as toxinas.

    Os pesquisadores usaram uma tecnologia chamada tomografia de coerência óptica (OCT) para medir a espessura da retina em pacientes com diferentes estágios de doença renal, incluindo pacientes que receberam um transplante renal. A OCT é uma técnica que usa ondas de luz para criar uma imagem em corte transversal da retina, mostrando cada camada individual, em poucos minutos. A OCT é usada na maioria das óticas de rua para avaliar a saúde ocular.

    Os resultados mostraram que os pacientes com doença renal crônica tinham retinas mais finas do que os voluntários saudáveis, e que o afinamento da retina progredia à medida que a função renal diminuía. Essas mudanças eram revertidas após um transplante renal bem-sucedido, que restaurava a função renal. Os pacientes que receberam um transplante renal apresentaram um espessamento rápido da retina após a cirurgia.

    Os autores do estudo afirmam que a varredura ocular pode ser usada para apoiar o diagnóstico precoce da doença renal, pois os exames de triagem atuais não conseguem detectar a doença renal até que metade da função renal tenha sido perdida. Além disso, a varredura ocular é um método rápido e não invasivo, que não requer amostras de sangue ou urina.

    A doença renal é um problema de saúde pública que afeta cerca de 10% da população mundial. No Brasil, estima-se que mais de 10 milhões de pessoas tenham algum grau de comprometimento renal. A doença renal pode levar à insuficiência renal, que requer diálise ou transplante renal para manter a vida. A doença renal também está associada a um maior risco de doenças cardiovasculares, como infarto e derrame.

    Os sintomas da doença renal podem incluir inchaço, cansaço, falta de apetite, náuseas, vômitos, coceira, pressão alta e alterações na urina. No entanto, muitas vezes esses sintomas só aparecem em fases avançadas da doença, quando o tratamento é mais difícil e menos eficaz. Por isso, é importante fazer exames periódicos para avaliar a saúde dos rins, especialmente se houver fatores de risco, como diabetes, hipertensão, obesidade, tabagismo, histórico familiar ou idade acima de 60 anos.

    A prevenção da doença renal envolve hábitos de vida saudáveis, como manter uma alimentação equilibrada, beber água, praticar atividade física, controlar o peso, evitar o consumo de álcool e cigarro, e seguir as orientações médicas. Caso a doença renal seja diagnosticada, o tratamento deve ser iniciado o quanto antes, para retardar a progressão da doença e evitar complicações.

    A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Edimburgo, na Escócia, foi publicada na revista científica Nature Communications.

    A retina é a camada de tecido na parte de trás do olho que capta a luz e envia sinais para o cérebro. A retina é o único lugar onde é possível ver um processo chamado de microcirculação, que é o fluxo de sangue através dos menores vasos sanguíneos do corpo. Esse processo é frequentemente alterado na doença renal, que afeta a capacidade dos rins de filtrar o sangue e eliminar as toxinas.

    Os pesquisadores usaram uma tecnologia chamada tomografia de coerência óptica (OCT) para medir a espessura da retina em pacientes com diferentes estágios de doença renal, incluindo pacientes que receberam um transplante renal. A OCT é uma técnica que usa ondas de luz para criar uma imagem em corte transversal da retina, mostrando cada camada individual, em poucos minutos. A OCT é usada na maioria das óticas de rua para avaliar a saúde ocular.

    Os resultados mostraram que os pacientes com doença renal crônica tinham retinas mais finas do que os voluntários saudáveis, e que o afinamento da retina progredia à medida que a função renal diminuía. Essas mudanças eram revertidas após um transplante renal bem-sucedido, que restaurava a função renal. Os pacientes que receberam um transplante renal apresentaram um espessamento rápido da retina após a cirurgia.

    Os autores do estudo afirmam que a varredura ocular pode ser usada para apoiar o diagnóstico precoce da doença renal, pois os exames de triagem atuais não conseguem detectar a doença renal até que metade da função renal tenha sido perdida. Além disso, a varredura ocular é um método rápido e não invasivo, que não requer amostras de sangue ou urina.

    A doença renal é um problema de saúde pública que afeta cerca de 10% da população mundial. No Brasil, estima-se que mais de 10 milhões de pessoas tenham algum grau de comprometimento renal. A doença renal pode levar à insuficiência renal, que requer diálise ou transplante renal para manter a vida. A doença renal também está associada a um maior risco de doenças cardiovasculares, como infarto e derrame.

    Os sintomas da doença renal podem incluir inchaço, cansaço, falta de apetite, náuseas, vômitos, coceira, pressão alta e alterações na urina. No entanto, muitas vezes esses sintomas só aparecem em fases avançadas da doença, quando o tratamento é mais difícil e menos eficaz. Por isso, é importante fazer exames periódicos para avaliar a saúde dos rins, especialmente se houver fatores de risco, como diabetes, hipertensão, obesidade, tabagismo, histórico familiar ou idade acima de 60 anos.

    A prevenção da doença renal envolve hábitos de vida saudáveis, como manter uma alimentação equilibrada, beber água, praticar atividade física, controlar o peso, evitar o consumo de álcool e cigarro, e seguir as orientações médicas. Caso a doença renal seja diagnosticada, o tratamento deve ser iniciado o quanto antes, para retardar a progressão da doença e evitar complicações.

  • Dia Mundial de Combate à Aids: como a homofobia e a discriminação aumentam o risco de infecção pelo HIV entre os homossexuais

    Dia Mundial de Combate à Aids: como a homofobia e a discriminação aumentam o risco de infecção pelo HIV entre os homossexuais

    O HIV é o vírus que causa a Aids, uma doença que afeta o sistema imunológico e pode levar à morte por infecções oportunistas.

    A transmissão do HIV ocorre principalmente por meio de relações sexuais sem preservativo, mas também pode acontecer por transfusão de sangue contaminado, uso de drogas injetáveis com seringas compartilhadas e de mãe para filho durante a gravidez, o parto ou a amamentação.

    Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), os homossexuais têm 20 vezes mais risco de contrair o HIV do que o restante da população. Isso se deve a vários fatores, como a maior vulnerabilidade biológica do sexo anal, a falta de acesso a serviços de saúde adequados, o estigma e a discriminação que sofrem na sociedade e a baixa percepção do risco de infecção.

    O sexo anal é considerado uma prática de maior risco para o HIV porque a mucosa do ânus é mais fina e mais propensa a se romper durante a penetração, facilitando a entrada do vírus na corrente sanguínea. Além disso, o esperma contém uma alta concentração de HIV e pode permanecer no reto por mais tempo, aumentando as chances de infecção. Por isso, é essencial o uso do preservativo em todas as relações sexuais, seja oral, vaginal ou anal.

    Outro fator que contribui para a maior exposição dos homossexuais ao HIV é a dificuldade de acesso a serviços de saúde que ofereçam prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento adequados. Muitas vezes, os homossexuais enfrentam barreiras como a homofobia, o preconceito, a violência e a exclusão social, que os impedem de buscar ajuda médica ou de revelar sua orientação sexual aos profissionais de saúde. Isso pode comprometer a qualidade do atendimento e a adesão ao tratamento.

    Além disso, muitos homossexuais têm uma baixa percepção do risco de contrair o HIV, seja por falta de informação, por confiança no parceiro ou por uso de álcool e outras drogas que podem afetar o julgamento e a tomada de decisão. Esses fatores podem levar a comportamentos de risco, como não usar preservativo, ter múltiplos parceiros ou não fazer o teste de HIV regularmente.

    Os homossexuais não são os únicos que fazem parte do grupo de risco para o HIV. Outros grupos que também têm uma maior vulnerabilidade são os transexuais, os usuários de drogas injetáveis, as profissionais do sexo, os presidiários, os indígenas e as populações em situação de rua. Esses grupos sofrem com a marginalização, a pobreza, a violação de direitos humanos e a falta de oportunidades, que os tornam mais suscetíveis à infecção pelo HIV.

    O Dia Mundial de Combate à Aids é celebrado em 1º de dezembro e tem como objetivo alertar a sociedade sobre essa doença, que ainda não tem cura, mas pode ser controlada com o tratamento adequado. A data também é uma oportunidade para promover a solidariedade, a compaixão e a tolerância com as pessoas que vivem com HIV e para combater o estigma e a discriminação que elas sofrem.

    A Aids é uma doença que não escolhe idade, gênero, raça, classe social ou orientação sexual. Qualquer pessoa que se expõe ao risco de infecção pelo HIV pode contrair a doença. Por isso, é importante se informar, se prevenir e se testar. O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento o quanto antes e evitar as complicações da Aids. O tratamento é gratuito e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

    Lembre-se: o HIV não se pega com um abraço, um beijo, um aperto de mão ou um copo de água. O HIV se pega com sexo sem camisinha, com sangue contaminado ou de mãe para filho. Proteja-se e proteja quem você ama. Faça o teste de HIV. Se der positivo, inicie o tratamento. Juntos podemos acabar com a Aids.

    A transmissão do HIV ocorre principalmente por meio de relações sexuais sem preservativo, mas também pode acontecer por transfusão de sangue contaminado, uso de drogas injetáveis com seringas compartilhadas e de mãe para filho durante a gravidez, o parto ou a amamentação.

    Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), os homossexuais têm 20 vezes mais risco de contrair o HIV do que o restante da população. Isso se deve a vários fatores, como a maior vulnerabilidade biológica do sexo anal, a falta de acesso a serviços de saúde adequados, o estigma e a discriminação que sofrem na sociedade e a baixa percepção do risco de infecção.

    O sexo anal é considerado uma prática de maior risco para o HIV porque a mucosa do ânus é mais fina e mais propensa a se romper durante a penetração, facilitando a entrada do vírus na corrente sanguínea. Além disso, o esperma contém uma alta concentração de HIV e pode permanecer no reto por mais tempo, aumentando as chances de infecção. Por isso, é essencial o uso do preservativo em todas as relações sexuais, seja oral, vaginal ou anal.

    Outro fator que contribui para a maior exposição dos homossexuais ao HIV é a dificuldade de acesso a serviços de saúde que ofereçam prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento adequados. Muitas vezes, os homossexuais enfrentam barreiras como a homofobia, o preconceito, a violência e a exclusão social, que os impedem de buscar ajuda médica ou de revelar sua orientação sexual aos profissionais de saúde. Isso pode comprometer a qualidade do atendimento e a adesão ao tratamento.

    Além disso, muitos homossexuais têm uma baixa percepção do risco de contrair o HIV, seja por falta de informação, por confiança no parceiro ou por uso de álcool e outras drogas que podem afetar o julgamento e a tomada de decisão. Esses fatores podem levar a comportamentos de risco, como não usar preservativo, ter múltiplos parceiros ou não fazer o teste de HIV regularmente.

    Os homossexuais não são os únicos que fazem parte do grupo de risco para o HIV. Outros grupos que também têm uma maior vulnerabilidade são os transexuais, os usuários de drogas injetáveis, as profissionais do sexo, os presidiários, os indígenas e as populações em situação de rua. Esses grupos sofrem com a marginalização, a pobreza, a violação de direitos humanos e a falta de oportunidades, que os tornam mais suscetíveis à infecção pelo HIV.

    O Dia Mundial de Combate à Aids é celebrado em 1º de dezembro e tem como objetivo alertar a sociedade sobre essa doença, que ainda não tem cura, mas pode ser controlada com o tratamento adequado. A data também é uma oportunidade para promover a solidariedade, a compaixão e a tolerância com as pessoas que vivem com HIV e para combater o estigma e a discriminação que elas sofrem.

    A Aids é uma doença que não escolhe idade, gênero, raça, classe social ou orientação sexual. Qualquer pessoa que se expõe ao risco de infecção pelo HIV pode contrair a doença. Por isso, é importante se informar, se prevenir e se testar. O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento o quanto antes e evitar as complicações da Aids. O tratamento é gratuito e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

    Lembre-se: o HIV não se pega com um abraço, um beijo, um aperto de mão ou um copo de água. O HIV se pega com sexo sem camisinha, com sangue contaminado ou de mãe para filho. Proteja-se e proteja quem você ama. Faça o teste de HIV. Se der positivo, inicie o tratamento. Juntos podemos acabar com a Aids.

  • Novo mecanismo de reconhecimento de células cancerosas abre possibilidades de tratamento

    Novo mecanismo de reconhecimento de células cancerosas abre possibilidades de tratamento

    Um estudo realizado por pesquisadores da UCLA Jonsson Comprehensive Cancer Center revelou uma defesa imune oculta contra o câncer, que pode abrir novas possibilidades de tratamento para pacientes com tumores agressivos.

    O estudo foi publicado na revista Nature Immunology.

    Os pesquisadores descobriram que certas células do sistema imunológico podem reconhecer e matar as células cancerosas mesmo quando elas não têm uma proteína chamada B2M, que é essencial para que o sistema imunológico identifique as células anormais. A proteína B2M faz parte de um complexo que apresenta os antígenos tumorais, ou seja, as moléculas que sinalizam a presença do câncer, às células T CD8+, que são responsáveis por eliminar as células infectadas ou malignas.

    No entanto, alguns tipos de câncer conseguem escapar dessa vigilância imunológica ao perder ou reduzir a expressão da proteína B2M, tornando-se invisíveis para as células T CD8+. Esses tumores costumam ser mais resistentes aos tratamentos convencionais, como a quimioterapia e a radioterapia, e também às terapias imunológicas, como o bloqueio de pontos de controle, que visam liberar os freios que impedem as células T de atacar o câncer.

    Para entender melhor como o sistema imunológico pode combater esses tumores, os pesquisadores usaram a técnica de edição genética CRISPR/CAS9 para criar camundongos com melanoma que não tinham a proteína B2M, simulando a situação de alguns pacientes humanos. Eles descobriram que, nesses camundongos, outras células imunes, chamadas de células T CD4+ e células natural killer (NK), podiam ainda lutar contra o câncer quando recebiam o tratamento de bloqueio de pontos de controle.

    De forma semelhante, em uma grande amostra de pacientes com melanoma, eles encontraram que os tumores que não tinham a proteína B2M apresentavam uma maior presença de células NK ativadas, sugerindo que essas células podem ter um papel vital no combate ao câncer quando os marcadores usuais estão ausentes.

    O estudo mostra que o sistema imunológico tem um mecanismo de reserva para reconhecer e atacar as células cancerosas que não têm B2M, envolvendo as células T CD4+ e NK. Isso indica que outras estratégias de tratamento que visam essas células podem ser exploradas para melhorar os resultados dos pacientes com cânceres agressivos, como o melanoma, que é o tipo mais grave de câncer de pele. Os pesquisadores pretendem continuar investigando os mecanismos moleculares envolvidos nessa resposta imune alternativa e testar novas combinações de terapias imunológicas que possam potencializar o efeito das células T CD4+ e NK.

    O estudo foi publicado na revista Nature Immunology.

    Os pesquisadores descobriram que certas células do sistema imunológico podem reconhecer e matar as células cancerosas mesmo quando elas não têm uma proteína chamada B2M, que é essencial para que o sistema imunológico identifique as células anormais. A proteína B2M faz parte de um complexo que apresenta os antígenos tumorais, ou seja, as moléculas que sinalizam a presença do câncer, às células T CD8+, que são responsáveis por eliminar as células infectadas ou malignas.

    No entanto, alguns tipos de câncer conseguem escapar dessa vigilância imunológica ao perder ou reduzir a expressão da proteína B2M, tornando-se invisíveis para as células T CD8+. Esses tumores costumam ser mais resistentes aos tratamentos convencionais, como a quimioterapia e a radioterapia, e também às terapias imunológicas, como o bloqueio de pontos de controle, que visam liberar os freios que impedem as células T de atacar o câncer.

    Para entender melhor como o sistema imunológico pode combater esses tumores, os pesquisadores usaram a técnica de edição genética CRISPR/CAS9 para criar camundongos com melanoma que não tinham a proteína B2M, simulando a situação de alguns pacientes humanos. Eles descobriram que, nesses camundongos, outras células imunes, chamadas de células T CD4+ e células natural killer (NK), podiam ainda lutar contra o câncer quando recebiam o tratamento de bloqueio de pontos de controle.

    De forma semelhante, em uma grande amostra de pacientes com melanoma, eles encontraram que os tumores que não tinham a proteína B2M apresentavam uma maior presença de células NK ativadas, sugerindo que essas células podem ter um papel vital no combate ao câncer quando os marcadores usuais estão ausentes.

    O estudo mostra que o sistema imunológico tem um mecanismo de reserva para reconhecer e atacar as células cancerosas que não têm B2M, envolvendo as células T CD4+ e NK. Isso indica que outras estratégias de tratamento que visam essas células podem ser exploradas para melhorar os resultados dos pacientes com cânceres agressivos, como o melanoma, que é o tipo mais grave de câncer de pele. Os pesquisadores pretendem continuar investigando os mecanismos moleculares envolvidos nessa resposta imune alternativa e testar novas combinações de terapias imunológicas que possam potencializar o efeito das células T CD4+ e NK.

  • As vantagens da CLT sobre a PJ e os riscos da pejotização

    As vantagens da CLT sobre a PJ e os riscos da pejotização

    A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é um conjunto de normas que regulamenta as relações de trabalho entre empregados e empregadores no Brasil.

    A CLT foi criada em 1943, durante o governo de Getúlio Vargas, e tem como objetivo garantir os direitos e deveres dos trabalhadores, como salário mínimo, jornada de trabalho, férias, 13º salário, FGTS, entre outros.

    A contratação pela CLT oferece mais segurança e benefícios para os trabalhadores do que a contratação como pessoa jurídica (PJ). Os trabalhadores PJ não têm vínculo empregatício com a empresa contratante, e por isso não têm direito a carteira assinada, décimo terceiro, férias remuneradas, licença-maternidade, aviso prévio, seguro-desemprego, entre outros. Além disso, os trabalhadores PJ são responsáveis por pagar todos os impostos e taxas referentes à sua atividade, como ISS, IRPF, PIS, COFINS, CSLL, entre outros.

    A contratação PJ pode ser vantajosa para os trabalhadores que têm autonomia, flexibilidade e poder de negociação para definir seus próprios horários, valores e condições de trabalho. No entanto, muitos empresários se aproveitam da contratação PJ para explorar os trabalhadores, exigindo que eles cumpram as mesmas obrigações e metas de um empregado CLT, mas sem oferecer os mesmos direitos e garantias. Essa prática é conhecida como “pejotização” e é considerada ilegal e fraudulenta pela Justiça do Trabalho.

    A pejotização prejudica os trabalhadores, que ficam desprotegidos e vulneráveis a abusos e demissões arbitrárias, e também o Estado, que deixa de arrecadar impostos e contribuições sociais. Além disso, a pejotização gera uma concorrência desleal entre as empresas, que reduzem seus custos às custas dos direitos dos trabalhadores.

    Portanto, a CLT é uma conquista histórica dos trabalhadores brasileiros, que deve ser valorizada e respeitada. A contratação PJ deve ser uma opção voluntária e consciente dos trabalhadores, que devem estar cientes dos riscos e benefícios envolvidos. Os empresários que praticam a pejotização devem ser denunciados e punidos, pois estão cometendo uma infração trabalhista e social.

    A CLT foi criada em 1943, durante o governo de Getúlio Vargas, e tem como objetivo garantir os direitos e deveres dos trabalhadores, como salário mínimo, jornada de trabalho, férias, 13º salário, FGTS, entre outros.

    A contratação pela CLT oferece mais segurança e benefícios para os trabalhadores do que a contratação como pessoa jurídica (PJ). Os trabalhadores PJ não têm vínculo empregatício com a empresa contratante, e por isso não têm direito a carteira assinada, décimo terceiro, férias remuneradas, licença-maternidade, aviso prévio, seguro-desemprego, entre outros. Além disso, os trabalhadores PJ são responsáveis por pagar todos os impostos e taxas referentes à sua atividade, como ISS, IRPF, PIS, COFINS, CSLL, entre outros.

    A contratação PJ pode ser vantajosa para os trabalhadores que têm autonomia, flexibilidade e poder de negociação para definir seus próprios horários, valores e condições de trabalho. No entanto, muitos empresários se aproveitam da contratação PJ para explorar os trabalhadores, exigindo que eles cumpram as mesmas obrigações e metas de um empregado CLT, mas sem oferecer os mesmos direitos e garantias. Essa prática é conhecida como “pejotização” e é considerada ilegal e fraudulenta pela Justiça do Trabalho.

    A pejotização prejudica os trabalhadores, que ficam desprotegidos e vulneráveis a abusos e demissões arbitrárias, e também o Estado, que deixa de arrecadar impostos e contribuições sociais. Além disso, a pejotização gera uma concorrência desleal entre as empresas, que reduzem seus custos às custas dos direitos dos trabalhadores.

    Portanto, a CLT é uma conquista histórica dos trabalhadores brasileiros, que deve ser valorizada e respeitada. A contratação PJ deve ser uma opção voluntária e consciente dos trabalhadores, que devem estar cientes dos riscos e benefícios envolvidos. Os empresários que praticam a pejotização devem ser denunciados e punidos, pois estão cometendo uma infração trabalhista e social.