Autor: Clara Bittencourt

  • Como uma proteína inflamatória acelera o envelhecimento da pele

    Como uma proteína inflamatória acelera o envelhecimento da pele

    A pele é o maior órgão do corpo humano e tem diversas funções importantes, como proteger contra infecções, regular a temperatura e permitir a sensibilidade.

    Para manter essas funções, a pele precisa se renovar constantemente, graças às células-tronco que existem na epiderme (a camada mais externa da pele) e nos folículos pilosos (as estruturas que produzem os pelos).

    No entanto, com o passar dos anos, a pele sofre uma série de alterações estruturais e funcionais que contribuem para o seu envelhecimento. A pele envelhecida tem uma menor capacidade de se regenerar, cicatrizar feridas e atuar como barreira. Além disso, a pele envelhecida apresenta um estado inflamatório crônico, que pode afetar a qualidade de vida das pessoas.

    Os cientistas espanhóis investigaram quais são os fatores que causam esse estado inflamatório na pele e como eles afetam o envelhecimento. Eles usaram uma técnica chamada sequenciamento de RNA de célula única, que permite analisar a expressão gênica de milhares de células individuais ao mesmo tempo. Assim, eles conseguiram identificar as mudanças que ocorrem nos diferentes tipos de células da pele com o envelhecimento.

    Eles descobriram que alguns tipos de células do sistema imunológico, como as células T auxiliares, as células T gama delta e as células linfoides inatas, aumentam significativamente na pele envelhecida. Essas mesmas células também começam a expressar altos níveis de uma proteína chamada IL-17, que é um tipo de citocina pró-inflamatória.

    A IL-17 é uma proteína que faz parte da resposta imunológica do organismo contra infecções e danos teciduais. No entanto, quando produzida em excesso ou de forma desregulada, ela pode causar inflamação crônica e doenças autoimunes.

    Os cientistas demonstraram que a IL-17 tem um papel central no envelhecimento da pele. Eles observaram que bloquear a função dessa proteína durante o envelhecimento reduz o estado inflamatório da pele e retarda o aparecimento de vários sinais de envelhecimento. Eles também mostraram que a IL-17 sinaliza através de uma via chamada NF-κB nas células da epiderme, prejudicando as suas funções homeostáticas e promovendo um estado inflamatório.

    Os resultados do estudo indicam que a pele envelhecida apresenta sinais de inflamação crônica e que o aumento da sinalização da IL-17 poderia ser alvo para prevenir ou tratar algumas doenças relacionadas ao envelhecimento da pele.

    Fonte: Link.

    Para manter essas funções, a pele precisa se renovar constantemente, graças às células-tronco que existem na epiderme (a camada mais externa da pele) e nos folículos pilosos (as estruturas que produzem os pelos).

    No entanto, com o passar dos anos, a pele sofre uma série de alterações estruturais e funcionais que contribuem para o seu envelhecimento. A pele envelhecida tem uma menor capacidade de se regenerar, cicatrizar feridas e atuar como barreira. Além disso, a pele envelhecida apresenta um estado inflamatório crônico, que pode afetar a qualidade de vida das pessoas.

    Os cientistas espanhóis investigaram quais são os fatores que causam esse estado inflamatório na pele e como eles afetam o envelhecimento. Eles usaram uma técnica chamada sequenciamento de RNA de célula única, que permite analisar a expressão gênica de milhares de células individuais ao mesmo tempo. Assim, eles conseguiram identificar as mudanças que ocorrem nos diferentes tipos de células da pele com o envelhecimento.

    Eles descobriram que alguns tipos de células do sistema imunológico, como as células T auxiliares, as células T gama delta e as células linfoides inatas, aumentam significativamente na pele envelhecida. Essas mesmas células também começam a expressar altos níveis de uma proteína chamada IL-17, que é um tipo de citocina pró-inflamatória.

    A IL-17 é uma proteína que faz parte da resposta imunológica do organismo contra infecções e danos teciduais. No entanto, quando produzida em excesso ou de forma desregulada, ela pode causar inflamação crônica e doenças autoimunes.

    Os cientistas demonstraram que a IL-17 tem um papel central no envelhecimento da pele. Eles observaram que bloquear a função dessa proteína durante o envelhecimento reduz o estado inflamatório da pele e retarda o aparecimento de vários sinais de envelhecimento. Eles também mostraram que a IL-17 sinaliza através de uma via chamada NF-κB nas células da epiderme, prejudicando as suas funções homeostáticas e promovendo um estado inflamatório.

    Os resultados do estudo indicam que a pele envelhecida apresenta sinais de inflamação crônica e que o aumento da sinalização da IL-17 poderia ser alvo para prevenir ou tratar algumas doenças relacionadas ao envelhecimento da pele.

    Fonte: Link.

  • Como o DNA dos neandertais ainda influencia os humanos modernos

    Como o DNA dos neandertais ainda influencia os humanos modernos

    Você sabia que cerca de 1 a 4% do seu DNA pode ter origem nos neandertais? Esses antigos parentes dos humanos modernos se cruzaram com nossos ancestrais que saíram da África há cerca de 50 mil anos. Mas o que isso significa para nós hoje?

    Um novo estudo publicado na revista eLife revelou que alguns genes dos neandertais são responsáveis por certas características nos humanos atuais, incluindo várias com uma influência significativa no sistema imunológico. Por exemplo, alguns genes dos neandertais podem afetar a resistência natural a certas doenças ou a velocidade com que alguém pode queimar calorias.

    Os pesquisadores usaram um vasto conjunto de dados do UK Biobank, que contém informações genéticas e de traços de quase 300 mil britânicos de ascendência não africana. Eles analisaram mais de 235 mil variantes genéticas provavelmente originadas dos neandertais. Eles descobriram que 4.303 dessas diferenças no DNA estão desempenhando um papel substancial nos humanos modernos e influenciando 47 traços genéticos distintos.

    No entanto, o estudo também mostra que os genes dos humanos modernos estão ganhando espaço sobre os dos neandertais ao longo das gerações. Isso indica que ainda estamos evoluindo e nos adaptando ao nosso ambiente.

    “Interessantemente, descobrimos que vários dos genes identificados envolvidos nos sistemas imunológico, metabólico e de desenvolvimento dos humanos modernos podem ter influenciado a evolução humana após a migração dos ancestrais fora da África”, disse a co-autora do estudo April (Xinzhu) Wei, professora assistente de biologia computacional na Universidade Cornell.

    O estudo usou um conjunto de dados de quase exclusivamente indivíduos brancos vivendo no Reino Unido, mas os novos métodos computacionais desenvolvidos pela equipe poderiam oferecer um caminho para obter insights evolutivos de outros grandes bancos de dados para aprofundar as influências genéticas dos humanos arcaicos nos humanos modernos.

    Fonte: Link.

    Um novo estudo publicado na revista eLife revelou que alguns genes dos neandertais são responsáveis por certas características nos humanos atuais, incluindo várias com uma influência significativa no sistema imunológico. Por exemplo, alguns genes dos neandertais podem afetar a resistência natural a certas doenças ou a velocidade com que alguém pode queimar calorias.

    Os pesquisadores usaram um vasto conjunto de dados do UK Biobank, que contém informações genéticas e de traços de quase 300 mil britânicos de ascendência não africana. Eles analisaram mais de 235 mil variantes genéticas provavelmente originadas dos neandertais. Eles descobriram que 4.303 dessas diferenças no DNA estão desempenhando um papel substancial nos humanos modernos e influenciando 47 traços genéticos distintos.

    No entanto, o estudo também mostra que os genes dos humanos modernos estão ganhando espaço sobre os dos neandertais ao longo das gerações. Isso indica que ainda estamos evoluindo e nos adaptando ao nosso ambiente.

    “Interessantemente, descobrimos que vários dos genes identificados envolvidos nos sistemas imunológico, metabólico e de desenvolvimento dos humanos modernos podem ter influenciado a evolução humana após a migração dos ancestrais fora da África”, disse a co-autora do estudo April (Xinzhu) Wei, professora assistente de biologia computacional na Universidade Cornell.

    O estudo usou um conjunto de dados de quase exclusivamente indivíduos brancos vivendo no Reino Unido, mas os novos métodos computacionais desenvolvidos pela equipe poderiam oferecer um caminho para obter insights evolutivos de outros grandes bancos de dados para aprofundar as influências genéticas dos humanos arcaicos nos humanos modernos.

    Fonte: Link.

  • Como a mosca da fruta pode gerar novos antibióticos

    Como a mosca da fruta pode gerar novos antibióticos

    Pesquisadores da Universidade de Illinois Chicago descobriram que um peptídeo natural encontrado nas moscas da fruta pode ser usado para combater infecções bacterianas. O peptídeo, chamado drosocina, se liga aos ribossomos das bactérias e impede que eles produzam novas proteínas, levando à morte celular.

    O estudo, publicado na revista Nature Chemical Biology, mostra que a drosocina é capaz de inibir a etapa final da tradução, o processo pelo qual o DNA é “traduzido” em moléculas de proteína. A drosocina se liga ao ribossomo e bloqueia o sinal de parada que indica o fim do gene.

    “A drosocina é apenas o segundo peptídeo antibiótico conhecido que interrompe a tradução na fase de término”, disse Alexander Mankin, autor do estudo e professor distinto do Centro de Ciências Biomoleculares e do departamento de ciências farmacêuticas da Faculdade de Farmácia. O outro, chamado apidaecina e encontrado nas abelhas, foi descrito pela primeira vez pelos cientistas da UIC em 2017.

    O laboratório da UIC, que é co-dirigido por Mankin e Nora Vázquez-Laslop, professora pesquisadora da Faculdade de Farmácia, conseguiu produzir o peptídeo da mosca da fruta e centenas de seus mutantes diretamente nas células bacterianas.

    “A drosocina e seus mutantes ativos feitos dentro das bactérias forçaram as células bacterianas a se autodestruírem”, disse Mankin.

    Embora os peptídeos drosocina e apidaecina funcionem da mesma maneira, os pesquisadores descobriram que suas estruturas químicas e as formas como se ligam ao ribossomo são diferentes.

    “Ao entender como esses peptídeos funcionam, esperamos aproveitar o mesmo mecanismo para potenciais novos antibióticos. Comparar lado a lado os componentes dos dois peptídeos facilita a criação de novos antibióticos que aproveitam o melhor de cada um”, disse Mankin.

    O estudo abre novas perspectivas para o desenvolvimento de antibióticos alternativos que possam combater as bactérias resistentes aos medicamentos convencionais. Os peptídeos naturais encontrados nos insetos podem ser uma fonte rica de inspiração para os cientistas.

    Fonte: Link.

    O estudo, publicado na revista Nature Chemical Biology, mostra que a drosocina é capaz de inibir a etapa final da tradução, o processo pelo qual o DNA é “traduzido” em moléculas de proteína. A drosocina se liga ao ribossomo e bloqueia o sinal de parada que indica o fim do gene.

    “A drosocina é apenas o segundo peptídeo antibiótico conhecido que interrompe a tradução na fase de término”, disse Alexander Mankin, autor do estudo e professor distinto do Centro de Ciências Biomoleculares e do departamento de ciências farmacêuticas da Faculdade de Farmácia. O outro, chamado apidaecina e encontrado nas abelhas, foi descrito pela primeira vez pelos cientistas da UIC em 2017.

    O laboratório da UIC, que é co-dirigido por Mankin e Nora Vázquez-Laslop, professora pesquisadora da Faculdade de Farmácia, conseguiu produzir o peptídeo da mosca da fruta e centenas de seus mutantes diretamente nas células bacterianas.

    “A drosocina e seus mutantes ativos feitos dentro das bactérias forçaram as células bacterianas a se autodestruírem”, disse Mankin.

    Embora os peptídeos drosocina e apidaecina funcionem da mesma maneira, os pesquisadores descobriram que suas estruturas químicas e as formas como se ligam ao ribossomo são diferentes.

    “Ao entender como esses peptídeos funcionam, esperamos aproveitar o mesmo mecanismo para potenciais novos antibióticos. Comparar lado a lado os componentes dos dois peptídeos facilita a criação de novos antibióticos que aproveitam o melhor de cada um”, disse Mankin.

    O estudo abre novas perspectivas para o desenvolvimento de antibióticos alternativos que possam combater as bactérias resistentes aos medicamentos convencionais. Os peptídeos naturais encontrados nos insetos podem ser uma fonte rica de inspiração para os cientistas.

    Fonte: Link.

  • Candida auris: o superfungo que preocupa as autoridades de saúde no Brasil

    Candida auris: o superfungo que preocupa as autoridades de saúde no Brasil

    A Candida auris é um tipo de fungo que pode causar infecções graves em pessoas com baixa imunidade, especialmente em ambientes hospitalares. O que torna esse fungo tão perigoso é a sua resistência a vários medicamentos antifúngicos, o que dificulta o seu tratamento e eliminação.

    A Candida auris foi identificada pela primeira vez em 2009, no Japão, e desde então se espalhou por vários países, incluindo o Brasil. Aqui, o primeiro caso foi relatado em 2020, na Bahia, e recentemente foram confirmados surtos em Pernambuco e em São Paulo.

    Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Candida auris pode causar infecções na corrente sanguínea, no sistema respiratório, no sistema urinário e em feridas. Os principais sintomas são febre alta, tontura, fadiga, aumento da frequência cardíaca, vômitos e calafrios.

    O diagnóstico da infecção por Candida auris é difícil, pois os métodos de identificação disponíveis são pouco específicos para essa espécie de fungo. Por isso, é importante que os laboratórios realizem exames mais precisos e também testem a sensibilidade do fungo aos antifúngicos.

    A prevenção da infecção por Candida auris envolve medidas de higiene e controle de infecção nos hospitais, como lavar as mãos, usar equipamentos de proteção individual, desinfetar superfícies e equipamentos e isolar os pacientes infectados.

    A infecção por Candida auris é considerada uma ameaça à saúde pública pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que recomenda aos países que fortaleçam a vigilância e o monitoramento desse fungo.

    A Candida auris foi identificada pela primeira vez em 2009, no Japão, e desde então se espalhou por vários países, incluindo o Brasil. Aqui, o primeiro caso foi relatado em 2020, na Bahia, e recentemente foram confirmados surtos em Pernambuco e em São Paulo.

    Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Candida auris pode causar infecções na corrente sanguínea, no sistema respiratório, no sistema urinário e em feridas. Os principais sintomas são febre alta, tontura, fadiga, aumento da frequência cardíaca, vômitos e calafrios.

    O diagnóstico da infecção por Candida auris é difícil, pois os métodos de identificação disponíveis são pouco específicos para essa espécie de fungo. Por isso, é importante que os laboratórios realizem exames mais precisos e também testem a sensibilidade do fungo aos antifúngicos.

    A prevenção da infecção por Candida auris envolve medidas de higiene e controle de infecção nos hospitais, como lavar as mãos, usar equipamentos de proteção individual, desinfetar superfícies e equipamentos e isolar os pacientes infectados.

    A infecção por Candida auris é considerada uma ameaça à saúde pública pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que recomenda aos países que fortaleçam a vigilância e o monitoramento desse fungo.

  • Inteligência artificial na saúde: como países em desenvolvimento já usam IA para auxiliar diagnósticos médicos

    Inteligência artificial na saúde: como países em desenvolvimento já usam IA para auxiliar diagnósticos médicos

    A inteligência artificial (IA) tem sido uma das áreas mais promissoras e desafiadoras da medicina digital. Embora muitos especialistas prevejam que a IA irá substituir profissionais de saúde em diversas funções, a realidade mostra que a adoção dessa tecnologia ainda enfrenta muitas barreiras e limitações, especialmente em países de alta renda. Por outro lado, alguns…

    Essa é a tese do artigo “Upending the model of AI adoption”, publicado na revista The Lancet em junho de 2023. Os autores, Saurabh Jha e Eric J Topol, analisam casos de sucesso e fracasso na aplicação da IA na medicina e apontam os fatores que influenciam na difusão dessa tecnologia.

    Segundo eles, a IA tem um potencial enorme para melhorar a qualidade, a acessibilidade e a eficiência dos serviços de saúde, mas também apresenta riscos éticos, legais e sociais. Por isso, é preciso considerar o contexto, a cultura e as necessidades de cada país e região para desenvolver e adotar soluções adequadas.

    Os autores citam exemplos de como a IA tem sido usada para diagnosticar tuberculose em países como Índia, China e Vietnã, com precisão superior à dos radiologistas humanos. Eles também mencionam como a IA tem permitido realizar ultrassonografias em locais remotos da África e do Nepal, usando smartphones conectados a sondas portáteis. Além disso, eles destacam como a IA tem auxiliado na detecção de anemia em crianças de Gana, usando colorimetria facial.

    Esses casos mostram que a IA pode ser uma aliada para superar as limitações de infraestrutura, recursos humanos e financeiros que afetam os sistemas de saúde de muitos países em desenvolvimento. No entanto, os autores alertam que isso não significa que a IA possa substituir os profissionais de saúde ou ignorar as normas éticas e regulatórias. Eles defendem que a IA deve ser vista como uma ferramenta complementar, que requer validação científica, supervisão humana e participação social.

    O artigo conclui que a adoção da IA na medicina não segue um modelo linear ou uniforme, mas depende das características e demandas de cada cenário. Os autores sugerem que os países de alta renda aprendam com as experiências dos países de baixa e média renda e busquem soluções mais adaptáveis, inclusivas e colaborativas.

    Essa é a tese do artigo “Upending the model of AI adoption”, publicado na revista The Lancet em junho de 2023. Os autores, Saurabh Jha e Eric J Topol, analisam casos de sucesso e fracasso na aplicação da IA na medicina e apontam os fatores que influenciam na difusão dessa tecnologia.

    Segundo eles, a IA tem um potencial enorme para melhorar a qualidade, a acessibilidade e a eficiência dos serviços de saúde, mas também apresenta riscos éticos, legais e sociais. Por isso, é preciso considerar o contexto, a cultura e as necessidades de cada país e região para desenvolver e adotar soluções adequadas.

    Os autores citam exemplos de como a IA tem sido usada para diagnosticar tuberculose em países como Índia, China e Vietnã, com precisão superior à dos radiologistas humanos. Eles também mencionam como a IA tem permitido realizar ultrassonografias em locais remotos da África e do Nepal, usando smartphones conectados a sondas portáteis. Além disso, eles destacam como a IA tem auxiliado na detecção de anemia em crianças de Gana, usando colorimetria facial.

    Esses casos mostram que a IA pode ser uma aliada para superar as limitações de infraestrutura, recursos humanos e financeiros que afetam os sistemas de saúde de muitos países em desenvolvimento. No entanto, os autores alertam que isso não significa que a IA possa substituir os profissionais de saúde ou ignorar as normas éticas e regulatórias. Eles defendem que a IA deve ser vista como uma ferramenta complementar, que requer validação científica, supervisão humana e participação social.

    O artigo conclui que a adoção da IA na medicina não segue um modelo linear ou uniforme, mas depende das características e demandas de cada cenário. Os autores sugerem que os países de alta renda aprendam com as experiências dos países de baixa e média renda e busquem soluções mais adaptáveis, inclusivas e colaborativas.

  • Acordo bilionário dos Sacklers para reduzir mortes por overdose nos EUA gera polêmica

    Acordo bilionário dos Sacklers para reduzir mortes por overdose nos EUA gera polêmica

    Os Sacklers, uma das famílias mais ricas e controversas do mundo, donos da Purdue Pharma, empresa farmacêutica que produz o analgésico opioide OxyContin, concordaram em pagar US$ 6 bilhões (cerca de R$ 33 bilhões) para resolver milhares de processos judiciais relacionados à crise de opioides nos Estados Unidos.

    O acordo, anunciado em junho de 2023, prevê que os Sacklers abram mão do controle da Purdue, que será transformada em uma nova empresa chamada Knoa, e que destinem seus lucros para um fundo que ajudará no tratamento da dependência química. Além disso, os Sacklers terão imunidade civil contra futuras ações judiciais, mas não estarão livres de possíveis acusações criminais.

    O acordo foi criticado por muitas vítimas da crise de opioides, que acusam os Sacklers de alimentar a epidemia que matou mais de 200 mil pessoas nos EUA desde 1999. Em março de 2022, pela primeira vez, os Sacklers ouviram diretamente os relatos de pessoas que perderam entes queridos ou sobreviveram ao vício em OxyContin, um poderoso analgésico que foi amplamente prescrito e comercializado pela Purdue como não viciante. Muitos dos que testemunharam mostraram fotos dos mortos e pediram que os Sacklers fossem responsabilizados criminalmente por suas ações.

    Os Sacklers, que possuem uma fortuna estimada em US$ 11 bilhões, segundo uma investigação do Congresso dos EUA em 2021, negam qualquer irregularidade e dizem que agiram de boa-fé e de acordo com as melhores práticas científicas e médicas da época. Eles também afirmam que o acordo é uma forma de contribuir para o enfrentamento da crise de opioides e que se sensibilizaram com as histórias das vítimas.

    O acordo ainda precisa ser aprovado por um tribunal federal de falências, mas já recebeu o aval de um tribunal de apelações em dezembro de 2022. Se confirmado, o acordo encerrará uma longa batalha judicial que envolveu governos estaduais e locais, organizações de saúde e indivíduos afetados pela crise de opioides. Os recursos do acordo deverão financiar programas de reabilitação, redução de danos e serviços de recuperação para os dependentes químicos.

    O acordo, anunciado em junho de 2023, prevê que os Sacklers abram mão do controle da Purdue, que será transformada em uma nova empresa chamada Knoa, e que destinem seus lucros para um fundo que ajudará no tratamento da dependência química. Além disso, os Sacklers terão imunidade civil contra futuras ações judiciais, mas não estarão livres de possíveis acusações criminais.

    O acordo foi criticado por muitas vítimas da crise de opioides, que acusam os Sacklers de alimentar a epidemia que matou mais de 200 mil pessoas nos EUA desde 1999. Em março de 2022, pela primeira vez, os Sacklers ouviram diretamente os relatos de pessoas que perderam entes queridos ou sobreviveram ao vício em OxyContin, um poderoso analgésico que foi amplamente prescrito e comercializado pela Purdue como não viciante. Muitos dos que testemunharam mostraram fotos dos mortos e pediram que os Sacklers fossem responsabilizados criminalmente por suas ações.

    Os Sacklers, que possuem uma fortuna estimada em US$ 11 bilhões, segundo uma investigação do Congresso dos EUA em 2021, negam qualquer irregularidade e dizem que agiram de boa-fé e de acordo com as melhores práticas científicas e médicas da época. Eles também afirmam que o acordo é uma forma de contribuir para o enfrentamento da crise de opioides e que se sensibilizaram com as histórias das vítimas.

    O acordo ainda precisa ser aprovado por um tribunal federal de falências, mas já recebeu o aval de um tribunal de apelações em dezembro de 2022. Se confirmado, o acordo encerrará uma longa batalha judicial que envolveu governos estaduais e locais, organizações de saúde e indivíduos afetados pela crise de opioides. Os recursos do acordo deverão financiar programas de reabilitação, redução de danos e serviços de recuperação para os dependentes químicos.

  • Pesquisa aponta falhas no combate mundial à resistência antimicrobiana

    Pesquisa aponta falhas no combate mundial à resistência antimicrobiana

    Um estudo publicado na revista The Lancet Infectious Diseases analisou os planos de ação de 114 países para enfrentar a resistência antimicrobiana (AMR), que ocorre quando bactérias, vírus, fungos e parasitas deixam de responder aos medicamentos que os tratam. Os pesquisadores concluíram que os planos se concentram em elaborar políticas para conter a AMR e…

    A AMR é considerada uma das maiores ameaças à saúde pública no século 21, podendo tornar muitos antibióticos ineficazes e causar milhões de mortes anualmente. Em 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incentivou os países a desenvolverem planos nacionais para combater a AMR. Mais de 100 países produziram planos, mas não havia uma análise global do conteúdo desses documentos.

    O estudo, realizado por especialistas das universidades de Leeds, Edimburgo e Hamburgo, é o primeiro a avaliar de forma abrangente os esforços internacionais e os planos nacionais para lidar com a AMR. Eles usaram 54 critérios, como educação, gestão e responsabilização, e atribuíram uma pontuação de zero a 100 para cada plano.

    Os resultados mostraram que os países se preocuparam mais em desenhar políticas e pensar em como aplicá-las, mas não em como medir e avaliar o impacto dessas ações. As áreas com menor pontuação foram responsabilização e mecanismos de feedback, seguidas por educação. O treinamento e a educação profissional nas áreas de saúde humana, veterinária e agrícola foram insuficientes em muitos países, assim como uma estratégia sustentável para garantir o uso racional dos antimicrobianos.

    Os países se saíram bem na participação, demonstrando uma consciência compartilhada de que a AMR só pode ser enfrentada com o envolvimento de vários setores que abrangem a saúde humana, animal e ambiental. A prevenção e o controle de infecções também foram reconhecidos como objetivos críticos.

    A Noruega teve o plano mais bem avaliado com 85 pontos, seguida pelos Estados Unidos com 84 e pelo Reino Unido com 83. Os países com menor pontuação foram Ucrânia e Serra Leoa com 29 pontos cada, e Barbados e Micronésia com 28 pontos.

    Os pesquisadores afirmam que os governos de todo o mundo devem fortalecer suas respostas à AMR e melhorar sua preparação para os desafios previstos pela OMS.

    Fonte: Link.

    A AMR é considerada uma das maiores ameaças à saúde pública no século 21, podendo tornar muitos antibióticos ineficazes e causar milhões de mortes anualmente. Em 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incentivou os países a desenvolverem planos nacionais para combater a AMR. Mais de 100 países produziram planos, mas não havia uma análise global do conteúdo desses documentos.

    O estudo, realizado por especialistas das universidades de Leeds, Edimburgo e Hamburgo, é o primeiro a avaliar de forma abrangente os esforços internacionais e os planos nacionais para lidar com a AMR. Eles usaram 54 critérios, como educação, gestão e responsabilização, e atribuíram uma pontuação de zero a 100 para cada plano.

    Os resultados mostraram que os países se preocuparam mais em desenhar políticas e pensar em como aplicá-las, mas não em como medir e avaliar o impacto dessas ações. As áreas com menor pontuação foram responsabilização e mecanismos de feedback, seguidas por educação. O treinamento e a educação profissional nas áreas de saúde humana, veterinária e agrícola foram insuficientes em muitos países, assim como uma estratégia sustentável para garantir o uso racional dos antimicrobianos.

    Os países se saíram bem na participação, demonstrando uma consciência compartilhada de que a AMR só pode ser enfrentada com o envolvimento de vários setores que abrangem a saúde humana, animal e ambiental. A prevenção e o controle de infecções também foram reconhecidos como objetivos críticos.

    A Noruega teve o plano mais bem avaliado com 85 pontos, seguida pelos Estados Unidos com 84 e pelo Reino Unido com 83. Os países com menor pontuação foram Ucrânia e Serra Leoa com 29 pontos cada, e Barbados e Micronésia com 28 pontos.

    Os pesquisadores afirmam que os governos de todo o mundo devem fortalecer suas respostas à AMR e melhorar sua preparação para os desafios previstos pela OMS.

    Fonte: Link.

  • Vacina de RNA mensageiro pode ajudar no tratamento do melanoma 

    Vacina de RNA mensageiro pode ajudar no tratamento do melanoma 

    O melanoma é um tipo de câncer de pele que se origina nas células que produzem pigmento, chamadas melanócitos. É considerado o mais grave e letal entre os cânceres de pele, pois tem alta capacidade de se espalhar pelo corpo e formar metástases. A cirurgia é o principal tratamento, mas muitas vezes não é suficiente…

    Uma nova esperança para os pacientes com melanoma vem da tecnologia de RNA mensageiro (RNAm), a mesma usada nas vacinas contra a Covid-19. Pesquisadores das empresas Moderna e Merck estão testando uma terapia que combina uma vacina personalizada de RNAm com um medicamento de imunoterapia, chamado Keytruda. O objetivo é estimular o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células cancerígenas com base nas mutações específicas de cada tumor.

    Em um estudo de fase 2, apresentado na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), os cientistas mostraram que essa abordagem reduziu em 65% o risco de metástases ou morte em comparação com o uso isolado do Keytruda. O ensaio envolveu 157 pacientes com melanoma de alto risco, nos estágios III e IV, que fizeram a terapia após a cirurgia.

    Os resultados são promissores e animadores, pois indicam que a vacina personalizada pode aumentar a eficácia da imunoterapia e oferecer uma chance maior de cura ou controle da doença. Os pesquisadores pretendem avançar para a fase 3 do estudo ainda neste ano e testar a terapia em outros tipos de câncer, como o de pulmão.

    A vacina personalizada funciona da seguinte forma: os antígenos específicos do câncer de cada paciente são identificados em laboratório e usados para produzir uma molécula de RNAm que codifica essas proteínas. Essa molécula é injetada no paciente, que passa a produzir os antígenos em suas próprias células. Isso faz com que o sistema imunológico reconheça essas proteínas como estranhas e as ataque, junto com as células tumorais que as expressam. O Keytruda, por sua vez, é um anticorpo que bloqueia uma via que impede o sistema imunológico de combater o câncer.

    A tecnologia de RNAm é uma das mais inovadoras e versáteis da biotecnologia atual. Além das vacinas contra a Covid-19, ela pode ser usada para tratar diversas doenças, como infecções, alergias, doenças genéticas e câncer. A vantagem é que o RNAm pode ser facilmente modificado para codificar diferentes proteínas, conforme a necessidade de cada paciente ou situação.

    Uma nova esperança para os pacientes com melanoma vem da tecnologia de RNA mensageiro (RNAm), a mesma usada nas vacinas contra a Covid-19. Pesquisadores das empresas Moderna e Merck estão testando uma terapia que combina uma vacina personalizada de RNAm com um medicamento de imunoterapia, chamado Keytruda. O objetivo é estimular o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células cancerígenas com base nas mutações específicas de cada tumor.

    Em um estudo de fase 2, apresentado na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), os cientistas mostraram que essa abordagem reduziu em 65% o risco de metástases ou morte em comparação com o uso isolado do Keytruda. O ensaio envolveu 157 pacientes com melanoma de alto risco, nos estágios III e IV, que fizeram a terapia após a cirurgia.

    Os resultados são promissores e animadores, pois indicam que a vacina personalizada pode aumentar a eficácia da imunoterapia e oferecer uma chance maior de cura ou controle da doença. Os pesquisadores pretendem avançar para a fase 3 do estudo ainda neste ano e testar a terapia em outros tipos de câncer, como o de pulmão.

    A vacina personalizada funciona da seguinte forma: os antígenos específicos do câncer de cada paciente são identificados em laboratório e usados para produzir uma molécula de RNAm que codifica essas proteínas. Essa molécula é injetada no paciente, que passa a produzir os antígenos em suas próprias células. Isso faz com que o sistema imunológico reconheça essas proteínas como estranhas e as ataque, junto com as células tumorais que as expressam. O Keytruda, por sua vez, é um anticorpo que bloqueia uma via que impede o sistema imunológico de combater o câncer.

    A tecnologia de RNAm é uma das mais inovadoras e versáteis da biotecnologia atual. Além das vacinas contra a Covid-19, ela pode ser usada para tratar diversas doenças, como infecções, alergias, doenças genéticas e câncer. A vantagem é que o RNAm pode ser facilmente modificado para codificar diferentes proteínas, conforme a necessidade de cada paciente ou situação.

  • E-sports enfrentam desafios de gestão e profissionalização em meio à crise

    E-sports enfrentam desafios de gestão e profissionalização em meio à crise

    Os e-sports, ou esportes eletrônicos, são uma modalidade de competição que envolve jogos de videogame e computador. Essa atividade vem ganhando cada vez mais espaço e reconhecimento no cenário nacional e internacional, atraindo milhões de fãs, patrocinadores e investidores.

    No entanto, os e-sports também sofrem os impactos da crise econômica e sanitária provocada pela pandemia de Covid-19. Segundo uma matéria publicada pela Forbes, muitas organizações que atuam nesse segmento enfrentam dificuldades financeiras, operacionais e estratégicas para se manterem competitivas e rentáveis.

    A matéria aponta que os e-sports exigem uma gestão profissional e eficiente, que envolve planejamento, controle, análise de dados, captação de recursos, organização de eventos, contratação e coordenação de equipes, entre outras funções. Além disso, é preciso estar atento às mudanças constantes do mercado e às demandas dos ciberatletas, que são os jogadores profissionais de e-sports.

    Os ciberatletas são o principal ativo das organizações de e-sports, pois são eles que representam as marcas nas competições e nas redes sociais. Por isso, eles precisam de um suporte adequado para desenvolverem suas habilidades, manterem sua saúde física e mental e garantirem seus direitos trabalhistas.

    A matéria destaca que os e-sports ainda têm um longo caminho a percorrer para se consolidarem como um esporte profissional no Brasil, mas que também há muitas oportunidades de crescimento e inovação nesse setor. Para isso, é necessário que as organizações invistam em tecnologia, capacitação, transparência e qualidade na gestão esportiva.

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    Este texto foi gerado com o auxílio de ferramentas de IA. Viu algum erro? Avise!

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