Autor: Clara Bittencourt

  • Deborah Colker vence o Oscar da dança contemporânea

    A companhia de dança da brasileira Deborah Colker venceu o principal prêmio da categoria, o Benois de la Dance, considerado o Oscar da dança contemporânea. Criada há 27 anos, essa é a primeira vez que bailarinos do Brasil vencem a premiação.

    O Benois de la Dance reúne as principais produções de companhias de dança contemporânea de todo canto do mundo.
    Deborah Colker venceu o Benois de la Dance pelo espetáculo Cão sem Pluma. Em Moscou, Deborah Colke apresentou o espetáculo com 18 bailarinos, baseado no poema de mesmo nome do poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto, publicado em 1950.

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    Fazendo conexão entre cinema e dança, Cão sem Pluma conta com a trilha sonora de Jorge Du Peixe, do Nação Zumbi e Lirinha, com referências nordestinas.

    Com base no poema de João Cabral, a apresentação mostra a vida às margens do rio Capiberibe e retrata as dificuldades de ser homem e de ser cão no sertão. Com informações da Agência Brasil.

  • Parlamentares querem derrubar decreto que reduz incentivos da Zona Franca de Manaus

    A cada dia que passa, a greve dos caminhoneiros, que foi encerrada na semana passada, continua trazendo mais prejuízos do que benefícios. Além da alta nos preços da Gasolina e Etanol, até hoje, quarta-feira (06), a distribuição de gás em diversas cidades, bem como o abastecimento de alimentos e demais produtos, não se normalizou.

    Vários setores sofreram com a paralisação e devem receber novos impostos para cobrir o rombo causado pela redução no preço do óleo Diesel. Um desses setores é a Zona Franca de Manaus.

    Parlamentares do Amazonas se reuniram nesta terça-feira (5) com o governador do estado, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, para discutir alternativas a um decreto editado pelo presidente Michel Temer, que reduz os incentivos fiscais de empresas instaladas na Zona Franca.

    Eles cogitam, inclusive, pautar um novo decreto legislativo para sustar os efeitos da medida assinada pelo presidente, que trata especificamente de empresas produtoras de refrigerantes.

    “Nós não podemos ser pegos de surpresa com imprevisibilidade. A empresa está lá, de repente o governo edita um decreto, na calada da noite, e no dia seguinte está no Diário Oficial elevando os custos dessa empresa”, disse o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM).

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    A Zona Franca é um pólo industrial da capital amazonense, criado nos anos 1950, que concede incentivos fiscais para empresas que produzem na região, com o objetivo de estimular o desenvolvimento do Norte do país.

    Vale lembrar que os caminhoneiros não têm culpa alguma sobre essas medidas. O Governo tem outros meios para compensar a perda na arrecadação, como a redução dos funcionários comissionados, o fim de alguns ministérios e corte nos próprios gastos.

    As decisões do Governo são mais punitivas do que corretivas e, mais uma vez, joga a conta de uma estratégia mal feita, nas contas do contribuinte.

  • Luisa Mell revela que lutou contra depressão e que os ‘cachorros salvaram minha vida’

    A apresentadora Luisa Mell é sem dúvida um dos nomes mais fortes no ativismo da causa animal no Brasil. Depois protagonizar vários episódios de resgate de animais em condições precárias, ela ganhou visibilidade nacional na luta pelos direitos dos animais.

    Mas o que pouca gente sabe é que antes desse processo, Luisa passou por um dos momentos mais difíceis da sua vida. Ela conversou com o youtuber Álvaro Leme, sobre o seu trabalho e, dentre outros assuntos, revelou sua luta contra depressão e como seus cachorros a ajudaram.

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    “Entrei numa depressão profunda, pensei em me matar diversas vezes”, disse ela.

    “Os cachorros salvaram a minha vida por diversos pontos. Eu era uma pessoa fútil e superficial e eles me deram uma missão, algo para lutar. Tudo dava errado. Pensava em me matar e olhava para aqueles dois cachorros que resgatei, e estavam do meu lado, que eram meus filhos, e falei: ‘Não posso deixar eles sozinhos’. Não sabia nem onde ia morar, mas eles são meus filhos’”, completou.

    Confira no vídeo abaixo:

  • O que realmente compensa: salvar a vida de outros ou salvar a si mesmo?

    Pedro nasceu motorista. Habilidade no volante, como a dele, dizem que não há. Sonhava ser piloto de fórmula 1, não sendo de família de posses, não existia razão para tanto. Trocou, então, as pistas de corrida, pelas avenidas e aterros do Rio de Janeiro, a Ferrari pela viatura do Corpo de Bombeiros. Na corporação, fez carreira.

    Carlos era um esportista. Sempre preferiu praia aos estudos. Depois de ter passado por três faculdades, formou-se em Direito. Só o diploma, sem o certificado da OAB, não era garantia de emprego. Muito simpático, vivia rodeado de amigos. Foi com a indicação de um deles, que ingressou, em empresa de Economia Mista. Lá se fixou. Afinal, podia juntar o útil (amigos) ao agradável (salário). Depois de um tempo, foi cedido para uma Secretaria de Estado, com vantagens salariais, subiu na escala de cargos.

    É uma segunda-feira. Pedro encontra-se de plantão na Unidade de Socorro. Por volta das 14 h recebem um chamado. Parada cardíaca. Em poucos minutos, com destreza no volante, ele e o médico do plantão chegam no local, onde um socorrista do SAMU, encharcado de suor, fazia a massagem cardíaca. Juntaram-se a ele. Usaram todos os recursos. Em meio a grande tensão, o coração voltou a bater. Em poucos minutos, removeram o paciente até o hospital, atravessando os congestionamentos das ruas, usando a contramão, arriscando-se. Enfim, a vitória da vida pôde ser, mais uma vez, comemorada.

    Pois bem, leitor, sabe o que Carlos, o bem-sucedido burocrata, à pouca distância, fazia a essa hora? Em sua sala, no conforto do ar condicionado, entre um cafezinho e outro, acessava as redes sociais, mantinha uma conversa animada, dava gargalhadas. Nada de mais, pois era assim que salvava a si mesmo e o que mais lhe importava: sua mulher, os filhos, o apartamento confortável na Barra e as viagens.

    Essas são estórias de homens que “salvam”, mas com finais muito diferentes. É que, os salários dos que se arriscam para salvar a vida de outros, se somados, não alcançam o valor da remuneração mensal de um único “Carlos”. Mesmo porque, apesar das mudanças constantes de Base, socorristas não são “Comissionados”, alguns nem sequer recebem insalubridade e outras tantas vantagens pecuniárias pagas aos que salvam a si mesmo.

    Tudo normal, já que as estórias se passam em um país acometido pela cegueira das paixões humanas, não enxergando, portanto, seus verdadeiros heróis.