Autor: Clara Bittencourt

  • Pesquisadores desvendaram o mistério por trás dos padrões coloridos nas asas das borboletas

    Pesquisadores desvendaram o mistério por trás dos padrões coloridos nas asas das borboletas

    Contrariando a crença anterior de que proteínas eram as principais responsáveis, um novo estudo revelou que o RNA não codificante exerce um papel crucial nesse processo.

    O gene cortex, que antes se pensava ser o principal influenciador da variação dos padrões, foi ofuscado pela descoberta de que outro gene, produtor de RNA, é o verdadeiro artífice desses desenhos naturais. A chave para essa descoberta foi um mutante de borboleta adquirido através do eBay, que permitiu aos cientistas identificar um RNA longo não codificante (lncRNA) regulando a pigmentação.

    Essa descoberta não apenas lança luz sobre a complexidade genética das borboletas, mas também sugere que pequenos RNAs derivados de lncRNAs podem ter um impacto significativo nas características visíveis de diversas espécies animais. A pesquisa abre novos caminhos para a compreensão da regulação genética e pode ter implicações profundas na biologia evolutiva.

    Com o potencial de influenciar a biodiversidade e a evolução das espécies, os RNAs não codificantes estão agora no centro das atenções, prometendo revolucionar nossa percepção da genética e da evolução da vida na Terra.

    Fonte: Link.

    O gene cortex, que antes se pensava ser o principal influenciador da variação dos padrões, foi ofuscado pela descoberta de que outro gene, produtor de RNA, é o verdadeiro artífice desses desenhos naturais. A chave para essa descoberta foi um mutante de borboleta adquirido através do eBay, que permitiu aos cientistas identificar um RNA longo não codificante (lncRNA) regulando a pigmentação.

    Essa descoberta não apenas lança luz sobre a complexidade genética das borboletas, mas também sugere que pequenos RNAs derivados de lncRNAs podem ter um impacto significativo nas características visíveis de diversas espécies animais. A pesquisa abre novos caminhos para a compreensão da regulação genética e pode ter implicações profundas na biologia evolutiva.

    Com o potencial de influenciar a biodiversidade e a evolução das espécies, os RNAs não codificantes estão agora no centro das atenções, prometendo revolucionar nossa percepção da genética e da evolução da vida na Terra.

    Fonte: Link.

  • Emprego na era digital: jovem conquista entrevistas de emprego através do Tinder

    Emprego na era digital: jovem conquista entrevistas de emprego através do Tinder

    Geração millennial encontrou uma maneira inovadora de buscar novas oportunidades profissionais.

    Samantha Rogers, uma graduada sueca, decidiu utilizar o Tinder, um aplicativo conhecido por conectar pessoas em busca de relacionamentos, para expandir sua rede de contatos profissionais e buscar emprego.

    Com a frase “procurando oportunidades de trabalho” em seu perfil, Rogers conseguiu atrair a atenção de outros usuários que não apenas ofereceram leads de emprego, mas também a recomendaram internamente para vagas disponíveis. Dentro de uma semana, ela recebeu várias propostas e conseguiu agendar três entrevistas para posições de consultoria de recrutamento e uma vaga na área de vendas.

    Embora não tenha aceitado as ofertas obtidas através do Tinder, Rogers destaca a importância de se adaptar e utilizar todas as plataformas disponíveis para buscar emprego. Ela incentiva outras mulheres, especialmente as desempregadas, a se empoderarem e aproveitarem qualquer espaço onde possam encontrar oportunidades.

    Este caso ressalta a tendência de que as fronteiras entre o networking pessoal e profissional estão se tornando cada vez mais fluidas. Aplicativos como Bumble e Grindr também estão explorando essa interseção, oferecendo espaços para conexões profissionais além do propósito original de namoro.

    A história de Rogers é um exemplo inspirador de como a criatividade e a disposição para explorar novos caminhos podem abrir portas no mundo profissional, mesmo em tempos de incerteza econômica.

    Fonte: Link.

    Samantha Rogers, uma graduada sueca, decidiu utilizar o Tinder, um aplicativo conhecido por conectar pessoas em busca de relacionamentos, para expandir sua rede de contatos profissionais e buscar emprego.

    Com a frase “procurando oportunidades de trabalho” em seu perfil, Rogers conseguiu atrair a atenção de outros usuários que não apenas ofereceram leads de emprego, mas também a recomendaram internamente para vagas disponíveis. Dentro de uma semana, ela recebeu várias propostas e conseguiu agendar três entrevistas para posições de consultoria de recrutamento e uma vaga na área de vendas.

    Embora não tenha aceitado as ofertas obtidas através do Tinder, Rogers destaca a importância de se adaptar e utilizar todas as plataformas disponíveis para buscar emprego. Ela incentiva outras mulheres, especialmente as desempregadas, a se empoderarem e aproveitarem qualquer espaço onde possam encontrar oportunidades.

    Este caso ressalta a tendência de que as fronteiras entre o networking pessoal e profissional estão se tornando cada vez mais fluidas. Aplicativos como Bumble e Grindr também estão explorando essa interseção, oferecendo espaços para conexões profissionais além do propósito original de namoro.

    A história de Rogers é um exemplo inspirador de como a criatividade e a disposição para explorar novos caminhos podem abrir portas no mundo profissional, mesmo em tempos de incerteza econômica.

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  • Eugenia, Medicina e Sociedade: Como o NEJM e outras publicações perpetuaram preconceitos e injustiças

    Eugenia, Medicina e Sociedade: Como o NEJM e outras publicações perpetuaram preconceitos e injustiças

    O movimento eugênico foi uma corrente de pensamento que defendia a melhoria da raça humana por meio da seleção artificial dos indivíduos considerados mais aptos.

    Embora tenha surgido no século XIX, a eugenia ganhou força no início do século XX, influenciando políticas públicas, leis e atitudes sociais em vários países, inclusive no Brasil.

    Um dos principais veículos de divulgação e legitimação da eugenia foi a literatura médica, que usou argumentos científicos para justificar práticas discriminatórias e violentas contra grupos considerados inferiores ou indesejáveis. Um exemplo notório é o New England Journal of Medicine (NEJM), uma das mais prestigiosas e antigas publicações médicas do mundo.

    Em um artigo recente, publicado no próprio NEJM, os autores analisam como o jornal contribuiu para o avanço da eugenia nos Estados Unidos e no mundo, destacando os seguintes pontos:

    • Eugenia no NEJM: O artigo mostra como o NEJM e outras publicações médicas apoiaram políticas eugênicas, como restrição à imigração e esterilização, influenciando atitudes públicas e políticas. Por exemplo, em 1924, o NEJM publicou um editorial elogiando a lei de imigração que restringia a entrada de pessoas de origem asiática, africana e do sul da Europa, alegando que elas eram geneticamente inferiores e ameaçavam a pureza racial americana.

    • Influência Médica: O artigo ressalta o papel significativo que os médicos tiveram no movimento eugênico, usando sua influência para promover a eugenia como uma solução para problemas sociais. Os médicos defendiam que a esterilização compulsória de pessoas com deficiências físicas ou mentais, doenças hereditárias, criminalidade ou pobreza era uma medida necessária para evitar o declínio da civilização. Além disso, os médicos participavam de comitês e tribunais que decidiam quem deveria ser esterilizado ou não.

    • Consequências Históricas: O artigo expõe as graves consequências que a defesa da eugenia teve na história, alimentando o desprezo por pessoas com deficiências, grupos étnicos marginalizados, imigrantes e pobres. O artigo cita que mais de 60 mil pessoas foram esterilizadas nos Estados Unidos entre 1907 e 1979, com base em critérios eugênicos. Além disso, o artigo lembra que a ideologia eugênica inspirou as ações genocidas de Hitler na Alemanha nazista, que exterminou milhões de judeus, ciganos, homossexuais e outros grupos considerados inferiores.

    • Reflexão e Mudança: O artigo serve como um ponto de partida para reconhecer e confrontar as atitudes preconceituosas que ainda persistem na medicina e na sociedade, destacando a necessidade de comprometimento dos médicos e suas plataformas profissionais. O artigo propõe que o NEJM reconheça seu papel histórico na promoção da eugenia e se comprometa a combater o racismo, o capacitismo, o sexismo e outras formas de discriminação que afetam a saúde e os direitos humanos das populações vulneráveis.

    O artigo é uma leitura importante para quem se interessa pela história da medicina e pela ética médica. Ele nos mostra como a ciência pode ser usada para fins nefastos, mas também como ela pode ser usada para reparar os erros do passado e construir um futuro mais justo e inclusivo.

    Fonte: Link.

    Embora tenha surgido no século XIX, a eugenia ganhou força no início do século XX, influenciando políticas públicas, leis e atitudes sociais em vários países, inclusive no Brasil.

    Um dos principais veículos de divulgação e legitimação da eugenia foi a literatura médica, que usou argumentos científicos para justificar práticas discriminatórias e violentas contra grupos considerados inferiores ou indesejáveis. Um exemplo notório é o New England Journal of Medicine (NEJM), uma das mais prestigiosas e antigas publicações médicas do mundo.

    Em um artigo recente, publicado no próprio NEJM, os autores analisam como o jornal contribuiu para o avanço da eugenia nos Estados Unidos e no mundo, destacando os seguintes pontos:

    • Eugenia no NEJM: O artigo mostra como o NEJM e outras publicações médicas apoiaram políticas eugênicas, como restrição à imigração e esterilização, influenciando atitudes públicas e políticas. Por exemplo, em 1924, o NEJM publicou um editorial elogiando a lei de imigração que restringia a entrada de pessoas de origem asiática, africana e do sul da Europa, alegando que elas eram geneticamente inferiores e ameaçavam a pureza racial americana.

    • Influência Médica: O artigo ressalta o papel significativo que os médicos tiveram no movimento eugênico, usando sua influência para promover a eugenia como uma solução para problemas sociais. Os médicos defendiam que a esterilização compulsória de pessoas com deficiências físicas ou mentais, doenças hereditárias, criminalidade ou pobreza era uma medida necessária para evitar o declínio da civilização. Além disso, os médicos participavam de comitês e tribunais que decidiam quem deveria ser esterilizado ou não.

    • Consequências Históricas: O artigo expõe as graves consequências que a defesa da eugenia teve na história, alimentando o desprezo por pessoas com deficiências, grupos étnicos marginalizados, imigrantes e pobres. O artigo cita que mais de 60 mil pessoas foram esterilizadas nos Estados Unidos entre 1907 e 1979, com base em critérios eugênicos. Além disso, o artigo lembra que a ideologia eugênica inspirou as ações genocidas de Hitler na Alemanha nazista, que exterminou milhões de judeus, ciganos, homossexuais e outros grupos considerados inferiores.

    • Reflexão e Mudança: O artigo serve como um ponto de partida para reconhecer e confrontar as atitudes preconceituosas que ainda persistem na medicina e na sociedade, destacando a necessidade de comprometimento dos médicos e suas plataformas profissionais. O artigo propõe que o NEJM reconheça seu papel histórico na promoção da eugenia e se comprometa a combater o racismo, o capacitismo, o sexismo e outras formas de discriminação que afetam a saúde e os direitos humanos das populações vulneráveis.

    O artigo é uma leitura importante para quem se interessa pela história da medicina e pela ética médica. Ele nos mostra como a ciência pode ser usada para fins nefastos, mas também como ela pode ser usada para reparar os erros do passado e construir um futuro mais justo e inclusivo.

    Fonte: Link.

  • Traços da Deriva Continental: Como os continentes chegaram onde estão

    Traços da Deriva Continental: Como os continentes chegaram onde estão

    Imagine abrir um atlas antigo e encontrar um mundo irreconhecível, onde todos os continentes estão juntos, formando uma imensa massa de terra.

    Parece coisa de ficção científica, mas essa era a realidade da Terra há cerca de 200 milhões de anos. Este cenário, que mais parece um capítulo perdido de “Jornada ao Centro da Terra”, foi a base para uma das teorias mais revolucionárias da geologia: a teoria da deriva continental.

    Proposta pelo alemão Alfred Wegener no início do século XX, a teoria sugeria que os continentes não eram estáticos, mas sim peças gigantes de um quebra-cabeça em constante movimento sobre uma superfície fluida. Wegener enfrentou o ceticismo de seus colegas, que viam os continentes como estruturas fixas e imutáveis. Mas ele observou algo curioso: as costas da América do Sul e da África pareciam encaixar-se perfeitamente, como se tivessem sido separadas por uma força invisível.

    Wegener chamou esse supercontinente de “Pangeia”, que em grego significa “toda a terra”. Com o passar dos milênios, Pangeia se fragmentou, dando origem aos continentes que conhecemos hoje. Mas como isso aconteceu? A resposta veio décadas depois, com a teoria das placas tectônicas, que explicou o movimento dos continentes como resultado da flutuação de placas sobre o manto terrestre, uma camada de rocha semi-fundida.

    Hoje, sabemos que a Terra é uma dançarina lenta, mas incansável. Os continentes continuam a se mover, a uma velocidade comparável ao crescimento das nossas unhas. E embora não possamos sentir, estamos todos a bordo dessa incrível viagem geológica, navegando pelo vasto oceano do tempo.

    A teoria da deriva continental não é apenas uma história sobre o passado da Terra; é um lembrete de que nosso planeta está em constante evolução, e que cada pedaço de terra tem uma história milenar a contar. Então, da próxima vez que você olhar para um mapa, lembre-se: você está vendo apenas um instantâneo de uma longa história que continua a se desdobrar sob nossos pés.

    Parece coisa de ficção científica, mas essa era a realidade da Terra há cerca de 200 milhões de anos. Este cenário, que mais parece um capítulo perdido de “Jornada ao Centro da Terra”, foi a base para uma das teorias mais revolucionárias da geologia: a teoria da deriva continental.

    Proposta pelo alemão Alfred Wegener no início do século XX, a teoria sugeria que os continentes não eram estáticos, mas sim peças gigantes de um quebra-cabeça em constante movimento sobre uma superfície fluida. Wegener enfrentou o ceticismo de seus colegas, que viam os continentes como estruturas fixas e imutáveis. Mas ele observou algo curioso: as costas da América do Sul e da África pareciam encaixar-se perfeitamente, como se tivessem sido separadas por uma força invisível.

    Wegener chamou esse supercontinente de “Pangeia”, que em grego significa “toda a terra”. Com o passar dos milênios, Pangeia se fragmentou, dando origem aos continentes que conhecemos hoje. Mas como isso aconteceu? A resposta veio décadas depois, com a teoria das placas tectônicas, que explicou o movimento dos continentes como resultado da flutuação de placas sobre o manto terrestre, uma camada de rocha semi-fundida.

    Hoje, sabemos que a Terra é uma dançarina lenta, mas incansável. Os continentes continuam a se mover, a uma velocidade comparável ao crescimento das nossas unhas. E embora não possamos sentir, estamos todos a bordo dessa incrível viagem geológica, navegando pelo vasto oceano do tempo.

    A teoria da deriva continental não é apenas uma história sobre o passado da Terra; é um lembrete de que nosso planeta está em constante evolução, e que cada pedaço de terra tem uma história milenar a contar. Então, da próxima vez que você olhar para um mapa, lembre-se: você está vendo apenas um instantâneo de uma longa história que continua a se desdobrar sob nossos pés.

  • Aplicativo usa inteligência artificial para detectar depressão pelo rosto

    Aplicativo usa inteligência artificial para detectar depressão pelo rosto

    Um novo app usa inteligência artificial para detectar depressão a partir de pistas faciais, abrindo as portas para um suporte digital de saúde mental em tempo real.

    Os pesquisadores publicaram seu trabalho na terça-feira no banco de dados de pré-impressão arXiv, antes de apresentá-lo na conferência CHI 2024 da Associação de Maquinaria de Computação em maio.

    O aplicativo, chamado MoodCapture, usa a câmera frontal do telefone para capturar as expressões faciais e o ambiente do usuário durante o uso regular, e depois avalia as imagens em busca de sinais clínicos associados à depressão.

    Segundo os pesquisadores do Departamento de Ciência da Computação e da Escola de Medicina Geisel de Dartmouth, em Hanover, N.H., a inteligência artificial aliada ao software de processamento de imagens faciais pode detectar de forma confiável o início da depressão antes que o próprio usuário saiba que algo está errado.

    Em um estudo com 177 pessoas diagnosticadas com transtorno depressivo maior, o aplicativo identificou corretamente os primeiros sintomas de depressão com 75% de precisão, disseram os pesquisadores, observando que esses resultados sugerem que a tecnologia poderia estar disponível ao público em breve.

    “Esta é a primeira vez que imagens naturais ‘no ambiente’ são usadas para prever depressão”, disse Andrew Campbell, autor correspondente do estudo e professor de ciência da computação de Dartmouth. “Há um movimento pela tecnologia de saúde mental digital para, em última instância, chegar a uma ferramenta que possa prever o humor em pessoas diagnosticadas com depressão maior de forma confiável e não intrusiva”.

    Campbell disse que as pessoas usam o software de reconhecimento facial para desbloquear seus telefones centenas de vezes por dia. “MoodCapture usa uma tecnologia semelhante de reconhecimento facial com aprendizado profundo e hardware de IA, então há um grande potencial para escalar essa tecnologia sem nenhum insumo ou ônus adicional para o usuário”, disse ele. “A pessoa apenas desbloqueia seu telefone e o MoodCapture sabe sua dinâmica de depressão e pode sugerir que ela procure ajuda”.

    Para o estudo, o aplicativo capturou 125 mil imagens dos participantes ao longo de 90 dias. As pessoas no estudo consentiram em ter suas fotos tiradas pela câmera frontal do telefone, mas não sabiam quando isso estava acontecendo.

    Um primeiro grupo de participantes foi usado para programar o MoodCapture para reconhecer a depressão. Eles foram fotografados em rajadas aleatórias usando a câmera frontal do telefone enquanto respondiam à pergunta: “Eu me senti para baixo, deprimido ou sem esperança”. A pergunta é do Questionário de Saúde do Paciente de oito pontos, ou PHQ-8, que é usado por clínicos para detectar e monitorar a depressão maior.

    Os pesquisadores usaram a inteligência artificial de análise de imagens nessas fotos para que o modelo preditivo do MoodCapture pudesse aprender a correlacionar os relatos de se sentir deprimido com expressões faciais específicas – como o olhar, o movimento dos olhos, a posição da cabeça e a rigidez muscular – e características ambientais, como cores dominantes, iluminação, localização das fotos e número de pessoas na imagem.

    Um segundo grupo de participantes foi usado para testar o aplicativo. Eles foram fotografados da mesma forma que o primeiro grupo, mas sem responder à pergunta do PHQ-8. O aplicativo usou as imagens para prever se eles estavam deprimidos ou não, e comparou os resultados com os relatos dos participantes sobre seu humor.

    Os pesquisadores descobriram que o aplicativo foi capaz de prever a depressão com 75% de precisão, usando apenas as imagens faciais e ambientais. Eles também descobriram que alguns fatores, como a iluminação, a cor e o número de pessoas nas fotos, influenciaram a precisão da previsão.

    Os pesquisadores disseram que o aplicativo poderia fornecer um monitoramento e suporte de saúde mental em tempo real, objetivo e contínuo, além de incentivar a detecção precoce e a intervenção para indivíduos em risco.

    “Esperamos que o MoodCapture possa ajudar a preencher as lacunas críticas nos métodos tradicionais de monitoramento e detecção da depressão. As abordagens tradicionais geralmente envolvem autorrelatos e avaliações clínicas, que podem ser tendenciosos e podem não capturar a complexidade do estado mental individual de forma contínua”, disse Subigya Nepal, co-primeiro autor do estudo e candidato a doutorado em ciência da computação.

    Nepal disse que o aplicativo também poderia tornar a detecção da depressão mais acessível e menos estigmatizada, incorporando-a ao tecido do uso diário da tecnologia, sem exigir entrada explícita do usuário ou visitas clínicas.

    Os pesquisadores reconheceram que o estudo tem algumas limitações, como o tamanho da amostra, a confiabilidade do diagnóstico de depressão e a generalização dos resultados para diferentes populações e contextos. Eles disseram que planejam realizar mais estudos para validar e melhorar o aplicativo, bem como explorar questões éticas e de privacidade relacionadas ao seu uso.

    “Meu sentimento é que a tecnologia como essa poderia estar disponível para o público em cinco anos. Mostramos que isso é possível”, disse Campbell.

    Fonte: Link.

    Os pesquisadores publicaram seu trabalho na terça-feira no banco de dados de pré-impressão arXiv, antes de apresentá-lo na conferência CHI 2024 da Associação de Maquinaria de Computação em maio.

    O aplicativo, chamado MoodCapture, usa a câmera frontal do telefone para capturar as expressões faciais e o ambiente do usuário durante o uso regular, e depois avalia as imagens em busca de sinais clínicos associados à depressão.

    Segundo os pesquisadores do Departamento de Ciência da Computação e da Escola de Medicina Geisel de Dartmouth, em Hanover, N.H., a inteligência artificial aliada ao software de processamento de imagens faciais pode detectar de forma confiável o início da depressão antes que o próprio usuário saiba que algo está errado.

    Em um estudo com 177 pessoas diagnosticadas com transtorno depressivo maior, o aplicativo identificou corretamente os primeiros sintomas de depressão com 75% de precisão, disseram os pesquisadores, observando que esses resultados sugerem que a tecnologia poderia estar disponível ao público em breve.

    “Esta é a primeira vez que imagens naturais ‘no ambiente’ são usadas para prever depressão”, disse Andrew Campbell, autor correspondente do estudo e professor de ciência da computação de Dartmouth. “Há um movimento pela tecnologia de saúde mental digital para, em última instância, chegar a uma ferramenta que possa prever o humor em pessoas diagnosticadas com depressão maior de forma confiável e não intrusiva”.

    Campbell disse que as pessoas usam o software de reconhecimento facial para desbloquear seus telefones centenas de vezes por dia. “MoodCapture usa uma tecnologia semelhante de reconhecimento facial com aprendizado profundo e hardware de IA, então há um grande potencial para escalar essa tecnologia sem nenhum insumo ou ônus adicional para o usuário”, disse ele. “A pessoa apenas desbloqueia seu telefone e o MoodCapture sabe sua dinâmica de depressão e pode sugerir que ela procure ajuda”.

    Para o estudo, o aplicativo capturou 125 mil imagens dos participantes ao longo de 90 dias. As pessoas no estudo consentiram em ter suas fotos tiradas pela câmera frontal do telefone, mas não sabiam quando isso estava acontecendo.

    Um primeiro grupo de participantes foi usado para programar o MoodCapture para reconhecer a depressão. Eles foram fotografados em rajadas aleatórias usando a câmera frontal do telefone enquanto respondiam à pergunta: “Eu me senti para baixo, deprimido ou sem esperança”. A pergunta é do Questionário de Saúde do Paciente de oito pontos, ou PHQ-8, que é usado por clínicos para detectar e monitorar a depressão maior.

    Os pesquisadores usaram a inteligência artificial de análise de imagens nessas fotos para que o modelo preditivo do MoodCapture pudesse aprender a correlacionar os relatos de se sentir deprimido com expressões faciais específicas – como o olhar, o movimento dos olhos, a posição da cabeça e a rigidez muscular – e características ambientais, como cores dominantes, iluminação, localização das fotos e número de pessoas na imagem.

    Um segundo grupo de participantes foi usado para testar o aplicativo. Eles foram fotografados da mesma forma que o primeiro grupo, mas sem responder à pergunta do PHQ-8. O aplicativo usou as imagens para prever se eles estavam deprimidos ou não, e comparou os resultados com os relatos dos participantes sobre seu humor.

    Os pesquisadores descobriram que o aplicativo foi capaz de prever a depressão com 75% de precisão, usando apenas as imagens faciais e ambientais. Eles também descobriram que alguns fatores, como a iluminação, a cor e o número de pessoas nas fotos, influenciaram a precisão da previsão.

    Os pesquisadores disseram que o aplicativo poderia fornecer um monitoramento e suporte de saúde mental em tempo real, objetivo e contínuo, além de incentivar a detecção precoce e a intervenção para indivíduos em risco.

    “Esperamos que o MoodCapture possa ajudar a preencher as lacunas críticas nos métodos tradicionais de monitoramento e detecção da depressão. As abordagens tradicionais geralmente envolvem autorrelatos e avaliações clínicas, que podem ser tendenciosos e podem não capturar a complexidade do estado mental individual de forma contínua”, disse Subigya Nepal, co-primeiro autor do estudo e candidato a doutorado em ciência da computação.

    Nepal disse que o aplicativo também poderia tornar a detecção da depressão mais acessível e menos estigmatizada, incorporando-a ao tecido do uso diário da tecnologia, sem exigir entrada explícita do usuário ou visitas clínicas.

    Os pesquisadores reconheceram que o estudo tem algumas limitações, como o tamanho da amostra, a confiabilidade do diagnóstico de depressão e a generalização dos resultados para diferentes populações e contextos. Eles disseram que planejam realizar mais estudos para validar e melhorar o aplicativo, bem como explorar questões éticas e de privacidade relacionadas ao seu uso.

    “Meu sentimento é que a tecnologia como essa poderia estar disponível para o público em cinco anos. Mostramos que isso é possível”, disse Campbell.

    Fonte: Link.

  • Como reconhecer e tratar a Paralisia de Bell, a doença que afeta os movimentos do rosto

    Como reconhecer e tratar a Paralisia de Bell, a doença que afeta os movimentos do rosto

    Você já imaginou acordar um dia e perceber que não consegue mexer metade do seu rosto?

    Essa é a situação de quem sofre de Paralisia de Bell, uma doença que afeta o nervo facial e causa a perda de movimento dos músculos de um lado da face.

    A Paralisia de Bell é uma condição relativamente comum, que pode atingir qualquer pessoa, independentemente de idade, sexo ou etnia. Estima-se que cerca de 40 mil pessoas por ano sejam diagnosticadas com a doença nos Estados Unidos. No Brasil, não há dados oficiais, mas acredita-se que a incidência seja semelhante.

    A jornalista Fernanda Gentil foi uma das vítimas da Paralisia de Bell. Ela contou em suas redes sociais que notou uma dormência nos lábios ao beijar seu filho e, dias depois, viu que o lado esquerdo do seu rosto não estava respondendo aos seus comandos. Ela chegou a pensar que poderia ser um AVC (acidente vascular cerebral), mas depois descobriu que se tratava da Paralisia de Bell.

    Mas afinal, o que causa a Paralisia de Bell e como diferenciá-la de um AVC?

    A causa mais provável da Paralisia de Bell é uma infecção pelo vírus do herpes, o mesmo que causa as feridas nos lábios e na região genital. Esse vírus pode ficar adormecido no organismo por anos e, quando há uma queda na imunidade, ele pode atacar o nervo facial, que é o responsável pelos movimentos e expressões do rosto.

    O nervo facial sai do cérebro e passa por um canal ósseo estreito no crânio, chamado de meato acústico interno. Quando o nervo fica inflamado, ele sofre uma compressão nesse canal, o que prejudica a transmissão dos impulsos nervosos para os músculos da face. Isso leva à paralisia ou ao enfraquecimento dos músculos de um lado do rosto.

    Os sintomas da Paralisia de Bell costumam aparecer de forma súbita e podem variar de intensidade. Os mais comuns são:

    • Dificuldade para piscar, fechar ou abrir o olho do lado afetado;
    • Boca torta, com dificuldade para sorrir, mostrar os dentes ou assobiar;
    • Perda da sensibilidade ou dor na região do ouvido do lado afetado;
    • Alteração do paladar nos dois terços anteriores da língua;
    • Lacrimejamento ou ressecamento excessivo do olho do lado afetado;
    • Hipersensibilidade a sons.

    A Paralisia de Bell não tem relação com problemas no cérebro, como o AVC. No entanto, é importante saber diferenciar as duas condições, pois o AVC é uma emergência médica que requer atendimento imediato.

    Uma forma simples de fazer essa distinção é observar se há outros sintomas além da paralisia facial, como:

    • Fraqueza ou dormência em um dos braços ou pernas;
    • Dificuldade para falar ou entender o que os outros falam;
    • Confusão mental ou perda de memória;
    • Alteração da visão ou da audição;
    • Tontura, vertigem ou desequilíbrio;
    • Dor de cabeça intensa e súbita.

    Se houver algum desses sintomas, é preciso procurar um serviço de emergência o mais rápido possível, pois pode se tratar de um AVC.

    O diagnóstico da Paralisia de Bell é feito principalmente pela avaliação clínica, baseada na história e no exame físico do paciente. Em alguns casos, podem ser solicitados exames complementares, como a eletroneuromiografia, que mede a atividade elétrica dos nervos e dos músculos, ou a ressonância magnética, que permite visualizar o nervo facial e descartar outras causas de paralisia, como tumores, traumas ou infecções.

    O tratamento da Paralisia de Bell consiste no uso de medicamentos anti-inflamatórios e antivirais, que devem ser iniciados o quanto antes, preferencialmente nas primeiras 72 horas após o início dos sintomas. Além disso, é recomendado proteger o olho do lado afetado com colírios lubrificantes e óculos escuros, para evitar o ressecamento e a irritação da córnea.

    Também é importante fazer exercícios e massagens faciais, que ajudam a estimular os músculos e a prevenir a atrofia ou a contratura. Em alguns casos, pode ser necessário o acompanhamento de um fisioterapeuta ou de um fonoaudiólogo, que podem orientar as melhores técnicas de reabilitação.

    A maioria dos pacientes com Paralisia de Bell se recupera completamente em algumas semanas ou meses, sem deixar sequelas. No entanto, em cerca de 10% dos casos, pode haver complicações, como:

    • Sincinesia: movimentos involuntários e anormais da face, como o fechamento do olho ao sorrir ou o levantamento da sobrancelha ao piscar;
    • Espasmo hemifacial: contrações involuntárias e repetitivas dos músculos de um lado da face;
    • Contratura: encurtamento permanente dos músculos da face, que causa deformidade e rigidez;
    • Paralisia permanente: perda definitiva da função do nervo facial, que impede a recuperação dos movimentos da face.

    A Paralisia de Bell é uma doença que causa grande impacto na qualidade de vida e na autoestima dos pacientes, pois afeta a aparência e a comunicação. Por isso, é fundamental buscar ajuda médica o quanto antes e seguir as orientações de tratamento. Além disso, é importante contar com o apoio da família e dos amigos, que podem ajudar a enfrentar esse momento difícil com mais confiança e otimismo.

    Essa é a situação de quem sofre de Paralisia de Bell, uma doença que afeta o nervo facial e causa a perda de movimento dos músculos de um lado da face.

    A Paralisia de Bell é uma condição relativamente comum, que pode atingir qualquer pessoa, independentemente de idade, sexo ou etnia. Estima-se que cerca de 40 mil pessoas por ano sejam diagnosticadas com a doença nos Estados Unidos. No Brasil, não há dados oficiais, mas acredita-se que a incidência seja semelhante.

    A jornalista Fernanda Gentil foi uma das vítimas da Paralisia de Bell. Ela contou em suas redes sociais que notou uma dormência nos lábios ao beijar seu filho e, dias depois, viu que o lado esquerdo do seu rosto não estava respondendo aos seus comandos. Ela chegou a pensar que poderia ser um AVC (acidente vascular cerebral), mas depois descobriu que se tratava da Paralisia de Bell.

    Mas afinal, o que causa a Paralisia de Bell e como diferenciá-la de um AVC?

    A causa mais provável da Paralisia de Bell é uma infecção pelo vírus do herpes, o mesmo que causa as feridas nos lábios e na região genital. Esse vírus pode ficar adormecido no organismo por anos e, quando há uma queda na imunidade, ele pode atacar o nervo facial, que é o responsável pelos movimentos e expressões do rosto.

    O nervo facial sai do cérebro e passa por um canal ósseo estreito no crânio, chamado de meato acústico interno. Quando o nervo fica inflamado, ele sofre uma compressão nesse canal, o que prejudica a transmissão dos impulsos nervosos para os músculos da face. Isso leva à paralisia ou ao enfraquecimento dos músculos de um lado do rosto.

    Os sintomas da Paralisia de Bell costumam aparecer de forma súbita e podem variar de intensidade. Os mais comuns são:

    • Dificuldade para piscar, fechar ou abrir o olho do lado afetado;
    • Boca torta, com dificuldade para sorrir, mostrar os dentes ou assobiar;
    • Perda da sensibilidade ou dor na região do ouvido do lado afetado;
    • Alteração do paladar nos dois terços anteriores da língua;
    • Lacrimejamento ou ressecamento excessivo do olho do lado afetado;
    • Hipersensibilidade a sons.

    A Paralisia de Bell não tem relação com problemas no cérebro, como o AVC. No entanto, é importante saber diferenciar as duas condições, pois o AVC é uma emergência médica que requer atendimento imediato.

    Uma forma simples de fazer essa distinção é observar se há outros sintomas além da paralisia facial, como:

    • Fraqueza ou dormência em um dos braços ou pernas;
    • Dificuldade para falar ou entender o que os outros falam;
    • Confusão mental ou perda de memória;
    • Alteração da visão ou da audição;
    • Tontura, vertigem ou desequilíbrio;
    • Dor de cabeça intensa e súbita.

    Se houver algum desses sintomas, é preciso procurar um serviço de emergência o mais rápido possível, pois pode se tratar de um AVC.

    O diagnóstico da Paralisia de Bell é feito principalmente pela avaliação clínica, baseada na história e no exame físico do paciente. Em alguns casos, podem ser solicitados exames complementares, como a eletroneuromiografia, que mede a atividade elétrica dos nervos e dos músculos, ou a ressonância magnética, que permite visualizar o nervo facial e descartar outras causas de paralisia, como tumores, traumas ou infecções.

    O tratamento da Paralisia de Bell consiste no uso de medicamentos anti-inflamatórios e antivirais, que devem ser iniciados o quanto antes, preferencialmente nas primeiras 72 horas após o início dos sintomas. Além disso, é recomendado proteger o olho do lado afetado com colírios lubrificantes e óculos escuros, para evitar o ressecamento e a irritação da córnea.

    Também é importante fazer exercícios e massagens faciais, que ajudam a estimular os músculos e a prevenir a atrofia ou a contratura. Em alguns casos, pode ser necessário o acompanhamento de um fisioterapeuta ou de um fonoaudiólogo, que podem orientar as melhores técnicas de reabilitação.

    A maioria dos pacientes com Paralisia de Bell se recupera completamente em algumas semanas ou meses, sem deixar sequelas. No entanto, em cerca de 10% dos casos, pode haver complicações, como:

    • Sincinesia: movimentos involuntários e anormais da face, como o fechamento do olho ao sorrir ou o levantamento da sobrancelha ao piscar;
    • Espasmo hemifacial: contrações involuntárias e repetitivas dos músculos de um lado da face;
    • Contratura: encurtamento permanente dos músculos da face, que causa deformidade e rigidez;
    • Paralisia permanente: perda definitiva da função do nervo facial, que impede a recuperação dos movimentos da face.

    A Paralisia de Bell é uma doença que causa grande impacto na qualidade de vida e na autoestima dos pacientes, pois afeta a aparência e a comunicação. Por isso, é fundamental buscar ajuda médica o quanto antes e seguir as orientações de tratamento. Além disso, é importante contar com o apoio da família e dos amigos, que podem ajudar a enfrentar esse momento difícil com mais confiança e otimismo.

  • Pesquisadores desenvolvem tecnologia para usar hidrogênio em motores a gás natural

    Pesquisadores desenvolvem tecnologia para usar hidrogênio em motores a gás natural

    O hidrogênio é um combustível que não emite gases de efeito estufa.

    Ele pode ser uma alternativa sustentável para o futuro da energia, tanto no setor marítimo quanto no de geração de eletricidade. Mas como usar o hidrogênio em motores que funcionam com gás natural? É isso que um grupo de pesquisadores japoneses propõe em um estudo recente.

    O objetivo dos pesquisadores é desenvolver uma tecnologia simples e barata para adaptar motores a gás natural para operar com hidrogênio. A tecnologia consiste em instalar apenas um sistema de fornecimento de hidrogênio na entrada de ar de um motor comercial de queima pobre com um sistema de pré-câmara/ignição por faísca. O motor de queima pobre é um tipo de motor que usa uma mistura de ar e combustível mais diluída do que o normal, reduzindo as emissões de poluentes.

    Os pesquisadores realizaram experimentos em um motor de seis cilindros movido a gás natural com o sistema de pré-câmara/ignição por faísca, adaptado com o sistema de injeção de hidrogênio. Eles compararam o desempenho do motor sob operação com 100% de hidrogênio e com gás de cidade, sob diferentes condições de carga e de mistura de hidrogênio. Eles avaliaram as características de combustão, as emissões de óxido de nitrogênio (NOx), a eficiência térmica e a tensão de ruptura da vela de ignição do motor.

    Os resultados mostraram que a tecnologia proposta permite uma combustão estável, baixas emissões de NOx e alta eficiência térmica para a operação com hidrogênio. Além disso, os pesquisadores encontraram os limites superiores de carga e de mistura de hidrogênio para os quais não ocorre combustão anormal, que pode danificar o motor. Esses limites são uma pressão média efetiva do freio (BMEP) de 1,0 MPa sob operação com 100% de hidrogênio, e uma razão de mistura de hidrogênio de 75% em base de valor calorífico sob carga máxima de BMEP de 1,36 MPa.

    O estudo é um passo importante para o aproveitamento do hidrogênio como fonte de energia limpa e renovável. A tecnologia proposta oferece uma flexibilidade de escolha de combustível, permitindo que os motores operem com gás natural ou hidrogênio, dependendo da disponibilidade da cadeia de fornecimento de hidrogênio. Isso pode ser útil tanto para navios movidos a gás natural liquefeito (GNL), que poderiam ser convertidos para hidrogênio no futuro, quanto para sistemas de cogeração a gás natural, que já são amplamente utilizados.

    O estudo foi publicado na revista científica International Journal of Hydrogen Energy. Os autores são pesquisadores da Universidade de Tóquio, da Universidade de Kyushu, da Universidade de Osaka e da Agência de Ciência e Tecnologia Marinha e Terrestre do Japão.

    Fonte: Link.

    Ele pode ser uma alternativa sustentável para o futuro da energia, tanto no setor marítimo quanto no de geração de eletricidade. Mas como usar o hidrogênio em motores que funcionam com gás natural? É isso que um grupo de pesquisadores japoneses propõe em um estudo recente.

    O objetivo dos pesquisadores é desenvolver uma tecnologia simples e barata para adaptar motores a gás natural para operar com hidrogênio. A tecnologia consiste em instalar apenas um sistema de fornecimento de hidrogênio na entrada de ar de um motor comercial de queima pobre com um sistema de pré-câmara/ignição por faísca. O motor de queima pobre é um tipo de motor que usa uma mistura de ar e combustível mais diluída do que o normal, reduzindo as emissões de poluentes.

    Os pesquisadores realizaram experimentos em um motor de seis cilindros movido a gás natural com o sistema de pré-câmara/ignição por faísca, adaptado com o sistema de injeção de hidrogênio. Eles compararam o desempenho do motor sob operação com 100% de hidrogênio e com gás de cidade, sob diferentes condições de carga e de mistura de hidrogênio. Eles avaliaram as características de combustão, as emissões de óxido de nitrogênio (NOx), a eficiência térmica e a tensão de ruptura da vela de ignição do motor.

    Os resultados mostraram que a tecnologia proposta permite uma combustão estável, baixas emissões de NOx e alta eficiência térmica para a operação com hidrogênio. Além disso, os pesquisadores encontraram os limites superiores de carga e de mistura de hidrogênio para os quais não ocorre combustão anormal, que pode danificar o motor. Esses limites são uma pressão média efetiva do freio (BMEP) de 1,0 MPa sob operação com 100% de hidrogênio, e uma razão de mistura de hidrogênio de 75% em base de valor calorífico sob carga máxima de BMEP de 1,36 MPa.

    O estudo é um passo importante para o aproveitamento do hidrogênio como fonte de energia limpa e renovável. A tecnologia proposta oferece uma flexibilidade de escolha de combustível, permitindo que os motores operem com gás natural ou hidrogênio, dependendo da disponibilidade da cadeia de fornecimento de hidrogênio. Isso pode ser útil tanto para navios movidos a gás natural liquefeito (GNL), que poderiam ser convertidos para hidrogênio no futuro, quanto para sistemas de cogeração a gás natural, que já são amplamente utilizados.

    O estudo foi publicado na revista científica International Journal of Hydrogen Energy. Os autores são pesquisadores da Universidade de Tóquio, da Universidade de Kyushu, da Universidade de Osaka e da Agência de Ciência e Tecnologia Marinha e Terrestre do Japão.

    Fonte: Link.

  • Vacina contra dengue chega a mais 29 cidades brasileiras

    Vacina contra dengue chega a mais 29 cidades brasileiras

    O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (26) que vai enviar doses da vacina contra a dengue para mais 29 cidades, completando a lista de 521 municípios selecionados para receber a imunização.

    A vacinação é destinada a crianças entre 10 e 14 anos, que apresentam o maior número de hospitalizações pela doença.

    A vacina contra a dengue é produzida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur e foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2015. Ela protege contra os quatro tipos de vírus da dengue e deve ser aplicada em três doses, com intervalos de seis meses entre elas.

    Segundo o Ministério da Saúde, a vacina reduz em 80% os casos graves de dengue e em 93% as mortes causadas pela doença. No entanto, a vacina não é recomendada para pessoas que nunca tiveram dengue, pois pode aumentar o risco de formas mais severas da infecção.

    Casos e mortes por dengue aumentam no Brasil

    O Brasil já registrou, neste ano, 762 mil casos prováveis de dengue, um aumento de 71% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram notificados 445 mil casos. Os dados são do último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado na semana passada.

    Minas Gerais é o estado com maior número de casos, com 221 mil, seguido por São Paulo, com 149 mil, Distrito Federal, com 58 mil, e Paraná, com 55 mil. Até o momento, 150 mortes foram confirmadas por dengue no país, sendo 77 em Minas Gerais, 23 em São Paulo, 14 no Paraná e 10 no Distrito Federal.

    A dengue é uma doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, que também pode transmitir outras doenças, como zika, chikungunya e febre amarela. Os sintomas da dengue incluem febre, dor de cabeça, dor no corpo, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele e sangramentos. Em casos graves, pode haver choque, hemorragia e falência de órgãos.

    A prevenção da dengue depende da eliminação dos criadouros do mosquito, que se reproduz em locais com água parada, como pneus, garrafas, vasos de plantas e caixas d’água. Além disso, é importante usar repelente, roupas que cubram a pele e telas nas janelas e portas.

    A vacinação é destinada a crianças entre 10 e 14 anos, que apresentam o maior número de hospitalizações pela doença.

    A vacina contra a dengue é produzida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur e foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2015. Ela protege contra os quatro tipos de vírus da dengue e deve ser aplicada em três doses, com intervalos de seis meses entre elas.

    Segundo o Ministério da Saúde, a vacina reduz em 80% os casos graves de dengue e em 93% as mortes causadas pela doença. No entanto, a vacina não é recomendada para pessoas que nunca tiveram dengue, pois pode aumentar o risco de formas mais severas da infecção.

    Casos e mortes por dengue aumentam no Brasil

    O Brasil já registrou, neste ano, 762 mil casos prováveis de dengue, um aumento de 71% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram notificados 445 mil casos. Os dados são do último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado na semana passada.

    Minas Gerais é o estado com maior número de casos, com 221 mil, seguido por São Paulo, com 149 mil, Distrito Federal, com 58 mil, e Paraná, com 55 mil. Até o momento, 150 mortes foram confirmadas por dengue no país, sendo 77 em Minas Gerais, 23 em São Paulo, 14 no Paraná e 10 no Distrito Federal.

    A dengue é uma doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, que também pode transmitir outras doenças, como zika, chikungunya e febre amarela. Os sintomas da dengue incluem febre, dor de cabeça, dor no corpo, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele e sangramentos. Em casos graves, pode haver choque, hemorragia e falência de órgãos.

    A prevenção da dengue depende da eliminação dos criadouros do mosquito, que se reproduz em locais com água parada, como pneus, garrafas, vasos de plantas e caixas d’água. Além disso, é importante usar repelente, roupas que cubram a pele e telas nas janelas e portas.

  • Gordura no fígado grau 1: um problema silencioso que pode se agravar se não for cuidado

    Gordura no fígado grau 1: um problema silencioso que pode se agravar se não for cuidado

    A gordura no fígado, também chamada de esteatose hepática, é uma condição que afeta cerca de 30% da população brasileira, segundo estimativas médicas.

    Ela ocorre quando há um excesso de gordura nas células do fígado, o órgão responsável por filtrar o sangue e metabolizar os nutrientes.

    A gordura no fígado pode ser classificada em diferentes graus, de acordo com a quantidade e a distribuição da gordura no órgão. O grau 1 é o mais leve e o menos perigoso, pois corresponde a um acúmulo de até 30% de gordura nas células do fígado. Nesse estágio, geralmente não há sintomas nem comprometimento das funções do fígado.

    No entanto, se não for tratada, a gordura no fígado grau 1 pode evoluir para graus mais graves, que podem causar inflamação, fibrose, cirrose e até câncer no fígado. Por isso, é importante fazer exames periódicos para detectar a presença de gordura no fígado e seguir as orientações médicas para eliminá-la.

    As principais causas da gordura no fígado grau 1 são:

    • Dieta rica em gordura, açúcar e calorias;
    • Obesidade ou sobrepeso;
    • Resistência à insulina ou diabetes;
    • Consumo excessivo de álcool;
    • Uso de certos medicamentos que podem afetar o fígado;
    • Predisposição genética.

    Para tratar a gordura no fígado grau 1, é fundamental adotar hábitos de vida saudáveis, como:

    • Reduzir o consumo de alimentos gordurosos, frituras, doces, refrigerantes e bebidas alcoólicas;
    • Aumentar o consumo de frutas, verduras, legumes, cereais integrais e proteínas magras;
    • Praticar atividade física regularmente, pelo menos 150 minutos por semana;
    • Controlar o peso, o açúcar e o colesterol no sangue;
    • Evitar o uso de medicamentos que possam afetar o fígado, a menos que sejam prescritos pelo médico.

    Com essas medidas, é possível reverter a gordura no fígado grau 1 e prevenir complicações mais sérias. Além disso, é recomendável consultar um hepatologista, que é o especialista em doenças do fígado, para fazer um acompanhamento adequado e receber orientações personalizadas.

    Ela ocorre quando há um excesso de gordura nas células do fígado, o órgão responsável por filtrar o sangue e metabolizar os nutrientes.

    A gordura no fígado pode ser classificada em diferentes graus, de acordo com a quantidade e a distribuição da gordura no órgão. O grau 1 é o mais leve e o menos perigoso, pois corresponde a um acúmulo de até 30% de gordura nas células do fígado. Nesse estágio, geralmente não há sintomas nem comprometimento das funções do fígado.

    No entanto, se não for tratada, a gordura no fígado grau 1 pode evoluir para graus mais graves, que podem causar inflamação, fibrose, cirrose e até câncer no fígado. Por isso, é importante fazer exames periódicos para detectar a presença de gordura no fígado e seguir as orientações médicas para eliminá-la.

    As principais causas da gordura no fígado grau 1 são:

    • Dieta rica em gordura, açúcar e calorias;
    • Obesidade ou sobrepeso;
    • Resistência à insulina ou diabetes;
    • Consumo excessivo de álcool;
    • Uso de certos medicamentos que podem afetar o fígado;
    • Predisposição genética.

    Para tratar a gordura no fígado grau 1, é fundamental adotar hábitos de vida saudáveis, como:

    • Reduzir o consumo de alimentos gordurosos, frituras, doces, refrigerantes e bebidas alcoólicas;
    • Aumentar o consumo de frutas, verduras, legumes, cereais integrais e proteínas magras;
    • Praticar atividade física regularmente, pelo menos 150 minutos por semana;
    • Controlar o peso, o açúcar e o colesterol no sangue;
    • Evitar o uso de medicamentos que possam afetar o fígado, a menos que sejam prescritos pelo médico.

    Com essas medidas, é possível reverter a gordura no fígado grau 1 e prevenir complicações mais sérias. Além disso, é recomendável consultar um hepatologista, que é o especialista em doenças do fígado, para fazer um acompanhamento adequado e receber orientações personalizadas.

  • Dengue em São Paulo: o que você precisa saber sobre teste, vacina e prevenção

    Dengue em São Paulo: o que você precisa saber sobre teste, vacina e prevenção

    A dengue é uma doença transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti, que também pode transmitir a zika e a chikungunya.

    A dengue pode causar febre, dor de cabeça, dor no corpo, manchas na pele e, em alguns casos, sangramento e choque, podendo levar à morte.

    A cidade de São Paulo registrou mais de 14 mil casos de dengue em 2024, um aumento de 219% em relação a 2020, quando houve 2.009 casos, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. A cidade também teve uma morte e cinco óbitos em investigação pela doença.

    Para evitar a dengue, é preciso eliminar os possíveis criadouros do mosquito, que se reproduz em locais com água parada, como vasos, pneus, garrafas, caixas d’água, calhas, etc. É importante verificar e limpar esses locais pelo menos uma vez por semana, ou tampá-los, se não puderem ser eliminados. Se houver algum foco do mosquito em locais públicos, é possível denunciar pelo telefone 156 ou pelo Portal 156.

    Quem apresentar sintomas de dengue deve procurar uma unidade de saúde mais próxima para fazer o teste e receber o tratamento adequado. A Med São Paulo Consultas e Exames é uma das opções que oferece consultas e exames sem plano de saúde. O teste é feito por meio de uma amostra de sangue e o resultado sai em até 24 horas. O tratamento consiste em hidratação, repouso e uso de medicamentos para aliviar a dor e a febre, sempre com orientação médica.

    Além de se prevenir e se tratar, é possível se vacinar contra a dengue, se você tiver entre 10 e 14 anos e morar em uma das 11 cidades de São Paulo que receberam doses da vacina do Ministério da Saúde. A vacina é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses, e protege contra os quatro tipos de vírus da dengue. As cidades que fazem parte da campanha de vacinação são: Guarulhos, Suzano, Guararema, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos, Mogi das Cruzes, Poá, Arujá, Santa Isabel, Biritiba-Mirim e Salesópolis.

    A vacinação começou em fevereiro de 2024 e vai até junho de 2024. Para se vacinar, é preciso levar um documento de identidade com foto e o cartão do SUS ou da vacinação. A vacina é gratuita e segura, mas não é recomendada para gestantes, mulheres que amamentam, pessoas com alergia grave a ovo, pessoas com doenças que afetam o sistema imunológico e pessoas que usam medicamentos imunossupressores.

    A dengue é uma doença grave, mas que pode ser evitada com medidas simples de prevenção, teste e vacinação. Fique atento aos sintomas, elimine os criadouros do mosquito e procure uma unidade de saúde se precisar. A sua saúde e a de todos dependem disso.

    A dengue pode causar febre, dor de cabeça, dor no corpo, manchas na pele e, em alguns casos, sangramento e choque, podendo levar à morte.

    A cidade de São Paulo registrou mais de 14 mil casos de dengue em 2024, um aumento de 219% em relação a 2020, quando houve 2.009 casos, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. A cidade também teve uma morte e cinco óbitos em investigação pela doença.

    Para evitar a dengue, é preciso eliminar os possíveis criadouros do mosquito, que se reproduz em locais com água parada, como vasos, pneus, garrafas, caixas d’água, calhas, etc. É importante verificar e limpar esses locais pelo menos uma vez por semana, ou tampá-los, se não puderem ser eliminados. Se houver algum foco do mosquito em locais públicos, é possível denunciar pelo telefone 156 ou pelo Portal 156.

    Quem apresentar sintomas de dengue deve procurar uma unidade de saúde mais próxima para fazer o teste e receber o tratamento adequado. A Med São Paulo Consultas e Exames é uma das opções que oferece consultas e exames sem plano de saúde. O teste é feito por meio de uma amostra de sangue e o resultado sai em até 24 horas. O tratamento consiste em hidratação, repouso e uso de medicamentos para aliviar a dor e a febre, sempre com orientação médica.

    Além de se prevenir e se tratar, é possível se vacinar contra a dengue, se você tiver entre 10 e 14 anos e morar em uma das 11 cidades de São Paulo que receberam doses da vacina do Ministério da Saúde. A vacina é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses, e protege contra os quatro tipos de vírus da dengue. As cidades que fazem parte da campanha de vacinação são: Guarulhos, Suzano, Guararema, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos, Mogi das Cruzes, Poá, Arujá, Santa Isabel, Biritiba-Mirim e Salesópolis.

    A vacinação começou em fevereiro de 2024 e vai até junho de 2024. Para se vacinar, é preciso levar um documento de identidade com foto e o cartão do SUS ou da vacinação. A vacina é gratuita e segura, mas não é recomendada para gestantes, mulheres que amamentam, pessoas com alergia grave a ovo, pessoas com doenças que afetam o sistema imunológico e pessoas que usam medicamentos imunossupressores.

    A dengue é uma doença grave, mas que pode ser evitada com medidas simples de prevenção, teste e vacinação. Fique atento aos sintomas, elimine os criadouros do mosquito e procure uma unidade de saúde se precisar. A sua saúde e a de todos dependem disso.