Autor: Clara Bittencourt

  • Caldo de cana não cura dengue, alertam especialistas

    Caldo de cana não cura dengue, alertam especialistas

    Uma mensagem que circula nas redes sociais afirma que o caldo de cana é capaz de curar a dengue, uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

    Porém, essa informação é falsa e pode colocar em risco a saúde de quem acredita nela.

    Segundo os especialistas, não há nenhuma evidência científica ou médica que comprove que o caldo de cana tenha propriedades antivirais ou imunológicas. A dengue é uma doença grave, que pode levar à morte se não for tratada adequadamente. O tratamento da dengue depende da gravidade dos sintomas, e deve ser orientado por um profissional de saúde. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos antivirais, hidratação, repouso e acompanhamento médico.

    O caldo de cana é uma bebida popular no Brasil, mas não tem nenhum efeito benéfico contra a dengue. Além disso, o consumo excessivo de caldo de cana pode ser prejudicial para pessoas com diabetes, obesidade, hipertensão ou problemas renais, pois contém muito açúcar e sódio.

    A melhor forma de prevenir a dengue é combater o mosquito transmissor, eliminando os possíveis criadouros de água parada, como vasos de plantas, pneus, garrafas, caixas d’água, entre outros. Também é importante usar repelentes, telas nas janelas e roupas que cubram a pele. Outra medida de prevenção é a vacinação contra a dengue, que está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças de 10 a 11 anos, e que deve ser ampliada para outras faixas etárias conforme a disponibilidade de doses.

    Não se deixe enganar por fake news que prometem curas milagrosas para a dengue. Procure sempre fontes confiáveis de informação, como sites oficiais de saúde, jornais sérios ou profissionais qualificados. E se tiver dúvidas, pergunte ao Copilot, o seu assistente virtual que pode te ajudar com informações, perguntas e conversas.

    Porém, essa informação é falsa e pode colocar em risco a saúde de quem acredita nela.

    Segundo os especialistas, não há nenhuma evidência científica ou médica que comprove que o caldo de cana tenha propriedades antivirais ou imunológicas. A dengue é uma doença grave, que pode levar à morte se não for tratada adequadamente. O tratamento da dengue depende da gravidade dos sintomas, e deve ser orientado por um profissional de saúde. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos antivirais, hidratação, repouso e acompanhamento médico.

    O caldo de cana é uma bebida popular no Brasil, mas não tem nenhum efeito benéfico contra a dengue. Além disso, o consumo excessivo de caldo de cana pode ser prejudicial para pessoas com diabetes, obesidade, hipertensão ou problemas renais, pois contém muito açúcar e sódio.

    A melhor forma de prevenir a dengue é combater o mosquito transmissor, eliminando os possíveis criadouros de água parada, como vasos de plantas, pneus, garrafas, caixas d’água, entre outros. Também é importante usar repelentes, telas nas janelas e roupas que cubram a pele. Outra medida de prevenção é a vacinação contra a dengue, que está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças de 10 a 11 anos, e que deve ser ampliada para outras faixas etárias conforme a disponibilidade de doses.

    Não se deixe enganar por fake news que prometem curas milagrosas para a dengue. Procure sempre fontes confiáveis de informação, como sites oficiais de saúde, jornais sérios ou profissionais qualificados. E se tiver dúvidas, pergunte ao Copilot, o seu assistente virtual que pode te ajudar com informações, perguntas e conversas.

  • Psoríase: uma doença da pele que afeta milhões de pessoas

    Psoríase: uma doença da pele que afeta milhões de pessoas

    A psoríase é uma doença crônica da pele que afeta cerca de 3% da população mundial, segundo a OMS.

    No Brasil, estima-se que mais de 5 milhões de pessoas tenham psoríase, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

    A psoríase se manifesta pelo aparecimento de manchas vermelhas e ressecadas na pele, que podem descamar e coçar. Essas manchas podem surgir em qualquer parte do corpo, mas são mais frequentes nos braços, pernas, couro cabeludo e unhas. Em alguns casos, a psoríase também pode afetar as articulações, causando dor e inflamação.

    A psoríase não é uma doença contagiosa, ou seja, não passa de uma pessoa para outra. Ela é causada por uma alteração no sistema imunológico, que faz com que as células da pele se multipliquem mais rápido do que o normal, formando as lesões. Ainda não se sabe exatamente o que provoca essa alteração, mas existem alguns fatores que podem desencadear ou piorar a psoríase, como:

    • Fatores genéticos: a psoríase pode ser herdada dos pais ou dos avós, mas isso não significa que todos os familiares vão desenvolver a doença.
    • Fatores ambientais: o estresse, as infecções, os medicamentos, o clima seco ou frio, o consumo de álcool e o tabagismo podem influenciar no surgimento ou na gravidade da psoríase.
    • Fatores hormonais: as mudanças hormonais, como as que ocorrem na puberdade, na gravidez ou na menopausa, podem afetar a psoríase.

    A psoríase não tem cura, mas tem tratamento. O tratamento varia de acordo com o tipo, a extensão e a localização das lesões, e pode incluir:

    • Cremes, pomadas e loções: são aplicados diretamente na pele, para hidratar, reduzir a inflamação e a descamação, e aliviar a coceira.
    • Medicamentos orais: são comprimidos ou cápsulas que atuam no sistema imunológico, para controlar a produção excessiva de células da pele.
    • Injeções: são medicamentos injetáveis que também agem no sistema imunológico, para casos mais graves ou resistentes aos outros tratamentos.
    • Fototerapia: é a exposição controlada à luz ultravioleta, que ajuda a diminuir a atividade das células da pele.

    O objetivo do tratamento é controlar os sintomas, melhorar a aparência da pele e prevenir complicações, como infecções, sangramentos, depressão e doenças cardiovasculares. O tratamento deve ser feito sob orientação médica, preferencialmente de um dermatologista, que é o especialista em doenças da pele.

    A psoríase pode afetar a qualidade de vida das pessoas que sofrem com a doença, causando desconforto físico, emocional e social. Muitas vezes, as pessoas com psoríase enfrentam preconceito, discriminação e isolamento, por falta de informação e de compreensão da sociedade. Por isso, é importante que as pessoas com psoríase recebam apoio, respeito e solidariedade, e que busquem ajuda profissional, se necessário.

    A psoríase é uma doença que não escolhe idade, sexo, cor ou classe social. Ela pode afetar qualquer pessoa, em qualquer momento da vida. Mas ela não é uma sentença, nem um obstáculo para a felicidade. Com o tratamento adequado, é possível conviver bem com a psoríase, e ter uma vida normal e saudável.

    No Brasil, estima-se que mais de 5 milhões de pessoas tenham psoríase, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

    A psoríase se manifesta pelo aparecimento de manchas vermelhas e ressecadas na pele, que podem descamar e coçar. Essas manchas podem surgir em qualquer parte do corpo, mas são mais frequentes nos braços, pernas, couro cabeludo e unhas. Em alguns casos, a psoríase também pode afetar as articulações, causando dor e inflamação.

    A psoríase não é uma doença contagiosa, ou seja, não passa de uma pessoa para outra. Ela é causada por uma alteração no sistema imunológico, que faz com que as células da pele se multipliquem mais rápido do que o normal, formando as lesões. Ainda não se sabe exatamente o que provoca essa alteração, mas existem alguns fatores que podem desencadear ou piorar a psoríase, como:

    • Fatores genéticos: a psoríase pode ser herdada dos pais ou dos avós, mas isso não significa que todos os familiares vão desenvolver a doença.
    • Fatores ambientais: o estresse, as infecções, os medicamentos, o clima seco ou frio, o consumo de álcool e o tabagismo podem influenciar no surgimento ou na gravidade da psoríase.
    • Fatores hormonais: as mudanças hormonais, como as que ocorrem na puberdade, na gravidez ou na menopausa, podem afetar a psoríase.

    A psoríase não tem cura, mas tem tratamento. O tratamento varia de acordo com o tipo, a extensão e a localização das lesões, e pode incluir:

    • Cremes, pomadas e loções: são aplicados diretamente na pele, para hidratar, reduzir a inflamação e a descamação, e aliviar a coceira.
    • Medicamentos orais: são comprimidos ou cápsulas que atuam no sistema imunológico, para controlar a produção excessiva de células da pele.
    • Injeções: são medicamentos injetáveis que também agem no sistema imunológico, para casos mais graves ou resistentes aos outros tratamentos.
    • Fototerapia: é a exposição controlada à luz ultravioleta, que ajuda a diminuir a atividade das células da pele.

    O objetivo do tratamento é controlar os sintomas, melhorar a aparência da pele e prevenir complicações, como infecções, sangramentos, depressão e doenças cardiovasculares. O tratamento deve ser feito sob orientação médica, preferencialmente de um dermatologista, que é o especialista em doenças da pele.

    A psoríase pode afetar a qualidade de vida das pessoas que sofrem com a doença, causando desconforto físico, emocional e social. Muitas vezes, as pessoas com psoríase enfrentam preconceito, discriminação e isolamento, por falta de informação e de compreensão da sociedade. Por isso, é importante que as pessoas com psoríase recebam apoio, respeito e solidariedade, e que busquem ajuda profissional, se necessário.

    A psoríase é uma doença que não escolhe idade, sexo, cor ou classe social. Ela pode afetar qualquer pessoa, em qualquer momento da vida. Mas ela não é uma sentença, nem um obstáculo para a felicidade. Com o tratamento adequado, é possível conviver bem com a psoríase, e ter uma vida normal e saudável.

  • DNA ambiental e drones submarinos: uma nova forma de estudar os corais profundos

    DNA ambiental e drones submarinos: uma nova forma de estudar os corais profundos

    Os corais são animais que formam recifes coloridos e diversificados nos oceanos tropicais e subtropicais.

    Eles são importantes para a vida marinha, a pesca e a proteção costeira, mas também estão ameaçados pelas atividades humanas e pelas mudanças climáticas.

    A maioria dos estudos sobre os corais se concentra nos que vivem em águas rasas, onde a luz solar é abundante. Mas existe um outro tipo de coral que vive em águas mais profundas, entre 30 e 150 metros, onde a luz é escassa. Esses são os corais mesofóticos, que abrigam mais espécies nativas do que os corais de águas rasas.

    Apesar disso, eles são pouco explorados e pouco conhecidos, pois são de difícil acesso para os mergulhadores e pesquisadores. Por isso, um grupo de cientistas do Instituto de Ciência e Tecnologia de Okinawa (OIST), no Japão, em colaboração com a empresa de telecomunicações NTT Communications, desenvolveu um novo método para estudar os corais mesofóticos usando DNA ambiental (eDNA) e drones submarinos.

    O eDNA é o DNA que os organismos liberam no ambiente, por meio de células da pele, fezes ou muco. Ele pode ser coletado de amostras de água, solo ou ar e usado para identificar a presença e a diversidade de espécies em um ecossistema.

    Os drones submarinos são veículos autônomos ou controlados remotamente que podem explorar e coletar dados das profundezas do oceano. Eles podem ser equipados com câmeras, sensores, amostradores e outros instrumentos para realizar diversas tarefas.

    Os pesquisadores do OIST e da NTT Communications usaram drones submarinos para coletar amostras de água de diferentes profundidades em dois locais de recifes de corais em Okinawa. Eles então analisaram o eDNA dessas amostras e conseguiram identificar os gêneros de corais mesofóticos presentes em cada local.

    Esse é o primeiro estudo que usa eDNA coletado por drones submarinos para estudar os corais mesofóticos. Com esse método, os pesquisadores podem monitorar os corais em larga escala, sem depender de observações diretas durante o mergulho científico ou o snorkeling.

    O estudo foi publicado na revista Royal Society Open Science e representa um avanço para o campo da biologia dos corais. Agora, com a ajuda dos robôs submersíveis, os cientistas podem conhecer melhor esses ecossistemas únicos e valiosos que vivem nas profundezas dos oceanos.

    Eles são importantes para a vida marinha, a pesca e a proteção costeira, mas também estão ameaçados pelas atividades humanas e pelas mudanças climáticas.

    A maioria dos estudos sobre os corais se concentra nos que vivem em águas rasas, onde a luz solar é abundante. Mas existe um outro tipo de coral que vive em águas mais profundas, entre 30 e 150 metros, onde a luz é escassa. Esses são os corais mesofóticos, que abrigam mais espécies nativas do que os corais de águas rasas.

    Apesar disso, eles são pouco explorados e pouco conhecidos, pois são de difícil acesso para os mergulhadores e pesquisadores. Por isso, um grupo de cientistas do Instituto de Ciência e Tecnologia de Okinawa (OIST), no Japão, em colaboração com a empresa de telecomunicações NTT Communications, desenvolveu um novo método para estudar os corais mesofóticos usando DNA ambiental (eDNA) e drones submarinos.

    O eDNA é o DNA que os organismos liberam no ambiente, por meio de células da pele, fezes ou muco. Ele pode ser coletado de amostras de água, solo ou ar e usado para identificar a presença e a diversidade de espécies em um ecossistema.

    Os drones submarinos são veículos autônomos ou controlados remotamente que podem explorar e coletar dados das profundezas do oceano. Eles podem ser equipados com câmeras, sensores, amostradores e outros instrumentos para realizar diversas tarefas.

    Os pesquisadores do OIST e da NTT Communications usaram drones submarinos para coletar amostras de água de diferentes profundidades em dois locais de recifes de corais em Okinawa. Eles então analisaram o eDNA dessas amostras e conseguiram identificar os gêneros de corais mesofóticos presentes em cada local.

    Esse é o primeiro estudo que usa eDNA coletado por drones submarinos para estudar os corais mesofóticos. Com esse método, os pesquisadores podem monitorar os corais em larga escala, sem depender de observações diretas durante o mergulho científico ou o snorkeling.

    O estudo foi publicado na revista Royal Society Open Science e representa um avanço para o campo da biologia dos corais. Agora, com a ajuda dos robôs submersíveis, os cientistas podem conhecer melhor esses ecossistemas únicos e valiosos que vivem nas profundezas dos oceanos.

  • Nova pesquisa oferece esperança para milhares de pessoas afetadas por câncer cerebral agressivo

    Nova pesquisa oferece esperança para milhares de pessoas afetadas por câncer cerebral agressivo

    Pesquisadores da Universidade de Sussex identificam proteína (PANK4) como um obstáculo que impede as células cancerígenas de responderem ao tratamento quimioterápico para glioblastoma

    Uma nova pesquisa da Universidade de Sussex pode ajudar a aumentar a expectativa de vida e melhorar o tratamento para um câncer cerebral agressivo, que afeta milhares de pessoas por ano no Reino Unido e centenas de milhares em todo o mundo.

    No estudo, publicado na revista Advanced Science, os pesquisadores descobriram que uma proteína pouco estudada, chamada PANK4, é capaz de bloquear as células cancerígenas de responderem ao tratamento quimioterápico para o glioblastoma, um câncer cerebral altamente invasivo.

    Os cientistas de Sussex demonstraram que, se a proteína for removida, as células cancerígenas respondem melhor ao principal medicamento quimioterápico usado globalmente para o tratamento do glioblastoma.

    O professor Georgios Giamas, professor de sinalização celular do câncer na Universidade de Sussex, explica:

    “O glioblastoma é um câncer cerebral devastador, e os pesquisadores estão trabalhando duro para identificar formas de retardar a progressão da doença e combater a resistência das células ao tratamento. Como esta é a primeira vez que o PANK4 é relacionado ao glioblastoma, o próximo passo é desenvolver um medicamento que vise essa proteína para tentar reverter a quimiorresistência e restaurar a sensibilidade, garantindo que os pacientes recebam o melhor tratamento e tenham melhores resultados.”

    O glioblastoma é uma das formas mais agressivas de câncer cerebral.

    Aproximadamente 3.200 adultos são diagnosticados com a doença a cada ano no Reino Unido, e cerca de 250.000 a 300.000 em todo o mundo, com uma taxa de sobrevivência de apenas um a 18 meses após o diagnóstico.

    Após a cirurgia para remover o tumor, os pacientes com glioblastoma são normalmente tratados com radiação e o medicamento quimioterápico temozolomida.

    Embora os pacientes respondam inicialmente bem ao medicamento, as células cancerígenas rapidamente desenvolvem resistência a esse tratamento.

    A equipe da Universidade de Sussex liderou uma equipe de pesquisa internacional para entender as possíveis razões para essa resistência, ajudando a orientar futuras terapias para melhorar a qualidade de vida e aumentar a expectativa de vida daqueles com glioblastoma.

    A equipe identificou uma proteína chamada PANK4 que, quando removida das células cancerígenas, pode levar à morte das células e viu os pacientes responderem melhor à temozolomida.

    Relacionado a isso, os pesquisadores descobriram que os pacientes que expressam altos níveis da proteína PANK4 têm taxas de sobrevivência mais baixas.

    A Dra. Viviana Vella, pesquisadora da Universidade de Sussex, explica:

    “Existem inúmeras proteínas subinvestigadas que podem ter grande potencial para intervenção terapêutica. Nosso estudo lança luz sobre essa proteína pouco estudada, PANK4, revelando um papel protetor nas células cancerígenas resistentes à temozolomida. Em última análise, a depleção de PANK4 representa uma vulnerabilidade que agora pode ser explorada para restaurar a sensibilidade ao medicamento e melhorar o tratamento.”

    Este estudo contribui para um conjunto de pesquisas inovadoras dos pesquisadores de Sussex, que se concentra no diagnóstico precoce e tratamento do glioblastoma.

    O grupo de pesquisa agora espera desenvolver um medicamento que reverta a quimiorresistência e melhore a perspectiva para os pacientes.

    A Sra. Charley Cranmer, diretora de captação de recursos e comunicações da Action Against Cancer, que financiou a pesquisa, acrescenta:

    “A Action Against Cancer tem muito orgulho de ter financiado esta pesquisa inovadora que oferece tanta esperança para os pacientes com este tipo de câncer cerebral agressivo.”

    Fonte: Link.

    Uma nova pesquisa da Universidade de Sussex pode ajudar a aumentar a expectativa de vida e melhorar o tratamento para um câncer cerebral agressivo, que afeta milhares de pessoas por ano no Reino Unido e centenas de milhares em todo o mundo.

    No estudo, publicado na revista Advanced Science, os pesquisadores descobriram que uma proteína pouco estudada, chamada PANK4, é capaz de bloquear as células cancerígenas de responderem ao tratamento quimioterápico para o glioblastoma, um câncer cerebral altamente invasivo.

    Os cientistas de Sussex demonstraram que, se a proteína for removida, as células cancerígenas respondem melhor ao principal medicamento quimioterápico usado globalmente para o tratamento do glioblastoma.

    O professor Georgios Giamas, professor de sinalização celular do câncer na Universidade de Sussex, explica:

    “O glioblastoma é um câncer cerebral devastador, e os pesquisadores estão trabalhando duro para identificar formas de retardar a progressão da doença e combater a resistência das células ao tratamento. Como esta é a primeira vez que o PANK4 é relacionado ao glioblastoma, o próximo passo é desenvolver um medicamento que vise essa proteína para tentar reverter a quimiorresistência e restaurar a sensibilidade, garantindo que os pacientes recebam o melhor tratamento e tenham melhores resultados.”

    O glioblastoma é uma das formas mais agressivas de câncer cerebral.

    Aproximadamente 3.200 adultos são diagnosticados com a doença a cada ano no Reino Unido, e cerca de 250.000 a 300.000 em todo o mundo, com uma taxa de sobrevivência de apenas um a 18 meses após o diagnóstico.

    Após a cirurgia para remover o tumor, os pacientes com glioblastoma são normalmente tratados com radiação e o medicamento quimioterápico temozolomida.

    Embora os pacientes respondam inicialmente bem ao medicamento, as células cancerígenas rapidamente desenvolvem resistência a esse tratamento.

    A equipe da Universidade de Sussex liderou uma equipe de pesquisa internacional para entender as possíveis razões para essa resistência, ajudando a orientar futuras terapias para melhorar a qualidade de vida e aumentar a expectativa de vida daqueles com glioblastoma.

    A equipe identificou uma proteína chamada PANK4 que, quando removida das células cancerígenas, pode levar à morte das células e viu os pacientes responderem melhor à temozolomida.

    Relacionado a isso, os pesquisadores descobriram que os pacientes que expressam altos níveis da proteína PANK4 têm taxas de sobrevivência mais baixas.

    A Dra. Viviana Vella, pesquisadora da Universidade de Sussex, explica:

    “Existem inúmeras proteínas subinvestigadas que podem ter grande potencial para intervenção terapêutica. Nosso estudo lança luz sobre essa proteína pouco estudada, PANK4, revelando um papel protetor nas células cancerígenas resistentes à temozolomida. Em última análise, a depleção de PANK4 representa uma vulnerabilidade que agora pode ser explorada para restaurar a sensibilidade ao medicamento e melhorar o tratamento.”

    Este estudo contribui para um conjunto de pesquisas inovadoras dos pesquisadores de Sussex, que se concentra no diagnóstico precoce e tratamento do glioblastoma.

    O grupo de pesquisa agora espera desenvolver um medicamento que reverta a quimiorresistência e melhore a perspectiva para os pacientes.

    A Sra. Charley Cranmer, diretora de captação de recursos e comunicações da Action Against Cancer, que financiou a pesquisa, acrescenta:

    “A Action Against Cancer tem muito orgulho de ter financiado esta pesquisa inovadora que oferece tanta esperança para os pacientes com este tipo de câncer cerebral agressivo.”

    Fonte: Link.

  • Cientistas descobrem como reprogramar células do sistema imunológico para combater o envelhecimento

    Cientistas descobrem como reprogramar células do sistema imunológico para combater o envelhecimento

    Uma nova pesquisa revelou que as células do sistema imunológico podem ser modificadas geneticamente para atacar outras células que causam o envelhecimento e as doenças relacionadas à idade.

    O estudo, realizado por cientistas do Laboratório Cold Spring Harbor (CSHL), nos Estados Unidos, mostrou que essa terapia pode melhorar a saúde e a expectativa de vida de camundongos.

    As células que causam o envelhecimento são chamadas de células senescentes. Elas são células que param de se dividir e se acumulam no corpo ao longo do tempo, provocando inflamação e danos aos tecidos. Muitas doenças crônicas, como obesidade, diabetes, câncer e doenças cardíacas, estão associadas à presença de células senescentes.

    Para eliminar essas células, os pesquisadores usaram um tipo de terapia imunológica chamada de células CAR T. Essas células são células T, que são um tipo de glóbulo branco que defende o organismo de infecções e tumores, que são modificadas em laboratório para reconhecer e destruir um alvo específico. As células CAR T já são usadas para tratar alguns tipos de câncer, mas os cientistas do CSHL foram os primeiros a mostrar que elas também podem ser usadas para combater o envelhecimento.

    Os cientistas injetaram uma única dose de células CAR T em camundongos jovens e idosos. Eles observaram que as células CAR T foram capazes de eliminar as células senescentes nos animais, sem causar efeitos colaterais ou toxicidade. Como resultado, os camundongos apresentaram uma série de benefícios, como menor peso corporal, melhor metabolismo e tolerância à glicose, e maior atividade física.

    “Se nós damos isso para camundongos idosos, eles rejuvenescem. Se nós damos isso para camundongos jovens, eles envelhecem mais devagar. Nenhuma outra terapia atualmente pode fazer isso”, diz a professora assistente Corina Amor Vegas, líder do estudo.

    Uma das maiores vantagens das células CAR T é a sua longevidade. Os cientistas descobriram que apenas uma dose em uma idade jovem pode ter efeitos duradouros. Essa única dose pode proteger contra condições que normalmente ocorrem mais tarde na vida, como obesidade e diabetes.

    “Células T têm a capacidade de desenvolver memória e persistir no seu corpo por períodos realmente longos, o que é muito diferente de uma droga química”, explica Amor Vegas. “Com as células CAR T, você tem o potencial de receber um tratamento único, e depois está tudo bem. Para patologias crônicas, isso é uma grande vantagem. Pense em pacientes que precisam de tratamento várias vezes por dia versus você recebe uma infusão, e depois você está bem por vários anos.”

    O estudo abre novas possibilidades para o uso das células CAR T como uma terapia anti-envelhecimento para humanos. Os cientistas do CSHL estão agora investigando se as células CAR T podem fazer os camundongos viverem não apenas mais saudáveis, mas também mais tempo. Se sim, a sociedade estará um passo mais perto da cobiçada fonte da juventude.

    Fonte: Link.

    O estudo, realizado por cientistas do Laboratório Cold Spring Harbor (CSHL), nos Estados Unidos, mostrou que essa terapia pode melhorar a saúde e a expectativa de vida de camundongos.

    As células que causam o envelhecimento são chamadas de células senescentes. Elas são células que param de se dividir e se acumulam no corpo ao longo do tempo, provocando inflamação e danos aos tecidos. Muitas doenças crônicas, como obesidade, diabetes, câncer e doenças cardíacas, estão associadas à presença de células senescentes.

    Para eliminar essas células, os pesquisadores usaram um tipo de terapia imunológica chamada de células CAR T. Essas células são células T, que são um tipo de glóbulo branco que defende o organismo de infecções e tumores, que são modificadas em laboratório para reconhecer e destruir um alvo específico. As células CAR T já são usadas para tratar alguns tipos de câncer, mas os cientistas do CSHL foram os primeiros a mostrar que elas também podem ser usadas para combater o envelhecimento.

    Os cientistas injetaram uma única dose de células CAR T em camundongos jovens e idosos. Eles observaram que as células CAR T foram capazes de eliminar as células senescentes nos animais, sem causar efeitos colaterais ou toxicidade. Como resultado, os camundongos apresentaram uma série de benefícios, como menor peso corporal, melhor metabolismo e tolerância à glicose, e maior atividade física.

    “Se nós damos isso para camundongos idosos, eles rejuvenescem. Se nós damos isso para camundongos jovens, eles envelhecem mais devagar. Nenhuma outra terapia atualmente pode fazer isso”, diz a professora assistente Corina Amor Vegas, líder do estudo.

    Uma das maiores vantagens das células CAR T é a sua longevidade. Os cientistas descobriram que apenas uma dose em uma idade jovem pode ter efeitos duradouros. Essa única dose pode proteger contra condições que normalmente ocorrem mais tarde na vida, como obesidade e diabetes.

    “Células T têm a capacidade de desenvolver memória e persistir no seu corpo por períodos realmente longos, o que é muito diferente de uma droga química”, explica Amor Vegas. “Com as células CAR T, você tem o potencial de receber um tratamento único, e depois está tudo bem. Para patologias crônicas, isso é uma grande vantagem. Pense em pacientes que precisam de tratamento várias vezes por dia versus você recebe uma infusão, e depois você está bem por vários anos.”

    O estudo abre novas possibilidades para o uso das células CAR T como uma terapia anti-envelhecimento para humanos. Os cientistas do CSHL estão agora investigando se as células CAR T podem fazer os camundongos viverem não apenas mais saudáveis, mas também mais tempo. Se sim, a sociedade estará um passo mais perto da cobiçada fonte da juventude.

    Fonte: Link.

  • Pesquisadores criam robôs microscópicos inspirados em insetos

    Pesquisadores criam robôs microscópicos inspirados em insetos

    Uma equipe de pesquisadores desenvolveu dois robôs microscópicos que se parecem com um mini-inseto e um deslizador de água, que podem ser os menores, mais leves e mais rápidos robôs totalmente funcionais já criados.

    Os robôs são tão pequenos que podem caber na ponta de um dedo e pesam menos de um miligrama cada. Eles podem se mover rapidamente, batendo suas nadadeiras ou pés até 40 vezes por segundo, e podem até levantar objetos que são mais de 150 vezes mais pesados do que eles mesmos.

    A chave para os minúsculos robôs são seus minúsculos motores que fazem os robôs se moverem. Os pesquisadores usaram uma nova técnica de fabricação para miniaturizar o motor até o menor já conhecido. O motor usa um material especial chamado liga de memória de forma, que é capaz de mudar de forma quando é aquecido. Com uma pequena quantidade de corrente elétrica, os fios podem ser aquecidos e resfriados facilmente, permitindo que os robôs controlem seus movimentos.

    Os pesquisadores esperam que esses robôs minúsculos possam ser usados algum dia para trabalhos em áreas como polinização artificial, busca e resgate, monitoramento ambiental, micro-fabricação ou cirurgia assistida por robôs. Eles também planejam melhorar os robôs para que possam se comunicar uns com os outros, navegar em ambientes complexos e realizar tarefas mais sofisticadas.

    Fonte: Link.

    Os robôs são tão pequenos que podem caber na ponta de um dedo e pesam menos de um miligrama cada. Eles podem se mover rapidamente, batendo suas nadadeiras ou pés até 40 vezes por segundo, e podem até levantar objetos que são mais de 150 vezes mais pesados do que eles mesmos.

    A chave para os minúsculos robôs são seus minúsculos motores que fazem os robôs se moverem. Os pesquisadores usaram uma nova técnica de fabricação para miniaturizar o motor até o menor já conhecido. O motor usa um material especial chamado liga de memória de forma, que é capaz de mudar de forma quando é aquecido. Com uma pequena quantidade de corrente elétrica, os fios podem ser aquecidos e resfriados facilmente, permitindo que os robôs controlem seus movimentos.

    Os pesquisadores esperam que esses robôs minúsculos possam ser usados algum dia para trabalhos em áreas como polinização artificial, busca e resgate, monitoramento ambiental, micro-fabricação ou cirurgia assistida por robôs. Eles também planejam melhorar os robôs para que possam se comunicar uns com os outros, navegar em ambientes complexos e realizar tarefas mais sofisticadas.

    Fonte: Link.

  • A história da descoberta dos vírus: de inimigos invisíveis a aliados da saúde

    A história da descoberta dos vírus: de inimigos invisíveis a aliados da saúde

    Você sabe como os vírus foram descobertos?

    Os vírus são agentes infecciosos muito pequenos, que só podem ser vistos com microscópios especiais. Eles são responsáveis por causar diversas doenças em plantas, animais e humanos, como a gripe, a covid-19, o sarampo, a dengue, entre outras.

    Os vírus são diferentes de outros microrganismos, como as bactérias e os fungos, porque eles não têm células próprias. Eles dependem das células de outros organismos para se reproduzirem e se multiplicarem. Por isso, eles são chamados de parasitas obrigatórios.

    A descoberta dos vírus aconteceu no final do século XIX, graças ao trabalho de alguns cientistas curiosos. Eles estavam estudando algumas doenças que afetavam as plantas e os animais, e perceberam que elas eram causadas por algo muito menor do que as bactérias, que eram os menores seres vivos conhecidos na época.

    Um desses cientistas foi o russo Dmitri Ivanovsky, que em 1892 observou que o suco extraído das folhas de tabaco infectadas com uma doença chamada mosaico podia transmitir a doença para outras plantas, mesmo depois de passar por um filtro que retinha as bactérias. Ele concluiu que havia algo no suco que era capaz de causar a infecção, mas não sabia o que era.

    Outro cientista que investigou o mesmo fenômeno foi o holandês Martinus Beijerinck, que em 1898 repetiu os experimentos de Ivanovsky e confirmou que o agente infeccioso era muito pequeno e solúvel. Ele foi o primeiro a usar o termo “vírus”, que significa “veneno” em latim, para se referir a esse misterioso germe.

    O primeiro vírus a ser visto diretamente foi o vírus do mosaico do tabaco, que foi fotografado em 1935 pelo inglês Frederick Bawden e pelo americano Wendell Stanley, usando um microscópio eletrônico. Eles também conseguiram cristalizar o vírus e mostrar que ele era composto por proteínas e ácidos nucleicos.

    Desde então, muitos outros vírus foram descobertos e caracterizados, usando técnicas como o cultivo celular e o sequenciamento genético. Os vírus são classificados de acordo com o tipo de ácido nucleico que eles possuem (DNA ou RNA), a forma e o tamanho de suas partículas, e a presença ou ausência de uma membrana externa.

    Os vírus são considerados os seres mais abundantes e diversos do planeta, e estão presentes em todos os ambientes. Eles podem infectar desde bactérias até mamíferos, e podem causar desde doenças leves até epidemias mortais. Eles também podem ter efeitos benéficos, como estimular o sistema imunológico, transferir genes entre as células, e contribuir para a evolução da vida.

    Os vírus são, portanto, objetos fascinantes de estudo, que ainda guardam muitos segredos e desafios para a ciência. Quanto mais conhecemos os vírus, mais podemos compreender a nossa própria saúde e a do nosso planeta.

    Os vírus são agentes infecciosos muito pequenos, que só podem ser vistos com microscópios especiais. Eles são responsáveis por causar diversas doenças em plantas, animais e humanos, como a gripe, a covid-19, o sarampo, a dengue, entre outras.

    Os vírus são diferentes de outros microrganismos, como as bactérias e os fungos, porque eles não têm células próprias. Eles dependem das células de outros organismos para se reproduzirem e se multiplicarem. Por isso, eles são chamados de parasitas obrigatórios.

    A descoberta dos vírus aconteceu no final do século XIX, graças ao trabalho de alguns cientistas curiosos. Eles estavam estudando algumas doenças que afetavam as plantas e os animais, e perceberam que elas eram causadas por algo muito menor do que as bactérias, que eram os menores seres vivos conhecidos na época.

    Um desses cientistas foi o russo Dmitri Ivanovsky, que em 1892 observou que o suco extraído das folhas de tabaco infectadas com uma doença chamada mosaico podia transmitir a doença para outras plantas, mesmo depois de passar por um filtro que retinha as bactérias. Ele concluiu que havia algo no suco que era capaz de causar a infecção, mas não sabia o que era.

    Outro cientista que investigou o mesmo fenômeno foi o holandês Martinus Beijerinck, que em 1898 repetiu os experimentos de Ivanovsky e confirmou que o agente infeccioso era muito pequeno e solúvel. Ele foi o primeiro a usar o termo “vírus”, que significa “veneno” em latim, para se referir a esse misterioso germe.

    O primeiro vírus a ser visto diretamente foi o vírus do mosaico do tabaco, que foi fotografado em 1935 pelo inglês Frederick Bawden e pelo americano Wendell Stanley, usando um microscópio eletrônico. Eles também conseguiram cristalizar o vírus e mostrar que ele era composto por proteínas e ácidos nucleicos.

    Desde então, muitos outros vírus foram descobertos e caracterizados, usando técnicas como o cultivo celular e o sequenciamento genético. Os vírus são classificados de acordo com o tipo de ácido nucleico que eles possuem (DNA ou RNA), a forma e o tamanho de suas partículas, e a presença ou ausência de uma membrana externa.

    Os vírus são considerados os seres mais abundantes e diversos do planeta, e estão presentes em todos os ambientes. Eles podem infectar desde bactérias até mamíferos, e podem causar desde doenças leves até epidemias mortais. Eles também podem ter efeitos benéficos, como estimular o sistema imunológico, transferir genes entre as células, e contribuir para a evolução da vida.

    Os vírus são, portanto, objetos fascinantes de estudo, que ainda guardam muitos segredos e desafios para a ciência. Quanto mais conhecemos os vírus, mais podemos compreender a nossa própria saúde e a do nosso planeta.

  • Ultrassom de baixa frequência pode melhorar a oxigenação do sangue, aponta pesquisa

    Ultrassom de baixa frequência pode melhorar a oxigenação do sangue, aponta pesquisa

    O ultrassom de baixa frequência é uma forma de onda sonora que pode penetrar profundamente nos tecidos e órgãos, tem um efeito positivo nos parâmetros sanguíneos.

    A pesquisa foi realizada em 300 amostras de sangue coletadas de 42 pacientes pulmonares, que foram expostas a seis modos diferentes de ultrassom de baixa frequência no Instituto de Mecatrônica da Universidade de Tecnologia de Kaunas (KTU). As mudanças em 20 parâmetros sanguíneos foram registradas usando o equipamento de análise de sangue nos laboratórios da Universidade de Ciências da Saúde da Lituânia (LSMU). Para a previsão da exposição ao ultrassom, foram aplicados inteligência artificial, ou seja, análise de variância (ANOVA), método não paramétrico de Kruskal-Wallis e algoritmos de aprendizado de máquina. Os cálculos foram feitos no Centro de Inteligência Artificial da KTU.

    Os resultados mostraram que o ultrassom de baixa frequência desagrega os glóbulos vermelhos (RBC) que estão agrupados e aumenta a interação da hemoglobina com o oxigênio. Isso melhora a saturação de oxigênio no sangue, ou seja, a quantidade de oxigênio que o sangue pode transportar. Além disso, o ultrassom de baixa frequência reduz a viscosidade do sangue e a pressão arterial, o que pode melhorar a circulação sanguínea e a saúde cardiovascular.

    Os pesquisadores sugerem que o ultrassom de baixa frequência pode ser usado como um tratamento não farmacológico para melhorar a oxigenação do sangue e prevenir ou tratar doenças relacionadas à hipóxia, como a COVID-19, que afeta o sistema respiratório. Eles também afirmam que o ultrassom de baixa frequência pode ser aplicado de forma segura e não invasiva, sem causar danos aos tecidos ou aos componentes sanguíneos.

    O ultrassom de baixa frequência é uma forma de onda sonora com frequência inferior a 20 kHz, que pode penetrar profundamente nos tecidos e órgãos. Ele é usado para diversos fins médicos, como diagnóstico por imagem, terapia física, cirurgia e estimulação nervosa. O ultrassom de baixa frequência também pode ter efeitos biológicos, como alterar a permeabilidade das membranas celulares, induzir a produção de óxido nítrico e estimular a angiogênese, que é a formação de novos vasos sanguíneos.

    Fonte: Link.

    A pesquisa foi realizada em 300 amostras de sangue coletadas de 42 pacientes pulmonares, que foram expostas a seis modos diferentes de ultrassom de baixa frequência no Instituto de Mecatrônica da Universidade de Tecnologia de Kaunas (KTU). As mudanças em 20 parâmetros sanguíneos foram registradas usando o equipamento de análise de sangue nos laboratórios da Universidade de Ciências da Saúde da Lituânia (LSMU). Para a previsão da exposição ao ultrassom, foram aplicados inteligência artificial, ou seja, análise de variância (ANOVA), método não paramétrico de Kruskal-Wallis e algoritmos de aprendizado de máquina. Os cálculos foram feitos no Centro de Inteligência Artificial da KTU.

    Os resultados mostraram que o ultrassom de baixa frequência desagrega os glóbulos vermelhos (RBC) que estão agrupados e aumenta a interação da hemoglobina com o oxigênio. Isso melhora a saturação de oxigênio no sangue, ou seja, a quantidade de oxigênio que o sangue pode transportar. Além disso, o ultrassom de baixa frequência reduz a viscosidade do sangue e a pressão arterial, o que pode melhorar a circulação sanguínea e a saúde cardiovascular.

    Os pesquisadores sugerem que o ultrassom de baixa frequência pode ser usado como um tratamento não farmacológico para melhorar a oxigenação do sangue e prevenir ou tratar doenças relacionadas à hipóxia, como a COVID-19, que afeta o sistema respiratório. Eles também afirmam que o ultrassom de baixa frequência pode ser aplicado de forma segura e não invasiva, sem causar danos aos tecidos ou aos componentes sanguíneos.

    O ultrassom de baixa frequência é uma forma de onda sonora com frequência inferior a 20 kHz, que pode penetrar profundamente nos tecidos e órgãos. Ele é usado para diversos fins médicos, como diagnóstico por imagem, terapia física, cirurgia e estimulação nervosa. O ultrassom de baixa frequência também pode ter efeitos biológicos, como alterar a permeabilidade das membranas celulares, induzir a produção de óxido nítrico e estimular a angiogênese, que é a formação de novos vasos sanguíneos.

    Fonte: Link.

  • Terapia ou remédio? Estudo compara tratamentos para a depressão em pacientes com insuficiência cardíaca

    Terapia ou remédio? Estudo compara tratamentos para a depressão em pacientes com insuficiência cardíaca

    Novo estudo mostrou que a terapia de ativação comportamental é tão eficaz quanto os medicamentos antidepressivos no tratamento dos sintomas de depressão em pacientes com insuficiência cardíaca.

    A insuficiência cardíaca é uma condição em que o coração não consegue bombear sangue suficiente para o corpo, causando fadiga, falta de ar, inchaço nas pernas e outros problemas. A depressão é um transtorno mental que afeta o humor, os pensamentos e o comportamento de uma pessoa, causando tristeza, desesperança, perda de interesse, culpa e outros sintomas.

    Ambas as condições podem afetar negativamente a qualidade de vida e a saúde dos pacientes. Estima-se que cerca de 20% dos pacientes com insuficiência cardíaca tenham depressão maior, e até 50% tenham sintomas depressivos. Além disso, a depressão é um fator de risco para o desenvolvimento e a piora da insuficiência cardíaca, e vice-versa.

    O estudo, publicado na revista científica JAMA Network Open em 2022, acompanhou mais de 400 pacientes com insuficiência cardíaca e depressão por um ano, dividindo-os aleatoriamente em dois grupos: um que recebeu gerenciamento de medicação antidepressiva e outro que participou de terapia de ativação comportamental.

    A terapia de ativação comportamental é uma forma de psicoterapia baseada em evidências que visa aumentar o envolvimento dos pacientes em atividades prazerosas e significativas, reduzindo assim os sintomas depressivos. A terapia de ativação comportamental é baseada na ideia de que a depressão é causada por um ciclo de inatividade, isolamento e pensamentos negativos.

    Os medicamentos antidepressivos são medicamentos que atuam no cérebro para alterar o equilíbrio de substâncias químicas chamadas neurotransmissores, que estão envolvidas no humor e nas emoções. Os medicamentos antidepressivos mais comuns são os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), como a fluoxetina e a sertralina, que aumentam a disponibilidade de serotonina no cérebro.

    Os pesquisadores descobriram que não houve diferença estatisticamente significativa entre a eficácia dos dois métodos, com cada grupo de pacientes experimentando uma redução de mais de 50% na gravidade dos sintomas depressivos.

    “O achado mais importante aqui é que os pacientes que sofrem de depressão têm uma escolha em termos de seu tratamento entre terapia ou medicamentos,” disse Waguih W. IsHak, MD, vice-presidente de Educação e Pesquisa do Departamento de Psiquiatria e Neurociências Comportamentais do Cedars-Sinai e primeiro autor do estudo.

    “Os pacientes que preferem não tomar medicamentos podem fazer terapia de ativação comportamental com resultados semelhantes.”

    Os pesquisadores ressaltam que tanto a terapia de ativação comportamental quanto os medicamentos antidepressivos têm vantagens e desvantagens, e que a escolha do tratamento deve ser feita em conjunto com o médico, levando em conta as preferências, as necessidades e as condições de cada paciente.

    Eles também destacam que o estudo tem algumas limitações, como o fato de que os pacientes foram recrutados de um único centro médico, o que pode limitar a generalização dos resultados para outras populações. Além disso, o estudo não avaliou os efeitos dos tratamentos sobre a função cardíaca, os eventos cardiovasculares, a mortalidade ou os custos de saúde.

    Os pesquisadores esperam que o estudo contribua para o avanço do conhecimento e da prática clínica no tratamento da depressão em pacientes com insuficiência cardíaca, uma população que muitas vezes não recebe a atenção adequada para sua saúde mental.

    Fonte: Link.

    A insuficiência cardíaca é uma condição em que o coração não consegue bombear sangue suficiente para o corpo, causando fadiga, falta de ar, inchaço nas pernas e outros problemas. A depressão é um transtorno mental que afeta o humor, os pensamentos e o comportamento de uma pessoa, causando tristeza, desesperança, perda de interesse, culpa e outros sintomas.

    Ambas as condições podem afetar negativamente a qualidade de vida e a saúde dos pacientes. Estima-se que cerca de 20% dos pacientes com insuficiência cardíaca tenham depressão maior, e até 50% tenham sintomas depressivos. Além disso, a depressão é um fator de risco para o desenvolvimento e a piora da insuficiência cardíaca, e vice-versa.

    O estudo, publicado na revista científica JAMA Network Open em 2022, acompanhou mais de 400 pacientes com insuficiência cardíaca e depressão por um ano, dividindo-os aleatoriamente em dois grupos: um que recebeu gerenciamento de medicação antidepressiva e outro que participou de terapia de ativação comportamental.

    A terapia de ativação comportamental é uma forma de psicoterapia baseada em evidências que visa aumentar o envolvimento dos pacientes em atividades prazerosas e significativas, reduzindo assim os sintomas depressivos. A terapia de ativação comportamental é baseada na ideia de que a depressão é causada por um ciclo de inatividade, isolamento e pensamentos negativos.

    Os medicamentos antidepressivos são medicamentos que atuam no cérebro para alterar o equilíbrio de substâncias químicas chamadas neurotransmissores, que estão envolvidas no humor e nas emoções. Os medicamentos antidepressivos mais comuns são os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), como a fluoxetina e a sertralina, que aumentam a disponibilidade de serotonina no cérebro.

    Os pesquisadores descobriram que não houve diferença estatisticamente significativa entre a eficácia dos dois métodos, com cada grupo de pacientes experimentando uma redução de mais de 50% na gravidade dos sintomas depressivos.

    “O achado mais importante aqui é que os pacientes que sofrem de depressão têm uma escolha em termos de seu tratamento entre terapia ou medicamentos,” disse Waguih W. IsHak, MD, vice-presidente de Educação e Pesquisa do Departamento de Psiquiatria e Neurociências Comportamentais do Cedars-Sinai e primeiro autor do estudo.

    “Os pacientes que preferem não tomar medicamentos podem fazer terapia de ativação comportamental com resultados semelhantes.”

    Os pesquisadores ressaltam que tanto a terapia de ativação comportamental quanto os medicamentos antidepressivos têm vantagens e desvantagens, e que a escolha do tratamento deve ser feita em conjunto com o médico, levando em conta as preferências, as necessidades e as condições de cada paciente.

    Eles também destacam que o estudo tem algumas limitações, como o fato de que os pacientes foram recrutados de um único centro médico, o que pode limitar a generalização dos resultados para outras populações. Além disso, o estudo não avaliou os efeitos dos tratamentos sobre a função cardíaca, os eventos cardiovasculares, a mortalidade ou os custos de saúde.

    Os pesquisadores esperam que o estudo contribua para o avanço do conhecimento e da prática clínica no tratamento da depressão em pacientes com insuficiência cardíaca, uma população que muitas vezes não recebe a atenção adequada para sua saúde mental.

    Fonte: Link.

  • Medicina baseada em evidências: o que é e por que é importante para a formação médica no Brasil

    Medicina baseada em evidências: o que é e por que é importante para a formação médica no Brasil

    A medicina baseada em evidências (MBE) é uma abordagem que busca utilizar as melhores evidências científicas disponíveis para orientar as decisões clínicas sobre o cuidado dos pacientes.

    Em outras palavras, é uma forma de aplicar o conhecimento produzido pela pesquisa científica na prática médica, de forma consciente, explícita e criteriosa.

    A MBE surgiu como uma reação à medicina baseada em opiniões, tradições ou experiências pessoais, que nem sempre são confiáveis ou atualizadas. A MBE visa garantir que os médicos ofereçam aos pacientes os tratamentos mais eficazes, seguros e adequados, baseados em evidências de alta qualidade e não em achismos ou modismos.

    Para praticar a MBE, os médicos precisam saber formular perguntas clínicas relevantes, buscar as evidências científicas mais pertinentes, avaliar a qualidade e a validade das evidências, integrar as evidências com as preferências e valores dos pacientes e avaliar os resultados e a efetividade das intervenções.

    No entanto, para que os médicos possam fazer isso, eles precisam ter uma boa formação em MBE durante a graduação e a pós-graduação. E é aí que surge um problema no Brasil: a qualidade da formação médica no país é questionável e insuficiente para preparar os médicos para a MBE.

    Um dos indicadores da baixa qualidade da formação médica no Brasil é o alto índice de reprovação nos exames de avaliação de competências médicas, como o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), o Exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida).

    Esses exames medem o conhecimento, as habilidades e as atitudes dos estudantes e dos egressos dos cursos de medicina, e revelam que muitos deles não estão aptos para exercer a profissão com qualidade e segurança. Por exemplo, no Enade de 2019, a média geral dos estudantes de medicina foi de 59,50, em uma escala de 0 a 100. No Cremesp de 2019, 48,1% dos participantes foram reprovados. No Revalida de 2017, apenas 3,9% dos candidatos foram aprovados.

    Esses resultados alarmantes podem ser explicados por vários fatores, entre eles a expansão desordenada e desregulada dos cursos de medicina no Brasil, que aumentou a oferta de vagas sem garantir a qualidade do ensino. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Brasil tem 196 escolas médicas, sendo a segunda maior quantidade do mundo, atrás apenas da Índia. No entanto, muitas dessas escolas não têm infraestrutura adequada, corpo docente qualificado, currículo atualizado, metodologias ativas de ensino, hospital-escola, rede básica de saúde, avaliação contínua e feedback aos alunos.

    Outro fator que compromete a qualidade da formação médica no Brasil é a falta de ensino e de incentivo à MBE nas escolas médicas. Segundo um estudo de 2018, publicado na Revista Brasileira de Educação Médica, apenas 28,6% das escolas médicas brasileiras declararam ter disciplinas específicas de MBE em seus currículos. Além disso, muitas escolas não ensinam os estudantes a estruturarem, lerem e interpretarem artigos científicos, que são a principal fonte de evidências para a MBE.

    A falta de domínio da MBE pelos médicos pode ter consequências graves para a saúde dos pacientes e para o sistema de saúde. Por exemplo, pode levar a erros médicos, desperdício de recursos, uso inadequado de medicamentos, exposição a riscos desnecessários, desatualização profissional, baixa adesão aos protocolos clínicos, resistência às inovações e perda de credibilidade.

    Portanto, é urgente e necessário que as escolas médicas no Brasil invistam na melhoria da qualidade do ensino e na incorporação da MBE em seus currículos. Além disso, é preciso que os médicos em exercício busquem se atualizar constantemente e se capacitar em MBE, por meio de cursos, livros, revistas, sites e aplicativos especializados. A MBE é uma ferramenta essencial para a prática médica de excelência, que beneficia os pacientes, os profissionais e a sociedade.

    Em outras palavras, é uma forma de aplicar o conhecimento produzido pela pesquisa científica na prática médica, de forma consciente, explícita e criteriosa.

    A MBE surgiu como uma reação à medicina baseada em opiniões, tradições ou experiências pessoais, que nem sempre são confiáveis ou atualizadas. A MBE visa garantir que os médicos ofereçam aos pacientes os tratamentos mais eficazes, seguros e adequados, baseados em evidências de alta qualidade e não em achismos ou modismos.

    Para praticar a MBE, os médicos precisam saber formular perguntas clínicas relevantes, buscar as evidências científicas mais pertinentes, avaliar a qualidade e a validade das evidências, integrar as evidências com as preferências e valores dos pacientes e avaliar os resultados e a efetividade das intervenções.

    No entanto, para que os médicos possam fazer isso, eles precisam ter uma boa formação em MBE durante a graduação e a pós-graduação. E é aí que surge um problema no Brasil: a qualidade da formação médica no país é questionável e insuficiente para preparar os médicos para a MBE.

    Um dos indicadores da baixa qualidade da formação médica no Brasil é o alto índice de reprovação nos exames de avaliação de competências médicas, como o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), o Exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida).

    Esses exames medem o conhecimento, as habilidades e as atitudes dos estudantes e dos egressos dos cursos de medicina, e revelam que muitos deles não estão aptos para exercer a profissão com qualidade e segurança. Por exemplo, no Enade de 2019, a média geral dos estudantes de medicina foi de 59,50, em uma escala de 0 a 100. No Cremesp de 2019, 48,1% dos participantes foram reprovados. No Revalida de 2017, apenas 3,9% dos candidatos foram aprovados.

    Esses resultados alarmantes podem ser explicados por vários fatores, entre eles a expansão desordenada e desregulada dos cursos de medicina no Brasil, que aumentou a oferta de vagas sem garantir a qualidade do ensino. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Brasil tem 196 escolas médicas, sendo a segunda maior quantidade do mundo, atrás apenas da Índia. No entanto, muitas dessas escolas não têm infraestrutura adequada, corpo docente qualificado, currículo atualizado, metodologias ativas de ensino, hospital-escola, rede básica de saúde, avaliação contínua e feedback aos alunos.

    Outro fator que compromete a qualidade da formação médica no Brasil é a falta de ensino e de incentivo à MBE nas escolas médicas. Segundo um estudo de 2018, publicado na Revista Brasileira de Educação Médica, apenas 28,6% das escolas médicas brasileiras declararam ter disciplinas específicas de MBE em seus currículos. Além disso, muitas escolas não ensinam os estudantes a estruturarem, lerem e interpretarem artigos científicos, que são a principal fonte de evidências para a MBE.

    A falta de domínio da MBE pelos médicos pode ter consequências graves para a saúde dos pacientes e para o sistema de saúde. Por exemplo, pode levar a erros médicos, desperdício de recursos, uso inadequado de medicamentos, exposição a riscos desnecessários, desatualização profissional, baixa adesão aos protocolos clínicos, resistência às inovações e perda de credibilidade.

    Portanto, é urgente e necessário que as escolas médicas no Brasil invistam na melhoria da qualidade do ensino e na incorporação da MBE em seus currículos. Além disso, é preciso que os médicos em exercício busquem se atualizar constantemente e se capacitar em MBE, por meio de cursos, livros, revistas, sites e aplicativos especializados. A MBE é uma ferramenta essencial para a prática médica de excelência, que beneficia os pacientes, os profissionais e a sociedade.