Autor: Rafaela Maia

  • Vacinação contra COVID-19 pode causar sangramento vaginal em mulheres que não menstruam, diz estudo

    Vacinação contra COVID-19 pode causar sangramento vaginal em mulheres que não menstruam, diz estudo

    Um estudo recente descobriu que algumas mulheres que não menstruam podem ter sangramento vaginal após a vacinação contra COVID-19.

    O estudo, publicado na revista Science Advances, é um dos primeiros a analisar sistematicamente esse fenômeno em uma grande amostra populacional.

    O estudo usou dados do Estudo de Coorte da Mãe, Pai e Filho da Noruega, que acompanha a saúde de mais de 100 mil famílias desde 1999. Durante a pandemia, os participantes receberam questionários quinzenais para monitorar os efeitos da COVID-19 em suas vidas. Em um dos questionários, algumas mulheres relataram ter tido sangramento menstrual intenso após a vacinação.

    Os pesquisadores analisaram mais de 21 mil respostas de mulheres que não têm períodos regulares, como as que usam contraceptivos ou que passaram pela menopausa. Eles encontraram que cerca de metade de cada grupo disse que o sangramento ocorreu nas quatro semanas após a primeira ou segunda dose da vacina, ou ambas.

    Os autores do estudo sugeriram que o sangramento poderia estar ligado à proteína spike do SARS-CoV-2 usada nas vacinas. Essa proteína é responsável por se ligar às células humanas e facilitar a entrada do vírus. As vacinas usam essa proteína para estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o vírus.

    Os pesquisadores especularam que a proteína spike poderia ter algum efeito sobre os receptores de estrogênio, hormônio que regula o ciclo menstrual e outras funções reprodutivas. Eles também afirmaram que as vacinas contra COVID-19 foram consideradas seguras e eficazes em geral, e que o sangramento não deve ser motivo para evitar a vacinação.

    No entanto, eles alertaram que o sangramento inesperado após a menopausa é geralmente considerado um sinal de condições graves, como câncer de endométrio. Se o sangramento for um efeito colateral conhecido das vacinas, os médicos podem levar isso em conta ao avaliar a condição das pacientes.

    Os autores do estudo defendem que os padrões de sangramento feminino sejam incluídos ou monitorados em ensaios clínicos de novas vacinas. Eles também recomendam que as mulheres que não menstruam sejam informadas sobre essa possível reação adversa e que procurem orientação médica se tiverem dúvidas ou preocupações.

    Fonte: Link.

    O estudo, publicado na revista Science Advances, é um dos primeiros a analisar sistematicamente esse fenômeno em uma grande amostra populacional.

    O estudo usou dados do Estudo de Coorte da Mãe, Pai e Filho da Noruega, que acompanha a saúde de mais de 100 mil famílias desde 1999. Durante a pandemia, os participantes receberam questionários quinzenais para monitorar os efeitos da COVID-19 em suas vidas. Em um dos questionários, algumas mulheres relataram ter tido sangramento menstrual intenso após a vacinação.

    Os pesquisadores analisaram mais de 21 mil respostas de mulheres que não têm períodos regulares, como as que usam contraceptivos ou que passaram pela menopausa. Eles encontraram que cerca de metade de cada grupo disse que o sangramento ocorreu nas quatro semanas após a primeira ou segunda dose da vacina, ou ambas.

    Os autores do estudo sugeriram que o sangramento poderia estar ligado à proteína spike do SARS-CoV-2 usada nas vacinas. Essa proteína é responsável por se ligar às células humanas e facilitar a entrada do vírus. As vacinas usam essa proteína para estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o vírus.

    Os pesquisadores especularam que a proteína spike poderia ter algum efeito sobre os receptores de estrogênio, hormônio que regula o ciclo menstrual e outras funções reprodutivas. Eles também afirmaram que as vacinas contra COVID-19 foram consideradas seguras e eficazes em geral, e que o sangramento não deve ser motivo para evitar a vacinação.

    No entanto, eles alertaram que o sangramento inesperado após a menopausa é geralmente considerado um sinal de condições graves, como câncer de endométrio. Se o sangramento for um efeito colateral conhecido das vacinas, os médicos podem levar isso em conta ao avaliar a condição das pacientes.

    Os autores do estudo defendem que os padrões de sangramento feminino sejam incluídos ou monitorados em ensaios clínicos de novas vacinas. Eles também recomendam que as mulheres que não menstruam sejam informadas sobre essa possível reação adversa e que procurem orientação médica se tiverem dúvidas ou preocupações.

    Fonte: Link.

  • Constelação Familiar: como uma prática alternativa tem sido usada na Justiça brasileira

    Constelação Familiar: como uma prática alternativa tem sido usada na Justiça brasileira

    A Constelação Familiar é uma prática alternativa que tem sido aplicada em tribunais de justiça brasileiros, com gastos de mais de R$ 2,6 milhões em cursos para juízes e servidores.

    A constelação familiar foi criada pelo alemão Bert Hellinger, um ex-padre que se inspirou em rituais de tribos africanas e em conceitos da psicologia. Segundo ele, todos os membros de uma família estão conectados por um campo energético chamado “campo morfogenético”, que guarda as memórias e as emoções de gerações passadas. Essas memórias podem influenciar o comportamento e o destino das pessoas no presente, gerando conflitos, doenças e infelicidade.

    Para acessar esse campo e identificar as origens dos problemas familiares, Hellinger propõe uma dinâmica em que um facilitador, geralmente um psicólogo ou um terapeuta, convida o cliente a escolher pessoas de um grupo para representar os membros da sua família. Essas pessoas, chamadas de representantes, se posicionam no espaço de acordo com a intuição do cliente e começam a sentir e a expressar as emoções dos familiares que estão representando. O facilitador então intervém com frases curtas e sugestões de movimentos para restabelecer a ordem e o equilíbrio do sistema familiar.

    A constelação familiar não é reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) como uma técnica científica e não tem evidências de sua eficácia. Além disso, a prática tem sido criticada por especialistas por apresentar incongruências éticas e possíveis danos às partes envolvidas, especialmente em casos de violência doméstica.

    Veja mais:

    Uma das críticas é que a constelação familiar pode induzir as pessoas a aceitarem situações abusivas ou injustas, como se fossem parte de um destino imutável. Por exemplo, em casos de violência contra a mulher, a prática pode sugerir que a vítima deve perdoar o agressor ou que ela é responsável pelo seu sofrimento por ter desrespeitado alguma lei do sistema familiar. Outra crítica é que a constelação familiar pode violar o sigilo profissional e expor as pessoas a situações constrangedoras ou humilhantes, ao envolver terceiros nos seus problemas íntimos.

    A visão de Hellinger ganhou espaço no Judiciário brasileiro a partir de 2012, com o chamado direito sistêmico, que prega soluções mais harmônicas e convida os envolvidos a refletir sobre as causas dos conflitos. O direito sistêmico foi idealizado pelo juiz Sami Storch, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), que se tornou adepto da constelação familiar após participar de um workshop com Hellinger na Alemanha. Storch passou a aplicar a prática em suas audiências e alega ter obtido resultados positivos, como redução do número de processos e aumento da satisfação das partes.

    Desde então, vários tribunais de justiça do país adotaram o direito sistêmico como uma política pública, oferecendo cursos, palestras e oficinas de constelação familiar para magistrados, servidores e cidadãos. Alguns tribunais também criaram núcleos ou centros especializados em direito sistêmico, como o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do TJ-BA e o Centro Judiciário Sistêmico (Cejus) do TJ-DF. Além disso, alguns tribunais têm utilizado a constelação familiar como uma ferramenta pré-processual ou processual, ou seja, antes ou durante o andamento dos processos judiciais.

    Não há recomendações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre o uso da constelação familiar no Judiciário, mas há projetos de lei que visam normatizar ou banir a prática das instituições públicas. Um deles é o PL 4.489/2019, que dispõe sobre a regulamentação da mediação e da conciliação judicial e extrajudicial, e que inclui a constelação familiar como uma das técnicas possíveis para a resolução de conflitos. O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 2019 e aguarda votação no Senado.

    Outro projeto é a Sugestão Legislativa (SUG) 11/2020, que propõe o banimento da constelação familiar e do direito sistêmico das instituições públicas, por considerá-los práticas pseudocientíficas, inconstitucionais e violadoras dos direitos humanos. A sugestão foi apresentada por um cidadão através do portal e-Cidadania do Senado e recebeu mais de 20 mil apoios, o que a tornou apta a ser analisada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). A sugestão aguarda parecer do relator Eduardo Girão, senador favorável à prática.

    A constelação familiar é uma prática controversa que ainda carece de regulamentação e fiscalização. Enquanto alguns defendem seus benefícios para a pacificação social e a harmonização familiar, outros questionam sua validade científica, sua ética profissional e seus riscos para a saúde mental e os direitos das pessoas envolvidas.

    Fonte: Link.

    A constelação familiar foi criada pelo alemão Bert Hellinger, um ex-padre que se inspirou em rituais de tribos africanas e em conceitos da psicologia. Segundo ele, todos os membros de uma família estão conectados por um campo energético chamado “campo morfogenético”, que guarda as memórias e as emoções de gerações passadas. Essas memórias podem influenciar o comportamento e o destino das pessoas no presente, gerando conflitos, doenças e infelicidade.

    Para acessar esse campo e identificar as origens dos problemas familiares, Hellinger propõe uma dinâmica em que um facilitador, geralmente um psicólogo ou um terapeuta, convida o cliente a escolher pessoas de um grupo para representar os membros da sua família. Essas pessoas, chamadas de representantes, se posicionam no espaço de acordo com a intuição do cliente e começam a sentir e a expressar as emoções dos familiares que estão representando. O facilitador então intervém com frases curtas e sugestões de movimentos para restabelecer a ordem e o equilíbrio do sistema familiar.

    A constelação familiar não é reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) como uma técnica científica e não tem evidências de sua eficácia. Além disso, a prática tem sido criticada por especialistas por apresentar incongruências éticas e possíveis danos às partes envolvidas, especialmente em casos de violência doméstica.

    Veja mais:

    Uma das críticas é que a constelação familiar pode induzir as pessoas a aceitarem situações abusivas ou injustas, como se fossem parte de um destino imutável. Por exemplo, em casos de violência contra a mulher, a prática pode sugerir que a vítima deve perdoar o agressor ou que ela é responsável pelo seu sofrimento por ter desrespeitado alguma lei do sistema familiar. Outra crítica é que a constelação familiar pode violar o sigilo profissional e expor as pessoas a situações constrangedoras ou humilhantes, ao envolver terceiros nos seus problemas íntimos.

    A visão de Hellinger ganhou espaço no Judiciário brasileiro a partir de 2012, com o chamado direito sistêmico, que prega soluções mais harmônicas e convida os envolvidos a refletir sobre as causas dos conflitos. O direito sistêmico foi idealizado pelo juiz Sami Storch, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), que se tornou adepto da constelação familiar após participar de um workshop com Hellinger na Alemanha. Storch passou a aplicar a prática em suas audiências e alega ter obtido resultados positivos, como redução do número de processos e aumento da satisfação das partes.

    Desde então, vários tribunais de justiça do país adotaram o direito sistêmico como uma política pública, oferecendo cursos, palestras e oficinas de constelação familiar para magistrados, servidores e cidadãos. Alguns tribunais também criaram núcleos ou centros especializados em direito sistêmico, como o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do TJ-BA e o Centro Judiciário Sistêmico (Cejus) do TJ-DF. Além disso, alguns tribunais têm utilizado a constelação familiar como uma ferramenta pré-processual ou processual, ou seja, antes ou durante o andamento dos processos judiciais.

    Não há recomendações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre o uso da constelação familiar no Judiciário, mas há projetos de lei que visam normatizar ou banir a prática das instituições públicas. Um deles é o PL 4.489/2019, que dispõe sobre a regulamentação da mediação e da conciliação judicial e extrajudicial, e que inclui a constelação familiar como uma das técnicas possíveis para a resolução de conflitos. O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 2019 e aguarda votação no Senado.

    Outro projeto é a Sugestão Legislativa (SUG) 11/2020, que propõe o banimento da constelação familiar e do direito sistêmico das instituições públicas, por considerá-los práticas pseudocientíficas, inconstitucionais e violadoras dos direitos humanos. A sugestão foi apresentada por um cidadão através do portal e-Cidadania do Senado e recebeu mais de 20 mil apoios, o que a tornou apta a ser analisada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). A sugestão aguarda parecer do relator Eduardo Girão, senador favorável à prática.

    A constelação familiar é uma prática controversa que ainda carece de regulamentação e fiscalização. Enquanto alguns defendem seus benefícios para a pacificação social e a harmonização familiar, outros questionam sua validade científica, sua ética profissional e seus riscos para a saúde mental e os direitos das pessoas envolvidas.

    Fonte: Link.

  • Síndrome do anticorpo antifosfolípide: o que é, como diagnosticar e tratar

    Síndrome do anticorpo antifosfolípide: o que é, como diagnosticar e tratar

    A síndrome do anticorpo antifosfolípide é uma doença autoimune que afeta a coagulação do sangue, ou seja, a capacidade do sangue de formar coágulos para estancar hemorragias.

    No entanto, nessa doença, os coágulos se formam de forma anormal e podem obstruir os vasos sanguíneos, causando problemas graves como trombose, derrame e infarto.

    A síndrome do anticorpo antifosfolípide (SAF) também pode causar complicações na gravidez, como abortos repetitivos, pressão alta e prematuridade do bebê. Isso acontece porque os coágulos podem impedir a circulação de sangue entre a mãe e o feto, prejudicando o desenvolvimento do bebê.

    Mas por que os coágulos se formam na SAF? A resposta está no sistema imunológico, que é o responsável por defender o organismo de agentes estranhos, como vírus e bactérias. Na SAF, o sistema imunológico produz anticorpos contra proteínas do próprio organismo que se ligam aos fosfolipídios, que são componentes das membranas celulares. Esses anticorpos são chamados de anticorpos antifosfolipídios e interferem na função normal dos fosfolipídios, que participam da regulação da coagulação do sangue. Assim, os anticorpos antifosfolipídios aumentam o risco de trombose.

    Para diagnosticar a SAF, é preciso ter pelo menos uma manifestação clínica de trombose ou de problemas na gravidez, associada à presença dos anticorpos antifosfolipídios no sangue. Os anticorpos antifosfolipídios podem ser detectados por exames laboratoriais específicos. O diagnóstico precoce é importante para evitar complicações e iniciar o tratamento adequado.

    O tratamento da SAF é feito com medicamentos que inibem a ativação das plaquetas e/ou anticoagulantes, que impedem a formação de novos coágulos e previnem complicações. O controle do uso dos anticoagulantes é feito por um exame chamado INR, que mede o tempo de coagulação do sangue. O INR deve ser mantido dentro de uma faixa terapêutica estabelecida pelo médico.

    A SAF pode ser primária, quando ocorre de forma isolada, sem associação com outras doenças autoimunes, ou secundária, quando ocorre junto com outras doenças autoimunes, como o lúpus eritematoso sistêmico. Existe também uma forma rara e grave da SAF, chamada SAF catastrófica, que se caracteriza por múltiplas tromboses difusas em pequenos vasos, que podem levar à disfunção de vários órgãos. Essa forma requer tratamento intensivo em unidade de terapia intensiva (UTI).

    A SAF é uma doença crônica que requer acompanhamento médico e cuidados especiais. Os pacientes com SAF devem evitar fatores que aumentam o risco de trombose, como fumo, obesidade, sedentarismo e uso de anticoncepcionais hormonais. Além disso, devem seguir as orientações médicas sobre o uso dos medicamentos e os exames periódicos. A SAF não tem cura, mas pode ser controlada com o tratamento adequado.

    Se você tem algum sintoma ou suspeita de SAF, procure um médico especialista em reumatologia ou hematologia. Quanto antes você iniciar o tratamento, melhor será sua qualidade de vida.

    No entanto, nessa doença, os coágulos se formam de forma anormal e podem obstruir os vasos sanguíneos, causando problemas graves como trombose, derrame e infarto.

    A síndrome do anticorpo antifosfolípide (SAF) também pode causar complicações na gravidez, como abortos repetitivos, pressão alta e prematuridade do bebê. Isso acontece porque os coágulos podem impedir a circulação de sangue entre a mãe e o feto, prejudicando o desenvolvimento do bebê.

    Mas por que os coágulos se formam na SAF? A resposta está no sistema imunológico, que é o responsável por defender o organismo de agentes estranhos, como vírus e bactérias. Na SAF, o sistema imunológico produz anticorpos contra proteínas do próprio organismo que se ligam aos fosfolipídios, que são componentes das membranas celulares. Esses anticorpos são chamados de anticorpos antifosfolipídios e interferem na função normal dos fosfolipídios, que participam da regulação da coagulação do sangue. Assim, os anticorpos antifosfolipídios aumentam o risco de trombose.

    Para diagnosticar a SAF, é preciso ter pelo menos uma manifestação clínica de trombose ou de problemas na gravidez, associada à presença dos anticorpos antifosfolipídios no sangue. Os anticorpos antifosfolipídios podem ser detectados por exames laboratoriais específicos. O diagnóstico precoce é importante para evitar complicações e iniciar o tratamento adequado.

    O tratamento da SAF é feito com medicamentos que inibem a ativação das plaquetas e/ou anticoagulantes, que impedem a formação de novos coágulos e previnem complicações. O controle do uso dos anticoagulantes é feito por um exame chamado INR, que mede o tempo de coagulação do sangue. O INR deve ser mantido dentro de uma faixa terapêutica estabelecida pelo médico.

    A SAF pode ser primária, quando ocorre de forma isolada, sem associação com outras doenças autoimunes, ou secundária, quando ocorre junto com outras doenças autoimunes, como o lúpus eritematoso sistêmico. Existe também uma forma rara e grave da SAF, chamada SAF catastrófica, que se caracteriza por múltiplas tromboses difusas em pequenos vasos, que podem levar à disfunção de vários órgãos. Essa forma requer tratamento intensivo em unidade de terapia intensiva (UTI).

    A SAF é uma doença crônica que requer acompanhamento médico e cuidados especiais. Os pacientes com SAF devem evitar fatores que aumentam o risco de trombose, como fumo, obesidade, sedentarismo e uso de anticoncepcionais hormonais. Além disso, devem seguir as orientações médicas sobre o uso dos medicamentos e os exames periódicos. A SAF não tem cura, mas pode ser controlada com o tratamento adequado.

    Se você tem algum sintoma ou suspeita de SAF, procure um médico especialista em reumatologia ou hematologia. Quanto antes você iniciar o tratamento, melhor será sua qualidade de vida.

  • Som da Liberdade: como o filme sobre o tráfico sexual infantil se tornou alvo de polêmica e conspiração

    Som da Liberdade: como o filme sobre o tráfico sexual infantil se tornou alvo de polêmica e conspiração

    Um filme que retrata a realidade do tráfico sexual infantil no mundo tem causado controvérsia e dificuldade para chegar ao público.

    Som da Liberdade, dirigido por Alejandro Monteverde e estrelado por Jim Caviezel, Mira Sorvino e Eduardo Verástegui, é baseado na história real de Tim Ballard, um ex-agente do governo dos EUA que fundou a Operation Underground Railroad, uma organização sem fins lucrativos que resgata crianças vítimas de exploração sexual.

    O filme foi produzido de forma independente, com a ajuda de financiamento coletivo, e teve sua estreia mundial no Festival de Cinema de Roma em outubro de 2022.

    No entanto, o filme enfrentou dificuldades para encontrar um distribuidor, pois a Disney, que havia comprado os direitos da 20th Century Fox, decidiu não lançá-lo por não querer ter seu nome ligado ao assunto. Além disso, o filme foi associado ao movimento QAnon, uma teoria da conspiração de extrema-direita que acredita na existência de uma rede global de satanistas, pedófilos e canibais que controlam o mundo. O ator Jim Caviezel, que interpreta Tim Ballard no filme, chegou a participar de um evento online do QAnon em abril deste ano, onde defendeu o filme e fez referência a uma suposta operação secreta chamada “Adrenocromo”, que envolveria a extração de uma substância do sangue de crianças torturadas.

    O filme tem recebido críticas mistas, sendo elogiado por alguns por sua coragem e sensibilidade, e criticado por outros por sua falta de rigor e veracidade, além de ser acusado de inflar fatos e alimentar teorias infundadas.

    Segundo o site Rotten Tomatoes, que agrega avaliações de críticos e espectadores, o filme tem uma nota média de 5.4/10 e um índice de aprovação de 38%. Alguns críticos apontaram que o filme simplifica a complexidade do problema do tráfico humano e apresenta uma visão heroica e messiânica do protagonista. Outros destacaram que o filme aborda um tema importante e urgente, que precisa ser denunciado e combatido.

    A produção ficou em primeiro lugar durante o seu final de semana de estreia no Brasil. Nos EUA, o filme foi lançado em algumas salas de cinema em agosto deste ano e está disponível em plataformas digitais desde setembro. O filme também foi exibido em alguns países da Europa, Ásia e América Latina.

    Som da Liberdade, dirigido por Alejandro Monteverde e estrelado por Jim Caviezel, Mira Sorvino e Eduardo Verástegui, é baseado na história real de Tim Ballard, um ex-agente do governo dos EUA que fundou a Operation Underground Railroad, uma organização sem fins lucrativos que resgata crianças vítimas de exploração sexual.

    O filme foi produzido de forma independente, com a ajuda de financiamento coletivo, e teve sua estreia mundial no Festival de Cinema de Roma em outubro de 2022.

    No entanto, o filme enfrentou dificuldades para encontrar um distribuidor, pois a Disney, que havia comprado os direitos da 20th Century Fox, decidiu não lançá-lo por não querer ter seu nome ligado ao assunto. Além disso, o filme foi associado ao movimento QAnon, uma teoria da conspiração de extrema-direita que acredita na existência de uma rede global de satanistas, pedófilos e canibais que controlam o mundo. O ator Jim Caviezel, que interpreta Tim Ballard no filme, chegou a participar de um evento online do QAnon em abril deste ano, onde defendeu o filme e fez referência a uma suposta operação secreta chamada “Adrenocromo”, que envolveria a extração de uma substância do sangue de crianças torturadas.

    O filme tem recebido críticas mistas, sendo elogiado por alguns por sua coragem e sensibilidade, e criticado por outros por sua falta de rigor e veracidade, além de ser acusado de inflar fatos e alimentar teorias infundadas.

    Segundo o site Rotten Tomatoes, que agrega avaliações de críticos e espectadores, o filme tem uma nota média de 5.4/10 e um índice de aprovação de 38%. Alguns críticos apontaram que o filme simplifica a complexidade do problema do tráfico humano e apresenta uma visão heroica e messiânica do protagonista. Outros destacaram que o filme aborda um tema importante e urgente, que precisa ser denunciado e combatido.

    A produção ficou em primeiro lugar durante o seu final de semana de estreia no Brasil. Nos EUA, o filme foi lançado em algumas salas de cinema em agosto deste ano e está disponível em plataformas digitais desde setembro. O filme também foi exibido em alguns países da Europa, Ásia e América Latina.

  • Por que a psicanálise é considerada uma pseudociência pela maioria dos especialistas?

    Por que a psicanálise é considerada uma pseudociência pela maioria dos especialistas?

    A psicanálise é uma área controversa que divide opiniões há mais de um século.

    Alguns defendem que ela é uma ciência que revela os mistérios do inconsciente humano e oferece uma forma de tratamento para os transtornos mentais.

    Outros criticam que ela é uma pseudociência que se baseia em especulações infundadas e não pode ser comprovada empiricamente.

    Uma das principais razões pelas quais a psicanálise é considerada uma pseudociência pela maioria dos especialistas é que ela não segue o método científico, que exige a formulação de hipóteses testáveis, a realização de experimentos controlados e a análise de dados objetivos.

    A psicanálise, por outro lado, se apoia na interpretação subjetiva do analista sobre as associações livres, os sonhos e as fantasias do paciente, sem oferecer critérios claros para verificar ou refutar suas conclusões.

    Outra razão é que a psicanálise não se atualiza nem se adapta às novas descobertas e evidências da psicologia, da neurociência e de outras áreas do conhecimento.

    A psicanálise mantém as teorias originais de Freud, que foram formuladas no início do século XX, sem levar em conta os avanços científicos e as mudanças sociais e culturais que ocorreram desde então. Muitas das ideias de Freud, como o complexo de Édipo, a inveja do pênis e a repressão de traumas, foram questionadas ou refutadas por estudos empíricos e experimentais.

    Por fim, uma razão é que a psicanálise não demonstra eficácia nem validade como forma de tratamento para os problemas psicológicos. A psicanálise é um processo longo, caro e demorado, que muitas vezes não produz resultados satisfatórios ou duradouros.

    Além disso, a psicanálise não possui um protocolo padronizado nem um sistema de avaliação de qualidade, o que dificulta a comparação entre diferentes analistas e pacientes.

    Existem poucos estudos que comparam a psicanálise com outras formas de terapia, como a terapia cognitivo-comportamental, e os resultados são inconclusivos ou desfavoráveis à psicanálise.

    Essas são algumas das razões pelas quais a psicanálise é vista como uma pseudociência por muitos especialistas. Para saber mais sobre esse tema, siga o nosso especial sobre psicanálise que estará disponível em breve.

    Alguns defendem que ela é uma ciência que revela os mistérios do inconsciente humano e oferece uma forma de tratamento para os transtornos mentais.

    Outros criticam que ela é uma pseudociência que se baseia em especulações infundadas e não pode ser comprovada empiricamente.

    Uma das principais razões pelas quais a psicanálise é considerada uma pseudociência pela maioria dos especialistas é que ela não segue o método científico, que exige a formulação de hipóteses testáveis, a realização de experimentos controlados e a análise de dados objetivos.

    A psicanálise, por outro lado, se apoia na interpretação subjetiva do analista sobre as associações livres, os sonhos e as fantasias do paciente, sem oferecer critérios claros para verificar ou refutar suas conclusões.

    Outra razão é que a psicanálise não se atualiza nem se adapta às novas descobertas e evidências da psicologia, da neurociência e de outras áreas do conhecimento.

    A psicanálise mantém as teorias originais de Freud, que foram formuladas no início do século XX, sem levar em conta os avanços científicos e as mudanças sociais e culturais que ocorreram desde então. Muitas das ideias de Freud, como o complexo de Édipo, a inveja do pênis e a repressão de traumas, foram questionadas ou refutadas por estudos empíricos e experimentais.

    Por fim, uma razão é que a psicanálise não demonstra eficácia nem validade como forma de tratamento para os problemas psicológicos. A psicanálise é um processo longo, caro e demorado, que muitas vezes não produz resultados satisfatórios ou duradouros.

    Além disso, a psicanálise não possui um protocolo padronizado nem um sistema de avaliação de qualidade, o que dificulta a comparação entre diferentes analistas e pacientes.

    Existem poucos estudos que comparam a psicanálise com outras formas de terapia, como a terapia cognitivo-comportamental, e os resultados são inconclusivos ou desfavoráveis à psicanálise.

    Essas são algumas das razões pelas quais a psicanálise é vista como uma pseudociência por muitos especialistas. Para saber mais sobre esse tema, siga o nosso especial sobre psicanálise que estará disponível em breve.

  • Nasa traz amostra de asteroide que pode revelar segredos do universo

    Nasa traz amostra de asteroide que pode revelar segredos do universo

    A Nasa, a agência espacial americana, conseguiu um feito histórico: trazer para a Terra a maior e primeira amostra de um asteroide já coletada por ela.

    A sonda Osiris-Rex, que carregava a amostra, pousou no deserto de Utah, nos Estados Unidos, neste domingo (24), após uma viagem de quase três anos pelo espaço.

    A amostra foi obtida do asteroide Bennu, um corpo celeste com cerca de 500 metros de diâmetro que orbita o Sol a uma distância média de 200 milhões de quilômetros da Terra. Bennu é considerado um dos asteroides mais antigos e primitivos do Sistema Solar, formado há cerca de 4,5 bilhões de anos.

    Os cientistas da Nasa acreditam que a amostra contém cerca de 250 gramas de material rico em carbono e água, que pode revelar pistas sobre a origem do Sistema Solar e da vida na Terra. Além disso, o estudo do asteroide pode ajudar a entender os riscos de impacto com a Terra, já que Bennu tem uma pequena chance de colidir com o nosso planeta no futuro.

    A amostra será transferida para o Centro Espacial Johnson em Houston, onde será examinada por cientistas da Nasa e de outros países. Os resultados iniciais devem ser divulgados em 11 de outubro. A Nasa pretende compartilhar parte da amostra com outras instituições e agências espaciais, como a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA).

    A missão Osiris-Rex foi lançada em 2016 e custou cerca de US$ 1 bilhão. Ela é considerada uma das mais ambiciosas e complexas da história da exploração espacial. A sonda chegou ao asteroide Bennu em 2018 e passou dois anos mapeando sua superfície. Em outubro de 2020, ela realizou uma manobra arriscada para coletar a amostra, tocando o asteroide por apenas seis segundos e disparando uma rajada de gás nitrogênio para soltar o material.

    A sonda ainda tem combustível suficiente para continuar sua jornada pelo espaço e visitar outros asteroides. A Nasa planeja escolher um novo destino para ela em 2024.

    A sonda Osiris-Rex, que carregava a amostra, pousou no deserto de Utah, nos Estados Unidos, neste domingo (24), após uma viagem de quase três anos pelo espaço.

    A amostra foi obtida do asteroide Bennu, um corpo celeste com cerca de 500 metros de diâmetro que orbita o Sol a uma distância média de 200 milhões de quilômetros da Terra. Bennu é considerado um dos asteroides mais antigos e primitivos do Sistema Solar, formado há cerca de 4,5 bilhões de anos.

    Os cientistas da Nasa acreditam que a amostra contém cerca de 250 gramas de material rico em carbono e água, que pode revelar pistas sobre a origem do Sistema Solar e da vida na Terra. Além disso, o estudo do asteroide pode ajudar a entender os riscos de impacto com a Terra, já que Bennu tem uma pequena chance de colidir com o nosso planeta no futuro.

    A amostra será transferida para o Centro Espacial Johnson em Houston, onde será examinada por cientistas da Nasa e de outros países. Os resultados iniciais devem ser divulgados em 11 de outubro. A Nasa pretende compartilhar parte da amostra com outras instituições e agências espaciais, como a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA).

    A missão Osiris-Rex foi lançada em 2016 e custou cerca de US$ 1 bilhão. Ela é considerada uma das mais ambiciosas e complexas da história da exploração espacial. A sonda chegou ao asteroide Bennu em 2018 e passou dois anos mapeando sua superfície. Em outubro de 2020, ela realizou uma manobra arriscada para coletar a amostra, tocando o asteroide por apenas seis segundos e disparando uma rajada de gás nitrogênio para soltar o material.

    A sonda ainda tem combustível suficiente para continuar sua jornada pelo espaço e visitar outros asteroides. A Nasa planeja escolher um novo destino para ela em 2024.

  • Pesquisa alerta para variantes do vírus da raiva em morcegos e saguis no Ceará

    Pesquisa alerta para variantes do vírus da raiva em morcegos e saguis no Ceará

    Uma pesquisa financiada pela Fapesp e coordenada pela EPM-Unifesp revelou a presença de variantes do vírus da raiva em morcegos de 15 espécies e saguis-de-tufo-branco no estado do Ceará.

    O estudo, publicado na revista Scientific Reports, alerta para o risco de transmissão para humanos e a importância da prevenção e da vigilância.

    Os pesquisadores analisaram 1.074 amostras de cérebro de morcegos coletadas entre 2011 e 2018 em 30 municípios do Ceará. Eles encontraram o vírus da raiva em 41 amostras, pertencentes a 15 espécies diferentes de morcegos. A maioria dos morcegos infectados eram insetívoros, mas também havia frugívoros e hematófagos.

    Os cientistas também sequenciaram o genoma completo do vírus em 18 amostras de morcegos e quatro de saguis-de-tufo-branco, que são primatas nativos da Mata Atlântica que foram introduzidos no Nordeste brasileiro há cerca de um século. Eles descobriram que as variantes do vírus encontradas nos morcegos e nos saguis eram muito semelhantes entre si e também com aquelas que já causaram casos fatais de raiva humana no Ceará.

    Segundo os autores, isso indica que há uma circulação intensa do vírus entre esses animais e que eles podem representar uma fonte potencial de infecção para humanos. Um agricultor de 36 anos foi a última vítima fatal da raiva no estado, em abril de 2023, após ser atacado por um sagui em fevereiro. Desde 1991, foram registrados 15 óbitos por raiva humana no Ceará, todos relacionados ao contato com saguis.

    A pesquisa recomenda que as pessoas não toquem em morcegos e outros mamíferos selvagens e que procurem atendimento médico imediato em caso de contato direto. Além disso, sugere que sejam feitos estudos adicionais para entender a dinâmica de circulação do vírus e a sua relação com os hospedeiros.

    O estudo, publicado na revista Scientific Reports, alerta para o risco de transmissão para humanos e a importância da prevenção e da vigilância.

    Os pesquisadores analisaram 1.074 amostras de cérebro de morcegos coletadas entre 2011 e 2018 em 30 municípios do Ceará. Eles encontraram o vírus da raiva em 41 amostras, pertencentes a 15 espécies diferentes de morcegos. A maioria dos morcegos infectados eram insetívoros, mas também havia frugívoros e hematófagos.

    Os cientistas também sequenciaram o genoma completo do vírus em 18 amostras de morcegos e quatro de saguis-de-tufo-branco, que são primatas nativos da Mata Atlântica que foram introduzidos no Nordeste brasileiro há cerca de um século. Eles descobriram que as variantes do vírus encontradas nos morcegos e nos saguis eram muito semelhantes entre si e também com aquelas que já causaram casos fatais de raiva humana no Ceará.

    Segundo os autores, isso indica que há uma circulação intensa do vírus entre esses animais e que eles podem representar uma fonte potencial de infecção para humanos. Um agricultor de 36 anos foi a última vítima fatal da raiva no estado, em abril de 2023, após ser atacado por um sagui em fevereiro. Desde 1991, foram registrados 15 óbitos por raiva humana no Ceará, todos relacionados ao contato com saguis.

    A pesquisa recomenda que as pessoas não toquem em morcegos e outros mamíferos selvagens e que procurem atendimento médico imediato em caso de contato direto. Além disso, sugere que sejam feitos estudos adicionais para entender a dinâmica de circulação do vírus e a sua relação com os hospedeiros.

  • Ação humana é a principal causa das temperaturas extremas, diz relatório da ONU

    Ação humana é a principal causa das temperaturas extremas, diz relatório da ONU

    Um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), um órgão da ONU, afirma que a influência humana no aquecimento do planeta é inequívoca e inquestionável.

    O relatório alerta que as temperaturas vão continuar a subir até meados deste século em todos os cenários projetados para as emissões de gases de efeito estufa, e que o aquecimento de 1,5°C a 2°C será ultrapassado ainda neste século se não houver uma forte e profunda redução nas emissões de CO2 e outros gases de efeito estufa.

    O aquecimento global é causado principalmente pelo uso humano de combustíveis fósseis, como petróleo, gás e carvão, para casas, fábricas e transporte. Quando esses combustíveis queimam, eles liberam gases de efeito estufa, principalmente dióxido de carbono (CO2). Esses gases retêm o calor do Sol e fazem com que a temperatura do planeta aumente.

    As temperaturas extremas afetam todos os aspectos da vida humana e da natureza. Elas podem provocar secas, enchentes, incêndios florestais, ondas de calor, ciclones tropicais, aumento do nível do mar e extinção em massa de espécies. Além disso, elas podem causar riscos à saúde humana, como doenças cardiovasculares, alergias, diabetes e complicações pulmonares.

    O relatório do IPCC aponta que muitas das mudanças observadas no clima não têm precedentes ao longo de séculos e até milhares de anos, e que algumas delas são irreversíveis ao longo de centenas a milhares de anos. No entanto, o relatório também indica que reduções fortes e sustentadas na emissão de CO2 ainda podem limitar as mudanças climáticas, mas que pode levar até 30 anos para que as temperaturas se estabilizem.

    O relatório do IPCC é baseado em mais de 14 mil estudos científicos revisados por pares e envolveu mais de 200 autores de 66 países. O relatório é considerado o mais abrangente e atualizado sobre o estado do clima e os possíveis cenários futuros.

    O relatório do IPCC é um alerta para a urgência de uma ação global para combater as mudanças climáticas e seus impactos. O relatório também é uma fonte de informação para os governos, as empresas, as organizações e os cidadãos que querem tomar decisões informadas sobre como reduzir as emissões de gases de efeito estufa e se adaptar aos efeitos das temperaturas extremas.

    O relatório alerta que as temperaturas vão continuar a subir até meados deste século em todos os cenários projetados para as emissões de gases de efeito estufa, e que o aquecimento de 1,5°C a 2°C será ultrapassado ainda neste século se não houver uma forte e profunda redução nas emissões de CO2 e outros gases de efeito estufa.

    O aquecimento global é causado principalmente pelo uso humano de combustíveis fósseis, como petróleo, gás e carvão, para casas, fábricas e transporte. Quando esses combustíveis queimam, eles liberam gases de efeito estufa, principalmente dióxido de carbono (CO2). Esses gases retêm o calor do Sol e fazem com que a temperatura do planeta aumente.

    As temperaturas extremas afetam todos os aspectos da vida humana e da natureza. Elas podem provocar secas, enchentes, incêndios florestais, ondas de calor, ciclones tropicais, aumento do nível do mar e extinção em massa de espécies. Além disso, elas podem causar riscos à saúde humana, como doenças cardiovasculares, alergias, diabetes e complicações pulmonares.

    O relatório do IPCC aponta que muitas das mudanças observadas no clima não têm precedentes ao longo de séculos e até milhares de anos, e que algumas delas são irreversíveis ao longo de centenas a milhares de anos. No entanto, o relatório também indica que reduções fortes e sustentadas na emissão de CO2 ainda podem limitar as mudanças climáticas, mas que pode levar até 30 anos para que as temperaturas se estabilizem.

    O relatório do IPCC é baseado em mais de 14 mil estudos científicos revisados por pares e envolveu mais de 200 autores de 66 países. O relatório é considerado o mais abrangente e atualizado sobre o estado do clima e os possíveis cenários futuros.

    O relatório do IPCC é um alerta para a urgência de uma ação global para combater as mudanças climáticas e seus impactos. O relatório também é uma fonte de informação para os governos, as empresas, as organizações e os cidadãos que querem tomar decisões informadas sobre como reduzir as emissões de gases de efeito estufa e se adaptar aos efeitos das temperaturas extremas.

  • Mudanças climáticas põem em risco a saúde das florestas e a sua também

    Mudanças climáticas põem em risco a saúde das florestas e a sua também

    Você sabia que as árvores têm amigos íntimos no solo? Eles são os fungos ectomicorrízicos, um grupo de microrganismos que vivem em simbiose com as plantas.

    Esses fungos ajudam as árvores a obter água e nutrientes do solo em troca de açúcares produzidos pela fotossíntese. Essa parceria é essencial para a saúde e o crescimento das árvores, especialmente nas regiões boreal e temperada, onde o solo é pobre e frio.

    Mas o que acontece quando o clima muda e o solo fica mais quente e seco? Como as árvores e os fungos se adaptam a essas condições estressantes? Essas são algumas das perguntas que uma equipe internacional de pesquisadores tentou responder em um experimento de longa duração chamado B4WARMED (Boreal Forest Warming at an Ecotone in Danger).

    O experimento consistiu em expor diferentes espécies de árvores boreais e temperadas a tratamentos de aquecimento e seca em um campo experimental na Suécia. Os pesquisadores usaram cabos elétricos para aquecer o solo e coberturas plásticas para reduzir a precipitação. Eles monitoraram a resposta das árvores e dos fungos por meio de medidas de crescimento, fisiologia, bioquímica e diversidade.

    Os resultados mostraram que as mudanças climáticas afetam a composição das espécies de fungos e as redes que eles formam com as árvores. Algumas espécies de fungos são mais tolerantes ao calor e à seca do que outras, e podem substituir as espécies mais sensíveis. Isso pode alterar o equilíbrio da troca de carbono e nutrientes entre as árvores e os fungos, afetando a função e a resiliência dos ecossistemas florestais.

    Os pesquisadores também descobriram que as espécies de árvores temperadas são mais vulneráveis ao aquecimento do que as espécies boreais, pois elas têm uma menor capacidade de regular sua temperatura interna. Além disso, as espécies de árvores boreais tendem a ter uma maior diversidade de fungos associados, o que pode aumentar sua resistência aos estressores ambientais.

    O estudo é um dos primeiros a investigar os efeitos das mudanças climáticas na relação entre árvores e fungos em uma escala temporal e espacial relevante para os ecossistemas naturais. Os autores esperam que seus achados contribuam para o desenvolvimento de estratégias de conservação e manejo florestal que levem em conta a importância dos fungos para a sustentabilidade das florestas.

    Fonte: Link.

    Esses fungos ajudam as árvores a obter água e nutrientes do solo em troca de açúcares produzidos pela fotossíntese. Essa parceria é essencial para a saúde e o crescimento das árvores, especialmente nas regiões boreal e temperada, onde o solo é pobre e frio.

    Mas o que acontece quando o clima muda e o solo fica mais quente e seco? Como as árvores e os fungos se adaptam a essas condições estressantes? Essas são algumas das perguntas que uma equipe internacional de pesquisadores tentou responder em um experimento de longa duração chamado B4WARMED (Boreal Forest Warming at an Ecotone in Danger).

    O experimento consistiu em expor diferentes espécies de árvores boreais e temperadas a tratamentos de aquecimento e seca em um campo experimental na Suécia. Os pesquisadores usaram cabos elétricos para aquecer o solo e coberturas plásticas para reduzir a precipitação. Eles monitoraram a resposta das árvores e dos fungos por meio de medidas de crescimento, fisiologia, bioquímica e diversidade.

    Os resultados mostraram que as mudanças climáticas afetam a composição das espécies de fungos e as redes que eles formam com as árvores. Algumas espécies de fungos são mais tolerantes ao calor e à seca do que outras, e podem substituir as espécies mais sensíveis. Isso pode alterar o equilíbrio da troca de carbono e nutrientes entre as árvores e os fungos, afetando a função e a resiliência dos ecossistemas florestais.

    Os pesquisadores também descobriram que as espécies de árvores temperadas são mais vulneráveis ao aquecimento do que as espécies boreais, pois elas têm uma menor capacidade de regular sua temperatura interna. Além disso, as espécies de árvores boreais tendem a ter uma maior diversidade de fungos associados, o que pode aumentar sua resistência aos estressores ambientais.

    O estudo é um dos primeiros a investigar os efeitos das mudanças climáticas na relação entre árvores e fungos em uma escala temporal e espacial relevante para os ecossistemas naturais. Os autores esperam que seus achados contribuam para o desenvolvimento de estratégias de conservação e manejo florestal que levem em conta a importância dos fungos para a sustentabilidade das florestas.

    Fonte: Link.

  • Aves migratórias se adaptam à mudança climática com a ajuda de cientistas

    Aves migratórias se adaptam à mudança climática com a ajuda de cientistas

    As aves migratórias podem se ajustar ao avanço da primavera causado pela mudança climática.

    Isso se forem levadas para locais onde a disponibilidade de alimentos é mais adequada ao seu ciclo reprodutivo.

    A mudança climática tem afetado muitas espécies de animais, especialmente as aves migratórias, que viajam longas distâncias entre os seus locais de invernada e de reprodução. A primavera tem chegado cada vez mais cedo em muitas regiões do mundo, o que significa que as plantas e os insetos que servem de alimento para as aves também se antecipam. No entanto, as aves migratórias não conseguem acompanhar essa mudança e acabam chegando tarde demais para o pico de disponibilidade de alimentos na época da reprodução.

    Isso pode ter consequências negativas para o sucesso reprodutivo das aves, pois elas precisam alimentar os seus filhotes com lagartas e outros insetos que são abundantes na primavera. Se as aves chegarem depois que esses recursos já diminuíram, elas terão mais dificuldade para criar os seus descendentes.

    Para testar se as aves migratórias podem se adaptar à mudança climática, pesquisadores da Suécia e dos Países Baixos realizaram um experimento com uma espécie de ave chamada papa-moscas (Ficedula hypoleuca). Essa ave migra da África para a Europa no início da primavera e se reproduz em florestas temperadas.

    Os pesquisadores capturaram algumas aves dessa espécie no norte da Europa, onde a primavera é mais precoce, e as levaram para o sul da Suécia, onde a primavera é mais tardia e há mais lagartas para alimentar os filhotes. Eles compararam o desempenho reprodutivo dessas aves com o das aves que permaneceram nos seus locais de origem.

    Os resultados foram surpreendentes: as aves que foram transportadas se sincronizaram muito bem com o pico de alimentos e tiveram um sucesso reprodutivo muito maior do que as aves que ficaram no norte. Além disso, os filhotes dessas aves voltaram para o sul da Suécia no ano seguinte, chegando mais cedo do que as aves locais.

    Isso mostra que as aves migratórias podem se adaptar à mudança climática através da dispersão e do ajuste do tempo de reprodução. Isso pode ajudar a manter populações robustas de aves pequenas, mesmo com o avanço da primavera.

    O estudo foi publicado na revista científica Nature Ecology and Evolution e pode ter implicações importantes para a conservação das aves migratórias, que enfrentam muitas ameaças além da mudança climática, como a perda de habitat, a poluição e a caça ilegal.

    Fonte: Link.

    Isso se forem levadas para locais onde a disponibilidade de alimentos é mais adequada ao seu ciclo reprodutivo.

    A mudança climática tem afetado muitas espécies de animais, especialmente as aves migratórias, que viajam longas distâncias entre os seus locais de invernada e de reprodução. A primavera tem chegado cada vez mais cedo em muitas regiões do mundo, o que significa que as plantas e os insetos que servem de alimento para as aves também se antecipam. No entanto, as aves migratórias não conseguem acompanhar essa mudança e acabam chegando tarde demais para o pico de disponibilidade de alimentos na época da reprodução.

    Isso pode ter consequências negativas para o sucesso reprodutivo das aves, pois elas precisam alimentar os seus filhotes com lagartas e outros insetos que são abundantes na primavera. Se as aves chegarem depois que esses recursos já diminuíram, elas terão mais dificuldade para criar os seus descendentes.

    Para testar se as aves migratórias podem se adaptar à mudança climática, pesquisadores da Suécia e dos Países Baixos realizaram um experimento com uma espécie de ave chamada papa-moscas (Ficedula hypoleuca). Essa ave migra da África para a Europa no início da primavera e se reproduz em florestas temperadas.

    Os pesquisadores capturaram algumas aves dessa espécie no norte da Europa, onde a primavera é mais precoce, e as levaram para o sul da Suécia, onde a primavera é mais tardia e há mais lagartas para alimentar os filhotes. Eles compararam o desempenho reprodutivo dessas aves com o das aves que permaneceram nos seus locais de origem.

    Os resultados foram surpreendentes: as aves que foram transportadas se sincronizaram muito bem com o pico de alimentos e tiveram um sucesso reprodutivo muito maior do que as aves que ficaram no norte. Além disso, os filhotes dessas aves voltaram para o sul da Suécia no ano seguinte, chegando mais cedo do que as aves locais.

    Isso mostra que as aves migratórias podem se adaptar à mudança climática através da dispersão e do ajuste do tempo de reprodução. Isso pode ajudar a manter populações robustas de aves pequenas, mesmo com o avanço da primavera.

    O estudo foi publicado na revista científica Nature Ecology and Evolution e pode ter implicações importantes para a conservação das aves migratórias, que enfrentam muitas ameaças além da mudança climática, como a perda de habitat, a poluição e a caça ilegal.

    Fonte: Link.