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Foi publicado no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (12) uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que estabelece como ‘procedimento experimental’ a administração de hidroxicloroquina e cloroquina em apresentação inalatória.
Pelo texto, tratamentos médicos baseados nessa abordagem só podem ser realizados por meio de protocolos de pesquisa aprovados pelo sistema de Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) e Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).
No Brasil, quatro pessoas morreram após o procedimento. Estudos feitos em várias partes do mundo desde o ano passado mostraram que o uso oral do medicamento não é eficaz no combate ao coronavírus. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que o medicamento não seja usado como prevenção da doença.
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Fontes ouvidas pela Agência Reuters disseram que o ex-ministro da Saúde recusou negociar com o laboratório norte-americano por acreditar que o país não precisaria de mais imunizantes além da vacina de Oxford/AstraZeneca e CoronaVac.
Segundo uma das fontes, Pazuello não considerava necessário sequer negociar diretamente com a cúpula da Pfizer.
O laboratório apresentou sua primeira proposta de venda de vacinas ao governo brasileiro em 15 de agosto de 2020 e considerava começar as entregas a partir de dezembro de 2020.
Com a demora nas negociações, as primeiras doses de vacinas da Pfizer só chegaram ao país no dia 29 de abril, mais de quatro meses depois da primeira previsão de oferta.
Somente com a piora da pandemia no país, entre o fim do ano passado e início de 2021 e os atrasos no cronograma de produção da vacina Oxford/AstraZeneca pela Fiocruz, o governo decidiu comprar mais imunizantes, mas, ainda assim, a Pfizer era alvo de ataques.
Segundo as fontes ouvidas pela Reuters, as críticas públicas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro em relação às cláusulas contratuais do imunizante atrapalharam as negociações.
Em 19 de dezembro, Bolsonaro chegou a dizer que a vacina da Pfizer poderia transformar a pessoa em jacaré.
“Lá no contrato da Pfizer está bem claro: nós (a Pfizer) não nos responsabilizamos por qualquer efeito secundário. Se você virar jacaré, é problema seu”, disse ele, em evento realizado na Bahia.
Diante das críticas de Bolsonaro, a Pfizer afirmou em repetidas notas que as cláusulas apresentadas ao governo brasileiro estavam em linha com os acordos fechados em outros países, inclusive na América Latina.
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A Índia teve as 24 horas mais letais desde o início da pandemia. O país ultrapassou as 250 mil mortes registradas da doença que se alastra pelo interior do país.
Autoridades acreditam que o número de mortos e contaminados pode ser ainda maior pelo fato do país não estar fazendo testagem em massa e pela situação precária do combate à pandemia no país.
As mortes tiveram um aumento recorde com 4.205 óbitos registrados, e as infecções subiram 348.421 nas 24 horas, elevando o total de casos acima dos 23 milhões. Dados são do Ministério da Saúde indiano.
Com uma população de 1,4 bilhão de habitantes, a Índia responde por metade dos casos e 30% das mortes em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
As infecções diárias estão disparando no interior na comparação com cidades grandes. Mais da metade dos casos desta semana em Maharashtra, Estado do oeste indiano, surgiram em áreas rurais. Esta parcela é de quase dois terços em Uttar Pradesh, estado mais populoso do país e essencialmente rural.
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Segundo informa o canal CNN, a Advocacia-Geral da União (AGU) prepara um habeas corpus para blindar o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello na CPI da Covid-19.
A ideia é que ele compareça à comissão, mas que responda apenas às perguntas que quiser.
O texto está sendo redigido e deverá ser submetido ao advogado-geral da União, André Mendonça, nesta quarta-feira (12). A expectativa é de que ele seja protocolado no STF (Supremo Tribunal Federal) até a próxima sexta-feira (14).
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