Categoria: Ciência

  • Johanna Döbereiner: a cientista que revolucionou a soja brasileira

    Johanna Döbereiner: a cientista que revolucionou a soja brasileira

    Você sabia que a soja, um dos principais produtos agrícolas do Brasil, deve muito do seu sucesso a uma cientista que nasceu na Tchecoslováquia?

    Seu nome era Johanna Döbereiner, e ela foi a responsável por descobrir uma forma de fazer a soja produzir seu próprio adubo, economizando bilhões de dólares e aumentando a produtividade das lavouras.

    Johanna chegou ao Brasil em 1946, fugindo da Segunda Guerra Mundial. Ela se formou em agronomia na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e começou a trabalhar na Embrapa Agrobiologia, onde se dedicou aos estudos com bactérias que vivem nas raízes das plantas e que são capazes de capturar o nitrogênio do ar e transformá-lo em um nutriente essencial para o crescimento vegetal. Esse processo é chamado de fixação biológica de nitrogênio (FBN).

    Johanna descobriu que algumas plantas, como a soja, podem se beneficiar dessa interação com as bactérias, dispensando o uso de fertilizantes químicos que são caros e poluentes. Ela desenvolveu uma técnica para inocular as sementes de soja com as bactérias adequadas, garantindo que elas se estabelecessem nas raízes e fornecessem o nitrogênio necessário para a planta. Essa técnica sustentável fez o Brasil reduzir o uso de fertilizantes químicos nas lavouras de soja, o que provocou uma economia de mais de US$ 2 bilhões por ano na cultura e ajudou a impulsionar o país como um dos maiores produtores do grão.

    Johanna também liderou a pesquisa na Embrapa Agrobiologia e orientou bolsistas que hoje estão espalhados pelo Brasil inteiro, contribuindo para o desenvolvimento da ciência e da agropecuária nacional. Ela recebeu inúmeros prêmios e homenagens, sendo reconhecida mundialmente pelo seu trabalho. Johanna foi uma mulher de personalidade forte, que enfrentou diversos obstáculos e sempre acreditou na busca pelo conhecimento como forma de melhorar a vida das pessoas. Ela foi uma das pioneiras nos estudos com FBN em gramíneas e suas descobertas foram fundamentais para o avanço da agricultura tropical.

    Johanna Döbereiner faleceu em 2000, aos 76 anos, deixando um legado de pesquisa e inovação que continua inspirando gerações de cientistas e agricultores. Ela foi uma das responsáveis por transformar a soja brasileira em um dos maiores sucessos da história da agricultura mundial.

    Seu nome era Johanna Döbereiner, e ela foi a responsável por descobrir uma forma de fazer a soja produzir seu próprio adubo, economizando bilhões de dólares e aumentando a produtividade das lavouras.

    Johanna chegou ao Brasil em 1946, fugindo da Segunda Guerra Mundial. Ela se formou em agronomia na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e começou a trabalhar na Embrapa Agrobiologia, onde se dedicou aos estudos com bactérias que vivem nas raízes das plantas e que são capazes de capturar o nitrogênio do ar e transformá-lo em um nutriente essencial para o crescimento vegetal. Esse processo é chamado de fixação biológica de nitrogênio (FBN).

    Johanna descobriu que algumas plantas, como a soja, podem se beneficiar dessa interação com as bactérias, dispensando o uso de fertilizantes químicos que são caros e poluentes. Ela desenvolveu uma técnica para inocular as sementes de soja com as bactérias adequadas, garantindo que elas se estabelecessem nas raízes e fornecessem o nitrogênio necessário para a planta. Essa técnica sustentável fez o Brasil reduzir o uso de fertilizantes químicos nas lavouras de soja, o que provocou uma economia de mais de US$ 2 bilhões por ano na cultura e ajudou a impulsionar o país como um dos maiores produtores do grão.

    Johanna também liderou a pesquisa na Embrapa Agrobiologia e orientou bolsistas que hoje estão espalhados pelo Brasil inteiro, contribuindo para o desenvolvimento da ciência e da agropecuária nacional. Ela recebeu inúmeros prêmios e homenagens, sendo reconhecida mundialmente pelo seu trabalho. Johanna foi uma mulher de personalidade forte, que enfrentou diversos obstáculos e sempre acreditou na busca pelo conhecimento como forma de melhorar a vida das pessoas. Ela foi uma das pioneiras nos estudos com FBN em gramíneas e suas descobertas foram fundamentais para o avanço da agricultura tropical.

    Johanna Döbereiner faleceu em 2000, aos 76 anos, deixando um legado de pesquisa e inovação que continua inspirando gerações de cientistas e agricultores. Ela foi uma das responsáveis por transformar a soja brasileira em um dos maiores sucessos da história da agricultura mundial.

  • Cúrcuma: um tempero milagroso ou uma ilusão perigosa?

    Cúrcuma: um tempero milagroso ou uma ilusão perigosa?

    A cúrcuma é um tempero muito usado na culinária indiana, que também tem sido apontado como um superalimento com propriedades medicinais.

    No entanto, nem tudo que se diz sobre a cúrcuma é verdadeiro ou comprovado cientificamente. Neste artigo, vamos analisar algumas das principais críticas aos artigos que enaltecem a cúrcuma como uma fonte de saúde e bem-estar.

    O que é a cúrcuma e quais são seus benefícios?

    A cúrcuma é uma planta da família do gengibre, que tem como principal componente ativo a curcumina, uma substância de cor amarela que confere sabor e cor ao tempero. A curcumina tem sido estudada por seus possíveis efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios, antimicrobianos, anticancerígenos e neuroprotetores. Alguns estudos sugerem que a cúrcuma pode ajudar a prevenir ou tratar doenças como artrite, diabetes, Alzheimer, depressão, obesidade e câncer.

    Quais são as críticas aos artigos que enaltecem a cúrcuma?

    Apesar dos benefícios potenciais da cúrcuma, muitos artigos que a elogiam também são alvo de críticas por parte de especialistas, que apontam as limitações e os riscos do consumo excessivo ou inadequado da planta. Algumas das críticas mais comuns são:

    • A cúrcuma tem uma baixa biodisponibilidade, ou seja, uma pequena fração da curcumina ingerida é absorvida pelo organismo e exerce seus efeitos. Isso significa que é necessário consumir grandes quantidades de cúrcuma para obter os benefícios esperados, o que pode causar efeitos adversos como náuseas, diarreia, dor abdominal e até mesmo toxicidade hepática.

    • A maioria dos estudos sobre a cúrcuma é realizada em animais ou em células in vitro, o que não garante a mesma eficácia e segurança em seres humanos . Além disso, muitos desses estudos utilizam doses elevadas de curcumina isolada ou combinada com outros compostos, o que não reflete o consumo habitual da cúrcuma como alimento ou tempero.

    • A cúrcuma pode interagir com alguns medicamentos, como anticoagulantes, anti-inflamatórios e quimioterápicos, alterando sua ação ou aumentando o risco de sangramentos ou toxicidade . Por isso, é importante consultar um médico antes de consumir cúrcuma se estiver fazendo uso de algum desses medicamentos.

    • A cúrcuma não é uma panaceia, ou seja, uma substância capaz de curar todas as doenças. Embora possa ter alguns efeitos benéficos para a saúde, ela não substitui uma alimentação equilibrada, um estilo de vida saudável e um acompanhamento médico adequado . Portanto, não se deve confiar apenas na cúrcuma como forma de prevenção ou tratamento de doenças.

    A cúrcuma é um tempero saboroso e versátil, que pode trazer benefícios para a saúde se consumido com moderação e orientação profissional. No entanto, não se deve acreditar em tudo que se lê sobre a cúrcuma na internet ou em revistas, pois muitas informações são exageradas ou falsas. Antes de adotar a cúrcuma como um remédio natural, é preciso verificar as fontes dos artigos, consultar os estudos originais e buscar a opinião de especialistas. Assim, você poderá aproveitar melhor as propriedades funcionais da cúrcuma sem colocar sua saúde em risco.

    No entanto, nem tudo que se diz sobre a cúrcuma é verdadeiro ou comprovado cientificamente. Neste artigo, vamos analisar algumas das principais críticas aos artigos que enaltecem a cúrcuma como uma fonte de saúde e bem-estar.

    O que é a cúrcuma e quais são seus benefícios?

    A cúrcuma é uma planta da família do gengibre, que tem como principal componente ativo a curcumina, uma substância de cor amarela que confere sabor e cor ao tempero. A curcumina tem sido estudada por seus possíveis efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios, antimicrobianos, anticancerígenos e neuroprotetores. Alguns estudos sugerem que a cúrcuma pode ajudar a prevenir ou tratar doenças como artrite, diabetes, Alzheimer, depressão, obesidade e câncer.

    Quais são as críticas aos artigos que enaltecem a cúrcuma?

    Apesar dos benefícios potenciais da cúrcuma, muitos artigos que a elogiam também são alvo de críticas por parte de especialistas, que apontam as limitações e os riscos do consumo excessivo ou inadequado da planta. Algumas das críticas mais comuns são:

    • A cúrcuma tem uma baixa biodisponibilidade, ou seja, uma pequena fração da curcumina ingerida é absorvida pelo organismo e exerce seus efeitos. Isso significa que é necessário consumir grandes quantidades de cúrcuma para obter os benefícios esperados, o que pode causar efeitos adversos como náuseas, diarreia, dor abdominal e até mesmo toxicidade hepática.

    • A maioria dos estudos sobre a cúrcuma é realizada em animais ou em células in vitro, o que não garante a mesma eficácia e segurança em seres humanos . Além disso, muitos desses estudos utilizam doses elevadas de curcumina isolada ou combinada com outros compostos, o que não reflete o consumo habitual da cúrcuma como alimento ou tempero.

    • A cúrcuma pode interagir com alguns medicamentos, como anticoagulantes, anti-inflamatórios e quimioterápicos, alterando sua ação ou aumentando o risco de sangramentos ou toxicidade . Por isso, é importante consultar um médico antes de consumir cúrcuma se estiver fazendo uso de algum desses medicamentos.

    • A cúrcuma não é uma panaceia, ou seja, uma substância capaz de curar todas as doenças. Embora possa ter alguns efeitos benéficos para a saúde, ela não substitui uma alimentação equilibrada, um estilo de vida saudável e um acompanhamento médico adequado . Portanto, não se deve confiar apenas na cúrcuma como forma de prevenção ou tratamento de doenças.

    A cúrcuma é um tempero saboroso e versátil, que pode trazer benefícios para a saúde se consumido com moderação e orientação profissional. No entanto, não se deve acreditar em tudo que se lê sobre a cúrcuma na internet ou em revistas, pois muitas informações são exageradas ou falsas. Antes de adotar a cúrcuma como um remédio natural, é preciso verificar as fontes dos artigos, consultar os estudos originais e buscar a opinião de especialistas. Assim, você poderá aproveitar melhor as propriedades funcionais da cúrcuma sem colocar sua saúde em risco.

  • Pesquisadores criam sensor que monitora hormônio feminino pelo suor

    Pesquisadores criam sensor que monitora hormônio feminino pelo suor

    O estradiol é um hormônio sexual feminino que tem diversas funções no organismo das mulheres.

    Ele é responsável pelo desenvolvimento das características sexuais secundárias, como os seios e os pelos pubianos, e também regula o ciclo reprodutivo, influenciando o crescimento e a liberação do óvulo e o espessamento do revestimento uterino para permitir a implantação de um óvulo fertilizado.

    Os níveis de estradiol no corpo das mulheres podem variar de acordo com a fase do ciclo menstrual, a idade, o uso de medicamentos e outros fatores. Por isso, é importante monitorar esse hormônio para avaliar a saúde e a fertilidade femininas. No entanto, os métodos tradicionais para medir o estradiol exigem a coleta de sangue ou urina e a análise em um laboratório, o que pode ser demorado, invasivo e caro.

    Mas agora, pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) desenvolveram um sensor vestível que monitora o estradiol pelo suor. O sensor é um adesivo que pode ser colado na pele e que detecta a presença do hormônio no suor por meio de uma reação química. O sensor envia um sinal elétrico para um aplicativo no smartphone, que mostra o nível de estradiol em tempo real.

    O sensor usa aptâmeros, que são fragmentos de DNA que se ligam especificamente a uma molécula-alvo, neste caso, o estradiol. Quando um aptâmero se liga a uma molécula de estradiol, ele libera uma molécula redox, que é capturada por um eletrodo próximo, gerando um sinal elétrico que corresponde ao nível de estradiol.

    O sensor pode beneficiar mulheres que estão tentando conceber um filho, seja naturalmente ou por fertilização in vitro (FIV), pois o estradiol aumenta antes da ovulação e indica o momento ideal para a fecundação. O sensor também pode ajudar mulheres que estão fazendo terapia de reposição hormonal (TRH) porque seus corpos não produzem estradiol suficiente. Nesses casos, os níveis de estradiol precisam ser cuidadosamente monitorados para garantir que elas estejam tomando a dosagem correta.

    O sensor é uma inovação na área da saúde feminina e pode facilitar o acompanhamento dos níveis de estradiol em casa e em qualquer lugar. Os pesquisadores esperam que o sensor possa ser comercializado em breve e que possa ser adaptado para detectar outros hormônios e biomarcadores.

    Fonte: Link.

    Ele é responsável pelo desenvolvimento das características sexuais secundárias, como os seios e os pelos pubianos, e também regula o ciclo reprodutivo, influenciando o crescimento e a liberação do óvulo e o espessamento do revestimento uterino para permitir a implantação de um óvulo fertilizado.

    Os níveis de estradiol no corpo das mulheres podem variar de acordo com a fase do ciclo menstrual, a idade, o uso de medicamentos e outros fatores. Por isso, é importante monitorar esse hormônio para avaliar a saúde e a fertilidade femininas. No entanto, os métodos tradicionais para medir o estradiol exigem a coleta de sangue ou urina e a análise em um laboratório, o que pode ser demorado, invasivo e caro.

    Mas agora, pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) desenvolveram um sensor vestível que monitora o estradiol pelo suor. O sensor é um adesivo que pode ser colado na pele e que detecta a presença do hormônio no suor por meio de uma reação química. O sensor envia um sinal elétrico para um aplicativo no smartphone, que mostra o nível de estradiol em tempo real.

    O sensor usa aptâmeros, que são fragmentos de DNA que se ligam especificamente a uma molécula-alvo, neste caso, o estradiol. Quando um aptâmero se liga a uma molécula de estradiol, ele libera uma molécula redox, que é capturada por um eletrodo próximo, gerando um sinal elétrico que corresponde ao nível de estradiol.

    O sensor pode beneficiar mulheres que estão tentando conceber um filho, seja naturalmente ou por fertilização in vitro (FIV), pois o estradiol aumenta antes da ovulação e indica o momento ideal para a fecundação. O sensor também pode ajudar mulheres que estão fazendo terapia de reposição hormonal (TRH) porque seus corpos não produzem estradiol suficiente. Nesses casos, os níveis de estradiol precisam ser cuidadosamente monitorados para garantir que elas estejam tomando a dosagem correta.

    O sensor é uma inovação na área da saúde feminina e pode facilitar o acompanhamento dos níveis de estradiol em casa e em qualquer lugar. Os pesquisadores esperam que o sensor possa ser comercializado em breve e que possa ser adaptado para detectar outros hormônios e biomarcadores.

    Fonte: Link.

  • Falsas memórias: quando o cérebro cria ou distorce lembranças do passado

    Falsas memórias: quando o cérebro cria ou distorce lembranças do passado

    Você já teve a sensação de lembrar de algo que nunca aconteceu? Ou de jurar que viu ou ouviu algo que não estava lá?

    Se a resposta for sim, você pode ter experimentado uma falsa memória, um fenômeno psicológico que pode afetar a forma como percebemos e interpretamos o passado.

    As falsas memórias são lembranças distorcidas ou inventadas de eventos que nunca ocorreram. Elas podem ser causadas por diversos fatores, como a percepção, a emoção, a sugestão e até mesmo o tempo. O cérebro humano é capaz de mudar ou criar fatos passados, dependendo das circunstâncias e das expectativas.

    O estudo das falsas memórias é antigo e remonta ao final do século XIX, quando o psicólogo americano James McKeen Cattell questionou a confiabilidade das memórias em testemunhos judiciais. Ele realizou um experimento em que mostrou aos participantes uma série de objetos por alguns segundos e depois pediu que os descrevessem. Ele descobriu que as pessoas cometiam muitos erros e confusões, o que colocava em dúvida a validade das suas declarações.

    Desde então, muitos outros pesquisadores se dedicaram a investigar as falsas memórias e suas implicações. Um dos nomes mais conhecidos é o da psicóloga americana Elizabeth Roftus, que induziu falsas memórias de infância em participantes de um experimento. Ela mostrou aos voluntários fotos deles mesmos quando crianças e acrescentou uma imagem falsa deles em um passeio de balão. Depois, ela perguntou aos participantes sobre as suas lembranças desse passeio. Surpreendentemente, muitos deles afirmaram se lembrar do evento, mesmo que ele nunca tivesse acontecido.

    As falsas memórias podem ter consequências graves na vida das pessoas, especialmente quando envolvem questões legais ou emocionais. Por exemplo, uma pessoa pode ser acusada injustamente de um crime baseada em uma falsa memória de uma testemunha. Ou uma pessoa pode sofrer traumas psicológicos por acreditar em uma falsa memória de abuso na infância.

    Por isso, é importante estar atento às possíveis fontes de falsas memórias e questionar as próprias lembranças com senso crítico. Afinal, a nossa memória não é uma câmera fotográfica que registra fielmente tudo o que acontece, mas sim uma construção dinâmica e subjetiva que pode ser alterada pelo tempo e pela imaginação.

    Fonte: Link.

    Se a resposta for sim, você pode ter experimentado uma falsa memória, um fenômeno psicológico que pode afetar a forma como percebemos e interpretamos o passado.

    As falsas memórias são lembranças distorcidas ou inventadas de eventos que nunca ocorreram. Elas podem ser causadas por diversos fatores, como a percepção, a emoção, a sugestão e até mesmo o tempo. O cérebro humano é capaz de mudar ou criar fatos passados, dependendo das circunstâncias e das expectativas.

    O estudo das falsas memórias é antigo e remonta ao final do século XIX, quando o psicólogo americano James McKeen Cattell questionou a confiabilidade das memórias em testemunhos judiciais. Ele realizou um experimento em que mostrou aos participantes uma série de objetos por alguns segundos e depois pediu que os descrevessem. Ele descobriu que as pessoas cometiam muitos erros e confusões, o que colocava em dúvida a validade das suas declarações.

    Desde então, muitos outros pesquisadores se dedicaram a investigar as falsas memórias e suas implicações. Um dos nomes mais conhecidos é o da psicóloga americana Elizabeth Roftus, que induziu falsas memórias de infância em participantes de um experimento. Ela mostrou aos voluntários fotos deles mesmos quando crianças e acrescentou uma imagem falsa deles em um passeio de balão. Depois, ela perguntou aos participantes sobre as suas lembranças desse passeio. Surpreendentemente, muitos deles afirmaram se lembrar do evento, mesmo que ele nunca tivesse acontecido.

    As falsas memórias podem ter consequências graves na vida das pessoas, especialmente quando envolvem questões legais ou emocionais. Por exemplo, uma pessoa pode ser acusada injustamente de um crime baseada em uma falsa memória de uma testemunha. Ou uma pessoa pode sofrer traumas psicológicos por acreditar em uma falsa memória de abuso na infância.

    Por isso, é importante estar atento às possíveis fontes de falsas memórias e questionar as próprias lembranças com senso crítico. Afinal, a nossa memória não é uma câmera fotográfica que registra fielmente tudo o que acontece, mas sim uma construção dinâmica e subjetiva que pode ser alterada pelo tempo e pela imaginação.

    Fonte: Link.

  • Os segredos da história humana na lua: A importância da arqueologia espacial e da geoarqueologia planetária

    Os segredos da história humana na lua: A importância da arqueologia espacial e da geoarqueologia planetária

    Desde a primeira missão tripulada em 1969, os humanos deixaram mais de 200 toneladas de objetos na superfície lunar, incluindo bandeiras, veículos, instrumentos científicos e até mesmo uma bola de golfe.

    Esses artefatos são testemunhas da exploração espacial humana e fazem parte do nosso patrimônio cultural e científico.

    Mas como podemos estudar e proteger esses objetos no ambiente hostil do espaço? É aí que entra a arqueologia espacial, uma disciplina que se dedica a investigar os vestígios e as marcas humanas deixados no espaço, como parte da nossa identidade e memória coletiva. A arqueologia espacial não se limita à lua, mas também abrange outros lugares do sistema solar onde os humanos enviaram sondas, satélites e rovers.

    Um novo ramo da arqueologia espacial é a geoarqueologia planetária, que avalia os processos físicos e humanos que podem alterar, destruir ou preservar o patrimônio espacial na lua e em outros corpos celestes. Por exemplo, os artefatos na lua podem ser afetados por impactos de meteoroides, radiação cósmica, variações extremas de temperatura e atividade humana futura. Esses fatores podem causar danos irreversíveis aos objetos históricos e comprometer o seu valor científico e cultural.

    Para evitar isso, os geoarqueólogos planetários propõem formas de estudar, documentar e valorizar o patrimônio espacial para diversas comunidades na Terra. Eles sugerem o uso de técnicas como sensoriamento remoto, modelagem 3D, análise química e geofísica para obter informações sobre os artefatos e o seu contexto. Eles também defendem a criação de leis e normas internacionais para proteger o patrimônio espacial de possíveis ameaças, como vandalismo, roubo ou exploração comercial.

    O patrimônio espacial é um recurso único e finito que nos ajuda a entender melhor a nossa história e o nosso lugar no universo. Por isso, é importante preservá-lo para as gerações futuras e compartilhá-lo com o público em geral. A arqueologia espacial e a geoarqueologia planetária são campos promissores que podem contribuir para esse objetivo.

    Esses artefatos são testemunhas da exploração espacial humana e fazem parte do nosso patrimônio cultural e científico.

    Mas como podemos estudar e proteger esses objetos no ambiente hostil do espaço? É aí que entra a arqueologia espacial, uma disciplina que se dedica a investigar os vestígios e as marcas humanas deixados no espaço, como parte da nossa identidade e memória coletiva. A arqueologia espacial não se limita à lua, mas também abrange outros lugares do sistema solar onde os humanos enviaram sondas, satélites e rovers.

    Um novo ramo da arqueologia espacial é a geoarqueologia planetária, que avalia os processos físicos e humanos que podem alterar, destruir ou preservar o patrimônio espacial na lua e em outros corpos celestes. Por exemplo, os artefatos na lua podem ser afetados por impactos de meteoroides, radiação cósmica, variações extremas de temperatura e atividade humana futura. Esses fatores podem causar danos irreversíveis aos objetos históricos e comprometer o seu valor científico e cultural.

    Para evitar isso, os geoarqueólogos planetários propõem formas de estudar, documentar e valorizar o patrimônio espacial para diversas comunidades na Terra. Eles sugerem o uso de técnicas como sensoriamento remoto, modelagem 3D, análise química e geofísica para obter informações sobre os artefatos e o seu contexto. Eles também defendem a criação de leis e normas internacionais para proteger o patrimônio espacial de possíveis ameaças, como vandalismo, roubo ou exploração comercial.

    O patrimônio espacial é um recurso único e finito que nos ajuda a entender melhor a nossa história e o nosso lugar no universo. Por isso, é importante preservá-lo para as gerações futuras e compartilhá-lo com o público em geral. A arqueologia espacial e a geoarqueologia planetária são campos promissores que podem contribuir para esse objetivo.

  • Parceria entre Fiocruz e EMS visa fortalecer a ciência e a inovação farmacêutica no país

    Parceria entre Fiocruz e EMS visa fortalecer a ciência e a inovação farmacêutica no país

    A Fiocruz, uma das mais importantes instituições de pesquisa em saúde pública do mundo, e a EMS, o maior laboratório farmacêutico no Brasil, anunciaram um acordo de cooperação técnica para desenvolver e produzir medicamentos inovadores.

    O acordo, assinado pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz e pela EMS, tem como objetivo alinhar conceitos, diretrizes, métodos e subsídios para ações em conjunto, visando enfrentar novos desafios de forma mais ágil e fortalecida pela complementação de pontos fortes de ambos.

    Segundo o presidente do Grupo NC, Carlos Sanchez, que controla a EMS, o contrato é único e pioneiro no segmento farmacêutico, e representa um marco na história da ciência e da inovação no país. “O propósito é produzir conhecimento científico e fomentar a inovação no setor, colocando o Brasil em destaque no quesito tecnologia farmacêutica”, afirmou.

    A parceria entre EMS e Fiocruz foi formalizada em um evento realizado pelo laboratório e pela Esfera Brasil em Brasília, com a presença de autoridades, especialistas, empresários e representantes do Judiciário. Entre os convidados estavam o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, e o presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

    O protocolo de intenções é um passo inicial e fundamental para se criar uma cooperação conjunta, mas ainda é necessário a celebração de um novo acordo, acompanhado do seu respectivo Plano de Trabalho, obedecendo a legislação própria. A expectativa é que os primeiros projetos sejam iniciados ainda neste ano.

    O acordo, assinado pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz e pela EMS, tem como objetivo alinhar conceitos, diretrizes, métodos e subsídios para ações em conjunto, visando enfrentar novos desafios de forma mais ágil e fortalecida pela complementação de pontos fortes de ambos.

    Segundo o presidente do Grupo NC, Carlos Sanchez, que controla a EMS, o contrato é único e pioneiro no segmento farmacêutico, e representa um marco na história da ciência e da inovação no país. “O propósito é produzir conhecimento científico e fomentar a inovação no setor, colocando o Brasil em destaque no quesito tecnologia farmacêutica”, afirmou.

    A parceria entre EMS e Fiocruz foi formalizada em um evento realizado pelo laboratório e pela Esfera Brasil em Brasília, com a presença de autoridades, especialistas, empresários e representantes do Judiciário. Entre os convidados estavam o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, e o presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

    O protocolo de intenções é um passo inicial e fundamental para se criar uma cooperação conjunta, mas ainda é necessário a celebração de um novo acordo, acompanhado do seu respectivo Plano de Trabalho, obedecendo a legislação própria. A expectativa é que os primeiros projetos sejam iniciados ainda neste ano.

  • Astronauta americano volta à Terra após um ano no espaço

    Astronauta americano volta à Terra após um ano no espaço

    O astronauta americano Frank Rubio voltou à Terra nessa quarta-feira, 27, depois de passar 371 dias na Estação Espacial Internacional (ISS).

    Ele se tornou o americano que mais tempo ficou em órbita terrestre, superando o recorde anterior de Scott Kelly, que ficou 340 dias no espaço em 2015 e 2016.

    Rubio e dois cosmonautas russos, Oleg Novitskiy e Pyotr Dubrov, deveriam retornar ao planeta em dezembro do ano passado, mas um problema na cápsula Soyuz MS-22 impediu a viagem. Um furo foi detectado na cápsula, que poderia causar uma despressurização durante a reentrada na atmosfera. A tripulação teve que esperar a chegada de outra cápsula, a Soyuz MS-23, para poder voltar em segurança.

    Rubio disse que teria recusado a missão se soubesse que ela duraria o dobro do tempo previsto. Ele afirmou que sentiu falta da família, dos amigos e da comida terrestre. Ele também relatou alguns efeitos físicos da longa permanência no espaço, como perda de massa muscular, alterações na visão e no equilíbrio.

    O recorde mundial de dias consecutivos no espaço é do russo Valeri Polyakov, que ficou 438 dias na estação espacial Mir entre 1994 e 1995. O recorde de dias não consecutivos é do russo Oleg Kononenko, que acumulou mais de 1.000 dias em quatro missões na ISS entre 2008 e 2019.

    A NASA e a Roscosmos, as agências espaciais dos Estados Unidos e da Rússia, respectivamente, têm realizado missões de longa duração no espaço para estudar os efeitos da microgravidade no corpo humano e preparar futuras explorações no sistema solar.

    Ele se tornou o americano que mais tempo ficou em órbita terrestre, superando o recorde anterior de Scott Kelly, que ficou 340 dias no espaço em 2015 e 2016.

    Rubio e dois cosmonautas russos, Oleg Novitskiy e Pyotr Dubrov, deveriam retornar ao planeta em dezembro do ano passado, mas um problema na cápsula Soyuz MS-22 impediu a viagem. Um furo foi detectado na cápsula, que poderia causar uma despressurização durante a reentrada na atmosfera. A tripulação teve que esperar a chegada de outra cápsula, a Soyuz MS-23, para poder voltar em segurança.

    Rubio disse que teria recusado a missão se soubesse que ela duraria o dobro do tempo previsto. Ele afirmou que sentiu falta da família, dos amigos e da comida terrestre. Ele também relatou alguns efeitos físicos da longa permanência no espaço, como perda de massa muscular, alterações na visão e no equilíbrio.

    O recorde mundial de dias consecutivos no espaço é do russo Valeri Polyakov, que ficou 438 dias na estação espacial Mir entre 1994 e 1995. O recorde de dias não consecutivos é do russo Oleg Kononenko, que acumulou mais de 1.000 dias em quatro missões na ISS entre 2008 e 2019.

    A NASA e a Roscosmos, as agências espaciais dos Estados Unidos e da Rússia, respectivamente, têm realizado missões de longa duração no espaço para estudar os efeitos da microgravidade no corpo humano e preparar futuras explorações no sistema solar.

  • Casamentos entre parentes aumentam o risco de doenças genéticas raras no Brasil

    Casamentos entre parentes aumentam o risco de doenças genéticas raras no Brasil

    O Brasil é um país com uma grande diversidade étnica e cultural, mas também com uma alta taxa de casamentos entre parentes, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

    Essa prática, conhecida como consanguinidade, pode ter consequências graves para a saúde dos descendentes, aumentando o risco de doenças genéticas raras.

    As doenças genéticas raras são aquelas que afetam menos de 65 pessoas em cada 100 mil habitantes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Elas são causadas por alterações no DNA, que podem ser herdadas dos pais ou adquiridas ao longo da vida. Essas alterações podem afetar o funcionamento de um ou mais genes, que são responsáveis por produzir as proteínas essenciais para o organismo.

    Existem mais de 8 mil tipos de doenças genéticas raras, que podem se manifestar desde o nascimento ou em qualquer fase da vida. Algumas delas são: anemia falciforme, fibrose cística, hemofilia, síndrome de Down, distrofia muscular, albinismo, entre outras. Essas doenças podem causar diversos problemas de saúde, como deficiências físicas ou mentais, deformidades, dores crônicas, infecções recorrentes, dificuldades de aprendizagem, entre outros.

    O risco de desenvolver uma doença genética rara é maior quando os pais são parentes próximos, como primos ou tios. Isso porque eles têm mais chances de compartilhar genes alterados que podem ser transmitidos para os filhos. Quando isso acontece, os filhos recebem duas cópias do mesmo gene alterado, uma de cada pai, e desenvolvem a doença. Esse tipo de herança é chamado de autossômica recessiva.

    Um exemplo de doença genética rara que segue esse padrão de herança é a mucopolissacaridose tipo VI (MPS VI), que afeta cerca de 1 em cada 215 mil nascidos vivos no mundo. Essa doença é causada pela deficiência de uma enzima chamada arilsulfatase B, que é responsável por quebrar moléculas complexas chamadas glicosaminoglicanos (GAGs). Quando essas moléculas se acumulam nas células e nos tecidos do corpo, elas causam diversos problemas, como baixa estatura, deformidades ósseas, problemas cardíacos e respiratórios, entre outros.

    No Brasil, há cerca de 300 casos diagnosticados de MPS VI, sendo que a maioria está concentrada na região Nordeste. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) identificou duas novas mutações no gene da arilsulfatase B em pacientes com MPS VI no estado da Paraíba. Essas mutações são inéditas na literatura científica e podem estar relacionadas à alta frequência de casamentos consanguíneos na região.

    Outro exemplo de doença genética rara que é influenciada pela consanguinidade é a síndrome do X frágil (SXF), que afeta cerca de 1 em cada 4 mil meninos e 1 em cada 8 mil meninas no mundo. Essa doença é causada pela expansão anormal de uma sequência de três letras do DNA (CGG) no gene FMR1, localizado no cromossomo X. Quando essa sequência se repete mais de 200 vezes, o gene FMR1 fica inativo e não produz uma proteína chamada FMRP, que é importante para o desenvolvimento do cérebro.

    A SXF é a causa mais comum de deficiência intelectual herdada e está associada a diversos problemas neurológicos e comportamentais, como autismo, hiperatividade, ansiedade, fobia social, entre outros. A SXF é transmitida de forma dominante ligada ao X, ou seja, basta uma cópia do gene FMR1 alterado para desenvolver a doença. No entanto, o número de repetições da sequência CGG pode variar entre as gerações e influenciar a manifestação da doença.

    Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) analisou o perfil genético de 1.329 indivíduos com suspeita clínica de SXF no Brasil. Os resultados mostraram que 6,9% dos casos eram positivos para a SXF, sendo que 18,4% deles apresentavam uma forma incompleta da doença, chamada de pré-mutação. Essa forma é caracterizada por ter entre 55 e 200 repetições da sequência CGG no gene FMR1, e pode causar problemas como tremor, ataxia, infertilidade, entre outros. Os pesquisadores também observaram que a frequência da pré-mutação era maior em indivíduos provenientes de casamentos consanguíneos, sugerindo que a consanguinidade pode favorecer a expansão da sequência CGG no gene FMR1.

    Esses são apenas alguns exemplos de como os casamentos entre parentes podem aumentar o risco de doenças genéticas raras no Brasil. Essas doenças representam um grande desafio para a saúde pública, pois exigem um diagnóstico precoce e um tratamento adequado, que muitas vezes não estão disponíveis ou são muito caros. Além disso, essas doenças afetam a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias, gerando sofrimento físico e emocional.

    Por isso, é importante que as pessoas sejam informadas e conscientizadas sobre os riscos da consanguinidade e sobre as formas de prevenção e tratamento das doenças genéticas raras. Uma das medidas mais eficazes é o aconselhamento genético, que consiste em orientar os casais sobre as chances de terem filhos com alguma doença genética rara, baseado em seus históricos familiares e em exames genéticos. Dessa forma, os casais podem tomar decisões mais seguras e responsáveis sobre sua reprodução.

    Essa prática, conhecida como consanguinidade, pode ter consequências graves para a saúde dos descendentes, aumentando o risco de doenças genéticas raras.

    As doenças genéticas raras são aquelas que afetam menos de 65 pessoas em cada 100 mil habitantes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Elas são causadas por alterações no DNA, que podem ser herdadas dos pais ou adquiridas ao longo da vida. Essas alterações podem afetar o funcionamento de um ou mais genes, que são responsáveis por produzir as proteínas essenciais para o organismo.

    Existem mais de 8 mil tipos de doenças genéticas raras, que podem se manifestar desde o nascimento ou em qualquer fase da vida. Algumas delas são: anemia falciforme, fibrose cística, hemofilia, síndrome de Down, distrofia muscular, albinismo, entre outras. Essas doenças podem causar diversos problemas de saúde, como deficiências físicas ou mentais, deformidades, dores crônicas, infecções recorrentes, dificuldades de aprendizagem, entre outros.

    O risco de desenvolver uma doença genética rara é maior quando os pais são parentes próximos, como primos ou tios. Isso porque eles têm mais chances de compartilhar genes alterados que podem ser transmitidos para os filhos. Quando isso acontece, os filhos recebem duas cópias do mesmo gene alterado, uma de cada pai, e desenvolvem a doença. Esse tipo de herança é chamado de autossômica recessiva.

    Um exemplo de doença genética rara que segue esse padrão de herança é a mucopolissacaridose tipo VI (MPS VI), que afeta cerca de 1 em cada 215 mil nascidos vivos no mundo. Essa doença é causada pela deficiência de uma enzima chamada arilsulfatase B, que é responsável por quebrar moléculas complexas chamadas glicosaminoglicanos (GAGs). Quando essas moléculas se acumulam nas células e nos tecidos do corpo, elas causam diversos problemas, como baixa estatura, deformidades ósseas, problemas cardíacos e respiratórios, entre outros.

    No Brasil, há cerca de 300 casos diagnosticados de MPS VI, sendo que a maioria está concentrada na região Nordeste. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) identificou duas novas mutações no gene da arilsulfatase B em pacientes com MPS VI no estado da Paraíba. Essas mutações são inéditas na literatura científica e podem estar relacionadas à alta frequência de casamentos consanguíneos na região.

    Outro exemplo de doença genética rara que é influenciada pela consanguinidade é a síndrome do X frágil (SXF), que afeta cerca de 1 em cada 4 mil meninos e 1 em cada 8 mil meninas no mundo. Essa doença é causada pela expansão anormal de uma sequência de três letras do DNA (CGG) no gene FMR1, localizado no cromossomo X. Quando essa sequência se repete mais de 200 vezes, o gene FMR1 fica inativo e não produz uma proteína chamada FMRP, que é importante para o desenvolvimento do cérebro.

    A SXF é a causa mais comum de deficiência intelectual herdada e está associada a diversos problemas neurológicos e comportamentais, como autismo, hiperatividade, ansiedade, fobia social, entre outros. A SXF é transmitida de forma dominante ligada ao X, ou seja, basta uma cópia do gene FMR1 alterado para desenvolver a doença. No entanto, o número de repetições da sequência CGG pode variar entre as gerações e influenciar a manifestação da doença.

    Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) analisou o perfil genético de 1.329 indivíduos com suspeita clínica de SXF no Brasil. Os resultados mostraram que 6,9% dos casos eram positivos para a SXF, sendo que 18,4% deles apresentavam uma forma incompleta da doença, chamada de pré-mutação. Essa forma é caracterizada por ter entre 55 e 200 repetições da sequência CGG no gene FMR1, e pode causar problemas como tremor, ataxia, infertilidade, entre outros. Os pesquisadores também observaram que a frequência da pré-mutação era maior em indivíduos provenientes de casamentos consanguíneos, sugerindo que a consanguinidade pode favorecer a expansão da sequência CGG no gene FMR1.

    Esses são apenas alguns exemplos de como os casamentos entre parentes podem aumentar o risco de doenças genéticas raras no Brasil. Essas doenças representam um grande desafio para a saúde pública, pois exigem um diagnóstico precoce e um tratamento adequado, que muitas vezes não estão disponíveis ou são muito caros. Além disso, essas doenças afetam a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias, gerando sofrimento físico e emocional.

    Por isso, é importante que as pessoas sejam informadas e conscientizadas sobre os riscos da consanguinidade e sobre as formas de prevenção e tratamento das doenças genéticas raras. Uma das medidas mais eficazes é o aconselhamento genético, que consiste em orientar os casais sobre as chances de terem filhos com alguma doença genética rara, baseado em seus históricos familiares e em exames genéticos. Dessa forma, os casais podem tomar decisões mais seguras e responsáveis sobre sua reprodução.

  • Dolly e seus descendentes: como a ovelha clonada mudou a ciência e a medicina

    Dolly e seus descendentes: como a ovelha clonada mudou a ciência e a medicina

    Há 27 anos, em 5 de julho de 1996, nascia Dolly, a primeira ovelha clonada a partir de uma célula adulta.

    O feito foi anunciado ao mundo em 1997 e causou grande repercussão na mídia e na sociedade. Dolly se tornou um símbolo da biotecnologia e abriu caminho para novas pesquisas na área da clonagem animal.

    A clonagem animal consiste em produzir cópias geneticamente idênticas de um animal, usando uma técnica chamada transferência nuclear de células somáticas (TNCS). Essa técnica envolve retirar o núcleo de uma célula do animal que se quer clonar (doador) e inseri-lo em um óvulo sem núcleo (receptor). O óvulo é então estimulado eletricamente para se desenvolver em um embrião, que é implantado no útero de uma fêmea da mesma espécie (barriga de aluguel).

    A clonagem animal tem diversas aplicações na ciência e na medicina. Por exemplo, ela pode ser usada para criar animais com características genéticas desejadas, como resistência a doenças, maior produtividade ou melhor qualidade da carne. Ela também pode ser usada para criar animais com doenças humanas, como diabetes ou Alzheimer, para estudar os mecanismos e os tratamentos dessas condições. Além disso, ela pode ser usada para criar animais com anticorpos humanos, que podem ser usados para produzir medicamentos.

    A clonagem animal também pode ser combinada com a edição de genoma, uma ferramenta poderosa para alterar o DNA dos organismos. A edição de genoma usa enzimas chamadas nucleases, que podem cortar e colar trechos específicos do DNA. Uma das nucleases mais usadas atualmente é o CRISPR, que usa uma molécula de RNA para guiar a enzima até o local desejado no DNA. Com essa combinação, é possível criar animais com mutações ou inserções genéticas específicas.

    Apesar do legado de Dolly, a clonagem animal ainda é um campo pouco divulgado e reconhecido pela sociedade. Muitas pessoas têm dúvidas ou receios sobre os aspectos éticos, legais e sociais da clonagem animal.

    Alguns cientistas também enfrentam dificuldades técnicas e financeiras para realizar seus projetos.

    No entanto, alguns pesquisadores continuam apostando na clonagem animal como uma ferramenta valiosa para avançar o conhecimento e melhorar a saúde humana e animal.

    O feito foi anunciado ao mundo em 1997 e causou grande repercussão na mídia e na sociedade. Dolly se tornou um símbolo da biotecnologia e abriu caminho para novas pesquisas na área da clonagem animal.

    A clonagem animal consiste em produzir cópias geneticamente idênticas de um animal, usando uma técnica chamada transferência nuclear de células somáticas (TNCS). Essa técnica envolve retirar o núcleo de uma célula do animal que se quer clonar (doador) e inseri-lo em um óvulo sem núcleo (receptor). O óvulo é então estimulado eletricamente para se desenvolver em um embrião, que é implantado no útero de uma fêmea da mesma espécie (barriga de aluguel).

    A clonagem animal tem diversas aplicações na ciência e na medicina. Por exemplo, ela pode ser usada para criar animais com características genéticas desejadas, como resistência a doenças, maior produtividade ou melhor qualidade da carne. Ela também pode ser usada para criar animais com doenças humanas, como diabetes ou Alzheimer, para estudar os mecanismos e os tratamentos dessas condições. Além disso, ela pode ser usada para criar animais com anticorpos humanos, que podem ser usados para produzir medicamentos.

    A clonagem animal também pode ser combinada com a edição de genoma, uma ferramenta poderosa para alterar o DNA dos organismos. A edição de genoma usa enzimas chamadas nucleases, que podem cortar e colar trechos específicos do DNA. Uma das nucleases mais usadas atualmente é o CRISPR, que usa uma molécula de RNA para guiar a enzima até o local desejado no DNA. Com essa combinação, é possível criar animais com mutações ou inserções genéticas específicas.

    Apesar do legado de Dolly, a clonagem animal ainda é um campo pouco divulgado e reconhecido pela sociedade. Muitas pessoas têm dúvidas ou receios sobre os aspectos éticos, legais e sociais da clonagem animal.

    Alguns cientistas também enfrentam dificuldades técnicas e financeiras para realizar seus projetos.

    No entanto, alguns pesquisadores continuam apostando na clonagem animal como uma ferramenta valiosa para avançar o conhecimento e melhorar a saúde humana e animal.

  • Cientistas da USP desenvolvem sensor de baixo custo para monitorar a qualidade da água em casa

    Cientistas da USP desenvolvem sensor de baixo custo para monitorar a qualidade da água em casa

    Você sabia que a água que você bebe pode conter substâncias químicas que podem afetar a sua saúde?

    Essas substâncias podem vir de fontes naturais, como minerais, ou de fontes artificiais, como poluentes industriais, agrícolas ou domésticos. Algumas delas podem causar doenças como câncer, problemas hormonais ou neurológicos.

    Para evitar esses riscos, é importante saber se a água que você consome é segura e atende aos padrões de qualidade estabelecidos pela legislação. Mas como fazer isso sem ter que enviar amostras para um laboratório especializado, que pode demorar e custar caro?

    A resposta pode estar em um sensor portátil, feito com papelão e nanopartículas de ouro, que pode medir a qualidade da água em casa. Esse sensor foi criado por uma equipe de cientistas da Universidade de São Paulo (USP), liderada pelo professor Osvaldo Novais de Oliveira Junior, do Instituto de Física de São Carlos.

    O sensor é simples, barato e fácil de usar. Basta mergulhar uma tira de papelão na água e conectar um fio a uma bateria. O papelão tem uma camada de nanopartículas de ouro, que são partículas muito pequenas, menores do que um milionésimo de milímetro. Essas partículas reagem com as substâncias químicas presentes na água e geram uma corrente elétrica, que pode ser medida por um dispositivo eletrônico.

    O sensor pode detectar vários tipos de substâncias químicas na água tratada, como cloro, flúor, nitratos e fosfatos. Essas substâncias são usadas para desinfetar ou melhorar a qualidade da água, mas podem ser prejudiciais se estiverem em excesso ou em falta. Por exemplo, o cloro pode matar bactérias nocivas, mas também pode formar compostos cancerígenos. O flúor pode prevenir cáries dentárias, mas também pode causar fluorose, que é o enfraquecimento do esmalte dos dentes.

    O sensor foi desenvolvido com uma técnica inovadora, que usa um laser para sintetizar as nanopartículas de ouro sobre o papelão. Essa técnica permite controlar o tamanho e a forma das partículas, o que influencia na sensibilidade e na seletividade do sensor. Além disso, o papelão é um material biodegradável e sustentável, que reduz o impacto ambiental do sensor.

    O sensor tem um custo estimado de apenas R$ 0,50 por unidade, e pode ser produzido em larga escala. O sensor pode ajudar a população a monitorar a presença de contaminantes na água e a tomar medidas preventivas ou corretivas para garantir a sua saúde e a sua qualidade de vida.

    Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Sensors and Actuators B: Chemical, e contaram com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

    Essas substâncias podem vir de fontes naturais, como minerais, ou de fontes artificiais, como poluentes industriais, agrícolas ou domésticos. Algumas delas podem causar doenças como câncer, problemas hormonais ou neurológicos.

    Para evitar esses riscos, é importante saber se a água que você consome é segura e atende aos padrões de qualidade estabelecidos pela legislação. Mas como fazer isso sem ter que enviar amostras para um laboratório especializado, que pode demorar e custar caro?

    A resposta pode estar em um sensor portátil, feito com papelão e nanopartículas de ouro, que pode medir a qualidade da água em casa. Esse sensor foi criado por uma equipe de cientistas da Universidade de São Paulo (USP), liderada pelo professor Osvaldo Novais de Oliveira Junior, do Instituto de Física de São Carlos.

    O sensor é simples, barato e fácil de usar. Basta mergulhar uma tira de papelão na água e conectar um fio a uma bateria. O papelão tem uma camada de nanopartículas de ouro, que são partículas muito pequenas, menores do que um milionésimo de milímetro. Essas partículas reagem com as substâncias químicas presentes na água e geram uma corrente elétrica, que pode ser medida por um dispositivo eletrônico.

    O sensor pode detectar vários tipos de substâncias químicas na água tratada, como cloro, flúor, nitratos e fosfatos. Essas substâncias são usadas para desinfetar ou melhorar a qualidade da água, mas podem ser prejudiciais se estiverem em excesso ou em falta. Por exemplo, o cloro pode matar bactérias nocivas, mas também pode formar compostos cancerígenos. O flúor pode prevenir cáries dentárias, mas também pode causar fluorose, que é o enfraquecimento do esmalte dos dentes.

    O sensor foi desenvolvido com uma técnica inovadora, que usa um laser para sintetizar as nanopartículas de ouro sobre o papelão. Essa técnica permite controlar o tamanho e a forma das partículas, o que influencia na sensibilidade e na seletividade do sensor. Além disso, o papelão é um material biodegradável e sustentável, que reduz o impacto ambiental do sensor.

    O sensor tem um custo estimado de apenas R$ 0,50 por unidade, e pode ser produzido em larga escala. O sensor pode ajudar a população a monitorar a presença de contaminantes na água e a tomar medidas preventivas ou corretivas para garantir a sua saúde e a sua qualidade de vida.

    Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Sensors and Actuators B: Chemical, e contaram com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).