Categoria: Meio Ambiente

  • Dia Mundial da Água: terminais de ônibus de SP ganham totens de água potável e gratuita

    Dia Mundial da Água: terminais de ônibus de SP ganham totens de água potável e gratuita

    No dia 22 de março, comemora-se o Dia Mundial da Água, uma data para conscientizar sobre a importância desse recurso vital para a vida no planeta.

    Em São Paulo, uma iniciativa da SPTrans, empresa que gerencia o transporte coletivo na cidade, vai levar água potável e gratuita para os usuários dos terminais de ônibus.

    A partir desta semana, serão instalados totens de água em 12 terminais da capital paulista. Os equipamentos funcionam com um sistema de filtragem que garante a qualidade da água e dispensa o uso de copos plásticos, incentivando o consumo sustentável. Os passageiros podem encher suas garrafas ou beber diretamente do bico dos totens.

    Os terminais que receberão os totens são: Amaral Gurgel, Bandeira, Campo Limpo, Capelinha, Grajaú, Jardim Ângela, Lapa, Mercado, Parque Dom Pedro II, Pinheiros, Princesa Isabel e Vila Prudente. A previsão é que até o final do ano todos os 29 terminais da cidade sejam contemplados com o projeto.

    A iniciativa faz parte do plano de emergência da SPTrans para enfrentar a escassez de água na região metropolitana de São Paulo. Além dos totens, a empresa também adotou medidas como aproveitar água de reuso, lavar pisos e coberturas quando indispensável e acionar caminhões-pipa quando necessário.

    Fontes:

    Em São Paulo, uma iniciativa da SPTrans, empresa que gerencia o transporte coletivo na cidade, vai levar água potável e gratuita para os usuários dos terminais de ônibus.

    A partir desta semana, serão instalados totens de água em 12 terminais da capital paulista. Os equipamentos funcionam com um sistema de filtragem que garante a qualidade da água e dispensa o uso de copos plásticos, incentivando o consumo sustentável. Os passageiros podem encher suas garrafas ou beber diretamente do bico dos totens.

    Os terminais que receberão os totens são: Amaral Gurgel, Bandeira, Campo Limpo, Capelinha, Grajaú, Jardim Ângela, Lapa, Mercado, Parque Dom Pedro II, Pinheiros, Princesa Isabel e Vila Prudente. A previsão é que até o final do ano todos os 29 terminais da cidade sejam contemplados com o projeto.

    A iniciativa faz parte do plano de emergência da SPTrans para enfrentar a escassez de água na região metropolitana de São Paulo. Além dos totens, a empresa também adotou medidas como aproveitar água de reuso, lavar pisos e coberturas quando indispensável e acionar caminhões-pipa quando necessário.

    Fontes:

  • Escassez de água: o que você precisa saber sobre o alerta da ONU

    Escassez de água: o que você precisa saber sobre o alerta da ONU

    A água é um recurso essencial para a vida, mas está cada vez mais ameaçada pela poluição, pelo consumo excessivo e pelas mudanças climáticas.

    No Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou para o “risco iminente” de uma crise global de escassez de água, que pode afetar bilhões de pessoas em todo o mundo.

    Segundo o Relatório Mundial de Desenvolvimento da Água, publicado pela ONU-Água e pela UNESCO, cerca de dois bilhões de pessoas não têm água potável de qualidade e 3,6 bilhões não têm acesso a saneamento básico. Além disso, a população urbana global que já enfrenta escassez de água pode dobrar até 2050, passando de 1,2 bilhão para 2,5 bilhões.

    A ONU aponta três fatores principais que contribuem para esse cenário: a poluição, que reduz a disponibilidade e a qualidade da água; a demanda exagerada, que supera a capacidade de recarga dos recursos hídricos; e as mudanças climáticas, que alteram os padrões hidrológicos e aumentam a frequência e a intensidade das secas.

    Para evitar que essa crise saia do controle, a ONU defende uma gestão efetiva e sustentável da água, baseada na cooperação entre os diferentes atores envolvidos: governos, setor privado, sociedade civil e comunidades locais. A ONU também ressalta que a água é um direito humano fundamental e não pode ser tratada como uma mercadoria ou uma oportunidade de negócio.

    Neste post, vamos explicar melhor o que significa o alerta da ONU para o risco iminente de escassez de água e quais são as principais recomendações para enfrentar esse desafio.

    Fontes:

    No Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou para o “risco iminente” de uma crise global de escassez de água, que pode afetar bilhões de pessoas em todo o mundo.

    Segundo o Relatório Mundial de Desenvolvimento da Água, publicado pela ONU-Água e pela UNESCO, cerca de dois bilhões de pessoas não têm água potável de qualidade e 3,6 bilhões não têm acesso a saneamento básico. Além disso, a população urbana global que já enfrenta escassez de água pode dobrar até 2050, passando de 1,2 bilhão para 2,5 bilhões.

    A ONU aponta três fatores principais que contribuem para esse cenário: a poluição, que reduz a disponibilidade e a qualidade da água; a demanda exagerada, que supera a capacidade de recarga dos recursos hídricos; e as mudanças climáticas, que alteram os padrões hidrológicos e aumentam a frequência e a intensidade das secas.

    Para evitar que essa crise saia do controle, a ONU defende uma gestão efetiva e sustentável da água, baseada na cooperação entre os diferentes atores envolvidos: governos, setor privado, sociedade civil e comunidades locais. A ONU também ressalta que a água é um direito humano fundamental e não pode ser tratada como uma mercadoria ou uma oportunidade de negócio.

    Neste post, vamos explicar melhor o que significa o alerta da ONU para o risco iminente de escassez de água e quais são as principais recomendações para enfrentar esse desafio.

    Fontes:

  • Como celebrar o Dia Internacional das Florestas com ações sustentáveis

    Como celebrar o Dia Internacional das Florestas com ações sustentáveis

    O Dia Internacional das Florestas é comemorado em 21 de março e tem como objetivo conscientizar sobre a importância da preservação e do manejo responsável dos recursos florestais.

    As florestas são essenciais para a vida no planeta, pois fornecem oxigênio, água, alimentos, medicamentos, abrigo e biodiversidade. Além disso, elas contribuem para a mitigação das mudanças climáticas, a regulação do ciclo hidrológico e a proteção do solo.

    Neste ano, o tema do Dia Internacional das Florestas é “Restauração florestal: um caminho para a recuperação e o bem-estar”. A restauração florestal envolve recuperar áreas degradadas ou desmatadas com o plantio de espécies nativas ou adaptadas ao local. Essa prática pode trazer benefícios ambientais, sociais e econômicos, como aumentar a capacidade de sequestro de carbono, melhorar a qualidade da água e do ar, gerar emprego e renda e fortalecer a segurança alimentar.

    Mas como podemos celebrar esse dia tão importante para o meio ambiente? Aqui vão algumas dicas de ações sustentáveis que você pode fazer para homenagear as florestas:

    • Plante uma árvore: se você tem um espaço disponível em sua casa ou em sua comunidade, aproveite para plantar uma árvore nativa ou frutífera. Você estará contribuindo para aumentar a cobertura vegetal e criar um ambiente mais verde e saudável.
    • Doe mudas ou sementes: se você não tem onde plantar uma árvore, você pode doar mudas ou sementes para alguma instituição ou projeto que faça o reflorestamento de áreas degradadas. Você também pode incentivar seus amigos e familiares a fazerem o mesmo.
    • Visite uma área protegida: se você gosta de natureza e aventura, que tal visitar uma área protegida perto de você? Você poderá apreciar a beleza e a diversidade das florestas brasileiras e ainda aprender mais sobre sua conservação. Lembre-se de seguir as normas de segurança sanitária e as regras do local que você for visitar.
    • Consuma produtos sustentáveis: na hora de comprar madeira, papel ou outros produtos derivados das florestas, prefira aqueles que tenham certificação ambiental ou selo verde. Isso significa que eles foram produzidos com respeito aos critérios sociais e ambientais da gestão florestal.
    • Eduque-se e conscientize-se: por fim, mas não menos importante, procure se informar mais sobre as questões relacionadas às florestas e compartilhe seu conhecimento com outras pessoas. Você pode ler livros, assistir documentários, participar de cursos online ou seguir perfis nas redes sociais que abordem esse tema. Quanto mais pessoas estiverem engajadas na defesa das florestas, maior será o impacto positivo para o planeta.

    Esperamos que essas dicas te inspirem a celebrar o Dia Internacional das Florestas com atitudes sustentáveis. Lembre-se que as florestas são nossas aliadas na busca por um mundo mais justo e equilibrado.

    As florestas são essenciais para a vida no planeta, pois fornecem oxigênio, água, alimentos, medicamentos, abrigo e biodiversidade. Além disso, elas contribuem para a mitigação das mudanças climáticas, a regulação do ciclo hidrológico e a proteção do solo.

    Neste ano, o tema do Dia Internacional das Florestas é “Restauração florestal: um caminho para a recuperação e o bem-estar”. A restauração florestal envolve recuperar áreas degradadas ou desmatadas com o plantio de espécies nativas ou adaptadas ao local. Essa prática pode trazer benefícios ambientais, sociais e econômicos, como aumentar a capacidade de sequestro de carbono, melhorar a qualidade da água e do ar, gerar emprego e renda e fortalecer a segurança alimentar.

    Mas como podemos celebrar esse dia tão importante para o meio ambiente? Aqui vão algumas dicas de ações sustentáveis que você pode fazer para homenagear as florestas:

    • Plante uma árvore: se você tem um espaço disponível em sua casa ou em sua comunidade, aproveite para plantar uma árvore nativa ou frutífera. Você estará contribuindo para aumentar a cobertura vegetal e criar um ambiente mais verde e saudável.
    • Doe mudas ou sementes: se você não tem onde plantar uma árvore, você pode doar mudas ou sementes para alguma instituição ou projeto que faça o reflorestamento de áreas degradadas. Você também pode incentivar seus amigos e familiares a fazerem o mesmo.
    • Visite uma área protegida: se você gosta de natureza e aventura, que tal visitar uma área protegida perto de você? Você poderá apreciar a beleza e a diversidade das florestas brasileiras e ainda aprender mais sobre sua conservação. Lembre-se de seguir as normas de segurança sanitária e as regras do local que você for visitar.
    • Consuma produtos sustentáveis: na hora de comprar madeira, papel ou outros produtos derivados das florestas, prefira aqueles que tenham certificação ambiental ou selo verde. Isso significa que eles foram produzidos com respeito aos critérios sociais e ambientais da gestão florestal.
    • Eduque-se e conscientize-se: por fim, mas não menos importante, procure se informar mais sobre as questões relacionadas às florestas e compartilhe seu conhecimento com outras pessoas. Você pode ler livros, assistir documentários, participar de cursos online ou seguir perfis nas redes sociais que abordem esse tema. Quanto mais pessoas estiverem engajadas na defesa das florestas, maior será o impacto positivo para o planeta.

    Esperamos que essas dicas te inspirem a celebrar o Dia Internacional das Florestas com atitudes sustentáveis. Lembre-se que as florestas são nossas aliadas na busca por um mundo mais justo e equilibrado.

  • Mais de 340 empresas com certificado de sustentabilidade são acusadas de crimes ambientais

    Mais de 340 empresas com certificado de sustentabilidade são acusadas de crimes ambientais

    Investigação internacional revela que madeireiras multadas por infrações ambientais mantêm selos de boas práticas.

    Essas empresas, que afirmam estar comprometidas com práticas ambientalmente responsáveis, foram identificadas como tendo violado leis ambientais e regulamentos em todo o mundo.

    As certificações de sustentabilidade são concedidas por organizações independentes que avaliam o desempenho ambiental de uma empresa em várias áreas, incluindo gestão de resíduos, eficiência energética e responsabilidade social. Acredita-se que essas certificações ajudem a identificar empresas que estão comprometidas com práticas sustentáveis.

    As empresas envolvidas nos crimes ambientais incluem algumas das maiores e mais conhecidas empresas do mundo em diversos setores, como alimentos, moda, energia e transporte. Algumas delas possuem múltiplos certificados de sustentabilidade e estão envolvidas em iniciativas globais para promover a sustentabilidade empresarial.

    Essas acusações destacam a importância de monitorar de perto as práticas ambientais das empresas e garantir que as certificações de sustentabilidade sejam concedidas de maneira rigorosa e transparente. As empresas também precisam ser responsabilizadas por qualquer violação de leis e regulamentos ambientais, independentemente de possuírem certificações de sustentabilidade.

    Fonte: Agência Pública

    Essas empresas, que afirmam estar comprometidas com práticas ambientalmente responsáveis, foram identificadas como tendo violado leis ambientais e regulamentos em todo o mundo.

    As certificações de sustentabilidade são concedidas por organizações independentes que avaliam o desempenho ambiental de uma empresa em várias áreas, incluindo gestão de resíduos, eficiência energética e responsabilidade social. Acredita-se que essas certificações ajudem a identificar empresas que estão comprometidas com práticas sustentáveis.

    As empresas envolvidas nos crimes ambientais incluem algumas das maiores e mais conhecidas empresas do mundo em diversos setores, como alimentos, moda, energia e transporte. Algumas delas possuem múltiplos certificados de sustentabilidade e estão envolvidas em iniciativas globais para promover a sustentabilidade empresarial.

    Essas acusações destacam a importância de monitorar de perto as práticas ambientais das empresas e garantir que as certificações de sustentabilidade sejam concedidas de maneira rigorosa e transparente. As empresas também precisam ser responsabilizadas por qualquer violação de leis e regulamentos ambientais, independentemente de possuírem certificações de sustentabilidade.

    Fonte: Agência Pública

  • Desperdício de Alimentos no Brasil: Uma questão séria que precisa ser enfrentada

    Desperdício de Alimentos no Brasil: Uma questão séria que precisa ser enfrentada

    Combater o desperdício de alimentos no Brasil requer ações concretas, como campanhas de conscientização, doação de alimentos, investimento em soluções de armazenamento adequadas e redução de perdas no setor agrícola.

    O desperdício de alimentos é uma questão séria e crescente no Brasil. Estima-se que cerca de 30% de todos os alimentos produzidos no país são perdidos ou desperdiçados a cada ano. Além de ser uma perda econômica, esse desperdício tem impactos negativos significativos para o meio ambiente e para a sociedade.

    Há vários fatores que contribuem para o desperdício de alimentos no Brasil, incluindo falta de infraestrutura adequada para armazenamento, falta de conscientização sobre o problema e cultura de descarte em vez de doação.

    No entanto, há ações que podem ser tomadas para combater o desperdício de alimentos no Brasil. Campanhas de conscientização são importantes para mudar comportamentos e conscientizar a sociedade sobre a importância de preservar os alimentos. Além disso, a doação de alimentos não consumidos é uma maneira efetiva de evitar o desperdício e ajudar aqueles que precisam.

    Investir em soluções de armazenamento adequadas, como refrigeradores e freezers, também pode ajudar a preservar a qualidade dos alimentos e evitar o desperdício. E por fim, ações para reduzir as perdas no setor agrícola, desde a produção até a distribuição, também são importantes para combater o desperdício de alimentos no Brasil.

    Em resumo, o desperdício de alimentos é uma questão séria e crescente no Brasil que precisa ser enfrentada. A conscientização, a doação, o armazenamento adequado e a redução de perdas no setor agrícola são algumas das ações que podem ser tomadas para combater esse problema.

    O desperdício de alimentos é uma questão séria e crescente no Brasil. Estima-se que cerca de 30% de todos os alimentos produzidos no país são perdidos ou desperdiçados a cada ano. Além de ser uma perda econômica, esse desperdício tem impactos negativos significativos para o meio ambiente e para a sociedade.

    Há vários fatores que contribuem para o desperdício de alimentos no Brasil, incluindo falta de infraestrutura adequada para armazenamento, falta de conscientização sobre o problema e cultura de descarte em vez de doação.

    No entanto, há ações que podem ser tomadas para combater o desperdício de alimentos no Brasil. Campanhas de conscientização são importantes para mudar comportamentos e conscientizar a sociedade sobre a importância de preservar os alimentos. Além disso, a doação de alimentos não consumidos é uma maneira efetiva de evitar o desperdício e ajudar aqueles que precisam.

    Investir em soluções de armazenamento adequadas, como refrigeradores e freezers, também pode ajudar a preservar a qualidade dos alimentos e evitar o desperdício. E por fim, ações para reduzir as perdas no setor agrícola, desde a produção até a distribuição, também são importantes para combater o desperdício de alimentos no Brasil.

    Em resumo, o desperdício de alimentos é uma questão séria e crescente no Brasil que precisa ser enfrentada. A conscientização, a doação, o armazenamento adequado e a redução de perdas no setor agrícola são algumas das ações que podem ser tomadas para combater esse problema.

  • Frutos da juçara podem ajudar a combater a inflamação ligada à obesidade

    Cachos com frutos de juçara, cuja cor arroxeada se deve aos níveis elevados de antocianina, substância benéfica ao organismo

    Eliza Carneiro

    “Encontramos um easter egg!”, exclamou a engenheira de alimentos Veridiana de Rosso em seu laboratório no campus de Santos (SP) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em 2012, usando uma expressão que entre os fãs de tecnologia significa um grande achado. Ela terminava de ver os resultados da análise química de uma fruta nativa, a juçara (Euterpe edulis), palmeira da Mata Atlântica da qual também é extraído o palmito. Os testes indicavam que a polpa do fruto – redondo e escuro, com 1,4 centímetro de diâmetro – tinha níveis elevados de antocianina, substância que dá a cor roxa dos frutos maduros e tem efeito antioxidante, removendo resíduos que prejudicam o funcionamento das células e ajudam a prevenir doenças. Dez anos e diversos estudos depois, De Rosso concluiu que a juçara beneficia a microbiota intestinal e, por estimular a multiplicação de bactérias benéficas e reverter processos inflamatórios, poderia ser usada no tratamento da obesidade.

    “Em ratos, uma pequena porção da fruta da juçara ajudou a diminuir a inflamação no intestino que está relacionada à obesidade”, conta. Em um de seus experimentos mais recentes, ela comparou, durante 16 semanas, três grupos de 15 camundongos que receberam uma dieta hipercalórica, sendo que um deles recebeu uma porção de polpa desidratada de juçara equivalente a 0,5% da dieta e outro uma porção de 2% da dieta. Foram medidos cinco indicadores de inflamação no tecido adiposo de cinco regiões do corpo. No intestino, a concentração de interleucina-10 (Il-10), proteína que promove a inflamação, caiu cerca de 20% no grupo com 0,5% da dieta com polpa de juçara — já no grupo com 2%, o efeito não foi observado. “A dose menor de juçara diminui a inflamação de forma mais efetiva”, conclui De Rosso, que assina o estudo publicado em 2021 na revista Journal of Functional Foods.

    Eliza Carneiro As raízes expostas, que lembram salsichas, ajudam a reconhecer a juçaraEliza Carneiro

    Estudos anteriores, com pessoas, já haviam mostrado que a juçara ajuda a diminuir a inflamação do intestino, a equilibrar a microbiota e a perder peso. Em um deles, 18 obesos que consumiram uma porção de 5 gramas (g) de frutas da juçara desidratada, equivalente a uma bola de sorvete de 50 g da polpa fresca, apresentaram melhora em indicadores metabólicos em relação a um grupo de 17 obesos que não consumiram o preparado, segundo artigo publicado na Journal of Nutritional Biochemistry em 2020. No grupo que consumiu o preparado aumentou a concentração de colesterol bom (HDL) e diminuiu a gordura corporal. Além disso, dobrou a concentração de adiponectina, hormônio que ajuda a controlar a glicemia.

    “Foi um resultado impressionante”, avalia a pesquisadora. O consumo da polpa da fruta também ajudou a equilibrar a microbiota. Houve um aumento da população de bactérias benéficas, entre elas as que produzem acetato, substância absorvida no intestino que melhora a sensibilidade do corpo à insulina, conforme resultados descritos na revista European Journal of Nutrition em 2020.

    Eliza Carneiro Juçaras integradas à vegetação nativa da Mata AtlânticaEliza Carneiro

    “Além de possuir uma concentração de antocianinas até quatro vezes maior do que o açaí, a juçara tem um teor alto de fibras e ácidos graxos mono e poliinsaturados, que agem de forma sinérgica, beneficiando a microbiota”, explica De Rosso.

    Palmeira comum da Mata Atlântica, a juçara foi citada por Pero Vaz de Caminha em sua carta para o rei de Portugal, em 1500. Mas, a partir da década de 1960, com a exportação do palmito, foi explorada de forma predatória. A extração do palmito após 8 a 10 anos mata a árvore, que não rebrota, enquanto os frutos podem ser explorados por 30 anos a partir dos 6 anos de idade. Assim como o açaí, a polpa dos frutos é consumida em sucos, geleias, cremes e doces.

    Caçadores de frutas
    Apenas três espécies nativas brasileiras são produzidas comercialmente em larga escala no país: o maracujá (Passiflora edulis), o abacaxi (Ananas comosus) e a goiaba (Psidium guajava). A jabuticaba (Myrciaria cauliflora), que demora 10 anos para começar a produzir, depende da agricultura familiar.

    “Temos centenas de espécies de frutas nativas no Brasil com potencial comercial”, ressalta o agrônomo Angelo Pedro Jacomino, da Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), coordenador de um projeto sobre frutas da Mata Atlântica apoiado pela FAPESP.

    Jacomino passou o último Natal à procura de cereja-do-rio-grande (Eugenia involucrata) e grumixama (Eugenia brasiliensis), frutas nativas da Mata Atlântica, e depois as distribuiu entre amigos para degustação. A receptividade foi boa. Segundo ele, os que saborearam a grumixama relataram que a fruta é parecida com a cereja, embora mais escura; o gosto lembra a jabuticaba e a pitanga; é doce, com um leve sabor azedo no final.

    Há outros grupos que trabalham para caracterizar a composição química de frutas nativas e estimular a cadeia produtiva para que cheguem às feiras e supermercados. O liderado pelo engenheiro-agrônomo Severino Matias de Alencar, também da Esalq, analisou 14 espécies raras da Mata Atlântica nos últimos anos.

    Helton Josué Teodoro Muniz/Sítio Frutas Raras Semelhantes a cerejas, as grumixamas são doces, com um leve azedo no final da degustaçãoHelton Josué Teodoro Muniz/Sítio Frutas Raras

    “A grumixama e a cereja-do-rio-grande são arroxeadas por causa das antocianinas, que ajudam a combater os radicais livres, moléculas geradas naturalmente pelo organismo que prejudicam as células e causam envelhecimento”, explica Alencar. Já a uvaia (Eugenia pyriformis), fruta de cor laranja que cresce no quintal de muitas casas do interior, tem mais carotenoides do que a cenoura.

    Nas análises que vem fazendo, o pesquisador viu que algumas frutas produzem polifenóis, substâncias antioxidantes que ajudam na prevenção de doenças. A maioria dos exemplares estudados foi colhida no sítio Frutas Raras, do colecionador Helton Josué Teodoro Muniz, no município de Campina do Monte Alegre, no interior paulista. Segundo Muniz, o sítio tem quase 1.300 espécies de frutas nativas do Brasil. “É de dar inveja aos nossos colegas americanos. Eles mal acreditam que ainda temos tantas espécies novas a serem exploradas comercialmente”, regozija-se Alencar, que fez estudos com ratos para se certificar de que as plantas não são tóxicas. Os resultados foram apresentados nas revistas PLOS ONE, em 2016, Food Chemistry, em 2019, e Food and Function, em 2020.

    Helton Josué Teodoro Muniz/Sítio Frutas Raras Uvaias, ricas em vitamina A, servem para sucos ou consumo in naturaHelton Josué Teodoro Muniz/Sítio Frutas Raras

    Da fruta selvagem ao produto
    “Transformar espécies nativas em culturas agrícolas é um processo que pode levar décadas”, diz Jacomino. “É preciso escolher as melhores plantas, muitas delas ameaçadas de extinção.” Ele encontrou uma árvore de cambuci (Campomanesia phaea) ótima para o consumo in natura, com menos tanino e não tão azeda, mas, antes que pudesse estudar e reproduzir a planta, a árvore morreu, derrubada por uma tempestade.

    Outro desafio é reproduzir as plantas de modo a padronizar a qualidade. “Das quatro frutas que estudamos, a única que conseguimos clonar, até o momento, foi a cereja-do-rio-grande, com cerca de 50% de sucesso, o que ainda é pouco para fins comerciais”, lamenta Jacomino.

    Arthur Chapman/Flickr Com um gosto que lembra o do limão, o cambuci já foi abundante na cidade de São PauloArthur Chapman/Flickr

    A juçara é usada no Vale do Ribeira em projetos de reflorestamento e extrativismo, baseado na agricultura familiar, desde 2012. “Com patrocínio das empresas japonesas Mitsui e Aenon, a área recuperada chega a 46 hectares, ao lado de outras espécies frutíferas como lichia, goiaba e banana”, conta o engenheiro-agrônomo Guenji Yamazoe, pesquisador aposentado do antigo Instituto Florestal. O projeto recuperou plantações de chá, os chamados chazais, iniciadas na década de 1930 por imigrantes japoneses e depois abandonadas, retomando a produção de chá artesanal orgânico.

    Além de demonstrarem os benefícios para a saúde, que ajuda a fazer o marketing dessas frutas, os pesquisadores desenvolvem novos produtos com maior valor agregado. Um fitoterápico de jabuticaba vendido em farmácias de manipulação para ajudar a tratar o diabetes foi desenvolvido pelo engenheiro de alimentos Mario Roberto Maróstica Junior e sua equipe na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). As antocianinas do fruto da juçara que De Rosso extrai já são usadas em alimentos e cosméticos.

    Projeto
    Frutas da Mata Atlântica potencialmente funcionais: Caracterização, multiplicação de plantas e conservação pós-colheita (no 14/12606-3); Modalidade Projeto Temático; Pesquisador responsável Angelo Pedro Jacomino (USP); Investimento R$ 1.815.567,12.

    Artigos científicos
    SOARES, J. C. et al. Comprehensive characterization of bioactive phenols from new Brazilian T superfruits by LC-ESI-QTOF-MS, and their ROS and RNS scavenging effects and anti-inflammatory activity. Food Chemistry. v. 281, p. 178-88. 3 jan. 2019.
    INFANTE, J. et al. Antioxidant and anti-inflammatory activities of unexplored Brazilian native fruits. PLOS ONE. v. 11, n. 4, e0152974. 6 mai. 2016.
    SOARES, J. C. et al. Phenolic profile and potential beneficial effects of underutilized Brazilian native fruits on scavenging of ROS and RNS and anti-inflammatory and antimicrobial properties.  Food & Function. v. 11, p. 8905-17. 5 set. 2020.
    JAMAR, G. et al. Prebiotic potencial of juçara berry on changes in gut bacteria and acetate of individuals with obesity. European Journal of Nutrition, v. 59, p. 3767–78. 27 fev. 2020.
    JAMAR, G. et al. Effects of the juçara fruit supplementation on metabolic parameters in individuals with obesity: A double-blind randomized controlled trial. Journal of Nutritional Biochemistry, v. 83, 108430. set. 2020.
    SILVA, F. P. et al. . Journal of Functional Foods. v. 77, 104343. fev. 2021.


    Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

  • O que faz o queijo tipo canastra ser tão especial?

    Os queijos de Minas Gerais são premiados no mundo inteiro e alguns até já ganharam título de melhor queijo do mundo. Apesar de possuir diversas regiões produtoras de queijo, os produzidos na Serra da Canastra são sempre os mais lembrados.

    Mas afinal, o que faz o queijo tipo canastra ser tão especial?

    Segundo especialistas ouvidos pela W Rádio Brasil, existem vários fatores que contribuem para essa fama, mas apenas três fatores são fundamentais para tornar o queijo tipo canastra um produto diferenciado.

    (mais…)