Categoria: Meio Ambiente

  • Estes mamíferos estão em perigo de extinção por praticarem muito sexo

    Duas pequenas espécies de marsupiais, conhecidas pelos hábitos sexuais suicidas de acasalamento, foram oficialmente incluídas na lista de animais em perigo de extensão da Austrália.

    Segundo o portal Phys.org, o governo australiano incluiu o antequino de cauda preta e o antequino de cabeça prata na lista dos animais que necessitam de proteção especial.

    Além dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, perda de habitat natural e animais silvestres, o rato-marsupial-australiano também está em riscos por seus curiosos hábitos sexuais.

    Anualmente, na época de acasalamento, os machos morrem antes de cumprir o ano pelo estresse provocado pela maratona de sessões sexuais que podem durar até 14 horas e que são obrigados a repetir várias vezes, segundo cientistas. Além disso, os poucos marsupiais dessas espécies que sobrevivem permanecem estéreis.

    Veja Mais:
    EUA terão de garantir que Kim não deixará o poder na Coreia do Norte, diz Pompeo
    Desmatamento na Amazônia Legal cai 12% entre 2016 e 2017

    “Sua pele cai, eles parecem muito doentes, às vezes, surgem gangrenas porque seu sistema imunológico deixa de funcionar”, disse a bióloga Diana Fisher. Além disso, eles podem ter hemorragias internas e a desintegração dos tecidos do corpo.

    As duas espécies foram descobertas em 2013, dando um total de 15 espécies de antequino na Austrália. A descoberta pertence a Andrew Baker, da Universidade de Tecnologia de Queensland, e sua equipe. Com informações da Sputnik Brasil.

  • Cientistas encontram sinais de catástrofe global no Atlântico

    Cientistas da University College de Londres descobriram que a corrente marítima do Golfo diminuiu significativamente, atingindo o nível mínimo nos últimos 1.600 anos.

    Eles afirmaram que isso pode provocar invernos rigorosos na Europa Ocidental, aumento acelerado do nível do mar e enfraquecimento das chuvas tropicais, segundo as informações reportadas pelo The Guardian.

    A corrente do Golfo entra na circulação meridional do Atlântico, um sistema de correntes que inclui correntes quentes do sul para o norte nas camadas superiores do oceano, e águas frias profundas, que fluem na direção oposta. O aquecimento global impede o resfriamento da água e o derretimento do gelo no Ártico, o que significa que grandes volumes de água doce e consequentemente menos densa, entram no oceano Ártico.

    Veja Mais:
    Pesquisadores descobrem ‘zona de sombra’ na Terra que pode ameaçar todos nós
    Tremor de terra foi sentido em toda capital paulista

    Os cientistas analisaram os depósitos no cabo Hatteras no estado norte-americano da Carolina do Norte, que está enfrentando a corrente quente do Golfo e a corrente fria do Labrador. Por causa disso, formam-se vórtices e arenitos de areia perigosos para os navios. Pelo tamanho dos grãos de areia datados, pode-se julgar a força das correntes de um período determinado.

    Acontece que a velocidade da circulação meridional do Atlântico atingiu um recorde de baixa por mais de 1.500 anos, tornando-se 15% mais fraca. Começou a diminuir depois do final do pequeno período glacial nos séculos XIV e XIX. Essa tendência continuou devido ao aquecimento global. Os cientistas também chegaram à conclusão de que a corrente do Golfo se tornará ainda mais fraca, já que a atmosfera da Terra continua a aquecer devido à queima de grandes volumes de combustíveis fósseis pelo homem. Com informações da Sputnik Brasil

  • Pesquisadores descobrem ‘zona de sombra’ na Terra que pode ameaçar todos nós

    Os cientistas noruegueses descobriram uma área “de sombra” na camada de gelo na Groenlândia, onde o gelo está se derretendo muito rapidamente. Isso, por sua vez, tem um impacto sobre o aumento do nível do mar e ameaça com inundação grandes áreas costeiras em todo o mundo, relata um portal científico.

    De acordo com o Science Alert, os cientistas noruegueses descobriram uma área “de sombra” na camada de gelo da Groenlândia formada por uma mistura de poeira e fuligem.

    Veja Mais:
    E se os transportes públicos fossem gratuitos nas grandes cidades?
    Rio contaminado por empresa norueguesa demorará séculos para se recuperar, diz cientista

    À medida que o gelo se derreter rapidamente nesta área, este processo vai afetar o aumento do nível do mar, criando em vastas áreas costeiras por todo o mundo um risco de inundação, advertem os pesquisadores.

    https://twitter.com/CienciaClima/status/983692968585519104

    Segundo a mídia, o comprimento da zona “de sombra” é de 400 quilômetros e a largura máxima é de 100 quilômetros. O problema é que as algas escuras crescem neste território, o que muda a cor do gelo. Como resultado, o gelo perde sua capacidade de refletir os raios do sol e, assim, derrete mais rapidamente.

    Por sua vez, a água contribui para o crescimento das algas, por isso a área “de sombra” aumenta. Assim é desencadeado um mecanismo que se autoalimenta, acelerando o derretimento do gelo.
    Os especialistas dizem que a contribuição mais importante para a redução do volume de gelo vem da fuligem em consequência de incêndios florestais e outros processos de combustão. Eles são responsáveis por 73% das mudanças na capacidade da superfície do gelo para refletir os raios solares. Por Sputnik Brasil

  • Rio contaminado por empresa norueguesa demorará séculos para se recuperar, diz cientista

    A mineradora norueguesa Hydro Norks, responsável pela maior parte do controle da refinaria Alunorte, no Pará, apresentou dois relatórios nesta segunda-feira em que nega que tenha havido contaminação das águas dos rios do entorno do município de Barcarena, no nordeste do Estado.

    A divulgação desse último laudo contraria, inclusive, um outro documento da própria empresa lançado em fevereiro deste ano em que admitia o uso de duto clandestino para lançar rejeitos no rio. A confissão foi feita após a divulgação de um estudo do Instituto Evandro Chagas que diz que houve contaminação ambiental em três comunidades de Barcarena.

    O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia (INPA), Philip Fearnside, disse que o derramamento de substâncias tóxicas nos rios afeta profundamente a vida da população ribeirinha.
    “A população ribeirinha que usa a água do rio para sobreviver e a exposição a certas substâncias pode causar doenças graves. A empresa agora deveria ter que oferecer água pura para essa população espalhada”, apontou.

    Após o primeiro laudo do Instituto Evandro Chagas, o Ministério Público do Pará e o Ministério Público Federal iniciaram investigações e solicitaram novos estudos. O Ibama já aplicou uma multa de R$ 20 milhões à empresa por “realizar atividade potencialmente poluidora sem licença válida da autoridade ambiental competente” e por “operar tubulação de drenagem também sem licença”.

    Para Fearnside, a multa é um atitude positiva, mas ele questiona o valor aplicado.

    “É um empresa bilionária, então 20 milhões é um trocado para eles, mas é importante ter uma multa que chame a atenção da empresa. Porém não sei que tipo de regulamento existe em termos de valor de multa”, afirmou.

    Fearnside ressaltou o fato de que alguns desses danos são praticamente irreversíveis para o meio ambiente, que pode demorar séculos até que o ecossistema volte ao seu estado natural.

    “Algumas coisas não vão voltar mesmo. Foi encontrado urânio e esse tipo de substância dura séculos até ser eliminada. Agora eles vão ser depositados nos sedimentos e nos mananciais e isso diminui o impacto humano, mas eles ficam no ar, não é uma coisa que desaparece por completo”, disse.

    No comunicado divulgado na segunda-feira, a empresa disse que está realizando investimentos no valor de R$ 300 milhões na região de Alunorte que serão destinados ao sistema de tratamento de água da refinaria e para ações sociais nas comunidades.

    Fearnside defende que seja olhado com mais cuidado o histórico de acidentes ambientais das empresas que ganham licitações no Brasil.

    “O Brasil está no momento com uma enorme entrada de empresas chinesas, inclusive na parte de hidrelétricas. E a China é conhecida por ter uma péssima legislação ambiental. É necessário ter uma fiscalização sobre os históricos de todas as empresas, não só as estrangeiras. É só ver o que aconteceu com a Vale em Mariana (MG) para perceber que o problema não está no fato da empresa ser estrangeira”, completou.

    O Instituto Evandro Chagas emitiu nota, respondendo ao relatório da Hydro Norsk, que contestava o seus dados originais.

    “Os relatórios técnicos (RT’s) divulgados pelo IEC buscam sintetizar os resultados encontrados na análise das amostras. No entanto, esses documentos não contêm à exaustão todas as informações que se encontram nos Relatórios de Análises (RA’s) gerados para cada amostra. Nos RT’s são apresentados apenas dados essenciais para garantir a qualidade dos resultados”, escreveram. Por Sputnik Brasil

  • Força-tarefa vai investigar danos ambientais causados por vazamento no Pará

    A Procuradoria Geral da República e o Ministério Público do Pará decidiram criar uma força-tarefa para acompanhar os danos ambientais causados pela empresa Hydro Alunorte no município de Barcarena (PA). A medida foi estabelecida em uma portaria conjunta publicada hoje (4) no Diário Oficial da União.

    Os principais objetivos da força-tarefa são investigar os danos e promover a responsabilidade dos seus agentes, promover a indenização das vítimas e a reparação dos danos, além de analisar os impactos sociais e ambientais decorrentes de vazamento de resíduos e rejeitos químicos de atividades desenvolvidas pela empresa Hydro Alunorte. O grupo também deve propor medidas administrativas e judiciais para os responsáveis pela poluição ambiental.

    Veja Mais:
    Produção do pré-sal bate recorde com 1,763 milhão de barris de óleo por dia
    Pela segunda vez no mês, mineroduto tem vazamento em Minas Gerais

    A força-tarefa será composta por promotores do MP do Pará e da comarca de Barcarena, além de procuradores da República. Poderão ser convidados a participar de reuniões da força tarefa profissionais com experiência e conhecimento técnico-científico sobre o assunto. As reuniões do grupo devem ser realizadas mensalmente em Belém.

    Em fevereiro deste ano, um depósito de resíduos da empresa mineradora Hydro Alunorte, localizado em Barcarena, região metropolitana de Belém (PA), transbordou, despejando efluentes tóxicos no meio ambiente, atingindo solo e água de comunidades ribeirinhas em vários pontos do município.

    A Hydro afirma que foram feitas inspeções conduzidas por várias autoridades locais, estaduais e federais, que confirmaram a integridade dos depósitos de resíduo de bauxita da Alunorte e que não há evidência de vazamento ou transbordo. A empresa contratou uma empresa de consultoria ambiental para realizar uma avaliação independente dos sistemas de gestão de tratamento de águas e efluentes na refinaria. Por: Agência Brasil

  • Mais um animal morre no Zoológico de Brasília

    Uma ádax, mamífero que se assemelha a um antílope, morreu na manhã de hoje (30) no Jardim Zoológico de Brasília. O laudo de necropsia está em fase de conclusão. A ádax Gaia tinha sido separada dos demais animais do grupo por causa de uma luxação no membro traseiro esquerdo.

    A fêmea foi levada para um espaço menor, onde teria os movimentos reduzidos, para facilitar o tratamento. De acordo com o Zoológico, bovídeos selvagens são muito agressivos e reagem de forma violenta ao serem manejados.

    No local de manobra, a ádax apresentou espasmos musculares ao se prender em um dos portões. Os veterinários do zoo foram imediatamente acionados.

    Gaia é o terceiro mamífero que morreu no Zoológico de Brasília neste ano. Em 7 de janeiro, aos 25 anos, o elefante Babu foi encontrado morto; e no último dia 24, a girafa Yvelise morreu depois de uma cirurgia no intestino. Por: Agência Brasil