Categoria: Conexão News

  • Satélites e drones mostram a extensão devastadora do Cyclone Idai

    O ciclone Idai varreu o sudeste da África há alguns dias, matando milhares de pessoas e deixando cidades inteiras e fazendas debaixo d’água. O rescaldo está apenas começando a fica claro, com a ajuda de drones e imagens de satélite.

    Os satélites estão sendo usados ​​para mapear áreas inundadas para ajudar nos esforços de socorro. A imagem acima é da Agência Espacial Européia, mas a NASA também está ajudando a mapear a área. O satélite Sentinel-1 da ESA é particularmente útil graças a um sistema de radar que permite ver através das nuvens, da chuva e do escuro.

    Essas imagens ajudarão a fornecer informações atualizadas para entender exatamente quais áreas foram afetadas. A Cruz Vermelha Americana também está usando drones para ver onde a ajuda é mais necessária.

    A área ao redor do Rio Buzi é agora efetivamente um vasto lago interior, medindo 125 por 25 quilômetros.

    Estima-se que mais de dois milhões de pessoas em Moçambique, no Malawi e no Zimbábue foram afetadas, mas a extensão da destruição ainda não está totalmente clara. Pode ser a pior tempestade do hemisfério sul. As autoridades ainda estão trabalhando 24 horas por dia para tentar resgatar pessoas, apesar do pouco acesso a estradas, transportes ou conexões de comunicação.

  • Ex-presidente Michel Temer é preso pela Lava-Jato

    O ex-presidente Michel Temer foi preso agora pouco pela força-tarefa da Lava-Jato do Rio de Janeiro.

    O ex-ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, também foi preso.

    Segundo as últimas informações, a Polícia Federal esperava prender o ex-presidente na quarta-feira (20), mas não o localizou em casa, na região oeste de São Paulo.

    Na manhã desta quinta-feira (21), a PF voltou a residência e quando Temer saiu de casa em um dos carros oficiais, foi cercado dada a voz de prisão.

    Mais informações em breve.

  • Polícia prende novo suspeito de massacre em escola de Suzano

    Um adolescente de 17 anos foi detido na manhã desta terça-feira (19) apontado como o terceiro suspeito de envolvimento no massacre da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano.

    Foram encontradas mensagens no celular do jovem que indicariam sua participação no massacre, que deixou 10 mortos, incluindo os dois atiradores: Guilherme e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos.

    Confira na reportagem.

  • Número de mortos em Brumadinho chega a 206

    Segundo a Defesa Civil de Minas Gerais, o número de mortos identificados no rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho subiu para 206.

    Outras 102 pessoas continuam desaparecidas e 395 foram localizadas. As buscas pelas vítimas continuam.

    A barragem da Mina Córrego do Feijão se rompeu no último dia 25 de janeiro e causou a morte de centenas de pessoas e contaminou o Rio Paraopeba, um dos afluentes do Rio São Francisco.

    Confira na reportagem de Amaliana Costa.

  • Pedido de criação da CPI dos Tribunais Superiores será reapresentado

    O senador Alessandro Vieira (PPS-SE) conseguiu 27 assinaturas para a criação da CPI dos Tribunais Superiores. Apresentado em fevereiro, o primeiro pedido de investigação de “condutas ímprobas” de ministros das cortes mais altas foi arquivado após dois senadores retirarem as assinaturas. Alessandro Vieira avalia que desta vez não haverá desistência apesar de mencionar relatos de pressão. Já o senador Humberto Costa (PT-PE) avalia que os fatos elencados no pedido da CPI não estão muito claros. E disse que, se criada a CPI, ela também deverá investigar a conduta de agentes públicos na Lava Jato.

    A reportagem é de Hérica Christian, da Rádio Senado.

  • Califórnia suspende pena de morte

    O estado da Califórnia, aprovou uma medida que suspende a aplicação de penas de morte no estado. Com isso, as execuções de 737 detentos foram suspensas.

    Confira na reportagem Flávio Gomes.

  • Justiça decreta prisão preventiva de três funcionários dos Correios

    A Justiça do Paraná decretou a prisão preventiva de três funcionários do Centro de Encomendas Internacionais dos Correios, em Pinhais, no Paraná, que foram detidos temporariamente no último dia 28. De acordo com a Polícia Federal (PF) em Curitiba, a decisão ocorreu depois de feitos interrogatórios, análise do material aprendido e indiciamento dos acusados.

    “A PF apurou que os trabalhadores violavam correspondências e desviavam seus conteúdos, em especial drogas sintéticas enviadas ilegalmente do exterior para o Brasil”, explicou, em nota, a assessoria do órgão.

    A prisão temporária perderia efeito no domingo (3), por isso o pedido dos investigadores foi encaminhado à 12ª Vara da Justiça Federal na última sexta-feira (1º).

    A prisão temporária tem duração de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco, e ocorre durante a fase de investigação do inquérito policial, para coleta de provas. A preventiva, prevista no Código de Processo Penal, não tem prazo pré-definido e pode ser decretada em qualquer fase da investigação policial. A medida é adotada quando há evidências de crime, para evitar que o réu continue a atuar fora da lei ou atrapalhe o andamento do processo.

    Os investigados foram indiciados pelos crimes de peculato e associação criminosa. A denúncia partiu da própria empresa que identificou as irregularidades e acionou a PF.

    Em nota, os Correios explicaram que os empregados terceirizados envolvidos no esquema serão desligados, enquanto os concursados serão submetidos à corregedoria interna.

  • Crianças poderão passar por avaliação de saúde no ensino fundamental

    Os estudantes que ingressarem no ensino fundamental terão que fazer uma avaliação médica completa. É o que prevê o projeto de lei (PL 1.219/2019) apresentado pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM). O poder público será responsável por garantir que os exames serão feitos. A escola vai ter que manter o prontuário médico de cada estudante, com os resultados da avaliação. A proposta vai passar pelas comissões de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), Educação, Cultura e Esporte (CE) e Assuntos Sociais (CAS).

    Ouça os detalhes na reportagem de Maurício de Santi, da Rádio Senado.

  • Investimentos do Brasil na Venezuela serão examinados pela CRE

    A Comissão de Relações Exteriores (CRE) deve participar de audiência pública em que dirigentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) serão chamados a detalhar os empréstimos feitos pelo Brasil à Venezuela durante os governos do PT (de 2003 a 2016).

    Em uma reunião da CRE nesta quarta-feira (27) para discutir a situação venezuelana, o senador Eduardo Girão (Pode-CE) disse que os financiamentos podem ter fortalecido os governos de Hugo Chávez e de Nicolás Maduro, relegando ao Brasil parte da responsabilidade pela atual crise política e humanitária no país vizinho. De acordo com o senador, dinheiro brasileiro financiou metrôs, usina, ponte e saneamento básico.

    — Queremos verificar se há responsabilidade do Brasil nessa crise. O Brasil investiu bilhões de reais que podem ter financiado a atual ditadura — destacou Girão.

    A audiência vai acontecer na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e defesa do Consumidor (CTFC), ainda sem data marcada.

    Soraya Thronicke (PSL-MS) reforçou a importância de debater a questão, dizendo que bilhões de dólares foram emprestados a juros baixos “de forma estranha”:

    — É grave. Foi muito dinheiro financiando ditadura. Fora que o Brasil tem sua dívida, paga juros, precisa investir aqui e ainda empresta para quem não paga — reclamou.

    Na reunião da CRE, os senadores avaliaram a postura da diplomacia e do Exército e a recusa do governo de Maduro à ajuda humanitária enviada pelo Brasil e pela Colômbia, o que acirrou os ânimos nas fronteiras durante o fim de semana e resultou em morte de civis venezuelanos.

    Diplomacia

    Para Jaques Wagner (PT-BA), a postura do Brasil sobre socorro e ajuda humanitária deve seguir fielmente a das Nações Unidas.

    — A Venezuela já fez a demanda de ajuda humanitária à ONU. Se houver uma missão da ONU de levar ajuda humanitária, o Brasil deve participar, mas o país não deve tomar parte em articulação que não esteja sob o guarda-chuvas da ONU.

    Wagner acredita não ser hora de o Brasil se dedicar a problemas que estão além da fronteira e disse que a diplomacia brasileira precisa ser “menos de punho de renda e mais como a americana, que é pragmática e comercial”.

    A posição dos Estados Unidos na crise foi comentada por vários senadores. Para Telmário Mota (Pros-RR), o Brasil deve manter sua tradição na mediação, paz e boa vizinhança, mas está sendo usado pelo governo de Donald Trump, que teria mais interesse no petróleo do que na crise humanitária.

    — Se estivessem preocupados com o povo, deveriam suspender as sanções, chamar a ONU e a Cruz Vermelha. Mas na verdade essa carnificina que está acontecendo na Venezuela não tem as impressões digitais dos Estados Unidos porque eles usaram a Colômbia e o Brasil para fazer esse papel.

    Humberto Costa (PT-PE) reforçou o discurso de Telmário, dizendo que o Brasil não deve entrar numa guerra que não é sua. Até pelo histórico e reconhecimento internacional por sua posição equilibrada nos conflitos, buscando a construção da paz e a mediação, avaliou:

    — Mas atualmente o Ministério das Relações Exteriores joga gasolina na crise. Ainda bem que os militares em Roraima, de maneira muito sábia, adotam a posição de moderação.

    O senador Alessandro Vieira (PPS-SE) também comentou a relevância econômica e estratégica da Venezuela para todo o mundo, por causa do petróleo.

    — Não devemos endossar o discurso tolo sobre a defesa de democracia, a partir de países que toleram ditaduras no mundo inteiro, dependendo da conveniência econômica. O interesse essencial do nosso grande parceiro econômico, que é os EUA, é o controle de uma importante rota de produção de petróleo e gás.

    Mediação

    Líder do partido de Bolsonaro no Senado, o senador Major Olimpio (PSL-SP) disse que “corpos no chão é tudo o que o Brasil não quer neste momento”. E que o país tem grande chance de se colocar de forma altiva nesse processo como mediador.

    Para Márcio Bittar (MDB-AC), o Brasil precisa se envolver na questão da Venezuela e se posicionar porque o regime do país vizinho é ilegítimo e há uma questão humanitária.

    — O país em que as pessoas reviram lixo para ver se tem resto de comida é uma questão humanitária. O regime de Maduro foi surreal ao rejeitar ajuda humanitária e atacar seu próprio povo.

    Bittar afirmou que, nos últimos anos, a Venezuela deixou de ser um dos mais ricos do continente para estar entre os mais pobres.

    — O PIB caiu 40% e a inflação atingiu 1.000% ao ano, 61% da população vive na extrema pobreza e 64% das pessoas perderam em média 11 quilos. Negar ajuda humanitária é surreal.

    Roraima

    Mecias de Jesus (PRB-RR) relatou o que a crise tem gerado em seu estado: problemas agrários e fundiários e colapso da saúde, da segurança pública e da educação.

    — Não só os venezuelanos sofrem com a falta de assistência. Ela não chega aos roraimenses também. Queremos paz, porque somos o primeiro alvo. Mas paz com diálogo.

    Telmário disse aos senadores que Roraima depende do calcário da Venezuela, do ferro e da gasolina, e mais de 60% do consumo de energia no estado é gerado no país vizinho. O comércio também sofre com o fechamento da fronteira, o que afastou os compradores venezuelanos.

    — O estado está numa crise socioeconômica gravíssima. Proporcionalmente, somos o estado com maior população abaixo do nível de pobreza. A violência contra jovens e mulheres estourou, assim como o desemprego. A migração desordenada deixou todas as cirurgias eletivas suspensas; não tem antibiótico, não tem leito.

    Segundo ele, aulas foram adiadas, não há transporte escolar, os terceirizados estão há sete meses sem receber e os médicos estão há dois meses sem salário também.

    — O governo federal está de costas pro estado de Roraima — desabafou. Por Agência Senado.

  • Prédios são esvaziados por ameaça de desabamento

    O Corpo de Bombeiros esvaziou dois prédios residenciais, na Vila Andrade, região do Morumbi, na tarde desta terça-feira (19).

    A Defesa Civil constatou rachaduras e que havia ameaça de desabamento e determinou a interdição dos edifícios.

    “A Defesa Civil da Cidade de São Paulo informa que foi acionada para vistoriar dois prédios em um condomínio na Vila Andrade. Ambas as torres, de 12 pavimentos cada – sendo 8 pisos com 6 apartamentos, um térreo e 3 de garagem – foram interditadas e evacuadas preventivamente para realização de diagnóstico estrutural. Foram constatadas rachaduras nas edificações. A ação contou ainda com a presença de um engenheiro, agente vistor da subprefeitura, além do Corpo de Bombeiros. A Defesa Civil irá monitorar as edificações e o processo de estabilização das torres interditadas”.