Categoria: Conexão News

  • Projeto institui ginástica laboral em todos os órgãos públicos

    União, estados, Distrito Federal e municípios deverão implantar, nos três Poderes, atividades de ginástica laboral diária para servidores, funcionários terceirizados e estagiários. É o que estabelece projeto do senador Nelsinho Trad (PSD-MS) que tramita na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde aguarda designação do relator.

    A ginástica laboral prevista no PL 3.273/2019 terá uma duração mínima de quinze minutos por dia e será desenvolvida por profissionais de educação física; em caso de trabalho a distância, os funcionários reverão receber orientações de atividades pela internet. A adesão aos programas de ginástica é facultativa e os trabalhadores que não optarem não sofrerão qualquer espécie de sanção.

    Ao justificar sua proposição, Nelsinho Trad chama atenção para o “crescimento exponencial” das doenças profissionais, com destaque para a lesão por esforço repetitivo (LER) e os distúrbios osteomoleculares relacionados ao trabalho (Dort), situação que o parlamentar associa à incorporação de novas tecnologias e estratégias gerenciais. Ele sublinhou que a ginástica laboral ajuda a prevenir e tratar inúmeras enfermidades ocupacionais e “promover a manutenção do equilíbrio físico e mental do trabalhador”.

    “Com o sistema osteomuscular fortalecido, o colaborador tende a manter uma postura adequada, evita as lesões por esforços repetitivos e ainda adquire mais equilíbrio e preparo físico. Além disso, a ginástica laboral previne o sedentarismo e aumenta a consciência corporal, pois melhora a flexibilidade, a coordenação e a resistência física nos seus praticantes”, justifica o senador.

    Nelsinho acrescenta que a ginástica laboral aumentará a qualidade de vida no serviço público e reduzirá os índices de afastamento do trabalho por motivo de doença. Depois de apreciado pela CAS, o projeto seguirá para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), cuja decisão é terminativa: se aprovado na CCJ e não houver recurso para análise da decisão pelo Plenário, o texto poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados.

    – Agência Senado

  • Mulheres vítimas de violência poderão ter prioridade em exames periciais

    Mulheres vítimas de violência doméstica e familiar poderão ter prioridade na realização de exames periciais necessários à comprovação da agressão. É o que determina o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 26/2017, aprovado nesta quinta-feira (13), na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). O texto segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

    A coleta da prova pericial, em casos de violência, é um momento chave após a denúncia e a demora em sua realização pode até mesmo inviabilizar a condenação de um culpado. Por isso, é preciso acrescentar essa prioridade na Lei Maria da Penha (Lei 11.340, de 2006), justificou o autor do projeto, o ex-deputado Laudívio Carvalho.

    Segundo a relatora na CDH, senadora Leila Barros (PSB-DF), a proposição vai contribuir para acelerar a coleta de provas periciais das denúncias baseadas na Lei Maria da Penha. Ela lembra ainda que a legislação já prevê a criação e promoção de centros especializados no atendimento à mulher. E ressalta que a aprovação do projeto não prejudica a criação de centros especializados, apenas assegura atendimento imediato à vítima da violência nos centros em funcionamento, sejam especializados ou não.

    “A prioridade definida é, portanto, necessária, pois, como afirma seu autor, a demora na coleta de provas pode até inviabilizar o andamento de um processo, a identificação de um agressor e a condenação de um culpado”, reforçou.

    Alienação

    Requerimento de audiência pública para debater o Projeto de Lei do Senado (PLS) 498/2018 foi aprovado pelos senadores. Leila Barros é relatora da proposta que revoga a Lei da Alienação Parental (Lei 12.318, de 2010) e quer ouvir especialistas contra e a favor para embasar o seu relatório. A reunião ocorrerá no dia 25 de junho e terá a presença de especialistas em direito de família e das crianças e adolescentes.

    — Da mesma forma que fizemos a audiência para o projeto do tabaco, que foi muito esclarecedor para o relatório, para o projeto da alienação seria muito importante, porque ele é muito polêmico e emocional — disse Leila.

    – Agência Senado 

  • Regulamentação de patinetes em debate na Subcomissão de Mobilidade Urbana

    A regulamentação do uso de patinetes e bicicletas elétricas para o deslocamento urbano será tema de audiência pública nesta segunda-feira (10), na Subcomissão Temporária sobre Mobilidade Urbana, vinculada à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

    O debate terá foco na apresentação da minuta do projeto de lei em elaboração pelo senador Acir Gurgacz (PDT-RO). O texto destaca que, recentemente, a população de mais de uma dezena de cidades brasileiras passou a dispor de patinetes elétricos, com um crescente número de acidentes envolvendo seus usuários, bem como conflitos no compartilhamento das calçadas com os pedestres. E já há registros de atropelamento de usuários que trafegavam nas faixas de rolamento das vias.

    Além disso, Gurgacz também aponta a expansão recentes dos serviços de compartilhamentos de bicicletas e bicicletas elétricas, com lacunas na legislação para a utilização desses veículos.

    Regras

    A proposta é proibir a circulação de patinetes nas faixas de rolamento de toda e qualquer via aberta ao tráfego de veículos. Sendo permitida nas ciclovias e ciclofaixas com velocidade até 20 quilômetros por hora. Também será exigido o uso capacete de ciclista para os condutores de patinetes e bicicletas elétricas.

    “Com as regras de circulação estabelecidas no Código de Trânsito Brasileiro, caberá aos municípios e ao Distrito Federal, a regulamentação de serviços de compartilhamento de bicicletas, bicicletas elétricas e veículos de mobilidade individual autopropelidos, de modo a atender as necessidades e condicionantes locais. A regulamentação deverá ter como premissas a priorização da segurança e da fluidez do trânsito de pedestres, a garantia das condições de segurança dos usuários dos serviços, a exigência de contratação de seguro de acidentes pessoais e de responsabilidade civil, e a efetiva cobrança de tributos”, explica o senador.

    Debatedores

    Foram convidados para o debate Marcelo Vinícius Granja, diretor de Educação de Trânsito (Direduc/Detran-DF); Arnaldo Luis Teodósio Pazetti, coordenador Geral de Apoio Técnico e Fiscalização do Denatran; José Luiz Nakama, assessor da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte do Município de São Paulo; Eloir Oliveira Faria, coordenador de Planejamento da Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro; e um representante da Bike Anjo.

    A audiência pública está marcada para as 15h, no plenário 6 da Ala Senador Nilo Coelho.

    Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

  • Policiais deverão registrar no BO se vítima de violência doméstica tem deficiência

    Projeto aprovado pelo Plenário do Senado (PLC 96/2017), que vai à sanção presidencial, prevê a obrigatoriedade de o policial incluir no Boletim de Ocorrência (BO) se a vítima de violência doméstica tem deficiência.

    O registro policial, também conhecido como BO, também deverá esclarecer se a agressão sofrida pela mulher causou danos permanentes ou agravou a deficiência preexistente.

    Segundo a relatora, senadora Rose de Freitas (Pode-ES,) faltam dados sobre a violência doméstica contra mulheres com deficiência.

    Já a senadora Juíza Selma (PSL-MT) pondera que essas informações poderão garantir uma investigação criminal , julgamento mais rápido e propiciar um melhor atendimento às vítimas.

    Ouça mais detalhes no áudio da repórter da Rádio Senado, Hérica Christian.

  • Entrada de venezuelanos no Brasil volta a crescer após conflitos

    De acordo com dados da Polícia Federal, o número de venezuelanos que entraram no território brasileiro praticamente triplicou na terça-feira (30).

    Conflitos

    Na manhã de terça, o líder da oposição venezuelana Juan Guaidó divulgou um vídeo nas redes sociais ao lado do também líder da oposição Leopoldo López, libertado da prisão domiciliar, no qual afirma que obteve o apoio de militares para derrubar o governo de Maduro.

    Autoridades do governo negaram o apoio militar a Guaidó e Maduro garantiu manter a lealdade das Forças Armadas.

    A situação levou a vários conflitos, principalmente na capital Caracas. Nesta quarta Guaidó convocou a população para realizar “a maior marcha da história” do país para derrubar o ditador Maduro.

  • Caos aumenta na Venezuela e senadores de Roraima pedem ação diplomática do Brasil

    Muitos brasileiros e especialmente os cidadãos de Roraima assistiram com apreensão ao quadro de violência e confronto que aumentou o caos na Venezuela.

    O senador Mecias de Jesus (PRB–RR) defende que o governo brasileiro não interfira nos assuntos internos da Venezuela e apenas tente ajudar por meio da diplomacia.

    Também titular da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado (CRE), o senador Chico Rodrigues (DEM–RR) classifica a situação como gravíssima.

    A reportagem é de Floriano Filho, da Rádio Senado. Ouça o áudio com mais informações.

  • Clima tenso na Venezuela: Há confrontos violentos entre militares do ditador Maduro e manifestantes

    O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, negou hoje (30) que tenha perdido o apoio das Forças Armadas do país. Mais cedo, Juan Guaidó, autodeclarado presidente, divulgou um vídeo nas redes sociais anunciando que as Forças Armadas tinham se aliado à oposição, abandonando o regime.

    Guaidó convocou um levante militar para depor o ditador Maduro e grupos militares contrários se enfrentavam em uma manifestação em uma base aérea de Caracas, no momento em que o país alcança um novo patamar em sua crise.

    Segundo a agência de notícias Reuters, dezenas de homens armados e fardados, que acompanhavam Guaidó, trocaram tiros com soldados que agiam apoiando Maduro fora da base aérea de “La Carlota”.

    Mais cedo, veículos militares avançaram contra a multidão em Caracas, atropelando os manifestantes que não recuou. Bombas incendiárias foram lançadas e um carro blindado pegou fogo.

  • Chuvas e ventos deixam o Rio em estágio de atenção

    A cidade do Rio de Janeiro permanece hoje (29) em estágio de atenção desde às 20h25 de ontem, em razão da possibilidade de chuva moderada a forte nas próximas horas.

    A mudança no nível de monitoramento, de vigilância (primeiro estágio) para atenção (segundo estágio), ocorreu após a chegada de uma frente fria que derrubou a temperatura e trouxe chuva e muito vento para a região metropolitana.

    A chuva forte que atingiu a cidade na noite de ontem causou diversos transtornos para os cariocas, principalmente nas zonas norte e oeste, mas, desta vez, os principais problemas foram causados pelo vendaval. As rajadas mais fortes foram registradas na estação do Forte de Copacabana, onde o vento chegou a 105,5 km/h.

    De acordo com o Centro de Operações da prefeitura, a ventania provocou a queda de pelo menos 63 árvores. Algumas delas caíram sobre a rede elétrica, interrompendo o fornecimento de energia na Grande Tijuca, no Engenho de Dentro, no Méier e em Vila Isabel.

    Na zona oeste, faltou luz em pontos da Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Realengo, onde o Hospital Albert Schweitzer ficou sem energia por pelo menos duas horas.

    Os ventos fortes também causaram a interdição da Ponte Rio-Niterói, que ficou fechada por dez minutos, no sentido Niterói, às 20h15 de ontem.

    A previsão para esta segunda-feira no Rio é de tempo instável, com predomínio de céu nublado, e possibilidade de chuva moderada a forte agora pela manhã, e chuva de intensidade fraca a moderada à tarde e à noite. A temperatura cai ainda mais e a máxima prevista para hoje é de 30 graus.

  • INSS tem cerca de 3 milhões de processos com indícios de fraudes

    Em audiência pública, a Comissão Mista da Medida Provisória MP 871/2019 discutiu as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

    Segundo dados do presidente do INSS, Renato Vieira, existem cerca de 3 milhões de processos com indícios de fraudes para serem analisados, porém o órgão só tem capacidade de examinar 150 mil processos por ano.

    Por isso, disse, é preciso um esforço extraordinário, como o da MP. Segundo o senador Paulo Paim (PT–RS), a MP está seguindo a lógica da reforma da previdência (PEC 6/2019) e afeta apenas quem mais precisa.

    A MP já recebeu 578 emendas de parlamentares. Ouça mais detalhes no áudio do repórter da Rádio Senado, José Odeveza.

  • Comunidades indígenas defendem volta da Funai para Ministério da Justiça

    Em encontro com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o representante da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, Lindomar Terena, argumentou que os índios perderam com a decisão do governo de retirar do Ministério da Justiça a Funai e a demarcação de terras.

    O senador Flávio Arns (Rede-PR) avalia que os Ministérios da Agricultura e da Mulher não deveriam lidar com questões dos povos indígenas.

    Já o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) admitiu que poderá fazer mudanças na medida provisória que trata da estruturação do governo para atender as demandas dos índios (MP 870/2019).

    Mais detalhes na reportagem de Herica Christian, da Rádio Senado.